Stuck On You
28 Capítulo 27 - Fogos de Artifício
Notas iniciais
Tudo bem que ainda tem o epílogo mas de qualquer maneira, ainda assim, é o fim de uma fanfic que pra mim tem uma importância única.
Antes de tudo, quero pedir DESCULPAS MIL DESCULPAS pela demora. Minha net deu problema de novo. Terminei esse capítulo e fui na casa de uma amiga postar na sexta-feira mas não conseguimos ligar o monitor KKKK' Tentamos de tudo, mas não conseguimos ligar. Daí no sábado fui lá de novo mas a internet tinha dado problema (quando não é uma coisa é outra). Não queria ir na lan house de jeito nenhum então, vim aqui na casa de minha tia postar pra vocês. Teria vindo antes mas minha tia tinha saído e eu também saí a noite então não deu. Queria postar mais cedo, mas hoje participei do amigo oculto na casa de uma amiga e só agora é que arrumei um tempo pra vir aqui postar. Foi um sufoco, mas eu consegui caramba, aleluuuuuuuia KKKKKKKK'
Voltando ao assunto, eu estou triste porque esse é o fim de uma fanfic e também feliz, porque logo vcs me verão por aqui com mais DUAS FICS DE TVD DELENA!! Estava com umas idéias em minha cabeça já faz muito tempo e bom isso resultou em mais fanfic's para vcs!! Com a ajuda da minha banda favorita Paramore ficou mais fácil de escrever e de ter idéias *-* E pra quem gosta de Twilight, em breve postarei uma fic aqui de shipper Edward - Bella. Mas as fic's de TVD eu postarei antes. Pelo menos uma das duas eu postarei antes. Só quero escrever pelo menos 5 capítulos antes de começar a postá-las aqui. Espero que vocês me acompanhem nessas fanfic's tbm!
Ah, nas notas finais faço os comentários e agradecimentos finais ok?
Boa leitura! =(
Narrador:
A menina olhava para todos os lados daquela densa floresta, tentando captar qualquer tipo de movimento por menor que fosse. Ela estava atenta. Andava com cautela pela floresta, com medo de que sua presença pudesse ser anunciada se ela desse passos barulhentos. Elena podia sentir que estava perto, sua vingança poderia ser concretizada naquele mesmo dia, naquele exato momento.
Viu uma movimentação perto de uma linda árvore vistosa e andou silenciosamente até lá. Era agora. Pensou ela.
Elena saltou graciosamente em cima do corpo, derrubando-o no chão e soltou um grito assustado ao ver que não era Christopher e muito menos um dos outros imortais perigosos e sim... Stefan.
- Nossa, me desculpe! — Elena se levantou rapidamente, sentindo suas bochechas corarem.
- Pensou que eu fosse o que, Elena? Um alce? — Stefan não escondia o quanto era engraçado ver Elena naquela situação.
- Não sou uma vampira. — Revirou os olhos. — Pensei que fosse... outra coisa. — Elena sabia que não podia dizer a ele que estava em uma busca desenfreada pelos imortais perigosos. Os dias se passaram e ela não teve nenhuma notícia do paradeiro deles, era como se eles nem existissem.
Nem assim ela desistia. As únicas que sabiam de sua busca eram Caroline e Bonnie que de vez em quando a ajudavam. Entendiam os motivos da amiga e por isso, a ajudavam e a apoiavam.
- Hum... sei. Damon sabe que está aqui? — O loiro começava a ficar desconfiado.
- Sabe. Bom, agora eu tenho que ir. A gente se vê! — Mentiu e logo depois saiu correndo antes que Stefan fizesse mais perguntas.
Elena narrando:
Eu estava começando a ficar frustrada. Christopher e seu grupo do mal haviam sumido e isso estava me cansando. Eu queria a minha vingança e a teria a qualquer custo, nem que eu tivesse que buscá-los na terra do nunca.
Fazia 1 semana que ninguém tinha notícias dos imortais perigosos e Mystic Falls parecia começar seu período de paz. Os membros do conselho fariam uma festa hoje para comemorar o que eles nomearam como: "As criaturas estranhas de Mystic Falls finalmente sumiram e nos deixaram em uma época de plena paz e serenidade." O que era uma baboseira na minha opinião.
Só nesta cidade existiam mais vampiros do que existia antes deles resolverem comemorar sobre algo idiota desse tipo. Sem contar que a cidade estava repleta de imortais e lobisomens. Inclusive, meu namorado, que é um membro do Conselho. Que irônico, não? Mas Damon é o sinônimo da ironia o que é muito condizente com toda essa situação.
