Stronger feelings

20 Capítulo 20


Notas iniciais
Se passou da meia noite entao eu considero quarta feita sim! Como eu disse eis aqui o capítulo novo, para as shipers de plantão ele é todinho Hotlia. Todinho mesmo! Então preparem o coração, respirem fundo e Boa Leitura meus anjos!

O hotel que Rossi havia escolhido para hospedar a todos da equipe ficava mais ou menos a uma distância de quase trinta minutos de onde estávamos. E não fiquei nem um pouco surpresa quando os primeiros cinco minutos dentro daquele carro com Aaron Hotchner mostraram-se de puro e completo silêncio.

Aquilo já vinha acontecendo há quase um mês, não fazia tanta diferença assim por cinco minutos.

Diferente de como eu deveria me sentir por estar novamente sozinha com Hotchner dentro de um carro, supreendentemente eu me via até que tranquila.

Acho que parte disso tinha a ver por eu ainda estar com a adrenalina da perseguição que aconteceu antes correndo em minhas veias isso me parecia ocupar mais a minha mente no momento. Não podia negar que foi um momento e tanto, ainda estava no processo para recuperar o fôlego.

O carro parou quando o sinal fechou para os veículos, permitindo assim que os pedestres passassem. De esgueira olhei para as mãos de Aaron sobre o volante, ele parecia estar tenso, seus dedos se moviam a cada segundo de forma frenética e constante.

Hora apertavam com força o volante, hora voltava a se moverem. E sem perceber aquilo estava começando a me deixar nervosa também. Mais pelo que ele estava fazendo do que pelo que acontecia ali dentro.

Absolutamente nada.

— Ok, por mim já chega, vamos continuar com isso até quando? — Perguntei de repente, virando minimamente meu rosto na sua direção o olhando por poucos segundos.

— Continuar com o quê? — Ele respondeu com outra pergunta, não fazia do tipo dele se fazer de desentendido. Ele também virou seu rosto na minha direção e assim nos encaramos por um tempo. — Ah, sobre isso.

Pude ouvir sua respiração do banco do carona; parecia ter ficado mais pesada que antes. Balancei minha cabeça de forma positiva.

— Então vamos finalmente decidir agir como dois adultos? — Rebati ainda o encarando séria. — Ou vamos discutir sobre isso por um tempo para que no final você acabe dizendo o mesmo que me disse quando estávamos voltado de Sitka? Acho que já está na hora, na verdade passou da hora de falarmos sobre o que aconteceu, não acha?

Ele também continuva com o rosto virado na minha direção para me olhar e novamente não me senti sem jeito ou nervosa por ser encarada por ele, nem mesmo pareci incomodada. Aquele tratamento todo já estava me cansando, depois de um mês acho que já passara mesmo da hora de conversarmos sobre aquilo e mesmo sabendo que aquele não parecia ser o melhor momento para ter aquele papo, uma hora ou outra aquele assunto chegaria.

— Temos muito sobre o que falar e um desses assuntos é sobre o que você disse durante o voo de volta para Virgínia. — Aaron continuou me fitando de maneira séria. — Assim como você eu também gostaria de entender o que foi aquilo.

Voltei a encarar a rua.

— Não tem absolutamente nada para se entender sobre a minha resposta — Torci meus lábios durante poucos segundos, estalando a língua no céu da boca. — Eu tenho certeza de que você entendeu perfeitamente a minha resposta e o que eu quis dizer com ela. O único que realmente deve alguma explicação aqui é você. Porque até onde me recordo, foi você quem me beijou e passou a agir de forma estranha.

Respondi com firmeza, ao falar sobre o beijo que aconteceu há um mês atrás foi estranho, senti meu rosto arder como se pegasse fogo.

Sabia que estava com minhas bochechas coradas e torcia para que ele não visse aquilo.

— Posso dizer que chega a ser algo quase que infantil da sua parte, na verdade nós dois estamos agindo de forma infantil. — Respirei profundamente soltando o ar de uma vez. — Mas eu estou apenas seguindo conforme a música está sendo tocada por você.

O sinal abriu, porém Hotchner demorou um pouco para voltar a dirigir, foi preciso que um carro atrás de nós buzinasse para que ele desse partida novamente. Não disse mais nada durante um tempo e ele seguiu aquele mesmo silêncio e novamente aquela atitude me deixou incomodada.

