Stuck On You

14 Capítulo 13 - Baile Sangrento


Notas iniciais
AAAAAAAAAAAH Meninas primeiramente queria agradecer a Isaa Salvatore pela linda recomendação. OBRIGADA MESMO minha linda fiquei muito feliz quando vi, fiquei sorrindo que nem boba aqui. Quero agradecer a todas que tem mandado reviews.
Sobre o capítulo, bom, ele está bem grande, surpresas, lágrimas e decepções irão rolar hoje.
Boa leitura!

– Ei, pequena, é hora de acordar. — A voz tão calma e rouca que sussurrava em meu ouvido me fez sorrir.

Abri os olhos lentamente temendo que tudo não passasse de um sonho.

A declaração de amor que Damon me fez nesta noite, ele sendo cavaleiro ao ponto de ficar comigo em meu quarto durante toda a noite...

Eu sinceramente estava custando a acreditar que tudo aquilo era real.

A única coisa que abalava meu coração, era saber que hoje era o segundo dia do prazo estipulado pelo Klaus, para que eu me decidisse entre ir com ele ou ficar e aguentar as consequências. Só de pensar nisso, meu estômago começava a se revirar de medo.

– Bom dia, Damon. — Me inclinei em sua direção, admirando rapidamente a beleza estonteante daquele homem que me tirava o fôlego. Logo, ele me puxou para si, depositando um selinho demorado em minha boca.

– Bom dia meu amor. — Ele deu um sorriso irresistível e eu sorri junto com ele, levantando-me relutante da cama para encarar mais um dia de aula.

Desci as escadas, vendo que minha casa estava vazia e vi um envelope bem grande e um pouco brilhoso debaixo da porta. Peguei-o rapidamente, vendo o que tinha ali.Na parte da frente, estava escrito assim:

" Para Elena Gilbert "

Abri o envelope totalmente curiosa, vendo que era um convite para o Baile do Vermelho na casa de ninguém mais ninguém menos do que Klaus.

Isso não me surpreendeu, Elijah tinha comentado sobre esse baile comigo ontem a noite.

O que me preocupava mesmo, era o que ele estava tramando. O baile seria hoje a noite e eu teria que arranjar um vestido vermelho de gala.

Ou seja, todas as pessoas teriam que estar de vermelho.

Eu só não entendia o porque disso.

Ding-dong

Ouvi a campainha tocar e como eu estava perto da porta, nem demorei para abrir.

Do lado de fora, estava uma morena e uma loira afobadas.

Dei espaço para que elas pudessem passar enquanto balançavam o convite em suas mãos.

– Você também recebeu esse convite? — Perguntou Bonnie.

– Recebi sim, porque? — Estendi o convite na direção das duas.

– Porque todas nós recebemos e quando eu digo todas nós, não se trata só de nós, mas também de uma grande parte da população de Mystic Falls. Não que aqui seja uma cidade bem povoada e grande mas o que é muito, levando em conta de que a maioria se trata de humanos. — Tagarelou Caroline. E quando ela viu que eu não me manifestaria, ela continuou:

– Isso é muito preocupante. Estamos falando do Klaus. O vampiro forte e insensível, que faz maldades com qualquer pessoa. Seja lá o que ele está tramando com esse "Baile do Vermelho" não é coisa boa, levando em conta de que seus irmãos originais e maus com exceção do Elijah, estão reunidos novamente. — Olhei para Caroline e vi que ela sempre mencionava o Klaus com um tom de voz irreconhecível para mim.

– Sem contar com a quantidade de vampiros e híbridos que chegou a cidade. — Completou Bonnie.

– Eu senti que tinham mais criaturas na cidade do que o habitual. — Disse Bonnie mais uma vez quando olhei para ela com um olhar questionador.

– E o que faremos? — Perguntei, torcendo para que as duas tivessem algum tipo de idéia.

– Temos que ir a essa festa. — Caroline disse sem rodeios.

– Ir a festa? E se arriscar dessa forma? — Eu achava aquela idéia louca mas que ao mesmo tempo fazia sentido.

