Stuck On You

16 Capítulo 15 - Choro e Tempestade


Notas iniciais
Olá meninas desculpem pela demora é que essa semana foi muito cheia pra mim. Muitas preocupações na cabeça e fiz mts coisas a semana toda.
Quero pedir desculpas também pelos erros que podem vir a aparecer nos capítulos, sempre tem algum KKKK' É que sou minha própria beta e na pressa de postar acabo esquecendo de verificar essas coisas.
Boa leitura meninas!

Assim que subi para o meu quarto, encontrei Jeremy me olhando estranho.

– Oi, Jer, está tudo bem?

– Não Elena, não está. Porque não me contou que nossos pais eram imortais e que você é igual a eles? Melhor, porque não me contou que seus amigos e até seu próprio namorado é um vampiro? Porque escondeu isso de mim? — Meu coração quase saltou pela boca com as coisas que Jeremy havia me perguntado. Como ele havia descoberto tudo isso?

Eu tinha certeza de que pelo jeito que ele me olhava, as coisas piorariam para nós dois.

E a minha noite que tinha sido ótima, acabara de piorar novamente, como um círculo vicioso que insistia em me perseguir.

Por mais que eu tentasse me esquivar, era praticamente impossível fugir disso e agora, eu teria que arcar com as consequências.

Jeremy sabia de tudo.

– Jeremy... me desculpe eu... eu devia ter te contado... — Minha cabeça chegava a latejar de tanto desespero. Jeremy estava decepcionado. Eu era uma péssima irmã.

– Nem passou pela sua cabeça de que eu precisava saber da verdade não, é? Você praticamente ignorou a minha existência nessa história toda! — Esbravejou, totalmente transtornado.

– Não é verdade Jeremy, eu não te ignorei! — As lágrimas já pediam passagem para sair. Pisquei várias vezes tentando afugenta-las.

– Mas é claro que ignorou! Klaus foi o único que teve a preocupação de vir falar comigo e de me convidar para aquela festa e de me contar tudo! — Klaus. Claro, eu deveria saber que tinha dedo dele nessa história toda.

O desgraçado contou tudo para o meu irmão e com certeza distorceu a história toda para que eu parecesse alguém que não se importa com o irmão mais novo.

– E você vai acreditar no Klaus? Tudo bem, o que ele disse sobre nossos pais e sobre Damon é verdade mas foi naquela festa que ele atacou a todos que estavam ali, você sabia? Você nem deve se lembrar disso, pois apagamos sua mente justamente para que não se lembrasse de nada. Não fazíamos idéia de que sabia da verdade. — Tentei argumentar mas pelas feições que habitavam seu rosto, eu sabia que nada do que eu falasse surtiria efeito. Ele estava chateado e já tinha sua própria versão dos fatos e seus próprios pensamentos.

– Mas, Jeremy, eu quis te privar de tudo isso, Klaus me ameaçou e já fez muito mal aos nossos pais. Ele os perseguiu e queria que eles morressem. — Tentei tocar seu braço, mas ele puxou o braço com certa agressividade, não querendo ter nenhum contato físico comigo.

– Ele me contou sobre isso e disse que está arrependido por tudo o que fez, tanto que ele nem quer mais que você vá com ele. — Eu tinha certeza de que isso era tudo uma armação do Klaus. Uma armação bem planejada, para que meu irmão ficasse contra mim e se aliasse a ele. Agora porque ele estava fazendo tudo isso, era uma incógnita para mim.

– É mentira! Você não pode acreditar nele. Ele disse para mim que eu não precisaria ir com ele hoje, que eu não precisaria me preocupar com isso por enquanto, mas ele deixou bem claro ao menos para mim, que ele pretende sim me levar com ele. Seja lá o que ele falou para você, não deve acreditar nele! Ele está fingindo, está te manipulando! — Elevei meu tom de voz, sentindo as lágrimas escorregarem pelas minhas bochechas. Jeremy fez um estalo com a língua, não querendo acreditar em nada do que eu disse.

– CHEGA ELENA! Cansei de suas explicações! Você nem ao menos se preocupou em me contar sobre nossos pais. Você não tinha o direito de esconder isso de mim, não tinha! Pelo menos Klaus teve a coragem de me contar e dizer as maldades que ele fez. Quanto a você, continuou fingindo que sua vida perfeita ainda estava nos eixos sem se preocupar com comigo, em me dizer tudo o que estava acontecendo. — Ele passou por mim com o semblante transtornado, oscilando entre raiva e tristeza.

