Submersa
1 A Ilha
Notas iniciais
Clémence Poésy _ Lara Stevenson
Benício Del Toro _ Carl Stevenson
Rene Russo _ Linda Stevenson
Kat Dennings _ Chloe Emily
Evan Peters _ Kian Ross

No profundo oceano, Lara nadava rumo ao enorme palácio de Atlantis. Assim que adentrava à estrutura, sua cauda foi se transformando rapidamente em duas pernas. Em Atlantis, havia uma magia que impedia a água de adentrar o local. A princesa seguiu pelo edifício submarino com as roupas levemente rasgadas, e estava com um ar de cansada. Parou diante o rei, mas conhecido como "pai".
— Está atrasada. — disse o rei, impaciente. — Ainda não tivemos aquela conversinha sobre você assumir o trono.
— Mas majestade, acho que eu já disse que não me interessa por hora. — Respondeu a garota, com um ar impaciente.
— Custa me chamar de "papai"? — Ele suspirou, para tornar a falar. — Esteve treinando até tarde novamente, não é? Quem estava com você?
— A Amara, papai. — Disse de maneira debochada, ao sacudir a blusa com cortes e completamente ensopada.
— Uma princesa que não anseia pelo trono... — Disse o rei pensativo. — E pensar que muitos gostariam de estar ao seu lugar.
— Eu não pedi pra ser uma princesa, pai. — Disse a garota, dando meia volta. — Se for apenas por isso, acho que terminamos aqui.
— Onde vai? — Perguntou uma mulher bonita, loira e mais velha. Os longos cabelos dela atingiam a cintura, os olhos esverdeados chamavam a atenção de Lara.
— Passear pelo mar, mãe... — Respondeu a pequena sereia, rezando para que ela não a proibisse de sair.
— Vá... Mas volte a tempo para o jantar. — Disse a rainha do modo mais calmo do mundo.
E assim, Lara deixou o Salão do Trono, sem olhar para trás. Os Reis de Atlantis observaram em silêncio sua única filha se afastar deles. Sabiam que naquela idade era complicado, ela tinha apenas dezessete anos e sabiam que naquela idade, os hormônios estariam à flor da pele. Carl era um rei sábio e um poderoso tritão, entretanto, quando se trava de sua pequena e única, ficava apreensivo. Era angustiante saber que ela não era tão próxima dele como ele gostaria. Passou noites em claro lembrando da época em que tudo o que ele dizia era valioso para ela, ele era o herói dela. Mas agora ela havia crescido, arrumado outras companhias. Linda, por outro lado, era mais próxima de Lara, e confiava mais na filha, embora sua preocupação não fosse menor que a de Carl.
Lara seguiu para fora do palácio, transformando suas pernas em uma cauda majestosa. Lara era de fato uma linda sereia. Os cabelos loiros e ondulados dela realçavam seu belo rosto, e seus olhos azuis combinavam com a cauda. Ela encontrou com sua melhor amiga, Chloe. Chloe era uma jovem sereia de vinte anos e viveu sempre junto de Lara desde sua infância. tinha cabelos negros e pele branca, além de uma voz marcante.
— Eu estava aqui pensando... — Começou Chloe, ao avistar Lara se aproximar. — Vamos dar uma olhadinha na superfície?
— Ficou louca? Não podemos ficar muito tempo fora d'água... Fora que meus pais não deixam eu sair daqui.
— É rapidinho... Vamos, amiga?
Lara pensou, não podia negar para si mesma que queria sair daquela rotina. Logo assentiu com a cabeça, e as duas nadaram por um longo percurso até chegar à superfície. Parecia um tipo de ilha. As duas transformaram suas pernas, podendo caminhar e se passar por humanas. O lugar tinha uma praia em volta, com uma floresta no centro. Elas caminharam por ali, explorando o local, mas não viram ninguém.
— Esse lugar é lindo, não acha? — Perguntou Chloe, de boca aberta, encantada com o local.
— Sim, eu poderia vir pra cá todos os dias pra relaxar. — Respondeu Lara, sorrindo e olhando para cada canto.
— O que acha que construirmos um abrigo aqui? — Perguntou a morena, ao olhar fixamente nos olhos da princesa. — Poderíamos vir pra cá todos os dias pra matar o tempo... Seria ótimo.
— Seria mesmo... Mas será que não vão nos descobrir?
— Acho que não. — Chloe colocou a mão no queixo, pensativa. — Seus pais são dois ocupados e só tem tempo pra você à noite.
— Tudo bem... Eu topo. — Sorriu, enquanto sentia o vento bater nos cabelos dourados.
E assim elas voltaram para o mar e nadaram de volta para o Palácio. No dia seguinte, voltaram para a ilha e começaram a construir o abrigo, feito com pedras, folhas de bananeira e troncos de árvores. Elas achavam deliciosas as frutas daquela ilha, as frutas marítimas não eram tão suculentas quanto as da ilha.
Quando viram que o Sol iria se por, elas rapidamente saíram dali e nadaram de volta para o Palácio, afinal, os reis poderiam chamar por sua filha a qualquer momento. Mas elas não desconfiaram nem por um segundo que não estava sozinha. Um jovem rapaz viu as moças mergulharem e suas pernas se transformarem.
— Sereias... Existem... — Pensou ele.
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