Notas iniciais
Depois de milhares de bilhares de anos, cá estou outra vez muahaha Poisé, galera, sumi pra variar, mas mesmo a galera que vive falando cmg sabe q to mega desligada pra tudo e curtindo ferias ao máximo.... Maaas, tomando vergonha na cara (meeeeeeentira, foi graças a Marie, uma das minhas esposas - ela sabe q não curto monogamia) que eu vim postar *-* Amores, amoras, doces de todos os tipos (Hora de Aventura o/), esse capitulo cheim de reviravoltas é tooooodo da Queen B e da Melody Di Angelo Grace Wasabi pelas suas maravilhosas recomendações.... Apesar de sumida tbm, Solé tá ficando gorda, regime é o próximo passo pra ela (e pra mim tbm --'') KKK Anyway, muitos obrigadas, garotas, sério *o* Para vocês duas, Re-Tratos o/

But, mama, I'm in love with a criminal

And this type of love isn't rational, it's physical

Criminal

[...]

Poseidon havia dirigido aquela noite toda de volta para o Rancho Ewing na Lamborguini de Atena.

Por Perseu estar sem cadeirinha, ele ia um pouco devagar, nada de 160 Km/h como ele faria caso estivesse só ele e a loira. Atena dormia, tensa, no banco do passageiro.

E só ali, com aquela música baixa que tocava algum tipo de country, ele pensava na profundida daquilo que ele tinha feito.

Fizera-a se casar com ele, ameaçando-a a tirar o filho dela... Atena o odiaria por pelo menos cinco milhões de anos. Mesmo sabendo que a sua desculpa era mostrar que sempre conseguia o que ele queria, não era bobo de perceber que era algo mais profundo que havia feito aquilo.

A quem ele queria enganar?

Desde que Atena havia aparecido na casa dele com Perseu, tudo o que podia pensar era que aquela mulher seria a esposa dele, independente do caminho que ele precisasse achar.

Estava a pensar sobre isso quando suavemente girou o voltante para entrar pelos grandes portões com um “E” enorme na frente e o que ele viu jamais esperou.

Dois carros esperavam por eles.

Um Mercedes esportivo prata e um Cadillac preto.

– Apolo veio na frente? — perguntou uma Atena que ele nem sabia que estava acordada.

Deu uma olhadela nela que arrumava de leve Perseu dormindo nos braços antes de muito lentamente desligar o carro, de uma forma que pudesse sair com pressa se preciso.

Não ia vacilar, nem podia, com a sua mulher e seu filho com ele. Precisava ser extremamente cuidadoso agora. E Atena pareceu ler aquilo em seus atos ao pegar em seu cinto a sua Colt.

– Apolo não vem para cá agora, ele vai ficar até que todo o processo esteja correto. – e olhou para ver se todas as balas estavam lá. – Voce não está esperando visita, está?

– Não... Eu nem teria tempo.

E ele sabia que ela falava do modo que ele a fizera sair loucamente de casa no dia anterior.

Arrumando o chapéu em sua cabeça, Poseidon puxou de leve o queixo dela pra perto, algo que só conseguiu porque ela estava claramente preocupada com o que era aquilo tudo, e tocou seus lábios aos macios e femininos de Atena.

Seus olhos verdes estavam sérios nos dela.

– Fique no carro. Se qualquer som de tiro ou coisa assim, não hesite, loira, saia daqui. Eu me viro. Perseu em primeiro lugar.

Tudo o que ela fez foi assentir, daquele modo também sério, algo que os dois tinham em igual para horas de ações rápidas. Talvez, aquela fosse ser uma.

Assim, com um afagar do rosto dela, Poseidon saiu do carro e com arma em mão, caminhou para a casa.

[...]

Atena olhou pela qüinquagésima vez para a porta aberta daquela enorme casa de campo. Nenhum barulho, nem nada. Devia haver ao menos dez minutos que Poseidon entrara lá e até agora nada. Nem um sinal para sair correndo ou entrar na casa.