– Jeremy, por favor... — Ele parou na porta do meu quarto e quando pensei que ele pararia e me ouviria, ele diz:

– Me deixa em paz, Elena! — E ele sai, batendo a porta do meu quarto, furioso, deixando Jenna assustada.

Minha tia abre a porta do meu quarto e quando me vê no estado lastimável em que me encontro, pergunta:

– Elena, o que houve? Você e o Jeremy brigaram? — Assenti com a cabeça positivamente enquanto ela vinha para me abraçar.

Eu errei, sei que errei, Jeremy tem todo o direito de ficar com raiva de mim.O meu maior medo, era que ele se aliasse ao Klaus e nunca mais acreditasse em mim, nunca mais me perdoasse.

Eu tenho que fazer alguma coisa antes que seja tarde demais.

Caroline narrando:

O dia amanheceu tão rápido que parecia que eu nem tinha dormido durante a noite. Me levantei rapidamente, indo tomar um banho e me arrumar.

Era uma linda manhã de sábado e eu estava indecisa.

Estava quase desistindo de me encontrar com o Klaus.

Seja lá o que for que ele esteja tramando, sei que ele não é confiável e não posso deixar que minhas esperanças idiotas tomem a frente e me deixem totalmente vulnerável aos encantos do Klaus.

Suspirei, me pondo de frente ao espelho, arrumando meus cabelos úmidos e analisando a roupa que eu escolhera.

Uma calça jeans confortável, uma blusinha de alcinha rosa e minhas sandálias favoritas.

E assim fui para o local escolhido pelo Klaus, ignorando a vozinha na minha cabeça que dizia que eu ainda estava em tempo de voltar para casa.

Quando cheguei ao lugar, me surpreendi, pois o local era lindo demais.Nunca vi um lugar daqueles aqui em Mystic Falls.

O lugar era lindo, dava para se ouvir os pássaros cantarem e ver as borboletas voarem. As árvores que habitavam o local, eram lindas, vibrantes e enormes e um gramado lindo e bem tratado fazia-me deslumbrar ainda mais o local.

– Eu sabia que você iria gostar desse lugar. — Sobressaltei ao ouvir a voz rouca que sussurrava ao pé do meu ouvido.

– É um lugar bem bonito para alguém que parece não ter interesse em nada de que não seja a si mesmo. — Virei-me e recuei um passo ao ver a proximidade em que estávamos. Klaus estava perfumado e bem vestido, como sempre.

Não eram roupas elegantes mas sim, despojadas e simples, como as que eu usava.

– Aí é que você se engana, tenho interesse por várias coisas, principalmente pessoas, uma em especial para ser mais específico. — Ele deu uma piscadela, inclinando-se em minha direção.

O Klaus idiota e galanteador tinha voltado, para o meu desespero.

– Bom, eu não vim aqui para discutir seus interesses e sim, para saber porque me chamou até aqui. — Cruzei os braços e fiz uma careta de tédio.

– Tenho uma surpresa para você, venha comigo. — Ele ignorou totalmente minha cara entediada e saiu andando e eu, o segui um pouco relutante.

Foi quando avistei dois cavalos, que reconheci imediatamente:

Lua e Trovão.

Abri um sorriso quando vi os dois cavalos de Klaus, tão bonitos e imponentes como da primeira vez que os vi.

– Gostou da surpresa? — Ele deu um sorriso de canto.

– Eu adorei! Eu me apeguei a esses cavalos. Pode parecer estranho, mas eu gostei deles. — Pulei um pouco saltitante e empolgada.

– Então vai gostar mais ainda de montar na Lua! — Arregalei os olhos com o que ele disse.

– O QUE? Não, eu não sei cavalgar, lembra?

– Lembro sim, e também lembro que eu me ofereci para te ensinar a cavalgar. Então, acho que essa é a hora de você aprender. — Ele deu um sorriso tão cintilante que não deu para ignorá-lo, eu tive que sorrir junto.

Então, por incrível que pareça, Klaus foi atencioso comigo, me ajudando a montar na égua e me ensinando como cavalgar.

