Submisso
72 Capítulo 72 - Marcado
Notas iniciais
Capítulo 72 — Marcado
—Você não o machucou muito, não é?
—Só o suficiente para que tenham compaixão por ele, nada além disso, mestre.
—Ótimo.
A mulher de cabelos vermelhos bufou, impaciente, assim que ficaram sozinhos.
—O que foi agora?
—Sabe o perigoso que é... Ele é instável e não está inteiramente do nosso lado.
—Ele estará, assim como o professor. Tudo está encaminhado. Podemos utilizar a magia veela dos bebês agora mesmo, se quisermos. Vamos apenas investir na logística. Encontraremos uma brecha em breve e os teremos.
—Investir na logística? Por Merlin, não vejo como chegaremos neles...
—É por isso que eu sou a mente pensante aqui – devolveu, analisando a silhueta sinuosa da mulher.
Atraente, sem dúvida alguma. Mas ninguém, nunca mesmo, seria capaz de substituí-la.
—Bella... – E a puxou para si, apalpando sem piedade os seios fartos, enquanto puxava com raiva os fios vermelhos.
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—Fico feliz que esteja se recuperando, Remus. Ficou mesmo machucado...
—Estou bem, Harry. Sou um lobo e minha recuperação é bem mais rápida.
A porta do quarto foi deixada aberta, a pedido do convalescente. Ele detestava ficar encerrado e poder ver o corredor lhe dava uma sensação de liberdade.
—Que bom, Remus. Fiquei muito preocupado contigo.
Harry o ajudou a se sentar na cama para, em seguida, puxar uma cadeira e se sentar bem ao lado do lupino. Considerava Remus e Sirius parte da sua família... Quando soube do ataque, enregelou.
—Conseguiu vê-lo? Foi mesmo Greyback?
—Não tenho certeza. Creio que sim, mas foi tudo rápido demais e meus sentidos estão bagunçados com a gravidez, com o vínculo com Lucius...
Os olhos verdes se abriram até o limite com a revelação.
—Mas você não é casado com Tonks?
—Meu futuro esposo em breve estará completamente desligado daquela metamorfomaga – e a voz de Lucius os surpreendeu.
O esnobe Malfoy passou com ímpeto pela entrada do quarto, visivelmente irritado pelas palavras proferidas pelo doncel.
—Lucius Malfoy, controle o seu veela ciumento. Harry apenas fez uma pergunta. E, para a sua informação, Harry: Lucius desfez o vínculo mágico que me unia a Tonks sem nem ao menos me consultar. Para falar a verdade, nem sabia que era possível desfazer o vínculo sem uma autoridade bruxa.
—É plenamente possível, pois o vínculo entre os parceiros é de dois tipos, o mágico e o legal. O mágico, meu caro, depende apenas dos magos envolvidos. E esse eu extirpei, pois o declarei como meu. Já o outro, bem... Assim que Taylor aparecer por aqui vou pressioná-lo para acelerar tal questão. Com um pouquinho de “incentivo”, logo, logo Taylor o livrará legalmente dela também.
—Você não pode agir como se fosse meu...
O que mais Remus diria não se soube, pois Lucius havia agilmente se aproximado e lhe roubado um beijo. Não demorou muito no ósculo, mas era clara a exibição e dominância. Harry era capaz de identificar a magia veela emanando do sogro...
Lucius não era tão poderoso quanto Draco, mas parecia ser poderoso o suficiente para aquietar o lobo de Remus. Harry nunca vira o compadre se calar tão rápido e, mesmo tendo sido visivelmente “calado” pelo parceiro, ainda sorrir tolamente quando o mesmo se afastou. Bem, havia a possibilidade de Remus estar meio dopado pelo efeito das poções para dor.
—Harry, perdoe-me caso tenha usado um tom agressivo. É que só de pensar no meu parceiro ligado a qualquer outra pessoa... Enfim, vamos deixar isso de lado. Vim aqui para que almoce, Remus.
O lupino nem discutiu e logo tinha uma bandeja na sua frente. Enquanto ingeria com calma os alimentos, ouvia Lucius contar sobre os últimos acontecimentos em Bristol e que, em poucos dias, teriam mais gente vivendo sob o mesmo teto.
Sorriu quando o loiro foi categórico ao afirmar que “Prince’s House estava se tornando um albergue” e que se Severus não fosse “tão cabeça-dura”, já estariam todos em Malfoy Manor. A conversa foi tão agradável que nem perceberam o findar da tarde.
—Ele dormiu de novo.
—E já não era sem tempo – completou Lucius. – Na verdade, creio que só conseguiu ficar acordado por tanto tempo porque queria passar algumas horas com você. Remus realmente te ama, Harry. Creio que todos aqui o fazem, meu genro. Portanto, releve certas ações dos que a empreendem apenas em nome de todo esse amor.
