Submisso
28 Capítulo 28 - Aurores & Veela
Notas iniciais
Esse cap demorou para sair, mas aqui está. Assim consigo começar a semana (ops, já é segunda) sem dor na consciência...
Espero que vcs curtam. Esse cap é o andamento dos outros pontos que vinham se desenvolvendo, mas acho que o final é mais instigante rsrs, quer dizer, os dois finais...
Sem mais, AURORES & VEELA
Capítulo 28 – Aurores & Veela
_Bom dia, amor...
A voz de Draco encheu o quarto, fazendo os olhos verdes ganharem foco. O moreno esfregou o rosto com as mãos, para pouco depois esticar o braço até a mesinha de cabeceira e pegar os óculos. Só aí sorriu feliz, ao poder se deliciar com aquele rosto divino, poderoso e iluminado pelo sol da manhã.
_Bom dia, Draco.
_Acordou bem?
Harry compreendeu que o bem se referia ao comportamento bizarro que teve na noite anterior, enquanto faziam amor e seja lá mais o que naquela mesma cama, quando gritara de prazer e chorara, na mesma intensidade. Como explicar a Draco o que estava sentindo? Estava com ciúmes? Sim, confere... Estava furioso por ter sido ignorado? Sim, confere... Estava frustrado por ter cedido tão facilmente aos toques do marido? Sim, confere... Estava ansioso para ser beijado de novo? Sim, confere... Morgana Bendita! Talvez devesse procurar um psicomago.
_Sim, estou bem.
O ar de “não-me-convenceu-nadinha-de-nada” estava lá, estampado no rosto de infarto do sonserino, que, por hora, decidiu nada fazer e não insistir. Esperaria algum tempo e depois, caso o esposo não compreendesse que precisavam conversar, o pressionaria de forma mais sutil.
_Ótimo, então. Fiquei preocupado... Que bom que está bem – e o beijou, acariciando-lhe o rosto no processo. – Acordei bem cedo e conversei com os meus amigos da sonserina. Pansy, Theo e Blaise foram taxativos em querer vir aqui hoje mesmo, para uma visita. Eles até desmarcaram alguns compromissos. Devem chegar ao fim da tarde.
_Devem estar mesmo com saudade de você...
_Ha, ha, ha... Não acredito que o motivo de tamanha urgência seja apenas “saudade”... Eu diria ser um misto de saudade e curiosidade. E o principal motivo não sou eu, pode ter certeza. Afinal, quem não quer apreciar a beldade que tenho como esposo? Sabe, espero que Theo e Blaise consigam se controlar... Ontem na Toca já foi quase impossível segurar meus instintos veela. Estive a ponto de pegar você nos braços e correr para a lareira!
O moreno o encarou com um ar confuso. Draco apenas suspirou, percebendo que havia falado demais. Jurou para si mesmo que não ia tocar naquele assunto, que deixaria seu ciúme aprisionado em si mesmo para, dessa forma, evitar qualquer tipo de reação negativa do esposo, pois não desejava que Harry se estressasse ou sentisse nada que pudesse afetar os seus bebês. Mas como evitar? Como se controlar, quando Harry era tão incrivelmente atraente?
_Draco, por Circe, do que você está falando?
_Harry, não fique furioso comigo, sim? Eu sou um veela, por natureza territorialista. Além do mais, sou um Malfoy, o que aprofunda minha atitude possessiva e exclusivista com relação a você. Na Toca, com toda a atenção que os Weasley lhe direcionaram e com o grude daquela cria da Skeeter... Ah, amor, me desculpe, eu sei que deveria conseguir me controlar, mas tive vontade de carregar você comigo, para algum lugar onde só existíssemos nós dois. E também, as magias veela de Gabrielle e Fleur me desconcertaram. Eu nunca tinha lidado com veelas antes. Foi estranho... Eu me senti bastante confuso e potencialmente instável. Por isso, optei por ficar um pouco afastado... Entenda, amor, era isso, ou puxar Madeleine pelos cabelos – e notar o sorriso do esposo sobre si o deixou mais envergonhado. – Infantil, não é? Ah, eu sei... Patético também, mas esse...
Harry o beijou com desejo. Foi um beijo quente, lascivo e molhado, daqueles de tirar o fôlego. Quando acabou, o loiro ofegava.
