Submisso

26 Capítulo 26 - Paixão Avassaladora, redenção veela


Notas iniciais
Esse capítulo é um presente de aniversário para Bia Malfoy!!! Não ficou exatamente como ela pediu, eu sei, mas saiu assim, não deu pra mudar rsrs (espero postar mais um ainda hoje! Se não der, amanhã faço isso!).
Com esse capítulo, aproveito também para presentear a todos os (as) leitores (as) que acompanham assiduamente, deixam dicas e maravilhosos incentivos, além dos puxões de orelha, também necessários quando a fic fica muito grande e se perder fica mais fácil.
Agradeço ainda a todas as recomendações recebidas e a cada uma delas em particular o meu MUITO OBRIGADA: PsicopataGirl, Sweet Nothing, Kakaah Panda e Sibbian. Sempre agradeço individualmente, mas, já que estou aqui tecendo elogios aos leitores que me acompanham e só me animam a prosseguir com Submisso (continuamente???), é melhor aproveitar!
Adoro trocar informações e mensagens, procuro ser o mais rápida possível na resposta aos comentários (Respondo mesmo, cada um deles!), por isso, valeu mesmo pelo carinho e atenção de vcs!!!
Sem mais, PAIXÃO AVASSALADORA!!! (gostou, Bia Malfoy?)

Capítulo 26 – Paixão Avassaladora



Quando chegou à Toca, percebeu que havia ali – provavelmente – a maior quantidade de ruivos por metro quadrado da Inglaterra! Os ruivos estavam tão afoitos para chegar perto do seu Harry, que precisou, arduamente, se controlar. E não era apenas o séquito de Weasleys o problema, não senhor... Tinha que disputar a atenção do moreno até com a pequena cria da Skeeter, que, sabia... Já se avizinhava.

O maldito mal-estar de Harry após o transporte se fez presente e, mais rápido que uma batida de coração, lá estavam “todos” ainda mais “próximos”. Molly e Gina ajudaram o esposo a alcançar o sofá. E mal percebeu a veela já ali, colada ao seu doncel... Fleur, a esposa veela de Bill. As magias veela se identificaram imediatamente. Podia sentir a necessidade de Fleur em ir até Harry e conversar, compartilhar, fosse lá o que fosse e, por Merlin, precisava segurá-lo pela mão?

Sentia-se furioso e confuso. Por que sua magia estava tão instável? Encarou Fleur e, com apenas um sorrisinho da loira, compreendeu. Parecia que estar na presença de outros veelas causava alterações na sua própria magia. É, só podia ser isso. Eram, pelo menos, mais dois veelas além dele na Toca aquela noite. Nunca tinha lidado com tantos veelas juntos. Podia ser complicado. Intensificaria seus sentidos, mas o deixaria confuso e, caso não se afastasse um pouco, poderia ficar bastante agressivo.

Com a magia veela emanada por Fleur, assim como as que Gabrielle e a pequena Victoire (também veelas, tinha certeza) igualmente emanavam, estava se sentido mesmo confuso. Sua capacidade inata de reconhecer sentimentos ficou confusa, todo um fiasco. Na verdade, ele mesmo se sentia estranho e pouco focado. Ah, era melhor deixar Harry ser cuidado pelos Weasley e tomar conta dele de longe. Não queria fazer uma cena de ciúmes e constrangê-lo. É, era isso que precisava fazer.

Sentir instintos homicidas crescerem dentro de si ao ver a pequena Madeleine “agarrar descaradamente” o seu Harry... Bem, apenas confirmou que, realmente, era melhor se manter um pouco distante. Deixaria Harry mais à vontade, para que assim o moreno não tivesse a vontade de matá-lo ali mesmo, usando apenas uma colher de chá.

Então viu a sua salvação momentânea: Arthur Weasley. Ele queria conversar sobre alguma coisa muito importante com o pai de Ronald... Ah, será que aquela mulherzinha tinha que ficar tão perto de Harry? E, ele estava gostando daquilo? Não conseguia descobrir! Malditas veelas que deixavam sua magia confusa.