As palavras do sogro o fizeram refletir sobre como agira com o esposo, embora não tenham mudado em nada a maneira que pensava sobre a terrível mania de Draco em trata-lo como se fosse constituído da mais fina porcelana.
—Papai? – A vozinha de Teddy fez com que ambos mirassem o corredor.
Teddy estava ali, paradinho na entrada do quarto, os olhos fixos na cama.
—Teddy! Venha aqui – chamou Harry, estendendo a mão para o afilhado.
Lucius acompanhou com cautela os passinhos cheios de insegurança. Ah, Teddy estava com medo.
—O seu pai está bem, Edward. Só está dormindo.
—É verdade mesmo?
—Eu nunca mentiria para você, Edward, nem o seu padrinho.
Teddy sorriu aliviado e segurou a mão de Harry, aproximando-se enfim da cama. Depois se soltou do padrinho e beijou a bochecha de Remus, acariciando-lhe os cabelos claros. A cena foi, de fato, linda se ver.
—Como o papai se machucou? A mamãe não me contou.
—Seu papai caiu da escada, Teddy. Igualzinho ao tio Sirius.
—Puxa vida... E o meu irmãozinho está bem?
O garoto encarou Lucius com tamanha seriedade que chegou a surpreender. O veela se aproximou dele e o ergueu no colo. Era incrível os sentimentos que tão rápido passou a nutrir pela cria do parceiro. Era como se, desde sempre, Edward fosse dele, dele e de Remus.
—Sua irmãzinha ou irmãozinho está muito bem.
—É um irmãozinho.
—Ok, irmãozinho então. E nós dois vamos proteger o seu papai de tudo, certo?
—Certo! Eu quero tanto um irmãozinho. Menininhas são muito fofas, mas eu já tenho uma irmãzinha.
—Agora vamos descer e deixar o seu papai descansar.
Harry ficou de pé e os acompanhou. Com muito cuidado, desceu a escada. Teddy, já no chão, fez questão de zelar por ele. “Não pode cair da escada também, padrinho”.
Encontrou Draco na sala. Severus e Sirius estavam sentados um ao lado outro, já o seu marido parecia apenas aguardar por ele. Os olhos cinzas encontraram os verdes e Harry sentiu a tristeza do parceiro. O que tanto inquietava Draco?
—Ronald Weasley chegará em, no máximo, duas horas para levá-los para casa – contou Snape, enquanto acariciava o ventre estufado do animago. – Malfoy Manor passou por uma varredura e nada de anormal foi encontrado. Evidentemente, a segurança extremada prossegue.
—Ah, mas eu acabei de ver o meu padrinho! Eu nem mostrei o jogo novo que a vovó me deu!
—Você ainda tem duas horas para isso, Teddy. Vá brincar com ele enquanto eu preparo um lanche – e as palavras de Sirius levaram Teddy a puxar o padrinho pela mão.
—Você ficará bem quietinho no sofá, cachorro. Eu mesmo vou preparar um lanche.
Harry se deixou conduzir até um canto mais afastado da sala, no qual Teddy pegou uma mochilinha e dela retirou um jogo de montar. Perdeu-se na brincadeira com o afilhado, ignorando os olhares de Draco sobre si.
Logo estava se despedindo de todos, inclusive de Esther e de Frederick que retornaram um pouco antes. Já Ronald parecia bastante cansado, quando chegou para buscá-los. O ruivo lhe assegurou que Hermione e Madeleine estavam bem e que a Toca já estava novinha em folha.
Não reclamou ao tomar as poções e logo estava dormindo. Não percebeu que já havia chegado a casa... De fato, só notou que estavam em Malfoy Manor ao abrir os olhos e reconhecer o teto do quarto. Meio sonolento, levantou-se da cama e foi direto ao banheiro. A gravidez trazia uma vontade insana de urinar a cada dois segundos.
Draco havia trocado as vestes dele por outras mais confortáveis. É, não podia deixar de notar que o marido era muito cuidadoso com ele. Contudo, também não conseguia esquecer que esse mesmo marido atencioso, deliberadamente, lhe escondia informações. E como odiava isso!
Por anos, viveu achando que os pais tinham sido vítimas de um grave acidente de carro... Por anos acreditou ser um trouxa... Por anos, viveu como o “menino que sobreviveu”, sem saber que teria que se entregar a morte... Será que Draco não conseguia entender o que sentia? Ele não iria sair por aí de varinha em riste, grávido, com uma barriga enorme, fazendo justiça ou sei lá mais o que o loiro imaginava, mas não iria admitir ser deixado novamente no escuro.
Asseou-se e saiu do banheiro, encontrando o marido sentado na beira da cama. Draco sustentava uma expressão de resignação. Era estranho, no mínimo, mas nada disse. Aproximou-se e sentou-se ao lado do veela.