_Ah, tudo bem? – Perguntou Draco, uma expressão realmente confusa agora, pois a reação que esperava não era ser beijado de forma tão apaixonada.
_Sim, Draco... Agora está tudo bem. Eu vou tomar um banho. Nossa, estou com tanta fome... O café da manhã já está pronto? – E ao que Draco assentiu, prosseguiu. – Perfeito – e se dirigiu ao banheiro... Cantarolando.
Saiu do quarto imerso em pensamentos. Seu veela estava enfim tranquilo. Por algum motivo que desconhecia, o esposo atingira, enfim, a paz de espírito. O que teria causado tamanha bendição? Bem, como tinha se proposto anteriormente, daria espaço ao moreno para que ele tivesse a oportunidade de, sozinho, se aproximar, compartilhando então o que se passava naquela cabecinha linda.
Sentou-se numa das cadeiras da mesa na qual Dobby servira o café, a mesma na qual lera a reportagem da vaca loira sobre o seu casamento. Depois, calmamente, serviu-se de uma generosa xícara de café. O elfo gostava de usar aquele espaço. Talvez pensasse ser apropriado por combinar perfeitamente com Harry. O amor do elfo pelo grifinório era digno de um filme, com certeza.
_Senhor Draco... – A voz fina do elfo em questão o retirou de seus pensamentos. – O senhor Weasley está no portão, senhor, e deseja entrar.
_Arthur está no portão? Por que não aparatou direto aqui ou usou a lareira?
_Não é o senhor Arthur... É o amigo de Harry Potter! Ele está acompanhado por dois outros homens... Homens fortes, senhor.
Draco encarou Dobby. Soube no ato que o elfo também estranhou bastante a chegada repentina de Rony, ainda mais porque não usou de sua prerrogativa de simplesmente aparatar dentro da propriedade, ou a de usar a rede de flu, algo estranho e que, decididamente, deu-lhe ideias mais estranhas ainda. “Homens fortes”, mencionou o elfo...
_Conduza-os a meu escritório, Dobby. Estarei lá. E por favor, Dobby, leve o café da manhã para Harry no quarto e lembre-o de tomar os medicamentos prescritos por meu padrinho. Diga que estou resolvendo um assunto urgente e que não posso ser interrompido. Peça para ele aguardar no quarto.
Antevendo que nada de positivo viria daquele encontro, optou por não envolver o esposo. Não queria que nada alterasse sua calma e tranquilidade. Caminhou até o escritório, pausadamente. Lá chegando, sentou na confortável e imponente cadeira que fora de seu pai, tendo a frente de si uma gigantesca mesa bem talhada, usada para eventuais trabalhos ou estudo, repleta de papéis e demais artigos de escritório. Perdeu-se um pouco apreciando a lareira. Pela qual, não fazia muito tempo, se comunicou com os amigos sonserinos.
Assim que o elfo abriu a porta e os três inesperados visitantes entraram, pediu gentilmente que o pequeno fã de Harry Potter lhes servisse um café. Três cadeiras haviam sido providenciadas e, numa eficiência espantosa, o café já estava servido. Contudo, nenhuma palavra além de cumprimentos cordiais e apresentações tinham sido trocadas.
_Admito que ter dois prestigiados aurores em Malfoy Manor, tão cedo, traz-me recordações nada agradáveis. Bom, senhores, o que afinal os fez dispor de tão precioso tempo e “visitarem” minha residência tão cedo?
Rony encarou Draco analiticamente. Tornara-se muito bom em analisar pessoas, mas o loiro a sua frente sempre lhe for um enigma. Como decifrar o que aquela mente empolada escondia? Nunca sequer vislumbrou que o sonserino caísse de amores por seu melhor amigo... E olha que até Hermione, que parecia só enxergar pergaminhos, já tinha lhe dado à dica.
_Bem, senhor Malfoy... Primeiramente, pedimos desculpas pela intromissão. Sabemos que é um homem ocupado e que dispõe de pouco tempo. Portanto, agradecemos desde já a sua atenção.
_Não há necessidade de agradecimentos, senhor Nulan. Por coincidência, estou num breve período de descanso. No que posso ajudá-los?
_Como sabe, Draco, Rita Skeeter se encontra em estado crítico em St. Mungus... – Começou Rony, encarando bem os olhos frios do marido do seu melhor amigo. Queria encontrar uma brecha sequer naquela máscara de “não me importo com nada disso”, mas o cretino era mesmo muito bom em dissimular. – Verificamos que o criminoso fez uma série de perguntas sobre o seu casamento com Harry...
