Notas iniciais
E o último capítulo do dia *o* Espero que tenham gostado, principalmente a Mah que todos os dias me pediu, aqui estão amor o/ E, ah, estamos na reta final pelo que eu vi ali, poisé, amores, últimos :/

It's a harder way and it's come to claim her

And I always say, We should be together

I can see below, 'cause there's something in here

And if you are gone, I will not be long

Florence + The Machine

Artemis acordou assustada.

Havia som de gritos, de bate-bocas alto, de um modo que não era nada normal por ali. O sol já estava há muito e apesar de ter acordado por causa de seu sonho, ou melhor, seu pesadelo, aquilo a fez querer se erguer mais rapidamente ainda. Pegando um remédio, que engoliu a seco mesmo, Artemis, com cuidado para não acordar Apolo que dormia com ela com a cabeça sobre o peito dele, levantou-se, vestindo uma blusa qualquer do loiro para se cobrir e uma lingerie, e foi lá ver o que era aquilo.

E a cena era a seguinte.

Atena gritava com um furioso moreno, Poseidon estava à frente dela, protegendo-a, e Hades encontrava-se quase a explodir perto da escadaria pela qual Artemis descia. Ficou calada, pasma, sem chegar ao final.

O homem de olhos verdes em seu chapéu de cowboy apontava a arma dele para o irmão em seu terno preto.

– Hades, acho melhor você sair da minha casa agora.

– VOCE ROUBOU O QUE ERA MEU, POSEIDON! TUDO QUE MEUS PAIS FAZIAM ERA PARA VOCE!

– Hades, abaixe essa arma, não me faça atirar.

Hades, em questão, riu, alto.

– ATIRE, IRMÃO! ATIRE QUE ASSIM EU TENHO O QUE É MEU POR DIREITO.

E só ai Artemis viu o que de fato acontecia. O homem cheio de ódio tinha o carrinho de Perseu ao lado dele, a arma estava apontada para um calmo e dormindo pequeno bebe e Artemis compreendeu o desespero de Atena, o modo como ela andava de um lado para outro, gritando com Hades.

– DEIXA MEU FILHO FORA DISSO!

E Hades apontava para uma pasta preta sobre a mesa.

– Assinem e eu vou embora daqui. Agora.

Olhos verdes rapidamente passaram-se em sua pessoa ruiva, na escada, e ela notava que Poseidon estava em desespero, não perdido, mas certamente em uma grande enrascada. Ele não sabia o que fazia se atirava ou se assinava. Ele claramente tinha medo de tirar os olhos de Hades e ele fazer qualquer coisa com Atena ou mesmo Perseu.

– ASSINEM!

– Poseidon, assina isso. – implorava Atena, os olhos cinza cheio de lágrimas. – Deixa essa porra pra lá, assina.

Então, Artemis sabia que tinha que agir, que não ia deixar aquele cara com uma faixa no nariz ganhar. Não depois de tudo o que haviam feito para ter aquelas terras de volta. Era sua hora de ajudar ali. E ela já sabia muito bem o que fazer. Pensou nisso o exato instante em que um par de olhos azuis seguraram os seus, meio perplexo com aquilo tudo. E ela pediu desculpa daquele modo para Apolo. Teria que fazer aquilo.

Antes que ele pudesse falar qualquer coisa, Artemis saiu correndo pela escada, como se tivesse acabado de acordar e parou bem ao lado de Hades, seus olhos verdes pasmos, fingindo-se de perdida.

– Hades, o que...?

E como ela havia pensado que ele faria, Hades puxou-a para perto, colocando a arma exatamente contra sua têmpora enquanto ouvia Apolo gritar e Atena fazer a mesma coisa. Os olhos verdes Poseidon fixaram-se nos seus. Ele não sabia o que ela fazia.

Se eles errassem uma coisa só, Artemis sabia muito bem o que ocorreria. Teria de se manter em foco. Debatia-se de forma encenada contra o mata leão que Hades a mantinha firme, ou talvez não tão encenado assim. Era só se manter calma. Por que todos se mantém calmos com uma arma engatilhada contra sua cabeça. Autoignorou seus pensamentos irônicos, suas mãos no braço do moreno de olhos pretos.