—Aconteceu alguma coisa, Draco?
—Sabe Harry, eu te amo de verdade. Não há nada nem ninguém na minha mente além de você e, agora, dos nossos bebês.
O moreno o encarou com atenção, enquanto lhe segurava a mão. Havia um tom peculiar na voz. Era como se Draco estivesse, sei lá, desabafando, contando algo que não desejava contar, mas que precisava. É, era isso mesmo. Poderia não ser um veela e sentir o que o parceiro sente pelo elo mágico, mas tinha sensibilidade o suficiente para saber como o marido agia.
—Você vai enfim me contar o que realmente está acontecendo... Sabe, já não era sem tempo. Estava pensando em invadir sua mente depois que dormisse.
—Você não poderia, testa-rachada. Sou um oclumente excepcional – e sorriu, mas Harry percebeu que o marido, se tivesse opção, continuar a mantê-lo completamente apartado das informações que estava prestes a compartilhar.
—Draco, eu posso lidar com seja lá o que for. Não me subestime.
—Não o subestimo. Na verdade, é justamente por não subestimá-lo que tenho tanto receio.
—Também não sou irresponsável, Draco.
—Bem, há controvérsias a esse respeito – e sorriu de novo, recebendo um apertão na mão por parte do esposo.
O veela o beijou. Foi um beijo casto e rápido, cheio de gentileza. Depois ficou de pé e caminhou pelo quarto, bem diante das duas esmeraldas bastante atentas e, evidentemente, ávidas.
—Acreditávamos ser melhor para a sua saúde não contar nada por enquanto, não com toda a instabilidade da sua pressão arterial. Contudo, diante dos novos acontecimentos...
—Não pode ser Voldemort.
—Também creio que não é. Ele está morto. Você cuidou disso.
—E então? O que afinal está acontecendo?
Silêncio.
—Vamos lá, Draco. Não perca a coragem, por favor.
Mais silêncio.
—Como você mesmo disse, eu cuidei de Voldemort, não é? O que pode ser pior do que estar sentenciado a se entregar à morte?
O loiro não tinha palavras para expressar seu medo... Como dizer a Harry que ele poderia, em potencial, ser veículo através do qual pretendiam ressuscitar o horror?
—Há uma profecia, Harry. E temo que diga respeito a você.
—Profecia? De novo? Por Circe, quanta criatividade! – Disse em tom ameno, não desejando deixar o esposo mais preocupado do que já estava.
—Harry, isso é sério.
—Desculpe, eu sei. Posso sentir que é realmente muito sério só de olhar pra você... Vamos, por favor. Prossiga. Esconder de mim o que está acontecendo não resolve nada, amor.
—Há algum tempo, o Ministro russo...
Harry ficou ali, quase estático, ouvindo Draco despejar tudo o que vinha escondendo dele. Acompanhou atentamente cada detalhe, cada pedacinho de informação. Da profecia em si às deduções de Severus Snape: tudo foi analisado com parcimônia.
—Por que luz e trevas?
—Eu sou a escuridão, Harry. Você é a luz.
—Você não é um ser das trevas! Você nunca foi nem mesmo um comensal da morte, então não venha me dizer que é a escuridão, por Circe.
Draco respirou fundo e apertou as mãos com força. Pelo que percebeu desde que estavam casados, havia uma infinidade de pequenas coisas que Harry não sabia ainda sobre o Mundo Mágico, mesmo após os longos anos em Hogwarts.
O herói não sabia sobre donceles, suas habilidades e sobre como eram desejados... O salvador do Mundo Bruxo conhecia muito pouco mesmo acerca das tradicionais famílias bruxas... E, ao ouvi-lo, identificou que, ainda que tivesse contato com criaturas mágicas, não estava 100% inteirado dos detalhes e da origem delas, ao menos não de todas.
—Harry, eu sou um veela. Tenho ascendência veela... Meu pai não é tão poderoso quanto eu, mas o veela está nele também.
—E daí, loiro-de-farmácia? No que isso te transforma em escuridão?
—Meu amado esposo... Toda e qualquer mescla entre bruxos e criaturas mágicas é considerada um artifício “duvidoso”. De fato, em alguns casos mais complexos, é visto como algo nefasto, que deve ser impedido, cerceado, abolido, enfim.
—Ora, eu não vejo nenhum problema em você ser um veela!
—Talvez Adam Taylor tenha uma opinião divergente da sua, não?
Harry se levantou e se aproximou do marido. Tocou-o com carinho na bochecha e, em seguida, o beijou. Afastou-se, mas não muito, mantendo a conexão entre as esmeraldas e o mar revolto. Ah, não havia mesmo nadinha de escuridão nele.
—Não vejo como essa profecia se adeque a nós, mas, se for o caso, reafirmo: você não é escuridão alguma. Draco, você é tudo pra mim.