Estava aos nervos.

Tudo bem, ela estava desde que descobrira que era a mulher de Poseidon, na noite anterior. Mas ali, sabendo que poderia estar em perigo, tanto aquele homem de olhos verdes como seu filho, ela sentia-se ainda mais delicada.

Seu coração não podia nem inventar de resolver parar por aqueles minutos.

Esperou.

Esperou por mais algum tempo, suas mãos no volante, Perseu acomodado da melhor forma que pode colocá-lo no chão do banco do passageiro, mais seguro ali. Até que desistiu.

Teria um ataque cardíaco daquele modo.

Por mais que odiasse Poseidon com todas as suas forças, ele ainda era uma vida e não a queria perdida.

Pegando Perseu em seus braços com uma das fraldas para protegê-lo daquele sol do Texas, Atena saiu do carro e encaminhou-se silenciosamente, como uma verdadeira leoa, para dentro da casa.

O corredor estava vazio, os moveis nos mesmos lugares. Não havia marca de suujeira no chão, como marcas de botas.

E ela foi aos poucos se aproximando.

O que a esperava era algo completamente diferente. E só tomou coragem de se aproximar mais porque Poseidon estava parado com a arma em mão, na porta da sala de estar. Essa que tinha dois caras os esperando.

Ambos olharam em sua direção. Menos Poseidon.

Daquele jeito bizarro dele, já havia detectado que ela tinha chegado.

– Eu pedi pra você ficar no carro, Atena!

Olhou confusa para aquela cena.

– Eu sei, mas você não avisou que eram apenas eles.

E eles a que ela se referia a ninguém menos quem um cara de cabelos loiros com olhos castanhos vestindo uma roupa completa de cowboy, o Rick, que sempre ajudava Poseidon e um cara mais novo em cabelos negros e olhos de mesma cor.

Hades sorriu em sua direção.

– Cunhada! Que prazer vê-la aqui! Estavamos esperando você!

Atena ficou ainda mais confusa com a ação de Poseidon.

Ao primeiro passo que Hades deu em sua direção, como se só fosse cumprimentá-la, o homem de olhos verdes entrou em sua frente, claramente a protegendo com o corpo dele, a arma em riste, perfeitamente apontada para o peito do cara de olhos pretos.

E a loira sabia como Poseidon jamais errava um tiro.

Houve um barulho de engatilhamento que deixou todos quietos.

– Poseidon, o que...?

– Hades, não ouse chegar perto dela.

O homem em questão, com a blusa do Dallas Cowboys, riu.

– Ai, ai, Poseidon, admito que você me faz graça com essa sua pose de cowboy e tudo mais... Eu só quero falar com minha cunhada.

Poseidon nem se moveu. E foi Atena quem teve que interferir.

Seus olhos estavam sérios, procurando os perigos que Poseidon já havia achado, ela sabia que também precisava tomar cuidado com Percy.

– Há um motivo de que Poseidon não me queira perto de você... Qual é ele?

Mas quem respondeu era Rick, tomando um whisky.

– As coisas de sempre, Atena... Dinheiro e mulheres.

Hades revirou os olhos.

– Deixe de coisas gangasters, Rick, diz logo...

– Gosto de metáforas, fala você.

O homem de olhos pretos sorriu.

– Ok, vou resumir bem fácil... Eu e Rick somos os donos do Rancho Ewing, da Pretoleira e da sua maravilhosa empresa de Arquitetura e Urbanismo. Ah, sem esquecer uma certa parcela de ações na Petroleira Danniels. Bom, é isso.

Atena só pode ficar encarando os olhos de Hades. Isso antes de cair em uma gargalhada.

– Adorei a brincadeira... Mas eles são meus!

– Gosto que você tenha se divertido – disse Rick. – Voce sempre ficou mais bonita assim.