Há alguns dias atrás ele me fez prometer que eu não iria atrás dos imortais perigosos mas o que eu posso fazer? Eles me causaram muito mal e teriam que pagar por tudo o que me fizeram. Ou pelo menos Christopher pagaria.
Cheguei em minha casa tentando não mostrar ao Jeremy o quanto estava decepcionada pelo meu fracasso com minhas buscas quando vi Damon, Caroline, Bonnie e Klaus em minha casa.
- O que fazem aqui? — Perguntei.
- Viemos almoçar com vocês. — Respondeu Caroline animada.
Olhei para Caroline que estava radiante como sempre. Ainda mais quando soube que Klaus a levaria para conhecer o mundo, como havia prometido à alguns meses atrás, quando a mesma nem sabia que se apaixonaria por ele. Eles viajariam semana que vem depois da formatura e a primeira parada que fariam era Paris.
Jeremy e Bonnie também estavam firmes e fortes. O que eu mais gostava do namoro dos dois, é que eles se ajudavam em todas as situações. Stefan estava ficando com uma imortal do bem e estava bem feliz. Aliás, ele deve estar com ela neste exato momento.
Elijah e Lexi foram viajar para o Caribe. Klaus comprou as passagens para eles como um presente de desculpas. Os dois estavam radiantes.
Tudo parecia entrar nos eixos. Meu namoro com o Damon estava perfeito. Nos completávamos e nos amávamos de uma maneira única. Mesmo assim, eu ainda me sentia insegura. Christopher e seu grupo ainda estavam por aí, tramando algo para me machucar e era por isso que eu e Bonnie ficávamos de olho em Jeremy constantemente.
Ela e Caroline também me ajudavam a tentar encontrar o paradeiro deles mas estava cada vez mais difícil.
- Que bom! Vou esquentar a comida. — Sorri.
Damon veio até mim, me abraçando de um jeito carinhoso.
- Oi amor. — Ele sorriu.
- Oi. — Repousei minha cabeça no vão de seu pescoço.
- Hey tem gente com fome aqui! — Disse Jeremy num tom brincalhão.
- Ok, ok seu fominha. — Todos riram com o que eu disse. — Meninas, venham comigo, precisarei de ajuda. — As duas assentiram.
Caroline deu um selinho em Klaus que se sentou ao lado de Damon e Jeremy, iniciando um papo totalmente masculino.
- E aí, alguma pista? — Bonnie sussurrou em meu ouvido.
- Não, nada. — Suspirei frustrada.
- É melhor não falarmos sobre isso aqui. Tem dois vampiros com uma super audição lá na sala. — Alertou Caroline.
- É você está certa. — Falei. — Mas e aí amiga, já fez as malas para sua super viagem? — Perguntei empolgada.
- Sim, mal posso conter minha ansiedade. Na verdade, minhas malas estavam arrumadas desde semana passada. — Demos uma risada espalhafatosa.
- E sua mãe deixou você ir assim? — Bonnie estava impressionada.
- Claro que não. Eu tive que convencê-la mas não usei a compulsão. Aliás, minha mãe toma verbena então, isso não adiantaria. — Respondeu
- Quer dizer que você pensou nessa possibilidade? — Perguntei em tom de brincadeira enquanto arrumava a mesa.
- Não, eu não pensei exatamente em usar isso nela. Mas quando se é uma vampira você tem todas as possibilidades ao seu dispor. — Caroline respondeu e Bonnie riu.
- Estou animada com a festa de hoje. — Bonnie estava com um lindo sorriso no rosto.
- Eu não estou muito animada não mas como praticamente me obrigaram a ir então, não posso fazer nada. — As duas riram.
- É isso aí! — Disseram juntas.
Minhas amigas mudaram muito e foi uma mudança positiva. Bonnie não era mais aquela menina desanimada de antes e Caroline não era mais aquela menina que sofria por Matt. As duas mudaram muito, amadureceram e hoje, podiam dizer que eram completamente felizes.
(...)
Já era noite e a festa rolava solta nas ruas de Mystic Falls. Pude ver muitos rostos conhecidos, pessoas que estudavam na mesma escola que eu, vizinhos... todos adoravam uma festa. Tinha barraquinhas, brinquedos radicais e também aconteceria uma queima de fogos de artifício quando desse meia-noite. Tinha uma música animada tocando ao fundo e umas meninas meio barraqueiras estilo periguete dançando vulgarmente no meio da rua.
Eu segurava o braço de Damon possessivamente quando vi que todas elas encaravam meu namorado na maior cara de pau. Apertei mais ainda o braço dele quando vi que ele se divertia daquela situação.
