Suave Morte
4 Um início.
Notas iniciais
Estamos em uma praça próxima de minha casa, Edward esta segurando um pequeno caderno meu e uma caneta que esta em sua boca, ele está pensativo e isso é obvio demais.
- Por que você quer fazer um poema? – ele me encara, deixando a caneta de lado.
- Não sei! – dou de ombros olhando pra mesa de mármore úmida pelo tempo – Está frio. – esfrego uma mão na outra quando o vejo me olhando, me observando na verdade, o que me deixa constrangida – Bom, quero ser reconhecida depois de minha morte.
- E você acha que isso vai acontecer com um pequeno poema? – ele entorta os lábios.
- Sei lá, vai que gostam de meu poema. Bom, sei que pelo menos algumas pessoas vão ter lido. – respiro fundo olhando para o céu carregado de nuvens.
Ficamos ali sentados até a noite tomar seu rumo, trazendo com ela um frio maior que faz eu me encolher mais.
Mas Edward ainda esta pensativo, tão perdido em pensamentos que não senti frio e com certeza se eu o chamasse não me ouviria. Estava com o rosto leve e relaxado, querendo apenas me ajudar. Mas esta frio demais.
Fico de pé, fazendo com que meus músculos fiquem doendo pelo frio.
- Edward, vamos embora. – balanço ele, pegando o caderno de sua mão. Ele estremece ao me olhar.
- Já? – ele me observa tampando a caneta que nem ao menos foi usada.
- Não quero mais fazer poema nenhum! – reviro os olhos – Estou morrendo de frio, esse casaco não esquenta. – balanço meu enorme casaco de lã.
Ele respira fundo e fica de pé concordando comigo.
- Então vou indo. – pego em sua mão.
- Não! Você prometeu ficar comigo até meu ultimo dia. – falo rápido demais – Você vai morar na minha casa agora, até o dia... – minhas palavras se perdem no ar, deixando apenas o silencio.
- Não tenho roupa na sua casa. – ela morde os lábios.
- Tem sim! Quando fui à sua casa roubei algumas peças de roupa. – minhas bochechas ficam quentes – Eu gosto de dormir com suas roupas.
- Ah, e eu achando que Alice estava escondendo-as.
Ri quando ele falou isso colocando a mão na testa e com a outra apertando minha mão.
Fomos andando até minha casa que era bem perto. Enquanto andávamos de mãos dadas eu olhava pro céu, um tanto triste.
- Hoje o tempo não esta bom, mas amanhã pode estar. – ele sussurrou ao meu lado.
- Sim! – cheguei mais perto dele, necessitando de seu calor.
Ele passou o braço sobre meu ombro e continuamos a andar.
- Faremos esse poema em outra hora. – olhei pra ele. Que tinha um olhar encantador e angelical, eu jamais reparei no seu olhar leitoso e de seu sorriso gracioso. Voltei a olhar pra minha frente agora vendo minha casa.
- Não tem vontade de dizer Adeus para seus pais? – ele perguntou inocentemente, fazendo com que meu peito doesse. Encolhi-me.
- Minha mãe está morta, então acho que não preciso lhe dizer adeus. – penso um pouco – Charlie vai ficar arrasado de qualquer forma. Então é melhor eu evitar ele agora, sabe – olho pra Edward antes de abrir a porta de casa -, acho que não devo o fazer sofrer mais. Ainda não estou pronta pra deixar a todos.
- Mas você não se preocupa em como vou estar quando você se for! – ele afirmou olhando em meus olhos.
- Você é meu amigo, é seu papel chorar em meu enterro. – ri e me virei abrindo a porta e entrando em casa, onde estava quentinho e aconchegante.
As horas foram passando Eu já havia tomado meu banho e Edward estava no banheiro enquanto eu pegava milho de pipoca e a manteiga pra fazer uma deliciosa pipoca amanteigada.
Enquanto eu preparava nosso lanche eu cantarolava, qualquer musica estava bom naquele momento, qualquer uma me fazia se sentir bem.
O barulho da pipoca estourando era como se fosse às batidas da musica que eu cantarolava, até que uma hora parou e então sabia que já estava pronta. Peguei uma vasilha grande e coloquei o conteúdo ali dentro, colocando um pouco de sal logo depois.
Estava quentinha e deliciosa. Mexi mais uma vez a vasilha, quando senti braços me envolvendo. De inicio levei um susto, mas só poderia ser Edward.
- Você fica com a louça. – falo me virando um pouco e colocando uma pipoca em sua boca.
- Ainda bem que é pouca coisa. – ele pega a pipoca e me dá um beijo na testa me soltando e pegando a garrafa de suco e dois copos – Eu pago o filme. – ele pisca antes de se virar, me fazendo sorrir.
Notas finais
O poema eu não sei, mas o filme eles assistiram.
o próximo capitulo já já será postado.
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