Submisso

15 Capítulo 15 - Entocado


Notas iniciais
Olá!!! Primeiramente: obrigada mesmo pelos reviews... e em pleno Carnaval!!! UHU!!!

Adoro-os, com críticas, dicas e vislumbres do futuro (ainda acho que certos leitores tem o poder da legilimência)... E SEMPRE RESPONDO A TODOS ELES.

Esse capítulo é parasatisfazer algumas pessoas desesperadas por um Drarry, com lemon e tudo (já disse que não sou boa em escrever lemons, mas achei que o cap pedia isso).

Sirius e Snape... Ah, vai demorar um pouquinho!

Sem mais, curtam aí! (o fato de estar postando na quinta-feira merece presentinhos, não acham? Tipo, muitas críticas construtivas, ideias e sapos de chocolarte, não é?)

XD

Capítulo 15 – Entocado



_Harry, volte aqui!

O moreno já o ignorava. Queria apenas sumir da cozinha, da casa, de Malfoy. É, não tinha mesmo jeito... Draco Malfoy nunca o respeitaria. Ah, e daí se tinha comido quase duas dúzias de ovos? Qual era o problema, afinal? Quem se importava com um hipotético ataque do coração?

Retirou a varinha das vestes e pensou rápido. Largo Grimmauld estava fora de cogitação: estava lacrado desde o casamento de Sirius. O Caldeirão Furado? Outra literal furada... Em dois segundos a imprensa saberia que ele estava lá. A nova casa do padrinho? Não, Snape vivia nela! E de Snape para Draco era um átimo de segundo. Um lugar... Precisava de um lugar. A Toca? Bem, era uma possibilidade, mesmo que soubesse que não conseguiria ficar lá sem ser incomodado por muito tempo. Talvez Molly o acobertasse.

_Harry! Espera – e o viu como a varinha na mão, os olhos verdes lhe mirando com uma fúria anormal. – Não, não Harry, não faça isso! – E o moreno sumiu, aparatando para algum lugar ainda desconhecido.

Aparatação nunca tinha sido um meio de transporte do qual, realmente, gostasse. Preferia ir e vir de vassoura mesmo ou, se fosse necessário, via flu. E, para ser sincero, ficar se sentindo a beira da morte depois de pisar na Toca não estava ajudando em nada no quesito: “ame a aparatação”.

Molly estava sozinha em casa: os gêmeos trabalhavam e, na verdade, costumavam ficar pelo próprio Beco Diagonal; Hermione voltara para a casa dos pais para passar os últimos dias de férias, antes de a universidade retornar às aulas; Ronald, com o estágio antecipado, voltara antes do previsto ao Quartel-General de Aurores e só aparecia em casa, com sorte, bem tarde, depois das oito horas; Arthur trabalhava normalmente e Gina parecia, finalmente, ter se decido por algo: estava se dedicando a estudar moda (tudo parecia indicar que pleitearia uma bolsa na Maison Parfait, nome do ateliê de uma renomada estilista bruxa, que acabara de abrir uma sucursal em Londres).

Com a casa vazia e sem nenhum doente, graças a Merlin, cuidava dos seus afazeres rotineiros e imaginava o que faria para o jantar, quando foi surpreendida por alguém atravessando as proteções da casa. Como não ouviu nenhum alarme, sabia que não havia perigo algum. Contudo, nem sempre o que não era perigoso deixava de ser problemático. O que teria acontecido?

Com o coração na boca, procurou o visitante, tendo dado de cara com um Harry ofegante, como se tivesse corrido uma maratona, tremendo muito e de pé, bem no meio da cozinha, o rosto mais pálido que o de Draco. Parecia a ponto de desmaiar, o que a fez se apressar.

_Harry, querido... – E o segurou com força. – O que aconteceu? Onde está Draco?

_Não quero ver o Draco! – E se apoiou na senhora Weasley, a boca ficando salgada. – Estou enjoado – e se apressou para chegar ao banheiro, ajudado por Molly que mantinha o agarre firme nele.

Não conseguiram chegar a tempo, pois Harry começou a passar mal antes de abrirem a porta, mas deu para evitar um desastre maior. Foram necessárias umas três idas e vindas do banheiro, para que o estômago do moreno decidisse diminuir a revolta. Molly não disse nada, mas sentira as proteções estremecerem novamente, sem alarme algum. Mais alguém havia chegado.