– Hades, por favor, não faça nada a ela. – pedia Atena, que claramente tremia mais e mais que aquilo se desenrolava. – A gente assina.

Apolo tremia, mas era de raiva, uma raiva homicida que Artemis jamais havia visto nos olhos azuis.

– Se você...

– Não, não, herói. – disse Hades. – Se você der um passo a mais pra cá, eu mato sua namorada e, acredite, estou há muito tempo querendo matá-la.

Enquanto eles falavam, Artemis olhava a volta, calculando espaço, saída, possíveis armas, daquele mesmo modo que ela havia feito com Apolo naquela madrugada, mas dessa vez ela de fato havia puxado a memória daquilo, ela havia se autocolocado ali. E achou um dom naquele instante pensar daquela forma.

A primeira coisa que fez, ao perceber o que aconteceria, ao mesmo tempo ver que havia pouco tempo, pois Atena já assinava os papeis, logo depois seria Poseidon, Artemis ainda a fingir se debater, de uma forma que Hades nem notava, colocou seu pé na beirada do carrinho de Perseu, quase tocando os pés do garotinho e empurrou-o para longe.

– Hades, seu desgraçado – dizia Artemis, com verdadeira raiva. – ME SOLTA!

– CALA A BOCA, VADIA. ASSINEM.

– NÃO FAÇA NADA... POR FAVOR.

– Assine as coisas, loira!

Poseidon, que olhava aquilo tudo, compreendeu o que havia feito, ambos a saberem que o carrinho ia parar dali a pouco ao encontrar-se na parede, tirando Perseu da linha tiro, compreendia seu plano. E, claro, colocando ela na linha de tiro. Com estilo, diga-se de passagem.

Então, Artemis parou de se debater e encarou os olhos verdes de Poseidon, implorando para ele perceber o que ela faria.

– Hades...

– Já disse pra calar a boca.

– Primeiro, ninguém me chama de vadia. Segundo, você é realmente um covarde, nem sabe lidar com seu próprio dinheiro e sua fama. Terceiro, eu odeio ser presa e você está fazendo isso agora.

Então, pegando-o completamente de surpresa, Artemis empurrou para frente a arma no exato instante em que Hades atirava. O som, tão perto de seu ouvido, a fez ouvir zumbido, outro som de vidro quebrando. Mas ela tinha que agir. Foi dessa forma que segurou o pulso de Hades com força, a arma para baixo, duas cotoveladas sobre a costela para fazê-lo perder a postura. Ele dobrou-se como ela queria. Artemis puxou o peso dele para frente, atingindo um soco contra o peito do homem, acima do coração. Dor, a pior. Depois, um clássico pontapé entre as pernas para ele ajoelhar. Uma joelhada na cara para fazê-lo sangrar e perder a visão temporariamente. Torcer o pulso dele para soltar a arma. Então, com a pistola em mãos, dar uma coronhada contra a cabeça de Hades, para ele de fato, cair no chão.

Artemis parou um pouco ofegante por causa do peso que ele tinha, mas a arma firme em suas mãos, o cano apontado para aqueles olhos negros que estavam pasmos e perdidos.

– E devia ter feito mais uma coisa antes de ameaçar meu sobrinho, devia ter procurado mais sobre mim.

Para finalizar, chutou perto do pescoço dele, foi o que precisava para o cara sangrando apagar, aquele corpo enorme estendido no chão.

Artemis respirava. Ela havia feito aquilo. Ela havia derrubado Hades. Ela havia trazido aquilo que sempre escondia e havia funcionado. Ela olhava para aquilo, meio pasma.

Mas pouco tempo teve para notar tudo, pois um par de braços a puxaram para perto de uma loira que chorava, as mãos dela em seus cabelos. Só que a ruiva estava desligada, travada, talvez em choque agora que a adrenalina abaixava, sua mão presa com força na arma de Hades, percebendo todo o perigo que havia se colocado, que poderia ter morrido ali, naquele instante... E, bem, quase morrera se não tivesse reflexos rápidos.

