Succubus : Esperança.

9 A implosão de um Plano


Notas iniciais
Espero que este capítulo seja pra você tão emocionante como foi para mim. Obrigada por vir ler, e deixe um comentário !!!

( Casa em chamas em Nonehill)

–Sinky !

Gritava Lís sem saber exatamente onde estava a sua irmã, até que ela percebeu um imenso aglomero e correu até ele. E no meio do tumulto Sinky estava ajoelhada com as mãos presas para trás.

– O que aconteceu aqui ? — Lís nunca esteve tão feliz e confusa ao mesmo tempo.

– Parece clichê mas, temos que ir, eu conto tudo no caminho.

Lís levantou a sua irmã ainda amarrada, e as duas foram correndo para casa de Kim, embora
ainda meio perdida, pois não lembrava com clareza de onde exatamente ela tinha vindo, Lís conseguiu lhes afastar de todo o barulho. No final da rua mal iluminada onde estava Sinky conseguiu ver uma pequena lanterna feita de papel e vela. Essa lanterna as levava a casa de Kim.

Ao chegarem na casa, Kim não estava presente, elas haviam se separado para procurá-las. Lís com as mãos trêmulas desamarrou a jovem.

–Precisamos voltar ! — Disse ela com a respiração ofegante, e alisando o lugar onde as algemas haviam lhe apertado.

– Mas... Agora ? O que vou dizer a Kim ?

– Não sei mas, precisamos ir, por favor !

Lís ficou confusa com a decisão. Ela esperava conseguir mais resposta antes de voltar ao plano terrestre, e se voltassem ela não tinha certeza que conseguiriam voltar, o ritual não era algo que Lís tinha o costume de fazer.

– Lís! Por favor, nos precisamos ir, Kim vai entender !

E Lís cedeu. As duas se sentaram uma frente a outra. Pingaram um gota de sangue cada, no cálice que trouxeram, e então estava exatamente onde tinham saído.
Nada estava como antes. A mansão era apenas o esqueleto de uma casa, o jardim não existia mais, era apenas um grande espaço cujo mato alcançou tamanho maior que as duas. Ninguém mais estava lá. Apenas as duas perplexas, ao ver a implosão do que chamaram uma vez de Lar.

– Então era isso que ela queria que víssemos !

–Ela quem ? — Disse Lís, com a voz trêmula e os olhos marejados.

– Não sei, eu não a conheço, mas ela, me salvou de alguma maneira ... Eu tenho a lembrança como um sonho agora, mal me lembro do que ela disse ...

Lís ficou de pé, e então olhou para o céu espantada. Sinky percebeu que sua irmã simplesmente havia ignorado tudo que ela havia dito. O céu estava completamente vermelho. Um rúbro que nunca havia visto. O ar estava pesado e quente, e pequenos pontos de fogo flutuavam para o alto até desaparecer. E então Sinky olhou em volta, com atenção. E estava tudo em chamas. A igreja, o convento, as casas, tudo em chamas, que consumiam tudo com vigor .

Não havia gritos, ou mutirão de ajuda, na verdade não havia ninguém lá. Nonehill parecia uma cidade fantasma, uma cidade esquecida, agora mergulhada em um imenso e profundo mar de fogo.

– Lís, perdemos tudo ... Por quanto tempo ficamos lá ?

Sinky se levantou e caminhou em direção as chamas, que ainda estavam longe. O mato cobria muita coisa, apenas enormes labaredas eram vistas por cima dele. Lís a seguiu em silêncio e em passos lentos as duas olhavam tudo com medo e surpresa. Lís pôs as mãos no coração ao ver que até mesmo o que uma vez era o grande lago da mansão, era agora apenas lodo borbulhante e de um odor incrivelmente ruim. O jardim mais bonito de Nonehill agora era um imenso pântano hostil e muito escuro.

Logo chegaram no grande portão de entrada na mansão, que dava acesso as ruas e as outras casas da vila. As ruas empoeiradas e secas como a de um deserto estavam vazias. Não tinha som algum, exceto pelos estalos das madeiras queimando fervorosamente e do próprio fogo, que parecia gritar em comemoração. Sinky e Lís deram as mãos e caminharam para dentro da vila, na esperança de achar alguém que pudesse dar-lhes alguma explicação.

– ... E proteja quem te protegeu por todos esses anos... Repetiu decepcionada Sinky ao lembrar do que as luzes lhe disseram. Não fiz um bom trabalho aparentemente, nem mesmo a tempo cheguei ...

– Do que você está falando ? Lís tinha ouvido tudo com muita clareza mas, estava ainda mais atenção cenário apocalíptico.

– Na praça, alguém interviu quando achei que jamais voltaria. Era formada por muitos pontos de luz dourada e delicada. Aparentemente uma mulher, não vi seu rosto, mas pude sentir seu calor e ouvir sua voz, ela era tão doce e amável que não consegui evitar o abraço que ela me deu. E no fim, ela me disse para voltar aqui, e proteger, do que seja lá que aconteceu aqui. Por isso eu quis tanto voltar, não pude ignorar um pedindo de quem me salvou, mas, não pude ajudar, nem ao a ela, e ninguém de Nonehill.

As duas estavam enfim na rua onde o convento ficava. Ele também estava em destroços, janelas e paredes desapareceram como se algo imenso tivesse caído sobre elas. Apenas o primeiro andar estava quase intacto, provado que realmente algo grande havia caído ali. Lís soltou a mão de Sinky e se aproximou da porta.

– Consigo ouvir algo aqui ... Ou sentir não sei bem ... Devemos entrar ?