Submisso

65 Capítulo 65 – Inabalável


Notas iniciais
>Olá!!! >Promessa é dívida: aí está, lindos e lindas. Cap 65 (uau), só Drarry! >Divirtam-se! >Aos erros, vcs já sabem. >Sem mais, INABALÁVEL!

Capítulo 65 – Inabalável

_Harry?

O loiro voltou a chamar, aprofundando-se no quarto. Contudo, o grifinório não estava ali. Sentia-o perto, bem perto, portanto saiu do recinto e o procurou nos cômodos vizinhos.

_Harry?

Já estava no terceiro quarto e nada de encontrá-lo.

_Amor?

Harry se virou encontrando o veela. Sorriu de leve, toda e qualquer raiva por não ter conseguido provar nem uma colher de chocolate completamente esquecida.

_Por que está aqui sozinho?

Draco adentrou o local. Era só uma suíte vazia, como tantas em Malfoy Manor. Era ampla e bem arejada, com uma janela que recortava boa parte da parede. Além da porta que levava ao banheiro, havia outra que, o loiro sabia, conectava o ambiente ao quarto vicinal.

_Sabe, eu pensei em nos mudarmos para cá.

_Nos mudarmos?

Os olhos verdes procuraram os cinzas. Havia uma conexão inegável entre eles.

_É, quer dizer, poderíamos escolher novos móveis e tudo o mais que seja necessário para esse quarto se tornar o nosso quarto.

_Não está satisfeito com o nosso atual quarto?

Os passos do veela foram rápidos e logo o moreno o tinha colado a si.

_Não desgosto, mas... O quarto onde dormimos e toda essa casa... Ela é exageradamente grande, Draco. Absolutamente nada aqui tem a nossa cara, o nosso jeito. Esse quarto está vazio e, bem... Podemos começar do zero. E vê aquela porta? É uma ligação com o quarto ao lado, que podemos decorar para as meninas.

_Não sei o porquê, mas sinto que você deseja mais do que apenas mudar de quarto – e aproveitou a proximidade para tocá-lo, acariciando de leve os cabelos escuros e sedosos.

_Eu... Ah, deixa pra lá.

_Diga o que está pensando, Harry. Eu intuo que há algo aí dentro dessa sua cabecinha desejável, mas não sou vidente. Você precisa me deixar a par do que te incomoda.

O loiro o abraçou e beijou por alguns minutos, demonstrando que poderia dizer-lhe tudo, de verdade. Afinal, ele existia apenas para fazer Harry Potter feliz.

_Harry... Diga, vamos.

Harry relaxou e o puxou até a janela. Lá, olhando para o jardim, tentou escolher bem as palavras que finalmente diria. Na verdade, vinha maturando aquela ideia há tempo. Contudo, manteve a mesma enclausurada dentro de si. Talvez houvesse chegado o momento de permitir que viesse à tona.

_Eu tenho algum dinheiro no banco, sabe?

_Claro que sei. E eu tenho muito dinheiro no banco... Não entendo o seu ponto.

_Então apenas escute, Draco...

O loiro sorriu de leve. Estava brincando para descontraí-lo pois, fosse o que fosse, sentia que Harry precisava muito contar a ele, compartilhar com ele acerca dos planos que tinha. E como amava isso.

_Então, leãozinho, você tem dinheiro no banco...

_É, eu tenho sim.

Draco voltou a sorrir, pois ele conhecia as finanças do esposo melhor do que o próprio.

_Eu sei. Harry, eu conheço com profundidade todos os seus investimentos.

_Ótimo. E como você tem, muuuuito dinheiro no banco... Bem, o que eu desejo é mais que possível.

_O que é possível?

_Tenho galeões de sobra... E os meus pais, apesar de não terem sido milionários, me deixaram alguma coisa. Depois, com o quadribol, mesmo em pouco tempo, ganhei bastante ouro.

_Toda uma carreira meteórica. Sabe, você ficava delicioso naquele uniforme.

_Draco! Eu estou falando serio!

_Eu também, ora! – E riu-se ante a carinha fofa de desagrado que o moreno sustentava.

