Stronger feelings
45 Capítulo 45
Notas iniciais
Pensar sobre a proposta recebida de fato se mostrou ainda mais complicado do pensei que seria, apesar de ter dito a Strauss que já tinha a minha resposta pronta, fiz como ela me auxiliou a fazer e decidi pensar é muito a respeito. Conforme ia fazendo uma lista em minha mente de todos os prós e contras sobre aquela importante decisão me via ficando confusa, talvez até mesmo perdida.
Olhei para o copo com suco ainda tocado, do mesmo jeito em que o deixei sobre a mesa de centro. Cocei minha cabeça cruzando as pernas e mantendo meu olhar fixo no copo à minha frente, pensativa demais. Acho que já havia me decidido; mesmo que tinha mais uma semana para pensar melhor.
Estava quase me inclinando para pegar o copo e enfim tomar um gole do suco quando a campainha tocou de repente. Antes de ir ver quem era peguei meu celular para ver o horário, eram quase nove da noite. Até onde eu sabia, Hotchner ainda estaria cuidando de um caso no Texas e como não tive mais nenhuma notícia deduzi que ele ainda estaria lá.
Quando Doug saiu correndo vi que teria de atender antes que ele fizesse mais escândalo. Levantei-me do sofá e fui em direção à porta, para que assim pudesse ver quem era. Na ponta dos pé olhei através do olho mágico de minha porta — medida exigida pelo meu pai depois do caso de Sawyer — e me surpreendi ao ver que era Aaron do outro lado. — Boa noite senhorita. – Ele saudou assim que abri a porta, ergueu a única rosa branca que tinha na mão; ele sabia que não era muito fã de receber flores, mas não podia negar que o gesto me agradou.
— Boa noite. — Respondi esboçando um sorriso demorado como complemento da resposta e dando-lhe espaço para que ele entrasse. Aaron se aproximou de mim e beijou-me rapidamente, me entregou a rosa que e então nos dirigimos até o sofá. Doug veio ao seu encontro, não latiu, mas se mostrou um pouco animado com sua presença. O cheirou como sempre fazia quando ele vinha e depois de afastou. — Não sabia que voltaria do caso hoje.
Falei ao me sentar e dando-lhe espaço para que ele também se sentasse ali.
— Cheguei mais cedo e depois de resolver algumas pendências passei um tempo com Jack e pensei em dar uma passar aqui e ver como está. — Ele olhou na minha direção enquanto deixava a rosa sobre a mesa de centro.
— Eu estou bem, feliz por saber que semana que vem já estarei de volta. — Respondi soltando um suspiro breve de alívio por finalmente saber que irei voltar à ativa, virando o rosto para poder olhá-lo. — E você como está? Parece muito cansado.
Ele concordou, passando a mão pelo cabelo curto e escuro, jogando as costas no sofá.
— Foi um caso cansativo e um pouco complicado — Confessou pela forma como seu rosto se modificou ao mencionar aquele caso, de fato podia-se ver que realmente foi difícil. — Queria apenas encerrá-lo logo.
Toquei seu ombro com gentileza, sua mão logo sendo colocada sobre a minha.
— Quer conversar sobre isso? — Lhe perguntei num tom mais baixo, não era a primeira vez que o via daquele jeito, talvez fosse bom se ele se abrisse sobre aquilo.
— Não agora, não quero encher sua cabeça com o que enfrentamos durante esses dias — Suspirou mostrando estar realmente cansando, mas negou com delicadeza. — Só quero esvaziar a cabeça por um tempo. Mas você parece… Intrigada com alguma coisa.
— Não me perfile — Dei um leve tapa em seu ombro, rindo sem muita vontade. — Seu olhar a denunciou, — Ele se endireitou sobre o sofá, seu olhar se tornando um pouco mais analisador que antes.
— Aconteceu alguma coisa? Demorei um tempo para lhe responder, de fato Aaron Hotchner era um bom profiler.
— Não é algo que aconteceu e sim o que pode acontecer. — Mesmo não querendo minha resposta saiu de forma pouco enigmática.
