Stuck On You

11 Capítulo 10 - Despedaçada


Notas iniciais
Oláaa meninas, espero que curtam bastante esse capítulo e não me matem pelo final por favor.
Não deixem de ler as notas finais.
Boa leitura.

Caroline narrando:

Minha cabeça parecia estar em outro lugar, tudo em minha mente rodava, deixando tudo mais confuso para mim.

A escuridão era profunda, era como se eu estivesse escorregando em um precipício totalmente escuro e sem volta.

Eu estava sendo tragada para algum lugar que eu não sabia direito qual era.

Minha confusão se fez presente no mesmo momento, pois a única coisa em que eu me lembrava era de ter sido atacada assim que cheguei em casa surpreendentemente supresa de ter sobrevivido ao meu colega que não vai com a minha cara que na verdade é um lobisomen.

O mais estranho disso tudo, é que eu estava começando a desconfiar de que eu era mais azarada do que eu podia constatar, pois se eu sobrevivi de um ataque e logo depois fui atacada por um vampiro, quer dizer que as coisas não estão sendo bem resolvidas pro meu lado.

A pergunta que ecoava em minha mente era: Eu estava morta?

Se a morte é um precipício escuro e totalmente profundo, sim eu estava morta.

A escuridão me tragava e eu só me via caindo, despencando cada vez mais.

O final do precipício estava próximo, eu podia sentir, a gravidade me puxando para baixo enquanto eu tentava me desvencilhar.

Fui puxada com mais força, até cair num roda-moinho e dar um salto para a realidade.

Abri meus olhos confusa e ofegante, como se eu estivesse embaixo d'água por muito tempo e sem fôlego.

Vasculhei o local onde eu me encontrava até perceber que era a minha própria casa, e que a minha mãe não havia chegado ainda, por isso não me viu no estado lastimável que me encontrava.

Me sentei rapidamente, sentindo minha cabeça doer e um frio atingir-me até o fundo de minha alma.

Eu estava estranha e faminta.

Olhei para o lado e vi um papel dobrado desajeitadamente.

Peguei esse papel, curiosa ao extremo para ver o que estava escrito:

" Você é uma menina tão linda que eu tive pena de matar você. Por isso, lhe transformei em uma vampira. Espero que não se importe.

Você precisa alertar a sua mãe a não convidar qualquer um para dentro de sua casa, querida.

E a propósito: Você tem que beber sangue humano para completar a transição. Caso contrário, você morre.

Em breve nos veremos novamente.

Boa sorte. "

Subitamente, minhas mãos ficaram trêmulas e eu comecei a chorar. Quando eu disse que não queria ser uma humana inútil, eu não estava falando sério.

Estava apenas com uma pontada de inveja das minhas amigas.

Mas ao contrário delas, eu não nasci nesse meio sobrenatural. Tampouco sabia sobre vampiros até ontem!

E agora, veja o que eu me tornei! Ou o que eu estou prestes a me tornar.

Eu não quero morrer e não quero ser uma vampira.

Mas eu simplismente não posso ignorar essa queimação em minha garganta, não posso!

Eu precisava do apoio das minhas amigas nesse momento. Eu sabia que não poderia contar com a minha mãe, que poderia chegar em casa a qualquer momento.

Eu podia machuca-la e eu não me perdoaria se eu fizesse isso levando em conta de que minha mãe acredita em vampiros, e os abomina.

Levantei cambaleante do chão e abri a porta de casa num rompante e senti minha pele arder.

Gritei de dor e fechei a porta, percebendo que isso era derivado ao sol e entrei em pânico ao constatar que eu não poderia sair de casa.

Olhei para o telefone, tendo uma idéia na qual eu com certeza poderia me arrepender mas eu não queria morrer.

Eu seria uma vampira.

Disquei para uma pizzaria, pedindo qualquer coisa que me veio a mente.

Eu não estava interessada na pizza.

Esperei algum tempo impaciente, quase não podendo controlar a sede e a queimação em minha garganta até que a campainha toca.

Vou me esgueirando até a lateral da porta e digo:

– Pode entrar. A porta está aberta. — Vejo a porta ser aberta lentamente enquanto um jovem que aparentava ter 25 anos parava na soleira da porta.