O loiro sorriu novamente, antes de voltar a incentivá-lo.

_Então diga o que é assim “possível” e para o que, afinal, você tem galeões de sobra.

_É para comprar uma casa.

_Uma casa?

_Sim, uma casa. Eu quero muito ter a nossa casa, Draco.

_Harry, Malfoy Manor é nossa casa, sabe disso, não?

_Seu pai está vivo, essa era a casa dele... E continua a ser a casa dele. Aliás, essa casa era a casa dos seus pais...

_Amor, Malfoy Manor tem sido a casa de todos os Malfoy, desde que viemos da França. E, só para relembrar, você é um Malfoy – e antes que Harry pudesse prosseguir, se antecipou. – Mas se deseja uma casa genuinamente nossa... Bem, eu não vejo problema algum. Ao contrário... A ideia muito me agrada.

Ah, o sorriso que iluminou aquele belo rosto foi arrebatador. As esmeraldas refulgiram num brilho intenso, deixando Draco mais que igualmente feliz.

_Está mesmo falando sério? Ou está dizendo isso só para me agradar?

_Claro que estou falando serio. Você e eu somos uma unidade, Harry. E eu somente poderei ser feliz se você for. Agradar a você é me agradar também. Ter uma casa só nossa é uma proposta promissora. Já imaginou? Faremos totalmente do nosso feitio, mas não creio que o momento seja adequado.

_Por que não? Eu tenho como pagar e...

_Não é isso, amor. Eu também tenho como pagar. Na verdade, nós dois juntos vamos fazer isso. Contudo, no momento é difícil. Estamos num nível 5 de segurança. Temos aurores aqui em casa e outros que me seguem para onde quer que eu vá. Há algum lunático lá fora querendo nos fazer mal, então... Como vamos construir uma casa agora? Entende o problema? E há mais...

Harry sentou no chão mesmo, se pondo a acariciar a barriga, enquanto se sentia murchar de frustração. Draco o acompanhou, sentando bem juntinho dele. Aproveitou o momento para acariciar a barriga já bem grande também. Ah, o esposo estava tão lindo!

_Você está com a saúde debilitada. A pressão arterial foi estabilizada, mas à base poções. Não pode se esforçar, tampouco se estressar. Temos que pensar nelas agora.

_Ah, mas eu queria tanto, Draco.

_E há, certamente, o maior dos problemas: contar para Lucius – e riu-se.

O loiro o acariciou na nuca, puxando-o em seguida para mais um beijo cheio de carinho. O moreno se entregou, deixando-se envolver pelo ato tão desprendido do sonserino. Assim era Draco: cuidadoso e amoroso, embora pudesse se transformar, em instantes, num veela furioso e insano de ciúme.

_Por que não começamos pelo quarto? Prometo a você, Harry: assim que estivermos livres dessa ameaça e as nossas filhas estiverem em nossos braços...

_Certo, certo...

Draco apenas avaliou as reações do esposo. E nem precisava ser um veela para perceber que o moreno ficara chateado.

_O que não quer dizer que não possamos planejar. Podemos escolher uma casa e reformar ou construir uma nossa, desde o zero, novinha em folha. O que você prefere?

_Construir uma nova – e Harry sentiu o coração se aquecer.

O grifinório não tinha notado até então como aquele pequeno detalhe, uma casa, era importante para ele.

_Algum lugar em especial? – Perguntou, sentindo-se mais feliz por ver que o esposo havia voltado a sorrir.

_Não pensei num lugar especifico, mas gostaria de um lugar com muito verde. Passei grande parte da infância dentro de um armário, de uma casa pequena no Surrey, então... Quero que minhas filhas tenham bastante espaço para correr e aprontar.

Eram raros os momentos em que Harry falava sobre a vida que tivera com os tios. E quando os mencionava, Draco prestava atenção em cada detalhe. Os olhos verdes ensombreciam um pouco, mas ele nunca usava qualquer tom de voz que soasse à “vitimização”. Harry Potter era mesmo um herói nato.