— Tipo?…
Suspirei, sem que eu percebesse meus olhos se desviaram muito brevemente até o copo com suco, voltei a encará-lo novamente.
— Strauss me ligou pela manhã e pediu que eu fosse até lá porque ela queria conversar comigo e bem eu fui lá — Apoiei-me no braço do sofá. — Estão querendo montar uma equipe de profilers no Brasil também e de acordo com ela, meu nome foi citado para fazer parte dessa equipe. Assim que comecei a contar para Aaron sobre a conversa que tive com Strauss ele não se mostrou tão surpreso como esperei que ele fosse ficar.
Conforme ia lhe contando melhor sobre a proposta ele apenas concordava com a sua cabeça, pareceu pensativo de início, mas depois passou a me olhar de forma indescritível.
— O que foi? — Perguntei quando notei que seu olhar passou a se prolongar demais em mim.
— Ela me contou sobre isso já tem uns dias, mencionou sobre o que querem fazer no Brasil e que querem também iniciar imediatamente uma equipe lá — Ele encostou-se no sofá de forma mais relaxada, virando o rosto na minha direção. — Queria lhe contar, mas assim que fiquei sabendo sobre isso, recebemos esse último caso minutos depois e bem… Só te vi hoje.
Mordi o lábio com um pouco mais de força desnecessária, apoiando minha cabeça no sofá.
— É uma oferta e tanto, qualquer um que estivesse no meu lugar a aceitaria sem nem pensar duas vezes — Ao dizer aquilo ele se endireitou, ainda me olhava, mas dessa vez parecia surpreso.
— Está pensando em aceitar? — Perguntou, pude perceber que havia certa preocupação em seu tom de voz. — Porque de fato, é uma ótima oferta e estando no Brasil ficará mais perto de seu pai… De suas raízes.
Franzi minha testa.
— Você acha que eu devo aceitar? — Perguntei me endireitando também, mantendo meu olhar fixo em seu rosto. Aaron demorou um pouco para me responder, parecia escolher com cuidado suas palavras.
— Acho que deve tomar a decisão que você achar melhor, Julia. Não vou negar em dizer que uma oferta como essa não aparece sempre e se você está sendo requisitada é porque a reconhecem como a excelente agente que é — Respondeu. — E não pense que estou dizendo isso apenas por estarmos juntos. É uma das melhores que temos na equipe e não sou o único que pensa assim.
— Mas…
Ele franziu os lábios por poucos segundos concordando outra vez.
— Mas — Ele segurou minha mão, seu toque como sempre causando uma reação quase imediata em meu corpo. — Confesso que será difícil encontrar outra agente como você… Porém aquilo que você escolher, saiba que já tem o meu total apoio. Independente do que decidir fazer.
Meus lábios se esticaram muito levemente, o sorriso que mostrei não era assim tão visível. Com a ponta do dedo toquei seu braço, olhando-o por um curto tempo e então voltei a encarar Aaron. Acho que aquilo acabou servindo como uma certeza necessária para a minha decisão.
— Eu já tinha tomado a minha decisão assim que Strauss me informou sobre isso — Confessei, atraído seu olhar novamente para o meu rosto. — E contei a ela sobre isso, porém ela pediu que eu pensasse melhor no assunto e foi isso o que fiquei fazendo até você chegar. Foi bem mais difícil do que eu pensei, mas eu já tinha escolhido e não mudei de opinião.
— E o que você acabou decidindo? — Hotchner não conseguiu esconder sua curiosidade ao me perguntar aquilo, talvez nem quisesse esconder.
— Eu não vou aceitar essa oferta que me fizeram, Aaron. — Neguei com a cabeça de forma discreta ao lhe responder. — E antes que comece a dizer algo do tipo como “pense melhor” eu não vou precisar fazer isso novamente porque eu acho que essa decisão já estava bem óbvia para mim. Ele pendeu a cabeça para a esquerda.
