Street Fighter: Victory Road
7 Capítulo 5 - O misterioso homem de terno branco: A grande luta na fábrica abandonada
Notas iniciais
Era dia. Lyon entrava no hospital. Seu sobretudo preto parecia bailar no ar a medida que caminhava. Pediu informações na recepção e subiu até o quarto em que Ryu estava instalado.
— Você... Como é possível?
Pasmo, encontrou Ryu praticamente curado. Ostentava apenas alguns arranhões e hematomas na face, coberta por algumas poucas ataduras e curativos, mas estava curado. Com um sorriso ingênuo e uma expressão alegre, respondia ao Leão.
— Pois é. Eu me curo rápido. Eu disse a você!
Incrível. Os médicos disseram que o seu estado era crítico, que não poderia lutar por meses e, quem sabe, deveria até fazer fisioterapia, mas de certa tal prognóstico não se aplicava a pessoas anormais. E aquele garoto de fato não era humano.
— Você quebrou várias costelas, sua mandibola estava deslocada e...
— É. Elas já estão de volta no lugar. E eu estou conseguindo falar bem, só dói um pouquinho aqui do lado... Já estou bem pra sair daqui. Vamos, Lyon!
Era um milagre da medicina, só podia. Os médicos, todos, ficaram atônitos com a recuperação do garoto. Se recuperou não duas, mas cinco vezes mais rápido do que um atleta de ponta. O seu corpo não era comum, não: A despeito dos imensos músculos que paulatinamente o desenhavam, tal como uma obra de arte, do vigor e da energia infinita, parecia existir alguma coisa além. Especulavam que as suas células deviam ter sofrido alguma espécie de mutação, se tornando capazes de construir tecido de ossos de uma forma muito veloz. Um daqueles raros casos de humanos extraordinários, capazes de desafiar toda a forma como foi estruturada a ciência. Mas não podiam dizer nada, tendo em vista que, arrependimentos à parte, não guardaram nenhuma amostra sanguínea e o jovem se recusava a fazer exames posteriores.
Saiu do hospital então com Lyon, após muita insistência médica, naquela tarde. De noite já foi para a mesma praça que outrora treinara.
— Sábado, eim? Faltam mais dois dias...
—Tem certeza que aquele cara vai estar lá? Se você estava mal, posso te garantir que ele estava pior.
— Sim, vai estar. Eu sei, eu sinto isso. Nos punhos dele havia muita amargura... Ele vai querer terminar o que começou.
— Acha que ele se recupera rápido também?
— Tenho certeza.
— Hm...
— Lyon. Eu tenho um pedido a te fazer.
— O quê?
— Eu quero aprender mais sobre essa luta de vocês, para entender o Dudley. A forma que andam, se movimentam, socam, é completamente diferente do karate. Eu preciso aprender...Por favor Lyon, me ensine boxe!
— !!!
Um trovão cortava o silêncio da noite.
Dudley entrava em uma casa mal-acabada, isolada na escuridão das ruas da velha Londres, que fazia-se visível apenas por finos e raros lastros de luz amarelados que emergiam de um frágil poste caindo aos pedaços. Por dentro ela parecia mais falida do que por fora, embora tentasse ostentar, a duras penas, um pouco de aconchego e organização. O jovem boxeador ia, a passos tão pesados que podiam ser ouvidos de longe pelo chão que estalava, em direção ao cômodo mais iluminado do lugar, com uma rosa na mão.
— Minha mamãe...
O local acomodava uma frágil senhora, presa a uma cama hospitalar e alguns aparelhos que a mantinham viva.
— Minha doce mamãe...
Sua postura firme, tensa, imediatamente se desmanchavam em preocupação -- que vertia por cada membro do corpo, refletindo em como se movimentava, como se expressava. O chumbo dos olhos se transformava em melancolia, que derramava as expressões da face, em tristeza e ternura.
— Eu trouxe para você... Você adora rosas...
Deixava a flor em um pequeno jarro sob a cabeceira que se encontrava do lado da cama da velhinha. Diversas outras a acompanhavam, em um buquê carmesim que contrastava com o amarelo da luz, deixando tudo mais bucólico.
