Submisso

4 Capítulo 4 - O Vínculo


Notas iniciais
Harry resiste, Draco insiste...
Nessa batalha, quem ganha é vc!
Ah, eu nunca escrevi um lemon antes (É, LEMON!!!), então perdoem as falhas!
Espero que se divirtam tanto quanto eu.
XD

Capítulo 4 – O Vínculo

Draco adentrou o quarto caminhando com calma, como se cada passo tivesse sido meticulosamente planejado. O cômodo em si era do mais elevado requinte, com paredes claras que não comprometiam a luminosidade. Havia uma ampla janela de parede inteira, do lado oposto à entrada, que revelava uma bela noite de lua cheia.

O leve tom de verde nos detalhes das paredes, do teto e dos rodapés era mesmo bem sonserino, mas sem exageros. Duas outras portas quebravam a rotina de quadros paisagísticos das paredes: uma dava acesso ao banheiro, no qual Harry fora "preparado" pelo elfo doméstico. A outra levava a um espaço menor, mas nem de longe minúsculo, que antes era abarrotado de roupas, sapatos e demais apetrechos de Narcisa e Lucius, o closed. Aquele tinha sido o quarto dos pais de Draco. Agora seria o quarto do novo casal Malfoy.

Uma cômoda, uma cadeira e dois sofás pequenos no estilo Luís XV, também em tonalidade esverdeada compunham parte da mobília, sem exageros, do jeito que Narcisa gostava. E, a rainha daquele quarto: a cama de dossel, talhada em madeira de lei, mais que confortável e que acomodaria muito bem umas seis pessoas, a atração principal do recinto. Na verdade, a mente de Draco não conseguia pensar em mais nada além do que — ou de quem — estava disposto bem no centro da cama, aparentemente imóvel. O veela reclamou impaciente, afinal, já era o momento de saciá-lo, de deixá-lo se fartar naquele banquete em forma de moreno.

Lacrada a porta, mas substituindo o feitiço petrificante de Dobby por um seu, Draco prosseguiu na sua lenta marcha, até chegar aos pés da cama. O verde elétrico dos olhos de Harry estava embaçado, devido às lágrimas incessantes.

_Você vai desidratar se continuar com todo esse chororô adolescente.

O moreno tentou gritar, mas ainda estava preso na mesma posição. Não conseguiu nem se afastar quando Draco sentou na cama, bem perto dele. Segundos depois sentiu o toque macio das mãos pálidas, grandes e elegantes secar as lágrimas que, concordava, derramava como se fosse uma debutante desvairada.

_Não quero mais sentir seu choro, Harry. É, eu sinto. Dói em mim também. Mas nem a sua dor vai me fazer mudar de ideia. Hoje completaremos o vínculo. Não sairemos daqui sem fazê-lo, entendeu? O quarto foi lacrado com um poderoso feitiço. Meu veela não vai permitir que você saia daqui... Estou desesperado, Harry! Então, chegamos a duas opções: podemos ter a nossa primeira de muitas noites juntos, de forma tranquila e doce, com a sua cooperação... Ou podemos ter nossa primeira de muitas noites juntos, de forma rude e forçada, não importando se você vai cooperar ou não... O que vai me matar por dentro, com certeza... Mas eu já estou perdendo a sanidade. Ver você passeando pela casa, apreciá-lo quando leva uma garfada à boca, ouvir suas reclamações contadas a Hermi... Eu tenho me controlado muito pra não arrancar a sua roupa e me enterrar loucamente em você, bem em cima da mesa de jantar...

Os olhos de Harry se arregalaram, as bochechas esquentando de profunda vergonha, enquanto procurava uma saída, qualquer uma. Já Draco estudou bem o rosto adornado pela estranha cicatriz em forma de raio. Quase conseguia ver as maquinações daquela mente aguçada. Os lampejos de olhar indo da sua varinha, para a porta e até para a janela eram até engraçados. O moreno realmente acreditava ser possível fugir dele?