No começo, eu fiquei com medo mas um tempo depois, eu e Klaus já apostávamos corrida.

– Você nunca vai ganhar de mim Caroline, desista. — Ele disse zombeteiro. Estávamos apostando corrida pela quinta vez e Klaus e Trovão eram sem dúvida bem mais rápidos que eu e a Lua.

– Você está com vantagem por ser mais experiente do que eu. — Falei ofegante enquanto descia da Lua. Klaus deu uma risada, totalmente relaxado e divertido, uma faceta de Klaus que eu nunca pensei que eu pudesse conhecer:

Sua risada espontânea. Não era maliciosa e muito menos sarcástica.

– Então treine por uns 20 mil anos e tente me vencer. — Ele me olhou desafiadoramente.

– Hahaha engraçadinho. Aposto que eu consigo te vencer antes disso! — Estufei meu peito, tentando soar confiante.

– Veremos, veremos...

Depois daquele momento de descontração que tivemos, Klaus se prontificou a me deixar em casa. O silêncio reinou enquanto caminhávamos mas pude perceber que Klaus me dava olhadelas de canto.

– E então, podemos sair mais vezes? — Perguntou ele enquanto parávamos na porta de casa.

– Tá, pode ser. Você vai se comportar como hoje? — Perguntei, num leve tom divertido.

– Vou tentar.

– Então, tudo bem. — Dei um sorriso e Klaus me acompanhou, sorrindo lindamente

.- Podemos apostar corridas mais vezes, você pode perder mais vezes para mim. — Ele deu uma risadinha.

– Hahaha, vai sonhando, você não vai mais ganhar de mim.

– Duvido! — Demos mais uma risada e logo depois, o sorriso que estava em nosso rosto foi se desmanchando e pude sentir o clima se instalando aos poucos.

O silêncio reinou e ficamos nos encarando por infindáveis segundos.

– Então... a gente se vê outro dia. — Pigarreei, um pouco desconcertada.

– Ok, até outro dia Caroline. — Ele deu um daqueles sorrisos estonteantes e pegou minha mão trêmula, pálida e gelada, depositando um beijo demorado ali.

– Até outro dia, Klaus. — Dei um meio sorriso e ele largou minha mão, afastando-se lentamente.

Eu estava confusa. Não sabia o que pensar e nem o que sentir.

A parte mais racional do meu cérebro me dizia para parar de sair com ele, para ignorá-lo como eu fazia antes e a outra parte me dizia pra continuar, pra me deixar levar sem ao menos me importar com as consequências, que eu tinha que tentar salvá-lo e que isso valeria a pena no final.

Mas... qual parte eu seguiria?

Foi com todo esse dilema em minha cabeça que nem percebi que alguém vinha em minha direção com uma seringa repleta de verbena, que foi enfiada em meu braço, me fazendo cambalear e desmaiar no chão frio.

Elena narrando:

– E ele não quer mais falar comigo, me ignorou totalmente e me olha raivoso Damon. Eu não sei mais o que fazer, eu quero o meu irmão de volta! Eu o amo muito, não posso perdê-lo. — Me debulhei em lágrimas no colo do Damon. Eu tinha acabado de contar tudo o que havia acontecido ontem a noite e o que aconteceu hoje de manhã.

Jeremy me ignora, me dá foras e me olha com raiva. Tenho a forte impressão de que ele nunca irá me perdoar.

– Fique calma, Elena. Isso tudo irá passar, você vai ver. Ele vai entender. Klaus não vai ficar posando de bom moço para sempre, ele vai se cansar disso.

– Eu pensei que ele estivesse cedendo, que poderia me deixar seguir com a minha vida mas estou redondamente enganada. Eu sei que ele tem algo em mente e que envolve meu irmão. Seja lá o que for que ele quer, mesmo que seja para deixá-lo contra mim, eu tenho que impedir. Klaus não pode fazer o que bem entende com as pessoas que eu amo! — Levantei-me, descontrolada e desesperada.

– Se descontrolar não vai resolver seus problemas meu amor. — Ele levantou meu queixo, me fazendo olhar para ele.

– Ei, você não está sozinha, Elena. Eu estou com você, sempre estarei. Enfrentaremos o que for juntos você confia em mim? — Dei um mínimo sorriso, assentindo afirmamente com a cabeça logo em seguida, grata por ter Damon ao meu lado.