A velhinha respondeu ao gigante com um sorriso tenro, porém frágil. Ele se sentava em uma cadeira próxima à cama dela e nela passava a se apoiar. Olhou o filho nos olhos, profundamente, externando uma imensa preocupação. Suas feições enrugadas não conseguiam esconder a imensa tristeza que lhe destroçava o coração: Ver o filho, seu único filho, naquele estado, todo machucado, com o rosto cheio de sangue e cicatrizes de lutas.
— Me desculpe... Eu... Lutei de novo.
A velhinha não dizia nada. O som do respirador ecoava pelo silêncio do quarto como se fosse a sua voz. Ela levou a mão esquerda até o rosto dele e o acariciou: Aquele rosto, nascido dela, tão cansado, tão triste, que tinha que se submeter àquela labuta, a lutar, machucar-se, simplesmente porque queria a trazer um pouco de felicidade. Tão infeliz, aquilo doía muito -- dor que ambos compartilhavam quando os olhares se cruzavam.
— Eu prometo... Que vou te tirar daí.
A velhinha não dizia nada. Não dizia porque não podia -- há muito havia perdido a habilidade de falar. Ela era pretinha, tão negra quanto ele, e tinha olhos tão azuis quanto os dele, mas ainda mais vítreos -- eram capazes de dizer por ela tudo o que as palavras não eram capazes. As lágrimas que deslizavam por suas rugas antes de cair eram limpadas pelos longos dedos do boxeador, que a beijava na testa. Ele chorou.
Todas as noites. Cansado, cheio de feridas, tinha que ir para as ruas e sequer sabia se iria voltar. Ia em busca não dele mesmo, mas do seu amor: a sua pequena rosa. As lágrimas lhe deixavam novamente os olhos. Ambos não paravam de se olhar por um segundo sequer. A mão da velhinha tremia de emoção. Não queria, não queria ver o filho daquele jeito -- mas era a única forma.
— Eu terei uma grande luta sábado, mãe... Se tudo der certo, poderei usar o dinheiro para comprar uma cama pra você e te levar pra um bairro melhor do que esse... Dói. Eu sei. Eu também não quero isso, mas é tudo, é tudo que eu posso fazer...
A única coisa capaz de fazer com que o homem se submeta ao inferno do campo de batalha, arriscando a sua própria vida sem esperar nada em troca, é o amor. É apenas pelo amor que pequenos se tornam gigantes, capazes de atravessar as distâncias mais longas e tortuosas. O amor verdadeiro, não aquele sentimento falso nascido da luxúria, mas o amor nascido do espírito -- o laço, laço único capaz de ligar duas almas, fortificando-as, transformando-as, construindo um destino. Ela limpou as suas lágrimas e um pouco de sangue que saía de sua bochecha.
O amor não o faria perder. O amor o tornara imbatível. Venceria qualquer um, até mesmo monstros -- pelo bem de sua mãe.
Chegou o sábado.
— Ryu... Que roupa é essa?
— É o meu gi!* Essa roupa tem mais histórias do que eu consigo me lembrar — ostentava um kimono surrado, aparentemente bastante antigo. Não tinha mangas, haviam sido removidas muito provavelmente por um método pouco convencional, pois os rasgos saltavam aos olhos. Parecia muito mais intimidador desta forma, com os braços de fora. A faixa preta estava amarrada firmemente -- posando daquele jeito ele parecia a própria encarnação das artes marciais japonesas — Eu gosto muito de lutar usando o meu gi, sinto que com ele consigo dar tudo de mim.
— Mas... Não tem mangas. Gis não deveriam ter mangas?
— Sim. Mas as mangas atrapalham na movimentação, eu preferi tirá-las. Depois te conto a história, é bem longa... Bem, vamos logo, estou doido de vontade de enfrentar o Dudley de novo!
Já havia se recuperado de todos os ferimentos da luta passada, estando com o ânimo a mil. Calçou as sapatilhas e partiu junto a Lyon, do hotel para a baixa Londres.
