Stubborn Fools

14 Capítulo 14 – Eu vou ser babá


Notas iniciais
Capítulo atrasado porque eu não escrevi o próximo ainda, to em aulas, provas e sem vontade de postar. To postando pra linda da Luanna

Sophie Buckhard

Acordei 6h30 da manhã, o que era quase um milagre; me virei para me espreguiçar e dei de cara com Luke babando sobre meu travesseiro. Fiz uma careta para ele, me levantei da cama e fui até o banheiro, mas dei meia volta quando lembrei que um certo “animal de estimação” de nome Freddy agora habitava aquele ambiente.

Lavei o rosto na pia da cozinha, escovei os dentes, com uma escova que estava na dispensa, e voltei para o meu quarto para pegar uma muda de roupas limpas para sair em busca de um emprego novo. Me lembrei, novamente, que não teria como me trocar no banheiro, nem em lugar nenhum, porque no meu quarto estava Luke, no quarto do Luke estava Fred, no banheiro estava Freddy e o vizinho tarado do prédio da frente provavelmente estava espiando as janelas. Então me troquei agachada entre as cortinas do quarto, desnecessariamente, já que Luke não deu sinal de vida, e saí de casa, sem nem tomar café.

Quando saí do prédio dei de cara com a repugnante Sra. Black, a vizinha que havia me mandado para a cadeia por fazer muito barulho. Ela me lançou um olhar de desprezo e eu sorri para ela, aquele sorriso do tipo “você vai morrer logo, sua velha insuportável”.

No caminho para o metrô parei numa confeitaria e comprei rosquinhas, que estavam deliciosas.

O metrô já estava cheio, embarquei em um trem qualquer e desci onde a moça simpática que atendeu o telefone do escritório para o qual eu liguei me indicou. Andei algumas quadras até chegar num prédio de escritórios enorme, entrei nele e perguntei à recepcionista pelo escritório do Doutor Hoffman, a moça sorriu gentilmente e disse:

– Bem, o prédio inteiro é o prédio do Doutro Hoffman. Você veio para uma consulta, visita pessoal ou entrevista de emprego?

– A-ah, eu vim para a entrevista de emprego.

– Pode subir até o terceiro andar, eu vou informar que a senhorita chegou, qual o seu nome, por favor?

– É Sophie, Sophie Buckhard.

Dito isso me dirigi até o elevador, ele já esperava no térreo, entrei e apertei o botão para o terceiro andar. Junto comigo subia uma senhora que iria até o quinto andar e outras duas moças, além de um rapaz. As duas moças não apertaram botão nenhum, o que queria dizer que ou elas iriam comigo para o terceiro andar e seriam minhas concorrentes, ou iriam para o quinto andar, perfeitamente empregadas. Eu rezava para que fosse a segunda opção.

Quando o elevador parou no terceiro andar o primeiro que saiu foi o rapaz, ele trazia uma saco de papel marrom e um copo de café da mão, as duas moças saíram também, quase derrubando a senhora que iria ao quinto andar. Quando eu estava saindo percebi algo no chão do elevador, uma carteira. Peguei-a e perguntei para a senhora se era dela, ela sorriu e balançou a cabeça positivamente.

– Ah, obrigada, minha filha, você não sabe o que seria de mim sem esta carteira. — Ela deu uma risada aliviada e agradecida.

– De nada. — sorri para ela e saí rapidamente do elevador, que já estava se fechando.

O terceiro andar era basicamente uma grande sala de espera, com um balcão de recepção e uma porta de cada lado do balcão. Apoiado no balcão, entregando o saco marrom e o copo de café, estava o menino do elevador, falando com uma das secretárias, que provavelmente era sua namorada.

Não deu nem tempo de me sentar pois uma das portas abriu e uma mulher de aparência simpática chamou meu nome. Fui até ela, cumprimentei-a e entrei na sala onde uma mesa com várias cadeiras estava.