Eu não iria aguentar aquilo por tanto tempo, queria respostas.

— Por que fez aquilo? De verdade, por que fez algo que claramente te deixou incomodado? — Ao fazer a pergunta virei meu rosto na sua direção para olhá-lo, Aaron tinha os olhos fixos na rua e me lançou um olhar rápido, como se fizesse outra pergunta. — Por que você me beijou naquela noite? E eu espero que você nem me venha tentar desconversar porque se você fizer isso pode ter certeza de que eu saio desse carro.

Perguntei de uma vez não fazendo nenhum rodeio, queria ir diretamente ao ponto e se ficássemos enrolando aquilo não sairia da mesma enrolação que vem acontecendo desde que fomos e voltamos do Alaska. Continuei a encará-lo enquanto ele ainda dirigia, o momento longo de silêncio se estendeu, passamos por três semáforos e nenhuma resposta veio da parte dele.

Prendi minha respiração ao máximo que pude e soltei de maneira bem lenta, sentindo-a sair mais pesada. Aquele silêncio me incomodou e deixou bastante irritada, voltei meu olhar para a rua, vendo que o carro passou por vários prédios e lojas, só percebi que tinha minha mão fechada em punho quando a vi pousada sobre a minha perna.

Internamente eu queria socar alguma coisa ali e aliviar a minha raiva, só que eu não podia fazer aquilo.

Me vi ainda mais irritada quando finalmente chegamos ao hotel e o vi sair do carro para abrir a porta para que eu também saísse.

Eu precisei me controlar e muito naquele momento, estava com minhas roupas sujas de sangue e a atitude de Aaron já estava me cansando. Seguindo o mesmo silêncio deixei o carro sem dizer uma única palavra a ele e me dirigi até a recepção, me identifiquei para a moça que pareceu assustada ao olhar a nossa situação, mas não dei muita importância para aquilo.

Não demorou muito para termos os números de nossos quartos e também as chaves.

Fiz todo o trajeto não dando a mínima se ele estava ali comigo ou não, eu precisava manter-me o mais calma possível.

Sentia uma vontade quase incontrolável de fazer algo, bater nele eu sabia que não adiantaria de nada.

Gritar também não iria funcionar e ver que eu não tinha mais nenhuma outra opção naquele momento só me fez ficar ainda mais nervosa que antes.

Fechei meus olhos durante poucos segundos e mantendo-os fechados e então abri minha boca. Sentindo que poderia acabar me arrependendo do que diria.

— Você só está agindo dessa forma porque se arrepende do que fez ou por que ao fazer isso não estava me olhando mais como a filha de um agente que você conhece? — Perguntei numa tentativa falha de esconder a raiva em minha voz. — Ou só está fazendo esse teatrinho todo de me evitar por quê você olha para mim como se eu fosse jovem demais e você velho demais?

Continuei perguntando ainda sem olhá-lo, com a última pergunta feita senti meu rosto esquentar um pouco, tinha minhas pernas moles, mas me mantive firme.

— Quando me olhou daquele jeito momentos antes de me beijar eu tenho certeza de que você não me olhou apenas como uma mocinha jovem que é filha de um conhecido e uma agente da sua equipe. — Dessa vez me virei para fitá-lo e para a minha supresa, Hotchner também estava me olhando.

Parei de falar por um momento breve como se procurasse as palavras certas, a forma correta de me expressar. Havia começado a falar, não tinha mais como parar e eu também não queria parar.

— Quando soltei o não... Aquela era a resposta. — Ergui meu rosto me afastando meio passo dele e me encostei no espelho do elevador. Sem parar de encará-lo por um único segundo. — Não, não acho que aquilo que aconteceu foi um erro, não acredito em erros e sim em atitudes que são tomadas em momentos errados.

Fiz uma pausa rápida, limpando a garganta para poder continuar falando.

— Acho que nós dois sabemos exatamente o que aconteceu lá e talvez estejamos apenas negando algo que já está claro para ambos, está na nossa cara, mas acho que estamos nos fazendo de sonsos — Falei baixinho, meus lábios mal se movendo ao dizer a última frase. Não estava me oferecendo a ele, bem longe disso.

