Stubborn Fools

13 Capítulo 13 - Sushi para comemorar


Notas iniciais
postando em dia tunts tunts, aproveitem o cap

Luke Daggerhorn________

Acordei com o barulho de algo caindo na cozinha. Não abri os olhos, apenas virei para o lado na cama. Mais barulhos de portas batendo e de gavetas abrindo e fechando na cozinha. Mas que diabos Sophie, justo no meu dia de folga? Abri os olhos e percebi que estava no quarto dela, na cama dela, com o cobertor dela, mas ela, que é o bom, não estava ali.

Levantei rabugento e marchei até a cozinha, já no corredor gritei:

– Sophie, será que um homem trabalhador não consegue nem dormir no seu dia de folga?

Quando cheguei à cozinha, estranhei a figura atrás do balcão, alguém alto de cabelos curtos. Esfreguei os olhos enquanto ouvi uma voz masculina muito familiar.

– Rá! Homem trabalhador? Essa é boa, Luke.

Ainda sonolento, percebi que a pessoa era Fred, o homem que havia roubado meu lugar na minha própria cama.

– Ué, cadê a Sophie? — Perguntei fazendo uma careta para ele.

– Ela saiu cedo, antes de eu acordar, mas ligou mais tarde e disse que tinha saído para uma entrevista de emprego.

Olhei para o relógio de parede da cozinha, ele marcava nove horas e meia da manhã.

– Entrevista de emprego? Achei que ela tivesse um emprego.

– Não exatamente.

– Mesmo assim, que diabos você está fazendo com a nossa cozinha?

– Eu? Estou tentando achar algo decente pra comer.

– Você não vai achar nada na cozinha, meu chapa. A Sophie, aquela egoísta mimada, escondeu tudo na dispensa, o que você quer comer?

– Sei lá, cereal talvez?

Fui até a dispensa, peguei o cereal e levei para a cozinha, peguei o leite na geladeira e uma tigela para ele. Coloquei tudo em cima do balcão e olhei para Fred com um olhar ameaçador.

– Se você me acordar de novo, eu vou ligar para a Isabelle e mandar ela vir buscar você, ouviu?

Fred fez um sinal afirmativo com a cabeça, com a testa franzida e os olhos arregalados.

Voltei para o quarto de Sophie e deitei na cama dela de novo, mas fiquei pensando como ela pagava a sua parte do apartamento, se ela não tinha emprego.

Demorei cerca de trinta minutos para dormir de novo, porque o inútil do Fred ficava fazendo barulho na sala e na cozinha, batendo pratos, arrastando cadeiras, aumentando e diminuindo o volume da TV.

__________

Eu estava num bar, um homem enorme estava vindo para cima de mim, mas uma figura raivosa de cabelos negros pulou por cima dele antes que ele tivesse a chance de me bater. Olhei para o cara nocauteado caído por cima de uma mesa. A pequena figura raivosa de cabelos escuros olhou pra mim e sorriu, aquele sorriso irritante que eu conheço muito bem. Ela veio até mim e me ajudou a levantar do chão onde eu estava sentado igual um idiota.

Ela chegou tão perto que achei que iria me beijar, mas de repente ela começou a cantar, quase gritando, no meu ouvido. “What a mess, what a mess we all became, such fragile broken things, a memory remains, just a tiny spark, i give it all my oxygen” Sophie gritava no meu ouvido.

Então o homem que ela nocauteou gritou para mim:

– Não vai atender, não?!?

Acordei com o celular tocando Let the flames begin, música que a própria Sophie escolheu para tocar quando ela ligasse, e com Fred gritando da sala “Você não vai atender, não?”.

– Que foi, Sophie? Eu estava dormindo.

– Até essa hora, Daggehorn? Que vergonha.

– Que horas são? O que você quer?

– São onze e meia e eu quero que você venha me buscar porque eu estou morrendo de fome.

– Onde você está?

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Sophie Buckhard________

Desliguei o telefone e fiquei esperando pelo Luke na frente do prédio de escritórios onde eu havia passado as minhas últimas três horas.

Quando Luke finalmente chegou já era uma hora da tarde, meu estômago estava se digerindo e eu estava pronta para socar ele.

– Onde você estava, seu inútil?

– Nossa, desculpe madame bombril, mas o trânsito meio dia não é dos melhores, e não sei se você esqueceu o seu cunhado está no nosso apartamento e fez um interrogatório sobre onde eu ia, quem iria encontrar e se iria voltar para fazer o almoço dele.

