Stubborn Love

12 The Secrets In Your Sad Eyes


Notas iniciais
Quem é vivo sempre aparece, né pessoal? Muito obrigada por todos os reviews e novos leitores, estou no fim da faculdade e ta tudo caótico por isso acabei me afastando do mundo das fanfics. Quem ainda estiver aí levanta a mão, hahaha. Boa leitura :)

Henry estava estranho. Treze anos vivendo e criando o pré-adolescente que contemplava o verde que passava pela janela da velha caminhonete enquanto se dirigiam para o centro de Applestown, além do instinto materno que adquirira durante todos estes anos apitavam que algo havia acontecido com seu filho. Era estranho porque ela estava acostumada a ser sua confidente desde que seus pequenos problemas infantis surgiram. Henry era muito aberto com ela e nunca tiveram segredos um com o outro, talvez por quase sempre só terem um ao outro.

Podia ser a puberdade, a “idade das trevas” d de qual sempre ouvira falar, mas conhecia demais seu doce menino para saber que não era só aquilo. No entanto, Regina confiou em seu silêncio acreditando que quando estivesse disposto ele iria até ela, enquanto ela mesma aproveitava-se de seu próprio para tentar alcançar um pouco de paz de espírito desde a conversa que tivera com Emma Swan na noite anterior.

Fora a primeira vez que falaram sobre seu passado e a traição e ela tinha que admitir que ouvir a ex-mulher falando que ainda se importava com ela fora um golpe pesado na parede de gelo que tentava erguer perto dela. “Não seja tola, Regina. Isso não muda nada, palavras não são nada”. Repetia como um mantra para si mesma toda vez que se lembrava das palavras da ex e uma fagulha teimosa de esperança que aquecia seu coração.

— Aqui estamos nós. – Disse ela estacionando o carro e esboçando um sorriso para o filho que lhe devolveu da mesma maneira. – O “encantador” centro de Applestown, cinco ruas e cerca de quatro mil e quinhentas línguas afiadas prontas pra ejetarem seu veneno em cima de você.

— Parece fofa e inofensiva. – Disse ele olhando ao redor enquanto desciam da caminhonete.

— Não se engane pelo tamanho, querido. A frase “Os piores venenos estão nos menores frascos” provavelmente deve ter surgido daqui. Quanto menor uma cidade mais fofoqueiras e maldosas são as pessoas que vivem nelas. Pode anotar isso. – Disse ela contornando o carro e colocando o braço sobre seus ombros enquanto começavam sua caminhada pela cidade.

De imediato os olhares foram virados para ela e Regina se lembrou porque adiou tanto apresentar a cidade para seu filho. Se ela era uma aberração pelos boatos de sua sexualidade, seu filho era a cria da aberração e as pessoas não tinham sequer a sensibilidade de tentarem disfarçar seus olhares de repúdio em direção aos dois. Com o tempo ela aprendera a tentar não se importar, mas Henry era uma criança. E ver todos aqueles olhares para o seu filho como se ele fosse uma criatura bizarra era como feri-la com ferro em brasa.

— Está tudo bem, mãe. – Henry falou de repente enquanto paravam em frente a uma loja de antiquarias, logo após Regina apertar seus braços em volta dele, aproximando-o mais ainda dela como se fosse uma mãe-leoa protegendo seu filhote. – Eu não me importo com eles ou o que eles acham de mim ou de você. Você é a minha mãe, e se eu pudesse escolher eu escolheria você mil vezes, porque você é a melhor do mundo e eu tenho muito orgulho de ser seu filho.

Regina não soube quando seu filho aprendera a falar com tanta sabedoria e maturidade, mas naquele momento sentiu o orgulho inundar todo seu ser, ao admirar seu pequeno príncipe, que já se mostrava um pequeno-homem cheio de valores morais e virtudes admiráveis. Não aguentou mais um segundo para puxá-lo para um abraço apertado enquanto beijava o topo de sua cabeça cheio de ternura. Para o inferno toda Applestown com seus olhares reprovadores, toda a aprovação que ela precisava na vida era daquele ser humano na sua frente e enquanto tivesse ele do seu lado poderia ir até o inferno e voltar que estaria bem.

Henry era sua razão de viver, seu porto seguro, sua vida. E ela mataria e morreria por ele.

— Mãe, você ta me sufocando. – Disse o menino abafado, e ela logo soltou-o se desculpando e limpando o rastro das lágrimas que escorreram sorrateiros por suas bochechas. Em volta algumas pessoas do lado oposto da rua até pararam para olhar para seu momento maternal com o filho como se fosse algum espetáculo de zoológico, enquanto cochichavam entre si. Henry olhou nesta direção e novamente para ela antes de lhe lançar um sorriso cúmplice que logo a contagiou e a fez rir também. – Me sinto como Marty Mcfly em De Volta para o Futuro quando volta pros anos 60 com as roupas do futuro.