Atena dizia algo, mas tudo o que ela podia fazer era olhar, perplexa. Ouviu também Poseidon, esse que acariciou seu cabelo, antes de tirar os seus dedos quase brancos envolta da coronha da pistola, puxando para ele. E ela só de fato voltou a funcionar ao ter braços mais quentes a sua volta, um peito firme.

– Artie... – chamou ele segurando seu rosto, os olhos azuis preocupados e nervosos sobre os seus. – Artie... Jamais volte a fazer isso, está me ouvindo¿ Jamais, sua louca!

E ele colou seus lábios juntos, firme, desesperados, o corpo dele todo a tremer, mas ela pouco ligou, porque no momento em que ela sentiu aquela energia que estalava entre eles, acordando seu coração e sua mente, tudo o que ela pode fazer foi trazê-lo para mais perto, beijá-lo com mais afinco, deixando todo o medo que esteve segurando mostrar-se a ele, o medo de morrer, o medo de Hades ser mais doido que isso, tantos medos. Ainda mais por ele se machucar. Logo que se separaram, sem ar, Apolo a abraçou, com força e ela deixou-se ir.

E ela poderia ficar ali para sempre.

Seus olhos verdes encararam Atena, do outro lado da sala, beijando a testa de Perseu, chorado, a felicidade que notava ao segurá-lo, o alívio e Poseidon que segurava os dois, a beijando de leve, também mais calmo. Muito mais calmo após prender Hades.

Olhos cinza seguraram os seus. Havia amor, carinho, alívio.

– Obrigada, Art. – sussurrou a loira, sem fazer barulho algum, só com os lábios.

E, vendo eles ali, com Perseu, sua pessoa nos braços de Apolo, Artemis sorriu de leve, um sussurrado de nada, antes de fechar os olhos para apreciar aquele cara a frente dela. Havia trazido algo que ela escondia, algo que era perigosa, mas isso pouco importava. Havia feito algo bom, isso que valia.

[...]

Poseidon olhou mais uma vez para aquela cena.

Artemis, sorrindo e agora voltada ao normal dele, estava sentada no colo de Apolo que, mesmo sorrindo do que ela dizia, cuidava do ouvido dela que estava sangrando por causa do tiro perto, muito perto que ela havia conseguido desviar e nos braços da ruiva, estava seu filho, que sorria do que a garota fazia, todo feliz.

E seguro. Por causa de Artemis. Aquilo poderia ter saído tudo tão mal, poderia ter perdido seu filho... Só de pensar nisso, seu coração travava, a recordação de como fora perder Tritão muitos anos atrás... Jamais poderia perder aquele garoto.

– Hey, cara, vai devagar ai.

– Se você ficasse quieta, Artie, talvez não te machucasse.

– Chato.

– Inquieta.

Mas ambos sorriam. E Poseidon suspirou para aquilo, colocando o chapéu em sua cabeça. Era a hora de fazer o que devia fazer, aquele acontecimento só mostrava o quão perigoso aquilo era.

Atena, que havia ido beber água, parou ao seu lado, olhando a mesma coisa que ele via.

– Às vezes gosto das loucuras da Art.

– Essa garota já deve ter vivido de tudo.

– Viveu, acredite.

E Poseidon se virou para olhar naqueles olhos cinza. Estavam um pouco vermelhos por ela ter chorado, mas lindo como sempre. O rosto da mulher que ele amava. Fitou-a de forma séria.

– Preciso conversar com você, Atena.

– Algo muito importante¿

– Sim.

– Acho que Artemis pode cuidar de Perseu por algum tempo, quer ir lá pro seu escritório?

E o homem de olhos verdes assentiu antes de segui-la pelo corredor que ia para seu escritório. Fechou a porta assim que estiveram os dois ali. Algo, algo dentro dele, já estava preparado, um pouco nervoso, como ela reagiria aquilo. Mas ele estava decidido do que queria, era aquilo que faria.

