Stumbling Stones
1 Prólogo
Notas iniciais
A mochila azul estava aberta em cima da cama, enquanto montes e montes de roupas iam do chão para a mochila, e depois voltavam para o chão.
–Que droga, não tem nada de bom nessa porcaria! – Eu gritei, chutando o acumulado de roupas espalhadas pelo chão para um canto. Sentei na borda da minha cama começando a ficar frustrada. “Droga, tenho que parar de afogar as mágoas chutando roupas”. Quem eu estava enganando? Isso não se chamava apenas mágoa, mas também TPM (sim, se você for um garoto, pode rir, eu não ligo mesmo).
Aos poucos, me acalmei e fui juntando pacientemente cada uma delas que ainda estava no chão. Ugh, muitas roupas cinzas, espelhava bastante meu humor e o céu que eu normalmente via todos os dias, salvo raras exceções.
Mas não era apenas a TPM que estava me incomodando, era também a antecipação da fuga, que seria essa noite.
¬¬¬
–Porra Libby, desce logo! – Disse muito polidamente a minha melhor amiga, Natasha. Acho que não posso culpá-la. Eu a fiz sair no meio da madrugada de sua própria casa para ajudar uma garota que aparentemente não tem jeito para pular de uma janela do segundo andar e depois a obriguei a me levar até a estação de metro mais próxima em seu fusca vermelho.
¬¬¬
Após ela encontrar uma vaga para estacionar o carro, andamos até o metro e ela se despediu de mim.
–Tem certeza que quer fazer isso, Libby?- Perguntou ela, com uma emoção nada típica dela.
– Infelizmente sim. Meu pai vai ficar uma fera quando descobrir, mas até lá já estarei sã e salva na casa da minha mãe. – Respondi com um meio sorriso; eu adorava fazer meu pai ficar uma fera. Tanto fiz que agora ele tinha perdido a paciência comigo e estava insuportável conviver com ele e sua esposa.
Eu morava com meu pai desde... Bem, desde sempre, que eu me lembre. Vivia de rápidas visitas a minha mãe; normalmente uma vez por ano; mas fazia mais de um ano que eu não a via. Eu poderia dizer ao meu pai que eu estava indo porque eu estava com saudades da minha mãe, embora, claro, isso não fosse verdade. Só estava indo para lá porque eu definitivamente queria ficar um tempo longe do meu pai e da esposinha.
Quer dizer, ele estava me sufocando lentamente. Não deixava eu sair, não deixava eu usar os tipos de roupas que me convinham( por isso o ataque que eu dei antes, foi mal XD), não deixava minha vida amorosa (se é que se pode chamar assim) fluir. Mas eu sabia que não era culpa dele. Não inteiramente pelo menos. Era tudo culpa daquela vadia moralista que tinha uns 20 e poucos anos de idade que de alguma forma conseguiu casar com meu pai e com a conta bancária dele.
Mas meu pai também tinha bagagem, que posso me orgulhar de dizer que é quem vos fala, Libby Simmons . Acabou que eu passei a ser uma pedra no sapato da Sra. Simmons (vulgo Vadia) e ela também se tornou bem inconveniente para mim.
–Bem, Nath, acho que eu tenho que ir, antes que os seguranças do meu pai me encontrem.- Falei sob o olhar de desaprovação dela.
– Tudo bem, mas se cuide, ok? — Natasha disse, com o olhar suavizando — Não deixe de telefonar, e lembre-se, assim que chegar lá, ligue para sei pai, para ele não acabar processando sua mãe por sequestro, ou algo assim.
–Sim senhora, pode deixar! E vá pra casa você, são 04h30min da manhã, vão pensar que você foi sequestrada — respondi com um risinho.
–Por favor, eu como sequestradores no café da manhã. Se cuide, cadela – Respondeu ela de sua forma mais brincalhona, enquanto dava um riso bem de Nath.
Eu acenava para ela enquanto ia comprar meus tickets para entrar na Central Line, até Notting Hill Gate. Não é uma viagem muito longa; aproximadamente uns 30 minutos, mas meu coração estava batendo muito rápido.
Notas finais
Bjs, deixem reviews please, é minha primeira fic!
:D
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