Na mesma hora, Poseidon apontou para Rick, a mão nem se quer tremendo.

– Não me teste, garoto.

Atena ignorou aquilo tudo, apesar de ter gostado que Poseidon a tivesse protegido naquele caso, e encarou com seriedade os olhos de Hades.

– O que você quer dizer com isso?

– O que quero dizer, cunhada, é que ao passar a ser esposa de Poseidon, você deixou um espaço em branco e nós aproveitamos.

De repente, ela compreendia como eles haviam feito aquilo. Seus olhos cinza se abriram de pura surpresa e perplexidade.

– Voces...

– Exatamente isso que você está pensando, Atena. – Rick sorriu. – Enquanto Poseidon passava a perna em você, nós fizemos com o casal de leões ai.

– Ok, vou explicar... Eu e Rick estamos fazendo isso há o que?

– Quatro anos, Hades.

– Ah, é exato, Rick, obrigado. – Hades colocava whisky em um copo. – Quatro anos tentamos dar um jeito de golpe, mas não havia como, o sistema tanto dos Danniels quanto dos Ewing estavam fechados, inacessíveis. Mas, esperamos, calmo, até que você, cunhada, apareceu... Admito, foi adorável ver como Poseidon ficou mexido com você, mas aquele final de vingança que você deixou, querida, era o que eu e Rick precisávamos... Aceitam?

Atena semicerrou os olhos enquanto encarava Hades.

– Perseu... Voces precisavam de Perseu.

– Na verdade, precisávamos de você, Atena. E quando chamei, você veio decidida a ter Poseidon de volta, eu mais que prontamente deixei o espaço aberto e avisei para Rick que era chegada a hora... Mas você é esperta, leoa, muito esperta. – Hades tomou um gole. – Eu tive que esperar nove meses, tomando cuidado para você não perceber que eu roubava informações de você... Foi pura sorte ter Artemis por aqui ou aquela ruiva tornaria tudo ainda pior. E quando percebi o que você faria, só jogamos a cartada do casamento.

Rick sorria também.

– Então, eu só conversei com Poseidon, falei que a melhor vingança para uma pessoa que roubou tudo dele era casar com ele, ainda mais porque você o odeia. – o loiro deu de ombros. – Assim que percebi que ele me escutara, avisei pra Hades, que esperou só você anular sua antiga assinatura ao aceitar casar com Poseidon, uma vez que você não era mais a tutora e responsável legal do pequeno Ewing se você agora era casada com o mais velho e dono das terras.

Hades assentiu, sorrindo.

– Voce, Atena, deixou sua empresa aberta por duas horas, o tempo que seria preciso para as terras voltarem ao nome de Poseidon. Mas, antes que pudesse, eu comprei pelo valor que ela era, puxando-o para meu nome, já que também sou ramificação dos Ewings. E agora, bem, agora o Rancho e aquela coisa toda é minha e de Rick.

Tudo o que Atena pode fazer, depois de ouvir todo o plano, ver os buracos e os erros que nem se quer percebera que deixara, foi tentar raciocinar de algum jeito, alguma forma de tirar eles daquela.

E ela sabia que haver algum modo.

Mas Perseu resolveu aquela hora para começar a chorar de fome e Atena viu todos eles se virarem para assistir sua ação.

Séria, estendeu a mão.

– Quero ver os documentos oficiais.

Os olhos de Poseidon seguiam com toda a precisão o modo como Hades aproximava-se da sua pessoa e devagar entregava a ela duas pastas meio azuladas. E Atena sabia, que apesar de Poseidon ter abaixado a arma, ele estava pronto para atirar a qualquer minuto se necessário.

Sentiu-se segura com aquele xerife ali.

Indo até a escada, sem sair de perto de Poseidon, Atena arrumou um modo de amamentar Perseu, colocando um pano para escondê-lo, e começou a ler documento por documento.

Ao final, suspirou.