Cruzaram novamente caminhos tortuosos. O jovem karateka chamava a atenção de todos na rua usando aquelas roupas excentricas, mas ninguém tinha coragem de mexer com a dupla. Andaram por bastante tempo até parar na frente do que parecia ser uma fábrica abandonada, daquelas bem antigas, da época da revolução industrial, bastante opressiva, já preta, com as paredes todas descascadas, caindo aos pedaços. Havia um movimento modesto de pessoas, todas absurdamente mal-encaradas. Um homem careca estava parado na frente da porta de ferro. Ryu e Lyon se aproximaram, este alegou que eram lutadores e mostrou o papel que fora dado por Cattie. Entraram sem muita dificuldade, se deparando com o que parecia ser um novo mundo de lutas underground.
O lugar era imenso, gigantesco. Não havia nada, tudo o que diabos se pode ser guardado dentro de uma fábrica daquele tamanho tinha sido removido, deixando um espaço quase infindável, disposto sob a forma do que aparentava ser uma arena improvizada de luta. A única coisa que tinha lá eram holofotes, uns bem grandes, que irradiavam bastante luz, e dançavam pelo lugar anunciando o show. Em frente, uma imensa escada que parecia dar para algo que devia ser o primeiro andar -- era onde onde no passado o empregador observava os funcionários, um cômodo alto projetado para fora da parede, revestido com uma imensa janela de vidro opaco. Eles podiam ver que ele estava lá, mas não o que estava fazendo. Alguém estava observando aquela balbúrdia toda.
— Senhores! Bem-vindos ao matadouro!
Era de fato um show. Um sujeito baixinho, careca, com alguns piercings no rosto, anunciava o espetáculo com um microfone. A multidão ia se acomodou em um imenso círculo que tangenciava a arena, um círculo enorme -- deviam ter centenas de pessoas ali. Ficavam todos em pé, pulando uns contra os outros, estavam todos muito empolgados. Ryu arregalou os olhos e sorriu de ponta a ponta no rosto, como uma criança. Os urros, os gritos, toda aquela balbúrdia de certa forma faziam com que o seu sangue fervesse. Lyon estava bastante inseguro e temeroso, diferentemente do amigo, sabia com o que estava se metendo.
—Então, Birdie, como eu ia dizendo...
Lá em cima, no primeiro andar, um sujeito que vestia um terno branco estava sentado em um imenso puff -- caberiam dez pessoas nele, mas se sentava sozinho. Fumava um imenso charuto cubano. Era calvo e tinha uma face extremamente intimidadora. Em sua frente estava nada mais e nada menos do que Birdie, o Monstro, mas toda a reputação que com muito sangue conquistou parecia se desfazer aos pés (caros pés, de luxuosos sapatos) do sujeito que se punha em sua frente. Birdie só fazia acenar e concordava com tudo o que o ricaço dizia, com um sorriso bobo em face.
— Sim, sim, por favor, continue... — Dizia ele em um tom adulador, alisando as próprias mãos. O sujeito dava um puxão no charuto antes de continuar, soltando a fumaça no ar.
— O comércio aqui na Europa está mais do que excelente, hehehehe. Praticamente estou dominando o mercado de cristal na turquia, eles amam o meu produto. Estou começando a conquistar uma fatia consideravel de mercado aqui na Inglaterra, o meu pó está vendendo mais do que água. Também França, Espanha...
— Chefe, você é o melhor! — Dizia Birdie.
— Sabe, comprei parte da máfia italiana.
— Chefe Belger, você é demais! — Dizia um punk que estava do lado de Birdie. Ele era estranho, parecia adepto às modificações corporais, tinha uma espécie de focinho. Birdie se irritou e o puxou pelo coularinho. O encarou furiosamente nos olhos.
— VOCÊ NÃO FALA O NOME DO CHEFE! VOCÊ NÃO TEM INTIMIDADE PRA ISSO, DOGGIE! — E ele arremessou Doggie na parede. O homem misterioso riu tanto que quase deixou cair o charuto. Novamente, o puxava e soltava a fumaça.