— Você é inacreditável! – Disse ela rindo ainda mais, identificando aquele toque de humor fora de hora, um traço marcante que ele herdara de sua outra mãe.

— Estou falando sério, somos como Rockstar’s. – Continuou ele enquanto seguiam caminho pela calçada novamente abraçados.

— Ok, vamos lá então comer o melhor bolinho da sua vida, Myck Jagger.

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— Você estava certa, é muito melhor do que o muffin da Starbucks! – Ele admitiu de boca cheia, comendo mais um pedaço dos bolinhos na confeitaria e pensão de Granny, a idosa que conhecera no dia que chegara e melhor amiga de sua avó.

— Eu te disse! – Disse Regina com um sorriso vencedor enquanto comia um pedaço de seu bolinho de nozes. A idosa que aguardara ansiosa por Henry provar seu bolinho ao lado da mesa agradeceu os elogios e mesmo querendo parecer modesta saiu pomposa em direção da cozinha falando que iria trazer mais alguns sabores para ele experimentar.

As pessoas do lugar ainda olhavam com muita frequência para a mesa em que ele e a mãe dividiam, mas depois de um tempo apesar de incomodar um pouco Henry aprendeu a ignorar. Sua mãe também parecia melhor depois de um tempo, estava bem mais disposta do que no dia anterior, exibia um ar feliz e leve que quase o convencia de que ela estava bem.

Henry sempre fora muito observador e uma vida convivendo com sua mãe morena lhe deram a capacidade de perceber pelo seu olhar quando estava feliz, triste ou quando mostrava estar feliz quando na verdade estava triste por dentro. Alguma coisa havia acontecido entre aquelas duas, mesmo que ambas teimassem em fingir que nada mudara.

Ele já não sabia mais o que fazer. Depois de ouvir o discurso de sua mãe Emma fora como se um banho de água fria fosse jogado em cima dele. Antes sua fé inabalável no amor que sabia que no fundo ainda sentiam uma pela outra havia desmoronado quase completamente, e a esperança de vê-las juntas novamente havia diminuído drasticamente apesar das palavras de consolo que recebera da avó no dia anterior quando contara o incidente com sua mãe Emma naquele mesmo dia.

“As bocas podem dizer que não, mas os olhos sempre entregam aquelas duas antas cabeças-duras”. Debochou ela enquanto comiam pipoca e assistiam filme.

Henry não era de desistir e dificilmente perdia a esperança, mas mesmo depois das palavras de sua avó estava inseguro que conseguiriam completar esta missão. Até por quê ele mal sabia o que motivava sua avó a querer juntar tanto suas duas mães como ela aparentava estar querendo. Entretanto era a única e melhor ajuda com a qual podia contar para lhe ajudar, então precisava confiar em sua avó e suas intenções duvidosas.

— Está tudo bem? – A voz de sua mãe despertou-o de seus pensamentos e Henry mentiu que sim balançando com a cabeça pensando em uma terceira pessoa além das duas que vinha ocupando em tempo integral seus pensamentos nos últimos dias: Grace.

A ideia de não ver a garota nunca mais era como um elefante sentando em cima de sua barriga, era agonizante. Não sabia o porquê, mas sentia falta dela como se ela fosse sua amiga a anos, sentia falta de sua presença leve e como ela parecia deixa-lo tranquilo e nervoso ao mesmo tempo. No entanto, sabia que mesmo que conseguisse pôr os olhos nela novamente, tinha certeza que a garota nunca mais seria a mesma com ele depois de seu pai lhe falar sua opinião sobre Henry e sua família. Provavelmente ela lhe olharia como todos na cidade olhavam para ele e sua mãe e isso o magoava mais do que tudo.

— É está, só estava pensando... você acha que a opinião dos pais de uma pessoa muda muito o conceito dela sobre outras pessoas? – Regina fez uma cara pensativa enquanto usava o guardanapo para limpar alguns farelos do canto dos lábios.

— Bom, acho que você sempre tem que ouvir seus pais, eles viveram mais e tem mais experiências que você... exceto em casos como os da sua avó. – Tratou-se de se corrigir rapidamente – Se eu ouvir cada opinião dela eu estaria perdida. Mas de onde veio isso?

— Vamos dizer que hipoteticamente eu conhecesse alguém – Disse ele vagarosamente vendo a expressão de confusão de sua mãe se transformar em uma mais preocupada. – E gostasse dessa pessoa, mas o pai dela não gostasse de mim ou da nossa família e falasse coisas horríveis sobre você. Você acha que mesmo assim ela poderia gostar de mim?

— Você está gostando de alguém?

— Eu disse hipoteticamente. – Disse ele rapidamente, mas estava claro pela sobrancelha engatilhada e olhos analíticos decifrando seu rosto que ela não tinha acreditado muito nisso.