– Elas estão certas, Elena. — A voz masculina soou atrás de mim e eu me virei para ver um Damon fechando os botões de sua camisa preta.

As meninas me lançaram um olhar questionador que dizia: "Depois quero que me conte tudo" e eu assenti discretamente.

– O que Klaus está tramando não envolve diretamente a nós, mas pode colocar em risco a maior parte da população de Mystic Falls. Stefan me telefonou, falando sobre os convites e quando desliguei o celular ouvi vozes e logo soube que estavam falando do mesmo assunto que Stefan e eu. — Explicou Damon.

– Então, nós iremos para proteger as pessoas. — Falei, sentindo-me uma heroína.

– Sim, nós iremos. Klaus não vai nos derrotar. — Caroline deu um sorriso confiante e Bonnie a acompanhou, sorrindo triunfante e por um minuto, eu quis sentir a coragem que elas estavam sentindo.

A única coisa que senti, foi uma sensação gélida que me consumia aos poucos, dizendo-me que esse baile teria consequências catastróficas.

(...)

Depois de um entediante dia de aula, Caroline praticamente me arrastou juntamente com Bonnie para o shopping.

Me despedi de Damon relutante e logo depois, senti a mão fina de Caroline em meu pulso, praticamente me puxando para que fôssemos logo para uma loja escolher uma roupa de gala decente.

– Eu sei que em nossa cidade quase não tem lojas decentes mas eu achei uma perfeita e vocês vão adorar! — Ela saltitou enquanto nos guiava para uma loja enorme que continha todos os tipos de roupas de gala possíveis.

– Será que precisa de tanto? É apenas uma festa idiota... — Bonnie disse, encolhendo os ombros quando a loira lançou-lhe um olhar ferino.

– Não é apenas uma festa idiota. O dono da festa que é idiota, mas isso não significa que temos que ir como idiotas, não é? — Bonnie assentiu um pouco resignada, enquanto olhava uns vestidos que eram lindos, mas não tinha a cor que era requisitada: Vermelho.

Os rapazes teriam que ir de terno preto, mas na roupa teria que ter algo que fosse vermelho o que eu achei muito idiota.

Depois de muito escolher, achamos os vestidos ideais para a festa.

O vestido que agradara Caroline continha uma única alça grossa, e tinha bojo, o que deixava seus seios bem valorizados. Ele era longo e rodado.

O de Bonnie era um tomara-que-caia bem justo, o que acentuava bem as suas curvas.

Já o meu, também tinha apenas uma alça, só que diferente do de Caroline, a alça do meu vestido era mais fina, com detalhes brilhosos em vermelho e prata.

Na parte do meio do meu vestido, na lateral, tinha detalhes iguais aos da alça e meu vestido era mais rodado que o de Caroline, com pregas que começavam quase no meio de minhas coxas e ia até a barra, o que o deixava com um charme a mais.

Depois que fizemos as compras, fomos lanchar no Mystic Grill mal nos sentamos e Caroline já começava o seu interrogatório:

– O que tá rolando entre você e o Damon?

– Bom... Nem eu mesma sei... É a segunda vez que a gente se beija.

– SEGUNDA VEZ? — Caroline deu um berro e antes que eu pudesse me esconder, todas as pessoas já olhavam para nós.

– Fala baixo Caroline! — Ralhei e a loira abaixou o tom de voz.

- Vocês se beijaram duas vezes e nem nos contou! — Ela ainda estava nervosa.

– Eu não tive tempo! E bom... depois de ontem, nos beijamos muito mais do que apenas duas vezes. Mas não aconteceu nada a mais entre nós, só para vocês saberem. — Corei furiosamente ao falar sobre isso com minhas amigas.

– Mas como foi? O que ele disse? — Bonnie se aproximou mais de mim, interessada nos detalhes.

– Na primeira vez que nos beijamos ele me ignorou totalmente depois do acontecido por isso estávamos agindo como dois estranhos um com o outro. E na segunda vez, ele se declarou pra mim antes de nos beijarmos. — Dei um sorriso, lembrando-me da cena linda que vivenciei ontem.