—E você é o meu tudo também, Harry. E eu não vou permitir que lhe machuquem mais. Tem que haver um limite... Você já perdeu tanto.
O moreno sorriu e voltou a beijá-lo, a cabeça pesada com as informações recém-obtidas. Veelas, progênie e profecias. Draco estava certo: ele havia perdido muito, muito mesmo. E agora então, havia algo muito maior em risco: as suas meninas.
—Quem são essas pessoas, Draco?
—Não sabemos. Meu pai não se lembra de muita coisa. Severus poderia forçar a mente dele, mas ele ainda não está completamente bem.
—Seu pai praticamente se apossou de Remus e desfez o vínculo mágico dele com Tonks... Acho que ele está bem até demais.
O loiro sorriu, pois sentiu uma pitadinha de ciúme por parte do esposo.
—Oh, meu amado doncel está com ciúme do lobinho?
—Ciúme? Não, não chamaria assim. É apenas cuidado. Remus é como um pai pra mim, Draco, assim como Sirius. Não quero que ele sofra mais.
—Meu pai nunca o faria sofrer. É uma coisa de alfas e ômegas, então você pode ficar tranquilo. Contudo, creio que você tenha razão. Mandarei uma coruja para o meu padrinho, amanhã mesmo.
Harry assentiu, não querendo se aprofundar no que o marido classificou como “é uma coisa de alfas e ômegas”.
—Eu não vou permitir que aconteça nada, Harry.
Enquanto Draco continuou a falar sobre as investigações e sobre os detalhes que vinha escondendo até então, o moreno podia sentir toda a dor que vinha também escondendo. Poderia prosseguir questionando Draco, extraindo dele cada gotinha de informação, mas havia tanto pesar nos olhos tempestuosos que, simplesmente, deixou pra lá.
—Não é culpa sua, Draco.
Teve os braços do loiro envolta de si, perdendo-se em mais um beijo quente, as línguas insaciáveis dançando freneticamente. Uma concordância silenciosa ao que ele finalmente havia verbalizado. Estava mesmo certo então: o marido se sentia culpado. Ah, Draco não entendia? Draco não havia percebido que a culpa não era dele?
—Entenda bem isso, seu loiro-de-farmácia: você não tem culpa alguma nisso. No fim das contas, sou apenas eu: Harry Potter. A minha vida sempre esteve marcada. Eu sou aquele quem deve se desculpar por te arrastar nisso...
Harry sorriu e o abraçou com força. Não queria saber de mais nada, ao menos por enquanto. Tinha mais uma vez o peso de uma profecia sobre si. Por que, por Circe, era sempre com ele?
—Você não me deve desculpa alguma. É um privilégio estar contigo.
—Não quero mais tocar nesse assunto por hoje. Estou satisfeito por, finalmente, saber que eu não estava apenas sendo paranoico, mas... Nesse exato instante, eu só desejo que me beije de novo – exigiu. – Amanhã conversaremos muito seriamente sobre isso, amanhã. Agora eu quero sua língua dentro de mim, entendeu?
O leão agiu com reflexos apurados para quem estava tão grávido, disso Draco tinha certeza, pois sem se esforçar muito projetou a ambos sobre a cama. O seu veela compreendeu bem os motivos que levaram o parceiro ao ataque de cunho bastante sexual: a doncelaria de Harry queria consolá-lo. E ele nunca se faria de rogado.
Com habilidade, Draco deixou Harry confortável sobre a cama gigantesca e arrancou cada peça de roupa que o cobria. Já próprias vestes foram retiradas com um feitiço. Percebeu-se ansioso e desesperado por tê-lo. Beijou-o com fome, mordendo-lhe os lábios. Em seguida, desceu pelo corpo do doncel marcando-o com chupões bastante sonoros.
Harry se contorcia de prazer, as mãos acariciando de leve os cabelos platinados. As mãos de Draco o apalpavam sem pudor e ele estava adorando. Adorava se sentir assim, tão desejado. Os beijos chegaram à parte interna das coxas e ali, após segundos intermináveis de lambidas, Draco o mordeu.
O doncel foi deitado de lado e teve uma das pernas levantada, com gentileza e devoção. Ah, a vista era perfeita... De fato, mais que perfeita, era dele, apenas dele para apreciar e fazer o que quisesse. Engoliu o membro de Harry, ao mesmo tempo em que o estimulava com um dedo bem afundado na entradinha apertada e convidativa.
Por um bom tempo, apenas se deliciou com os gemidos do esposo, assim como com o gosto único e viciante do seu pré-gozo. Ah, Harry não tinha ideia alguma do quanto donceles eram seres desejáveis...
—Draco, o que... Aaaah...
—Você queira minha língua dentro de você... – Relembrou o nobre Malfoy, antes de substituir o dedo pela língua.