Nunca conviveu com muitos veelas antes daquele exato momento, portanto, era impossível manter o controle de si mesmo, não ali, não agora. A família de Fleur tinha genes veela fortes, bem diferente dos Malfoy. Como o histórico de sua família denunciava, ele, um herdeiro genético dignamente poderoso, era uma verdadeira raridade.

Respirou fundo e se dirigiu ao senhor Weasley... Lembrou do que tanto queria conversar com Arthur: transportes trouxas e como enfeitiçá-los! Esse era o assunto. Afastou-se de Harry, imaginando que, além do fato de estar à beira de um ataque de ciúmes, a experiência anterior no carro dos Weasley não deveria trazer boas recordações.

_Oh, Draco Malfoy. Je suis Gabrielle Delacoir. Vous êtes un homme d'affaires très compétent, Draco. Comment allez-vous?

_Je vais bien et merci pour le compliment, Gabrielle.

Arthur logo decidiu deixá-los e a conversa em francês, uma língua que amava, ajudou a distraí-lo um pouco de Harry. O que aquela cria da Skeeter dera a ele? Oh, por favor... Precisava sair dali, urgentemente. Agregar infanticídio ao seu exímio currículo de empresário não seria nada agradável. As magias veela de ambos atingiam agora uma empatia enorme. Nunca tinha sentido aquilo antes.

Seria assim sempre que tivesse contato com um veela? Tinha lido a respeito, evidentemente. Na teoria, conhecia todos os meandros de ter uma herança veela. Contudo, nunca precisou lidar pessoalmente com outros veelas, não além dele mesmo, é óbvio... Então, tudo era muito estranho e bastante perturbador. Ah, era melhor Harry não beijar aquela vaquinha em miniatura de novo!

_Allez, cher, le dîner était servi – a voz de Fleur destacando o início do jantar foi providencial, pois o trouxe de volta à realidade.

Optou por seguir Gabrielle e focar a mente em “não constranger seu amado esposo”. Harry era tão maravilhoso e tão bom com todos, tão amável e amado... E ele, ah, ele era um Malfoy afinal. Nada de ser amável... E muito menos amado por todos, não ele, por Merlin! Reconhecia que não merecia mesmo Harry Potter, pois estava anos luz distante de ter um milésimo da grandeza de espírito que o moreno apresentava.

Apesar disso, sabia que seu maldito egoísmo nunca permitira que Harry fosse de outro. Poderia não merecê-lo, mas, que se danasse esse pequeno fato. Harry era dele e só dele, não o entregaria a ninguém, mas... Conhecendo bem o Eleito, sabia que precisava dividi-lo, ao menos um pouquinho. Como bem lhe disso Pansy, leões não gostavam de grades.

Chegou à mesa na qual o caprichado jantar de boas-vindas fora servido e encontrou o tal auror. Sentou-se perto dele e logo se desculpou pelo acontecido quando se conheceram. E então, mesmo não conseguindo identificar adequadamente o que o auror escondia por trás de tantos sorrisos – ah, estava tão habituado em ler as pessoas com a sua magia veela que, sem ela lhe fornecendo as letras certas... Bem, sentia-se um cego tentando, desesperadamente, compreender um pergaminho preenchido com garranchos – seus próprios sentimentos estavam à flor da pele.

Não poderia dizer quando desatou a falar sobre si mesmo e sobre a vida que levava com Harry. Falou e falou de como amava o seu moreno e sobre tantas outras coisas... Ele não era o tipo de pessoa que fazia amizades facilmente, muito menos era o tipo de pessoa que comentava intimidades, como quem fala sobre o clima. Só podia ser o efeito das magias veela ao redor, não tinha outra explicação.