— Claro... Bom, se essa pessoa realmente gostar de você e te conhecer de verdade pra saber o menino incrível e maravilhoso que você é, ela vai saber no que acreditar. Não interessa o que o mundo pensa porque a única coisa que vai importar vai ser vocês dois, se estão felizes... e então o resto se torna insignificante. – Disse ela terminando com o olhar distante deixando claro que havia um envolvimento emocional pessoal muito grande em seu discurso.

— Assim como você e a minha mãe Emma? – Disse ele trazendo-a de volta para a realidade com um sorriso sorrateiro.

— Achei que estávamos sendo hipotéticos. – Disse ela em resposta e ele concordou balançando a cabeça.

— Claro, hipotéticos.

— Eu vou aproveitar que tenho sinal no celular e fazer uma ligação para saber como estão as coisas em Storybrooke, ok? Eu já volto. – Disse ela aproveitando para encerrar o assunto, se levantando e caminhando até a porta de entrada do café de Granny.

Henry deixou o olhar perdido mastigando mais alguns pedaços de seu bolinho até que a chegada de um ser no local quase o fez se engasgar. Grace acabara de entrar acompanhada de mais duas amigas carregando consigo um suporte de violino embaixo dos braços. Henry acompanhou sem perder um movimento quando as três foram até o balcão onde fizeram seus pedidos, e não conseguiu tirar os olhos encantado com que Grace olhava distraída ao redor do restaurante de maneira graciosa até seus olhos se fixarem na sua direção. Henry sentiu uma corrente elétrica percorrer seu corpo e quase pulou de susto da cadeira quando foi capturado por seus olhos. Tentou se concentrar no bolinho em suas mãos, fingindo não ter sido pego espiando-a ou mesmo ter notado sua presença no local só levantando o olhar novamente quando sentiu uma presença se aproximar da mesa.

— Oi – Disse a voz que ela achou que nunca mais iria ouvir na sua vida com um meio sorriso sem graça. Henry demorou alguns segundos para assimilar a situação e perceber que estava com o queixo caído e bolinho esquecido na boca a mostra parecendo um verdadeiro idiota.

— Oi – Disse ele ainda de boca cheia, apressando-se para mastigar enquanto ela soltava uma risada suave.

— Meu pai me deixou de castigo ontem, não me deixou sair. Hoje só deixou por causa da aula de música.

— Sinto muito se eu te meti em encrencas, não foi minha intenção. – Falou com sinceridade.

— Não foi sua culpa... na verdade acho que quem tem que pedir desculpas sou eu. Meu pai não devia ter falado aquelas coisas horríveis sobre você ou sua família. – Disse ela sem graça, e Henry não pôde deixar de se encantar ainda mais por ela.

— Está tudo bem, eu não me importo. – Disse com um balançar de ombros. – Seu pai não me conhece, nem conhece minhas mães... talvez ele só fale aquelas coisas porque somos família diferente do que as ele está acostumado e as pessoas costumam julgar e não gostar das coisas que não conhecem antes mesmo de conhece-las. – Disse ele com um sorriso reconfortante, tentando faze-la não se sentir mal pela atitude do pai.

— É... Mas eu conheço você. E se quer saber não acho que você seja uma aberração nem nenhuma daquelas coisas... na verdade eu te acho muito legal. – Henry engoliu a seco e sentiu as bochechas começarem a arderem, torcendo internamente que elas não tivessem ficando tão vermelhas para Grace nota-las.

— Bom, uh, eu fico muito feliz que você não ache... que você me ache legal, porque, uh, eu também te acho incr- quer dizer, muito bacana! – Disse ele atrapalhado, arrancando mais uma vez uma risadinha dela. – Você quer...

— Hei boa tarde, Henry. – Disse uma voz masculina acima da garota e Henry após um pequeno choque inicial temendo ser o pai de Grace deparou-se com o xerife Graham, amigo de sua mãe segurando um copo de café fumegante olhando para os dois. Grace que também se assustara, provavelmente pelo mesmo motivo que Henry, aproveitou para se retirar e voltar ao balcão com suas amigas e juntas logo foram embora da cafeteria.

Se o sujeito já o irritava por viver rondando sua mãe Regina o incidente só o fez desgostar ainda mais dele. Assim que a garota se retirou Henry encarou o xerife com cara de poucos amigos esperando ele se explicar por qual motivo tinha atrapalhado seu momento tão especial com Grace.

— Vi você sentado aqui sozinho, e pensei em me juntar a você. – Disse o homem todo simpatia, sentando-se no lugar desocupado de sua mãe enquanto Henry se perguntava se o homem era cego para perceber que ele não estava sozinho antes dele aparecer. – Como vai amigão?