Eles eram de fato donos daquilo tudo, por um erro dela, eles haviam feito aquilo tudo. Dela e de Poseidon. A única coisa que ela percebeu que eles deixaram de fora a casa em que eles se encontravam, ainda estava no nome de Perseu e dela.

– A casa... – começou

Hades revirou os olhos.

– Queriamos ela também, mas você soube fazer bem. Perseu, como recém-nascido, é protegido pela constituição que diz que ele precisa de uma casa. Como essa já estava no nome dele, fica para os pais, em questão você e Poseidon.

Atena teve que sorrir por aquilo.

Mesmo pequeno, Perseu já era um perigo para caçadores amadores como aqueles ali, porque ela tinha certeza, se fosse ela ou Poseidon, teria arrancado até os fígados. Uma criança jamais os pararia.

– Mas até que é útil, Poseidon irá manter o gado bom para o abate – disse Rick, com um sorriso. – Ele jamais deixaria o gado dele morrer.

– Desgraçado.

– Voce tem que ficar com algo ruim, Poseidon, sua mulher já é gostosa demais para você precisar de algo a mais.

E Atena podia ver que Poseidon iria atirar em Rick.

Mesmo com raiva, muita raiva do modo que ela fora chamada, só um cara podia falar assim dela, e foi nesse que ela colocou a mão no braço estendido com a arma e olhou para os olhos verdes.

– Não vale a pena, Poseidon. Ele te quer com a cabeça quente, por causa disso perdemos o Rancho, não repita o erro.

Assistia o modo como o homem a sua volta calculava, sem desviar o olhar do seu antes de, com um suspiro, abaixar a mão. Atena virou-se para olhar com muita raiva para um sorridente Rick.

– Voce não deve entender porque me chamam de Leoa, mas você vai descobrir. Ninguem mexe no que é meu, nem do que é de Poseidon, sem ter volta... Então, saiam da minha casa. AGORA!

– Saindo, cunhada... – Hades aproximou-se dela, quer dizer, até Poseidon colocar-se a sua frente. – Preciso dos documentos.

Atena sorriu de lado, segurando melhor Perseu que ainda mamava.

– Aquelas segundas vias são minhas, não preciso lhe devolve-las. Agora, fora.

Com mais uma olhada estranha da parte de Rick e um sorriso de Hades, eles foram embora.

Atena e Poseidon só ficaram mais relaxados ao ouvirem o som do motor dos carros se afastarem e o homem de olhos verdes poder fechar o portão de ferro maciço que quase nada podia derrubá-los. Apenas dessa forma, sentiram-se mais seguros.

E Poseidon foi o primeiro a isso mostrar, guardando a arma de volta ao coldre dela, travada.

Atena tremia, tremia muito. Pouco sabia se aquilo era por tudo que estava passando por esses dois dias ou se era por seu coração ou mesmo pelo cansaço de dormir mal em seu carro.

Braços fortes a colocoram sentada no sofá.

– Voce está bem?

Seus olhos cinza se ergueram para os de Poseidon que estava verdadeiramente preocupado.

– Só preciso... Arrumar tudo isso em minha mente... De tempo.

– Voce quer algo? Café? Suco? Agua?

– Agua, por favor.

E ele foi buscar aquilo para ela, deixando-a um pouco somente com filho deles que dormia de novo a mamar, e logo voltava.

Atena tomou a água com a mão tremente.

– Atena, relaxe, está tudo bem.

– Eu acho que preciso dormir.

– Somos dois... Quer que eu leve Perseu?

Apesar de não querer que ele estivesse tão por perto, admitia a si mesma que se sentia mais segura com ele, que a arma e a confiança de Poseidon a acalmava.

Então, tudo o que fez foi entregar Perseu pra ele e aceitar a mão que ele lhe oferecia.

Poucos minutos depois, Atena estava deitada na cama em que ia dormindo nos dias anteriores, após um bom banho quente e cuidar de Perseu.