– Que lindo isso amiga! — Caroline suspirou alto demais, o que me fez pensar que ela estava apaixonada, só que não sabia se era ainda pelo Matt ou outro alguém que andava ocupando seus pensamentos.

– Então vocês estão mesmo juntos... — Ponderou Bonnie sorrindo.

– Ele não me pediu em namoro oficialmente mas a declaração da noite passada significa tudo. — Falei e só agora tinha me dado conta do quanto eu e minhas amigas não conversávamos direito. Eram tantas coisas acontecendo ultimamente, que nem tínhamos tempo para pensar em sentar e contar as "boas novas".

– E vocês meninas? Como anda o coração de vocês? — Perguntei e as duas encolheram os ombros.

– Eu continuo apaixonada pelo seu irmão, mas ele nem mostra interesse por mim. — Bonnie suspirou, olhando para o chão com um ar de melancolia.

– E eu esqueci o Matt mas... Esquece. — Caroline fixou seu olhar para suas mãos pálidas, não conseguindo formular uma frase.

– Mas... — Incentivei-a a continuar a frase.

– Mas nada, não tenho mais problemas com a minha vida amorosa, estou completamente bem! — Ela deu um sorriso forçado que não chegou aos seus olhos.Tinha algo incomodando minha amiga profundamente e isso, me deixava totalmente em estado de alerta.

Era algo com que talvez eu tivesse que me preocupar.

(...)

Eram exatamente 19:00 da noite e eu já estava arrumada. A festa já devia estar começando, mas eu não sei se queria chegar cedo.

Damon alegou que se quiséssemos checar o lugar, observar os convidados e quem chegava e saía, teríamos que chegar bem cedo, para estarmos mais ou menos preparados e cientes do que deveríamos enfrentar.

E proteger.

O vestido vermelho caíra bem em mim e meus cabelos estavam levemente ondulados naquela noite. Minha tia Jenna e Jeremy estavam sabe se lá aonde.

Certifiquei-me de esconder o convite da festa e verifiquei se eles tinham recebido alguma coisa mas não vi nada e fiquei tranquila. Não queria que eles se envolvessem nesse Baile do Klaus.

Por mais que eu tenha achado estranho não ter visto nenhum convite direcionado a eles, me senti aliviada. Talvez ele tivesse esquecido, já que convidou quase toda a cidade para esse baile.

– Uau, como você está linda! — Damon estava recostado na porta de meu quarto, exalando elegância e sensualidade.

Ele era o contraste do elegante e despojado.Seus cabelos brilhosos estavam levemente bagunçados e seu terno o deixava elegante. A gravata desamarrada o deixava sensual.

– Você também está lindo. — Sorri e ele chegou perto de mim andando lentamente, o olhar fixo no meu e um sorriso torto e amável.

Ele cheirou meu pescoço, e só esse gesto, fez com que eu me arrepiasse por inteira.

– Você está cheirosa também. — Ele levantou o rosto até ficar na altura do meu, me dando um beijo caloroso e ardente.

Suas mãos alisavam minhas costas e deixavam um rastro de fogo por onde passavam. Minhas mãos como sempre, foram para seus cabelos negros, bagunçando-os ainda mais.

Damon parou um beijo com um selinho, retirando do bolso de seu paletó uma caixinha azulada, onde tinha uma aliança.

– Eu estava em casa pensando e... bom, eu ainda não te pedi em namoro então, acho que essa é uma boa hora para te pedir, não acha? — Ele sorriu, os olhos fixos nos meus, enquanto retirava a aliança prateada da caixinha.

– Elena, você quer namorar comigo?

– Mas é claro que eu quero, Damon! — Ele colocou a aliança em meu dedo e só agora eu tinha percebido que ele usava uma aliança igual a minha.

E antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, ele disse:

– Eu amo você. — Suas palavras eram tão carregadas de amor e carinho que era impossível que todos esses sentimentos não me embriagassem de uma vez.