Estava dizendo exatamente o que queria dizer a ele, mesmo que não estivéssemos no momento ideal para tal. Ele queria entender e eu estaga dando isso a ele.

Só não podia esperar e nem mesmo sabia se aquilo viria da parte dele também.

— Aquilo teve algum significado para você? — Ele me questionou, seu tom quase tão baixo quanto o meu.

Seu olhar estava sobre mim, conseguia sentir aquele mesmo peso que sempre sentia quando ele me olhava.

— Teve para você? — Perguntei de volta, tentando fugir do que meu foi perguntado.

Estávamos ali nos encarando em silêncio, nossos olhares servindo como resposta. Apesar de eu não tê-la compreendido muito bem.

Passando a mão por meu rosto me virei para abandonar o elevador assim que vi a porta se abrir no andar desejado.

Caminhei pelo corredor olhando a chave para ver qual o número do quarto, 46. Coloquei a chance na fechadura e a girei até destrancar a porta.

Ouvi passos atrás de mim, sabia que era ele se aproximando e controlei a vontade de olhá-lo, não por querer aquilo, na verdade não soube ao certo o que me havia me levado a fazer isso.

E mesmo que eu não estivesse olhando sabia que ele estava por perto, pois conseguia sentir sua presença bem próxima de mim. Me percebi ali parada diante da porta fechada como uma boba esperando por algo, nem eu mesma sabia o que estava esperando.

— Tudo isso é... Um pouco... Muito complicado para mim — Ele finalmente falou algo, mas não era bem o que eu estava esperando. Me virei lentamente na sua direção o olhando incrédula.

— E você acha que isso é somente com você? — Perguntei cruzando meus braços. Sem acreditar no que escutei. — Como você acha que foi aquilo para mim? Quer dizer... Que droga, você é meu chefe!

Hotchner avançou com rapidez dando um passo para frente, a distância entre nós dois ainda consideravelmente grande.

— Acha que não tenho pensado nisso? — Rebateu de volta com um tom levemente ríspido, me encarando ainda mais sério que antes.

Ri baixo, não pude e nem mesmo consegui controlar a ação.

— Eu vou ser bem honesta com você, Hotchner — Prendi a respiração assim que dei dois passos pequenos para frente. Me aproximando dele. — Eu tenho quase certeza de que você sequer pensou direito quando fez aquilo. Porque o que eu vi foi o seguinte, pode me corrigir caso eu esteja errada; você não pensou em absolutamente nada. Agiu por impulso, não sei bem o motivo, mas de qualquer forma você agiu e infelizmente não tem como apagar ou voltar no tempo para corrigir algo assim!

Aquilo bastou para calá-lo no mesmo instante, Aaron se mostrou levemente surpreso com o que lhe disse, mas a sua expressão ali estava me mostrado o contrário.

Como se ele sequer tivesse sido atingido por minhas palavras; e eu não esperava que fosse.

— Como eu disse, não irá se repetir. — Ele apenas disse aquilo num tom baixo.

E me irritei ainda mais. Fechei meus olhos e também fechei minha mão fazendo um punho com ela por causa da raiva que senti.

— Que droga! — Bati a mão na porta atrás de mim, nem ligando muito para aquilo. Fiquei impaciente. — Por que parece que está se lamentando? Você sente muito por isso? Porque eu não sinto e também não me arrependo nem um pouco daquilo, então pare de lamentar por algo que eu sei que você não está lamentado nem um pouco!

Apontei o indicador na sua direção, dando-lhe um cutucão forte. Ele apenas me olhou e respirou fundo, fechando seus olhos logo em seguida por exatos seis segundos e ao abri-los me encarou ainda mais sério.

Suas sobrancelhas levemente unidas e seus finos lábios também unidos deixando que apenas uma linha mínima fosse exposta. Aquela era a primeira vez quentinha um pensamento como aquele, de realmente olhá-lo como um homem e não apenas como meu chefe; não podia negar que Hotchner era de fato um homem bonito.

— Você acha mesmo que estou me lamentando pelo que fiz? — Hotchner me surpreendeu e muito ao dizer aquilo. — É só que...

Ele suspirou passado a mão pelo cabelo curto, estava claramente nervoso e eu conseguia ver isso perfeitamente refletido em sua expressão.

