Stray Heart

4 Inevitable


Notas iniciais
Aqui estou eu postando o capítulo em dia! [som de palmas na distância] O título dele foi completamente random, não sei se tem a ver com o capítulo, sorry. q Confesso que ri bastante dos palpites de vocês! Mas como já respondi, não posso dar spoiler. uwu Bem, eu estou meio incerta quanto ao rumo que essa fic vai tomar a partir desse capítulo, mas fazer o quê. Aí está ele!

– Alfre...! — Arthur gritou de susto, esquivando-se com um passo para trás, mas a frase ficou incompleta quando tropeçou em alguma coisa e perdeu completamente o equilíbrio.

– Cuidado com o f...!! — O nerd tentou avisar, mas Arthur já caíra no chão com um baque.

Alfred imediatamente entrou e foi ajudá-lo a se levantar, mas ele gritou primeiro.

– Não toca em mim!

Ele recuou obedientemente, mas ainda ficou preocupado. Arthur levantou o rosto do chão, porém quando olhou para baixo, o seu mundo desabou.

– A minha guitarra...! — Ele gritou para a sua amada de vermelho, agora com o braço partido em dois.

O loiro arregalou os olhos. Como é que ele tinha conseguido quebrar aquilo? Ele caiu por cima dela? Ou seria possível que ele só estivesse querendo criar mais um motivo para discussões?

– Você. Quebrou. A. Minha. Strato. — Ele rosnou pausadamente, enquanto levantava um olhar fatal direto nos olhos azuis de Alfred, que suou frio. Ele nem sabia o que era uma Strato, mas obviamente ele se referia à guitarra.

– A-Arthur, foi mal, eu não...

– Eu convido você pra minha casa, todo gentilzinho, me oferecendo pra te ensinar a tocar essa merda, e aí você vem. E quebra ela.– Ele disse entredentes, a voz baixa e ameaçadora, e os punhos cerrados com tanta força que suas unhas poderiam machucar as palmas de suas mãos.

–... Mas eu não quebrei! Você quem caiu! – Contestou Alfred, e apontou para o objeto no chão: – E esse troço deve ser muito barato, como é que quebrou tão fácil?

– Mas foi você quem me assustou, caralho! — O seu tom de voz aumentou outra vez. – E a minha Strato não é barata!!

– Desculpa! Já falei que foi mal! — Tentou o nerd, começando a ficar nervoso.

Ele olhou para o punk mais fixamente, e percebeu que os seus olhos começaram a ficar molhados. Droga.

– Ei, você não tá chorando, né? — Alfred perguntou, aflito.

– Não, porra! — Bradou, de cabeça baixa, para que os fios verdes escondessem-lhe o rosto. — Vai embora.

Alfred realmente se sentiu mal por aquilo. Afinal, ele tinha feito o cara chorar! Aquela guitarra devia ser realmente importante pra ele. Pensou em obedecê-lo, sumir dali e deixá-lo sozinho, diante da burrada que tinha feito. Mas no último momento, lembrou-se das palavras da mãe dele. "Tudo o que ele diz tem sentido contrário.".

– Eu disse pra ir embora! — Repetiu, nervosamente secando os olhos para que o outro não pudesse ver nenhuma lágrima sua. Ele realmente detestava a facilidade que suas lágrimas tinham para escapar dos seus olhos.

O loiro hesitou um pouco, e depois segurou-o pelo pulso. — Vem, levanta daí.

– Eu sei me levantar, tá?

– Mas quero ajudar, tá? Levanta.

Ele apenas fungou, e não disse nada por um minuto. No final acabou cedendo, e segurou a mão de Alfred para que ele lhe puxasse para cima.

– Ok. Agora some. — O punk não desistiu. Era visível o choro que ele ainda tentava controlar, ao visto de que estava evitando ao máximo encarar o objeto quebrado abaixo dele.

– Mas eu trouxe biscoitos. — O nerd ergueu o saquinho de papel que sua mãe tinha lhe dado mais cedo.

Arthur olhou para os biscoitos e depois para ele com desprezo nos olhos.

– Ué, não gosta de biscoitos?

Arthur suspirou profundamente. — Eu não sei se deveria aceitar suas desculpas outra vez.

O sorriso do nerd envergou-se para baixo, e o seu humor subitamente se tornou chateado.

– Cara, o que foi que eu te fiz?

Ele não respondeu. Ele não sabia a resposta, mas tentou fingir que apenas estava escondendo-a para preservar a sua maravilhosa imagem de um cara misterioso.

Sentou-se no amplificador e pegou a parte de cima da guitarra nas mãos. Alfred, que ainda estava ali parado com um saco de biscoitos, com certeza entendeu a indireta.