— Por isso gosto de você, Birdie... Estou com um projeto, um projeto dentro de minha mente. Estou andando pelo mundo procurando gente forte, gente tipo você, que vale mais do que um exército. Você tem a força de um titã, filho, por isso eu te admiro tanto. Chega de ficar aqui, nesse país infeliz, venha comigo pra Metro City. Você vai ser meu segurança particular.
—SÉRIO, CHEFE?
— Sério, Birdie. E pode ter todas as drogas que quiser. E mulheres também. E a polícia não vai vir encher o saco. Birdie, eu vou montar um exército de gente poderosa, um exército de gente igual a você. E juntos nós vamos dominar o mundo! O mundo todo, Birdie! Você vai ser o meu segurança particular. Hahahahaha Eu chamo esse grande sonho de projeto Mad Gear!
— Mad Gear? Gostei, eu gostei muito! GOSTEI TANTO QUE QUERO VER SANGUEEEEEEEEEEE, ROAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAR! — Começou a bater no próprio peito, como um gorila. Saiu correndo em direção a porta e a derrubou, usando o seu próprio corpo.Então, com um enorme salto, foi até o centro da arena.
— Hehehehehehehe... Esse tipo de torneio, Doggie, ei, está ouvindo aí ou ele quebrou a sua coluna:: Então, esse tipo de torneio é onde eu procuro gente forte. Foi assim que achei o Birdie. Ei, você está convulcionando:: Que patético. — Ia em direção ao sujeito e lhe chutava a face. Seus dentes voavam e batiam na parede.
Uma pessoa normal teria morrido com aquele salto. Mas Birdie não era normal. Caía com elegância e força no centro daquela arena, parecendo um imenso troglodita oriundo das matas mais selvagens. Ele era enorme e parecia pesar toneladas. O galpão inteiro tremeu quando ele caiu no chão e todos se calaram.
— Então... Esse é o Birdie::: — Perguntava Ryu a Lyon, com uma inocencia bastante pueril. Lyon estava aterrorisado.
— PIGGIE, ME DÉ AQUI O MICROFONE!
O careca que anunciara o torneio foi em direção ao gigantesco Birdie e o deu o microfone. Ele começou a falar.
— ARE YOU READY TO ROOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOCKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK??????
Começou a gritar, enquanto o seu corpo se contorcia, como se gritasse com ele. Parecia até maior quando se mexia daquele jeito -- o moicano loiro que ostentava na cabeça, semelhante a uma crista de galo, parecia até se mover. Derrepente ficou óbvio porque o seu nome era Birdie.
— Olha Lyon... Ele é grande, forte e tal, mas me parece meio bobão!
Lyon não conseguia responder Ryu, tremia demais de medo. Conhecia as histórias sobre aquele monstro mais do que ninguém. Ele era estúpido, sim, e era justamente isso que o fazia perigoso: Era um maníaco que não conhecia os limites da civilidade.
Piggie jogou para Birdie um pneu gigantesco, de trator. O gigantesco Homem-Pássaro levou o bíceps até o centro dele e então começou a puxá-lo com o braço -- a força foi tamanha que o pneu rasgou no meio. Um feio sobrehumano. Todos aplaudiram e urraram como loucos. Ryu arregalou os olhos, parecia uma criança surpresa com um brinquedo novo. Então Birdie deu mais um salto, pulou tão alto que alcançou o primeiro andar da fábrica. Se pendurou, como um macaco, em um pedaço velho de ferro que estava saltando pra fora e, usando o poder dos músculos e o peso do corpo, o arrancou, caindo no chão firmemente, fazendo de novo todo o lugar tremer. Rindo, ele mordeu a enorme viga de ferro, a entortando usando os próprios dentes. Em seguida a rasgou e cuspiu fora um pedaço de metal.
— Ei... Ele realmente parece forte. Estou ansioso pra lutar com ele!
— Não vá Ryu, espere! — Disse Lyon, indo atrás de Ryu, mas este foi mais rápido e em questão de tempo estava logo no centro da arena. Todos se calaram, tensos. Birdie olhou para Ryu com um sorriso repleto de sadismo, enquanto o japonês ostentava um riso bastante bobo, inocente, parando em frente ao punk.
