Suas Unhas
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Enjoy~
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Edit: HOLY SHIT! Deu certo! Minhas quatro páginas de fanfics voltaram a aparecer no meu perfil! Oh God! Tudo isso graças ao Hidan hahahahahahaa. Enfim...
Suas unhas
–
– Hidan! – Uma voz feminina chamou do quarto, um tanto quanto irritada, e não recebendo uma resposta, veio batendos os pés até a sala, onde o citado estava. – Hidan! – Repetiu, agora encarando o albino que assistia televisão, jogado no sofá.
– Não sou surdo, merda! – Resmungou e revirou os olhos liláses.
– Então por que não me respondeu? – A jovem, postada de frente a ele, tinha os braços cruzados sobre os seios e o encarava irritada com os seus grandes olhos verdes. – E olhe nos meus olhos quando falar comigo, e não para os meus seios! – Ela ia se descabelar a qualquer hora, isso sim.
– Hai, hai, porcaria... – Suspirou e desviou o olhar para os olhos da jovem, vendo o quanto eles estavam irritados. Ela até mesmo tinha a boca franzida em desaprovação. Oh-uh, ele pensou. O que será que ele teria aprontado dessa vez para fazer a sua morena não raivosa assim?
– Você remexeu novamente na minha caixa de esmaltes, não é, Hidan? – Ela semicerrou os olhos, desaprovação no olhar. Detestava quando ele mexia nas suas coisas sem pedir, e detestava mais ainda quando não as arrumava de volta.
– Merda! – Exclamou, se lembrando da bagunça que havia feito nas coisas da morena. – Eu esqueci de arrumar, não esqueci?
– Esqueceu... – Respondeu com um suspiro. A raiva se esvaindo. Hidan realmente não tinha jeito.
– Merda. – Exclamou de novo e levantou as mãos, indefeso. – Juro que não fiz de propósito!
– Eu sei, mas você bem que poderia... – E ela perdeu o rumo da frase quando viu as unhas dele. – Por que você pintou as unhas de verde? – Os olhos verdes que antes transbordavam raiva, agora transbordavam de curiosidade. Hidan sempre pintava as unhas de preto.
– Ah... – Ele havia se esquecido completamente que havia pintado as unhas de verde, e tratou de escondê-las. – Por nada. – Deu o seu melhor sorriso amarelo e escondeu as unhas atrás das costas. – E você viu errado. Não é verde. É preto.
– Aham, claro. – Rodou os olhos irônica. – Claro que isso é preto. Óbvio que isso é preto!
– Amo quando você é irônica, querida. – Dessa vez ele deu um sorriso sugestivo.
– E eu odeio quando você mente para mim! – E sem pensar duas vezes, a morena se jogou em cima do albino, tentando alcançar as suas mãos. – DEIXA EU VER!
– SAI, CARAMBA! – Ele tentou a empurrar para o lado, mas levou uma unhada. – ISSO É ASSÉDIO SEXUAL, PORCARIA!
– Claro que é... – Rodou os olhos. – Agora deixa eu ver a porcaria das suas unhas e... – A jovem não pode terminar a frase. Hidan inverteu as posições, e agora, ele estava por cima, a segurando pelo ombros. – MERDA! – Exclamou, vendo que agora ela é quem estava em desvantagem.
– Essa é a minha garota! – O albino riu-se e depositou um beijo casto, o que não combinava muito com a sua personalidade, na testa dela.
– Deixa eu ver... – Pediu com a voz mansa e arregalou os olhos verdes, pidões.
– Não.
– Por favor!
– Não!
– Diz que sim... – Mordeu o lábio inferior e aumento ainda mais os olhos, se é que isso era possível.
– MERDA! – Ele saiu de cima dela e lhe deu as costas, ainda escondendo as unhas. – Detesto quando você faz essas expressões.
– E eu amo quando você fica tocado por ela. – Riu-se a jovem e se pôs de pé, passando os braços ao redor do pescoço do albino e se pendurando nas suas costa. – Mas me diz... – Susurrou diretamente no ouvido dele, fazendo com que Hidan se arrepiasse. – Por que você pintou as unhas logo de verde? Sempre falou mal dessa cor!
– Porcaria, sua maldita desgraçada e pentelha! – A menina riu-se dos apelidos carinhosos de Hidan para consigo. – Eu pintei de verde porque eu quis, ok?
– Mentira... – Disse e soprou na orelha dele, o hálito gelado dela causando arrepios na pele morna dele. – Você é ótimo em xingar, mas é péssimo em mentir.