— Não se faça e nem se finja de idiota. — Continuei a falar, ainda apontando o dedo invadir em seu peito de forma acusadora. Mesmo que essa não fosse minha intenção. — Deveria saber que para um homem da sua idade e como você esse tipo de atitude não cai nem um pouco bem.

Suspirei devagar. Me acalmando aos poucos, estava mais perto dele, conseguia sentir o cheiro forte que vinha de sua roupa, assim como a da minha. Porém aquele cheiro ruim não pareceu me incomodar tanto assim.

Já mais calma o olhei uma última vez e então dei as costas para ele, pronta para entrar no quarto e tirar toda aquela sujeira do meu corpo.

Dei exatamente três passos para frente quando ele segurou-me pelo punho esquerdo, seus dedos gelados tocando a minha pele e logo a fazendo se arrepiar com seu toque inesperado.

— Eu também não me arrependo daquilo e tão pouco a vejo só como uma filha de um grande amigo, — Ele começou a dizer, com sua respiração pesada e entrecortada. — Você está certa, naquele momento não a olhei como "uma mocinha jovem", eu nunca a olhei dessa forma, Julia. Nem naquele momento e muito menos neste.

E então, sem dizer mais alguma outra palavra, Aaron Hotchner acabou me pegando totalmente e completamente desprevenida para o que viria a seguir. Ele me girou, fazendo com que eu ficasse novamente de frente para ele agora, sequer tive tempo de reagir com sua fala ou com o que ele estava fazendo.

Ele simplesmente me puxou de encontro a si, fazendo com que nossos corpos ficassem unidos como se fossem apenas um ali mesmo naquele corredor. E então, puxando-me com uma gentileza desconhecida o meu rosto foi de encontro com o seu segundos depois. Seus lábios me beijavam como se ele estivesse com raiva de algo, primeiro com urgência, como se ele temesse que algo viesse a acontecer, mas ele foi mudando conforme continuávamos a nos beijar.

Aquele tipo de raiva aos poucos foi passando e ele logo se tornou estranhamente gentil e intenso. No momento não existiu mais nada, nem um caso que precisava de nós para ser resolvido e nem mesmo aquele cheiro forte e tão incomôdo que vinha de nossas roupas.

Nenhuma preocupação para nos interromper ali. Sua mão segurou meu rosto, o mesmo tipo de toque que senti quando ele tocou aquela mesma área quando havíamos enfim encontrado o esconderijo de James Sawyer.

Senti como se uma chama fosse acesa naquela área, meu rosto todo esquentou com aquele toque.

Afastei-me dele por apenas poucos segundos para buscar o ar que logo se fez ausente em mim. Tomei coragem de fitá-lo e lá estava ele, o rosto bonito me encarando fixamente com os lábios ainda entreabertos próximos demais dos meus.

Ambas as respirações ofegantes, nossos corações batendo tão rápido em nossos peitos e de forma também sincronizada.

Dessa vez ele não precisou se aproximar tanto assim de mim, porque sequer existia alguma distância entre nossos rostos.

Foi necessário apenas que ele se inclinasse um pouco mais sua cabeça para que nossos lábios se encontrassem outra vez, em um segundo beijo ainda mais destruidor e tão urgente quanto o primeiro.

Os segundos foram se passando e logo tornaram-se minutos que pareciam se prolongar.

E enquanto continuávamos com aquilo, minha mente aos poucos afastando as imagens da perseguição que tivemos mais cedo e dando espaço para novos motivos que deveriam ser usados para que eu parasse aquilo.

Por um momento eu simplesmente me levar pelo momento, pelo contato não apenas de suas mãos, como também de seus lábios e também pelo sentimento que crescia dentro de mim.

Algo que não seria bem visto se estivéssemos, por exemplo, em algum caso em campo. Tentei não pensar em nada, mas aquilo se mostrou difícil. Deixei que ele me puxasse para ainda mais perto dele, segurando meu corpo no passo que me ergui quase na ponta dos pés para que ele não precisasse se inclinar tanto.

O beijo se tornando mais profundo e também intenso, a mão ainda em meu rosto enquanto a outra em minha cintura, apertando-me contra si da mesma forma.