Se não fosse por ele, eu nem saberia o que fazer. Ele é o único que me acalma e que me dá segurança.

Ele é o meu porto seguro, o meu ponto de paz.

– Obrigada meu amor. Eu te amo muito, sabia? — Ele acariciou meus longos cabelos lisos.

– Sabia, ninguém resiste ao meu charme! — Ele colocou uma mão em seu peito, sorrindo torto e eu revirei os olhos, rindo logo em seguida.

– Você é tão convencido sabia? — Dei um tapinha em seu ombro.

– E você me ama! — Ele aproximou seu rosto do meu, sem tirar o sorriso de seu rosto.

– Sim eu amo! — Admiti.

– Eu também te amo. — Ele se aproximou mais, fazendo com que nossas respirações se misturassem e logo, nossos lábios se encontraram, iniciando um beijo lento e calmo.

Ding-dong

Nos separamos ao ouvirmos o som da campainha.

Descemos as escadas e levei um susto assim que abrimos a porta: Elijah estava com 5 pessoas atrás de si, pessoas que eu reconheci imediatamente como os Imortais, pessoas como eu.

Caroline narrando:

Acordei num lugar totalmente úmido e que fedia a mofo. Meus braços estavam presos por correntes bem grossas e minhas pernas também.

O portão velho e enferrujado foi aberto e a pessoa que passou por ela me fez arregalar os olhos.

– Olá, Caroline, eu não disse que voltaríamos a nos ver? — Ainda estatelada, lembrei-me do dia em que fui mordida e lembrei-me automaticamente de seu rosto e de como ele continuava exatamente igual de como eu me lembrava.

Não era para menos, ele era um vampiro.

Ele era loiro, bonito e tinha um físico moderado mas que com certeza chama a atenção.

Logo, lembrei-me de como acordei no dia seguinte, depois que fui mordida. Todo o caos e confusão que estavam em minha cabeça e o bilhete que estava próximo a mim, que dizia:

" Você é uma menina tão linda que eu tive pena de matar você. Por isso, lhe transformei em uma vampira. Espero que não se importe.Você precisa alertar a sua mãe a não convidar qualquer um para dentro de sua casa, querida.

E a propósito: Você tem que beber sangue humano para completar a transição. Caso contrário, você morre.

Em breve nos veremos novamente.

Boa sorte. "

Foi isso o que ele quis dizer com " (...) Em breve nos veremos novamente".

– É, você disse isso no bilhete. — Eu respondi, tentando esconder a aflição que pairava dentro de mim. Era pra mim estar acostumada a ser pega por vampiros maníacos e derivados mas eu não consigo evitar, eu sempre acabo me desesperando.

– Você é uma menina esperta, se lembra mesmo... — Ele ponderou, dando um sorriso astuto.

– Mas é claro que me lembro! Pode me dizer o que você quer comigo? — Perguntei impaciente.

– Nossa, quanta pressa. Posso te garatir que você não sairá daqui tão rápido. — Ele caminhou de um lado para o outro antes de tornar a olhar para mim e falar:

– Bom já deu pra entender que eu não te transformei pelo fato de você ser bonita, te transformei porque precisava de você para ter o que eu quero.

– E o que você quer?

– Os cordões dos Imortais que só Klaus sabe onde estão. Ele os confiscou assim que prendeu os Imortais. Só que o Elijah arranjou um jeito de soltá-los usando o cordão da Elena.

– Eu não entendo, onde eu entro nisso tudo? — Franzi o cenho, sem entender onde eu me encaixava nessa história toda.

– Você será a isca. Ele me entrega os cordões e eu te entrego a ele. — Quase tive um colapso quando ele disse isso. Klaus nunca o entregaria os cordões em troca de mim.

– Mas... eu... ele nunca concordará com isso! — Minha voz saiu mais aguda do que eu pretendia, eu estava entrando em desespero.

– Se ele não concordar, você vai morrer mas tenho quase certeza de que ele vai concordar. — Ele estava bastante confiante. Esse vampiro definitivamente não conhecia o Klaus.

Tá, ele me tratou super bem hoje mas quem garante de que isso o fará me salvar?

– Como tem tanta certeza disso? — Minha voz ficava cada vez mais estridente a cada revelação.