– Pode entrar. — Repeti a frase encorajando-o.

Assim que ele entrou segurando uma pizza, pedi para que ele fechasse a porta atrás de si e ele o fez, com um pouco de medo.

Eu podia sentir, o seu cheiro tão convidativo e silencioso mas eu também me sentia mal pelo que eu teria que fazer.

Então, sem mais delongas, voei em seu pescoço, sentindo minhas presas crescerem protuberantes e no segundo seguinte, cravarem-se em seu pescoço.

Ele se debateu um pouco mas logo depois, seu corpo foi desfalecendo e a sensação de alívio foi instantânea.

E foi quando me senti saciada que a porta da entrada abriu-se, revelando a figura de minha mãe me olhando aterrorizada.

Minha boca suja de sangue e o corpo inerte do pobre entregador de pizza repousando em meu colo.

– Mãe, não é nada disso que você está pensando. — Tentei me explicar com a voz abafada e embargada pelo choro que estava preso na garganta.

– Não acredito! O que fizeram com a minha filha? — Perguntou ela, chorando e se aproximando de mim lentamente.

– Mãe, eu ainda sou sua filha! — Exclamei desesperada.

– Não, você é um monstro, minha filha se foi! Se foi! — Ela se inclinou rapidamente em minha direção, injetando ágilmente uma injeção em meu braço enquanto eu sentia meu corpo desfalecer lentamente e eu perder meus sentidos.

Eu estava perdida.


Elena narrando:

– Elena, Elena! — Matt gritou, tentando a todo o custo alcançar a mim e a Bonnie, que o ignorávamos.

Ele tinha feito algo imperdoável conosco na noite de ontem, nos deixando sozinhas naquela imensa floresta.

– O que você quer? — Perguntei, farta de sua perseguição.

– Pedir desculpas. Eu não sabia que a luz ia acabar, eu só queria brincar com vocês, mas não sabia que vocês iam se perder.

– E se você soubesse teria mudado alguma coisa? — Perguntou Bonnie, constatando a resposta ao ver que Matt tinha se silenciado.

– Então larga do nosso pé. — Fuzilei-o com os olhos.

– Mas... — Tentou mais uma vez, mas antes que ele pudesse terminar a frase, Damon surgiu nos salvando.

– Você ouviu as meninas, Matt. Largue do pé delas. — Ele deu um sorriso carregado de sarcasmo enquanto passava seus braços ao redor de nós, deixando um Matt furioso e que se distanciava de nós irritado.

– Obrigada, Damon. — Falamos eu e Bonnie ao mesmo tempo.

– Não tem de que!

– Olá meninas! — Stefan sorriu de forma doce e amigável e eu e Bonnie respondemos seu cumprimento.

– O que será que aconteceu com a Caroline? Ela ainda não chegou no colégio. — Eu senti algo muito estranho quando pronunciei seu nome, um pressentimento ruim em relação a ela.

– Vai ver ela se sentiu indisposta. — Bonnie deu de ombros.

– Ou... Aconteceu alguma coisa. — Alguma coisa muito ruim. Completei em pensamento.

– Tipo o que? — Perguntou Stefan. Aparentemente ele era o único que acreditava na minha linha de raciocínio.

– Eu não sei... Eu só... Sinto que algo ruim está acontecendo com ela, é angustiante. — Levei as mãos ao peito, completamente aflita ao pensar nessa possibilidade.

– Relaxa Elena, ela está bem... — Disse Damon com um pouco de incerteza na voz.

Me virei na direção do corredor na esperança de ver a loira sorridente como sempre, resmungando algo sobre a falta de criatividade dos diretores e sobre a decoração da festa que acontecerá mês que vem mas nem sinal dela.

A única pessoa que eu vi adentrar o corredor, era Tyler Lockwood. Seu semblante impassivo, fechado e irritadiço continuavam em sua face.

Ele passou por nós, dando um tímido aceno de cabeça e eu franzi o cenho.

Raramente ele nos cumprimentava.

– Elena, o que vai fazer no seu aniversário de 18 anos hein? É daqui a algumas semanas. Tenho certeza de que a Caroline dará um jeito de te organizar a maior festança. — Bonnie deu uma risada com o comentário.

