Stronger feelings

36 Capítulo 36


Notas iniciais
Oie meus amores, mais um capítulo para vocês e este será novamente narrado pelo Hotchner (viva), continuo mantendo a minha opinião sobre escrever do ponto de vista dele, ainda é um pouco difícil porque esse personagem é difícil, mas esse desafio de fazer todo um capítulo aos olhos dele é maravilhoso. Não vou mais falar kk Boa Leitura!

A porta do elevador sequer tinha sido aberta direito e Penélope Garcia já estava a minha espera do outro lado. Seu olhar já me dizia tudo e o ar de preocupação era quase palpável no momento.

A mensagem que recebi dela fora bem específica, alguma coisa havia acontecido com Julia.

— Faz quanto tempo desde que recebeu a ligação? — Perguntei com pressa, saindo do elevador e caminhando com ela ao meu lado. O som de seus passos igualmente apressados soaram um pouco mais alto que o comum, tirando todo aquele ambiente do mais completo silêncio daquela madrugada.

— Já tem quase quinze minutos desde que ela me ligou, senhor. — Ela respondeu com o mesmo tom apressado e também preocupado. — Quando a ligação caiu liguei imediatamente para o senhor porque achei estranho o que ouvi e logo depois para o restante da equipe. Já estão todos aqui nos esperando na sala de reuniões.

Travei o maxilar após ouvir suas palavras e num ato automático olhei para o relógio em meu pulso verificando o horário. Já se passava das quatro e meia da manhã, a ligação que Garcia recebera foi feita por volta das quatro e quinze… Eram quinze minutos de vantagem e como pista tínhamos apenas a ligação. Neguei mentalmente, aquilo não podia estar acontecendo. Não com ela.

— Hotch o que está havendo? É algum caso novo que recebemos? — Morgan foi o primeiro a me questionar assim que eu e a loira entramos na sala, todos estavam exaustos, não os culpava por isso.

Porém o caso que teríamos não podia esperar pela manhã. Ela não podia esperar pela manhã.

— Não deveríamos esperar até que a Julia também chegue? — Reid pergunta olhando para os outros membros da equipe como se a procurasse; ele não foi o único que fez isso.

Endireitei meu corpo de forma quase imediata, esconder minhas emoções deles não era uma tarefa assim tão complicada; nem mesmo seria a primeira vez que estaria fazendo aquilo. Portei-me da mesma maneira como sempre fiz na frente de todos, poderia parecer infantil da minha parte, mas não queria que notassem o quão nervoso já estava com tudo aquilo. Mesmo que já parecesse algo bem evidente.

— É exatamente sobre ela que se trata — Falei com pesar em minha voz e imediatamente todos passaram a me fitar com dúvida. — Queria que o motivo pelo qual os chamei até aqui fosse por causa de algum caso, né verdade é, porém envolve um dos nossos.

Olhei para Garcia que já estava sentada na frente de seu computador, fiz um aceno muito breve para que ela continuasse; não sei se conseguiria contar o que houve sem que ficasse com raiva por ter deixado aquilo acontecer.

— Há uns minutos Julia me ligou, a ligação não durou muito, mas o pouco tempo em que ela ficou na linha foi o suficiente — Garcia mexeu por poucos segundo no computador e então virou sua tela na nossa direção, apertando uma tecla que fez com que a gravação da ligação fosse tocada.

Julia nem mesmo esperou que Garcia a respondesse já estava pedindo por ajuda no segundo que ela a atendeu. Sua voz apesar de não passar de um mero sussurro era claramente audível; o bastante para que seu desespero pudesse ser notado. Ela falou mais alguma coisa, porém o som alto de uma porta sendo arrombada se sobressaiu por sua voz e tornou quase impossível conseguir distinguir o que ela havia dito. Antes que a ligação caísse ela gritou dizendo que ele estava ali, mas não foi apenas isso.

Uma voz masculina também foi escutada, esta, porém parecia estar bem próxima ao seu celular, pois conseguimos entender perfeitamente o que ele dissera.

“Feliz aniversário, Julia”

Assim que a ligação foi encerrada ergui o rosto encarando os outros, nenhum deles disseram uma só palavra durante quase cinco minutos. Penélope vez e outra alternava o olhar preocupado entre mim e o restante da equipe; parecia ansiosa por qualquer comentário que pudesse ser feito.