_A janela também está lacrada, meu doce esposo. É a minha magia veela que vai nos manter aqui toda a noite. Darei a você um tempo para decidir por uma, dentre a sua gigantesca lista de duas opções. Vou tomar um banho agora. Quando eu acabar, você me diz o que decidiu — e o beijou de leve, bem na boca, aproveitando-se da imobilidade do grifinório.

No que não pareceram mais que alguns instantes, Draco estava de volta, vestindo nada além do que um roupão marfim, o longo cabelo loiro molhado, num pinga-pinga lento, cujas gotas escorriam pelo pescoço, peito, tórax e morriam na dobra de tecido felpudo. A aura mágica de Draco havia se intensificado consideravelmente, tornando-o ainda mais sedutor.

_Vou liberar você do feitiço. Mas lembre bem das suas opções. Ah, e, por favor, sem gritos. Está na hora de agir como adulto, Harry.

Harry sentiu o corpo se mover livremente no mesmo instante em que tinha Draco bem a seu lado, sentado na enorme cama, encarando-o, deixando aqueles olhos acinzentados próximos dos seus.

_E então? O que você decidiu?

Era assim tão comum para Draco falar de violação? Por que era isso que ele estava prestes a fazer, não?

_Harry, eu sei que é a sua primeira vez – e o moreno ficou mais vermelho que a decoração da sala comunal da Grifinória. – Eu sei que você deu uns beijos na Chang, na Weasley e que até gostava de estar com elas – o moreno percebeu a voz levemente alterada -, mas também sinto, tenho plena convicção disso, que eu não lhe sou indiferente. Na verdade, desde a escola, eu sei que você tem algum interesse em mim. Ah, meu herói bruxo, eu morreria por você...

Harry demonstrava um semblante curiosamente indefinido. As expressões faciais do garoto não conseguiam se decidir entre surpresa, espanto e carinho.

_Abri mão de muita coisa pra te ter aqui comigo, Harry. Não estou exigindo a sua gratidão, nem almejando um troféu por ter te salvado. Eu teria salvado você de qualquer jeito, com ou sem prêmio, porque você não é um prêmio Harry. E não me arrependo de nada. Eu só não consigo entender o porquê desse seu comportamento tão arredio.

O suspiro demorado do loiro distraiu Harry da crescente proximidade. Os olhos cinza estavam agora tão perto dele! Podia até sentir o hálito quente e convidativo do esposo tocar-lhe a face. Havia um misto estranho de expressões naquele rosto aristocrático: frustração? Dor? Inquietação? O grifinório não era bom no quesito: adivinhe o que estou sentindo.

_Por que você não confia em mim? Ou na Hermione? Nem com o Rony você conversa mais... Eu realmente não entendo. Por favor, Harry, por favor... Não me obrigue a ser um monstro contigo. Eu-eu... Estou perdendo o controle! Eu vou odiar isso. E sofrerei tanto quanto você... Prefiro morrer a te fazer sofrer, Harry. Por favor, me diz exatamente o porquê de você parecer um barril de emoções. Sei que você não está bem. Percebo tristeza, ansiedade, raiva, ódio, desejo, desespero, solidão, amor... É impossível compreender tantos sentimentos juntos, conflituosos. Conte-me, Harry! Abra-se comigo, por favor. Entreguei minha vida a você, sabe disso. Confie em mim!

O silêncio que se seguiu não foi constrangedor para nenhum deles. O sonserino conhecia bem o campo no qual jogava. Era necessário dar a Harry uma brecha para que ele mesmo pudesse agir. Realmente falou sério quanto a consumar o vínculo naquela noite, mas faria todo o possível para que fosse com o consentimento do esposo. Uns bons dez minutos passaram, até a voz doce e melodiosa de Harry encher o quarto do casal.