Se eu não me sentisse tão estranha em relação a Caroline, eu iria revirar os olhos e retrucar dizendo que não deixaria que ela preparasse nada extravagante para mim, sabendo que isso era impossível mas... Agora é diferente.

Caroline pode estar em perigo.

– Contanto que ela esteja bem para esse evento, deixo até que ela faça a maior festa de todas.

– Fique tranquila, ela está bem... — Bonnie colocou uma mão em meu ombro tentando me tranquilizar.

Damon me olhava preocupado e Stefan me olhava de um jeito... Doce.

As aulas entediantes começaram e eu não conseguia me concentrar em nada que não envolvesse a Caroline.


(...)


Caroline narrando:


Abri os olhos um pouco confusa e tonta, olhando para o lugar onde eu me encontrava:

Era escuro, e correntes prendiam meus braços e minhas pernas.

Meus braços estavam presos na altura de minha cabeça e por mais que eu fizesse força, não conseguia me soltar.

Percebi que aquele lugar era estranhamente familiar, e que eu estava completamente sozinha, o que seria uma grande vantagem se eu não estivesse presa por correntes tão resistentes.

Ouvi barulhos de passos e meu coração começou a acelerar, pensando em meu destino.

Com certeza minha mãe acha que eu me tornei um monstro.

Ela nunca me aceitaria.

Os passos ficaram mais próximos e eu estiquei meu pescoço, tentando ver quem entraria em meu campo de visão e me surpreendi ao ver Tyler Lockwood ali.

Ele estava tão surpreso quanto eu, ao me ver aprisionada.

– Caroline? O que está fazendo aqui? — Ele franziu o cenho, tão confuso quanto eu.

– Poderia lhe fazer esta mesma pergunta mas como minha situação não é nada boa, depois de sobreviver ao seu ataque ontem a noite, fui atacada em minha própria casa por um vampiro idiota que além de me transformar me deu um bilhetinho ridículo. Logo depois, não consegui sair a luz do sol então fiquei trancada em casa. Liguei pra pizzaria e mordi o entregador. Minha mãe viu e me deu uma injeção de sei lá o que e vim parar aqui. — Resumi toda a história do meu jeito irônico. Ele apenas ignorou algumas de minhas alfinetadas.

– Ela deve ter te dado verbena. Vampiros não são imunes a isso e a madeira. E o fato de eu estar aqui, é que quando me transformo em lobisomen eu venho para cá, e me tranco. Foi aqui que vocês me trancaram ontem, já que eu consegui sair e persegui vocês. Me desculpe.

– Você está mesmo me pedindo desculpas? — Dei uma risada histérica. Era a primeira vez que conversávamos.

– Quer que eu te tire logo daqui ou vai ficar fazendo piadinhas? — Ele ficava irritado com muita facilidade.

– Bem que eu queria que outra pessoa que não fosse minha mãe, tivesse aparecido aqui além de você. Nunca pensei que algum dia precisaria da sua ajuda. — Confessei um pouco envergonhada.

– E eu nunca pensei que algum dia precisaria te ajudar. — Um sorriso de canto começava a se formar em seu rosto.

– Precisaria?– Arqueei a sombrancelha.

– Er... Não sou um cara mal. Ficarei sentindo remorsso se eu te deixar aqui. — Ele sorriu, revelando lindos dentes brancos e eu sorri junto com ele, enquanto ele me soltava.

– Temos um problema. — Falei assim que ele me soltou.

– Qual?

– Não posso sair. Vou morrer queimada pelo sol se eu sair daqui! — Eu estava perdida.

– Calma, vamos ligar para a Elena e o Damon, eles saberão o que fazer. — Ele pegou o celular que estava em seu bolso e me entregou, disquei o número de Elena e esperei.

– Alô? — Ela atendeu um pouco confusa, provavelmente porque não reconheceu o número em seu visor.

– Amiga, preciso de sua ajuda. — Falei aflita.

– Caroline, o que aconteceu?

– Fui atacada ontem por um vampiro e ele me transformou. Matei um entregador de pizza e minha mãe me capturou. Estou presa em um lugar e eu nem posso sair porque está de dia. Tyler está aqui comigo e me soltou mas não posso sair enquanto não escurecer, sabendo que minha mãe pode voltar antes disso.