_Como assim? O que está tentando me dizer, Rony?
_Simples, senhor Malfoy – interferiu Drake. – Rita Skeeter não era o alvo e sim os senhores. Antes de amaldiçoá-la, o cretino torturou Rita Skeeter e extraiu dela tudo o que pôde sobre o senhor e o seu esposo.
_Não estamos aqui numa ação oficial, Draco, é preciso que entenda isso. – e Rony encarou seus superiores antes de prosseguir. – Eu pedi para que Nulan e Drake autorizassem essa visita, porque estou preocupado com Harry... E com você, Draco.
O loiro encarou o ruivo. Ah, sabia o que viria agora. Sabia que suas ações para dar o troco na vaca loira o deixariam na mira dos aurores, mais uma vez. Ponderou por alguns instantes, enquanto os três nada diziam, apenas se encaravam, no que lhe pareceu uma encenação muito bem ensaiada. Tinha lido livros policiais em demasia para não identificar o que estava se desenvolvendo ali mesmo, bem diante de seus olhos.
Era óbvio que Nulan, Drake e Weasley tiveram acesso aos seus atos nada “convencionais” e estavam ali para, no mínimo, sondar a respeito, ou, na pior das hipóteses, fazer com que se enrolasse em seus esclarecimentos. Bem, nesses momentos, o mais sábio era se fazer de vítima e atuar tão bem quanto os demais ocupantes daquele cômodo.
_Harry corre perigo? Por Merlin, Rony, isso não! Sabe que Harry não pode se estressar... Tudo por culpa de Rita Skeeter. Por que ela publicou aquela maldita reportagem? Uma série de inverdades sobre nós... Sinceramente, senhores, eu admito que tomei algumas atitudes enérgicas após a reportagem...
_Atitudes enérgicas?
_Sim, senhor Nulan, enérgicas. Sou um empresário de renome, como bem sabem, e represento uma associação de grandes investidores que fomentam vários ramos da economia bruxa, inclusive patrocinamos vários meios de comunicação. Evidentemente, solicitamos desses meios de comunicação muito... Critério, ou seja, muito cuidado com a nossa imagem, para assim não prejudicar nossas negociações no competitivo mercado internacional. Pouco depois da publicação sobre o meu casamento, bem, precisei agir. Entrei em contato com o senhor Cuffe... Tivemos um encontro, no qual procurei relembrar o que motivava o patrocínio dos empresários que represento. Pedi inclusive que revisse a atuação jornalística do Profeta. E ele prometeu evitar que novos disparates, enfim, assumiu um compromisso para com seus patrocinadores de impedir que o mar mentiroso de falácias voltasse a se repetir.
David ouviu tudo com extrema atenção. O loiro falou exatamente o que queriam ouvir. Confirmou que esteve sim na sede do Profeta, além de indicar, em teoria, o conteúdo da audiência com Barnabás Cuffe. Faltava apenas a confirmação do dia, contudo, nem foi preciso perguntar.
_Rony, acredito que o encontrei naquele mesmo dia em que Harry quase me cruciou... É, foi isso mesmo.
_O seu esposo tentou cruciá-lo?
_Calma, Drake... Draco é um exagerado. Harry só estava um pouco nervoso.
_Rony está sendo muito amigo mesmo do meu esposo, senhor Drake. Harry é realmente um doncel, nisso a Skeeter disse a verdade, e está realmente grávido. Descobrimos faz pouco tempo... E os hormônios... No entanto, isso não é relevante, não agora. Harry está correndo perigo?
_Acreditamos que vocês dois, senhor Malfoy, estejam na mira desse indivíduo. Infelizmente, ainda não conseguimos maiores informações sobre o caso. Estamos trabalhando arduamente. Por esse motivo, gostaríamos que Drake avaliasse a segurança da mansão, se permitir, é claro? Também foi designada uma guarda avançada para a proteção da mansão, assim como uma guarda pessoal para o senhor e para o senhor Potter.
_Quanto à segurança da mansão, não vejo problema algum. O senhor Drake pode avaliar os feitiços de proteção. Asseguro que são muito potentes e antigos, pois se fortalecem com o sangue de meus antepassados. No entanto, crê que uma guarda pessoal seja mesmo necessária? Não sei, parece um pouco exagerado.