— Julia foi sequestrada? — Reid perguntou assustado, olhando diretamente para mim e assenti. Aquela tarefa se mostrando algo complicado de ser feito naquele instante.

Spencer Reid teve sua expressão mudada de repente, sua testa se franziu. Apesar do cansaço de uma noite de sono que fora interrompida a preocupação visível em seu rosto ao dizer aquelas palavras em voz alta.

— Se ela foi levada na sua própria casa… Claramente não deve ter sido algo aleatório. — Morgan se apoiou na mesa, pensativo; assim como os outros.

— Não mesmo, a mensagem dita pelo sequestrador antes de a ligação cair claramente foi bem pessoal, foi alguém que não só a conhecia como sabia o nome dela e também que era seu aniversário. — Rossi também comentou, sua voz soando no mesmo tom preocupado de Morgan.

— Se trata de um elemento bem ousado, ele a levou durante a madrugada e se ela não tivesse acordado nem saberia o que tinha acontecido. — Completou Morgan, ambos tinham seus olhares fixos na direção do computador; de onde havíamos escutado a gravação.

— Quem teria essa ousadia toda pra fazer algo assim? — Spencer questionou. — Entrar na casa dela durante a madrugada e levá-la?

O primeiro nome que me veio em mente fez-me pensar e muito, não seria possível. Afinal, ele estava morto.

— Se é que ele realmente fez mesmo isso — Taylor deu com os ombros. — Pode ter entrado na casa dela bem antes e só esperou por uma oportunidade para fazer isso.

— Não tem aquele assassino que a perseguiu meses atrás? James Sawyer? — JJ perguntou olhando para todos ali, ela dizendo o mesmo nome no qual havia pensado.

Spencer concordou.

— Motivo para ele é o que não falta, Julia havia escapado dele anos atrás e ele queria matá-la por isso. Depois do caso que pegamos ele pode estar querendo se vingar dela ou algo desse tipo. — Falou, o pesar em sua voz ao mencionar o nome dela.

— É impossível que tenha sido ele, James Sawyer está morto já tem três dias. — Falei. Surpreendendo a todos no mesmo segundo, exceto por Taylor que, ao ouvir aquilo não se mostrou tão espantado assim com a notícia. — Ela foi até o necrotério no mesmo dia em que me ligaram para avisar sobre isso, foi ela quem foi fazer o reconhecimento do corpo quando estávamos indo para o caso do Tanner.

— E ela tinha certeza de que era o corpo dele no necrotério? — Dave perguntou, olhando-me fixamente. — Algumas pessoas forjam suas mortes, não me surpreenderia se fosse esse o caso.

— Era ele. Julia também me disse que James não foi o único que morreu, pelo menos mais dez detentos acabaram mortos durante uma confusão. — Respondia lembrando-me muito bem de como ela ficou quando recebeu aquela notícia num momento totalmente inoportuno e indesejoso.

— Então se não foi ele quem a levou, quem pode ter feio isso? — Walter também questionou, cruzando os braços.

— Vamos ter que olhar todos casos que ela já participou, até mesmo aqueles antes de ela ser transferida para a UAC e separar aqueles que poderiam fazer isso com ela. — Sugeriu Rossi, sua voz como sempre passível; talvez por perceber ou simplesmente saber como eu já estava com aquilo.

Foi bom que ele respondesse, não conseguia pensar em muita coisa que não fosse no que escutei pela gravação que Garcia conseguiu.

— Acho que seria bom se olhássemos também os casos mais famosos que o pai dela pegou quando ainda era um agente — Sugeriu Reid. — Julia tem um pai com nome e rosto bem conhecido não apenas em todo o FBI, mas também com os criminosos.

— O garoto está certo. — Morgan concordou. — Podemos estar lidando com alguém que queria se vingar do pai dela, a usando como isca para atraí-lo.

— São centenas de casos, o homem tem um pouco mais de cinquenta anos de carreira no FBI — JJ interveio. — Temos tempo para olhar tantos casos assim? Não sabemos quanto tempo Julia pode ter.

A pergunta pairou no ar. Estava mais do que claro que não iríamos conseguir fazer aquilo, não quando sequer tínhamos uma única pista de quem poderia tê-la levado.