– Eu também amo você. — Eu sorri, beijando sua testa e sua boca mais uma vez.

(...)

Cheguei a festa de braços dados com o Damon. A festa já estava lotada. Pude ver várias pessoas conhecidas, a maior parte frequentava o Mystic Grill e a escola onde eu estudava. Os rostos desconhecidos que eu pude avistar, eram tão pálidos que fizeram com que eu gelasse juntamente com eles.

Eu sentia que eles estavam ali por algum motivo maior, mal e perverso.

Até agora não tinha visto Klaus e seus irmãos originais.

– Oi Elena! — Bonnie chegou saudando-me com a voz aflita. Talvez ela estivesse sentindo o mesmo que eu.

– Caroline não chegou com você?

– Não, nem sinal dela...

– Porque ela está demorando tanto? — Perguntou Bonnie olhando em volta.

– Deve estar se arrumando ainda, você sabe como ela é... — Falei tentando tirar toda a tensão que insistia em se alastrar.

– Oi gente! — Stefan também estava apreensivo, olhava para todos os lados possíveis do enorme salão.

– Oi! — Respondemos todos em coro.

– Ora, ora, ora... Meus ilustres convidados apareceram... — Klaus surgiu em nossa frente tão rápido, que mal pude distinguir de qual lado ele veio.

Damon deu um sorriso debochado em sua direção e Stefan, um olhar compenetrado. Bonnie mordia os lábios com força e eu, permanecia neutra, tentando acalmar todos os meus instintos, que diziam para sair correndo dali enquanto eu ainda tinha chance.

– Olá, Klaus. — Stefan deu um aceno de cabeça.

– Queria lhes apresentar meus irmãos. Este é Kol, Finn, Rebekah... E o Elijah vocês já conhecem.

– Olá, Elena. — Rebekah olhou-me desafiadora.

– Olá Rebekah. — Tentei parecer amigável mas isso não a convenceu.

– Nos vemos por aí. — Cantarolou Klaus enquanto saía de nosso campo de visão e seus irmãos iam para direções opostas.

– Será que o Elijah virá? — Perguntou Damon.

– Não sei, acho que ele não seria burro de vir e trazer os imortais com ele... Se ele vier, virá sozinho. — Falei convicta.

Caroline narrando:

A noite estava linda demais, poderia admirá-la e agraciá-la até que amanhecesse e ela fosse embora mas, como eu tinha um compromisso para ir... Não poderia fazer isso levando em conta de que eu já estava atrasada.

A entrada da mansão onde ocorria a festa era linda e enorme, tinha um gramado perfeito e bem cuidado e plantas lindas e exóticas.

Tinha também alguns cavalos na parte lateral o que me fez sorrir. Eu amava cavalos.

Fui me aproximando deles, acariciando um dos cavalos, um branco, tão bonito e bem tratado, que eu duvidada de que ele pertencesse aquele monstro que atendia pelo nome de Klaus.

Eu estava tão perdida em meus próprios pensamentos, que nem senti a presença de mais alguém ao meu lado.

– Não sabia que gostava de cavalos. — Não precisei olhar para ele. Sua voz já havia se empregnado em minha mente.

– Há muitas coisas sobre mim que você não sabe. — Respondi-lhe apenas sem coragem de fitá-lo.

– Ao menos sabe cavalgar? — Voltei meus olhos para ele. Klaus estava bem elegante nessa noite. Não que eu me importasse com isso.

– Não, eu sempre gostei demais de cavalos mas nunca tive a oportunidade de aprender. — Dei de ombros, voltando a fitar os dois cavalos.

– Se quiser posso lhe ensinar. — Ele deu um sorriso, parando ao meu lado.

– Não, obrigada.

– E porque não?

– Porque eu não quero andar com você. Aliás, amanhã você já deve estar de partida. — Tentei não me incomodar e não lhe mostrar o quanto fiquei tentada com o convite. Aprender a cavalgar seria demais mas eu preferia encontrar outra pessoa que estivesse disposta a me ensinar que não fosse o Klaus.