- Nossa, que homem bonito. — Disse a mais loira de todas.
- Ele é lindo mesmo né? Pena que ele não é pro seu bico. Sou a NAMORADA dele e você, não é ninguém. — Eu estava com muita raiva e a garota nem se abalou com isso.
Damon apenas ria de toda a situação e eu estava vendo a hora que voaria no pescoço dele.
- Eu não sabia que você era namorada dele... — Pude perceber que ela estava debochando de mim.
- Mas agora sabe. — Respondi rudemente.
- É isso aí, pertenço apenas a minha Elena. — Damon resolveu intervir mas percebi que ele ainda ria um pouco. — Agora se nos derem licença, iremos nos encontrar com nossos amigos. — Ele deu uma piscadela que as fizeram suspirar.
Bufei de raiva soltando seu braço no mesmo instante e saindo para longe dali.
Eu andava pelo meio da multidão quando esbarrei com Tyler.
- Desculpe! — Gritei por causa da música que estava alta. Alguém tinha caprichado no volume do rádio.
- Não precisa se desculpar. — Sorriu simpático.
- Como você está? — Puxei assunto.
- Estou bem e você? — Sorri.
- Vou bem também.
- Olha, tenho que ir falar com a minha mãe mas depois conversamos. Caroline está do lado da barraca de algodão-doce. — Tyler era um menino legal. E pensar que eu quase não falava com ele a um tempo atrás...
- Obrigada Tyler, vou até lá. Tchau.
- Tchau. — Graças a Tyler eu não teria que ficar caçando Caroline pela festa inteira.
Estava quase chegando a barraca de algodão doce quando vi um homem perto do palanque onde a senhora Lockwood iria dar seu discurso daqui a pouco.
Era um homem alto e de costas me lembrava...
Christopher
Fui até lá, disposta a desmascará-lo ali mesmo quando senti uma mão em meu ombro. Me virei assustada e dei de cara com Bonnie que segurava uma latinha de coca-cola.
- Hey o que houve? — Bonnie assumiu uma expressão preocupada.
- Na... nada. — Gaguejei
- Tem certeza? Você está pálida. — Ela colocou a mão em meu rosto. — E gelada também.
- Na verdade, preciso ir ao banheiro. Encontro você na barraca de algodão doce. — Saí sem esperar que ela desse uma resposta. O homem misterioso havia sumido e eu iria encontrá-lo a qualquer custo. Tinha quase certeza de que ele era o Christopher.
Eu corria e me espremia entre a multidão, olhando para todos os lados possíveis, tentando encontrá-lo. Eu dava cotoveladas em algumas pessoas que se recusavam em sair da minha frente, mas só assim eu conseguia avançar. Me distanciei um pouco da festa e percebi que estava no meio da ponte onde Caroline se jogou para procurar o antídoto que salvara a vida de Klaus. Na minha frente tinha a floresta onde Christopher armou aquela cilada que me jogou no buraco negro junto de Tyler, transformado em lobisomem.
Olhei para os lados e percebi que tinha andado demais. Dava para ouvir a música da festa tocando e também dava para ouvir a senhora Lockwood testando o microfone e pedindo para tirar a música para que ela pudesse falar, mas ainda sim, onde eu estava era deserto.
Eram quase 00:00 e automaticamente eu me lembrei que faltava pouco para a queima de fogos que teria hoje.
- Que bom que nos reencontramos, Elena. — A voz eriçou os pelos dos meus braços e um vento gélido passou pela minha nuca, agitando os meus cabelos.
- Pena que eu não posso dizer o mesmo. — Cruzei os braços acima do peito, demonstrando confiança. Christopher estava com uma aparência apática e fraca, mas sorria predatóriamente. — Cadê seus seguidores? — Perguntei.
- Morreram. — Respondeu solenemente.
- Morreram como? — Minha garganta ficou seca.
- Ficaram fracos. Tentamos matar William antes de você e seus amiguinhos, mas não conseguimos. Então, o desgraçado jogou um pó ridículo em cima de nós e ficamos fracos mas conseguimos fugir só que com o tempo, isso só piorou. William achou que estávamos bem e que o pó não nos mataria mas conforme os dias iam passando, um de nós morria. — Ele se aproximou um pouco de mim e eu recuei. — Tenho que te agradecer por ter matado aquele desgraçado.
- Não fiz isso por você. — Dei de ombros.
- Eu sei. Eu vou morrer, Elena qualquer um pode perceber que só tenho alguns dias de vida. — Mesmo com essas palavras, Christopher não demonstrava arrependimento ou tristeza.