_Vou pedir à Pansy que selecione alguns terrenos. Depois, nós dois vamos escolher juntos o que melhor se encaixa no que planejarmos para a nossa futura casa. Meu pai não ficará nada feliz, portanto, prepare-se.

_Eu te amo, Draco. Obrigado.

_Não tem nada para me agradecer. Eu sou o felizardo aqui – revelou sorrindo, beijando-o com carinho. – Ah, Harry... Eu te amo demais.

_Como faremos para decorar o quarto para as meninas? Hermione disse que iria trazer alguns catálogos, mas não sei se ela pensou em móveis e todo o resto. É muito ruim estar preso aqui, sabia?

_Você não está preso. O seu organismo apenas não aceita nenhum tipo de transporte mágico... Há uma grande loja de artigos infantis no beco diagonal. Amanhã mesmo começaremos a escolher os móveis e tudo o que for preciso para deixar as nossas meninas confortáveis.

_E não se esqueça: depois de amanhã irei visitar Sirius. Rony já disse algo sobre a hora que passará por mim?

_Por nós, amor. Eu vou junto. Amanhã perguntamos.

Harry bocejou e Draco riu.

_Já está com sono?

_Draco. Eu sinto sono o tempo todo...

_Eu tinha outros planos para a noite...

_Outros planos?

_Aham... Sabe – e com estrema rapidez, segurou o esposo no colo para, em seguida, levantar a ambos. – É melhor começar logo, antes que você durma durante o processo.

As gargalhadas de Harry encheram a mansão, enquanto o veela ansioso o carregava para a alcova do casal.

_Mantenha os olhos bem abertos, Harry.

Os risos cessaram quando, ao passar pela porta, Harry foi aprisionado num ósculo lascivo, completamente diferente dos anteriores que trocara com o marido naquele mesmo dia.

_Você merece ser amado em todos os lugares dessa casa, mas lá – dizia o loiro, enquanto se acomodavam sobre a cama – não tínhamos nada além do piso frio. Talvez depois, com os quartos mobiliados, possamos estreá-los.

_Não vamos "estrear" o quarto das meninas. Que horror!

Agora quem riu alto foi Draco.

_Harry, elas foram feitas assim, lembra?

Harry corou até as orelhas, fazendo com que o volume das gargalhadas aumentasse sensivelmente. Ah, era toda uma delícia ter um esposo assim... Tão inocente.

Não estava conseguindo conter ter a necessidade de tocá-lo. O seu veela estava muito ansioso, por algum motivo que lhe escapava. Entretanto, a sensação de necessidade relativa a Harry o consumia desde cedo, embora não soubesse o motivo.

Assumiu que era apenas preocupação pelo futuro incerto (ou certo) que os aguardava. Mal podia acreditar na nova peça pregada pelo destino. Desde que o padrinho lhe contara, ainda não havia conseguido processar o peso daquelas palavras.

_Draco, você ainda está aqui?

Harry estava sentado sobre ele, a barriga formando uma curvatura bastante considerável. Encarou-o e assentiu, as mãos se colando por baixo da camisa de tecido leve que protegia as suas meninas.

Harry gemeu com o toque delicado e, ao mesmo tempo, cheio de necessidade. Percebia que algo ia mal. Draco apresentava uma expressão de pesar que não fazia sentido algum, ao menos não para ele.

A conversa que o marido teve com Hermione lhe veio a mente com força. Estavam escondendo algo dele, disso tinha certeza. Mas o que seria? O que teria deixado o loiro assim, tão preocupado? Porque era preocupação sim, disso não tinha dúvida alguma. Lembrou-se de que Draco e Hermione conversavam sobre algo e, quando ele se aproximou, mudaram logo de assunto.

_E você? Também está aqui, testa-rachada?

_Estou sim, loiro-falso.

A camisa foi jogada longe. Já a parte debaixo das vestes, bem... Draco simplesmente a pulverizou. Ficava impressionado que ainda tivesse o que vestir.

_Você ainda está vestido... – Reclamou o moreno, no exato instante em que era colado ao colchão, a pele nua das costas se erriçando com a caricia do tecido.