– Calma amiga, nós vamos te ajudar. Falarei com o Damon. Onde você está?

– Estou no quartinho onde nós prendemos o lobisomen ontem.

– Estamos indo para aí. Qualquer coisa me ligue ok?

– Tudo bem. Obrigada amiga.

– De nada. Tchau.

A ligação foi encerrada e eu entreguei o celular para o Tyler.

– O que faremos agora? — Perguntei.

– Vamos esperar e torcer que eles cheguem antes da sua mãe. — Assenti, me sentando de frente para ele, um pouco desconfortável por estar naquela situação.Eu sabia que tinha que devia muito a ele.

Se o Tyler não estivesse aqui, eu nem teria conseguido telefonar para a Elena.

– Obrigada, Tyler. — Dei um meio sorriso.

– Não me agradeça ainda. Não enquanto não sairmos ilesos dessa situação. — Disse ele brincando com uma pedra pequena.

– Tudo bem então. — Assenti.

Agora só nos restava mesmo esperar.

Elena narrando:

Estávamos todos na floresta, a caminho do quartinho onde Caroline dissera que estava.

Eu, Bonnie, Damon e Stefan.

Acabei descobrindo que Damon e Stefan só podiam andar no sol por causa de um anel que uma bruxa havia enfeitiçado.

Então, Bonnie tivera que fazer o mesmo feitiço em um anel para que a Caroline pudesse andar no sol.

Com isso, ela poderia sair livremente para que Damon e Stefan pudessem cuidar de sua mãe, hipnotizando-a para que ela pudesse esquecer de tudo.

O problema, é que era bem provável de que ela fizesse uso da verbena o que complicava a situação.

Andamos mais um pouco e percebemos que a mãe de Caroline voltava junto com 2 guardas. Nos escondemos por ali mesmo, aflitos, pelo desfecho dessa história, sabendo que Damon e Stefan com certeza tinham um plano.

Caroline narrando:

– Droga, tem alguém vindo! — Disse Tyler.

– É a minha mãe. — Eu estava com medo.

Percebendo que eu estava chorando, Tyler me abraçou fortemente e eu retribuí, totalmente sem jeito.

– Tyler, o que está fazendo aqui? — Perguntou minha mãe surpresa.

– Eu estava andando quando entrei aqui e a vi presa. Você está comentendo uma grande injustiça com a sua filha.

– Não estou não. Ela é uma vampira, pertence a noite e não mais a mim. A minha filha não era assim.

– Mãe, por favor, acredite em mim! Eu sou sua filha, eu não mudei só porque me transformaram em vampira! Eu não tive culpa, não quero que me rejeite. Não machucarei mais ninguém! Por favor mãe, eu lhe imploro não faça isso comigo! — Me debulhei em lágrimas. A dor era tão grande que eu mal conseguia me concentrar direito.

Minha mãe me olhava pesarosa. Ela estava em um dilema interno entre: Acreditar em mim ou não.

Ela começou a chorar e quando eu pensei que ela me perdoaria, o que aconteceu a seguir me surpreendeu.

– Matem-na rápido por favor. — Minha mãe virou-se de costas enquanto os guardas empunhavam as armas na minha direção e na do Tyler.

Com certeza eram balas de madeira.

Eu chorei ainda mais, percebendo que a minha mãe nunca mais acreditaria em mim.

– Mãe, eu te amo. Por favor não faça isso comigo! — Gritei, mas foi em vão. Ela me ignorou.

Quando os guardas iam atirar, corri em minha velocidade vampírica, mordendo um dos guardas enquanto Tyler desferia socos na face do outro guarda, deixando-o desacordado.

Damon, Elena, Stefan e Bonnie apareceram na hora, imobilizando a minha mãe, enquanto Stefan tentava hipnotiza-la.

Para o meu alívio, ela não tinha ingerido verbena e logo não se lembraria de nada do que aconteceu.

Eles cuidaram dos guardas que estavam inconscientes no chão e quando tudo se acalmou, Elena me entregou um anel.