- Você merece isso, por ter sido tão mau e frívolo. — Lembrei-me de meus pais e de minha tia e do quanto ele se divertiu me fazendo mal.
- Pode até ser que eu mereça, mas não me arrependo de nada do que eu fiz. Sei que está doidinha para se vingar de mim. — Ele deu um sorriso desconjuntado e que me dava calafrios.
- Não posso brigar com um moribundo.
- HAHAHAHA. Eu ainda estou bem vivo e forte, Elena. Estou definhando mas ainda tenho força o bastante para te asfixiar e quebrar seu pescoço ou até mesmo para te jogar contra uma parede. — Ele se aproximou de mim com uma velocidade incrível.
Tentei empurrá-lo, mas ele foi mais rápido e pegou em meu pescoço, apertando-o fortemente. No minuto seguinte, ele me levantou apenas com um braço enquanto meus pés se debatiam em vão. Eu queria golpeá-lo, queria chutá-lo, mas não conseguia respirar e isso me impedia de pensar ou de fazer qualquer outra coisa. Christopher podia até estar morrendo, mas tinha muita força.
Num movimento de sorte, dei uma cotovelada em sua cabeça e isso foi o suficiente para ele afrouxar o aperto em meu pescoço. Me aproveitei desse momento para lhe dar uma joelhada na barriga. Ele me largou, se curvando de dor logo em seguida.
- Você fez da minha vida um inferno! Desde a minha infância, você só me fez sofrer. — Chutei sua barriga mais uma vez e pude ouvi-lo soltar um grito de dor. — Mesmo com as minhas lembranças apagadas, você me fez sofrer seu desgraçado. — Gritei enquanto desferia socos em sua face.
Um filete de sangue escorria de sua boca. Tentei dar outro soco em seu rosto mas ele segurou meu braço e me empurrou com uma força descomunal que me fez cair no chão. Christopher saltou em cima de mim e me deixou imobilizada.
Ele apertou meu pescoço novamente disposto a terminar o que havia começado. Minhas mãos espalmadas estavam em seu peito que estava magro mas a minha força se esvaía na medida em que ele apertava o meu pescoço.
Atrás de sua cabeça, eu podia ver os fogos estourando no céu. Lindos como nunca. Não sei porque mas aqueles fogos estourando no ceú destrancaram uma lembrança em minha mente que parecia perdida.
Flash back on:
Eu andava por um corredor totalmente desprovido de luz, estava aterrorizada. Eu podia estar morta naquele momento. Christopher poderia mesmo ter conseguido me matar!!
Eu queria sair dali mas não sabia onde eu estava, não sabia pra onde ir, não tinha nada que pudesse me guiar. Eu estava totalmente sozinha. Até que eu vi uma luz bem no finalzinho do lugar assustador onde eu me encontrava. Sem pensar duas vezes, fui até ela. Entrei no meio de toda aquela luz e fui jogada para frente, caindo em um lugar totalmente desconhecido. E eu só pensava em estar mesmo morta, até ouvir uma voz muito parecida com a minha, só que um pouco mais fanha e fina:
- Mãeeee, deixa eu ver os fogos por favor!!! — Sobressaltei ao ver uma versão minha pequenina, dentro do quarto dos meus pais.
- Você tem medo querida... você vai ficar chorando. — Ver a minha mãe numa imagem que parecia tão real para mim naquele momento, encheu meu coração de emoção.
- Não vou não, eu prometo! — A versão menor de mim puxou a barra da saia de minha mãe.
- Querido, ela quer ver os fogos de artifício. — Minha mãe virou-se para a porta, pegando a minha mini versão no colo no mesmo instante.
Percebi que nenhum deles podia me ver. Eu era apenas uma espectadora invisível.
- Tem certeza disso querida? — Ouvi a voz do meu pai ecoar no corredor e saí correndo. Eu queria vê-lo para poder registrar aquele momento em minha mente para que ele nunca mais pudesse sair de lá.
Meu pai sorria enquanto entrava no quarto no mesmo instante e meu coração encheu-se de alegria enquanto as lágrimas escorriam pelas minhas bochechas.
- Tenho papai!
- Então vamos. — Disse minha mãe.
Os 3 foram para a varanda de minha antiga casa e começaram a olhar os fogos que pipocavam no céu e no mesmo instante, me permiti olhar para aquele céu tão estrelado e bonito que era preenchido por tantos fogos coloridos. Eu só conseguia sorrir e chorar ao mesmo tempo.