– Sente-se em qualquer cadeira e fique à vontade. — Ela disse.

– Claro, obrigada. — Eu disse, enquanto me sentava em uma cadeira na ponta mais perto da porta.

Olhei para as pessoas que estavam na sala, todas pareciam cheias de si e confiantes de que iriam ganhar o emprego, isso me intimidou muito, mas não tive tempo de olhar por mais tempo até desistir da ideia porque logo fui chamada à sala de entrevista.

– Sophie Buckhard.

– Sou eu – respondi.

– Pode entrar, por favor.

Me dirigi à sala, dentro dela estavam duas moças, incluindo a que chamou o meu nome e um homem, de cabelos curtos e grisalhos, rosto simpático, terno e gravata.

– Sophie, posso te chamar apenas de Sophie, certo? — Disse o homem, assenti com a cabeça. — Eu sou o Dr. Hoffman. Pois bem, imagino que não tenha ideia do tipo de vaga que temos aberta.

Neguei, confusa, com a cabeça.

– Então, Sophie, você já passou a primeira parte da entrevista, que foi pegar do chão a carteira daquela senhora, que, por acaso, é minha mãe. Você foi a única até agora a fazer isso, o resto apenas ignorou ela. Vou lhe contar para que é o cargo, querida. Eu tenho uma filha, ela tem catorze anos e eu sei que ela não precisa de uma babá. Ao menos não precisaria, se ela tivesse a cabeça no lugar. — ele olhou pra uma das meninas, que se encolheu na cadeira. — Ela vai para a escola das segundas às sextas de manhã, mas de tarde e nos sábados de manhã fica sozinha, pois eu tenho muito trabalho para fazer aqui, e me preocupo com ela porque ela andou faltando muitas aulas nos últimos dois meses, e não tenho ideia do porquê. Eu gostaria de contratar a senhorita imediatamente, imagino que seja qualificada para o serviço.

– Certamente, senhor.

– Ótimo, você começa na próxima segunda, mas volte amanhã para instruções mais completas. Adianto para você que estou disposto a pagar quinhentos dólares por semana se você fizer o trabalho bem feito.

– Claro, senhor. — Eu quase gaguejei, quinhentos dólares por semana? Uau.

– E, por favor, deixemos as formalidades de lado. Me chame de Aufred, você logo vai se tornar parte de família, e família nós chamamos pelo nome, certo Claire?

– É, claro. — A menina encolhida na cadeira murmurou desanimadamente.

– Jennifer, por favor, acompanhe Sophie até a saída. — ele falou à outra moça e depois se direcionou a mim – Amanhã, aqui, duas e meia da tarde, não se atrase, hein?

– Pode deixar, não vou. — Sorri para ele e depois para a menina, que bufou. Levantei e me dirigi à saída.

Quando saí do prédio dei pulos de alegria. EU HAVIA CONSEGUIDO UM EMPREGO E TUDO QUE EU TIVE QUE FAZER FOI SER SIMPÁTICA COM UMA VELHINHA. Eu estava afim de comemorar, mas Isabelle estava estressada com Fred, Natasha muito provavelmente estava com o seu namorado fazendo essas coisas chatas que namorados fazem. Liguei para Daniel.

– Oi, você está ocupado no almoço? Pensei que talvez a gente pudesse almoçar juntos. Me ligue quando puder. — Deixei recado na caixa de mensagem às dez e vinte da manhã.

Liguei novamente dez e cinquenta e onze e dez, ele não atendeu e decidi não deixar recado. Retornei a ligar onze e meia, ele não atendeu novamente e eu deixei um recado dessa vez.

– Quer saber? Esquece, perdi a vontade.

Dane-se. Liguei para Luke, e rezei para que ele atendesse e não me deixasse na mão.

Notas finais
Então, se ficou confuso, esse capítulo é a visão da sophie enquanto o luke ta dormindo no capitulo anterior.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.