– Quer saber de uma coisa... – Disse já ficando irritado e se virou, a pegando pelo ombros e praticamente a sacudindo. – EU PINTEI DE VERDE POR QUE ESSA MALDITA COR É A MINHA PREFERIDA!
– Preferida? – Soergueu as sobrancelhas, confusa. Que ela soubesse, essa era a sua cor preferida.
– SIM MERDA! – Continou a gritar. – ESSA MALDITA COR ME PERSEGUE! SEJA NO DIA-À-DIA, QUANDO EU VOU COMPRAR UMA ROUPA, NA PORCARIA DA GRAVATA NOVA QUE VOCÊ ME DEU OU ATÉ MESMO... – A voz dele foi sumindo, até que o rosto dele ganhou um tom de rosado.
– Até mesmo...? – Incentivou. Vê-lo desconcertado, bravo e envergonhado daquele jeito, era algo raro, então faria o momento se estender.
– Até mesmo... – Ele desviou os seus olhos liláses dos verdes curiosos dela. – Até mesmo quando você abre os seus olhos da manhã, ainda sonolenta e me encara... – Fechou os olhos, esperando as risadas dela. Ele nunca era romantico. NUNCA. E não o sabia ser. Por isso esperava risadas dessa sua tentativa fail. Mas os segundos se passaram e as risadas não vieram. – O que foi? – Resmungou irritado e a encarou, percebeu a boca dela levemente entreaberta, tamanho o choque pelas palavras dele.
– Hidan, isso foi tão...
– Estúpido? – Rodou os olhos. Essa era a palavra ideial para as coisas piegas que ele havia acabo de falar.
– Lindo! – Corrigiu-o. – Você nunca é romantico e isso é tão...
– Estranho?
– Será que você pode parar de tentar acabar com o clima? – Ela lhe deu um beliscão. – E sim, foi estranho, mas não de uma maneira ruim! Acho que essa é... – Enrugou a testa, se lembrando. – É a segunda vez que você é romantico. A primeira vez foi quando você leu os seus votos, mas acho que aquilo não conta.
– Nem fui eu quem escreveu. – O albino deu de ombros e recebeu um tapa.
– Eu sabia! Então não foi você, não é?
– Eu não sou bom com palavras, merda! – E lá vinha os xingamentos novamente.
– Ok, ok... – Suspirou. O momento romantico indo embora. – Que seja... Mas da próxima vez que você mexer nas minhas coisas, faça o favor de arrumar, está bem? – E começou a se afastar.
– Espere aí! – Ele a pegou pela cintura, antes que ela se fosse. – Eu disse que não sou bom com palavras, nas ninguém disse que eu não era bom com ações. – E o sorriso sugestivo estava de volta aos lábios finos.
– Ah é? – A jovem soergueu as sobrancelhas e suspirou feliz quando sentiu os dedos longos de Hidan se entralharem no seu cabelo longo e castanho.
– Aham... – E ele acabou com a distância que os separava e beijou os lábios que tinham um sorriso vitorioso um tanto quanto irritante.
Depois de mais alguns beijos, o casal se aninhou no sofá, para assistir um filme. Correção, para Hidan assistir um filme com muito sangue e palavrões, enquanto a sua morena continuava a observar-lhe as unhas verdes.
– Ei... – Ela chamou, o fazendo desviar a atenção da televisão, onde algo havia causado um explosão. – Isso aqui seria um...
– Um? – Perguntou sem entender e viu os olhos dela se encherem de contentamento.
– Um ‘J’?
– Ah, merda... – Por incrível que pareça, ele corou. Havia esquecido totalmente que havia posto aquela letra ali. Se xingava mentalmente. Agora sim ela iria rir dele.
– Isso é muito fofo. – Disse. A morena queria rir, mas se absteve de fazer isso ao ver que o seu desbocado albino havia ficado sem-graça. – Eu te amo. – Completou com um sorriso e deu-lhe um beijo suave sobre os lábios. – Quando o filme acabar, me acorde, ok?
– U-Uh... Ok... – Respondeu e observou ela se aninar e fechar os olhos verdes. Deixou um suspiro sair e em seguida, depositou um leve beijo na tempora dela. – Mas que merda, mulher complicada! – Murmurou, com medo de acordá-la. – Eu também te amo, maldita. – Revirou os olhos e os voltou para o filme.
Se ele houvesse prestado mais um pouco de atenção, haveria percebido o leve sorriso que surgiu nos pequenos lábios dela.
Mas isso não importava. Eles se amavam, do jeito esquisito deles, mas se amavam.
Fim.
Notas finais
Ja nee~
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