Henry não respondeu. Apenas continuou encarando o homem mais velho com a cara fechada sem pronunciar uma palavra sequer. O homem pareceu desconfortável, mas resolveu tentar novamente:

— Então Henry, está gostando de Applestown? – Tentou novamente de maneira simpática, mas logo foi atropelado pelo tom nada amigável de Henry que se debruçava na mesa com os dedos entrelaçados, imitando um mafioso que um dia vira num filme.

— Então Graham, você trabalha de verdade ou te pagam pra ficar comendo bolinhos e azarando a mãe dos outros?

— Desculpe?

— Vou poupar o seu trabalho: Não vai acontecer. Ela ainda ama a minha mãe Emma e ela é melhor do que você em todos os quesitos. Além disso, minha mãe Emma não vai desistir da minha mãe porque ela também ama ela, você entendeu?

— Henry, você entendeu errado... Sua mãe é linda e eu sei que ela não está disponível...

— É, nem nunca vai estar pra você. Então deixa a gente em paz que as coisas já são bem complicadas sem você pra atrapalhar, ok? – Terminou ele não deixando qualquer espaço para Graham voltar a falar, apenas alguns instantes antes de sua mãe irromper pela porta de entrada e se aproximar da mesa olhando Graham surpresa e incomodada ao mesmo tempo.

— Graham, o que você está fazendo aqui? – Disse ela tentando manter o tom educada de fachada, mas Henry percebeu que assim como ele, ela estava pra poucos amigos com o xerife.

— Regina, eu vi Henry aqui e achei que ia te encontrar... sobre sábado a noite... – Começou ele despertando a curiosidade de Henry. – Eu não quero que você pense alguma coisa errada sobre mim e...

— Eu não pensei nada Graham, vamos esquecer esta história. – Disse entre os dentes com um sorriso plácido. Henry sabia que sua mãe estava mentindo e irritada com algo que o xerife fizera.

— Então está tudo bem entre a gente? – Perguntou ele inseguro e Henry viu a mãe respirar fundo umas duas vezes antes de se dirigir a ele.

— Henry vamos embora, acho que já deu nossa hora por aqui. Adeus Graham, espero que esse seu cinismo tenha alguma serventia além de te fazer ser um cretino, imbecil. – Henry arregalou os olhos ao ouvir sua mãe perder parte da compostura que sempre mantinha quando ela agarrou seu braço e o levou para o balcão onde acertaram a conta e saíram sem olhar para trás.

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Regina deixou Henry na casa e saiu para dar uma caminhada pela fazenda tentando esfriar a cabeça sobre o episódio com Graham e sua audácia de mesmo depois de ter feito tudo o que fez ainda querer se fazer de bom moço bem-intencionado. Se Henry não estivesse por perto ela poderia ter lhe dado um soco no meio dos dentes perfeitos e brilhantes tamanha era sua raiva.

Continuou com passos firmes até lentamente a raiva ir se dissipando e seus passos se tornarem mais leves, parecendo terem vida própria enquanto ela se mantinha perdida em pensamentos sobre a conversa da noite anterior com Emma. Não tinha visto o menor sinal dela quando deixou Henry na casa, ponderou que talvez tivesse realmente ido embora para a pensão como dissera que faria. Não gostou do aperto no coração que sentiu pela perspectiva de Emma mais uma vez longe dela. Sabia que não tinha o direito de se sentir assim, de sentir saudades da ex-mulher que mais uma vez estava indo para longe dela, mas sentia. Anos de terapia tinham ido por agua a baixo em menos de quatro dias de convivência e deus sabe lá quantas mais horas iria precisar para se recuperar dessa última dose de Emma Swan.

Quando voltou a realidade se encontrava diante de uma estrutura que não via a muitos anos: os estábulos da fazenda Mills. Prendeu a respiração constatando que se encontrava quase do mesmo jeito que se lembrava da última vez que estivera ali. Devia ter por volta dos 15 anos, quando corria para viver seu romance proibido, com um jovem que sua família nunca aceitaria, somente devido a sua condição financeira. Já fazia tanto tempo que parecia outra vida, ela mesma parecia outra pessoa totalmente diferente da adolescente apaixonada pelo garoto que cuidava dos cavalos e do estábulo.

Daniel fora seu primeiro amor. Um amor diferente do amor que transbordou seu ser quando permitiu Emma e Henry entrarem em sua vida, mas um amor puro capaz de fazê-la mudar sua vida e enfrentar sua família para vive-lo. Um amor inocente e doce pelo garoto gentil que a fazia não se sentir tão sozinha no mundo, que não tratava e a bajulava como uma Mills como todo o resto, mas apenas gostava dela como ela era. Apenas Regina.

Tudo poderia parecer um conto de fadas, ou um filme água com açúcar sobre o primeiro amor, mas tudo virou uma tragédia e Daniel teve sua vida precocemente arruinada por causa dela.