– Eu apenas sei. Não planejei isso a toa. Eu sabia que ele se apaixonaria por você, por isso te transformei.

– Como assim? Klaus não é apaixonado por mim! — Arregalei os olhos. Isso não podia ser verdade. Klaus não se apaixona. Nunca. Em hipótese alguma.

– Ele é sim, só que ainda não sabe disso. O fato é que eu tenho amigos bruxos e eles viram o futuro de Klaus e mostrava você nele. Esse foi o único jeito que eu encontrei de fazer com que Klaus coopere comigo. — Isso não estava acontecendo, não estava! Isso só pode ser uma pegadinha de mau gosto do próprio Klaus, só pode!

– Mas pra que você quer esses cordões? — Perguntei, ignorando todas as ladainhas desesperadas que se passavam pela minha cabeça.

– Isso não te interessa. Bom, chamarei o Klaus aqui e o farei tomar a decisão dele. Volto já, tenho um telefonema a fazer. — E assim ele deixou-me sozinha e acorrentada naquela sala úmida e nogenta, totalmente desesperada e confusa, pelas revelações feitas pelo vampiro.

Elena narrando:

– E então, esses são os imortais? — Perguntei, sorrindo para os 5 naquela sala.

– Sim. Essa é a Kristen Howard, transformada em imortal por seu namorado. — Ela sorriu timidamente. Era uma mulher linda, loira de olhos azuis.

– E esté é Kevin Connor, seu namorado. — Ele deu um aceno com a mão e eu retribuí. Kevin tinha cabelos lisos e olhos azuis.

– Este é Kellan Fitz. — Elijah apontou para um menino que aparentava ter 17 anos. — Ele é um dos imortais mais antigos que existem. Automaticamente arregalei os olhos.

– E esta é Lia, sua irmã mais nova e imortal. — Lia era uma menina morena de olhos verdes, igual ao seu irmão.

– Olá! — Os dois falaram em uníssono.

– E por fim, Lexi Branson. — A loira veio em minha direção apertando a minha mão e dando um meio sorriso.

– Ela foi transformada em imortal por mim.

– Por você? — Perguntei, boquiaberta, enquanto Damon tinha uma expressão indecifrável em seu rosto.

– Preferi dar a ela o Elixir do que transformá-la em uma vampira. — Disse Elijah, levantando os ombros.

– É um prazer te conhecer, Elena. Obrigada por nos ajudar emprestando nosso cordão. — A loira sorriu. Ela era bem bonita.

E bom , eu não sabia se ela e Elijah estavam juntos novamente.

– Não precisa me agradecer. — Dei um sorriso tímido.

– Mas é claro que precisamos! — Disse Kellan, um dos imortais mais velhos, enquanto se aproximava de mim.

– E então, acho que precisam de nossa ajuda para alguma coisa, não é? — Pela primeira vez Damon se pronunciou.

– Sim, precisamos da sua ajuda e de seus amigos. — Elijah e os outros sentaram-se no sofá e eu e Damon fizemos o mesmo.

– E para que? — Indaguei.

– Para pegar o cordão dos Imortais, que está com o Klaus. — Respondeu Elijah, deixando-me atônita.

Caroline narrando:

Já fazia um tempo que eu estava sozinha naquela sala úmida.

O vampiro loiro e de olhar astuto que eu mal sabia o nome, havia me deixado aqui jogada, e eu temia que Klaus não se importasse comigo e me deixasse aqui, para ser morta.

Ao menos que meus amigos me salvem, eu estarei ferrada. Não posso confiar em Klaus dessa maneira, não posso.

Ouvi alguém abrindo o trinco da porta de ferro enferrujada que fez um barulho agudo.

– Viu, sua loirinha está aí, intacta e bem presa. — Meus olhos aflitos encontraram os olhos de Klaus, que estavam sem expressão alguma.

– Porque não negociamos, William? — Klaus deu um sorriso falso.

– Mas eu não quero negociar! Eu quero os cordões na minha mão, se não a loirinha aqui morre. — Ele apontou em minha direção mas Klaus nem fez menção em olhar para meu rosto.

– Eu estou perdendo a paciência, William. Eu sou um original lembra? E você é... um vampiro comum, não tem nenhuma chance contra mim. Desista logo disso antes que a situação tome uma proporção catastrófica. — Klaus o olhou com escárnio.