Quando Harry se sentou perto de Hermione, tratou de manter a conversa com Willian e Gabrielle, mas sem esquecer os cuidados com a alimentação dos seus três bebês. É, de fato, com a tendência de Harry em simplesmente ignorar as regras, no caso, o que era adequado à saúde durante a gestação, ele, definitivamente, deveria tratá-lo com maior severidade.

O assunto mudou e Willian e Gabrielle se dedicaram a falar de teatro, literatura, música... É, era mais seguro focar sua mente nessas trivialidades, não queria se pegar contanto como era incrível foder Harry até quase chegar à inconsciência! Até porque, era muito melhor fazer Harry desmaiar de prazer, do que ficar ali, alimentando a curiosidade dos outros sobre como ele bom de cama — oh, por favor, ele era um veela macho dominante, além de ser um Malfoy! Era mais que evidente que Draco Malfoy era bom de cama. Na verdade, “bom de cama” não chegava nem perto de classificar a sua performance.

_Mas Bethoven não era um bruxo? – E o que afinal Willian tanto desejava de si? Ah, não podia ser um interesse sexual, poderia? – Ele fez turnês pela Europa bruxa. Eu tenho um amplo material a esse respeito.

_Non, monsieur Pitt, ele não era um bruxo. Bom, ao menos é o que diz a maioria dos historiadores. Contudo, era tão surpreendente, que os magos o idolatraram.

_Nossa, eu jurava que ele era um bruxo.

_Sabiam que há indícios de que ele era sim um bruxo? – E procurou manter a conversa.

Encarou Pitt novamente... Só podia estar imaginando coisas. Ele não parecia estar interessado sexualmente nele, não. Estavam apenas conversando, só isso. Nem a irmã de Fleur, que se colara ao seu braço, tinha esse tipo de interesse. Certamente, sua obsessão em proteger seu esposo doncel do desejo alheio deveria estar nublando sua visão sobre as pessoas.

_Ha, ha, ha... Ah, a criatividade dos trouxas! Ils sont parfaits!

_Concordo, Gabrielle. Ando muito tentado a me iniciar na área do cinema trouxa.

_Ah, eu gosto muito. Sempre que posso, assisto filmes trouxas. Posso indicar alguns excelentes...

Conversaram mais e mais, alternado outros assuntos. Depois deixaram a mesa e prosseguiram a conversa. Harry estava absorto em si mesmo, o que não era nada comum. A proximidade das magias veela agia como um véu sobre seus sentidos, antes tão aguçados e agora tão confusos. Aquele rostinho lindo e pensativo, ah, o moreno só podia ter percebido seu comportamento enciumado, reprovando-o, certamente.

Gina então se aproximou e comentou com Gabrielle sobre a sobrinha de ambas que, irritada e muito chorona, exigia a atenção dela. A loira sorriu e foi atrás da sobrinha. Antes de deixá-los, Gina comentou sobre um “álbum de fotografias” que estava preparando para dar de presente a Harry, no dia da festa – qual festa, por Merlin? – de casamento – mas ele já estava casado! –, uma futura comemoração que ela mesma estava organizando.

_Está lá na sala, acho que eu deixei na mesa de centro, perto do sofá. Mas, por favor, não mostre ao Harry. Será uma surpresa! – E saiu de encontro ao pai e aos gêmeos.

A curiosidade o consumiu. Para a sua total vergonha, praticamente correu até a sala, sendo seguido de perto por Pitt. Pegou o álbum e, ávido, idolatrou cada uma das fotos. Nossa, Gina usou alguma capa de invisibilidade? Como ela conseguiu registrar tantos momentos íntimos? Era assustador...

_Gosta mesmo dele, não é?

_Gostar? Não... Gostar é pouco. O que sinto por Harry é uma mistura desequilibrada de tudo o que há de bom e ruim em mim... Desejo, posse, ciúme, cuidado, atração, carinho... Um amor ilimitado, eterno, que se equilibra numa linha tênue entre a obsessão e a paixão... Uma paixão avassaladora.

_Certamente, você o ama muito.