Nunca mais voltara aos estábulos desde que ele se fora. Habitavam ali as lembranças vivas de tudo o que vivera com Daniel e onde em meio as sombras também habitava a culpa pelo que causara sua morte, no entanto lá estava ela guiada pelos seus próprios pés até o templo onde habitavam os fantasmas de mais uma parte de seu passado que lhe assombrava. Regina não soube exatamente o que a fez dar o primeiro passo em direção a construção depois de tantos anos, mas em segundos estava entrando no local que fora cenário de seus encontros escondidos, sob o mesmo telhado que testemunhou seu primeiro beijo e juras de amor eterno sem saber o que o futuro lhe guardava.

Dentro era tudo tão igual que quase conseguia visualizar os olhos verde escuro de Daniel saírem detrás das baias a sua espera. E isso nem 24 anos conseguiram amenizar a dor aguda, parecendo uma mão firme apertando seu coração até que ela sentisse dificuldade em até mesmo respirar. Regina lutou contra a vontade de fugir daquele lugar e de tudo o que lhe remetia e seguiu olhando tudo ao seu redor.

Os relinchos dos cavalos se intensificaram ao sentirem sua presença. Haviam 5 cavalos dispostos em baias individuais, dois deles lhe lembravam muito Rocinante, o cavalo premiado que seu pai lhe dera quando completara 9 anos, provavelmente descendentes do mesmo. Rocinante também fora deixado para trás em sua fuga do passado, ela estava no terceiro ano da faculdade de Yale quando o pai telefonou lhe contando a notícia e o animal que um dia ela considerara seu único amigo já não era mais do que uma lembrança distante de uma vida que ela queria esquecer.

Regina se aproximou do primeiro que tinha olhos curiosos e agradou o cavalo com um carinho na região da ganacha, como Daniel tinha lhe ensinado que eles gostavam. O equino fez um barulho satisfeito, que a fez sorrir brevemente antes de sentir lágrimas se acumularem em seus olhos e embaçar sua visão. Colando sua testa com o focinho do cavalo Regina desmoronou toda a angustia, medo e pesar que sentia. Por Daniel, por seu pai, por Emma. Todas as pessoas que amara e todas a deixaram.

— Regina... – Disse uma voz rouca atrás de si tocando seu ombro. Ao virar-se e ver de relance olhos verdes com semblante preocupado e terno poderia jurar que era uma visão de Daniel, mas após poucos instantes percebeu que eram verdes mais claros que a encaravam, mãos delicadas e pequenas. – Regina, o que aconteceu? Você está bem?

Regina não foi capaz de responder. Se jogou nos braços de Emma, agarrando-se a única pessoa que tinha por perto como se tivesse medo de soltá-la e algo acontecesse a ela e chorou. Chorou porque sabia que nunca poderia odiar aquela mulher mesmo com toda a dor que ela havia lhe causado, chorou porque não queria que ela se afastasse mais uma vez, chorou porque uma parte sua, mesmo que se passassem mil anos seriam dela. Só dela.

Emma apertava seus braços protetoramente em volta de Regina repetindo seu nome e pedindo que se acalmasse enquanto Regina desmoronava em soluços e lágrimas que faziam seu corpo tremer.

— Ei, olha pra mim. – Disse segurando seu rosto entre as mãos, fazendo-a olhar em seus olhos. – O que aconteceu? Por que você ta assim? Eu to aqui, fala comigo. – Com ternura colou sua testa na dela fazendo Regina fechar os olhos aproveitando a sensação do contato sem oferecer resistência. – Eu to aqui e não vou embora nunca mais, nunca mais vou sair de perto de você e do Henry, mesmo que você me odeie, mesmo que você me expulse eu sempre vou estar aqui pra você, ta me ouvindo?

Regina não respondeu, mas não fugiu. Abriu os olhos e encarou mais uma vez os verdes vendo preocupação e cuidado neles. Sentiu franqueza nas palavras de Emma, como se saíssem direto de sua alma e atingissem diretamente em seu coração e sua atenção e suporte até Regina lentamente se recompor e de sua crise de choro e só o que restar serem rastros de lágrimas e olhos inchados.

— Está tudo bem, não precisa se preocupar. – Regina limpou o rosto com o dorso da mão recuando alguns passos para trás, mas Emma não permitiu que se afastasse o suficiente, segurando seu antebraço.

— Está tudo bem uma ova! Ninguém chora desse jeito quando está tudo bem. – Disse de seu jeito despojado antes de insistir novamente. – Agora me conta o que aconteceu? Alguém te fez alguma coisa?

— Não Emma, ninguém me fez nada... Olha não é nada, ta bom? É só uma coisa do passado, não importa mais.

— Bom, importa pra mim. Por favor me conta. – Disse ela firmemente olhando fixamente em seus olhos. Regina permaneceu em silêncio hipnotizada pelos olhos verdes, o que Emma deve ter interpretado como uma recusa porque logo completou com seu jeito irreverente de sempre. – Bom você que sabe. Eu já fui detetive sabe, uma muito boa e sou ótima em descobrir tudo o que eu quero.