— Teremos que ir até a casa dela, ver o que houve lá e se ele deixou alguma coisa para trás. — Falei, esforçando-me ao máximo para que mantivesse o mesmo profissionalismo que venho usando desde o mês passado. — Quero que rastreie o celular dela, ligações suspeitas e até mesmo mensagens que ela possa ter recebido.

— Sim senhor! Serei rápida como um tigre! — Garcia com rapidez se voltou para a tela de seu computador e fez o que sempre soube fazer de melhor. Pela segunda vez olhei o horário em meu celular, exatamente quatro e quarenta e cinco da madrugada e sequer havíamos dado início ao caso.

— Senhor aqui está mostrando que o celular de Julia está na casa dela e quanto às mensagens e ligações bem, ligações não tem nenhuma que possa ser suspeita. Apenas nossa e de seu pai, mas quanto as mensagens que ela recebeu… — Penélope hesitou ao digitar. — Ela recebeu algumas bem desconfortáveis como “o colete do FBI fica bem em você” e algo como a letra de uma música antiga, mas que é completamente inquietante.

Fechei os dedos na beirada da mesa com força, Julia dissera que havia parado de receber as mensagens de James; isso algum tempo antes de ela receber a notícia de sua morte.

— De quando são essas mensagens? — Perguntei.

— Resumindo tudo, ela recebia uma a cada dia. — Ela respondeu.

Aquilo não poderia ser possível, ele estava morto. Ela viu seu corpo morto.

— Que tipo de mensagens são essas que ela andou recebendo? — Rossi novamente perguntou, pude ouvi-lo se aproximar. Garcia levantou as sobrancelhas torcendo os lábios numa careta que mostrava um certo desconforto naquilo.

— Eu vou ser sincera, lendo algumas das tantas mensagens que ela andou recebendo dessa pessoa eu diria que é alguém que persegue que ela. — Respondeu, os olhos ainda atentos e fixos na tela do computador. — É como um stalker, mas bem pior do que vemos em certos casos… Oh! Ele sabia da localizações dos casos!

Fechei os olhos contando mentalmente apenas cinco segundos antes de abri-los outra vez. O nome de James Sawyer soou em minha mente pela segunda vez ali, mas não era ele quem estava fazendo aquilo com ela. Ele está morto.

Repeti a mim mesmo, convicto de que isso era de fato uma verdade.

— Ela começou a receber essas mensagens desde aquele caso em New York que tivemos… — Ela parou e me fitou. — Foi por isso que ela pediu que eu rastreasse aquele número desconhecido que andou ligando para ela?

Garcia me olhou, estava bem mais preocupada que antes.

— Do que ela está falando, Hotch? — Morgan questionou-me pela segunda vez, não era necessário ser um expert para saber que ele; assim como todos os outros estavam já tomados de preocupação.

— James ligou para ela algumas vezes durante o caso, usando uma identificarão falsa do número do pai dela — Conforme respondia ia percebendo que aquele caso e o que houve com ela só poderia ter sido feito por Sawyer… Eu queria acreditar que estava errado. — Julia disse que parou de receber as mensagens e as ligações há algumas semanas e três dias atrás ela soube de sua morte.

— Então isso já vem acontecendo há um tempo? — JJ me olhou levemente surpresa e assustada ao mesmo tempo com aquilo.

Em resposta pude apenas assentir, enquanto procurava por uma maneira de organizar os milhares de pensamentos que em minha mente logo tornaram-se confusos e bagunçados. Não podia me descontrolar em um momento como aquele.

— Isso está muito estranho e não está batendo. — Morgan se pronunciou. — Como não pode ser James Sawyer quem está fazendo isso se tudo o que temos nos leva direto a ele?

Morgan estava certo.

— Ok, precisamos nos organizar para começar a procurar por ela e por quem está fazendo isso — Dave se pronunciou, olhando rapidamente na minha direção como se pedisse permissão para que assumisse. Assenti com um único movimento com a cabeça dando esse aval para ele. — O suspeito já tem quase meia hora de dianteira, estamos perdendo tempo aqui enquanto discutimos. E quanto mais tempo continuarmos aqui pior pode ser para ela.