Já imaginando quem seria, a matriarca praticamente obrigou Harry a se deitar no mesmo quarto onde estivera antes (e Sirius depois dele). Convocou uma xícara e alguns saquinhos de chá da cozinha, fazendo um chá calmante ali mesmo. Harry bebeu a contragosto, pois o estômago não dava sinais de que deixaria a rebeldia de lado tão cedo.

_Harry, querido. O que houve? – E lhe passou os óculos.

_Posso ficar aqui por um tempo? – Já tendo a sua “mãe” em foco.

_Meu amor, você pode ficar aqui o tempo que desejar, mas e a sua casa? E o seu marido? Ele virá atrás de você, sabe disso.

_Não quero vê-lo. Por favor, por favor... – e quando Molly viu lágrimas inundando os olhos verdes do seu “filho”, ficou preocupada.

O moreno ficou visivelmente descompensado. O que teria acontecido de tão grave?

_Tudo bem, tudo bem... Acalme-se, sim. Olha, eu vou preparar um jantar especial hoje. Arthur vai adorar revê-lo e Rony então, nem se fala! Ele está louco para encher os seus ouvidos com as novidades do estágio! Descanse um pouco, enquanto o chá faz efeito – e o beijou na testa.

Assim que desceu, apenas se dirigiu a sala. E lá estava ele, em toda a sua magnificência e exuberância, em preciosas vestes azul-petróleo. O cinza tendia mais para o chumbo, compondo um olhar nervoso, irritado e, na mesma medida, preocupado.

_Ah, senhora Weasley! Onde ele está? Como...

_Calma, Draco... Primeiramente, pode me chamar de Molly, sim? – E ao que o loiro assentiu, prosseguiu. – Harry chegou aqui muito nervoso e enjoado. Dei um chá para acalmá-lo. Ele está furioso e triste. O que aconteceu, querido?

_O enjoo é porque ele aparatou e...

_Ora, Draco, desde quando aparatar deixa os bruxos nesse estado? Oh, ah não ser que... Ele está em estado?

Draco a encarou de um jeito tão Draco, que Molly ficou sem respirar por alguns segundos.

_Oh, Draco... E você não o consultou?

Certeira como sempre. Deixou-o sem palavras...

Ela tinha entendido tudo com o simples silêncio. Ora, veelas não lhe eram desconhecidos, não mesmo. Tendo como característica marcante os cabelos loiros – que nos veelas puras esvoaçam mesmo na ausência de vento –, o poder de sedução desses seres é imenso.

A herança veela dos Malfoy nem deveria mais se manifestar, pelo que entendeu da conversa que teve com Severus. O pocionista explicou o contrato que atrelava os Malfoy aos Potter, além de outros detalhes da união necessária e urgente para a saúde de Harry e, em longo prazo, para a sanidade de Draco, pois o veela ficaria controlado ao estar ligado ao seu parceiro ideal. Contudo, lá estava Draco, precisando lidar com quase incontroláveis rompantes de fúria, dentre outros probleminhas.

Veelas eram seres sensuais, de natureza passional, com uma libido maior que o ego de Draco e do falecido Lucius juntos. Esse “inconveniente” era equilibrado pelo extremo cuidado que tinham com o parceiro – daí ter ficado tão tranquila com o casamento mais que apressado, pois sabia que o seu “filho” ficaria muito bem protegido – e pelo total controle que os veelas tinham da sua própria perpetuação.

_Não foi possível – e o rosto corou de vergonha ao tocar nesse tipo de assunto com a mãe do pobretão.

Nem com Severus tivera coragem de comentar a questão, deixando que ele pensasse o que bem entendesse. Mas com a bondosa matriarca, ah, ela era uma profusão de sentimentos bons. Era impossível não desatar toda a verdade logo e rogar pela compreensão dela!

_Senhora Wea... Molly, eu nunca tinha estado com um doncel antes. Foi como se a doncelaria de Harry exigisse toda a minha virilidade de uma só vez, ah... Sei lá... Foi inexplicável e... – Corou furiosamente depois disso. – Meu veela me dominou! As primeiras vezes que fizemos – nossa, não havia mais tons de vermelhos possíveis para classificar a tonalidade atual da pele do sonserino... Fúcsia, talvez? – Meu veela fez a cama levitar, Molly!

_Oh, querido... – E sorriu conivente. Ela não estava furiosa, nem nada do estilo.