– Eu tenho minhas cartas na manga, Klaus. Lembra aquele lobisomen que capturou as meninas, que você fez questão de matar? Ele sabia muitas coisas sobre os imortais. Muitas. E ele me fez o favor de contar tudo. — Automaticamente, me lembrei do dia em que eu, Elena e Bonnie fomos capturadas. Não conseguíamos nos mexer de jeito nenhum.

Logo as palavras do lobisomen inundaram a minha mente:


– Então, vamos para o lugar que eu preparei para vocês ficarem no ritual e não tentem nenhuma gracinha. Sei exatamente as fraquezas de suas espécies. Algo que nem o Klaus sabe.


Com certeza, ele estava se referindo as fraquezas dos imortais, algo que não fora revelado nem ao próprio Klaus.

E por mais que Klaus mantivesse a postura inabalável, eu podia sentir que ele estava apreensivo. Foi quando um sorriso repuxou seus lábios e ele deu uma risada estrondosa que de certa forma, me assustou.

– William, William... — E rapidamente, Klaus agarrou o pescoço do vampiro, levantando-o, enquanto ele se debatia, tentando se soltar.

Foi quando eu vi um homem moreno vindo atrás de Klaus.

– KLAUS CUIDADO! — Eu gritei.

Klaus soltou William e se desvencilhou do golpe que o moreno quase projetara em sua direção.

– Você acha mesmo que eu sou burro em vir sozinho? — Perguntou William, sorrindo, recém recuperado do quase estrangulamento.

– Vocês não podem me deter! — Klaus avançou na direção do moreno, arrancando seu coração. Fechei os olhos com força, não querendo ver mais nada daquela cena horrorosa.

William arregalou os olhos e pude vê-lo vacilar. Sua postura irredutível sumindo aos poucos. Até que aproveitou que Klaus estava distraído, para fugir.

– Droga! — Klaus socou o ar indo atrás dele e me deixando ali presa com um cadáver sem coração.

Não consegui mais prender as lágrimas. Acho que nunca me acostumarei a passar por essas coisas. Eu podia ver nitidamente que isso me machucava profundamente.

Era horrível estar na situação em que eu me encontrava. Era simplismente lastimável.

Elena narrando:

– Esses cordões, pertencem a nós. Não podemos deixar que Klaus fique com eles fazendo o que bem entende. Se esse cordão cair em mãos erradas, pode ter consequências catastróficas para todos nós. — Disse Kristen, a loira tímida.

– E o que podemos fazer? Klaus não vai entregar de mão beijada. Vai saber onde esses cordões se encontram! — Falei, desesperada.

– Conheço a pessoa perfeita que pode nos ajudar. — Damon abriu um sorriso travesso.

– Quem? — Perguntamos todos em uníssono.

– Caroline. — Damon estava certo. Caroline era a única que podia fazer com que Klaus revelasse o paradeiro dos cordões.

Agora era só esperar que ela topasse nos ajudar.

Caroline narrando:

Tratei de enxugar as lágrimas quando senti a presença de Klaus. Ele passou pela porta como um foguete e com as feições do seu rosto nada boas.

– O que aconteceu? — Perguntei aflita.

– O que aconteceu? Ele fugiu! O desgraçado fugiu! E não vai parar até conseguir os cordões. — Klaus estava descontrolado, o que me deixava amedrontada.

Ele veio até mim, livrando-me das correntes que prendiam meus braços e pernas e suspirei aliviada.

- Obrigada. Sabe, eu pensei que você fosse me deixar aqui. — Ele suspirou, mordendo os lábios.

– Bom... eu não faço a linha dos caras bonzinhos, Caroline e você sabe disso. Nem eu mesmo sei o que acontece comigo. Me importar com alguém... faz tempo que não me importo com alguma pessoa que não seja a mim mesmo ou aos meus irmãos... só que eu não quero me importar, eu não posso me importar. É como se eu não fosse mas o Klaus Mikaelson... — Um solavanco em meu peito me fez quase perder a razão. De alguma maneira, todo aquele papo estava deixando-me confusa e tonta, com medo de onde tudo isso ia dar.

– O que isso quer dizer? — Uni as sombrancelhas, amedrontada.

