Submissão
2 Capítulo 1
Notas iniciais
Meus olhos estavam vendados, mas eu não tinha medo.
Estava excitada. Muito excitada.
Escutei seu riso para logo em seguida sentir sua mão subindo por minha coxa. Institivamente puxei as cordas que prendia os meus pulsos no ferro da cabeceira da cama. Um pequeno sorriso surgiu em meus lábios e passei a língua por eles. Escutei seu rosnar bem perto do meu ouvido.
“Me diz o que você quer, safada.”
Engoli a seco, sentindo minha garganta se fechando, impedindo que as palavras saíssem. Sua mão se moveu para o interior da minha coxa e eu choraminguei. Ele riu novamente e logo em seguida sentir sua boca quente em meu seio esquerdo. Um gemido me escapou ao mesmo tempo em que ele colocou um dedo dentro de mim.
“Você está tão excitada.”, ele sussurrou e passou a língua pelo meu mamilo e deu uma leve mordida. “Deus, como eu quero estar dentro de você.”
“Ah.”, gemi puxando as amarras novamente.
Ele colocou mais um dedo dentro de mim e eu levantei meu corpo de encontro á sua mão. Meu Deus. Ele começou a movimentar rapidamente, sabendo exatamente como eu gostava. Mordi o lábio inferior tentando me controlar. Meus pulsos já estavam doloridos, mas não queria que ele me soltasse. Minhas unhas cravaram na palma de minhas mãos e eu sabia que deixaria marcas, mas não ligava.
Meu corpo começou a ficar tenso e eu soltei outro gemido. Mas, quando o orgasmo ameaçou me atingir, ele se afastou. Rosnei, e o escutei rindo por não ser uma coisa que eu fazia com frequência. Escutei o pacote da camisinha sendo rasgado e meu coração se acelerou de antecipação. O colchão afundou no exato momento em que ele deitou em cima de mim. Conseguia sentir seu membro na minha intimidade, ameaçando entrar.
“Parabéns pela faculdade, Morgan.”
Acordei arfando com o som do telefone tocando ao meu lado. Gemi, mas dessa vez de frustração. Tateei minha cômoda, ainda tentando me recuperar das sensações que aquele sonho havia me trazido. Nunca mais durmo depois de ler uma tese sobre Comportamento Submisso na Sociedade. Antes de atender, olhei para o relógio.
Oito da manhã.
O telefonema não era para mim. Mas o barulho estridente me fez atender.
“Alô?”
Alguém pareceu respirar fundo do outro lado da linha. Revirei os olhos. Realmente aquele telefonema não era para mim. Qualquer parente ou amigo vivo meu sabia que em dia de sábado, só poderiam me ligar a partir das 10. A não ser que quisessem ser xingados.
“Hum, Morgan?”, era voz feminina. FILHO DA PUTA. Bufando, murmurei hum em confirmação enquanto colocava um blusão preto qualquer e calçava os chinelos. “Aqui é Savannah. Estive aí semana passada. É que Dexter não está me atendendo. Estou preocupada com ele.”
Fechei a porta atrás de mim com força exagerada enquanto andava pelo corredor estreito com pisos de madeira e parede decorada com pinturas baratas. Parei em frente a porta branca com pichações. Encostei minha orelha livre na madeira e escutei um leve gemido. Revirei os olhos.
“Só um minuto, Suzana.”
“É Savannah.”
Ignorando sua correção, bati na porta com toda a força que me era permitida. Eu sabia que ele não iria atender, mas era só para deixa-lo ciente que eu estava puta dentro do meu short de dormir. Imaginando que eu havia ido embora, escutei o seu riso rouco, o que me irritou mais ainda.
“Dex, querido.”, chamei com a voz harmoniosa. “A Suzana está no telefone. Pediu para você devolver a calcinha vermelha que deixou semana passada. E quer confirmar o almoço de hoje.”
Escutei um estalo e um rosnar. Sorri satisfeita com o resultado e voltei minha atenção para o telefone enquanto caminhava o restante do corredor até a cozinha.
“Passei o recado, Suzy.”, disse tentando ser educada. Equilibrei o telefone entre minha orelha e meu ombro pegando o pó de café. “Mas, quer um conselho? Esqueça Dexter. Ele é ótimo na cama, mas um filho da puta quando está em um relacionamento. Digo por experiência própria.”
“Pensei que vocês fossem primos.”, ela sussurrou assustada com a minha revelação. Soltei um riso. “Ele me disse que você estava morando de favor e que só iria durar por algumas semanas.”, ela fungou. “Ele falou até de morarmos juntos.”
Parei de colocar o pó na cafeteira e suspirei. Sentei na cadeira e apoiei meus cotovelos nas bancada de granito, passando as mãos pelos meus cabelos castanhos. Eu só era estudante de psicologia. Não tinha me formado e nem aprendido o suficiente para dar conselhos amorosos. Dexter iria me apagar. E muito.