Não podia mentir ao dizer que ouvir aquilo me preocupou, trabalhávamos com psicopatas e todo o tipo de mente doentia, pensar no que poderia estar acontecendo e no que iria acontecer a ela de certa forma me deixou muito preocupado.

— JJ e eu vamos até a casa dela ver o que conseguimos — Olhei para JJ que concordou com um aceno breve com sua cabeça. — O restante procure em todos os casos que ela já teve, assim que voltarmos iremos ajudá-los.

•••

Ao entrarmos na casa de Julia seu labrador correu até nos, não latiu e nem mesmo mostrou a mesma animação com a qual era costumeira dele. O que já deixou claro que ele provavelmente sabia que havia algo de errado com sua dona. O policial que entrou conosco logo o segurou pela coleira, levando-o para fora enquanto JJ e eu continuamos seguindo.

Chegando até a sala onde o cenário que era visto mostrava uma clara cena de luta. A mesa de centro estava caída, seu vidro se quebrou e em alguns cacos era possível ver sangue.

O sangue dela.

— Ela com certeza deve ter lutado com ele antes que ligar para a Garcia — Comentou a mulher ao meu lado, ela apontou para o centro da sala e depois para a parede onde uma pequena mancha de sangue de fazia presente. — Ele a empurrou, e ela obviamente reagiu e ele a jogou na parede, a mancha do sangue deve ser dela.

Uni as sobrancelhas.

— Na ligação ouvi o som de uma porta ser arrombada — Parei de andar assim que comecei a falar, notando que já estava na direção de seu quarto. — A porta da frente estava intacta quando entramos…

— Ele arrombou a porta de outro cômodo. — Ela concordou e também completou o pensamento.

Seguimos juntos até seu quarto, parando assim que notamos parte da porta estragada. Marcas de vários chutes ali dados. Não entramos em seu quarto no momento, olhamos apenas para seu interior da porta procurando por algo que pudesse estar fora do lugar e vimos apenas sua cama bagunçada.

— Algo não está fazendo muito sentindo aqui — JJ comentou pensativa. — Julia estava no quarto quando ele a pegou, mas por que tem sangue e uma mesa quebrada na sala? Não acho que o unsub tenha forjado uma cena de luta.

— Aconteceu algo antes dele a levar. — Falei. — Precisamos entender o que aconteceu aqui, como você mesmo disse, não está fazendo sentindo.

Continuamos seguindo até chegar a cozinha, apontei para o armário aberto onde uma única palavra estava ali dentro. O restante foi empilhada sobre o balcão de mármore escuro.

Acho que estava conseguindo entender o que havia acontecido ali, mesmo que ainda não fizesse tanto sentido assim como eu gostaria que fizesse.

— Hotch. — A loira me chamou, estava agachada sobre o chão e tinha algo em mãos. — Penélope disse que essa pessoa parecia mais um stalker, acho que ela estava certa. Ele realmente a tem observado.

Ela mostrou-me a foto e Julia estava nela, riscos pequenos com sangue haviam sido feitos em seus braços e pernas. Desviei meu olhar encarando todo o lugar ao meu redor, aquilo só parecia ser obra de uma única pessoa que seria capaz de algo daquele tipo, mas essa pessoa estava morta.

Tinha total convicção naquilo.

— Ok, vamos tentar fazer isso de outro jeito. — Ela se levantou, caminhando para um pouco mais perto de onde estava. — Se você fosse o suspeito, como entraria sem que fosse notado por ela? Lembrando que, estamos lidando com uma agente do FBI que o teria notado e notado algo de estanho na casa.

— Na porta não havia qualquer sinal que mostre que foi alguma entrada forçada e as janelas estão todas fechadas. — Observei. — Não tem outra forma de entrar sem que ele tenha sido notado. Não foi pela porta e também não foi pelas janelas, como um homem entra em uma casa assim?

Ela pensou.

— Talvez ele já estivesse aqui quando ela chegou — Deu com os ombros, olhando para a cozinha.

— Mas isso não explica como ele conseguiu entrar sem que ela tivesse percebido. — A lembrei.

— A Julia não paga um garoto para cuidar do cachorro dela quando está viajando nos casos? — Perguntou desconfiada.

— Acha que foi ele?