Foi automático, minhas mãos de entrelaçaram em seu pescoço, a ponta de meus dedos se enroscando em seus curtos cabelos negros enquanto ele pareceu me erguer um pouco mais do chão, quase me deixando do mesmo tamanho que ele.

A barba que mal era percebida em seu rosto roçava contra o meu e fazendo com que meu corpo todo se arrepiasse no mesmo segundo.

Apertei seus cabelos com um pouco mais de força ao mesmo tempo que ele apertou-me na cintura, abri meus lábios dando-lhe mais espaço e isso pareceu motivá-lo para que ele continuasse.

E eu queria que ele continuasse.

O agente mais velho intensificou o beijo, movendo sua língua para dentro dos meus lábios ao passo que fiz o mesmo que ele. Suas mãos então começaram a se movimentarem por meu corpo, passando por minhas costas e se encontrando na minha cintura, onde ele pareceu me puxar ainda bem mais para si; mesmo que não houvesse mais nenhuma distância entre nós.

Minha razão, porém passou a falar mais alto outra vez, franzi minha testa quando vi que estávamos novamente naquele mesmo tipo de situação como aconteceu antes.

— Não me deixe continuar com isso. — Murmurei de repente afastando os lábios do dele num tom baixo, porém alto o suficiente para que ele me escutasse com clareza.

Eu queria continuar, queria mesmo, mas não podia. Ainda que estivéssemos daquele mesmo jeito com nossos corpos colados e as testas de encontro uma com a outra. Pude sentir quando ele pareceu ficar ainda mais nervoso do que eu ao ouvir aquilo.

— Não podemos... — Me afastei um pouco mais abrindo meus olhos para encará-lo. Repeti aquilo em voz alta e me soltei dele praticamente jogando meu corpo contra a parede ao lado da porta do quarto. Não por estar arrependida, mas por saber que aquilo se tornaria um clico vicioso.

O corredor do andar ainda completamente vazio onde os únicos presentes além de uma mobília parcialmente sofisticada éramos nós dois. Dois agentes do FBI.

— Não. Nós não podemos... — Ele concordou com a voz tão baixa e levemente rouca, também quase sem fôlego quanto eu.

— Não. — Repeti o mirando e separei meus lábios um do outro querendo avançar os poucos passos que nos separávamos ali, mas mudei de ideia. — Não agora...

Murmurei mordendo meus lábios com força, ele pareceu querer dizer algo, notei quando sua boca se abriu, porém ele também desistiu daquilo.

Eu lutava para que meu corpo e principalmente para que as minhas pernas me obedecessem naquele momento, minha mente gritava para que eu entrasse logo naquele quarto, tomasse um banho, trocasse de roupa e voltasse para a delegacia, pois ainda tínhamos um caso para ser resolvido. Porém eu queria mais, havia aquela necessidade crescente dentro de mim que me dizia internamente para me aproximar novamente dele e fazer tudo novamente.

Respirei fundo, nossos olhares ainda fixos um no outro como se estivéssemos esperando por algo do outro, minhas pernas pareciam querer fazer com que eu avançasse na direção de Hotchner e apesar de a razão me dizer que eu não deveria fazer aquilo, eu cheguei a cogitar em tomar aquela atitude.

Engoli seco respirando fundo, foi sem que eu percebesse ou pudesse me segurar para não fazer aquilo. Avançei na sua direção, não conseguindo me controlar como eu gostaria, mas era tarde demais para voltar atrás.

Havia algo dentro de mim que fora despertado, um sentimento mais forte do que eu e mesmo que eu soubesse que talvez estivesse tomando uma atitude talvez precipitada.

Acho eu mesma não estava pensando muito no que estava fazendo.

Ao me aproximar eu percebi que ele também fez o mesmo e estávamos novamente a nos beijar. Ambos agindo por impulso, sem pensar no que aquilo poderia acabar gerando futuramente.

Acho que nenhum de nós estava de fato ligando para aquilo.

A necessidade que senti em beijá-lo novamente pareceu falar bem mais alto que a minha razão e eu a ouvi.

Entregando-me por completo daquela vez não me importado nem um pouco com o que a minha razão diria.

Notas finais
Não vou comentar muito sobre o capítulo porque deixarei que vocês mesmas me digam o que acharam. Beijão!