“Escute, Suzana.”, ela tentou me corrigir, mas eu a interrompi. “Olha, nós nunca mais vamos nos ver. Do que adiante eu gravar o seu nome?”
Ela ficou em silêncio.
“Dexter é um solitário e vai continuar assim por muito tempo. Ele só tem 23 anos, por Deus. Você deve ter quase a mesma idade. Vocês são novos demais para pensar em morar juntos.”
“Mas vocês dois...”
“Somos ex-namorados, nos aturamos e levamos uma pessoa diferente para cama á cada fim de semana.”, esclareci rapidamente. Se eu ganhasse toda vez que fizesse isso, não precisaria mais acordar às seis da manhã de segunda á sexta para trabalhar. “Além disso, o apartamento é meu. Dividimos o aluguel, mas quem teve a brilhante ideia fui eu. Suzy, hoje é sábado. Tome um banho, vá ao shopping e saia com suas amigas. Tenho certeza que encontrará uma pessoa melhor que Dexter.”
“Ok.”, ela disse hesitante.
Sorri e antes que ela pudesse acrescentar alguma coisa á sua lista de reclamação, desliguei. Soltei o ar e balancei a cabeça enquanto terminava de preparar o café da manhã. Prendi meus cabelos em um coque frouxo e arrumei tudo na bancada. Parecendo sentir que estava tudo pronto – e amenizado – Dexter e sua acompanhante da vez saíram do quarto.
Não iria ser hipócrita. Dexter era o tipo de homem que conseguia levar qualquer mulher para cama apenas com um piscar de olhos. Quero dizer, comigo foi assim. E com a loira emburrada ao seu lado também. E com Suzana. E todas as outras.
Ele deu um meio sorriso e passou a mão por seu queixo com a barba por fazer. Revirei aos olhos com a visão de seu corpo exposto. Já era hábito ele vir tomar café de samba canção. Então eu já estava habituada com a visão de seus ombros largos, bíceps definidos, barriga chapada e malhada. Além da cintura fina, pernas torneadas e bumbum durinho. Dexter poderia ser o cara mais cafajeste do mundo, mas também deveria estar concorrendo ao título do mais gostoso.
“Bom dia”, ele sorriu e pegou seu café. Tomou um gole e suspirou. “Ah, Morgan. Só você faz do jeito que eu gosto.”, ele estreitou os olhos dourados e soltou uma gargalhada.
“Cale a boca, Moore.”, ralhei pegando meu café. “E corte esse maldito cabelo.”
Dexter passou as mãos pelos cabelos castanhos claros. Eu tinha que admitir que o fato deles tocarem levemente seus ombros fazia parte do seu charme. Mesmo que irritasse ter alguém na casa com o cabelo quase do mesmo tamanho do meu. Peguei a faca para passar manteiga e apontei para o seu rosto.
“Caso contrário, eu faço questão de entrar no seu quarto e cortá-lo eu mesma.”
Os olhos dele brilharam e seu corpo se inclinou na minha direção.
“Adoraria que entrasse no meu quarto.”, sussurrou rouco. “Estarei na cama te esperando.”
Estava pronta para manda-lo ir para algum lugar desagradável quando notei que não estávamos sozinhos. Claro, com o barulho do pigarro que a loira ao lado de Dexter deu. Apostava que os nossos vizinhos tinham escutado.
“Sou Caroline, mas pode me chamar de Carol”, ela estendeu sua mão – com as unhas bem cuidadas – para mim. Levantei uma sobrancelha e a apertei. “É um prazer conhecer a prima de Dexter.”
“Puta merda.”, resmunguei e apontei a faca para ela. Clarice, ou Carla – sei lá o nome dela – deu um grito e pulou para os braços de Dexter. Ele apenas revirou os olhos. “Eu não sou prima dele. Pelo amor de Deus. Veja se temos semelhanças.”
Ela parecia um rato assustado tremendo atrás do meu colega de apartamento.
“Eu tenho um primo negro.”, ela murmurou.
Rosnei pronta para xingá-la quando Dex me interrompeu.
“Caramba, Morg.”, ele estava sério. Encarei pronto para descontar o fato de ter sido acordada. Ele tomou um gole de café e cruzou os braços. Ignorando totalmente a ratinha assustada atrás dele. “Há quanto tempo você não transa? Dois meses? Estou quase chamando um amigo meu para dar um jeito nesse seu mal humor.”, ele levantou uma sobrancelha. “Eu mesmo poderia resolver, mas aí quebraria nosso contrato.”
Senti minhas bochechas se esquentando com os seus comentários descarados na frente da convidada. Clarice também não pareceu feliz. Ela colocou as mãos na cintura, expondo ainda mais o seu corpo bem desenhado e estreitou os olhos verdes para Dexter. Um pequeno sorriso surgiu em meus lábios. Adorava essa parte.