Regina revirou os olhos por seu tom, mas não de total irritação como fizera nos últimos dias, e sim quase como se havia se divertido com aquilo. Emma alargou o sorriso e insistiu mais um pouco antes de Regina decidir abrir o capítulo empoeirado desta parte tão terrível de sua história.

— É só esse lugar, está cheio de lembranças... – Disse olhando em volta com os olhos se enchendo de lágrimas mais uma vez.

— Lembranças ruins? – Arriscou Emma incentivando-a a continuar.

— Boas e ruins. – Disse Regina com o olhar distante. – Havia um garoto, meu primeiro amor...

— Graham? – Emma nem mesmo tentou disfarçar o desdém ao pronunciar o nome do xerife.

— Não. Daniel. – Continuou ignorando o tom da loira e deixando para uma próxima ocasião lhe perguntar como sabia de seu envolvimento amoroso com o xerife no passado. – A família dele trabalhava para os meus pais e ele logo cedo começou a ajudar cuidando dos cavalos. Tínhamos praticamente a mesma idade, mas nunca tivemos muito contato porque eu era “A filha do chefe” e ele, bom, ele era só o garoto dos estábulos. Quando eu tinha 14 anos quando meu pai conseguiu convencer minha mãe a me deixar competir e nós começamos a passar muito tempo juntos. Ele foi a primeira pessoa a me enxergar por quem eu realmente era. Não a filha do chefe, a herdeira dos Mills ou a “princesa” de Applestown – Disse com desdém, relembrando com amargura o título que lhe davam desde quando era uma criança. Deu mais um longo suspiro – Éramos só Regina e Daniel e nós estávamos apaixonados.

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— Claro que minha mãe não poderia nem sonhar com isso. Imagine só eu, filha dela, uma Mills envolvida com um empregado que cheirava a estábulo. – Emma absorvia cada palavra de Regina enquanto seus olhos mapeavam o rosto da morena, sentindo toda a tristeza que os olhos castanhos ainda guardavam enquanto revivia a história para contar para ela. – Quase cheguei a falar para o meu pai, mas ele já tinha tantas coisas para se preocupar, as crises da minha mãe, os negócios da família... Então nos encontrávamos aqui dia após dia por meses antes e depois dos meus treinamentos até eu torcer o tornozelo em uma competição.

Tudo era uma novidade para Emma. Sabia que Regina gostava de cavalos, mas nunca lhe passou pela cabeça que a ex-mulher havia montado profissionalmente, ou até tido um amor proibido que a família desaprovava antes dela. Daniel. Seja qual fosse o final da história Emma já não gostava dele por mesmo depois de todos os anos ainda parecer capaz de causar tanta dor em Regina.

— Minha mãe arrumou o motivo perfeito para me tirar do hipismo, e claro, me afastar do meu “bom amigo” que ela provavelmente já havia percebido o quanto eu estava próxima, afinal, você já deve ter percebido que apesar de louca, burra é uma coisa que ela não é. Eu fiquei presa em casa com o pé imobilizado por mais de uma semana sem ver ou ouvir meu Daniel, até eu resolver escrever-lhe um bilhete pedindo para que viesse me ver de noite enquanto meus pais dormiam. – Regina fechou os olhos e tomou um longo suspiro parecendo reunir forças para continuar. Emma sabia que deveria poupá-la e pedir que interrompesse sua narração, mas sua curiosidade falou mais alta. Precisava saber o que o pequeno bastardo fez de tão grave para magoar tanto sua Regina. – Ele veio como eu pedi. Jogou pedrinhas na minha janela, sussurrou meu nome, se preparou para subir pela lateral da casa até que ouvimos um estalo do meio da escuridão e 5 segundos depois Daniel despencar.

Regina permitiu-se desmoronar deixando as lágrimas escorrerem livremente pelas bochechas vermelhas. Emma observava imóvel com as sobrancelhas franzidas, ligando os pontos no mesmo momento em que Regina conseguiu voltar a falar:

— Minha mãe saiu do meio da escuridão com aquela maldita espingarda gritando que havia pegado o desgraçado do bandido que tentava invadir sua casa, Daniel se debatia e chorava no chão e eu gritava e chorava desesperada o nome dele, implorando para minha mãe não machucá-lo, quase me jogando da janela se não fosse meu pai me impedindo.

Emma estava horrorizada. Nunca pensou que aquela mulher que sempre fora tão independente e forte já tivesse passado por tantas coisas dolorosas em sua vida. Tudo agora parecia ter um novo sentido. A arrogância de Regina, que Emma sempre julgou ser reflexo de uma criação rica e privilegiada, agora parecia muito mais com uma defesa de quem já havia sido muito machucado.

— Ele morreu? – Perguntou Emma quase sussurrando, não sabendo bem que tipo de reação essa pergunta poderia causar em Regina.