Os beijos do veela recomeçaram, iniciando-se no ombro esquerdo. A língua logo foi empregada na árdua tarefa de fazer Harry gritar e o doncel já estava arfando de desejo quando, rapidamente, o marido sugava um dos seus mamilos.

A sensação dos lábios de Draco lhe tocando naquela região... Indescritível. Não sabia que compreender, verdadeiramente, o que significava ser um doncel, o levaria a perceber o quanto o próprio corpo havia mudado. A delicadeza e determinação do loiro em fazê-lo gemer eram dignas de um troféu.

_Por Circe!

Seguiram incoerências que não fazia nem ideia de que compunham seu vocabulário. O prazer que sentia agora nunca fora experimentado antes, não ao apenas ser estimulado.

Algo havia mudado... Seu corpo, a gravidez, ou o que quer que fosse, trazia novas sensações. E Draco... Pelo empenho que demonstrava, parecia estar sentindo igual devaneio.

_Draco... Espera... – Ficou nervoso, muito nervoso.

Estava praticamente gozando só por ter os mamilos sugados pelo marido? Aquilo era loucura! Era uma delícia sim, não negaria, mas era igualmente estranho. Era como não ter mais pleno controle sobre o próprio corpo.

_Não, não... Assim não! – Pediu, mesmo que seu corpo inteiro estivesse desejoso de atender às necessidades do marido. Isso era ser um doncel? É, era sim.

O veela se afastou, a magia selvagem se espalhando em volta de ambos. Enquanto observava o moreno estremecer sobre a cama, aproveitou para se despir. Com calma, cada uma das partes das vestes foi retirada. Os olhos tempestuosos refulgiam em direção ao belo doncel desvelado sobre os lençóis caros. Sorrindo sacana, segurou-lhe um dos pés e o beijou de leve.

Os gemidos voltaram a ecoar entre as paredes do quarto, servindo como o mais potente dos afrodisíacos para Draco. Não sentia vergonha alguma de estar ali, literalmente, lambendo os dedos dos pés de Harry. Lamberia o esposo inteiramente, bastava o moreno se descuidar por alguns instantes. Ao contrário do que alguns pensavam, não via naqueles toques nada de errado. Era uma caricia quente e sensual.

Enquanto chupava cada um dos dedos com fervor, estava atento aos movimentos do corpo do grifinório. Ah, faltava pouco para chegar ao ápice, faltava pouco para ambos. Intensificou a ação da própria linha, uma das mãos indo até a própria ereção já dolorida.

_Draco... Não aguento!

O veela deixou os dedos de lado e lhe lambeu o tornozelo, descendo de encontro ao sexo do doncel. Harry estava duro e já gotejante. Não poderia desperdiçar tal banquete. Instantes depois, os lábios já envolviam o falo do esposo que, sem vergonha alguma, abriu as pernas o máximo que pôde, indicando com as mãos o ritmo que desejava. Mas Draco não iria ser tão bonzinho assim. Queria levar o esposo a outro patamar de prazer. Algo bastante veela, para dizer a verdade. Então, deixou a magia extravasar um pouco mais.

Ele havia aprendido com as irmãs Delacour a como ter controle sobre a selvagem e poderosa magia que, aprendera enfim, era parte de si mesmo. Agora precisava fazer Harry entender o que significava ter um veela como marido. Quando começasse... Ah, o moreno entenderia que grande parte da intimidade que compartilhavam até então, ou seja, os tórridos encontros entre ambos, havia sido mais um bom exemplo de “paixão adolescente”, do que, verdadeiramente, o êxtase que um veela e um doncel eram capazes de gerar, juntos.

Harry sabia que havia algo diferente, principalmente pela forma ansiosa que o coração batia. Não era ruim, nem nada do tipo, mas era novo e o assustava um pouco não ter o controle sobre si mesmo.

_É estranho, Draco...

_É ruim? Sente-se desconfortável? A minha magia está completamente sobre controle. Não vai feri-lo, tampouco nossas preciosidades.