_Eu não consegui me controlar e então, já no dia seguinte a nossa noite de núpcias, eu soube. Eu senti... Primeiro não entendi bem o que era, mas depois... Depois compreendi que Harry estava... E aí aquela reportagem da maldita da Skeeter, o Sirius piorando...

Era tão incrível lidar com veelas. Era tão fantástico imaginar um ser que sente o parceiro, que sabe quando ele está se sentindo mal, que sabe cada detalhe, cada pequena alteração... E que pode, se estiver numa área não muito distante, identificar até a localização do seu “objeto de adoração”. Ah, Molly os adorava.

_Deixe-me entender, vocês formaram o vínculo faz o quê? Um mês?

_Um mês, praticamente. Um mês e meio... No máximo. Mas, com tudo o que vem acontecendo, não conseguimos conversar.

_Vocês precisam conversar, Draco!

O loiro riu. Conversar com um Harry esquizofrênico era difícil – para não dizer impossível. – Num segundo ele incorporava o Trasgo Potter e, instantes depois , se transformava numa mocinha sensível e chorona.

_Conversar?! Bem que eu tento, mas Harry é tão Harry! Teimoso, cabeça-dura... Ele veio para vá, porque eu o impedi de continuar a comer duas dúzias de ovos – e levantou dois dedos da mão, de forma bem teatral. Ah, a ruiva estava mesmo se divertindo – misturados com morango, cereja e mostarda! Se eu não chego a tempo, Dobby já teria, sei lá, comprado mais umas três dúzias, só para satisfazer as maluquices dele – e reforçou o tom indignado. – O pior de tudo: ele teve a coragem de dizer que eu não o respeito! Por Merlin! Será que Potter não conhece os malefícios de ovos em excesso?

Molly riu com gosto! Ai, ai... Estava sentindo falta daqueles pequenos detalhes. E então, antes que conseguisse se controlar, viu Draco se empertigar no sofá e mirar escada acima.

_Ele está vomitando... De novo... – E correu ao encontro do esposo, ignorando o fato de que o esposo em questão não queria vê-lo (nem pintado de ouro!).

Rindo ainda, a senhora Weasley retornou aos seus afazeres cotidianos, sabendo que, depois de um tempinho, seria perdoada por ter deixado o veela apaixonado entrar no quarto. Bom, talvez fosse até recompensada, não?

Rogava apenas que trancassem a porta! Gina estava para chegar e, do jeito que andava perguntando sobre quando os veria de novo... Ah, era melhor nem pensar nisso. Antes de se dedicar ao jantar, enviou ao quarto mais saquinhos de chá, dessa vez, mais adequados para o moreno.

Já Draco, subiu a escada de dois em dois degraus. Mal entrou no cômodo, percebeu que Harry se digladiava, sem muito sucesso, contra as ânsias de vômito. Com passos firmes, chegou ao diminuto banheiro, já pegando uma pequena toalha da pia e umedecendo-a.

Harry se sentia mais enjoado e, tamanha era a concentração no vaso sanitário, que só percebeu Draco quando, ao largar o corpo contra a parede, sentiu um corpo quente confortando o seu, num encaixe perfeito – é só podia ser o loiro –, além da refrescante toalha sendo passada em seu rosto. Droga! Sabia que era ele, mas não podia ser! Não tão rápido!

_Vá embora – a voz saiu fraca demais, débil demais para ser minimamente convincente.

_Por favor, Harry. Agora não. Deixe-me cuidar de você – e o abraçou mais forte, impedindo que fugisse mais uma vez.

Harry se odiou, mas estava com as emoções a flor da pele e não pôde evitar os olhos brilhantes e a voz embargada.

_Para que quer cuidar de mim? Para continuar a me tratar como se não merecesse nenhuma consideração? – E mirou a pia, sua varinha estava lá em cima, acompanhada pelos óculos.

Ai, Draco estava lidando com uma besta furiosa e chorona. É, ele sabia que o esposo estava chorando, pois compartilhava a mesma dor, mesmo que soubesse que o choro não tinha o menor fundamento.

_De onde, por Merlin, veio essa interpretação tão absurda dos meus atos? Harry, você é a pessoa que mais considero no mundo. Você é a minha pessoa mais importante, eu te amo. Não tenho nenhuma vergonha de dizer isso. Se alguma coisa boa existe em ser um veela, é ter feito às pazes com os meus sentimentos.