Passando por ela parada perto da mesa, Poseidon deu a volta, sem fitá-la, sabendo que ela fazia aquela dócil expressão de confusa, e apanhou, na ultima gaveta, a única com tranca, uma pasta de couro azul. Esta que ele estendeu na direção dela.

Só ai, encarou aqueles olhos cinza, os mais amáveis olhos que ele já havia visto.

– Poseidon¿

– Leia.

E, aceitando o que lhe era oferecido, ela apanhou e abriu devagar. De toda forma, começou a ler. Poseidon esperava sem pressa, mais paciente do qualquer outra vez que já esteve, quase para implorar que aquele documento fosse infinito, mas tudo tem um fim. Mesmo aquele documento, e via a expressão perplexa que Atena fez em sua direção assim que terminou. Encarava-a com seriedade, quase sem expressão.

– Isso...

– Exato, Atena, o divorcio. Ia passar para Rogers ontem, para arquivar, mas achei melhor mostrar a você primeiro. Tudo vai voltar a como estava antes do casamento, as suas empresas retornarão ao seu nome, eu ficarei com as empresas Ewings, você com nosso filho e só adicionei que Perseu irá receber toda a herança dos Ewings. Está repartido por igual. Vou mandar isso para Rogers hoje.

– Mas... Mas...

E ela voltou os olhos cinza para a pasta que tinha em mãos, pasma. Provavelmente via sua assinatura. A dele, o que tinha ali, o que garantia algumas coisas como mulher de Poseidon Ewing.

– Eu não assinei isso, Poseidon.

– Assinou, só que estava entre outras coisas para você assinar.

– Você... Você... – e ela estava com raiva, muita raiva. – Você me fez assinar isso daqui¿

Tudo o que o xerife pode fazer foi dar de ombros.

– Eu fiz isso pra você entrar nesse jogo, fiz o mesmo para que você saísse.

A loira a sua frente tremia, de pura raiva, os olhos cinza nervosos enquanto fitava seu rosto, por tanto tempo, que ele pensou que ela iria para perto dele e o socaria. E, bem, o que ele poderia fazer¿ Por mais que algo dentro do coração dele estivesse doendo, algo que o agoniava, ele tinha que fazer aquilo. Não desviou os olhos daquele rosto que amava.

– Isso daqui é por causa de Hermes não é¿ — ela como sempre, sabia lê-lo, mais do que ele gostaria. – Isso daqui é por causa de hoje, por causa das outras vezes... Você está me mandando embora do rancho para me proteger... Proteger Perseu... E está abrindo mão de nós dois para isso... Não é isso, Poseidon¿ RESPONDE!

Mas ele não sabia o que falar, só podia olhá-la, meio sem expressão, vendo-a começar a chorar e ele sabia que era de raiva e de dor. Aquela era a segunda vez que ele a mandava embora.

– Você disse que não desistiria de mim, seu covarde, é isso que está fazendo, agora!

E ele explodiu, tudo muito para ele segurar.

– ESTOU TE PROTEGENDO!

– PARE DE TENTAR FAZER TUDO ISSO CERTO! PARA!

– VOCE E PERSEU QUASE MORRERAM HOJE!

Ela parou, encarando seus olhos, e já estavam perto, Poseidon a poucos passos. A realidade, era que não queria deixá-la ir, jamais. Mas... Ele não podia protegê-los. Então, para a completa surpresa do homem de olhos verdes, Atena, em seu modo de leoa, puxou aquela folha para fora da pasta com tudo, deixando a parte de couro ir ao chão.

– EU NÃO VOU TE DEIXAR, SEU ESTUPIDO! E NEM VOCE VAI FAZER ISSO!

E ela rasgou, bem a sua frente, o papel que já estava tudo assinado, o oficial, que iria para o juiz. Pedaços, minúsculos daquilo, caíram ao chão com carpete, as mãos dela tremendo. A próxima coisa que percebia era ela bem a sua frente, uma mão na gola de sua blusa, os olhos cinza muito sérios e nervosos.