– Olha, Arthur, eu vou dizer isso pela última vez. Se não quiser aceitar, não aceita. Mas eu vou dizer. — O mais alto suspirou. — Desculpa por quebrar ela. Quer dizer. Desculpa por te fazer quebrar ela.

– Eu já disse que eu n...

– Deixa eu falar. — Cortou Alfred. Arthur pareceu irritado com aquilo, então ele prosseguiu o mais rápido que pôde, para não lhe dar chances de falar. — Eu vi a sua "performance".

Agora ele ficou vermelho, mas tentou esconder o constrangimento. – O qu- Desde quando você tava ali...?!

– Não importa. Mas olha, cara. Você é... Uh. Você é mesmo bom. Sério. — Alfred tropeçou nas palavras, e se sentiu realmente patético. Mas talvez aquilo servisse para que ele aceitasse o seu perdão.

Um pouco de cor se concentrou nas bochechas de pele branca do punk. -... O quê?

– Não finge que não escutou! — Reclamou o loiro, meio embaraçado.

–... Puxa. Cê acha isso mesmo? — Arthur olhou fixamente para ele, sinceramente lisonjeado. Ninguém nunca tinha falado que ele tocava bem antes.

– Acho! Acho mesmo, uh... — Ele riu de modo embasbacado.

– Ah... Valeu. — Arthur coçou a nuca.

Por um momento, pareceu ver um sorriso de canto se desenhando nos lábios dele. Quase se assustou com aquilo. Ele realmente era estranho: Uma hora estava reclamando de tudo como um rabugento, e outra parecia apenas um moleque tão inofensivo quanto o nerd.

Alfred esperou que ele falasse algo, mas ele continuava acariciando o pedaço quebrado da guitarra. Então decidiu sentar-se em uma caixa ao lado do amplificador. Olhou ao redor do porão e surpreendeu-se com a organização — e também com aquela bandeira gigante do Reino Unido. Tinha que ser inglês! — daquele lugar. Afinal, um lugar ocupado por um punk não é normalmente tão arrumado assim. Mas apesar disso, o clima de punk rock e rebeldia ainda pairava no ar do porão. Alguns pôsteres lhe interessaram, e ele tentou ler as frases e nomes de bandas que estavam neles. Não entendeu quase nada, porém.

– Eu acho que dá pra consertar. — Arthur disse do nada, e o nerd imediatamente voltou a olhar para ele. — Talvez.

– Que música era aquela que você tava cantando? — A pergunta fugiu completamente dos lamentos sobre a guitarra quebrada.

– Pensei que você gostasse de Green Day. — O punk sorriu de canto para ele.

– Oh — Ele realmente tinha mentido sobre gostar da banda. Ele realmente não sabia nada sobre rock. Apenas games, pokemóns e comics. A mentira descarada estava óbvia, mas ele ainda tentou enganar Arthur. — Eu gosto. Só não reconheci a música.

– Ah, tá. — Ele também fingiu cair naquilo. Era um mentiroso também, afinal de contas. — Então, que outras você gosta?

Ele engoliu em seco. Tinha que arrumar algo para falar, e rapidamente passou os olhos pelas paredes do porão. — Ah... S-Six Pistols?

– É Sex Pistols, seu idiota — Ele bradou irritado, e empurrou Alfred, que quase caiu da caixa.

Ele suspirou. — Tá, eu confesso, não sei nada sobre bandas.

– Como se eu não soubesse antes. — Riu Arthur.

Sem ideia do que acrescentar, o nerd forçou uma risada sem graça e olhou para a frente, ajeitando os óculos. O assunto sobre a guitarra morreu ali, mas sem que notassem, eles se distraíram e algumas conversas sobre bandas, filmes e séries começaram a se desenrolar. Quando Alfred piscou, eles já tinham engolido todos os biscoitos e estavam sentados no chão, perto da pilha de CDs, onde Arthur estava explicando a história da banda de cada um deles como uma verdadeira Wikipedia.

Alfred estava até prestando atenção nele, reagindo com interesse às suas informações, e isso pareceu deixar Arthur ainda mais animado para falar. Uma vez ou outra ele sorria para Alfred, apenas por um segundo, como se inconscientemente mostrasse sua gratidão. Talvez estivesse tão feliz porque ninguém se interessava no que ele falava.

Mas o nerd tinha certeza que jamais ia conseguir decorar o nome dos integrantes de cada uma das bandas que o punk tinha citado. Apesar disso, manteve-se concentrado, porque apenas fazer aquele punk contente era algo que lhe dava orgulho.

– Então, tipo, esse aqui foi da época que os Ramones...

Um ruído interrompeu Arthur – que estava tagarelando um papo animadíssimo -, e os dois demoraram um instante para perceber que o celular de Alfred estava tocando.