O leãozinho praticamente uivou em lenta agonia. A sensação da língua do marido dentro de si, naquela parte em especial, era devastadora. Inconscientemente projetava o corpo para trás, tentando aprofundar as penetrações. Sentia-se ferver por dentro quando o veela se dispunha a tal ato.
As mãos habilidosas do marido logo estavam em seu membro, apertando de leve, pressionando na medida certa para fazê-lo enlouquecer. Gemia sem vergonha alguma agora e se Draco não se apressasse, se derreteria inteiro antes dele.
Harry estava muito lubrificado agora. Donceles não eram como os varões, logo, todos eles ficavam bastante molhados e convidados assim que estimulados. Draco nunca tivera outro doncel antes, mas julgava que o dele, o seu Harry, era o mais incrível ser sobre a terra. Quem mais permitiria ser atiçado daquela forma tão descarada?
Quando julgou ter levado o esposo ao limiar do gozo completo, deu um último empurrão, remexendo a língua com força. Foi bastante audível quando deixou o canal quente, viscoso e sempre apertado.
—Draco... Rápido! Rápido!
—Sempre exigente... E sempre tão indo.
O loiro e agigantou sobre ele e os olhos verdes se ficaram no potente membro, duro feito rocha, que logo o preencheria uma e outra vez. Remexeu-se ansioso na cama, acomodando-se de costas no colchão, as pernas abertas no limite máximo que conseguia.
_Essa posição está...
—Draco, eu estou bem, por Circe! Eu quero você. Dentro. Já!
—Como eu disse – disse, sorrindo malicioso – sempre exigente – repetiu, penetrando-o em seguida, de uma só vez, profundo e determinado.
_Oh, Merlin.
—Não amor, sou apenas eu: Draco – e o estocou de novo, fazendo Harry se contorcer em êxtase.
O seu veela havia aprendido bem a como iça a ambos num orgasmo fenomenal. De fato, não precisa muito, bastava fixar o olhar naquele deus moreno sobre a cama. Ele estava ali, em total contemplação – e ação – adorando o seu deus particular.
Mesmo com a barriga imponente da gravidez gemelar, o moreno conseguia gingar de acordo com o ritmo que o enlouquecia. Ah, Harry o tinha completamente dominado, mas não seria ele a revelar tal informação livremente.
—Ah, você me aperta tão gostoso, Harry! Sufocantemente delicioso – e se afundou naquele canal pulsante, conseguindo mais um coro de gemidos do esposo.
Gostava de ver as gotículas de suor brotando na pele morena, pois o deixava ainda mais apetitoso. Como pôde, beijou-o nos lábios vermelhos, sugando-os com força, para logo exigir passagem boca adentro, fazendo Harry acompanhá-lo em mais um ósculo de infarto.
Harry murmurava “mais, mais” e Draco queria lhe dar muito mais, queria lhe dar tudo. Amava-o tanto que só de imaginar qualquer tipo de perigo... Ah, o seu veela se desesperava. O lugar de Harry era ali: entre o colchão e ele, para sempre. E nada o levaria para longe.
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Hermione decidiu permanecer na Toca, aguardando Ronald. Arthur não voltaria para casa tão cedo, devido aos ataques. Pelo que entendeu, o patriarca Weasley foi solicitado pelo próprio Ministro, embora não soubesse bem para que.
Enquanto degustava uma xícara de chá, tinha novamente nas mãos o livro purista obtido da família Black. Como não podia fazer nada mais do que esperar, poderia então dedicar-se a estudar sobre o feitiço utilizado em Skeeter e Shumpike. Embora o ataque mais cedo à Toca ainda a fizesse se estremecer, não estava machucada nem nada do tipo... E deveria agradecer ao auror Pitt por isso. Caso ele não tivesse agido de forma tão profissional, colocando-se como uma gigantesca barreira a frente dos ataques, Madeleine e ela não teriam tido tamanha sorte de saírem ilesas.
Poderia ter ficado em Prince’s House por mais tempo, entretanto, sabia que Severus já tinha um prato cheio nas mãos com donceles, lobisomens, veelas e trouxas para cuidar. Optou então por voltar para a Toca, assim que a mesma foi liberada. No momento, Madeleine dormia. E a garotinha realmente a impressionou, pois não parecia nem de longe perturbada em demasia pelos acontecimentos recentes. A seu ver, a filha de Skeeter tinha nervos de aço.
Enviou à xícara a cozinha, no exato instante em que o flu se ativou, fazendo com que levantasse os olhos para as chamas. Não era chamada alguma, felizmente, pois não estava com muito ânimo para papear. Era Ronald, enfim.
—Mione, oi...
Oh, ele parecia exausto quando se sentou ao seu lado, aproveitando para esticar as longas pernas.
—E o meu pai? Pensei que ele já estaria em casa.
—O senhor Weasley foi solicitado pelo Ministro.
