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Muito observam

Nada dizem

E o azul que os tinge

Lhes confere um algo mais

Sinistra beleza

Gélidos, contradizem-se a derreter-me o espírito

Refletem em si a incerteza

De um mundo corrompido

Voam distantes

E em sua excêntrica liberdade me alcançam

Asas grandes,

Ou em onipresença tomaram-me o mundo?

Pensativos em sua aparência

Num quase-sorriso irrelevante

Não há sentimento a expressar

A ambiguidade que os torna como tais

Os quais intrigam, os quais

São, na ausência de ser

Ofendem-me em seu próprio mistério

E nessa ofensa obrigam-me a desejá-los

Imploro a amedrontadora presença

Que me fere e cura,

Olhos Oblíquos,

Olhos de Vidro

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