— Julia… — Eu ainda não terminei moço. — Dei um leve tapa em seu ombro o interrompendo, fazendo com que ele sorrisse. — Lembra-se da primeira vez em que conversamos de verdade?
Ele fechou os olhos rindo mais uma vez.
— Logo após a bronca que lhe dei depois de resolvermos o caso em Ohio… Houve uma tempestade durante a noite e ficamos presos no elevador porque faltou energia — Contou. Ele realmente lembrava. — Mas acho que sei bem de qual a parte que está mencionando. Perguntei por que você não ficou no Brasil e você me respondeu que não tinha nada lá para você.
Fiquei surpresa, de fato ele ainda se lembrava daquilo. Até mesmo da bronca que me deu no mesmo dia.
— Eu falei sério quando disse aquilo, nasci no Brasil, mas vim morar aqui quando meu pai entrou para o FBI e desde então venho construindo toda a minha vida por aqui — Respondi. — Eu gosto de lá, mas não ao ponto de querer voltar a viver por lá. Uma boa parte da minha vida está aqui.
Ele não me respondeu apenas me encarou por um longo tempo em silêncio. Foi então que ele assentiu o aperto gentil que ele dava se tornou um pouco mais forte, mas apenas para que ele a deixasse sobre o seu colo.
— Então quer dizer que a decisão de ficar aqui não é por minha causa? — Ele perguntou de forma muito séria, o que me assustou um pouco. Mas no segundo seguinte ele logo soltou uma breve risada. Fazendo-me rir também.
Aproximei-me dele, ficando de joelhos na sua frente, nossos rostos muito próximos um do outros. Nossos lábios próximos demais um do outro.
— Se isso fizer com que se sinta melhor… — Numa atitude ousada da minha parte quebrei aquela pequena barreira entre nós, beijando-lhe o rosto com lentidão e afastando muito brevemente o rosto e o encarando. — Você teve sim um pouco de culpa por fazer com que eu fique por aqui. Até porque, Doug não iria aguentar ficar sem ver o Jack por muito tempo.
Ele sorriu. Mesmo que fosse breve, foi um sorriso verdadeiro.
— É verdade. — Concordou. Sua mão subindo um pouco até meu ombro onde algumas mechas de meu cabelo caíam, ele a tirou de lá, os dedos se enroscando nos fios longos e escuros. Parecia concentrado no que fazia.
— E também, relacionamentos a distância nunca dão certo — Sussurrei, sorrindo de canto, lançando lhe um olhar sugestivo e me aproximei dele outra vez.
O beijei mais uma vez, mas agora em seus lábios, ele retribuiu num beijo mais demorado. Separei meus lábios dos seus, os descendo por seu maxilar, demorado um pouco mais naquela área, ouvindo-o arfar ao fazer aquilo.
E muito lentamente fui subindo mais uma vez para encontrar seus lábios. Sua mão se moveu mais uma vez e logo a senti descer por minha cintura enquanto a outra se direcionava para minha perna esquerda. De forma habilidosa, ele me puxou e rapidamente me colocou sentada sobre seu colo, fazendo com que minhas pernas o envolvessem pela cintura. Hotchner deslizou as duas mãos por minhas costas, apesar de usar uma blusa parcialmente grossa, pude sentir com muita facilidade todo o calor de seu toque. Seu rosto então se aproximou e logo seus lábios tocaram os meus com lentidão, fui percebendo que ele abria a boca vagarosamente, suas mãos ainda em minhas costas pareceram puxar-me para mais perto dele. Sua língua deslizou para dentro de minha boca e assim como ele iniciara aquele beijo, ela também tocou a minha com a mesma lentidão.
O beijo apesar de lento tornou-se imediatamente intenso. Minhas mãos foram em direção ao seu cabelo num ato que foi automático, meus dedos se infiltrando pelos fios negros e curtos. Os puxei, trazendo seu rosto para mais perto do meu, o aperto de suas mãos ficaram mais firmes.