—Ah... Certo. Não quis acreditar quando Nulan me contou – e ao que Hermione franziu o cenho, interrogante, se antecipou. – Convocaram os antigos membros da Ordem da Fênix para uma reunião no Ministério.
—Uma reunião... Por quê?
Ronald acariciou os fartos cabelos de Hermione ante de responder.
—Não tenho certeza, Hermione. Nulan tampouco sabia. Na verdade, ele estava meio puto por ter sido deixado de fora. Acredita que ele conseguiu a listagem dos convocados? Nulan é impressionante... Lendo isso de novo?
—É... – começou a sabe-tudo, dando uma olhada frustrada para o livro antes de enviá-lo para longe. – Eu estava verificando alguns detalhes, só isso. Entrarei em contato com o professor Snape amanhã mesmo. Ele foi convocado também para essa reunião?
—O nome dele não estava na listagem que Nulan conseguiu.
—Melhor assim, afinal,o ataque foi hoje... Foi melhor terem deixado o professor Snape de fora. E ele deve estar bastante atribulado com todos aqueles hóspedes...
—Imagina... Ele poderia cuidar tranquilamente de um hotel de luxo enquanto dá aulas de poções. O que o deixa de cabelos em pé é o Sirius – e sorriu, conseguindo fazer com e a sorrisse também. – E Madeleine?
—Surpreendentemente, Madeleine está bem. Ficou um pouco atordoada na hora do ataque, mas depois, não sei, é como se ela soubesse de algo que a acalmasse. Depois que você nos deixou aqui, eu cuidei para que ela comesse alguma coisa. Depois nós conversamos um pouco e ela adormeceu no sofá. Levei-a para o quarto faz uma hora, mais ou menos.
—E você, Mione? Está mesmo tudo bem?
Hermione sorriu feliz com a genuína preocupação e assentiu. Pouco depois o puxou para um beijo lento e demandante. Estava com saudade de ter Rony só para ela, nem que fosse um pouquinho.
—Agora sim, eu estou ótima. E Harry?
—Ele estava entrando no modo Trasgo Potter quando fui buscá-lo. Harry não é tolo. Depois dos ataques, ele está desconfiadíssimo...
—Draco deve contar a ele...
—Ah, ele vai mesmo. Ou vai dormir no sofá pelo resto da vida... – E beijou-a novamente, aproveitando para envolvê-la com os braços, encontrando ali o conforto que precisava.
—Sabe Rony, andei pensando...
—Você? Mesmo? – E riu-se, afinal, quando é que a senhorita Granger não estava pensando?
—Vocês investigaram Cuffe?
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—Bonne nuit, ma trés aimé mari.
Os olhos de Theodore encontraram os de Gabrielle, enquanto a veela prosseguia sussurrando baixinho. Somente naquele instante tomou consciência de que a esposa estava deitada ao lado dele, tocando-o como podia.
—Je t'aime, Theo. Je t'aime de toutes mes forces et je faire quelque chose pour vous, même si je dois vous contredire.
O sonserino permitiu-se apenas sentir o amor da vela sobre si. Era incrível a sensação tão física que podia experimenttar só por estar vinculado à Gabrielle.
—Je pense qu'il est temps que tu me parles de ton père, de sa mère, comment était votre vie avant que nous connaissions. Quel était Theo sans Gabi? Sans Gina?
—Eu sei sobre o que você deseja tanto que eu fale, mas... Eu nunca contei nada do que aconteceu antes, para ninguém.
—Eu sou muito mais do que “ninguém” na sua vida, não é? Sou a sua esposa, assim como Gina. Nós duas desejamos apenas o melhor para você.
—Eu sei, pode ter certeza de que eu sei e eu sinto isso também. Eu amo vocês duas. É tão verdadeiro que transborda de mim, sabe?
A loira apenas assentiu, optando por não interrompê-lo. Permitiu que mais magia veela o envolvesse, reconfortando-o e fazendo-o compreender a única informação válida: havia entre eles muitos mais que um simples elo. Havia um vínculo eterno, um enlace de almas e magias tão profundo, que os tornava uma simbiose. A dor dele era a dor delas, simples assim.
—Eu tenho sido um tolo, não é? Eu neguei meu filho... Eu fiquei furioso com você e com Gina por terem escondido a gravidez... Eu me irritei com Severus por esfregar na minha cara o quanto eu estava sendo idiota... Ah, parece que eu venho apenas galopando numa sucessão de erros. E hoje, enquanto o meu pai tentava me afogar ou me batia, eu só conseguia pensar na segurança do meu filho e na de vocês duas. Eu entregaria a minha vida para salvar vocês três.
—Você sou eu, eu sou Gina, Gina é você... Somos, Theo. O que te atormenta, nos atormenta. Não acha que está na hora de se abrir?