Estava assim, quase dormindo, quando sentiu mais um peso na cama. Seus olhos na mesma hora se abriram, pronta para proteger Perseu que dormia encolhido contra as curvas de seu corpo, mas tudo o que viu foi um par de olhos verdes e um Poseidon também banhado acomodar-se ao outro lado do filho deles.

– Voce vai dormir aqui? — perguntou ela pasma, de repente lembrando-se que havia se casado com aquele ser a sua frente.

Poseidon estava sério ao trazer sua pessoa para mais perto, uma mão em seu quadril, já que estava deitada de lado, assim como ele, assim como Perseu.

– Não vou deixar vocês longes da minha vista por uns bons três dias, não com Rick podendo entrar em minha casa onde minha mulher e meu filho dormem.

– Ele não...

– Atena – os olhos verdes eram firmes. – Rick tem problemas quando está relacionado com mulheres, a ex dele teve que pedir ajuda policial para que ele se mantivesse longe dela... Eu não vou deixar você sozinha sabendo que ele está atraído por você. Então, nem tente discutir, moça.

E ela teve de engolir a seco ao se deparar com a verdade naquele rosto. Se Poseidon dizia que existia perigo, ela acreditaria. Só não estava acostumada a dividir uma cama com um cara... Mas faria aquilo.

Por isso, quando ele a puxou mais perto ainda, ela deixou.

Dedos firmes e calosos afagaram seu rosto.

– Durma, Atena. Voce precisa descansar porque precisamos dar um jeito nisso.

Seus olhos verdes sorriram pra ele.

– Uma coisa é a gente brigar, Rick mexeu com as pessoas erradas. Tocou no dinheiro errado.

– Mexeu, leoa... Agora, descanse, vamos precisar de sua mente no máximo.

– Voce também, xerife.

E, antes que ela pudesse prever o que ele faria, ou tivesse notado e deixado, Poseidon pousou a mão em sua bochecha, os olhos verdes sorridentes por ter mostrado as garras, decidida a se juntar com ele para lidar com aquele cara, e suavemente a beijou, a língua, os lábios ternos aquecendo sua pessoa de dentro para fora.

– Durma, leoa.

E, daquele modo, com a testa dele contra a sua, o filho deles entre eles, seguro, Atena fechou os seus cansados olhos e deixou sua segurança na mão de Poseidon.

Hades e Rick ainda teriam o que eles mereciam. Mexeram com os xerifes do Texas e os infelizes que haviam lidado com eles, sabiam: Eles estavam ferrados.

[...]

Artemis suspirou pela vigésima vez enquanto trocava o canal de novo.

Todos, quando ela queria dizer, todos os canais mesmo de TV aberta passavam sobre sua fenomenal saída nos braços de Hades para o hospital. Milhares de questões sobre o que poderia ter acontecido.

– Isso tá um porre – reclamou a ruiva para uma morena que olhava com cara de diversão para ela. – Que foi, Dite?

– Voce com raiva sempre é divertido, sei lá, faz você combinar com seu cabelo.

E a ruiva teve que rir do que sua amiga havia dito.

Estava em sua casa, sentada em seu sofá favorito com Afrodite como babá dela, pra que ela não fizesse nenhuma besteira.

Desde que havia voltado do hospital, depois de um sermão para se alimentar melhor e de evitar loucuras pelo Doutor Gostoso (como elas apelidaram), sem esquecer a faixa em seu joelho que a impediria de ir treinar por mais uma semana inteira, as duas estavam procurando alguma coisa pra assistir.

O fato era que estava impossível!

Artemis olhou para a TV na hora em que a campainha tocou.

–JÁ VAI! – e sorriu para Afrodite. – Sabe qual a parte mais divertida disso tudo? Voce virou minha Alfred, abre lá a porta e vê quem é o fpd que não tem nada pra fazer em uma segunda a noite.