— Não, mas se o suspeito a tem observado por semanas talvez soubesse sobre isso e usou o garoto para conseguir entrar — Sua teoria fazia sentido. — Eu vou ver o que consigo do lado de fora.

Ela me deixou sozinho ali na cozinha, bati os dedos sobre o balcão ainda na procura de conseguir entender o que havia de fato acontecido ali dentro e quem poderia tê-la levado.

Tive meus pensamentos interrompidos quando ouvi que meu celular estava tocando; talvez fosse alguém da equipe com alguma novidade sobre o caso, mas não era nenhum deles.

O número mostrava que era Julia quem estava ligando.

Vocês podem mesmo chegar invadindo a casa de alguém assim? — Parei no mesmo segundo, podendo reconhecer aquela voz imediatamente.

James Sawyer.

Você?! — Novamente não consegui controlar a entonação da minha voz, ela saiu bem mais surpresa do que esperava. — O que fez com ela?!

Sawyer do outro lado da linha apenas soltou uma gargalhada alta, interrompendo-me.

O que eu fiz com ela? — Repetiu a pergunta com deboche em sua voz. — Bem, tem muito sangue aqui, mas ela ainda está viva… Se bem que, eu nem comecei direito então não posso lhe dar uma garantia quanto a vida dela.

Ouvir aquilo me enfureceu. Ele a estava ferindo.

Deixa eu fazer uma pergunta para você, como é que vocês homens da equipe conseguem se controlar perto dela? Porque cá entre nós, eu honestamente não conseguiria resistir a uma mulher tão bela quanto a Julia… — Apertei o celular em minha mão com suas palavras e o tom malicioso ao fazer aquele comentário.

A mão livre coberta pela luva se fechou num punho, não mediria nenhum esforço para socá-lo. Nem mesmo hesitaria em fazer aquilo.

— Ouça bem as minhas palavras, eu levo vermes como você para a cadeira, não pense que vai escapar dessa!…

Eu não vou escapar? — James repetiu a ameaça que lhe fiz de um jeito zombeteiro e desdenhoso. Interrompendo-me pela segunda vez. — Ah senhor Aaron Hotchner, não percebeu que eu já escapei? Só não posso garantir que ela vá… Pelo menos não como ela escapou de mim há quinze anos.

— Se tocar nela ou fazer qualquer coisa eu juro que vou…

A Julia e eu vamos aproveitar e muito esse tempo que iremos passar juntos, farei questão de que seja tão prazeroso para mim quanto para ela. Como nos velhos tempos… — Ele me interrompeu novamente, seu tom usado apenas me deixando mais disposto a pegá-lo. Fazê-lo pegar pelo que estava fazendo a ela. — Eu quero ver o quanto são espertos, da última vez conseguiram me pegar, vamos ver se esse intelecto todo de perfilar alguém irá de fato fazer com que me peguem. Estou ansioso por isso, agente.

Ele então desligou. Olhei para a tela de meu celular, a ligação fora mesmo encerrada e o número usado era mesmo dela. James estava vivo e estava com Julia, mas não por muito tempo.

— Hotch? — JJ me chamou, estava parada próxima a mesa e olhava na minha direção com um pouco de preocupação. — O que foi? Está tudo bem?

Neguei, olhando para a tela do meu celular, o registro de chamada mostrando o contato de Julia.

— James não está morto. — Foi tudo o que disse antes de sair dali.

“Tem muito sangue aqui” Sua voz soou em minha mente outra vez, ele a estava ferindo. Mas não faria isso por muito tempo, eu ria pegá-lo.

— O quê? Como assim? — Ela tornou a perguntar, parecia ainda mais perdida enquanto me seguia.

Parei de caminhar virando na sua direção, fazendo com que a loira também parasse.

— Foi James Sawyer quem pegou a Julia. — Ao dizer aquilo em voz alta foi como se um grande peso fosse jogado em cima de mim.

Talvez eu devesse ter investigado melhor essa história de sua morte, se o tivesse feito Julia não teria sido levada em sua própria casa por aquele homem doente.

Notas finais
~Preparem os corações porque a nossa bichinha Julia vai sofrer na mão desse louco... Tadinha dela. ~Hotchner já está cheio de sangue nos olhos é claro que ele vai fazer de tudo para resgatá-la né ♥ Beijão ♥