Succubus : Esperança.

3 A doença não fatal.


–Elá é hereditária.

–A dona Leona tem o mesmo problema ?

– Sim.

– Mas porque, parece que ela durante o tempo ela ficou muito pior do que você deveria ficar?

– Eu não sei ...

Sinky respirou fundo, e pensou em pôr em pauta mais alguns assuntos,os quais nunca ficavam devidamente esclarecidos.

– Sabe Lís, eu te amo, você é mais do que minha irmã,mas eu sinto que há muito mais do que você quer me contar sobre essa doença. E eu estou preocupada.

Lís respirou fundo, fechou os olhos fazendo força para não contar sua irmã.

– Olha não é nada grave,e você não será infectada, pode ficar tranquila. Mas não me sinto bem agora, poderia me acompanhar até o meu quarto? Fiquei cansada repentinamente.

A pele alva da menina tornou-se levemente rosada. Seu corpo estava quente, e suas mãos molhadas pelo suor. Elas estavam relativamente longe de casa. O lago ficava distante da mansão, e Sinky era ainda muito fraca para carregar sua irmã. Apavorada Sinky deitou-a na grama, e foi correndo chamar por ajuda na mansão. Lís não tinha forças para andar, ou se quer se mexer. Quanto mais se aproximava da mansão, mais assustada ficava, geralmente haviam muitos empregados no lado de fora, sempre cuidando do jardim e limpando as folhas que caiam no chão durante toda noite. Mas não naquela manhã, nenhuma alma viva, nenhum barulho, nada.

Ela abriu a porta com força e velocidade e então viu que todos os empregados não poderiam estar em lugar algum, se não ali. Todos em volta do corpo da senhora Leona. De repente era como se o mundo tivesse perdido todo o som. Sinky conseguia apenas ouvir o som do seu coração batendo forte no peito. Uma senhora gorda e apavorada ligando para o médico local na cozinha, em prantos olhando a senhora jogada no chão. Os jardineiros e cocheiros com seus chapéis na mão, com olhares pesarosos sob sua senhora. E então ela olhou para trás. para fora da casa, e lá longe, deitada na grama, estática, estava Lís. Imediatamente ela correu para fora, e enquanto corria o máximo que suas pernas podiam dizia baixinho:

– Não Deus, não a leve, por favor. não a tire de mim ...

E o som do seu coração deu lugar ao som da sua respiração curta e forte. Sinky tentava manter o folego e a força ao mesmo tempo. Seu corpo nunca havia experimentado a junção de adrenalina e dopamina ao mesmo tempo. Suas pupilas dilataram, suas mãos e pernas estavam trêmulas e então finalmente ela chegou até Lís e então se ajoelhou.

– Lís por favor abra os olhos ...

A menina abriu os olhos imediatamente. Sinky nunca se sentiu tão leve quanto aquele momento. Ainda parcialmente surda, ela se ajoelhou e pegou sua irmã no colo. Ela a levantou com dificuldade, mas em momento algum pensou em largá-la, e a passos largos e pesados a levou até a mansão. Quando estavam perto, o carro do médico e suas ambulâncias chegaram, os homens entraram apressados.

– Sinky ? O que está havendo ?

Sinky mentiu, dizendo que não sabia, e continuou a levando pra dentro. Ao chegar na entrada da mansão, ela sentou a sua irmã em uma das poltronas do saguão. E então o médico declarou óbito a Matriarca. As moças que já choravam se desesperaram, os jardineiros nada disseram, apenas acompanharam o médico e os auxiliares para fora da mansão. E então Lís ficou lá, olhando o corpo da sua mãe, deitado no chão. Apesar de tudo seu rosto parecia corado e sereno, parecia dormir tranquilamente.

O Médico disse que foi insuficiência respiratória. Lís ficou imediatamente mais doente do que parecia normalmente.

No dia seguinte, as seis horas da tarde, fizeram o cortejo do funeral da senhora. Todos da região apareceram. Das famílias mais ricas e importantes até os mais humildes que nem casa tinham. Leona sempre os ajudou como podia. Com roupas, comida, e até abrigo, foi ela quem construiu o Albergue de Santa Teresa, a quem era devota. Lá os desabrigados encontravam comida quente, roupas limpas e camas confortáveis. O convento era regularmente abastecido por ela. E então no meio da chuva forte, todos andavam em passos curtos e ritmados, quanto o padre rezava a missa fúnebre.