Rindo de sua fala, a sua amiga foi atender a porta.

E Artemis resolveu que era preferível ficar presa aquele seriado em que todos se pegavam, putaria era certa, um pouco de diversão... Era Grey’s Anatomy se ela não se enganava, adoraria trabalhar em um hospital daquele.

Poucos segundos depois, Afrodite pegava a bolsa que estava ao seu lado, uma Prada ultimo modelo, e Artemis olhou confusa pra ela.

– Onde você vai?

– Amiga, depois de você ver quem chegou aqui, você vai me pedir para que eu vá embora. Vou deixar vocês dois a sós. Se cuide – e ela beijou sua testa. – Seja educada. Tchau.

– AFRODITE... DITE...

Mas ela já havia ido.

Bufou. Aquela vaca, ia se ver com ela. Como ela podia deixá-la com um estranho?

Jogando seu peso para poder virar-se e ver quem estava na porta, Artemis tomou cuidado de não fuder mais com seu joelho bagaçado e o que viu a fez sentar de novo.

Que porra ele estava fazendo ali? Melhor, como Afrodite ousava deixá-la com ele sozinha? Ela não tinha ideia de que um dos dois poderia sair morto¿

Ia matar aquela Barbie depois!

– O que você faz aqui? — exigiu Artemis, sem olhá-lo.

Seu coração maldito pulava loucamente, parecendo um cachorro feliz que fica correndo pela casa que nem um doido depois do dono chegar de uma viagem de meses.

Estupida. Simplesmente estúpida.

Apolo sentou-se confortavelmente ao seu lado.

E ela teve que se virar para vê-lo.

Ele usava uma roupa de frio, roupas que ficavam sexys nele, e segurava um conjunto de quatro pastas de papel pardo. Até pareciam de policia, só a ultima era de couro.

Ele olhava curioso para a faixa em sua perna.

– O que aconteceu com seu joelho?

– Passo mal dado, cai da pirâmide de garotas, normal... Agora vai, responde, o que quer aqui? Rapido que não tenho muito tempo, vai começar o capitulo inédito de Greys Anatomy.

– Ah, mas vai ter.

O modo como ele disse aquilo, com um tom sombrio, a fez erguer uma sobrancelha pra ele.

– Hey, Poderoso Chefão, dá pra ir mais rápido?

– Pra que, Susan Alburqueque?

Sob o uso daquele nome, naquela voz calma dele, Artemis travou, pasma demais para fazer algo além de olhá-lo.

Apolo sorria, um sorriso de canto, secreto. Um bendito 007 bem a sua frente.

– O que? — balbuciou.

Um 007 que parecia ter descoberto mais do que devia.

Ele deu de ombros, abrindo uma das pastas de papel pardo e tirando de lá uma folha.

– Ou devia te chamar de Scarlet Smith? — jogou uma ficha criminal em seu colo. – Talvez de April Vivenci... Admito que gostei de Rachel Alan. – e jogava cada uma que falava o nome. – Bruna Jordan. Phebe Cloes. Lility Kent, eu tive que rir desse. Annie Deline. Marie Laurence. Kendra Loyalt. Jessie Marine. Nick Terrence. Sasha Hollic, esse ficou divertido tambem. Voce tem criatividade.

Artemis olhou para todas aquelas fichas em seu colo, sem acreditar, suas mãos tremendo ao pegá-las. Apolo continuou falando nomes e mais nomes.

Nomes que ela queria esquecer. Nomes que deviam ter sido queimados. Mas em que todas as fichas, de vários estados, mostravam a sua foto. Em varias fases.

– Como...?

– Amigo de policia, Artemis, eu também tenho contatos, só não da máfia como os seus.

E aqueles olhos azuis fitaram os seus com seriedade.