O moreno se projetou para frente e uma nova rodada de intimidade com o vaso sanitário começou. Draco não se afastou por um instante sequer. Esteve ali, amparando-o e segurando sua cabeça.

Quanto tempo passaram ali? Ah, Harry não fazia a menor ideia. Apenas se deixava mimar por Draco que o recostara sobre si, murmurando pedidos de desculpa, mesmo que ele soubesse que o loiro esnobe não via, realmente, a necessidade de se desculpar.

Os beijinhos na nuca lhe ajudaram a relaxar. Não conseguia manter nenhum sentimento negativo quando era beijado daquele jeito. Draco o conhecia, fazia dele o que bem entendia. Mais calmo e pensando com maior clareza sobre o que o levou a, ridiculamente, “fugir” de casa, o grifinório concluiu que o pedido de desculpas deveria ter saído da sua própria boca.

Nossa... Duas dúzias de ovos!!! Claro que Draco teve motivos para se irritar... E como! Ele explicou com detalhes a dieta prescrita por Snape, enfatizando que a mesma deveria ser seguida à risca, mas... Não conseguiu. A vontade foi tão grande, tão incontrolável, que não teve como resistir. Preparar e comer aquela mistura... Ah, teve o gosto da glória eterna elevada ao infinito!!! Por que fora tomado por aquela necessidade incontrolável? Não fazia a menor ideia... Nem era tão fã de ovos.

O marido o ajudou a levantar, o corpo meio trêmulo ainda devido à força feita para expulsar de si tudo o que “incomodava” o estômago. Fez uma boa higiene bucal, usando um feitiço, guardou a varinha, colocou os óculos e voltou à cama, com uma nova xícara de chá lhe sendo estendida por Draco.

_Beba, Harry. É chá de gengibre, muito bom para enjoo. A senhora Weasley é muito cuidadosa.

Obedientemente, o chá foi absorvido em pequenos goles.

_Harry, desculpe-me. Eu não deveria ter sido tão bruto e...

_Draco, esqueça isso. Também te devo desculpas. Nem sei por que eu reagi assim, vindo para cá e tudo mais! Que coisa mais patética...

_Patética? Não, nada disso. Perdoados, então?

_Sim, claro que sim – e passou a xícara vazia às mãos do loiro, que a deixou rapidamente sobre a mesinha de cabeceira. – Resolveu seus assuntos pendentes na universidade? – Perguntou, com a clara intenção de mudar completamente o assunto.

_Universidade?! – E com agilidade prosseguiu. – Ah, claro... Universidade... Sim, claro que sim.

_E está tudo bem?

_Sim, amor, está... Mas sabe, eu gostaria de resolver outros assuntos agora... – e se sentou na cama, beijando Harry que o recebeu de bom grado, mas tentando pará-lo, antes que fosse tarde demais.

_Draco, espera, humm – mais beijos. – Draco, ahhh – beijos na nuca – Draco, quer pa... Parar... Ah, tira a sua mão daí! – E como, por Merlin, ele já estava sem os óculos e sem a parte de baixo das vestes? – A senhora Weasley pode entrar e...

Draco foi bastante eficiente dessa vez. Insonorizou o cômodo e trancou a porta. Arrancou as próprias vestes o mais rápido que pôde, livrando Harry do resto de tecido também e, ainda usando magia, alargou a cama.

_Pronto! Sem interrupções agora... Ah, Harry, estou dolorido de tão duro, sabia? – E se esfregou contra o esposo, que corou furiosamente ao senti-lo. – Só de ver você, de te beijar... Perfeito, perfeito....Você é perfeito!

A primeira parte que beijou foi o baixo ventre de Harry. Acariciou e beijou com devoção, enquanto era delicadamente acariciado nos cabelos pelas mãos do esposo. Quando se cansou, subiu de encontro à boca vermelha e entreaberta, que invadiu sem ressalvas.

Língua contra língua, uma batalha que não tinha, de fato, vencedor algum. Draco se afastou, deixando Harry ofegante e com carinha de “mais, mais”... E riu, sacana, como sempre. Gostava de verificar o efeito que causava no esposo: o peito arfando, o rosto da cor dos grifinórios e aquele ar luxurioso que o colocava a mil! Como adorava deixar Harry naquele estado, mas o que ele não esperava foi ter sido empurrado e deitado na cama, com Harry por cima.