—Não sei nem por onde começar...
—Por que não começa pela sua mãe? – E a voz de Gina o sacudiu, tamanha a intensidade.
A ruiva adentrava o quarto, trazendo uma bandeja com o que seria o jantar dos três. Theodore dormira a tarde inteira e seria muito importante que se alimentasse, nem que fosse um pouquinho. O grávido logo viu que não tinha nenhum biscoitinho amanteigado na bandeja, mas se obrigou a não fazer um escândalo por isso.
—Sophie disse algo sobre a sua mãe ter sido uma bruxa maravilhosa. Gostaria de ter podido conhecê-la.
—É, ela era mesmo maravilhosa. Eu a amava muito mesmo. Celina foi uma mãe incrível...
Mimado, alimentado, consolado e cuidado... Theodore deixou-se ser alvo de todos os carinhos destinados a ele, enquanto, enfim, contava às esposas as boas e más passagens da sua própria trajetória. Perdeu-se nos beijos de Gina, nos afagos de Gabi e na calorosa atmosfera que criaram.
Horas se passaram até que, novamente exausto, o gestante foi dominado pelo sono. Curiosamente, Gina ressonava ao lado dele, de fato, agarrada a ele, como se Theo fosse a guloseima mais deliciosa do halloween. De pé ao lado da cama, apenas admirando a cena tão familiar, Gabrielle sorriu satisfeita. Blaise gostaria de saber que, enfim, conseguiram atingir o nível de confiança que Theo precisava para se abrir.
A bolha de felicidade não foi rompida nem quando a veela ouviu batidinhas na porta. Sem demorar, ela deixou o quarto, tendo o cuidado de enviar a bandeja para a cozinha com um feitiço antes disso. Pansy estava ali, ansiosa por notícias. Tinha que admitir: o marido fora agraciado por amigos fiéis.
—Ele acordou?
—Sim, acordou, mas já voltou a dormir. Nem tivemos a chance de dizer a ele que iremos para a casa do professor Snape, mas contarei amanhã mesmo.
—E ele está bem? É que vocês demoraram tanto que fiquei com medo de algo ter acontecido...
—Ah, desculpe por não ter ido avisar. Está tudo bem... É que nós finalmente conversamos, sabe? Theo se sentiu, enfim, à vontade para falar sobre ele mesmo, sobre suas próprias dores. Hoje eu posso afirmar com toda a convicção: Theo, Gina e eu nos conectamos num nível ainda mais profundo. Eu até sentiria pena do meu sogro ao esbarrar com uma de nós, quando a hora chegar... Porque essa hora vai chegar, Pansy. Je ne suis pas une serpent, mais je suis pratiquement une diablesse.
A única e verdadeira serpente da conversa sorriu de forma cruel.
—Eu sei, Gabi. Fico aliviada que Theozinho tenha dado esse passo. De verdade, agora minhas preocupações diminuíram abissalmente. Eu entrei em contato com um arquiteto e solicitei que um projeto com urgência Deve estar pronto amanhã mesmo.
—Um arquiteto já foi até lá?
—Oh, não, claro que não. Não poderia importunar a esse ponto o professor Snape.
—Ele vai elaborar um projeto sem visitar a residência para a qual iremos?
—Minha querida veela... Eu tenho a planta de Prince’s House, da Toca, de Malfoy Manor, do Chalé das Conchas... Enfim, como eu sempre digo, sou a eficiência encarnada. Blaise é bem versado em feitiços extensores de ambiente... Nem eu compreendi bem como, mas ele disse algo sobre a Sophie ter se apaixonado por um bruxo fissurado num escritor trouxa, um tal de Tolkien.
—Tolkien?
—É... Enfim, Blaise disse que precisou viver numa casa de Hobbit por quase dois anos. Entendi que era um lugar pequeno, praticamente claustrofóbico. Ele se tornou quase um especialista em expandir espaços desde então. Eu só solicitei o projeto com um especialista para que Blaise pudesse ter uma mínima orientação, não que eu ache que ele vá precisar.
A veela estava mesmo admirada com as articulações ágeis da serpente.
—Não quero levar nenhum estranho para Prince’s House. A segurança de vocês está acima de tudo para mim.
—É por isso que se mantém tão bem informada sobre as moradias alheias?
—Exactement, Gabrielle – respondeu Pansy, sem nenhum pingo de remorso. – De fato, creio que já podemos pensar numa futura alteração, não é? Tendo em vista o bebê e tudo mais, seria ótimo já termos ideias sobre o espaço destinado ao crescimento do meu afilhado.
Gabrielle apenas se calou, deixando que a autoproclamada madrinha do seu “filho” (e ela nem sabia ainda se seria um menino ou não) discorresse acerca das alterações necessárias na estrutura da casa que dividiria com Gina e Theodore.