– Isso é para você andar livremente a luz do dia. — Disse Elena sorrindo assim que saímos de lá.

Eu e Tyler entramos no carro de Stefan enquanto Bonnie e Elena entravam no carro do Damon.

– Pra onde estamos indo? — Olhei pela janela, percebendo que estávamos indo para um lugar que eu não conhecia.

– Estamos indo pra minha casa, eu vou lhe ensinar a controlar a sua sede. — Disse Stefan sorrindo.

Tyler estava ao meu lado no carro e eu olhei para ele, dizendo:

– Agora é uma ótima hora para eu lhe agradecer, não acha? — Sorri, divertida e ele sorriu junto comigo.

– É, saímos ilesos! — Demos uma risada.

– Obrigada, Tyler. — Meneei a cabeça para frente enquanto meu sorriso continuava em meu rosto.

– Não tem de que. — Respondeu ele.

Era até surpreendente constatar que Tyler e eu estávamos sendo amigáveis um com o outro, levando em conta de que semana passada ignorávamos totalmente um ao outro.

Stefan deixou Tyler em sua casa e logo, seguimos para a casa do Stefan.

Assim que Stefan estacionou em sua casa, fiquei impressionada com a beleza do lugar.

– Aqui é incrível! — Sussurrei boquiaberta.

– Obrigado! — Ele sorriu, e nós entramos em sua casa, enquanto ele começava a me ensinar como controlar a minha sede.

Isso seria um pouco nogento, mas era necessário.

Elena narrando:

Damon deixou Bonnie em sua casa e logo, seguimos para a minha, estava quase escurecendo e eu só queria me sentir segura novamente, proeza que eu so conseguia quando Damon estava comigo.

Estávamos dentro do carro e o silêncio pairava entre nós.

E antes que eu pudesse quebrar o silêncio, Damon o faz.

– Estou preocupado. — Meu coração acelerou ao ouvir o som de sua voz.

– Com o que?

– Seu aniversário de 18 anos está cada vez mais próximo e sua transformação também. Está tudo tão calmo ultimamente. Nem sinal de nenhum híbrido, ou de Klaus, o que eu acho estranho demais... — Realmente isso era estranho mas me agarrei a um fio de esperança que dizia que talvez Klaus houvesse desistido de me capturar.

– Vai ver eles desistiram. — Falei em voz alta o que eu já pensava.

– Ninguém desistiria assim tão rápido, Elena. Ainda mais se tratando de Klaus. Temos que estar sempre atentos.

– Damon, tive muitas preocupações em minha cabeça hoje. Só quero deitar em meu travesseiro e dormir, sem ter nenhum tipo de pesadelo. — Instintivamente me lembrei do pesadelo que tinha com o Damon todas as vezes em que eu pegava no sono e que agora não tenho mais.

– Tudo bem então. — Ele disse enquanto parava o carro em frente a minha casa.

– Obrigada Damon. — Olhei para ele de um jeito tão doce, quase como se eu dissesse apenas com o olhar o quanto eu o amava.

– Não tem de que. — Assenti, sabendo que ele nem tinha percebido e que nunca perceberia.

– Qualquer coisa, me chame.

– Ok. — Suspirei alto demais antes de sair do carro.

Algum dia todos esses sentimentos que se manifestavam dentro de mim explodiriam e eu sabia que não poderia mais me conter e acabaria contando tudo, mesmo contra a minha vontade.

Entrei em minha casa, que estava vazia. Jeremy deveria ter saído para algum lugar e Jenna... Não fazia a mínima idéia onde ela estava.

Fui até a cozinha e a cena que eu vi a seguir me fez gritar assustada.

Tinha sangue por todo o lado e uma Jenna caída no chão, desacordada e sua barriga sangrava.

– JENNA! — Saí correndo, enquanto tentava estancar o sangue.

Peguei o telefone com as mãos trêmulas e ensaguentadas, tentando ligar para a emergência.

– Não se desespere ainda, querida. Sua titia pode até ter salvação mas você... Está presa numa encruzilhada. — Larguei o telefone devido ao susto que aquela voz feminina me causou.

Uma loira bonita e elegante me olhava debochadamente. Ela se movia com graça e leveza, como uma gata traiçoeira.