Ele ficou claramente sem-graça, e tentou não olhar para o punk enquanto atendia o telefone, mas o que veio em seguida apenas aumentou seu constrangimento.

– A-Ah, oi, mãe... — Engasgou. Ele não estava enxergando, mas de algum modo sabia que Arthur estava prendendo o riso. — Eu... Tô estudando ainda... — Mentiu. — Mas mãe...! Eu tô- Agh, tá bom. — Suspirou. A sua mãe pareceu falar algo que lhe fez encolher os ombros e desejar não existir. — Tá, também te amo, beijo — Ele respondeu extremamente rápido, e esperou que o punk não tivesse ouvido. Mas ele já estava rindo.

– Vai pra casa que tá na hora, filhote da mamãe — Ele zombou assim que o outro desligou o celular.

– Cala a boca. — O nerd jogou a sacola de papel amassada nele, enquanto se levantava. — Nem pra agradecer pelos biscoitos.

– Nem pra agradecer por ter quebrado a minha strato– Arthur deu ênfase à última frase.

Alfred — que agora já sabia o que era uma Strato — não soube mais o que contra argumentar. Ele sempre perdia as discussões contra o punk.

Pegou a mochila que havia deixado no canto e equipou-a em suas costas. Alfred esperou que ele fosse abrir a porta, mas Arthur continuou lá, sentado no chão. Eles ficaram parados, olhando um para o outro por um minuto, sem saber como se despedir. Eles já eram amigos o bastante para algo assim? Um aperto de mão, um abraço?

Alfred achou melhor não arriscar. – Então. Até amanhã, acho? — Ele gesticulou de modo estranho para a porta, como se Arthur não tivesse entendido que ele estava indo embora.

– Até — Ele acenou uma vez só, mas logo recolheu a mão, como se ela tivesse feito aquilo sozinha. Nenhum sorriso foi mostrado no seu rosto.

Alfred apenas deu de ombros e deu as costas para ele, prestes a subir as escadas. Mas antes, virou-se outra vez:

– O meu convite pra sua banda ainda tá de pé?

–... Só se você me comprar outra guitarra.

Alfred revirou os olhos e suspirou.

– Tchau, bebê chorão.

E apressou-se em subir as escadas, para que ele não respondesse mais nada, e pensando em como Arthur conseguia ser tão bipolar daquele jeito.



Não era só Arthur que era bipolar. O tempo daquela manhã de quinta também estava indeciso. Quando Alfred tinha acordado, estava frio — agora, ao chegar à escola, estava quente.

Ele tinha vindo de casaco, mas estava suando ao colocar os pés no edifício. Foi ao armário para guardá-lo e pegar os livros da escola, como toda manhã. Quando abriu a porta, uma cartinha caiu de lá e voou para pousar no chão.

Ele tinha se esquecido dela! Mas fazia uma semana que ela não mandava nada... Será que algo tinha acontecido? Ele ficou até meio preocupado — mesmo que não a conhecesse de verdade -, e ansiou para ler o que ela tinha escrito daquela vez.

Só que quando se abaixou para pegar a carta, ela não estava mais lá. Ao olhar para cima, deu de cara com Matthew, que a segurava em mãos. Ele estava olhando fixamente para o papel rosa e para os adesivos de coração colados ali, e Alfred imediatamente corou. Ninguém mais sabia da sua admiradora... Exceto Arthur, mas ele não sabia se o punk sabia mesmo sobre ela ou se só estava brincando.

– Ah, obrigado, Matt — Ele levantou-se e ficou olhando o papel, esperando que o canadense lhe entregasse. Mas ele continuou olhando o papel. — ... Matt?

– A-ah, desculpa! — Ele acordou e entregou a carta nas mãos de Alfred.

O nerd não falou nada, e apenas aguardou que ele fosse embora para que pudesse ler a carta. Mas pelo jeito, ele estava insistindo. Era óbvio que estava curioso sobre o que era aquela carta visivelmente apaixonada. Alfred concluiu que não tinha jeito: Iria contá-lo. Não tinha problema, tinha? Era só ele prometer que não falaria para ninguém. Bem, ele sempre foi de cumprir perfeitamente suas ordens quando pequeno... Não havia perigo.

– Essa... Essa carta aqui é de uma admiradora secreta.

– Sério? — Matthew sorriu, e olhou para ele e para a carta algumas vezes repetidas. — Poxa, que legal! Já sabe quem é ele? Q-quer dizer, ela. – Corrigiu-se, um pouco constrangido.

–... É secreta.

– Ah...

– Mas ela parece ser bem legal... E talvez seja bonita também — Divagou Alfred, encarando os adesivos perfumados. — Quero que ela apareça logo, pra eu conhecê-la...