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Depois de longos minutos contando cada pequeno detalhe que vinha lhe ocultando, Snape se surpreendeu por não ter ouvido maiores reclamações do esposo. Sirius Black agiu com nobreza e extrema educação, dedicando-se a ouvi-lo sem nem ao menos interromper.
“Agora eu estou com muita fome”, disse o animago após a longa conversa, rumando para a cozinha. Snape mal conseguia acreditar em tamanha sorte. De fato, ele não era, para nada, um mago dotado de sorte. Algo estava muito fora de lugar, disso ele tinha certeza.
Confuso com o estranho comportamento, Severus foi atrás do doncel para questioná-lo, afinal, Sirius Black deveria ter feito todo um espetáculo, não é? Admirou-se ao verificar que ele mantinha a mesma serenidade de antes. Talvez a torta que degustava tivesse ajudado a mantê-lo feliz, devido ao altíssimo nível de açúcar ingerido.
Diante de seus olhos, Sirius se serviu de outro pedaço, ao qual iniciou uma lenta degustação. Severus ainda não conseguia acreditar que não estava sendo alvo de maiores reclamações. Nem um grito sequer veio dos lábios carnudos e apetitosos do doncel.
—Sev, ao invés de ficar parado aí, por que você não vai dar uma olhadinha nos nossos hóspedes? – E a expressão de real estupefação fez Sirius sorrir. – Sev, vá ver se todos já foram dormir. Eu não vou sair daqui... – E voltou a sorrir, engolindo mais um pedaço da torta.
Resignado a lidar com um esposo acometido por múltiplas personalidades, Severus rumou porta afora. Checou o quarto de Lucius e Remus, no qual apenas o lupino ressonava tranquilamente. Então verificou se Esther e Frederick estavam bem, ao que obteve uma resposta positiva: “Frederick já dormiu e eu estou me recolhendo também. Ah, diga a Sirius que amanhã prepararei brioches para o desjejum. Boa noite, Severus”.
Imaginando em como faria Sirius melhorar a dieta com Esther em casa, rumou para o quarto de Teddy. Lá encontrou Lucius Malfoy, sentadinho ao lado da criança, brincando. Ah, Lucius estava completamente encantado pelo filho de Remus e ai de quem ousasse questionar a validade da aproximação que estabeleceu com o pequeno.
“Fique tranquilo, Severus. Edward e eu vamos nos divertir por mais alguns minutos. Depois teremos uma história e então: cama, certo Edward?” O sorriso de Teddy e o ar de extrema admiração que já nutria por Lucius eram arrebatadores. Remus estava perdido, pois o veela soube bem como se imiscuir em cada pedacinho da vida dele. E Tonks que se cuidasse. Não duvidaria muito se, numa movimentação jurídica nada limpa, o patriarca Malfoy não obtivesse a guarda legal de Teddy para si.
Assim que voltou à cozinha, local no qual deixara o esposo sozinho, optou por esclarecer a situação dos “hóspedes”.
_Remus está dormindo. Esther e Frederick já se recolheram...
—E Teddy? Ele parecia muito agitado com o novo jogo.
—Lucius está com ele no quarto, Sirius. Deve estar aproveitando para ensinar Teddy a chamá-lo de papai. Pobre Remus por ter Lucius como companheiro... Ele é extremamente dominante.
O doncel sorriu, enquanto comia mais um pedaço de torta. Snape avaliou a sobremesa e, pelos seus cálculos, aquela deveria ser a terceira fatia.
—Sirius, o que acha de nos recolhermos também?
—Logo, logo... Essa torta está um espetáculo, Sev – revelou num quase gemido, enquanto lambia a colher para deixá-la limpinha dos últimos resíduos da já inexistente fatia.
—O que você está fazendo, cachorro? – E floreou a varinha, fazendo o resto da torta desaparecer de cima da mesa.
—Severus, eu quero comer!
—Nem pensar.
—E qual é o problema? Eu estou com fome e quero mais torta.
—Você já comeu o suficiente.
—Se eu tivesse comido o suficiente, ora, eu não estaria sentindo fome.
Severus respirou fundo e procurou não se irritar.
—E tudo isso é culpa sua!
—O excesso de açúcar deve ter prejudicado as suas sinapses, cachorro. Como, por Merlin, eu sou o culpado?
—Você enfiou esse seu pau em mim, Ranhoso, e me deixou assim – e o animago havia se levantado teatralmente, um das mãos acariciando a barriga inchada. – Então a culpa é obviamente sua.
—Não me lembro de ter ouvido você reclamar, Almofadinhas. De fato, você sempre pede mais e mais.
Sirius estreitou os olhos e se aproximou do marido. Ah, aquela fúria queimando os olhos claros era altamente excitante para Severus.
—Você é um... – E a voz de Sirius foi bloqueada pelos lábios de Severus, que o devorou num ósculo faminto.
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