– 32 assaltos a civis. 10 furtos a casa. 15 vezes pega com armas de porte ilegal ou mesmo exageradas para seus fins. 18 uso de drogas ilícitas. 35 assaltos de carros. Fiquei impressionado com o número de vezes que você conseguiu fugir, isso é uma habilidade fenomenal, Artemis.

De repente, tudo o que a ruiva que tremia queria fazer era poder fugir dali, mas com a perna daquele modo, tudo o que podia mesmo era desviar os olhos dos dele.

Sentiu um dedo tocar seu rosto. Como ele conseguira aquilo tudo?

– E sabe o que mais descobri? — a voz era suave contra seu ouvido, como se contasse um segredo. – 3 homicidios e 4 anos de cadeia.

Seus olhos começaram a ficar embaçados enquanto lembrava daquilo que antes estava tão "enraizadamente" escondido.

Cenas e mais cenas. Sua mão começando tremer.

E ele continuava a falar, sussurrando.

– Presa por hackear um dos maiores bancos do EUA, conseguir tirar dinheiro de lá por dois anos. Era uma alpinista social, ia a eventos, fazia sua imagem... Filha de um Conde inglês que morreu, certo? Usava o dinheiro para isso, já estava conseguindo abrir sua empresa quando foi presa. – o dedo de Apolo escorregava pelo seu pescoço. Fechou os olhos com desgosto. – Começou a vida de ladra cedo, lá constam 10 anos, mas foi com menos, Artemis? Isso realmente atiçou minha curiosidade. Ficou varias e varias vezes em orfanatos, mas saia por arrumar briga, por ter que mudar de estado quando a policia ia atrás de você, mas se perdeu na sua ganância e matou três pessoas. Duas pessoas, como foi isso? São esses os seus pesadelos?

Artemis olhou para Apolo, seus olhos verdes marejados, lágrimas escorregando ao encarar o tom azul gélido e cheio de vingança.

– O que você quer de mim?

– O que eu quero de você, Artemis? — e ela deixou ele puxar seu rosto para perto, os lábios dele tocavam os seus de leve enquanto falava. – Ainda não terminei, querida... Voce tinha saído da prisão, na sua ficha constam bons comportamentos, a boa garota que conseguiu diminuir consideravelmente sua sentença... Disseram que ela dormia com o delegado... Então, logo que pode, sumiu no mundo... E foi quando Hera te encontrou e pagou para apagarem todos esses dados, que você merecia uma segunda chance... Agora eu pergunto, você merece segunda chance?

Artemis engoliu a seco ainda o fitando e tentando ignorar seu estúpido corpo que se esquentava só com o modo firme que ele segurava seu pescoço. Apolo estava acordando-a só com aqueles lábios arrastando-se nos seus.

Seus olhos verdes desesperados encararam os decidos azuis dele.

– Por que? Por que você está fazendo isso, Apolo?

– Por que eu quero algo seu, algo com que você pode me ajudar.

– E o que você quer?

– Nesse minuto? — ele sorriu. – Voce... Acho que posso deixar o outro para depois.

E a boca de Artemis aceitou prontamente o beijo que ele lhe deu.

Odiava o fato de seu corpo desejá-lo, de permitir que ele a aquecesse só com aquelas mãos se passavam em suas costas, que retiravam seu vestido. Em questão de segundos, Apolo a tinha nua embaixo daquele corpo forte, Artemis de olhos fechados, em puro prazer.

Suas bocas lutavam, suas mãos brigavam.

E quando menos percebera, Apolo movimentava-se daquela forma maravilhosa, aquecendo-a mais e mais.

E ela sabia que havia perdido.

Notas finais
Eu fiz um bolo de microonda de baunilha com amendoim e cobertura de rapadura misturada com creme de leite e canela, para acompanhar tudo isso um maravilhoso copo de leite gelado *o* Gzuis, me sinto no Top Chef kkkk enfim, culpem o Peeta e os bolos dele q me deram fome --' (mas ficou bom pra c*****o) *o*