_Draco, eu... Eu tô — apertou as mãos com força, tentando evitar que tremessem tanto, ao que Draco as tomou levemente, encorajando-o a prosseguir em seguida.

_Você está?

_Eu tô morrendo de medo de desaparecer – e não pôde mais aguentar: dos seus olhos voltaram a minar lágrimas... Como ele odiava aquela fragilidade que não era nada sua. E como o sonserino não entendeu, prosseguiu. – Eu não sou assim, desse jeito... Não sou essa montanha-russa de hormônios, nem um chorão ridículo, eu não sou assim... Frágil! Esse corpo, esse cabelo... Desde que eu acordei, tudo o que já vinha mudando em mim, mudou de vez e... Ah, eu não me reconheço! E quando eu for seu, completamente, só vai existir esse Harry de agora, essa coisa estranha que eu não consigo entender. Eu gosto de você sim, não consigo esconder meus sentimentos de você, faz parte da minha condição-maldição de doncel e...

_Shiii... Maldição?! Não. É a benção mais fantástica que existe – revidou Draco, aliviado, sorrindo de forma serena. Então Harry não o odiava? Ah, isso sim era a mais pura felicidade.

Harry ficou surpreso. Não sabia que Malfoy era capaz de colocar naquele rosto metido um sorriso tão verdadeiro. Sentiu-se ser puxado num abraço e até se comoveu com a calidez dos braços que o apertavam, demandantes e autoritários.

_Dra-Draco...

_Então era isso?! Toda essa confusão que percebo em você, é por esse motivo? Ah, Harry – e o afastou um pouco de si mesmo, conduzindo o queixo do moreno um pouco para cima, fitando-o bem nos olhos verdes. – Você só se sente assim, confuso, porque sua magia está bloqueada. Não tem nenhum novo Harry. Só há um testa-rachada: você. Garanto que você continua o mesmo, todo um herói, destemido, corajoso, justo, leal e irresistível. E que admitiu: gosta de mim.

Harry corou violentamente. Sentiu as bochechas arderem e esquentarem. Não estava acostumado a ouvir elogios, ainda mais de Draco.

_Aceite-me Harry, de coração. Aceite-me. Você deixará de sofrer e eu também. Aceitar-me é aceitar a sua condição. Não renegue o que é. Nem o que sentimos. Eu te amo. Desde antes de compreender o que é ser veela, eu já te amava. Tentei explicar isso pra você, milhares de vezes, mas a sua cabeça dura e teimosa se recusava a me compreender – e o agarrou firme, pelos ombros. – Olhe bem pra mim. Você pode dizer se estou mentindo ou não. E então? Estou mentindo?

“Eu ter amo”, “Eu te amo”... É, não dava mesmo para continuar resistindo. E Harry nem respondeu, apenas sucumbiu. Era impossível voltar atrás. Não ficaria mais esperando por meses e meses, sentindo-se triste, angustiado e profundamente infeliz. Não mais se lançaria numa procurar inútil por feitiços miraculosos que o transformassem. Como Draco dissera, aceitá-lo era aceitar a sua própria natureza. Não havia mais como resistir.

Cada palavra de Draco falada perto dele, com a clara intenção de convencer, de seduzir, Merlin, era desesperador. Aquela fala adocicada fazia seu corpo reagir de maneira estranha, quente e desejosa de toques e carícias, que ele mesmo nem conhecia. Decidido, num supetão puxou o roupão e teve os lábios de um surpreso Draco encostados aos seus, dando início a um beijo nada inocente.

O moreno devorou o loiro naquele beijo. Não o largou nem quando sentiu seu lábio inferior ser mordido, apenas gemeu de leve e abriu a boca deixando a língua oposta entrar, dominadora, e explorar cada cantinho que há muito tempo jaziam incólumes. Era asfixiante, mas não conseguia parar, não queria parar. Até que sentiu o peso do copo do seu marido (é, era assim que deveria pensar nele dali em diante) o pressionar para baixo, em direção ao colchão. Não houve resistência.