“Você poderia me respeitar, sabe?”, Clara disse.
Dex levantou uma sobrancelha.
“Eu sou sua namorada e você está flertando com sua...”, ela se interrompeu e me olhou de cima á baixo. “Eu nem sei que é essa. Sua amiga, talvez. Mas o fato é que você tem que me respeitar.”
Meu sorriso se ampliou enquanto Dexter tirava as mãos de Clarice de cima dele, delicadamente. Oh, Deus. Eu adorava o final dessa história. E pelo olhar entediado de Dex, ele não tinha a mesma opinião que eu. Ele suspirou pondo as mãos nos ombros dela e tentou falar do jeito mais suave possível.
“Carol, não somos namorados. Só transamos.”, a boca de Clara pendeu aberta e ela tentou dizer algo, mas Dex foi mais rápido. “Morgan é minha ex-namorada com quem divido o apartamento, então podemos flertar o quanto quiser, portanto que paguemos o aluguel e não nos matemos. Quer saber de uma coisa?”, ele andou até a sala e pegou uma bela bolsa Prada vermelha. “Acho que está na hora de você ir.”
Os olhos de Clarice se arregalaram e ela pegou a bolsa com as mãos tremendo. Meu sorriso ainda continuava inabalável enquanto Dex a levava até a porta e dava um último beijo em seus lábios. Clara entendeu aquilo como uma brecha e pôs uma mão no peito dele.
“Me liga?”
Ele sorriu.
“Claro.”
Tomei um gole do café.
“Não acredite não.”, gritei do mesmo lugar que estava. Ela pousou os olhos raivosos em mim. “Ele disse a mesma coisa para Suzana e ela ligou oito da manhã. Nem se um raio te atingisse e você estivesse á beira da morte, ele ligaria.”
Clarice pousou os olhos em Dex, procurando uma defesa da minha acusação. Mas, uma coisa que eu admirava nele era sua sinceridade. Dexter apenas deu de ombros.
Escutei o barulho do tapa mentalmente antes que ele realmente acontecesse.
Agora meu dia estava começando bem.
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“Cacete, Morgan!”, Dexter bateu novamente na porta. “Eu quero mijar.”
“Estou terminando.”, cantarolei.
Passei o dedo mindinho nos meus lábios lentamente espalhando o brilho labial. Pisquei os meus olhos castanhos, verificando se o lápis de olhos não estava borrado. Dei um passo para trás, encarando meu reflexo de corpo inteiro no espelho atrás da porta. Movi as mãos por meus cabelos ondulados e dei um meio sorriso.
“Porra, Morgan”
Revirei os olhos e abri a porta. Dexter tinha uma mão na samba canção, segurando seu instrumento sexual e a outra estava fechada em punho se preparando para bater novamente. Ele deu um passo para trás e me analisou de cima a baixo. Então deu um meio sorriso de aprovação.
“Vai sair com Harper?”
“Como você sabe?”, coloquei as mãos na cintura. “Andou lendo as minhas mensagens novamente?”
Ele deu de ombros.
“Não tenho culpa se você deixa tudo jogado por aí.”, entrou no banheiro e me ignorando totalmente, levantou a tapa do vaso e começou a urinar. “Não se esqueça de que ainda vamos almoçar com Dona Madeleine.”
Parei na porta e ri.
“Deixe minha mãe escutar você a chamando de Dona.”, ele gargalhou e deu descarga. “Ela vai te castrar.”
Ele começou a lavar a mão e me encarou pelo reflexo do espelho.
“Ela deveria ter me castrado quando soube que você perdeu sua virgindade comigo.”, parou e secou a mão. “Na verdade, ela nunca soube. Ela sempre pensou que você perdeu com o merda do Alexander.”
Meu corpo todo ficou tenso ao soar desse nome. Minha mão apertou a madeira da porta do banheiro com tanta força que eu senti a farpa entrando em meus dedos. Afrouxei o aperto e respirei fundo. A tensão invadiu aquele pequeno ambiente e eu saí batendo os pés com força. Escutei Dex me seguindo correndo.
“Morgan, desculpe.”
Abri a porta.
“Vai para o inferno, Moore.”
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Harper Taylor era minha melhor amiga desde o ensino médio. Depois de tantos anos de amizade, ela era quase a minha irmã. Encontrei-a no restaurante do centro de Chicago. Ela estava olhando o cardápio e passando os dedos distraidamente pelos cabelos recentemente tingidos de loiro. Levantou os olhos castanhos para mim e sorriu.
“Pensei que nunca chegaria.”, reclamou e me deu um beijo na bochecha. Um sorriso maldoso surgiu. “Aposto que estava rolando na cama de Dexter Gostosão Moore.”