— Tiraram a bala do ombro direito, mas ele acabou tendo complicações, infecções... e acabou não resistindo. – Respondeu a morena limpando algumas lágrimas, tentando se recompor – Foi um escândalo. Os pais dele tentaram processar minha mãe, mas os advogados alegaram deficiência mental, jogaram que ele poderia estar tentando invadir nossa casa de madrugada... eu queria dizer que era mentira, que a culpa era minha, que eu que tinha chamado ele... mas eu estava tão assusta, e ela falava para mim que não tinha sido de propósito, que ela poderia ser presa por minha causa...

— Regina, você não podia fazer nada, ok? Você era uma criança, você estava assustada e Cora não devia ter falado isso. Nada disso foi sua culpa. – Emma disse ficando frente a frente com Regina, limpando algumas lágrimas que ainda manchavam seu rosto.

— É como se fosse uma maldição. Todos que eu amei na minha vida morreram ou me abandonaram. Daniel, meu pai, nossa filha, você...

— Não. – Disse Emma firmemente. – Isso não tem nada a ver com você Regina, coisas ruins aconteceram, muitas coisas ruins para uma pessoa só, mas você não teve culpa de nenhuma dessas coisas. Daniel não foi sua culpa, nem seu pai, nem nossa filha... – Disse Emma com certa dificuldade tocando em um dos pontos de sua vida que mais a machucavam. – E eu... eu nunca devia ter abandonado você e o nosso filho quando vocês mais precisavam de mim. Eu fui covarde, eu fugi porque não conseguia ver o meu porto seguro desmoronar, porque você sempre foi a mais forte de nós e de repente você não tinha forças. Eu sempre achei que você um dia acordaria e se perguntaria o porquê estava casada comigo, porque você sempre foi tão incrível, tão especial e eu só estava esperando o momento de você cair em si e me abandonar como todo mundo fez durante a minha vida inteira.

— Emma...

— Mas a verdade é que eu fui a culpada de te perder, e você pode me odiar pro resto dos seus dias, Regina, mas você não é a única, porque eu também me odeio e sempre vou me odiar por ter perdido a melhor coisa que já me aconteceu. Me odeio por ter perdido a infância do Henry, por não ter estado do seu lado quando você mais precisou de mim, por ter beijado a Lily naquele dia procurando algum conforto quando você sempre foi tudo o que eu precisei! E eu sei que nada do que eu fale agora vai mudar tudo o que aconteceu, mas eu prometo que eu nunca mais vou falhar com você. Mesmo que você me odeie ou me expulse da sua vida, eu sempre vou estar aqui pra você.

Emma respirou sem ar depois de todas as palavras praticamente terem pulado de sua boca quase inconscientemente. Não que isso tirasse a veracidade delas, porque eram a mais pura verdade dias diretamente do fundo de sua alma. Regina já passara por tanta coisa em sua vida, viveu tantas merdas sem merecer que Emma só queria protege-la de todas as dores do mundo, e não permitir que nada nunca mais a fizesse sofrer.

O olhar de Regina pela primeira vez desde seu reencontro não demonstrava nenhuma mágoa ao olhar para ela. Pelo contrário, havia um misto de emoção e afeto combinado com um resquício de sorriso que aqueceu seu interior e a encorajou a avançar alguns passos até que seus rostos estivessem a poucos centímetros de distância. Lentamente colou suas testas roçando seu nariz com o dela, sentindo o frio na barriga que o gesto lhe causava. Regina suspirou e o calor de sua respiração fez Emma estremecer, evirar o rosto delicadamente buscando seus lábios com os seus antes de ser interrompida por passos firmes e rápidos se aproximando.

— Mães – Disse Henry ofegante e de rosto vermelho, parecia ter corrido muito até ali. Neste ponto Regina já havia virado o rosto e recuado alguns passos e ouvia o filho com uma expressão aflita – É a vovó. Ela não está bem. Ela está gritando, e... eu não sei o que fazer...

Sem esperar mais qualquer palavra Regina irrompeu correndo em direção à casa. Emma antes segurou o rosto do filho em suas mãos perguntando se Henry estava bem. O garoto respondeu com um menear de cabeça positivo ainda que tivesse os olhos verdes assustados, antes de correrem juntos atrás de Regina.

Do lado de fora da casa já conseguia ouvir o som alto de música country sulista, a porta entreaberta e gritos indecifráveis assustaram Emma, mas nada perto do que sentiu quando entrou na casa e se deparou com a cena que se desenrolava.

Cora se encontrava no meio da sala de estar em cima da mesa de centro movimentando os braços de maneira dessincronizados que Emma não conseguia distinguir se era uma dança ou se era uma dança ou se a mais velha estava se debatendo. Seu rosto estava manchado de lágrimas e o rímel escorrido por suas bochechas e cabelos desgrenhados acentuavam a aura de loucura. Regina embaixo estendia seus braços, repetindo seu nome inúmeras vezes tentando descê-la da mesa, mas isso só fazia Cora gritar mais alto para que se afastasse.