– É, isso é verdade. Mas o convite ainda está de pé. Partirei apenas de noite. A Lua iria gostar muito que você cavalgasse nela. — Ele tombou a cabeça para o lado, olhando-me admirado.

– O nome dela é Lua? — Perguntei, quase sorrindo. O nome combinava bastante com ela.

– É sim, um nome bonito não é? — Assenti, lhe fazendo outra pergunta:

– Ela é sua?

– Claro. Ela, e o Trovão aqui. Os dois são meus. Eu também gosto de cavalos. — Ele apontou para o cavalo preto que estava ao lado da Lua.

Esbocei um sorriso. Quem diria que Klaus pudesse gostar de cavalos! Eu pensava que ele não tinha apreço por nada nessa vida.

– Já lhe disse que você está linda? — Ele chegou mais perto de mim o que fez com que eu me afastasse automaticamente.

– Não e nem precisa me dizer. — Tentei não me deixar levar pelo seu olhar e sorriso igualmente lindos e por todo o seu papo sobre gostar de cavalos. Uma esperança tinha acendido em mim com toda essa conversa mas eu temia me decepcionar. Talvez o Klaus precisasse ser salvo, só que eu não queria ser a sua salvadora e acabar me envolvendo em um jogo perigoso que era lidar com ele.

– E porque não?

– Porque não quero seus galanteios. — Me afastei mais um pouco mas ele não se abalou.

– Então me conceda uma única dança e eu te deixo em paz. — Suspirei, resignada, temendo que se eu dissesse não ele iniciasse uma verdadeira carnificina.

– Tudo bem. Uma única dança.

Fomos para o ernome salão principal onde tocava uma melodia harmoniosa e ao mesmo tempo empolgante. Pude sentir os olhares incrédulos de Elena, Bonnie e todos os outros quando Klaus segurou firme em minha mão e me conduziu a pista de dança.

Nos viramos de frente e iniciamos uma dança calma e lenta. Nossos rostos se aproximaram um pouco, mas eu mantive o máximo de distância que eu podia.

– Sabe, um dia, se você quiser, eu voltarei e te levarei em uma viagem para o lugar que você quiser. Eu conheço o mundo todo, Caroline e posso apresentar tudo para você. — Por um momento, eu quis que ele me levasse, eu queria conhecer o mundo, viajar, fazer compras por vários lugares diferentes mas logo tratei de apagar esses devaneios da minha mente.

– Mas eu não quero. Você faz maldades e eu não quero participar disso.

– E se eu te deixasse de fora das maldades? — Ele levantou uma das sombrancelhas, me conduzindo graciosamente pela pista de dança.

– Não adiantaria nada. Eu não iria gostar nada disso. De qualquer jeito, eu estaria compactuando com isso mesmo que fosse indiretamente. — Falei, enquanto Klaus me rodava, fazendo meu vestido esvoaçar junto com o vento.

– Um dia conheceremos o mundo juntos, tenho certeza disso. Leve o tempo que for, eu sei esperar. — Ele sussurrou em meu ouvido, me fazendo ficar arrepiada. Meu coração deu um salto com essa frase, mas tentei me fazer de indiferente.

O fato era que Klaus mexia muito comigo. Por mais que eu tentasse me afastar dele, algo sempre me levava de volta para ele e isso estava me deixando louca.

Eu tenho que esquecê-lo imediatamente.

Elena narrando:

Ver Caroline e Klaus dançando juntos me fez perceber o quanto eles combinavam, mesmo que Klaus fosse mal e totalmente insensível.

Se ele fosse uma pessoa diferente do que ele é, seria perfeito vê-los juntos.

Mas isso está totalmente longe de acontecer. Klaus é o que é, seria quase impossível mudá-lo por completo.

Logo, os dois se afastaram.

Caroline veio em minha direção, seu olhar demonstrava o quanto ela estava oscilando entre balançada e apreensiva.