– Somos eu e você contra o Texas, cowboy, Não vou abrir mão de você por causa de um fato, de um medo bobo que chegou em uma hora difícil, não vou deixar essa porra toda estragar o que demoramos anos para perceber. Eu te amo, seu idota, e você querendo ou não, vai ficar comigo. Você me fez casar com você, agora aguente, porque nem eu, nem seu filho vamos mais sair daqui. Aqui é nossa casa e vai ter que viver com isso.

Com aquela força que ele só via às vezes, Atena puxou sua pessoa com força para perto dela e seus lábios se encontraram. Foi o necessário para ele esquecer todas as demais coisas, só havia aquela leoa com as garras de fora o prendendo, mas logo era desnecessário, pois era ele quem a colocava em cima da mesa, seus dedos maiores implorando para tocarem nela, retirando aquele vestido, ela abrindo sua calça e a próxima coisa que notava era que estava dentro daquela mulher que amava, beijando-a, amando-a.

[...]

Poseidon sorria, estava sentado na cadeira de couro do escritório, ambos saciados, quietos, calados, Atena em seu colo, o rosto em seu peito e, naquele minuto, ele fechava os olhos, apreciando a noção de que aquele rancho era de novo seu, que aquela mulher em seus braços que penteava os cabelos loiros dela, era sua e jamais sairia dali, que seu filho estava a salvo e que Apolo e Artemis também estava colocando-se nos eixos.

– Poseidon¿

– Sim, querida¿

– Acho que acabamos com a rixa que tínhamos há tanto tempo, cowboy.

Ele sabia que ela sorria daquilo.

– Sem dúvida, realizamos seu sonho.

Olhos cinza encararam os seus, estavam divertidos, felizes. E tudo o que ele podia fazer ao ver aquele sorriso maravilhoso era tocar de leve aquele rosto.

– Minha leoa.

– Hum... Cowboy, o que acha de termos uma filha?

Seus olhos se abriram, um pouco pasmos, pela aquela jogada tão rápida daquela mulher. Ela sempre fazia isso, jogava a cartada, pra ele poder pensar. Só que era difícil pensar assim.

– Perseu já vai dar muito trabalho... Uma garota... Mais para frente¿

– Não, queria agora, para eles terem idades parecidas.

E ele sorriu, dando de ombros, antes de beijar aqueles lábios.

– O que você quiser, leoa.

– Ainda bem, porque também tenho algo a te mostrar...

Confuso, Poseidon assistiu-a pegar algo dentro do vestido que ela estava usando, em um bolso que havia, e pegou com um olhar desconfiado o que lhe oferecia docilmente demais.

– Atena...

– Anda, lê.

O que ele poderia fazer¿ Tudo o que ela pedisse, ele faria na mesma hora. Podia ser o cara mais temido pelos coiotes e pelo Texas, mas aquela leoa ali o fazia ser um gatinho com aqueles olhos e aquela boca ao invés de ser um leão. Seus olhos verdes liam, devagar, o que estava escrito. Um mês. Garota. Saudável.

– Atena, isso... Isso...

E ao olhar para aquele rosto, ela sorria, feliz. Lágrimas caiam daqueles olhos cinza.

– Sim, estou grávida, de novo.

–Por favor, me diga que esse é o ultima surpresa.

Ela riu.

– É, já estou me sentindo uma parideira. Eu te falei que você era um ótimo procriador, cowboy.

Tudo o que ele pode fazer foi rir, mais feliz do que achava ser possível, e pensar que iria deixá-la! A loira em seu colo sorria tanto quanto ele ao segurar aquele rosto em suas mãos.

– Essa garota vai me dar muito trabalho se parecer com você.

– Ela vai te dar trabalho, cowboy.

– Devemos escolher o nome, agora ou depois?

– Podemos escolher outros, mas eu queria Annabeth.

– Então, será Annabeth, loira.

E Poseidon beijou a mulher da sua vida. A única que o aguentava, que o colocava na linha e aquela que dava para ele mais do que poderia pedir. E que viesse a pequena Atena para se juntar a mãe. Ele era o cara mais feliz do mundo agora.

Notas finais
Lalalalalala
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.