— ZELENA, É O NOME DELA, VOCÊ NUNCA CONSEGUIU ME ESCONDER NADA, NÃO É? NINGUÉM CONSEGUE! ZELENA, ZELENA, ZELENA...

— Henry, vai pro seu quarto! – Disse Regina, provavelmente percebendo a expressão assustada de seu filho que se mantivera ao lado de Emma, assim como ela sem saber como reagir. – Já!

O menino não protestou e subiu apressado os degraus da escada. Emma olhou para o caminho que o filho seguiu, sentindo-se tentada a segui-lo, mas respirou fundo e ficou. Fez o que prometera a Regina naquele dia. Se adiantou e ficou do lado oposto da mesa estendendo os braços assim como ela, fechando um tipo de cerca com os braços que impedia Cora de cair.

— Mãe, desce! Desce agora, você vai se machucar! Por favor... – Disse Regina com a voz firme, mas Emma percebeu que ela também estava assustada. – Você vai se machucar...

— TIRE SUAS MÃOS DE MIM! – Gritou Cora afastando as mãos de Regina bruscamente. – Você vai me abandonar, vai ficar com ela... ZELENA...

Cora continuava a se movimentar girando em torno de seu próprio eixo quando se desequilibrou e teria caído de costas se Regina não tivesse a abraçado de maneira desajeitada fazendo ambas caírem no chão desajeitadas. Emma observou petrificada toda a cena sem saber o que fazer enquanto Cora gritava e chorava nos braços de Regina desesperadamente e a ex-mulher a abraçava ainda mais forte em seus braços falando palavras baixas para que ela se acalmasse. Lentamente Cora foi se acalmando e caindo em um estado meio sonolento sem Regina soltá-la por nenhum momento. Quando tudo parecia mais controlado, Regina ergueu os olhos vermelhos e apreensivos carregados de vergonha pelo que havia acabado de ocorrer. Emma se adiantou até ela se ajoelhando ao seu lado, colocando a própria mão em cima da dela ainda enlaçando Cora e lhe ofereceu um meio sorriso compreensivo, como se dissesse que estava tudo bem, que não tinha o porquê se envergonhar.

— Como eu posso ajudar? – Sussurrou por medo de acordar Cora.

— Você pode me ajudar a leva-la para cama?

— Claro – E assim fizeram, levando cada braço de Cora em cima do ombro de cada uma com dificuldade pela escada estreita até o quarto da mais velha. Regina arrumou sua roupa de cama, cobriu a mãe e limpou sua maquiagem com lenço umedecido enquanto Emma assistia da soleira da porta com as mãos nos bolsos. Quando terminou, Regina fechou a porta atrás de si e ficou frente a frente com Emma.

— Me desculpe por isso.

— Deixa disso, não tem nada para se desculpar. – Insistiu – Sua mãe apenas perdeu um pouco o controle... er, vai ver teve algum problema com a tal Zelena? Você a conhece, sabe de algo que possa ter acontecido?

— Não, eu nunca ouvi esse nome na minha vida. – Disse Regina pensativa, antes de voltar sua atenção para Emma. – Muito obrigada pela sua ajuda, Ems. Eu vou ver como Henry está.

O antigo apelido não passou despercebido pelos ouvidos de Emma que sentiu algo dentro de si se revirar ao ouvir a voz de Regina dizer aquilo. Não conseguiu lhe dar uma resposta porque mal conseguia respirar. No fim deu um longo suspiro, e fechou os olhos repassando as últimas horas na sua cabeça. Que dia...

Notas finais
Mais uma bomba da vida da Regina revelada, o que vocês acham? Não consigo me decidir se meu bb sofre mais na série ou nessa fanfic, sinceramente hahaha. E temos finalmente os muros do coração de gelo da Regina sendo um pouco derretidos pelos olhinhos adoráveis da Emma e eu amei escrever isso! Acho importante também escrever sobre a parte séria da doença da Cora, que apesar da maioria das vezes parecer hilária quando ta chapada se trata de uma doença real que sempre afetou muito a vida da Regina e justifica parte da relação conturbada das duas. Enfim me desculpe mais uma vez pela ausência, mais uma vez. Muito obrigada por todo carinho e incentivo de mensagens (Evil Swen sua mensagem no pvt foi o chute na minha bunda que faltava para eu terminar de escrever esse capítulo, não sei se já te agradeci pela recomendação, mas muito muito obrigada pelo carinho pela minha história :)). Além disso me perdoem se a qualidade da escrita decaiu, estou um pouco enferrujada eu acho hehehe. Espero voltar em breve, um beijo a quem ainda está acompanhando. Até logo :)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.