— Acho que deveríamos ter mais conversas como essa sempre que possível — Afastei meu rosto do dele apenas para sussurrar aquilo.
— Estou de acordo. — Ele sorriu mais uma vez. A mão subiu de encontro ao meu rosto e ele tirou o cabelo dali, jogando para trás de meu ombro.
Desci minhas mãos bem devagar por seu pescoço até a gola de sua camisa, Aaron estremeceu com o toque.
O corpo masculino se arqueou assim que encontrei o primeiro botão de sua camisa e fui retirando cada um de sua casa seguindo com a mesma lentidão. Hotchner esperou até que eu abrisse sua camisa para começar a me despir também, ele tocou a echarpe em meu pescoço e me olhou.
Parecia pedir por minha permissão para retirar o tecido dali e assenti. Dando-lhe o aval necessário para que ele continuasse. Suas mãos se enrolaram no tecido claro e fino que envolvia meu pescoço, ele foi paciente em retirá-lo dali e o deixar sobre o braço do sofá. Afastei qualquer pensamento que pudesse fazer com que aquele momento fosse interrompido, aos poucos fui me entregando aos toques e carícias, apenas deixando-me levar pelo momento e as sensações que vinham conforme era tocada por Aaron.
Ele então direcionou suas mãos para a blusa em meu corpo, retirando-a de mim com lentidão e dessa vez não me importei por ele ver as várias cicatrizes que tinha. Com aquelas eu já estava acostumada. Ergui meus braços o ajudando a retirar a blusa, o dedo masculino e gelado tocou minha pele com gentileza, percorrendo um longo caminho por minhas costas, cintura e seios ainda cobertos.
Seu rosto afundou-se em meu ombro, seu nariz acariciando a pele ali exposta enquanto ele aspirava fundo. Os lábios logo passaram a tocar aquela área também, beijos curtos eram distribuídos por meu ombro e pescoço. Fechei os olhos penteando seu cabelo com os dedos, jogando os fios escuros para trás enquanto ele continuava a beijar-me. Meu corpo instintivamente se moveu para frente, suas mãos logo me seguraram pelo quadril e foi como se ele o movesse para ele, fazendo um movimento que fez com que ambos soltasse uma exclamação erótica.
— Está me torturando desse jeito, Julia — Ele sussurrou ao pé de minha orelha. Sua voz soando baixa e rouca demais, causando em meu corpo um longo arrepio.
— A culpa é sua — Respondi num tom mais baixo também, apertado minhas pernas em sua cintura. Aaron então me segurou pelas pernas e mudou a posição, erguendo-se do sofá num único movimento e deitando-me, ele ficando por cima de mim. Aos poucos o restante das roupas que cobriam nossos corpos foi retirado, mais toques e beijos foram trocados antes de nos entregarmos um ao outro ali mesmo.
•••
Deitada sobre ele, meu corpo encontrava-se relaxado como nunca estivera antes. Nenhum de nós parecia estar realmente disposto a dormir e acho que mesmo se tentássemos seria algo impossível de se conseguir. Aaron continuava a mexer em meu cabelo como se o que estivesse fazendo fosse algo que necessitasse de sua total atenção e foco, os dedos masculinos brincavam com algumas mechas enquanto a outra continuava sobre minhas costas, aonde ele traçava um caminho invisível por minha pele exposta.
Aspirei o cheiro forte de seu perfume, ele virou o rosto em seguida deixando-o próximo demais do meu. A ponta do meu nariz quase tocando sua pele. Os corpos ainda quentes e suados denunciavam e deixava claro o que acontecera horas atrás, cada novo toque em minha pele era uma nova sensação que estava fazendo-me com que eu acabasse desejando por mais.
— Já é de manhã — Comentou de um jeito pouco preguiçoso, seus olhos levemente fechados.
— Nem vimos o tempo passar — Concordei relaxando um pouco mais sobre ele.