_Francis, Ronald verifiquem os feitiços de proteção da mansão. Tracem uma avaliação completa. Eu os encontro lá fora – e os dois saíram porta afora, sem se importar com o fato de Draco mirá-los entre surpreso e indignado, principalmente, por ter sido ignorado. – Aurores farão a sua guarda pessoal, não há escolha quanto a isso. A segurança do casal Potter-Malfoy, segundo meu superior, é prioridade máxima! Avaliaremos a segurança da sua residência e, se a mesma não for adequada, a reforçaremos.
Um silêncio constrangedor se instalou entre eles. Por alguns instantes, Draco apenas encarou Nulan. O auror era imponente e seus olhos sábios irradiavam segurança. Esfregou o rosto com as mãos, a máscara se rompendo em vários pontos. A revelação o pegou de surpresa... Harry, seu Harry corria perigo, de novo? Estaria de novo na mira de algum megalomaníaco? Não, por Merlin, já tiveram problemas suficientes para duas outras vidas com Voldemort. Por que essa obcessão com o moreno?
_Designaremos um mínimo de aurores, para não interferir na sua rotina. Somos muito bons em nosso trabalho. Contudo, ainda não conseguimos maiores informações sobre o caso, nem ao menos um suspeito. A maldição que deixou Rita Skeeter e o ex-marido à beira da morte, senhor Malfoy, ainda não foi identificada... Estamos em alerta máximo. Portanto, deixe-nos ajudá-los.
_Tudo bem, senhor Nulan. Minha única preocupação é o meu esposo, nada mais. Por Harry, por ele... Eu aceito o que for necessário.
Nulan lhe estendeu a mão e anunciou que não se demorariam muito mais tempo. Destacou que Francis Drake era excepcional com feitiços de proteção e que, no máximo no dia seguinte, na primeira hora da manhã, teriam uma avaliação completa das proteções de Malfoy Manor. Despediu-se anunciando que os seus parceiros aparatariam direto no quartel de aurores e que, ainda naquele mesmo dia, aurores estariam fazendo a guarda do casal.
Sem muitas opções além de concordar, aceitou o cumprimento de Nulan, acompanhando-o com o olhar até que desaparecesse pela porta. Deixou sua magia veela percorrer a os cômodos e encontrar seu adorado esposo. Aparatou em seguida, encontrando-o sentado de pernas cruzadas em cima da cama, a felicidade estampada no rosto. E por que tamanha felicidade? Ah, fácil descobrir, quando se pegava o esposo no flagra, em pleno ato de degustar morangos com picles, salpicados com feijõezinhos de todos os sabores.
_Harry! O que você está fazendo?
_Tomando café da manhã, que pergunta...
Draco precisou respirar fundo e se controlar, afinal, não queria que uma atitude brusca de sua parte resultasse em Harry Potter fugindo desesperado para a Toca, novamente. Teria que proibir Dobby de dar ao esposo tudo o que ele pedia. De onde aqueles feijõezinhos tinham saído?
_Amor, definitivamente, feijõezinhos de todos os sabores não fazem parte da sua dieta.
Harry parou de chofre, a colher a um passo de chegar à boca. O rosto de decepção foi tão fofinho que Draco se aproximou, afastou a tigela com a “iguaria” e o beijou lentamente.
_Ah, amor, eu não posso te deixar sozinho nem por um segundo, não é?
_Eu... Ah, Draco... Eu fiquei com tanta vontade que... Desculpe-me! – E os olhos marejaram, ao que o loiro o beijou mais uma vez, evitando mais lágrimas desnecessárias.
_Shiiii... Esqueça! Foi um pequeno deslize. Temos que conversar sobre algumas novidades aqui em casa, além de escolher o que faremos para o jantar.
O loiro se dispôs a contar tudo o que conversou com os aurores. Não conseguiria manter uma guarda avançada bem no quintal de casa longe dos olhos do esposo, então era melhor abrir o jogo de uma vez e explicar, com riqueza de detalhes, tudo o que lhe fora dito mais cedo, além da problemática nova rotina vigiada.