- Mamãe, papai, quando eu for pro céu eu quero virar uma estrela, pra poder ficar bem pertinho dos fogos de artifício. — Minha vozinha fina se misturava com o barulho causado pelos fogos.
- Você será a mais bela de todas as estrelas. — Papai depositou um beijo em minha testa.
- Esse é o dia mais feliz de toda a minha vida. — Minha versão diminuta disse e pude perceber que meus pais choravam emocionados.
- Nós te amamos querida e sempre vamos te amar. Nunca se esqueça disso. Se precisar ser forte, seja. Se precisar lutar, lute. Mas não desista. Nunca. Em hipótese alguma. — Minha mãe tinha um lindo olhar doce que estava banhado pelas lágrimas.
- Tudo bem mamãe, mas não chore. — Naquela época eu não entendia o que estava acontecendo.
- Nunca se esqueça disso minha filhinha. Nunca se esqueça que nós te amamos. — Meus pais sorriram e abraçaram a pequena que eu já fui um dia enquanto os fogos continuavam pipocando no céu o seu show de cores e formas.
- Eu amo vocês. — Sibilei enquanto sentia um vento me rodeando.
Flash back off
Subitamente, voltei para onde eu estava desde o início, sendo asfixiada por Christopher enquanto observava os fogos estourando no céu. A lembrança voltou com força total, junto com o que meus pais me disseram:
- Nós te amamos querida e sempre vamos te amar. Nunca se esqueça disso. Se precisar ser forte, seja. Se precisar lutar, lute. Mas não desista. Nunca. Em hipótese alguma.
E eu estava precisando ser forte, eu precisava lutar.
- (...) Mas não desista (...)
Tentei tirar as mãos frias de Cristopher de cima de mim ao mesmo tempo em que as palavras ecoavam cada vez mais altas dentro da minha mente.
- (...) Nunca (...)
Fiz mais força, sentindo cada vez mais falta de ar. Ele queria me deixar desacordada para quebrar o meu pescoço e assim, me matar tinha certeza disso.
- (...) Em hipótese alguma (...)
Eu não ia desistir, não ia fraquejar, eu ia lutar mesmo que não houvesse mais chances, eu iria lutar até o último segundo.
- Eu não vou desistir. — Murmurei entre dentes enquanto dava uma joelhada em Christopher.
Ele afrouxou um pouquinho o aperto e eu dei uma cabeçada em sua testa. Ele cambaleou para trás e eu percebi que ele estava ficando cada vez mais fraco. Ele não tinha muito tempo.
- Se você tivesse se arrependido, eu poderia lhe deixar viver pelo menos o pouco tempo que ainda lhe resta. — Pela primeira vez, vi Christopher ficar com medo. — Mas você não me deu escolhas e agora, está pagando por todo o mal que fez. Você matou meus pais e minha tia e nem assim você parou. Não há nada de bom dentro de você e eu faço questão de acabar com você agora, neste exato momento porque você não merece viver. Espero que pra onde vá, você possa se arrepender das coisas que fez. Apesar de tudo, eu te perdoo. Não tem como você se arrepender e pedir perdão pois não há nada bom dentro de você. Mas você vai com meu perdão. — Ele já estava quase morto mas senti que ele podia me ouvir. Antecipei a sua morte quebrando seu pescoço.
Eu não me sentia mal, pois eu sabia que tinha que ter feito isso. Ou ele, ou eu e eu não optaria por poupá-lo. Nunca.
Caí sentada no meio da rua, sentindo meu corpo tremer de frio no mesmo instante.
- Elena, graças a Deus, Elena você está bem? — Damon veio correndo ao meu encontro e era seguido pelos outros.
Olhei para o corpo de Christopher no chão e Damon seguiu o meu olhar.
- Está tudo bem? — Perguntou ele.
- Sim. Eu só... quero sair daqui. — Damon prontamente me atendeu e os outros cuidaram do corpo de Christopher enquanto Damon me levava para casa.
Assim que chegamos em casa, contei tudo o que tinha acontecido ao Damon e agora, ele estava irritado comigo por eu não ter esquecido a história dos imortais perigosos como prometi a ele que faria.
- Por favor Damon entenda que eu não poderia esquecer isso tão facilmente. — Ele estava de costas para mim, fitando o vazio.
- Então porque prometeu que o faria? — Ele estava magoado.
- Para que não brigássemos! — Elevei um pouco o tom da minha voz.
- É, mas adivinha, estamos brigando agora. — Respondeu enfurecido.
- Me desculpa! Eu tinha que confrontá-lo, Damon! Eu precisava fazer isso. — Eu me levantei da cama e tentei colocar minha mão em seu ombro mas algo me impediu.