Os olhos tempestuosos estavam, fervendo, quase escorrendo face abaixo, tamanho era o desejo que neles identificava. Do que ele tinha receio? Era Draco afinal, certo?

_Relaxe, amor... Vamos brincar mais um pouquinho então?

A voz do esnobe Malfoy foi arrastada, tal qual se lembrava dela na escola. O que aquele loiro tingido estava tentando fazer? Por que o deixou a beira de colapsar? Caso tivesse tido tempo, gritaria exigindo que voltasse à felação imediatamente. O loiro se projetou sobre ele mais uma vez.

Draco o beijou com vontade, tomando cuidado para não jogar seu peso sobre o corpo do esposo. Harry era mesmo um santuário de luz, não tinha dúvida alguma. Depois, ainda com zelo, acomodou o esposo noutra posição, de lado, com a barriga bem protegida e longe de qualquer "caricia mais efusiva" de sua parte.

Há muito tempo Harry havia compreendido que com um veela não havia vergonha, tampouco limites. Mas naquela noite, ah... Estava sendo uma verdadeira provação. O loiro o virou de lado para, em seguida, descer ate a sua entrada. Espalhou as duas grandes bochechas, abrindo em conjunto uma das pernas, estrategicamente erguida pelas habilidosas mãos do futuro medibruxo.

Sentiu primeiro o toque quente das mãos e logo depois a carícia úmida da língua. Estava estremecendo de novo. De algum modo que lhe escapava, Draco aprendera a projetar a magia veela nos seus pontos erógenos. Era como se estivesse sendo estimulado incessantemente. E quando aquela língua desbravadora irrompeu em seu canal, não pôde mais se conter. Sucumbiu num orgasmo tão potente, que lágrimas de puro êxtase inundaram os seus olhos. E foi só o começo.

Gemendo ainda pelo poderoso orgasmo, foi invadido pelos dedos do veela. Certeiro, Draco atacou a sua próstata. Estremecia de prazer, mal conseguindo se manter apoiado sobre a cama. Na verdade, só o fazia porque agora o marido o segurava bem firme com um dos braços.

Para qualquer observador desatento, Draco estaria apenas fornecendo deleite ao moreno, contudo, era completamente diferente. Enquanto fazia Harry perder o chão e enlouquecer devido aos estímulos, ele mesmo sentia igual volúpia. A doncelaria se adequava perfeitamente aos instintos veela, pois quanto maior eram os impulsos sexuais de Draco, mais determinado estava Harry em adequar-se a ele, recebê-lo, moldar-se à suas compulsões. O leão então respirou fundo, gozando mais uma vez. Cansado e satisfeito, Harry sorriu entendendo bem o que Draco quis dizer com “vamos brincar mais um pouquinho?”

_Cretino... Você vai me exaurir desse jeito.

Draco o lambia inteiro, aproveitando para se deliciar com o sémen do esposo. AH, um doncel... Quem não queria ter um para si? Como não matar por um ser como Harry? E não era apenas pela doncelaria. Afinal, era Harry Potter, seu parceiro ideal, seu amor de escola, o seu testa-rachada, o seu herói e salvador particular.

Enquanto a serpente devaneava acerca de como o amava, o leão deu o bote. Inverteu as posições na cama e, sem esperar mais, se auto penetrou de uma só vez. Ambos foram tomados por um brutal estremecimento. Draco apenas o segurou pelos quadris, já Harry, ainda ansioso, iniciou um sobre e desce cadenciado e feroz.

Não queria mais provocações, queria Draco dentro de si mesmo, preenchendo-o com vigor. Só assim se sentia verdadeiramente completo. Não soube exatamente quando e como, mas aquele loiro abusado, esnobe, metido e cheio de si o conquistara completamente.

_Lindo... Lindo... Perfeito e só meu.

A fala possessiva do marido lhe soava como elogio, embora soubesse que Draco era capaz de trucidar qualquer um que se colocasse entre ambos. Ah, ter uma veela como parceiro tinha lá seus “inconvenientes”, mas nada com o que não fosse capaz de lidar.

