[...]

— Sam!

— Tasha! Você demorou a vir pra cá. Ouvi um pouco da sua conversa com David, e posso apostar que já viu e ouviu o lado, sou um príncipe, todas me querem!

Os dois riem animadamente.

Ele pega nas mãos dela, e ver o semblante preocupado da morena.

— Problemas com a família?

— Não. Quero dizer, não dessa vez.

— É sobre seu namorado, que ninguém conhece?

Natasha tira suas mãos da dele e se solta no estofado macio.

— Você conhece.

O jovem puxa na memória, mas não lhe vem nenhum amigo em comum com ela.
E Nat se cala.

Sam se dar por vencido, sobre o namorado da amiga. Retornaria a perguntar quando fosse a melhor hora.

Já se passava das 20h24 quando, Albert começa a se pronunciar, todas estavam sentadas e quietas, na mesa de jantar da família real.

— Boa noite, Majestades e Miss's. — a família real, ficou toda em silêncio.- Lerei agora todas as regras aplicadas as hóspedes. -e limpa a garganta. -1- Não podem andar pelo palácio depois do toque de recolher.
2- Se dirigir as suas majestades, de forma vil será punida;
3- Ser educada sempre, não importa a situação.
4- Estar sempre presente nas aulas de etiqueta; as 8:25.
5- Café da manhã as 7:28. Um alarme soará no quarto de todas as 6:15 da manhã.
6- Apresentar-se primorosa em todas as ocasiões;
7- Não brigarem entre si; pois serão punidas.
8- Seus príncipes, podem lhe chamar a um passeio, e terão sempre que aceitar.
9- Todas tem uma estilista exclusiva.
10- Sabotagem, será expulsão imediata da candidata.
11- Haverá câmaras por todos os cômodos do primeiro andar; então sejam boazinhas.
12- Proibida a circulação de todas no terceiro andar.
13- Punição extrema aquelas que: desobedecerem as regras apresentadas e entrar no quarto de quem quer que seja; sem permissão! — O mordomo toma fôlego e prossegue. — Caso houver dúvidas...

— Gostaria de saber se podemos usar o celular, ao menos no fim de semana. -manifesta-se a filha do chanceler, Gabrielle Gerard.

— Quando suas altezas achar necessário, ou for motivo de emergência, poderão usá-los. Mas alguma pergunta, ou podemos prosseguir, pro jantar?

— Bom, teremos atividades físicas? — pergunta Rebekah.

— Com certeza, sim. — responde David. — O que não irá faltar, é atividades físicas.

— Ok, já deu. — Interfere o rei. — Vamos jantar. Amanhã tirem suas dúvidas, ao alvorecer após suas aulas de etiqueta. Sim?

— Ótima sugestão, majestade. — concorda Albert solícito. — O jantar está servido!

Entram quatro empregadas, com bandeija nas mãos, e põem na frente dos monarcas. Assim que eles destampam seus alimentos, as jovens fazem o mesmo. Começando assim, uma degustação de alimentos refinada.

St.John era conhecido não só como o melhor exportador de frutas, mais também como uma das melhores em frutos do mar.

O Jantar foi agradável. Os monarcas se divertiam com as caras e bocas que as participantes faziam, com as entradas de alimentos diferentes.

O rei pede licença ao se retirar e vai pra biblioteca. A rainha desculpa-se por não poder participar da conversação das moças com seus príncipes.

Mary sobe rumo aos seus aposentos, e aí se lembra de chamar os seus sobrinhos pra sairem, já que não havia ninguém na sala de estar, e sim no jardim.
Ela encontra Raphael na porta com a mala na mão. Aparentava estar ansioso.

— Querido, cadê Dhário?

— Estou esperando ele, ainda está dentro do quarto.

— Hum. Mas está tudo bem com você? — se aproxima mais e o afaga no ombro. — Parece deprimido...

— Estou bem titia. Não se preocupe. — responde docemente, a abraçando.

Mary sabia que ele estava mentindo. Viveu bastante tempo tomando conta dele, pra o mesmo querer enganá-la, com um simples estou bem.