- Você deveria ao menos ter avisado. Você quase morreu! — Gritou.
- Quase. Eu sei me defender sozinha. — Eu começava a ficar impaciente.
- Eu sei que sabe. Só que você me deixa preocupado quando faz esse tipo de coisa. — Agora Damon se mostrava mais calmo.
- Me desculpe. — Falei chorando.
- Tudo bem. Me desculpe pelo jeito que falei com você. — Damon limpou as lágrimas que deslizavam pelas minhas bochechas.
- Está tudo bem. — Sorri
Damon se inclinou em minha direção e sussurrou perto de minha boca a seguinte frase:
- Eu amo você.
Sorri instantâneamente dando um beijo ardente em sua boca em resposta.
Um beijo que claramente dizia:
- Eu também amo você.
(...)
Alguns dias depois...
- Amigas!!! — Caroline soltou um gritinho histérico enquanto desfilava com a sua beca de formatura. — Estou nervosa.
- Você vai se sair bem. — Eu e Bonnie respondemos juntas e demos risada logo em seguida.
Caroline estava nervosa porque ela é a oradora da nossa turma e portanto, tinha preparado um discurso para falar na frente de todos os formandos desse ano, professores, amigos e etc. Logo depois ela viajaria com Klaus para conhecer o mundo e ela estava mais do que empolgada com isso. Estava eufórica.
Já Bonnie e Jeremy estavam com a agenda cheia. Eles iriam fazer uma viagem de intercâmbio nessas férias para o Brasil e mal podiam esperar por isso. Já eu e Damon, ainda não sabíamos o que fazer. Caroline vivia dizendo que éramos um casal muito mal programado o que eu não concordava. Eu e Damon gostávamos de desfrutar de todos os momentos de maneira inesperada o que na maioria das vezes se tornava mais agradável do que se tivéssemos planejado.
Eu me sentia completa e realizada. Tinha sido aceita em várias universidades mas eu iria para Princeton junto com Damon e meus amigos. E não era só por isso que eu estava me sentindo em êxtase. Desde que exterminei todos os problemas que assolavam a minha vida, eu tenho vivido melhor. Aquela lembrança dos meus pais que estava perdida e fora recuperada em um momento em que eu precisava, só me deu a certeza de que meus pais estão comigo, mesmo que não possam estar ao meu lado. Aquela lembrança me deu toda a força que eu precisava para lutar e para vencer e isso me deixava emocionada e alegre.
A cerimônia de formatura já havia começado e estava na hora de Caroline dar o seu discurso. Quando seu nome foi chamado no microfone, todos a aplaudiram e ela foi até lá, levando uma folha de caderno caprichada em sua mão. Ela subiu no palanque e pigarreou, começando a falar:
- Chega de escola estamos livres de toda essa prisão! Uhuul, vamos embora! — Todos começaram a rir na mesma hora. — Brincadeirinha! — Comecei a rir e percebi que até os professores se divertiam com aquela situação. — Quantas coisas vivemos no decorrer desses anos não, é? Passamos por muita coisa para chegarmos até aqui e confesso que não sei se me sinto feliz ou triste pelo fato de saber que nunca mais vou voltar para a escola e que uma etapa maior e mais puxada vai começar daqui a alguns meses. Eu aprendi muito nos anos em que eu estive estudando aqui e não foram só as matérias puxadas e as notas altas que levei que me fizeram aprender não. Aprendi muito com as notas baixas também. Pois foram o estímulo que eu precisava para poder estudar mais e aprender aquela matéria que não entrava na minha cabeça de jeito nenhum. Tudo bem, a minha mãe e suas ameaças também contribuíram pra isso. — Todos riram. — Mas o que eu quero dizer, é que cada coisa que vivemos aqui dentro, por menor que tenha sido, nos prepararam para o agora, para este momento. E que cada um teve uma história diferente aqui dentro, uma trajetória diferente. Cada um viveu uma coisa aqui dentro dessa escola e se essas paredes falassem, teriam muitas histórias legais e interessantes para contarem. A escola sempre vai ser o meu segundo lar mesmo que na maioria das vezes a minha vontade fosse a de matar aula, mesmo assim, foi aqui que aprendi a conviver com pessoas que eu não tinha nenhum pingo de intimidade e aprendi a ser amiga delas. — Caroline olhou para Tyler nessa hora, que deu um sorriso em resposta, compreendendo que era dele que ela falava. — Solidifiquei amizades que pra mim já eram importantes desde a infância. — Seu olhar parou em mim e em Bonnie, que estava ao meu lado. Demos as mãos na mesma hora e uma lágrima traiçoeira deslizou pela minha bochecha. — Fiz novas amizades que me ajudaram quando mais precisei. — Caroline olhou para Tyler novamente e para Damon e Stefan, que também sorriram. — Aqui dentro, vivi feliz, vivi triste, comemorei as notas altas e chorei quando tirei notas baixas. Aprendi com os professores a ser mais íntegra e a respeitar mais o meu próximo... são tantas lições aprendidas e sei que não para por aí. A escola fez a sua parte e agora, está na hora de fazermos a nossa, praticando tudo aquilo que aprendemos em todo o tempo em que estivemos aqui, com a certeza de que se chegamos até aqui, podemos ser pessoas melhores do que quando entramos. Então, vamos comemorar, nossa vida está apenas começando e olha só! ESTAMOS FORMADOS! — Todos aplaudiram, assoviaram e gritaram, inclusive eu.