– Quem... Quem é você? — Minha voz saiu abafada pelo choro.

– Sou Rebekah, Rebekah Mikaelson. — Um arrepio percorreu a minha espinha ao reconhecer o nome pronunciado por ela.

Rebekah era irmã de Klaus e com certeza não era como Elijah. Não, eu nem sentia confiança nela. Não sentia nada além de medo.

– O que você veio fazer aqui?

– Vim lhe dar um aviso. Sou muito boazinha... Klaus sabe onde você está, os lugares que frequenta, tudo sobre você. Não adianta fugir dele, em breve ele virá ao seu encontro.

– Co... Como assim?

– Onde você estiver, ele irá te encontrar Elena. Você está perdida, totalmente perdida. — E eu sabia que estava mesmo perdida.

Talvez meu destino estivesse entrelaçado com a morte desde o dia em que eu nasci e nada e nem ninguém poderia me livrar disso, muito menos Damon.

Ela sorriu diabolicamente para mim e vi Damon aparecer na porta.

– Deixe-a em paz, Rebekah.

– Ora, ora, ora quem vemos aqui... Damon Salvatore... O protetor da inútil Elena. — A loira andava de um lado para o outro, fazendo com que o salto de sua bota fizesse barulho.

– Confesso que te achava bem mais sexy quando não ligava para humanos e imortais. — Uma pontada de ciúmes me atingiu em cheio.

Ela o olhava maliciosamente, como se ela se recordasse de algo em que os dois viveram no passado.

Algo íntimo.

E por mais que Damon não parecesse se importar, isso me feriu profundamente, pois eu o amava e ele nunca deu sinais de que isso pudesse ser recíproco.

Tentei deixar os ciúmes de lado para cuidar da ferida de Jenna. Me agaixei próximo a ela, tentando estancar o sangue.

Verifiquei seu pulso e percebi que quase não tinha pulsação.

– Vá embora, Rebekah. — Pude ouvir Damon dizer entredentes.

– Eu vou sim. Já fiz a Elena ficar amedrontada mesmo... Coitadinha... Klaus vai acabar com ela. — Esse comentário me fez ter vontade de ser uma imortal logo para poder acabar com a sua raça.

– Não se eu puder impedir.

– Então vá em frente e tente. Duvido que consiga.- E para o meu alívio, ela se foi.

– Damon, por favor me ajuda! — Gritei, chorando desesperada.Jenna mal respirava.

– Temos que levá-la pro hospital Damon, por favor.

– Calma, não precisaremos fazer isso. Sei exatamente o que fazer. — Eu não entendi o que ele quis dizer com isso.

Vi Damon morder seu pulso e o sangue começou a escorrer, caindo no chão. Ele colocou seu pulso na boca de Jenna e sobre meu olha confuso, ele tratou-se de se explicar:

– O sangue de vampiro cura. — Foi o que ele disse simplismente.

– Sério? — Eu estava levemente surpresa. Ele apenas assentiu.

– Logo ela vai acordar. Farei com que ela não se lembre dessas últimas horas.

– Tudo bem. Vou limpar essa bagunça.

Depois de tudo ter se ajeitado, deslizei minhas costas pela parede gélida chorando baixinho.

Eu sabia do meu destino cruel e estava levando meus familiares junto comigo. Jenna quase morreu e Jeremy poderia ser atingido também.

Mexer comigo eu até poderia aguentar mas mexer com as pessoas que eu amo para me atingir, era mais do que eu podia suportar.

Era muita culpa, muita dor.

Tudo estava acontecendo por minha causa. Tudo o que estava acontecendo era para atingir especialmente a mim.

– Elena...

– Por favor, Damon me deixa sozinha.

– E porque você acha que eu farei isso?

– Porque não adianta fazer nada! O Klaus sabe onde estou, todo esse tempo ele sabia. Isso é só um jogo para ele, Damon. Você viu o que aconteceu a minha tia! Aqui não é seguro. O Jeremy pode se machucar também. Tudo que está acontecendo é por minha culpa, MINHA culpa, só minha!

– Ei, se acalma. Isso não é culpa sua. É culpa desses originais que gostam de fazer essas coisas... Nada disso é culpa sua.