– Rá! Ele que morra de fome, nós vamos almoçar em um restaurante.

– É mesmo? E eu posso saber quem é que vai pagar, senhorita?

– Eu, é óbvio. Quando que eu já pedi para você pagar a minha comida? Agora, dirija pra qualquer restaurante que você queira.

Luke fez uma careta e resmungou algo como “mandona” ou “madonna”, mas eu acredito que seja a primeira opção.

Chegamos a um restaurante japonês, Luke estacionou, mas antes de sairmos do carro ele me olhou com uma expressão séria e falou, calmamente:

– Tem certeza que não vou ser eu que vou pagar o almoço?

– Tenho, absoluta, acredite em mim. — Respondi sorridente.

– Tudo bem, então. — Ele pegou a carteira e checou se seu cartão de crédito estava dentro dela. Imbecil.

Saímos do carro e entramos no restaurante, Luke pediu uma mesa para duas pessoas e a indicaram para nós. Um garçom nos trouxe o cardápio e foi atender outros clientes enquanto Luke e eu decidíamos o que pedir.

– Então, Sophie, quanto seu bolso pode pagar?

– Não abusa da minha boa vontade, Luke. Vamos pedir um combo de trinta peças, quinze para mim, quinze para você, é o suficiente?

– Pode ser.

Fizemos os nossos pedidos e logo um garçom trouxe meu suco de morango e a sprite do Luke.

– E aí, Sophie? À que devo a honra de você pagar meu almoço?

– Bem, eu sou, oficialmente, uma mulher empregada agora.

– Uau. — Luke comentou e nós rimos. — E como foi o seu encontro com o Daniel?

– Ah, isso, bem, eu... ele... ahm, a gente... — Me enrolei toda para falar e pude sentir minhas bochechas corando. — Bem, foi bom.

– Uau, foi tão horrível assim?

– NÃO! — Gritei, e pude sentir todos os olhos do restaurante em mim – Foi incrível, foi ótimo, foi perfeito.

– Achei que você não gostasse mais dele.

– Eu não gosto, quer dizer, não gostava. Ah, sei lá.

Luke apenas arqueou as sobrancelhas e deu de ombros como se fosse um “tudo bem”.

Logo em seguida serviram os nossa comida, e a degustamos em silêncio.

– E você não está nem um pouco interessado em saber que trabalho eu arrumei? Ou como eu paguei o apartamento esses meses sendo que eu não estava trabalhando?

– Na verdade, não. — Ele parecia chateado.

– Aconteceu alguma coisa?

– Você está disposta a ouvir ou vai apenas fingir que está prestando atenção mas no final vai falar só “aham, entendo”?

– Estou disposta a ouvir, desembucha.

– Então, tem essa garota...

– Aquela que você ia encontrar no dia que fomos presos? Ou aquela do sofá?

– Quê? Hã? Ah. — Ele parecia confuso – Não, nenhuma dessas. Eu não transei com essa garota, quer dizer, eu nem sequer beijei ela direito. Mas então, eu gosto dela e ela está saindo com um cara que eu acredito ser um grande babaca, mas ela acha que ele é o amor da vida dela e que eles vão se casar e ter filhos. Não sei se eu insisto ou desisto.

– Bem, se ela gosta de outro cara é meio chato você insistir, mas ela vale a pena?

– Muito.

– Então vai nessa. Mas não tenta arruinar a relação dela, se ele for realmente um babaca eles vão logo se separar e daí você vai ter uma chance, porque se você tentar separar ela dele é capaz de dar um problemão e ela nunca mais vai querer olhar na sua cara e vai te culpar.

– Certo, vou fazer isso, obrigado, Sophie.

Sorri em resposta e comi o resto do meu sushi. Paguei o almoço com o meu cartão de crédito que agora estava, oficialmente, no meu nome, não no nome do meu pai, o que me deixava muito aliviada. Luke e eu voltamos para o apartamento, sem qualquer sinal de Fred. Desgraçado, não achou comida e vazou.

Sentamos no sofá e assistimos a maratona de How I Met Your Mother que estava passando, Luke nunca para de falar deste sériado, então decidi vê-lo com ele, nós dois rimos até chorar às vezes e no fim da tarde recebemos uma ligação extremamente agradável.

Notas finais
TCHARAM! Capítulo postado em dia é outra coisa, né? Espero que tenham gostado