Caroline ficara emocionada e começou a chorar. Logo depois, a diretora assumiu a palavra e entregou nossos diplomas.
Depois, todos os formandos se abraçaram, chorosos.
- VAMOS TIRAR UMA FOTO JOGANDO NOSSOS CHAPÉIS PARA CIMA! — Gritou Matt.
- UM, DOIS TRÊS E... JÁ! — Gritei enquanto jogávamos nossos chapéis para o céu, alçando vôo rumo a vida.
Caroline deu um abraço apertado em sua mãe e Bonnie fez o mesmo com sua avó. Jeremy me surpreendeu, abraçando-me fortemente.
- Eu amo você minha irmã.
- Também te amo maninho. — Sorrimos
Logo depois, começamos a gritar e rir novamente. Nos sentíamos realizados por tudo o que conquistamos.
(...)
A festa de formatura rolava solta. Todos só queriam saber de aproveitar e divertir e agora, nos despedíamos de Caroline que viajaria com Klaus por alguns lugares do mundo. Não iriam a todos porque queriam aproveitar os lugares que iriam sem pressa e porque Caroline tinha que resolver as pendências da faculdade.
Klaus iria comprar uma casa perto do apartamento onde Caroline ficaria comigo e Bonnie, para que eles pudessem se ver sempre que quisessem e pudessem.
- Tchau amiga, divirta-se. — Eu e Bonnie a abraçamos fortemente e ela sorriu.
- Estou muito feliz. — Ela disse.
- Nós também! — Respondi por mim e Bonnie.
- Tchau amigas lindas, amo vocês!
- Também te amo amiga!
- Sentirei saudades! — Disse Bonnie.
Klaus se despediu de todos nós também antes de partir com sua namorada.
Caroline narrando:
Eu nem acreditava que tudo em minha vida começava a dar certo. Primeiro, fui aceita na mesma universidade que as minhas amigas e depois, eu iria viajar com meu lindo namorado para conhecer lugares que eu nunca imaginei que conheceria.
- Ansiosa Sweet? — Klaus perguntou quando estávamos embarcando.
- Sim, muito! — Sorri.
- Pela primeira vez em muito tempo, eu me sinto feliz de verdade. Obrigado por entrar em minha vida e me fazer um homem melhor. — Disse Klaus, enquanto segurava meu queixo.
Incapacitada de falar, tasquei um beijo em Klaus. Um beijo repleto de felicidade, carinho e amor. Ele retribuiu na mesma intensidade ou até mais do que eu. Podia sentir que ele me amava como eu o amava e que esse amor era verdadeiro.
Nunca pensei que isso pudesse acontecer conosco. Para mim, Klaus era um caso perdido. Quanto mais eu não queria me envolver, mais eu percebia que já estava envolvida. E apaixonada.
Que bom que tudo tinha dado certo e Klaus se tornara um homem melhor.
Sentamos em nossas poltronas no avião com a certeza de que boas surpresas nos aguardavam
Elena narrando:
Eu e Damon dançávamos uma música lenta no meio da pista de dança, assim como Jeremy e Bonnie. Damon dançava com uma graciosidade incrível e que eu nunca teria mesmo com todas as habilidades imortais que eu possuía.
Stefan estava abraçado a sua nova namorada. Os dois estavam muito felizes.
- Quer dar uma volta comigo? — Sussurrou em meu ouvido.
- Pra onde quer me levar?
- Um lugar secreto. — Ele me puxou pela mão e eu não protestei.
Chegamos em um lugar alto e lindo. Dali, dava para ver toda a cidade e mais um pouco. O céu estrelado e a lua que estava acima de nossas cabeças me fazia querer contemplar cada vez mais daquela beleza magnífica.