Ainda na sala quem predominava ali era o mais completo e puro silêncio — nada parecido com o ambiente de antes —, até mesmo nossas respirações que antes encontravam-se pesadas e tão ofegantes agora estavam baixas. Descansávamos sobre o sofá ainda em silêncio, trocando alguns beijos e outras carícias de vez em quando ao percebermos que nos era necessário.
A escuridão aos poucos era expulsa pela claridade da manhã que vinha da janela. Mais um dia estava começando e sequer tínhamos ido dormir; não parecia ser algo necessário. Aaron então me arrumou melhor em seus braços, prendendo-me melhor em seu corpo mantendo-me debruçada sobre ele, nossos rostos agora bem mais próximos do que estavam antes.
Com a ponta do dedo tocava seu rosto, um toque gentil e leve em cada minha facial, lembrando-me de cada detalhe de seu rosto sempre sério. Meu dedo tocou então seus lábios e seu olhar se voltou para mim, nos encarávamos enquanto continuava com aquilo. Bem devagar minha mão desceu, passando por seu queixo e tocando a pele de seu pescoço. Nossos olhares continuavam fixos um no outro; como se estivéssemos nos comunicando um com o outro; algo que já era comum para nós.
Aaron também começou a mexer comigo, a mão subiu por minhas costas e aquele calor inconfundível que vinha de seus toques me preencheu no mesmo instante.
— O que foi? — Perguntei ao notar que ele estava me olhando por tempo demais.
— Que bom que decidiu ficar por aqui. — Respondeu. Apoiando a cabeça em um braço, conseguindo ter uma visão melhor de mim sobre ele. Ergui parcialmente meu corpo, arqueando uma sobrancelha o encarando.
— Eu pensei que você iria me apoiar independente da minha decisão — Contorci meus lábios num bico falso. Ele asseriu bem devagar.
— Sim eu disse isso, mas gosto bem mais da ideia de você ficar por aqui — Ele move o corpo de forma a ficar com parte de suas costas também apoiadas no braço do sofá. — Se fosse para o Brasil não iríamos ter conversas como essa que tivemos…
Um leve sorriso sacana brotou em seus lábios o que fez com que eu também sorrisse. Hotchner inclinou o tronco na minha direção, nossos lábios agora sendo separados por uma distância tão minúscula que mal diria que existisse ali. Beijamo-nos mais uma vez, minha mão descendo um pouco mais por seu pescoço e tocando-lhe no peito enquanto a sua repousava em minha cintura; trazendo-me para mais perto dele.
Não percebi direito o que ele fez, mas ao dar-me conta ele já estava deitado por cima de mim, entrelacei meus braços por suas costas arranhando-o levemente enquanto o beijo continuava, porém seu celular tocou e como sempre acontecia, fomos interrompidos.
— Já percebeu que sempre é o seu que toca? — Sussurrei num tom divertido, mas fazendo um pouco de graça como se resmungasse de verdade sobre aquilo.
— Ossos do oficio — Respondeu com a voz baixa, como se realmente lamentasse pela interrupção. Ele demorou um pouco pegar o celular voltando a me beijar como se desculpasse por aquilo ter acontecido. E no segundo em que o pegou da mesa de centro olhando a mensagem que recebera, seu olhar mudou. Já estava claro o motivo do toque e não era necessário ser nenhum gênio para saber que havia um caso novo.
— Desculpe-me… — Ele me olhou novamente, a expressão pouco desgostosa sendo visível em seu rosto. — Recebemos um caso novo.
Esbocei um sorriso leve.
— Está tudo bem, Hotch. — Fiz graça novamente ao chamá-lo pelo apelido com o qual todos o chamavam. Já que não costumava chamá-lo tanto daquele jeito. — A partir da proxima semana o meu também irá voltar a tocar.
Em resposta ele apenas sorriu. Levantamos do sofá depois de quase cinco minutos deitados, nos vestimos e nos despedimos um do outro. Não via a hora de finalmente voltar para a equipe, ficar em casa durante esse temp para me recuperar foi bom, porém já estava ficando bastante impaciente por não ter feito nada de diferente durante esses meses. Queria logo voltar a ação.
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