— Olá senhor, é um prazer conhecê-lo! Meu nome é Ryu e eu gostaria muito de lutar com você! — Estendia a mão em direção ao gigante,amigavelmente. Lyon finalmente alcançava Ryu e começava a balbuciar.
— Senhor Birdie, por favor, perdoe-o! Ele é apenas um caipira!
A tensão que tomava o lugar parecia fazer a plateia ainda mais abismada. Birdie fitou Ryu com um olhar bastante singular, um misto de curiosidade e vontade de ver ossos quebrando. Nunca havia sido abordado daquela maneira. Então, caiu na gargalhada.
— Lutar comigo::: Você quer tanto assim morrer::: Gostei dele, o moleque tem espírito! Ei Piggie, ele tem espírito!
Piggie tentava acompanhar a gargalhada de Birdie, forçadamente. Birdie continuou o diálogo.
— Se você é suicida, devia ter se jogado de um prédio! Porque eu não vou te matar rapidinho não, vou quebrar cada osso do seu corpo, cada um deles, e quando você estiver chorando pela mamãe bem muito, vou pisar na sua cabeça e usar os seus miolos pra engrachar a sola da minha bota, HAHAHAHAHAHAHA!!
Estendia a mão e respondia ao gesto de Ryu com um aperto de mãos muito forte, cheio de malícia.
— Está me subestimando! Vai se arrepender de ter aceitado meu desafio!
Ryu respondia com um sorriso bastante inocente, em um tom de voz infantil. Parecia não reconhecer a maldade do inimigo.
— Desafio? Que piada! Eu vou é te matar, moleque!
Ele então soerguia o corpo de Ryu, dando uma volta de cento e oitenta graus com ele em direção ao chão, segurando o seu braço em um poderoso arremesso. Se a cabeça atingisse o solo, seria fatal. Mas Ryu era muito mais experiente do que Birdie pensava. Flexionou os pés, girando o corpo, de forma a pisar no chão com os pés firmes. A manobra fez então com que toda a força que Birdie usou no arremesso fosse direcionava para ele, que agora via-se no ar, desesperado, caindo de cara no chão. O baque foi feio, fez o galpão tremer pela terceira vez. Ryu soltava-lhe a mão e fazia uma saudação.
— Oss!
Birdie se levantava furioso.
— Você... Eu vou te matar... Eu vou... Te... Matar!!!
Abria os braços e partiu em direção a Ryu. Não parecia um artista marcial, estava todo aberto -- a sua postura, contudo, lembrava muito a do urso, prestes a desferir um abraço estalador de ossos. Ryu assumiu a postura do karate e se preparou para acertar um chute na face do adversário, até que foi surpreendido por um golpe: Um hook acertou Birdie bem no baço, fazendo-o perder o equilíbrio devido a falta de ar. Como já estava no meio de um salto, Ryu finalizou o gigante com um chute circular na face, o que o fez tombar para a esquerda, cambalear um pouco e cair sob o próprio joelho direito. Emergia das sombras, sob a luz dos holofotes, o autor daquele hook: Dudley, o insano.
— Você, japonês, é a presa de um lobo, não de um passarinho. Hoje, é MEU oponente!
— Dudley, você veio! ....................... Ai, ai, ai, ai, ai! Estou tentando manter a pose mas... Droga, cara, a cabeça desse cara é muito dura! Estou sentindo a minha canela latejar! Parece que chutei aço!
Dudley desferia um sorriso no canto do lábio, amigavelmente. Birdie se levantou com ainda mais raiva. Havia sido humilhado não uma, mas duas vezes.
— Quem você pensa que é, negão? Tá querendo morrer primeiro?
Dudley ignorou completamente o punk. Olhava apenas para Ryu. Então perguntava.
— Me responda, japonês. Qual o seu nome:: Você não se apresentou. É um sujeito muito deselegante.
— É Ryu. O meu nome é Ryu.
Birdie olhou para Dudley. Dudley olhou para Ryu. Ryu olhou para a sua canela, morrendo de dor. E no primeiro andar, Belger gargalhava.
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