– Quer dizer que acho melhor... — Ele fez uma pausa, passando as mãos pelos cabelos.

– Sabe... eu vou deixar você viver a sua vida, não vou mais lhe importunar. Não estou disposto a abrir mão de tudo o que sou, por você. Faço isso pelo seu bem, antes que se decepcione. Não sou como Damon ou Stefan, nunca serei, nunca conseguirei ser assim. — Por incrível que pareça, meu coração ficou apertado e o ar começou a faltar. Mas tive forças pra me levantar daquele lugar horrendo e dizer:

– Tudo bem Klaus. Eu sabia que isso nunca iria dar em nada mesmo e quer saber? Eu não me importo! Volte a fazer as suas maldades como se eu nunca houvesse existido porque eu sei que tudo o que fez era porque você queria satisfazer seus caprichos comigo e como não conseguiu, está desistindo. — Tudo o que William havia dito sobre o futuro de Klaus, sobre ele ser apaixonado por mim, não fazia sentido agora. E por mais que Klaus me olhasse sem acreditar em nada do que eu dizia, ele permaneceu em silêncio e então, eu me retirei.

Fui caminhando para casa, debaixo de chuva. Se eu usasse minha velocidade vampírica, eu chegaria em casa rapidamente mas eu estava farta de vampiros, eu estava farta de ser uma vampira.

A quem eu queria enganar? Eu estava mal, muito mal. Eu me importava sim e muito com tudo o que o Klaus havia dito.

Por mais insuportável que ele possa ser, conhecer o Klaus amigável e sincero que eu conheci hoje, fez-me mudar e muito.

As risadas e nosso passeio, ficaram gravadas dentro de mim para sempre e não tem como apagar, não tem.

Cheguei em casa toda molhada e com toda a raiva que eu estava, peguei o desenho que Klaus havia feito para mim e joguei longe, fazendo com que ele caísse em um lugar desconhecido por mim.

Eu desejava que o desenho sumisse e levasse consigo, todas as lembranças boas que tenho de Klaus.

Meu celular tocou e eu bufei, enquanto enxugava as lágrimas teimosas de meu rosto.

Atendi no terceiro toque:

– Alô.

– Caroline? Você está bem? — Elena percebeu que meu tom de voz não estava nada feliz.

– Não muito. — E eu desabei mais uma vez, soluçando alto.

– O que houve amiga? Você está me deixando preocupada. Espere, eu estou indo aí.

– Não precisa amiga!

– Claro que precisa. Beijos. — Elena nem me deixou falar. Desligou o telefone antes que eu pudesse protestar mais uma vez.

Um tempo depois, o som da campainha foi ouvido e eu fui atender, vendo Bonnie e Elena em minha frente.

Ela deu um beijo de despedida em Damon antes de me olhar e entrar em minha casa junto com Bonnie.

– Nós iremos fazer a noite das garotas na sua casa hoje. Espero que não se importe. — Disse Bonnie divertida enquanto levantava uma sacola repleta de guloseimas.

Dei uma risada que logo se transformou em choro. Eu ainda estava toda molhada.

Minhas duas melhores amigas me abraçaram e eu desabei mais uma vez.

– Shiii... estamos aqui e vamos te ajudar amiga. — Consolou-me Elena.

E naquela noite, em meio a risadas, pude esquecer um pouco tudo o que acontecera comigo.

Em meio ao choro e a tempestade, eu sabia que mesmo que eu estivesse mal, triste e infeliz, eu teria duas amigas, capazes de levantar meu astral e me fazer rir.

Não havia choro ou tempestade que apagaria isso.

Nossa amizade era inabalável e mais forte que tudo.

E é por esses e outros motivos que eu amo Elena e Bonnie, minhas duas melhores amigas.


Notas finais
Tadinha da Carol =(( Bom essa busca pelos cordões vai render mtt confusão ainda. Esses cordões são super importantes! Nos próximos capítulos farei o PDV do Klaus e daqui a uns outros capítulos teremos PDV da Bonnie e tbm do Damon e do Stefan!
Estejam comentando este cap. A maioria dos Imortais aqui me pertencem, menos a Lexi HSAUHSUA
Deixem reviews meninas lindas, tenham uma boa noite e me desculpem pela demora.
Beeeeeeeeeeijos