Incrivelmente, o grifinório aceitou bem a parte dos aurores e até mesmo a de ser seguido por todos os lados, contudo, não ficou nada feliz ao saber da vista feita à sede do Profeta, principalmente porque nenhuma mísera palavra a respeito lhe foi dita. Oh, a irritação naqueles olhos verdes era tão... Excitante.
Sim, excitante... Intenso, envolvente... Era delicioso vê-lo esbravejar! Não, não podia pensar em Harry sendo excitante, ou em como aqueles lábios vermelhos pareciam ser tão suculentos quanto os morangos, ou então em como levantar da cama e correr até o banheiro era... Ah, droga! Era um enjoo...
Uma sequência nada agradável de idas e vindas ao banheiro e finalmente seus filhos deram uma folguinha, deixando o esposo descansar. Depois de definirem o que serviriam aos convidados da noite, dedicaram-se a passar o resto do dia na cama, conversando e trocando carícias, como um casal de namorados. Bem, não que não estivessem enamorados, mas nunca tiveram oportunidade de namorar como um casal de verdade, com tempo para se conhecerem de verdade.
Aqueles pequenos momentos eram preciosos para ambos. Harry se deixava mimar, fortalecendo seu coração contra os seus próprios medos e Draco, ah, esse estava exultante, seu veela mais que convencido de que, na vida, não havia nada mais importante que o doncel carinhoso e de alma pura que agora estava ali, deitado a seu lado, entrelaçado a seu corpo.
O lanche da tarde foi seguido de um cochilo renovador para Harry, enquanto Draco se antecipava. Separou as vestes que desejava que o seu esposo vestisse. Adorava vê-lo maravilhoso, mesmo que isso o tornasse alvo de muitas miradas cobiçosas. Depois, já arrumado, saiu do quarto e deu os últimos retoques na casa.
A tarde se aproximava do fim, quando Harry desceu a escada trajando vestes claras, com detalhes verdes. Draco foi arrebatado pela visão do esposo, glorioso em toda a beleza doncel... Ah, e se não fosse ver a lareira anunciando a chegada dos amigos, teria rasgado mais algumas vestes do grifinório e o teria devorado ali, bem no meio da escada, para quem quisesse assistir.
Pansy foi a primeira a se aproximar do casal, sendo seguida bem de perto por Blaise e, pouco depois, por Theo. A loira abraçou Draco e, para a surpresa de todos, abraçou a Harry, os olhos vidrados no doncel.
_Agora sim eu compreendo o que te mantém tão ocupado em casa, Draquinho... – E Theo e Blaise pareciam fazer coro ao comentário nada pudico da jovem. Já Harry, super-ultra-mega envergonhado, estava mais vermelho do que a tapeçaria da sala comuna da grifinória.
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“Falta pouco agora”
“Sim, falta pouco, muito pouco”.
Estava enfraquecido. Algo saiu errado na última vez, foi usado e tentou se libertar. Mas não se lembrava de maiores informações sobre o porquê de ter sido punido. A memória falhava em alguns momentos e em outros se fortalecia. Desde a última tortura, seu corpo não conseguira se recuperar completamente. Precisava escapar... Precisava lutar contra a maldição. Quanto mais lutava, mais difícil era respirar e maiores eram as dores.
“Já temos o feitiço”
“Devemos apenas esperar um pouco mais”
Contudo, seus outros sentidos ficavam mais apurados. Passou a ouvir mais naquela última semana. Então os miseráveis estavam perto de obter o que tanto desejavam. Não podia deixar que acontecesse. Preferia a morte a ver o horror se repetir. Estaria forte o suficiente para fugir? Há algum tempo, tentou escapar e a ação lhe rendeu alguns ossos partidos.
“Ainda não temos acesso?”
“Ainda não, mas teremos em breve”.
Depois de quase morrer de hipotermia, caiu numa escuridão profunda, para vislumbrar vestígios de lucidez por brevíssimos momentos. Por muito tempo, não soube onde estava nem o que fazia. Ah, era tão fácil deixar-se perder em ao doce canto da sereia. Mas ai se fortaleceu e lutou, lutou contra a imperdoável... Daí em diante, compreendeu minimamente o que lhe acontecia, as condições sob as quais estava submetido, reforçando seu ímpeto de fugir. De avisá-lo. Precisava reparar minimamente os próprios erros.
_Draco...
Notas finais
Só para lembrar quem tb curte: Subtraído, enfim, atualizada! rsrs
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