As mãos pálidas e de dedos longos já o haviam livrado da parte superior das vestes, nele tão habilmente postas por Dobby. Engraçado é que o "manequim" só percebeu a nudez do tórax, quando se deu conta de que as mãos de Draco agarravam os seus mamilos livremente, sem que houvesse nada sobre a pela para protegê-lo daquelas investidas. Mordeu ferozmente os lábios, quando o marido substituiu uma das mãos pela boca.

Ah, aquilo era tortura. Era pior (e infinitamente melhor) que um cruciatus. Onde o loiro havia aprendido a mexer a língua daquele jeito? Sentia o toque úmido da língua em seu mamilo, eriçando sua pele e esquentando o seu sangue.

_Eu quero te ouvir, Harry. Geme... Geme pra mim, meu amor.

Uma lufada intensa de magia envolveu o corpo cheio de curvas e o resto das vestes virou pó. Era um fogo intenso que ardia sem chamas. O poder veela de Draco pulverizou as vestes de ambos. O resultado: um leão desnudo, que nem poderia dizer "nu em pêlo", porque os pêlos o abandonaram quase que inteiramente. Harry estava tão excitado que não conseguia expressar em palavras. Só o que saía dos lábios volumosos do moreno eram gemidos e, vez por outra, o nome do marido, entrecortado por suspiros desesperados e mais e mais gemidos.

_Draco... – e tentou se cobrir, o rosto queimando de vergonha, a respiração cada vez mais agitada devido aos estímulos sofridos.

Harry sentiu a mão pálida se fechar sobre a sua, conduzindo-a para longe, deixando-o livre de qualquer barreira ao acesso do veela, que lhe lançou um olhar intimidador. Ah, ele não precisava dos óculos para enxergar a realidade: fugir era impossível, logo, teria que continuar a sentir a face queimar em protesto (devia estar pior que um tomate). Era tanta a vergonha! Draco começou a analisá-lo clinicamente, de cima a baixo, lambendo os lábios. Era tanto desejo impregnado naquele escrutínio erótico, que Harry sentia o corpo inteiro formigar. Sentia-se endurecer tanto que começava a doer.

A magia veela ainda o envolvia, o que tornava tudo mais desesperador, pois ela o estimulava mais e mais, intensificando as sensações provocadas pelos beijos e toques que sentia. Vivia uma grande batalha interna, pois queria os toques e carícias e, ao mesmo tempo, sua timidez natural exigia — a gritos — que saísse correndo daquela cama e se trancasse no banheiro.

Depois de estar seguro de que Harry entendera o recado: "não se afaste e não se cubra", Draco continuou a explorar o corpo embaixo dele sem nenhuma pressa. Acariciou, beijou, mordeu, lambeu, apalpou... Ah, seu veela estava se deleitando. Baixou pelo tórax do moreno, beijando cada espaço, apertando a sinuosa cintura. Ah, que corpo de infarto.

_Você é meu, meu... Ninguém nunca vai te machucar. Se tentarem, eu saberei. Selaremos nosso destino hoje, meu adorado herói. Vou fazer você gritar meu nome tão alto, que me arrisco a pensar ser apropriado insonorizar toda mansão.

Harry nem teve tempo de rebater aquela revelação tão arrogante, pois foi atacado por beijos asfixiantes e uma língua que parecia querer arrancar a sua do lugar. Quantas mãos tinha Malfoy, afinal? Não era possível que fossem apenas duas, pois sentia ávidos toques em todas as partes do corpo, simultaneamente.

Então, apesar de tudo o que vinha fazendo para negar, ele era sim um doncel, desses desejados e alvos de disputas terríveis, relatadas por centenas de documentos bruxos ao longo dos séculos. E estava muito próximo de ter sua virgindade devorada pelo marido veela com o qual lhe haviam casado.