O moreno o beijou faminto, perdendo-se na junção do pescoço com o ombro, deixando marcas pelo peito, mordendo e lambendo os mamilos, até encontrar o que queria. Tinha surpreendido Draco uma única vez com sexo oral. Faria de novo. O esnobe veela o impediu de prosseguir na ocasião, dizendo que “eu te dou prazer, Harry”. Mas agora ele queria, queria muito fazer Draco gozar, bem na sua boca.

Começou beijando toda a extensão do loiro, chegando até a glande. Beijou demoradamente e antevendo a investida de Draco para afastá-lo, engoliu com gosto, subindo e descendo rápido, forte e ritmado.

_Ahhh... Harry...

Sugou com força, tomando cuidado com os dentes, mas sem evitar dar algumas mordidinhas de leve, já que adorava ouvir a reação que seus dentes provocavam. Os gemidos de Draco logo encheram o quarto e a magia veela foi liberada, envolvendo o falo do moreno, que começava a perder a cordura.

Draco gostava daquilo, Harry sabia que sim. Os gemidos que ouvia lhe diziam que seu marido adora ser chupado por ele. Então, por que sentia as mãos do loiro impedindo seus movimentos? Ah, não mesmo. Não permitiria outra interrupção.

_Harry, espera, Harry! – Mas Harry não esperou, intensificando o ritmo e usando a língua para levar Draco a loucura.

Vencido, o loiro o agarrou pelas melenas negras e comandou, ele mesmo, o cadenciado vai e vem, impondo mais rapidez e força. Não demorou muito para se derramar na boca abusada do esposo que, guloso, tragou tudo, enquanto ejaculava sem nem ao menos se tocar. Morgana bendita... Dar prazer ao veela era tão intenso quanto ser penetrado por ele!

Recompondo-se do orgasmo, mas querendo sentir mais, muito mais, o moreno sentou em cima de Draco, esfregando-se sensualmente no membro dele, que endurecia ao ter contato com aquele traseiro volumoso, delicioso e fodidamente pecaminoso.

_Draco, Draco... – E sentiu os dedos do marido entrando nele, sem cerimônia alguma.

Não estavam sendo delicados. Os dois se perceberam tão necessitados, que deixaram a extensão das preliminares para quando voltassem a Malfoy Manor. Ambos sabiam que seria intenso, necessitada e rápido.

_Quente... Apertado... – E já tinha três dedos dentro dele, alargando e aprofundado aquele canal sufocante.

Harry se inclinou para frente e beijou Draco. Foi um beijo sujo, demorado e, definitivamente, safado. Ao se afastar, lambeu os próprios lábios, tendo os mamilos apertados por pelos dedos longos do marido. Gemeu alto, adorando a sensação de estar sentado sobre o veela, quase rebolando sobre ele, tentando-o descaradamente. Sentir o mamilo sendo estimulado, enquanto era invadido por trás... Ah, sem palavras!

_Entra em mimpediu o moreno, a voz baixa e libidinosa, fazendo dupla com o rosto corado, o verde desafiando o cinza. – Entra em mim, Draco – murmurou novamente.

Ah, ele não tinha ideia do estrago que causava quando, decididamente, se propunha a ser sensual. A nalgada acertou em cheio o traseiro farto, sendo seguida de mais algumas, ao passo que Harry, se contorcia sobre ele.

Impossível! Era impossível estender o momento. Harry o deixara no limite da sanidade. Aproveitando-se da distração causada pelos “delicados tapinhas”, o loiro inverteu as posições. O corpo de Harry foi virado tão rápido, que ele só se deu conta de que estava de bruços, ao sentir sua entrada ser invadida pela língua do loiro.

Envergonhado? Ah, sempre... Quando Draco lhe aplicou um bom beijo grego pela primeira vez, sentiu-se morrer de vergonha, mas gostou sim, para que negar, não é? Ser beijado... Ali e com aquela língua entrando e saindo... Merlin! Era... Delicioso! Deixar de gemer então, impossível!

A pele branca do grifinório ruborizava rapidamente devido às ações – bem pensadas – do veela. Draco o abria sem reserva alguma e Harry ali, tão exposto, só alcançava dizer muitos “ahs” e muitos “Dracos”, empurrando-se incontrolável contra aquela língua habilidosa.

_Dra-Draco!