O que seria bom se não estivéssemos falando sobre o Klaus.

Ela nos cumprimentou, mas ninguém fez questão de mencionar o que ela fazia com Klaus na pista de dança.Talvez ela pudesse mudá-lo só tínhamos que ter esperança.

A música que estava tocando parou do nada e Klaus apareceu ao pé da escada.

– Bom, queridos, quero que sejam bem-vindos a minha humilde mansão. Queria que vocês ficassem mais contentes ainda com a festa que está acontecendo então, tenho uma surpresa realmente agradável para vocÊs. Dirijam-se ao salão principal.

– Isso não é boa coisa... — Damon sussurrou e meu coração quase saiu pela boca quando eu vi Jenna, Alaric e Jeremy indo com os outros.

Mas... como?

Eu tinha certeza de que eles não tinham recebido nenhum convite.

Saí correndo na direção deles, bloqueando a passagem dos três.

– Oi Elena. Estávamos te procurando — Disse Jenna sorrindo.

– Vocês tem que ir embora agora! — Falei, afobada demais para formular uma frase melhor.

– Mas porque? Estamos todos curiosos para saber qual é a surpresa. — Respondeu Alaric, tentando me tirar da frente deles.

– Mas e se não for uma surpresa agradável?

– Mas é claro que é! Deixe de dizer bobagens! — Jeremy me empurrou pelos ombros, fazendo com que eu saísse da frente deles. Eles entraram no salão principal e eu entrei juntamente com meus amigos.

As luzes se apagaram e pude ouvir a voz da Rebekah:

– Que comece a verdadeira festa.

Ouvi gritos agonizantes das pessoas ao meu redor. A quantidade enorme de híbridos e vampiros ali no salão começou a atacar os humanos que tinham adentrado o salão. Sangue era derramado, gritos eram ouvidos.

Consegui lutar contra alguns enquanto meus amigos faziam o mesmo.

Bonnie usava a magia a seu favor.

Procurei por Jenna, Ric e Jeremy mas não os achei na multidão. Eu estava desesperada, eu estava perdida.

Eu não podia perder o que restou de minha família, não podia!

Caroline narrando:

O horror tomou conta de mim quando os ataques começaram. Fui correndo na direção de Klaus, que ria, olhando o desespero dos convidados que eram estraçalhados pelos vampiros.

– PARE COM ISSO AGORA KLAUS! — Gritei assim que o alcancei. Totalmente decepcionada pelo que eu estava vendo.

Quando ele olhou para mim, ficou totalmente sério e em silêncio.E só depois fui perceber que eu estava chorando.

– PARE COM ISSO KLAUS! Olhe quantas pessoas inocentes ali embaixo, olhe! Porque fazer isso? É divertido para você? Mas para eles não! E é por esses e outros motivos que não aceito nada que venha de você. É repugnante e totalmente insensível. — Lancei-lhe um olhar desaprovador, observando meus amigos lutando para salvar a vida de todos mas era quase impossível por eles serem minoria e eu sabia que tinha que estar lá também mas não adiantaria nada.

Eu sabia que se eu pelo menos pedisse que Klaus parasse, o caos diminuiria e uma grande quantidade de pessoas sairia viva dessa situação.

– E porque eu pararia? É divertido para mim... — E eu desabei em lágrimas. Desabei na frente dele. Eu sabia que tinha que voltar para ajudar meus amigos mas eu estava desesperada demais para fazer qualquer tipo de coisa, descontrolada demais para agir de forma coerente.

E então, quando eu menos esperei, Klaus mandou que todos parassem. Os vampiros obedeceram sob protestos mais obedeceram.

Levantei-me ainda chorando e nem dei chance para que ele pudesse falar algo. Virei as costas e fui ajudar meus amigos a cuidarem dos feridos.

Elena narrando:

Jeremy, Jenna e Ric, não tinham sofrido ferimentos graves. Os vampiros cuidaram de limpar a mente dos sobreviventes que por incrível que pareça, foram muitos, o que nos fez respirar aliviados.