Tentar racionalizar o que aconteceu até o momento em sua vida, foi a única forma de não derreter-se por completo. Estava até atingindo bons resultados, mas seu esforço foi por água abaixo, quando teve as pernas abertas por Draco que, sem nenhuma vergonha, meteu-se entre elas, e engoliu sua ereção dura e gotejante de uma só vez.

_OH, MERLIN!

Draco sugou demoradamente toda a extensão do esposo, torturando-o. Sem pressa, sentia cada nervo, cada movimento do moreno, cada gemido que saía daquela boquinha rosada. Seu veela já estava, há muito, partilhando cada ato feito naquela cama – e estava adorando.

_Dra-Draco... Para, para! Eu vou... Eu...

Foi o gatilho para Draco chupar com ainda mais força. Harry estava quente e, em pouco tempo, derramou-se, num grito gutural. Movimentou-se rápido, escalou o corpo do esposo e o beijou com violência e carinho ao mesmo tempo. Um Harry ofegante o recebeu sem reservas, meio ido devido à intensidade do orgasmo recém-experimentado.

Draco estendeu o braço na direção da mesinha de cabeceira, pegou a varinha e voltou-se para Harry que, curioso, tentava entender o porquê de ter pegado a varinha.

_Os donceles lubrificam como as mulheres, mas não custa nada ajudar a natureza.

O feitiço lubrificante saiu bem baixinho, num murmúrio suave. E o efeito foi instantâneo, deixando Harry mais molhado e muito mais quente. Já a excitação era ainda mais incrementada pela própria magia veela. Ah, seu adorado esposo iria experimentar tanto prazer, que se viciaria nele, assim como Draco já era um dependente inveterado, obcecado por doses contínuas do herói grifinório.

O nome “Harry” era dito uma e outra vez por Draco, com uma voz carregada de lascívia, as mãos abrindo as pernas dele com delicadeza. Já o próprio Harry não sabia como agir. Sentia-se tão vulnerável daquele jeito, de pernas abertas, completamente exposto aos toques do outro. Por Merlin, ele era um homem! Ele era quem deveria comandar na cama e não ser manuseado daquele jeito indecente... Bem, não que estivesse reclamando, é claro. Sem contar o fato de pouco enxergar, pois seus óculos, ah, nem ele sabia mais onde estavam. Sentiu o roçar dos dedos em sua entrada. A mão habilidosa de Draco o invadiu.

O primeiro dedo não entrou sem dificuldade e Harry gemeu de dor. Draco o beijou com intensidade, sem deixar de lado a tarefa de preparar bem seu esposo para recebê-lo. Só de pensar em provocar dor nele, ah... Era sofrer também. Um pouco de dor seria sim sentida, afinal, um doncel nunca perdia a estreiteza, algo natural de seus organismos únicos. E esse “detalhe” era ainda mais evidente num doncel virgem. Apertado?! Não... Apertado era muito pouco para classificar o que Draco, agora, sentia com dois dedos. Harry era sufocante.

_Draco... Para. Tá... Tá doendo.

Mas Draco além de não atendê-lo, aprofundou o toque, incrementando-os com movimentos circulares. Era estranho para Harry provar aquelas sensações, afinal, ele nunca teve um relacionamento sério... Com ninguém! O máximo que experimentou foram uns “amassos mais subidinhos” de tom com Gina. Agora, amassos com um homem? Nunca! Nunca pensou que... Que seu corpo pudesse reagir tão bem com um... Ah, com o mesmo sexo, ainda mais quando o homem em questão era Draco Malfoy, seu inimigo declarado desde a escola, o arrogante e insuportável loiro falso!

