Stuck On You
8 Capítulo 7 - Gotículas de chuva
Notas iniciais
Este capítulo não aparecerá nosso queridíssimo Damon mas no próximo, com certeza ele marcará presença! *u*
Boa leitura
A noite estava com um brilho imensurável que chegava a atingir ao extremo, me deixando totalmente bestificada pela magnetude da pureza e graciosidade que aquela noite exalava.
Era uma noite tranquila mesmo que meu dia não fosse tão tranquilo assim. Muito pelo contrário: Ele fora bem turbulento.
Fui perseguida por um híbrido louco que quer me matar antes que eu complete a minha transformação.
Eu era uma humana. Por pouco tempo.
Damon também havia me explicado que para algum vampiro entrar em minha casa, ele tem que ser convidado pelo dono da casa para entrar e que Klaus, tinha irmãos vagando pelo mundo. Até gravei seus nomes: Rebekah, Elijah, Finn e Kol. Ele me disse, que eu tinha que tomar cuidado com TODOS eles pois eram muito perigosos, por serem vampiros originais.
Fiz mais descobertas do que eu poderia imaginar, constatando que Damon era mesmo meu amigo e havia participado ativamente de toda a minha infância.
Também descobri, que eu estava totalmente apaixonada pelo meu sonho que a cada dia ia se solidificando mais em minha frente, demonstrando apenas que sua presença era real.
Na verdade, eu já amava o Damon. Mesmo com minhas lembranças apagadas, eu sabia que nutria um sentimento muito forte por ele e sempre que eu estava perto de lembrar de toda a verdade que me cercava, uma força me impulsionava para tras, me refazendo no momento em que eu estava vivendo naquele instante.
Eu tinha certo receio. Sabia que Damon não era do tipo que demonstrava seus sentimentos com facilidade, já que ele já quis muito que sua humanidade sumisse, se desligasse.
Mas como lutar contra algo que já vem comigo desde muito tempo? Como? Isso é quase impossível.
Ter as minhas lembranças de volta foi muito renovador pois eu podia me lembrar com clareza de todos os momentos bons que eu tinha passado com meus pais.
Eu tinha certeza do amor que eles nutriam por mim e isso só me deixava mais triste por saber que eles tiveram um fim tão trágico e que eu estava lá, para presenciar tudo.
As lágrimas logo vieram a tona, me deixando em um estado lastimável.
As lembranças estavam vívidas em minha mente e eram tão dolorosas que era difícil não sentir saudade de todos aqueles momentos que eu vivi.
E eu peguei no sono, chorando de tristeza e felicidade, por saber que eu realmente era amada mesmo que eu não pudesse mais estar junto dos meus pais.
A floresta estava densa e minha visão estava turva.A chuva caía fortemente e minhas roupas estavam enxarcadas.
Meus chinelos tinham se perdido no meio do caminho, junto com toda a minha coragem.
Eu pisava em raízes fincadas no solo e em cascalho cortante, que machucava meus pés impiedosamente.
Eu queria que alguém me salvasse mas eu estava sozinha. Isso dependia unicamente de mim.
Se eu fracassasse, eu estaria morta.
Meu desespero era grande, mas a minha vontade de viver, era bem maior. Impulsionando-me a ir em frente, tentando ignorar com força total a dor lancinante que assolava meus pés e toda aquela chuva que me impedia de enxergar direito.
Um corpo quente saltou-se sobre mim, me fazendo cair no chão de bruços. Virei-me de frente, vendo um homem loiro, o rosto no qual, eu não conseguia ver com detalhes.
Meu peito subia e descia, tamanho era o medo, o nervosismo, a vontade de viver... Tudo misturado.
– Preparada para morrer, Elena? — O homem tinha um sotaque francês e sua voz me dava arrepios.
– Me deixa em paz! — Tentei me desvencilhar de seus braços que me prendiam. Ele era mesmo muito forte.
– Bons sonhos, querida. — Eu podia ver um sorriso cintilante se abrindo em seu rosto.
Eu me debatia com todas as forças, eu não queria que tudo acabasse desse jeito.
Então, ele deu seu golpe final, em meu coração, me fazendo sangrar até sentir a falta de ar me atingir.
Minhas lágrimas ficaram presas em meus olhos enquanto eu morria lentamente.
Perto dali, eu via um corvo em uma árvore, que me olhava com tristeza. Foi a última coisa que eu vi antes de morrer.
(...)
Plec, plec, plec.
Ouvi um barulhinho chato que parecia vir da janela. Abri os olhos assustada, vendo que ainda eram 22:00. Levantei de minha cama cambaleante e incomodada com o barulho.
O pesadelo estava vívido em minha mente e eu sabia que não sairia de lá tão cedo.
Tentei ignorar isso.
Era apenas um sonho bobo.
Me aproximei da janela e vi que estava chovendo e que o tempo havia esfriado demais naquela noite então, fechei a janela, vendo as gotículas de chuva escorrerem pela minha janela.
