Stuck in Love
4 Capítulo 2-parte 2
Notas iniciais
Josh desceu algum tempo depois e se juntou a nós no carpete da sala enquanto decidíamos o que fazer.
—Podemos nos conhecer melhor,não?—não consegui reconhecer a voz devido o cansaço extremo.
—Eu estou fadigada demais para conhecer vocês melhor.—apoiei a cabeça no assento do sofá e fechei os olhos.
—Mas eu não.—a voz de Emily era a mais fácil de ser reconhecida.
—Então,se conhecem vocês,eu vou dormir.—acabei me aninhando mais próxima ao sofá.
—Acorda agora e não me obrigue a pegar o balde de água.
—Pode pegar,e se quiserem saber sobre mim,eu vou ser muito rabugenta.
—Clair,vamos,eu quero saber mais coisas da Em,que a propósito,ela não me conta.—eu senti o ar se enchendo de testosterona e os dois se agarrando pela cintura.
—Clair? Ninguém me chama mais assim.
—E te chamavam assim?—Josh perguntou.
—Não importa!—disse Em antes que eu pudesse responder.—Se você não abrir esses olhos logo,eu vou arranca-los com meu salto C.l.a.i.r.
—Olha a violência!—foi o máximo que consegui responder antes que a luz apagasse e todos os eletrodomésticos começassem apitar.—A energia acabou.—coloquei minha cabeça para trás quando bati no ombro de Josh.—Eu posso deitar?—ele só esticou as pernas para que eu colocasse minha cabeça em seu colo.
—Seria muito clichê se eu dissesse pra fazermos uma sessão espírita?—os ânimos de Em estavam a mil.
—Sim,nós fizemos isso no mínimo umas 15 vezes,esse ano.—respondi.
—E em todas elas você cagou de medo.—Em deu a palavra final e eu só fechei os olhos de novo e me concentrei no silêncio enquanto comecei a perceber que Josh começou a me fazer cafuné sem perceber,e eu não iria pedir para ele parar,porque eu estava gostando.
—Eu já sei.—Ben tomou a palavra da vez.—E se brincássemos de algo mais infantil?
—Tipo?—pude ver Em revirando os olhos.
—Esconde-esconde.
—Você só pode estar zuando com a minha cara né,Bernardo?
—Não Emily,não estou.
—Eu topo.—grunhi.
—Somos dois.—a decisão de Josh seguiu a minha.
—Mas está escuro!—as reclamações de Em estavam enchendo meus ouvidos.
—Nada que lanternas não resolvam Emily.—Josh ainda estavam mexendo repetidamente nos meus cabelos e passando os dedos levemente pela minha bochecha.Soltei um risinho baixo e poderia jurar de pés juntos que o vi sorri também.
—Arghhh,suas crianças! Vamos logo com isso antes que eu volte a minha decisão incial.—eu tirei minha cabeça de seu colo e suas mãos se puseram em minhas costas.
—Ok,só por causa disso você conta.—dei uma piscada nada discreta para ela,mas como escuro e eu eu havia esquecido provavelmente ninguém viu.
—Eu quero a porcaria da lanterna então!—ela choramingou .Foi até a cozinha e abri a gaveta e retirei de lá uma lanterna.
Em retirou a lanterna da minha mão e foi até a parede contar.Enquanto isso eu subi as escadas e fui para o telhado.Senti passos de alguém atrás de mim e quando virei para ver quem era,Josh estava com o dedo nos lábios pedindo silêncio.
O vento estava forte,mas a noite continuava excepcionalmente bela e para melhorar Josh estava lá. Josh estava lá!?O que ele está fazendo no meu canto!?
—Qual é seu problema,arranje seu esconderijo.—sussurrei.
—Tudo bem se eu ficar atrás de você?Eu fico quietinho,prometo.—ele mordeu o lábio e pude ver pela luz fraca que as estrelas estavam fazendo.
—Quieto!—me sentei e soltei um suspiro.
—O que foi?—ele se sentou do meu lado.
—Eu quero fazer xixi.Sabe,adrenalina.—soltei um sorriso amarelo.
Ele gargalhou talvez alto baixo demais para que a Em percebesse por ser tão tapada. Depois de mais ou menos quinze minutos segurando a minha bexiga apertada e implorando para que Em nos encontrasse logo.
—O que diabos essa menina está fazendo?Ela é tapada,mas não tanto.—eu estava começando a ficar irritada.Me levantei e estava prestes a sair quando Josh sussurrou meu nome.
—Onde você vai?
—No banheiro,eu preciso antes que eu faça xixi aqui mesmo.—coloquei a mão em minha barriga,enquanto contorcia as pernas.
Ele riu,a risada dele era tão gostosa.As fileiras de dentes brancos apareceram e eu não me contive em sorrir.
—Eu posso te ajudar?—eu deveria ter ficado alguns minutos focalizando seu rosto.
—A fazer xixi?—fiquei espantada.
—Não Clair,te dar cobertura.Eu sei que vai acabar sendo pega quero evitar isso.
—E por que quer evitar?É o ciclo natural do esconde-esconde.
—Porque eu quero ficar aqui com você.Sozinho.Sem histórias sobre fazer xixi aqui.
—Ah,eu volto rapidinho.Não se preocupe,vou evitar ser pega,dessa vez.
Eu abri a porta que dava para meu quarto e andei na ponta dos pés até o banheiro.Depois que esvaziei minha bexiga na privada e não na cabeça de Josh,eu fui procurar Em.
Enquanto tentava descer a escada espiando,ouvi um gemido. “É melhor eu ir lá pra cima,antes que veja coisas que não quero.”Voltei correndo para cima. “Espero que aqueles vagabundos estejam no chão.
Quando voltei sem fazer barulho,Josh estavam de costas e sua postura estava totalmente ereta.Fiquei observando seus movimentos até que pigarreei para ele perceber minha presença.
—Acho que ela não está procurando a gente.Provavelmente estão se atracando no meu sofá.—coloquei as mãos na testa e soltei um grunhido de nojo.
—Talvez a ideia não seja tão ruim.—ele se aproximou e colocou o braço em volta das minhas costas.
—É,talvez seja péssima.—me virei para olhar em seus olhos e antes que eu pudesse me dar conta os lábios dele estavam colados ao meu.Ele tinha gosto de menta e lábios incrivelmente carnudos e macios.Minhas mãos foram para sua nuca e as deles envolveram minha cintura.Ah meu Deus,eu estava beijando Josh!
Estava ficando sem ar,meus pulmões exigiam oxigênio,mas pela primeira vez eu pouco ligava se eles estavam cheios de ar,eu queria me envolver mais nos braços de Josh,eu queria ficar confortável olhando as estrelas como nos filmes,mas eu não podia.
Eu coloquei a mão em seu peito e nos afastei,mesmo desejando continuar.
—O que você tá fazendo?—abaixei os olhos.
—Tentando te conquistar,ou te levar para cama.
Antes que eu raciocina-se minha mão estralou em seu rosto,onde ficou a marca de cinco dedos aparente.Ele levou a mão até o lugar em que eu havia acertado.
—Ouch.—me levantei e deixei o telhado antes que ele pudesse dizer algo que eu me arrependesse de ouvir.
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