Como sabia que estava perdido? Que não havia mais volta para ele e que, definitivamente, era mesmo o esposo do herdeiro dos Malfoy-Black? Simples: bastava verificar a forma tão desavergonhada com a qual gemia alto, mesmo experimentando um pouco de dor. Era suficiente ver o famoso Harry Potter ser arrebatado num orgasmo avassalador, provocado pela boca ferina do arrogante sonserino... É, era inegável: estava gostando... E muito!

A pele, certamente mais vermelha que um tomate, ardia de desejo. Draco não queria amá-lo, não mesmo... Queria matá-lo, isso sim! Queria acabar com ele numa morte angustiante e súbita, causada por excesso de excitação e prazer. Sentia-se endurecer novamente, ao que Draco sorriu satisfeito, já com um terceiro intruso dentro dele... Girando, abrindo, fechando, saindo, entrando... Ah, era impossível manter a sanidade, mas precisava respirar fundo e clamar por um pouco de lucidez. Não podia se entregar assim, tão facilmente ao loiro falso e mal tingido.

Ah, mas ele acabou entregando os pontos. Harry desistiu de vez de se controlar, quando o loiro o tocou num ponto que o endureceu de vez. Gritou alto e se contorceu feito cobra. O prazer ensurdecedor foi tão bom, tão forte... O que era aquilo? Nunca sentiu nada assim antes... Queria mais, queria muito mais... Urgentemente.

_Encontrei, não é? É aqui... Eu vou descobrir tudo sobre você, Harry.

Draco sorriu malicioso e se afundou nele de novo e de novo. Já Harry, ah, perdeu de vez o controle e iniciou uma série de gemidos quentes... Tá bom, gemidos não. Foram gritos mesmo, sem vergonha nenhuma! Ah, o doncel era puro êxtase quando estimulado daquela maneira. Derramou-se pouco depois, novamente, mais excitado que antes e ainda meio desconcertado pela intensidade com a qual o corpo reagiu a mais um orgasmo. Sentia-se completamente preenchido pelos dedos de Draco, que entravam e saíam sem nem esperar que se recuperasse.

Lentamente, Draco se posicionou entre as pernas fortes e torneadas pelos treinos no “Harpias de St. Paul". Beijou a parte intera das coxas com devoção quase reverencial e depois lambeu o abdome salpicado por líquido branco, a magia veela envolvendo-os como se de uma doce carícia se tratasse. Quando enfim debruçou-se sobre o moreno, colando seus corpos com força, procurou beijá-lo com a mesma fome que sentia. Morder foi pouco, Draco devorou a boca em oposição a dele.

A batalha de línguas fez a semi-ereção de Harry endurecer rápida e dolorosamente. Draco o ajeitou na cama, abrindo ainda mais as pernas e conduzindo seu próprio membro àquela entrada estreita, quente e pulsante. Harry o encarava com a expressão tensa, pois, mesmo que não o visse com riqueza de detalhes devido a falta dos óculos, conseguia enxergar muito bem o que estava por vir.

_Relaxa Harry.

_Relaxar? Não vai caber... Você é enor...

Mas o que mais pretendia dizer ao marido foi esquecido. Sentir Draco empurrando com força e entrando dentro dele, sem nem pestanejar, apagou seu cérebro.

-Aaaai. Dra... Draco... Para! Sai! Tá doendo.

O loiro notou as lágrimas se precipitando face abaixo do corpo a sua frente. Doía nele também. Mas não saiu, nem parou, empurrando ainda mais seu membro contra a entrada estreita do esposo. Sabia que era "enorme”, completando a palavra inconclusa de Harry. Mas todos os veela eram.

Segurou firme os joelhos delicados, respirou fundo tentando não sucumbir ante a sensação de estreiteza e calidez que o envolvia, e empurrou mais, dessa vez mais forte e preciso, entrando de vez naquele canal antes nunca visitado por ninguém. Ah, era a glória.