— Quero um abraço desses minha tia. — interrompe Dhário, com um jeitinho de menino.

Então todos se abraçam.

— Tia, as participantes já estão aí certo?

— Sim, Ralph, por que?

— Elas não podem nos ver, sim?

— Claro que não! — interfere o mais velho, entediado. — Estão nos jardins vamos indo. — e se vira pra rainha que já derramava algumas lágrimas silenciosas. — Hey tia...não chora. Faremos uma visita em breve.

— E que é impossível não chorar. Demoram muito tempo pra aparecer por aqui, e eu os amo como filhos...

— Nós também a amamos muito! — beija o cabelo da tia e se vira pro irmão caçula, -É melhor irmos Ralph, se não nossa tia não nos deixará partir pra Veneza.

— Vamos.

E os três saem abraçados e sorrindo.

[...]

O primeiro a notar um movimento na frente do palácio, é Sam. Estava sendo o mais educado possível ao responder algumas perguntas sem cabimento, e David parecia se divertir com o jeito que as moças se atrapalhavam.

Ele vê seus primos entrando na limousine cinza bem polida, e demorou alguns segundos pra notar que era sua mãe que se derramava em lágrimas. Sorriu com aquilo. A rainha Marilyn não era de chorar muito. Sabia que ela era apegada aos seus primos italianos, e não podia culpá-la, afinal de contas, foi a mesma que cuidou deles por muito tempo, na época da morte de Gabe, o pai deles.

Todos no jardim só viu um carro, saindo. Ninguém além dos funcionários e dos monarcas, sabiam que era os lordes.

Logo após Gabrielle, Danielle, Lena, Sara e Nádia se recolherem, ficou só Natasha e Diana. As outras quatro já se residia em seus respectivos quartos, não desceram pro jardim, se recolheram cedo.

O sucessor, pegou um copo de suco de limão, e bebericou. Reparou em uma certa loira de olhos claros, e resolveu puxar conversa.

— Então...Diana, organiza eventos, sim?

— Sim, é meu trabalho alteza. -fala tirando sua atenção, que até então estava em Sam, e que não passou despercebido por Natasha.

O silêncio se faz presente. A Natasha lia um livro. Diana tomava coca dieth comendo batatas ships, e o caçula tamborilava os dedos perdidos em pensamentos. Ambos sentados em uma distância considerável dos outros.

David obeserva Natasha.
Ela estava linda. A morena de olhos verdes, cabelos loiros claro acima do ombro. Estava vestida de short jeans de lavagem escura, regata preta, e o cabelo amarrado em um coque mal feito, enquanto mordia o lábio inferior, ao sorrir de algo engraçado do que lia.

E o príncipe não deixou de notar o quanto ela estava sexy e sem estresse, diferente de mais cedo.

— Natasha?

— Sim? — responde terna ao — saber de quem era a voz, sem nem mesmo tirar sua atenção do livro No Seu Olhar, de Nicholas Sparks -, Sam.

— Poderia me acompanhar em um breve passeio? — indaga se levantando.

— Claro, alteza. — e o acompanha assim que sai andando.

— O céu está lindo não acha,Tasha?

— É está lindo mesmo.

— Quem é o seu namorado? — Sam vai direto ao ponto.

— Hãm?!

— Quero saber quem... posso não é?

A morena não sabe se seria boa idéia, dizer quem era.

Mas por fim decide que seria melhor. Ele é seu melhor amigo, e fez o voto de confiança um no outro, "não esconda mais nada de mim, Sammy!". Isso também valia pra ela.

— Por que tanto mistério, sobre ele? Eu o conheço? É um príncipe de Missouri? — Sam ficou estupefato assim que ela disse que tinha um namorado, afinal, era a sua amiga de longa data. A única garota que teve coragem de se aproximar dele na escola, sem o intuito de querê-lo no futuro, pra se promover a suas custas. Ou não se aproximar, por ele ser um príncipe. — É o Duque Carlos de Miami Beach?

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.