Suspirei, sabendo que eu já tinha perdido o sono. Desci para pegar um copo d'agua e ouvi barulho de passos e senti uma corrente de ar em minhas costas.
Virei-me rapidamente e não vi nada. Pensei que alguma janela pudesse estar aberta, por isso ventava tanto.
Mas não. Todas as janelas estavam fechadas.
Subitamente, acabei me lembrando do meu pesadelo.
Meu coração pareceu parar por alguns segundos.
Tentei me concentrar na cozinha, onde abri a geladeira e peguei uma garrafa de água, ignorando totalmente o acontecimento esquisito na sala.
Bebi a água na velocidade da luz e deixei a luz da cozinha acesa.
Eu estava com medo de ficar no escuro, admito.
Nessa hora, olhei para a porta de entrada, que estava se abrindo, revelando que Jenna chegara acompanhada e não era de Alaric.
– Não vai me convidar para entrar? — Ouvi a voz masculina que ainda se encontrava do lado de fora de casa. Não dava para ver seu rosto.
Me aproximei um pouco mais, de forma que eu pudesse ouvir melhor.
– Oh, mas que indelicadeza a minha... Desculpe-me! Queira entrar, por favor! — Jenna deu um tapinha em sua testa levemente desconcertada.
Eu estava tão distraída com o desenrolar da conversa dos dois em minha frente, que nem percebi que ainda estava segurando a garrafa d'água em minhas mãos.
– Sem problemas, obrigada por me convidar para entrar. — O homem que entrara pela porta era extremamente bonito e exalava elegância.
Trajava um terno preto bem bonito e calça social da mesma cor. Seus cabelos eram lisos e caíam perfeitamente pela sua testa.
Estava tão curiosa para saber o que Jenna fazia com aquele homem em nossa casa a essa hora da noite, que nem percebi que os dois notaram a minha presença.
Provavelmente eu estava olhando a cena com cara de monga.
– Elena? Não sabia que ainda estava acordada... — Disse Jenna, me fitando.
– Nem é tão tarde assim... E eu perdi o sono. — O homem me fitava com um sorrisinho no canto dos lábios.
– E quem é ele? — Perguntei curiosa, me dirigindo ao homem elegante que me fitava.
– Permita-me que eu me apresente! Tenho que confessar que é um prazer te conhecer, Elena. E a propósito, me chamo Elijah. — O sorriso que antes estava instalado no canto de seus lábios, alargou-se e eu, olhava para ele apavorada.
Deixei a garrafa que eu segurava escapulir de minhas mãos e só ouvi o baque da garrafa chocando-se contra o chão.
Minha respiração estava irregular e eu não conseguia me mover.
Jenna sorria, achando aquela a cena mais normal do mundo.
Quais as possibilidades de existirem outros Elijah's em Mystic Falls? Seria muita coincidência pensar que esse Elijah que estava diante de mim e que podia ir e vir dentro de minha casa — Porque ele tinha sido convidado por minha tia Jenna — é o mesmo irmão de Klaus? Um dos vampiros originais e fortões que existem por aí?
E se for mesmo ele, o que ele queria comigo?
Elijah poderia mesmo ser aliado de Klaus?
Será que dava tempo de alcançar o telefone e discar para o Damon?
Eu estava perdida.
Eu não tinha chances contra um original.
O pior era que minha tia e meu irmão que estava em seu quarto, também corriam perigo.
O que Elijah fazia em minha casa? O que?
– Elena, seja educada! Diga alguma coisa, não trate meu convidado deste jeito! — Ralhou minha tia.
– Er... Olá, Elijah... Eu... acho... que... vou dormir... Me deu sono agora. — Fingi um bocejo e disparei porta afora mas antes que eu pudesse mesmo chegar as escadas, Elijah se pôs em minha frente e eu fechei meus olhos, pensando que esse seria meu fim.
– Não tão rápido, Elena. Temos assuntos para tratar. — Elijah sorria da mesma forma elegante e estranhamente iluminada de antes. Eu quase podia ficar relaxada em sua presença. Quase.
Apenas fiquei encarando-o por um tempo. Meu coração batia descompassado em meu peito. Eu estava apavorada novamente.
Ele podia ser do tipo de vampiro que finge ser bonzinho e relaxado e no outro momento, ele te ataca.
Espero que se isso acontecer, que seja rápido e indolor.
Notas finais
Gente, confesso que eu AMO o Elijah acho esse personagem um dos mais interessantes de TVD. Também o acho liiindo demais *-*
Mas o que será que o Elijah quer com a Elena?
Gente, talvez eu não poste com mt frequencia como antes pq posto outras fic's no orkut que em breve postarei aqui tbm e tbm pq meu tempo tem sido mt corrido.
Mas por favor, não deixem de me ajudar, comentando por favvor. Os comentários de vcs são o incentivo que preciso para escrever e postar mais rápido.
Beijos e boa noite
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