P.O.V. Ravi.

Hoje eu chego ao Brasil. Vou passar o Natal com Shanti e sua família.

Vou vê-la ao vivo pela primeira vez e quero estar muito bem vestido.

Depois de um voo exaustivo passei pelo portão de desembarque e encontrei Shanti esperando por mim. Assim que me viu ela acenou animadamente.

–Shalom Shanti.

–Shalom Ravi. Vem, deixa eu te ajudar.

Ela começou a pegar as malas e então pegou a minha mão.

–Shanti!

–Relaxa, é permitido fazer isso aqui. Agora, vamos.

Ela dirigiu até sua casa. E abriu o enorme portão de ferro e nós entramos.

Shanti estacionou o carro e nós entramos na mansão.

Mal entramos passaram duas garotinhas exatamente iguais correndo e rindo. Então, vem uma senhora loira com um terno que lhe caia muito bem e grita:

–Meninas! Não corram dentro de casa!

Ela então notou nossa presença.

–Oh! Você deve ser Ravi. É um prazer conhecê-lo, eu sou Leila.

–É um prazer senhora.

–Me desculpe pela cena. É que crianças dão um trabalho lascado.

–Tudo bem senhora. Eu tenho duas sobrinhas e um sobrinho bebê, lá também é uma confusão.

–Obrigado.

–De nada.

–Shanti, leva o menino lá pra cima. Toma uma atitude!

–Tá mãe. Vamos lá, você deve estar cansado da viajem.

Nós pegamos as malas e subimos.

–Aqui é o seu quarto. Gostou?

–É lindo.

–Minha mãe me fez o favor de pendurar essas coisas no teto.

Ela desceu e veio carregando uma escada.

–O que vai fazer?

–Tirar essas coisas.

Depois de tirar tudo o que a mãe tinha pendurado e guardar numa caixa ela me trouxe uma toalha e me ajudou a desfazer as malas.

–Esquerda é água fria e direita é quente. Tanto na pia como no chuveiro.

–Ótimo.

–Não se esqueça de ligar a fria primeiro, liga tudo e depois vai ligando a quente devagar até chegar na temperatura que você quer. Tá?

–Tá.

–Se precisar estarei lá embaixo.

Depois de um bom banho eu me vesti e decidi descansar um pouco.

Quando Shanti me acordou já estava escuro. Ela fez uma típica comida brasileira, arroz com feijão e uma salada bem colorida.

Ao vê-los comer a carne da mãe vaca eu fiquei chocado.

–Você não vai comer bife moço?

Perguntou a menininha.

–Como pode comer isso?

–Colocando na boca, mastigando e engolindo.

Disse ela como se fosse óbvio. O choque cultural é enorme.

Aqui eles entram de sapato dentro de casa, comem a carne da mãe vaca, as moças se casam e se divorciam umas quatro ou cinco vezes.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.