- Que lugar é esse? — Perguntei abobalhada pela beleza do lugar.
- Um lugar que poucas pessoas conhecem. Eu o chamo de "Meu lugar de paz" — Ele riu.
- Agora é o nosso lugar de paz.
- E quem disse isso? — Perguntou ele em tom brincalhão.
- Eu! Se nos casarmos, tudo que for seu, será meu. — Segurei em sua mão.
- Que negócio é esse de "se?" Nós vamos nos casar. — Meu coração acelerou com o que ele disse.
- Já disse que eu amo você? — Soltei uma risadinha.
- Hum... não sei... se você disser de novo pode até refrescar a minha memória. — Damon se fez de desentendido.
- Idiota! — Ele riu. — Eu amo você. — Olhei dentro de seus lindos olhos azuis.
- Também amo você. Como nunca amei ninguém antes. — Damon pegou em meu rosto e só esse toque teve o poder de me deixar eletrizada. Nos aproximamos um do outro até que nada mais ficasse entre nós, apenas nossos corpos colados.
Ele colou sua testa na minha, como se quisesse enfatizar o quanto ele me amava. Damon me olhava com ternura. Era um olhar tão lindo, tão calmo e sereno ao mesmo tempo, que segurei seu rosto com minhas duas mãos e o beijei.
Damon me apertava cada vez mais contra si conforme o beijo ia ficando mais urgente. Eu me sentia eletrizada e quente ao mesmo tempo mas essa era uma sensação que Damon causava em mim. Mais ninguém tinha esse efeito sobre mim, apenas ele.
Meu coração estava acelerado e nossas respirações, pareciam exercer o mesmo ritmo uma sobre a outra. E com uma estranha felicidade eu percebi que mesmo que apareçam mais problemas para resolver ou outros vilões furiosos para deter, que posso enfrentar tudo com toda a determinação e força que emanam de dentro de mim porque eu tenho Damon e de onde quer que eles estejam, eu também tenho meus pais e meus amigos, e meu irmão mais novo, que tenho certeza de que estarão prontos para me ajudar no que eu precisar.
Esse não era o fim. Era apenas o começo. O começo de uma nova história. O começo de uma nova vida. O começo de um novo caminho.
Notas finais
Ainda tem o epílogo mas mesmo assim... Stuck on you chegou ao fim!
Elena foi uma diva nesse capítulo! Lembrou-se de seus pais e conseguiu forças para matar Christopher que nem morrendo deixa de ser um desgraçado KKKK'
E o discurso da Carol? Awwn me lembrei da minha formatura ano passado =(( E a cena Delena? Awn aqueles dois são muuito fofos *-*
Eu quero agradecer a todas as meninas que estiveram comigo e não deixaram de acompanhar essa fic aqui até o fim. Teve momentos em que eu tive vontade de deletá-la, tive momentos de bloqueio e mesmo assim, vocês estiveram comigo.
Peço desculpas também a todas que deixaram de acompanhar pois isso quer dizer que não atendi as expectativas de muitos por aqui que comentavam e hoje não comentam mais.
Mas acima de tudo, agradeço a você, que está lendo isso e que estava sempre me dando forças comentando, pois responder os reviews de vocês me alegra DEMAIS *-* Me faz sorrir sozinha pro pc ler comentários de vocês ou então recomendações, sério.
Desde que comecei a assistir TVD, a minha vontade era de fazer uma fic totalmente DELENA e quando consegui realizar essa vontade minha, fiquei muito feliz por ver que graças a vocês, consegui chegar até aqui. Sem vocês eu não teria conseguido.
OBRIGADA MINHAS LINDAS OBRIGADA MESMO!!!!!
Ainda não acabou, pois tem o epílogo com PDV de Elena, Caroline e Bonnie! Ah, e o Elijah, a Lexi e os outros imortais (os do bem, claro KKK) aparecerão no epílogo e Stefan também aparecerá mais.
Tentarei não demorar com o epílogo ok? O epílogo tem que ser postado na velocidade da luz HSAUHSUAHSUA Tentarei fazer cenas mais ou menos hot's não me sinto bem escrevendo essas coisas, mas vou tentar pelo menos fazer algo um pouco digamos, decente tbm por causa da classificação da fanfic HSAUHSUA
E bom espero que vcs me acompanhem nas outras fic's de TVD que vou postar aqui e na de Twilight se alguém gostar tbm!
Nos vemos no epílogo meninas, obrigada por tudo! *-*
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