Sufocante, apertado até a medula, deliciosamente úmido e quente... Muito quente. Uma parte dela queria se mexer freneticamente, naquele exato instante. Seu veela explodiu em magia, fazendo o quarto estremecer, ao mesmo tempo em que sentia algo molhado e quente. Encarou Harry, seu Harry, que tinha o rosto contorcido numa expressão dolorida e arfava com desespero. Não houve som algum, mas Draco sabia que o próprio Harry fazia todo o possível para não gritar. Sorriu presunçoso, seu ex-virginal esposo era agora era agora completamente dele e aqueles lençóis registrariam esse glorioso momento.

Aproximou-se do rosto do moreno, beijou-lhe as bochechas e lambeu as lágrimas. Depois o beijou bem na boca, com posse e necessidade, distraindo-o do fato de que estavam conectados – um dentro do outro, como sempre deveria ter sido -, de que, enfim, eram um só e que o vínculo estava sendo formado.

As magias de ambos se juntaram numa compatibilidade absurda, nem Draco esperava por aquela explosão de prazer. O quarto se iluminou e a cama inteira flutuou, para voltar ao mesmo lugar pouco depois. Harry relaxou com a ternura do parceiro, que agora o abraçava de forma carinhosa e dizia incoerências em seu ouvido, bem baixinho: “meu, meu... finalmente meu. Obrigado, Harry... meu”. E então, o movimento começou, um vai e vem cadenciado, lento a princípio, mas que aumentava em velocidade de acordo com os gemidos de prazer que saíam, sem querer, da boca do grifinório.

Da boca, Draco mudou o alvo, afundando seus lábios vorazes na junção do ombro com o pescoço. Entrava e saía de Harry com força cada vez maior. Seu veela o dominando completamente. Não deixou de apertar, acariciar, chupar e morder nenhum espaço que pôde tocar. O esposo era incrivelmente sexy, com aqueles olhos verdes faiscando de desejo e as bochechas ardendo, vermelhas e quentes.

Harry já tinha perdido a razão e simplesmente se deixava fazer, sendo colocado de quatro e penetrado forte por trás, sentindo o marido entrar e sair dele com uma vontade imperiosa. O cabelo de Draco roçava nas suas costas e o hálito suave na sua nuca o deixou gotejando de prazer. Uma das mãos do marido apertava sem pena seu mamilo, a outra envolvia sua necessitada ereção, que já estava a ponto de explodir.

Empurrando cada vez mais fundo, abrindo espaço na entrada virginal de Harry, sentindo-o estremecer de prazer quando seu membro, uma e outra vez, sem descanso, estimulava a próstata dele... Ah, se havia um céu, fora agraciado com a entrada do paraíso. Mas o seu céu não era azul, não mesmo. Ele tinha a mesma cor daqueles intensos olhos verdes.

O virou de novo, de maneira rápida e urgente, colocando-o sentado sobre as próprias pernas. Harry entendeu rápido a proposta e, em instantes, se autopenetrava, subindo e descendo pelo membro de Draco. O beijo trocado pelos dois foi lascivo! Era desejo demais, prazer demais... Harry sentia que não ia sobreviver àquela primeira vez. Nunca, nunca mesmo imaginou que seu próprio corpo fosse traí-lo de tal forma, adorando todas as indecências que o marido lhe fazia.

As mãos de Draco apertavam as nádegas bem feitas de Harry, ajudando no contínuo sobe e desce. Os gemidos desesperados do esposo o alertaram: o fim se aproximava, estando ele também próximo de acabar. Agarrou Harry pela cintura e voltou a pressioná-lo contra a cama. Penetrou aquele corpo perfeito uma e outra vez, sentindo-se sufocar quando Harry se derramou entre ambos. Pouco depois, Draco fazia o mesmo dentro dele.

“Eu te amo, testa-rachada”

“Eu também te amo, loiro falso”

Os dois, já vinculados de forma completa, se acomodaram na enorme cama, entrelaçados e assim permaneceram quando foram embalados por um sono morno e profundo.

Notas finais
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Até breve!