Draco via com ciúme até as gotinhas de suor que brotavam na pele do moreno, devido ao esforço. Sabia que os instintos selvagens veela eram terríveis, mas já aprendera a controlar sua insana necessidade pro Harry. Agarrou-o com cuidado, as mãos apertando de leve a carne macia e mais que desejável. Colocou-o sob si, abrindo as pernas dele para prosseguir com as penetrações.

Harry se contorcia na cama, o tórax se elevando num gracioso arco. Ele podia sentir a magia das suas duas meninas dentro do ventre do esposo. Era fantástico e único. As duas seriam veelas, como ele. Já sabia disso, embora desejasse que fossem como Harry, pios veelas eram, para todos os efeitos, dotados de magia selvagem e, numa interpretação mais simplória, escura, visto que animalesca e, para muitos, incontrolável.

_Draco... Quase, quase!

_Não se contenha, meu amor.

Então incrementou o ritmo e a posição, levantando-o de leve, as mãos se enchendo coma s nádegas cheinhas e deliciosas de Harry. Sentiu o canal apertado do esposo ficar ainda mais sufocante. Era avassaladora a sensação, em especial quando misturada a toda a magia veela que, de propósito, deixara fluir.

_Por Circe! Draco!

O loiro apenas foi capaz de deixar escapar um ronco animalesco, cheio de significado. Chegaram ao ápice juntos, Harry extravasando-se entre ambos, já ele derramando-se dentro do moreno. Esgotado, permitiu-se cair sobre a cama, tomando muito cuidado com a barriga já inchada do doncel.

Harry sentiu o vazio deixado por Draco. Sabia que ambos estavam completamente suados, melados e cansados, contudo, igualmente estavam felizes, satisfeitos e em paz. Na cama, pensou, os dois antigos rivais encontraram a melhor das tréguas.

_Adorei a brincadeira... Eu te amo, loiro-falso – e abraçou-se a ele, ao mesmo tempo em que sentia os feitiços de limpeza projetados sobre si.

_Vamos brincar mais vezes então. E eu te amo ainda mais, testa-rachada – concluiu o veela, guardando a varinha e abraçando-se a Harry, a alma nublada pelo amor que lhe professava.

O sono os alcançou. Nenhum dos dois sequer notou o pequeno elfo que, silenciosamente, adentrou a alcova para deixar uma carta sobre a mesinha de cabeceira.

Notas finais
Dobby pegou a carta, liberando a coruja. _Oh, é do padrinho do amo Draco! Com rapidez, foi até o quarto do casal. Ouviu as vozes de ambos: “Adorei a brincadeira... Eu te amo, loiro-falso” “Vamos brincar mais vezes então. E eu te amo ainda mais, testa-rachada” Estavam brincando? Não deveriam esperar os bebês nascerem? Dobby ficou confuso, mas se manteve quieto, apenas aguardando o momento adequado para deixar a carta. Como todo elfo doméstico, podia identificar quando os seus senhores estavam acordados ou dormindo. E, passados mais alguns minutos, os dois se encaixaram na segunda opção. Entrou com cuidado, mais silencioso que o normal. A imagem dos dois deitados e abraçados era uma maravilha. Dobby sorriu feliz pelo seu amo Harry. Ele tinha estado bem triste nos últimos dias, tudo porque não podia mais comer chocolate algum. Dobby gostaria de poder dar chocolates ao amo Harry, mas tudo fora esclarecido: chocolates faziam mal, principalmente aos bebês. E Dobby nunca iria dar ao seu mais que amado amo nada que pudesse lhe fazer mal. Aproximou-se com cuidado e deixou a cara na mesinha de cabeceira, parando os seus grandes olhos na expressão de puro contentamento que Harry, mesmo dormindo, sustentava. _Oh, amo – sussurrou baixinho. – Até parece que o senhor comeu um caldeirão de chocolates. Dobby vai lembrar ao amo Harry Potter de que deve, sempre e sempre, brincar bastante com o amo Draco! – E saiu de fininho, feliz porque o seu mais que amado amo estava, até dormindo, muito feliz. ***Abençoada inocência***