_O que, Harry? – Sussurrou em seu ouvido, o corpo sacudindo coma magia veela. – O que você quer? – E depois mordeu o lóbulo da orelha do esposo, com força, arrancando-lhe um gemido, a mescla perfeita entre dor e prazer. – Diz pra mim, bem alto... O que você quer? – E atacou a nuca, sabendo bem que ali era um ponto muito muito erógeno para o homem que se retorcia embaixo dele.

_Ah – E sabia que o sonserino amava deixá-lo envergonhado e quase morto de tanta excitação. E pediu novamente, bem alto quase gritando. – Entra em mim! – E a vergonha que se danasse. Queria o marido dentro dele agora, já!

Draco obedeceu e entrou nele de uma só vez, com força, que fez o moreno ofegar entre dolorido e sumamente excitado, a ponto de gotejar. Suas paredes mal tinham se acostumado com a intromissão brusca, quando começou a sentir e ouvir o encaixar dos corpos de ambos, compor uma melodia única, íntima e que os dois sabiam de cor.

Não foi nada lento. Minutos depois, as estocadas aumentaram ainda mais em intensidade. Profundo, muito profundo. Sentia-se tão dominado por aquele veela maldito! Como ele, o Grande Herói, o Eleito, podia estar feliz em estar ali, de quatro, sendo tomado com fúria pelo inimigo de escola? Ah, ele não se importava nadinha, nadinha...

Draco o virou de lado e, ainda dentro de Harry, levantou uma de suas pernas. Afundava-se nele como se estivesse possesso. Quente, muito quente... A pele de ambos brilhava com as gotinhas de suor, testemunhas da ação nada pudica que praticavam dentro da Toca.

Draco acariciou Harry, apertando deliciosamente o seu pênis, envolvendo-o num torturante baile que ia da base até a glande. O moreno já estremecia de prazer, com Draco acertando sua próstata uma, duas, 10 vezes... Não tinha como evitar o prazer abissal que om avassalaria.

_DRACO!!! – O orgasmo sacudiu o corpo de Harry. Draco resistiu um pouco mais, para sucumbir logo depois, num gozo animalesco e intenso.

Ficaram ali por mais um tempo, apenas mimando-se mutuamente. Mas não estavam em casa, como tinha mencionado Harry, antes de praticarem tamanho exercício, portanto, não podiam ficar por ali o resto do dia.

Com certa preguiça – e meia hora depois de se abraçarem, caramelados, na cama – se vestiram. Draco aproveitou arrumar o quarto com um feitiço, mas antes de sair, pediu que Harry se sentasse com ele na cama. Precisavam mesmo conversar.

_Draco, acabamos de fazer. Não pode esperar até...

_Não é isso, Harry.

_Então diga logo.

Cinco minutos de puro silêncio.

_Se não tem nada a dizer, pode fazer isso enquanto comemos alguma coisa? Estou louco para tomar um sorvete de chocolate, com pedacinhos de abacaxi, castanhas, cobertura de morango e... Azeitonas pretas! – Completou, praticamente salivando.

_Meu Merlin... Azeitonas pretas?!

_Algum problema? – E ante tal olhar macabro, o loiro apenas negou. – Draco, eu estou com fome mesmo. Dá para falar logo de uma vez?

_Harry, o que acha de aumentarmos nossa família? – E o mirou com uma expectativa grande demais para quem, supostamente, fazia um pergunta hipotética.

Os olhos verdes o analisaram com maestria. Ah, ali tinha coisa.

_Draco Malfoy, o que está tentando me dizer?

Ver o marido nervoso não era bom sinal, não mesmo. Hermione fora clara quanto à descendência que poderia ter com Draco. Pelo que se lembrava do constante falatório dela sobre donceles e veelas, compreendeu que os donceles eram sempre férteis (por toda a vida) e que os veelas, além de também desfrutarem da eterna fertilidade, podiam controlar – e com precisão – o momento da concepção da sua prole.

_Eu, bem... Eu...

_Malfoy, fale de uma vez! – O Trasgo Potter já de volta. E o pior, com fome...

_...

_MALFOY!

_Bem, eu posso ter engravidado você, amor... Mas, foi sem querer.

_COMO É QUE É? — E nem Draco soube direito quando veio a primeira azaração.

Notas finais
Diverti-me deveras escrevendo esse cap. ESPERO QUE GOSTEM.

ATÉ A PRÓXIMA SEMANA! XD