Caroline estava arrasada.

Desde que cuidamos de tudo, ela não apareceu mais. Eu queria que ela desabafasse comigo e com a Bonnie mas eu sabia que ela ainda não estava preparada para isso.

Na varanda da minha casa, Damon enlaçou a minha cintura, me puxando para perto de seu peito.

– Desculpe-me por aquelas cenas horrorosas que você teve que presenciar.

– Não foi culpa sua, Damon e sim do Klaus.

– Tudo bem, não vamos falar disso agora. Quero apenas ouvir e sentir as batidas do seu coração. — Meu coração acelerou com o que Damon dissera, meus olhos brilharam e eu sorri. Damon abraçou-me, posicionando seu ouvido onde pudesse ouvir meu coração e logo, sorriu.

Ele levantou a cabeça e me olhou profundamente antes de beijar-me sob a luz do luar.

Caroline narrando:

Eu não sei porque, mas aquelas cenas foram traumatizantes para mim. Os gritos daquelas pessoas não saíam da minha cabeça e o olhar daqueles vampiros me davam calafrios.

Isso só me dava mais vontade de chorar.

– Caroline... — A voz que ecoou atrás de mim me fez bufar.

– O que você quer? Estragou a vida de muitas pessoas essa noite você sabia? Já parou para pensar que a maioria das pessoas nessa festa são boas e honestas? Já parou para pensar que a maioria tem uma família em casa, esperando que eles voltem? Amigos e também sonhos e metas para alcançarem? Não é você mesmo que honra a família ou as fontes que eu descobri isso estão erradas? Provavelmente estão erradas, ninguém com um coração tão frio quanto gelo e tão duro quanto pedra se importa com a própria família. — Levantei-me furiosa enquanto o olhar de Klaus era de desolação, o que era estranho.

– Caroline eu...

– Me deixa em paz tá legal? Eu hoje realmente pensei que você pudesse lá no fundo, ter humanidade mas eu vi que se você algum dia já teve alguma, ela desapareceu. Por favor... vá embora, você realmente me decepcionou hoje.

– Mas é sempre assim, as pessoas se decepcionam comigo Caroline. Eu sou assim, ninguém pode me mudar. Eu não quero sentir, tudo é aumentado, você sabe muito bem disso, é uma vampira. — Ele tentou dar um sorriso, mas não foi bem sucedido.

– É mas eu prefiro sentir do que não me importar e sair matando qualquer um, ameaçando imortais e pessoas inocentes. Eu espero mesmo que algum dia você mude, Klaus. — Olhei dentro de seus olhos, desejando que isso acontecesse.

Eu sei que ele iria embora amanhã e a Elena teria que fazer a sua escolha ou seja, talvez eu nunca mais fosse vê-lo e por mais que isso sufocasse meu peito, seria melhor que ele fosse embora e levasse com ele todo aquele magnetismo viciante e infinito que sempre me leva pra perto dele.

Eu desejava de todo o meu coração que um dia ele pudesse mudar mas todas as esperanças que tinham se acendido como uma vela, apagaram-se rapidamente com um vendaval deixando para tras apenas a fumaça, deixando apenas aquela prova de que toda a minha esperança havia existido.

Dei as costas para o Klaus, desaparecendo na escuridão da noite, sentindo o aperto sufocante em meu peito cada vez mais forte, mais obriguei-me a continuar caminhando sem olhar para tras.

Hoje eu tinha comprovado que Klaus não tinha salvação.

Nunca teria.

Ele era um caso perdido


Notas finais
Olha aí meninaaas esse capítulo foi um pouco triste, mas isso foi necessário, pois isso vai começar a mexer profundamente com o Klaus. Damon e Elena estão num love só tão lindos ne?
Bom os próximos capítulos vou tentar mostrar os outros imortais, e fazer com que Bonnie tenha uma participação maior.
Muito obrigada meninas pelas reviews e pela linda recomendação da Isaa Salvatore. Vocês são demais!
Boooooooa noite e comentem esse capítulo!
Beijos