Stuck On You

2 Capitulo 1- Corvo


Notas iniciais
Nesta fanfic, a Elena não é adotada e Jeremy é mesmo seu irmão biológico.
Boa leitura!

Depois de ficar por pelo menos 15 minutos debaixo do chuveiro foi que eu me dei conta de que se eu não saísse logo, eu chegaria atrasada no colégio. Mas eu acabei me distraindo por que ficar ali debaixo do chuveiro, era realmente relaxante...

Me fazia me sentir mais leve para poder refletir sobre os pesadelos constantes que me cercavam.

Cansada de pensar nisso, desliguei o chuveiro, me enrolando na toalha.

Quando estava devidamente arrumada, voltei para meu quarto para pegar minha bolsa. Assim que adentrei meu quarto, percebi que a janela estava aberta. "Engraçado, eu não me lembro de ter deixado a janela aberta. Podia jurar que eu havia fechado." Falei para mim mesma confusa.Depois de uns segundos de reflexão, acabei dando de ombros enquanto eu fechava a janela do quarto, certificando-me de que eu realmente havia fechado-a daquela vez.

(...)


Cheguei na escola com a sensação de estar sendo seguida. De novo. Fazia exatamente 1 semana que as aulas haviam começado e que eu tinha o mesmo pesadelo. E a cada novo amanhecer, não importa o que eu faça, eu tenho a sensação de que tem alguém me seguindo. Será que eu estava paranóica devido a todos estes pesadelos?

Avistei Bonnie e Caroline vindo em minha direção então, decidi afastar todas as preocupações que invadiam a minha mente temporariamente.

– Porque essa cara? — Perguntou Bonnie, fitando-me. Era impossível enganar as minhas amigas.

– Eu tive o mesmo pesadelo de novo e... Eu tenho certeza de que tem alguém me seguindo! — Não pude conter o desespero em minha voz.

– De novo o pesadelo? Olha amiga, acho que não é nada demais... Acho que os boatos de que Mystic Falls é habitada por vampiros afetou a sua mente. — Disse Caroline divertida.

– Pois eu não acho que seja isso! — Retrucou Bonnie. — Talvez, estes sonhos tenham mesmo algum significado amiga! — Bonnie era muito intuitiva. Talvez ela estivesse certa.

– Ah, eu não acho! Isso tudo é porque a Elena está na seca! Fica sonhando com esse lindo vampiro aí por carência! Vai ter uma festa no Mystic Grill amanhã, poderíamos ir para a Elena pegar alguns gatinhos! — Eu e Bonnie a olhamos incrédulas, mas logo dei uma gargalhada.

– Não acho que seja isso. Aliás, festa no meio da semana? Temos aula Caroline! — A idéia era tentadora mas ainda sim, queria bancar a garota responsável.

– Pode parando Elena! Você precisa se divertir um pouco. Aliás, todas nós precisamos! Você precisa parar de pensar nestes pesadelos e toda essa paranóia por pelo menos umanoite. Por favor... — Suplicou a loirinha, totalmente persuasiva.

– Ah, ta tudo bem, eu topo! — Falei, me rendendo a fala de Caroline.

– E você Bonnie? — Olhei-a, cheia de expectativas.- Tá, eu topo também. — Falou Bonnie menos animada que eu.

– Perfeito! — Caroline vibrou, batendo palminhas em sinal de comemoração.

(...)


Depois de várias aulas entediantes, finalmente a hora da saída chegou, para o meu alívio. Me despedi de Bonnie e Caroline e caminhei rumo a minha casa. Mas quando estava a apenas algumas quadras de minha casa, desviei o caminho, indo em direção ao cemitério onde meus pais haviam morrido. Olhar para o túmulo deles, ainda era doloroso para mim, mesmo que eu os tenha perdido quando apenas tinha 8 anos assassinados, e não tenha muitas lembranças, eu sinto falta deles.

Até hoje a minha tia Jenna se recusa a me contar quem foi que os matou e porque alguém faria algo tão cruel com meus pais, que sempre foram pessoas amáveis para mim.

Eu tinha poucas lembranças dos meus 8 anos... E a maioria delas eram confusas e embaçadas. Eu queria tanto lembrar de todos os momentos felizes que passei com meus pais mas... a única coisa que eu me lembrava, era do meu último aniversário, o último em que eles estiveram presentes.

Flash back on:

A festinha de aniversário que meus pais fizeram para mim estava abarrotada de gente, e eles sabiam que eu odiava festas, ainda mais quando elas se tornavam um festão.

Eu estava sentadinha num banquinho perto de uma árvore, eu usava um vestidinho branco e rodado que eu odiava.

Na verdade, eu estava odiando tudo naquela festa. Como se não bastasse, Jeremy estava sendo o centro as atenções. Fiz uma carranca que qualquer um poderia ver de longe. Todos dançavam, brincavam e eu olhava tudo contrariada.

Ouvi um barulho estranho e logo, ouvi as folhas da árvore ao meu lado se mexerem. Algumas folhas caíram em cima de mim. Automaticamente, olhei para cima, assustada, ao ver um corvo pousar em um dos galhos da árvore. Ele parecia olhar diretamente para mim, mas eu não tive medo. Eu apenas sorri, travessa. Eu sempre gostei de animais, o corvo não me assustava.