– Como pode dizer isso? Eu sou um estorvo na sua vida!! Você está se dedicando a me salvar porque prometeu aos meus pais. Mas quando isso tudo acabar, você vai poder viver a sua vida. Desiste logo de mim, Damon. Sei que você não queria estar aqui, se preocupando comigo. Nós dois sabemos que esse esforço será em vão. Eu vou morrer. — Chorei mais ainda, pois sabia que essa era a verdade.

– Elena pare de dizer besteiras. Eu estou te protegendo por livre e espontânea vontade. Eu nunca vou desistir de você e não deixarei que nenhum mal lhe aconteça. Eu não vou deixar! Você não vai morrer! — Ele pegou delicadamente em meu rosto, me olhando de um jeito tão preocupado e amoroso, que fiz questão de gravar essa expressão em minha mente, para que eu nunca pudesse esquecê-la.

– Mas... Eu... — Sem mais, Elena. Eu não vou desistir e você também não vai. Você não entende que eu nunca conseguiria desistir de você nem se eu tentasse?

– E porque?

– Porque eu... Eu... — Nossos rostos foram se aproximando cada vez mais e minha respiração se misturou com a respiração dele.

Fechei meus olhos e entreabri meus lábios e quando menos esperei, nossos lábios finalmente se encontraram e algo aconteceu.

Era como se todo o meu ser estivesse fazendo uma festa dentro de mim. Meu corpo reagiu imediatamente quando sua mão tocou meu pescoço e correntes elétricas pareciam nos rodear, envonvendo-nos no mais puro amor e magia.

Aprofundei o beijo enquanto nossas línguas se encontravam, ávidas. E tão rápido, nos afastamos ofegantes.

– Desculpe Elena eu... Eu não devia... — Ele se afastou bruscamente e então, fechei meus olhos e disse:

– Eu te amo, Damon.

– O que? — Ele virou-se atordoado.

– Eu te amo. — Repeti a frase de olhos abertos.

– Elena isso... Isso não é certo. Te conheço desde pequena.- Eu me aproximei dele mas ele se afastou.

– E daí? Isso não significa nada. — Dei de ombros, tentando convencê-lo.

– Esse beijo foi um erro. — Essa frase doeu em minha alma.

– E porque? — Perguntei sentindo as lágrimas embaçarem meus olhos.

– Porque... Eu não te amo. Me desculpe. — Parecia que tinham acabado de enfiar uma faca em meu peito.

– O que? — Sussurrei, sentindo as lágrimas quentes jorrarem.

– Até amanhã, Elena. — Ele disse cabisbaixo enquanto saía pela porta.

E assim ele saiu, deixando o vazio dentro de mim novamente.

Eu pensava que ele sentia o mesmo por mim, depois daquele olhar amoroso e das sensações que eu senti quando nos beijamos.

Eu era uma tola. Eu pareço uma adolescente idiota que acabou de ser rejeitada pelo seu amor mais velho e mais experiente do que você.

E era realmente essa a situação em que eu me encontrava.

Fui para o meu quarto me sentindo devastada e não preguei os olhos a noite toda, esperando que Klaus viesse e me buscasse logo de uma vez, para que acabasse com toda a minha dor.

Minhas esperanças haviam desaparecido e levado junto o meu coração, recentemente despedaçado.


Notas finais
Heeeey meninas, a Caroline não podia morrer de jeito nenhum HSAUHSUAHSUA
Gente quero que respondam uma coisa:
Preferem que a Caroline fique com quem?
a) Tyler (amo esses dois juntos)
b) Stefan (acho que um romance deles ficaria interessante)
c) Klaus (Tbm amo esses dois HSUAHSA)
Me ajudem ok?
E desculpem por esse final da Elena e o Damon logo, eles irão se acertar.
Não poderia faze-los ficarem juntos ainda, pra não ficar mt maçante ok? espero que entendam.
Deixem reviews e respondam essa enquete ta?
SE ALGUÉM TIVER CURIOSIDADE, PODE LER MINHAS OUTRAS FANFICS: BLOODSTREAM E A VOCALISTA DA BANDA DO MEU IRMÃO. Acho que vcs vão gostar *-*
Beeijos