Não deu importância ao tom das palavras de Pitt. Elas apenas ecoaram a sua volta, ao mesmo tempo em que uma dor profunda o dominou. Foi a primeira sensação alheia que sentiu, verdadeiramente, aquela noite inteira. E, por Merlin, seu veela rugiu furioso: Harry estava sofrendo. O véu se dissipou naquele exato instante. A dor profunda do esposo era a sua própria dor. Deixou o álbum na mesma mesa e nem precisou correr – é correr, novamente – de volta ao jardim, pois Hermione vinha a seu encontro, no rosto uma expressão bastante preocupada.

_Draco, por que você está aqui?

_Por que eu estou aqui? Como assim?

Hermione me encarou e eu pude perceber a centelha de compreensão iluminando-lhe o rosto. Bastou o franzir de sobrancelhas e o olhar urgente em direção à lareira, para que eu pudesse ligar os pontos. Harry tinha ido embora. Aparatar imediatamente foi a solução encontrada para achar o seu objeto de adoração.

Harry estava ali, arrancando furioso o botão das vestes, o mesmo botão alvo da disputa dos dois, um pouco mais cedo naquele mesmo dia. E, oh Merlin, ele agora podia sentir claramente o que o seu amado esposo estava sentindo. Frustração, abandono, tristeza, inferioridade... O que estava acontecendo?

_Amor, por que voltou sem falar comigo?

Harry se virou rápido demais para um doncel grávido com séria aversão aos transportes mágicos. Foi rápido o suficiente para segurá-lo, antes que se machucasse. Ergueu-o nos braços e o levou direto para quarto. Estava feliz porque seus sentidos veela voltaram à normalidade, mas também estava muito preocupado pela profusão de sentimentos negativos identificados em Harry, sentimentos esses que, agora, podia compartilhar.

Preocupado, foi atento à pressão arterial, aliviando-se em seguida. Estava tudo sobre controle. Foi apenas um desmaio normal, comum em toda e qualquer gravidez. Oh, Merlin, o rosto dele, do seu esposo, estava molhado. Ele chorou... Mas por quê?

_Harry, Harry... Amor... Harry... – Minutos de tentativa e pôde finalmente ver as lindas íris verdes atentas em si, depois de esquadrinhar o lugar e demonstrar ainda mais confusão. – Você desmaiou e eu te trouxe para o quarto. Harry, você está bem?

_Sim... Acho que sim...

_Harry, o que foi? Ficou chateado com alguma coisa?

_Não aconteceu nada, eu estou bem. – E ver o rosto de Harry se contrair numa expressão tristonha, demonstrava apenas que tinha total razão: o esposo estava sim se sentindo um lixo e a culpa era de alguém.

_Harry, não há como esconder de mim o que você está sentido. Por favor, amor, me diga o que foi... O que aconteceu? Você estava tão bem e...

_Eu estava bem, Malfoy? Ha, ha, ha... – E ouvir o riso amargo completando o Malfoy foi, de fato, mais que suficiente para o veela compreender que o “alguém” era ele mesmo.

Sem dar chance ao esposo de fugir, beijou-o com força, a língua decidida a sufocar o corpo oposto ao seu, pelo menos por alguns segundos. Houve resistência e seu veela foi mais “incisivo”, mordendo o lábio de Harry e conseguindo invadir sua boca, finalmente. A batalha de línguas foi penosa e difícil, mas conseguiu se sobrepor ao moreno, obtendo alguns gemidos dele como prêmio pela exímia dedicação.

_Eu te amo – e deixou sua voz sair forte e decidida, segurando o rosto de Harry para que o olhasse bem fundo nos olhos. – Não sei o que aconteceu e você não quer me dizer, mas vou te fazer compreender, de uma vez por todas, que só existe você, Harry. Eu só vejo você!

Notas finais
Bem, se eu conseguir, postomais um ainda hoje, se não der... Só amanhã. Espero que curtam e perdoem o Draco!