“Desculpe te decepcionar, Taylor, mas a sortuda da vez foi uma loira.”
O garçom se aproximou e nós fizemos nossos pedidos. Harper sabia de toda a minha história com Dexter – entre Dexter – e pós Dexter. E foi bem longa. Contando os anos que namoramos, terminamos, voltamos, terminamos e voltamos – sim, somos muitos complicados – foram os três anos mais longos da minha vida. Mas assim que entrei na faculdade resolvi dar um jeito em minha vida.
Isso incluía terminar com Dexter.
“Não sei como você consegue morar com ele por dois anos e não ter uma recaída.”, Harper balançou a cabeça. “Se fosse com Liam, eu já teria caído nos braços dele desde o primeiro dia.”
Eu amava Harper de todo o coração, mas ela tinha um sério problema com relacionamentos. Problemas que incluíam celibato de um ano depois que Liam lhe deu um pé na bunda para ficar com a ex. Entendia bem o coração de minha amiga. O garçom entregou nossos pedidos.
“Por isso que fizemos o trato.”, tomei um gole do suco de laranja. Fiz uma careta. Estava sem açúcar. Peguei o pacote e despejei. “Mas, devo admitir que os sonhos que eu tenho estão me deixando maluca.”
“Sonhos?”, Harper levantou uma sobrancelha.
O som de Learn to Fly do Foo Fighters me interrompeu. Olhei o visor do meu celular e vi o nome de minha mãe brilhando. Dei um salto da mesa. Se eu não corresse, iria me atrasar para o almoço. E, caramba, minha mãe odiava quando eu me atrasava para alguma coisa. Quando eu tinha dezesseis anos, ela quase me esganava por me atrasar para o dentista. Era totalmente perfeccionista. E esse era o motivo por me ligar meia hora antes da hora combinada.
“Eu tenho que ir, Taylor.”, me desculpei. Harper deu um meio sorriso. “Estava pensando de irmos sair hoje. O que acha?”
Antes que ela me respondesse, seu celular apitou, avisando de uma nova mensagem. Não tinha tempo para esperar que ela terminasse de responder. Dei um beijo em sua bochecha e deixei o dinheiro em cima da mesa. Corri até o meio da rua e fiz sinal para o primeiro táxi que parou. Assim que me sentei, meu celular recomeçou a tocar.
“Desculpe, mãe, já estou no meio do caminho.”, atendi arfante.
“Senhora, para onde quer ir?”, o taxista perguntou.
Uma arma carregada, por favor.
“Se eu fosse sua mãe, seria uma mulher morta.”, Dex respondeu rindo. Eu suspirei, aliviada que fosse ele e passei o endereço da minha mãe. “Meu táxi acabou de chegar, quer que eu te espere na portaria?”
“É mais do que justo, depois de eu ter sido acordada pela sua maravilhosa Suzana.”
“Savannah”
“Que se foda.”
Ele riu.
“Um dia você vai me contar o motivo por nunca dizer o nome certo de minhas acompanhantes?”, ele sussurrou rouco. “Porque, sinceramente, eu acho que é ciúmes.”
“Tenho certeza que posso arrumar coisa melhor do que você, Moore.”, eu desafiei. Ele gargalhou. Meu Deus, ele tinha que ter uma gargalhada tão sexy? “Na verdade, eu já arrumei.”
Vi os olhos do motorista se estreitando por conta da minha conversa. Dei um sorriso rápido. Ele deveria estar pensando que eu ainda estava falando com minha mãe. Balancei a cabeça levemente e mantive os olhos na janela, vendo todos os prédios passando.
“Ele pode ser mais bonito que eu, Night, mas do que adianta se não consegue te dar prazer?”, ele me respondeu. Dei um salto do banco com a sua voz. “E não tente negar. Se esse cara que você está encontrando fosse tão bom, você estaria com um humor melhor. Lembro de uma vez que você ficou tão leve, que te perguntei se tinha fumado um baseado.”
Antes que eu pudesse xingá-lo novamente, escutei meu celular apitando. Não hesitei em ver e já sabia que era de Harper. Com certeza ela estava querendo me matar por ter ido embora daquele jeito sem ter dado uma explicação concreta ou ter escutado seus problemas.
Mas, quando abri a mensagem, senti todos os meus órgãos vitais parando e arfei, tentando localizar meus pulmões. Pisquei com força, coçando os olhos para ter certeza que tinha lido certo. Mas estava bem ali na minha frente. Escutei a voz de Dex me gritando e o atendi.
“O que houve, mulher?”, ele disse brincalhão. “Pensei que tinha morrido.”
“Ainda não. Mas acho que vou.”, engoli a seco e minhas mãos tremiam, enquanto eu tentava manter o celular no lugar. “Dex, Alexander está de volta á cidade... E noivo.”
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