– Acho que não sou a única que está achando essa festa um porre! — O corvo pareceu entender enquanto soltava um ganido. Eu ri logo em seguida, percebendo que pelo menos agora, eu me divertia.

– Elena, Elena! — Bonnie veio correndo em minha direção afoita. — O que você está olhando hein?

– Olhei para ela, ainda sorrindo e disse:

– Ah é so o... — Olhei para cima e o corvo não estava mais lá. Fiquei triste na hora. — Ah nada não, esquece...

– Vamos, está na hora de cantar o parabéns! — Suas maozinhas pequeninas seguraram as minhas, me puxando para dentro de minha casa onde meus convidados se encontravam reunidos em frente a enorme mesa do bolo. Caroline sorriu para mim, demonstrando toda a sua empolgação por festas e eu sorri de volta, vendo Bonnie ir ao encontro dela enquanto eu, me posicionava entre os meus pais, que me olhavam felizes, atrás da mesa do bolo.

Eles cantaram o parabéns e antes de soprar as velinhas, papai disse: — Não se esqueça de fazer um pedido!

O que eu poderia querer? Tinha pais que me amavam, um irmão mais novo para implicar e duas amigas que eu amava muito. Então, fechei os olhos e antes de assoprar a vela, pedi mentalmente:

" Só quero que meus pais continuem comigo, sempre."

Sorri, assoprando a vela. Era um pedido bobo, eu nem sabia porque tinha pedido aquilo, só senti neessidade de fazer esse pedido, não sei porque...

Depois que a festa acabou, eu deitei em minha cama. Eu estava quase caindo no sono quando ouço um barulho na janela do meu quarto. Imediatamente, olhei para a janela e lá estava o corvo. Automaticamente, esbocei um sorriso para ele, que parecia me entender, enquanto me olhava fixamente. Era estranho, mas eu me sentia bem, só de saber que ele não tinha mesmo ido embora.

Um barulho na porta me distrai e vejo minha mãe entrar em meu quarto. Olhei para a janela mas o corvo não estava mais lá.

Mamãe senta em minha cama e diz: — Pensei que estivesse dormindo.

– Eu não consigo dormir.

– Vim te dar um presente de aniversário. — Mamãe esboçou um sorriso singelo.

– Outro presente? — Franzi as sombrancelhas.

– Sim! E eu acho que já está na hora de você usa-lo... — Ela pegou uma caixinha azulada, abrindo-a e tirando um lindo colar prata e brilhante que trazia consigo um lindo e pequenino pingente de uma lua, reconheci logo o cordão que eu tanto cobiçava, ele era de minha mãe.

– Mãe, porque está me dando isso? É seu cordão...

– Mas você gosta dele tanto quanto eu e... já está na hora de você usá-lo. — Me sentei em minha cama e minha máe pôs o cordão em meu pescoço.

– Obrigada mamãe! — Eu sorri entusiasmada mas mamãe estava aflita.

– Me prometa que nunca tirará este cordão de seu pescoço? Ele tem um grande significado para mim e te protegerá de muitas coisas que ainda desconhece. — Mamãe me olhava profundamente e eu não compreendia onde ela queria chegar com tudo aquilo.

– Como assim? — Pisquei os olhos confusa.

– Um dia, ele virá te proteger e te ajudar Elena. Ele cuidará de você e te dará tudo o que precisa. Tem que me prometer que não vai tirar este cordão de seu pescoço. — As palavras de minha mãe me deixaram mais confusa ainda.

– Eu prometo mãe mas... Ele quem mamãe?

– Na hora certa, você entenderá tudo, e descobrirá quem ele é. — Mamãe afagou meus cabelos. — Eu te amo minha filha e sempre vou te amar. — Deitei em seu colo, quase sucumbindo ao sono.

– Eu também te amo mamãe. — Minhas pálpebras pesaram e o sono finalmente me consumiu.

Não entendia o porque das palavras de minha mãe. Só lembro que depois daquele dia, minha vida nunca mais foi a mesma.

Flash back off.

Mal havia percebido que estava chorando. Eu segurava o pingente do meu cordão, recordando da festa de aniversário, das palavras de minha mãe... será que algum dia eu entenderia o que ela quis me dizer naquela noite? Levantei-me, limpando as lágrimas que caíam dos meus olhos sem parar e levei um susto ao ver o corvo que havia pousado no túmulo de minha mãe. Olhei fixamente para ele. Parecia o mesmo corvo que aparecera em meu aniversário de 8 anos.

Ele me encarava como se me conhecesse mais do que eu mesma poderia imaginar. Logo, ele ganiu, alçando voo e me deixando ali, cheia de perguntas.

Nunca consegui descobrir quem era o homem que minha mãe se referia naquela noite de aniversário e eu ficava pensando, se algum dia ele apareceria para cuidar de mim, como minha mãe havia dito.

Notas finais
Quem será o homem que a mãe da Elena se referiu? O que será que aquele cordão esconde? Porque mataram os pais da Elena? Mistérios! Deixem reviews gente por favor. Isso me anima demais vcs não sabem o quanto! So posto o prox cap. com mais dois reviews!
Beeijos!