– A-Ah, ela realmente deve ser... — Matthew disse rápido, os olhos púrpura mirando para um lado e para o outro de modo nervoso.

Era visível que ele estava esperando que Alfred encerrasse a conversa e lhe deixasse ir, mas aquela expressão em seu rosto era estranha...

O nerd semicerrou os olhos, mas não comentou nada a respeito.

– Eh, eu vou indo então — O canadense disse, de repente, fazendo menção de que ia embora. — Até...

Alfred despediu-se com um "até mais" desconfiado, e esperou que ele sumisse do corredor para abrir o envelope. Não era um poema dessa vez. E não tinha aquele mesmo perfume, nem os adesivos e a folhinha decorada. Até a letra parecia estar diferente, e ele tinha certeza que já tinha a visto em algum lugar.

"Querido Alfred,

Não leve isso a mal, mas tem um problema. Eu prefiro não falar sobre ele, mas interfere no nosso relacionamento. Não posso continuar mandando cartas pra você. Me machuca muito estar escrevendo isso, mas eu simplesmente não posso continuar com isso.

Entenda que eu continuo e continuarei gostando de você, mesmo que nós provavelmente nunca poderemos nos falar. Me desculpe.”

Ele precisou de um instante para se recompor. Como é? Ela ia parar de mandar as cartas? Assim, do nada? Mas por quê?

Ela não explicou nada sobre esse problema que a impedia, e Alfred ficou tentando adivinhar o motivo. Será que ela havia... Ah, será que ela havia arranjado outro cara? Não podia ser... O nerd estava começando a acreditar na paixão dela! Estava começando a se empolgar com a ideia de namorá-la! E nem a conhecia!

O sinal tocou, interrompendo suas reflexões melodramáticas. Ele emitiu um ruído indescritível e jogou a carta de volta no armário, antes de bater a porta com raiva e ir para a sala.

–... Algum problema, Alfred?

Uma voz fraca foi ascendendo de volume até que chegasse aos ouvidos de Alfred, que estava completamente absorto nos seus pensamentos, e lhe fez acordar de súbito.

Estavam no refeitório. Matthew estava lhe mirando de modo preocupado, e ao lado dele havia um Arthur concentrado em passar ketchup nas batatinhas.

–... O que que 'cê disse?

Matthew soltou um suspiro. — Tem algo de errado com você?

Ele fungou e fez uma careta indiferente. — Não é nada, não. — murmurou, pegando o seu sanduíche e dando uma mordida enorme.

O canadense não insistiu, mas continou internamente apreensivo. Ele olhou de canto para o punk, esperando uma reação ou opinião. Ele apenas emitiu um "hum", sem abrir a boca. De algum modo, parecia que ele estava zombando do nerd.

– Então — Matthew expirou, depois de alguns minutos. -, eh, como foi a tarde de ontem?

Era evidente a urgência com a qual ele tentava mudar de assunto sempre que algo — geralmente, uma briga entre o punk e o nerd — fazia o clima piorar ou congelar. Alfred sempre agradecia mentalmente a ele por fazer aquilo: Ele não conseguia ficar em silêncio e de cara amarrada por tempo prolongado.

– Duas palavras: Guitarra quebrada. — A voz seca do de cabelos verdes pronunciou-se primeiro.

– Não é verdade. — Contradisse o outro, levantando um dedo. — Eu não quebrei a guitarra -, começou, e recebeu o olhar verde de imediato, mas continuou no mesmo segundo -, apenas acidentalmente o fiz quebrar ela.

– Há!, tá certo. — Riu com sarcasmo o punk, cruzando os braços.

– Tá certo o que? Foi mesmo!

– Gente, gente, não vamos brigar de novo, tá? — Matthew entrou. Ele sabia exatamente quando a fagulha que desencadeava as discussões acendia, e apagava-a antes que ela pudesse ter chance de queimar tudo.

Arthur olhou rapidamente para o canadense de óculos a seu lado, mas o ignorou. — Ela custava sabe quanto? Quinhentos dólares, cara. Quinhentos.

– Mas você falou que dava pra consertar!

– G-Gente...!

– Eu falei? Ah, falei. Mas não dá.

– Caramba, Arthur, qual é o seu problema? — Bradou Alfred. O outro protestou alguma coisa, mas o loiro encobriu a sua voz: — É sempre assim! Quando o Matt tá perto, você vira um bicho perto de mim.

–... e você é um ingrato porqu... — Arthur estava argumentando sob a voz (mais alta) do loiro, mas parou quando ouviu o que ele tinha dito.

Ele franziu a testa para Alfred e encarou-o de modo confuso, tentando parecer como se não tivesse entendido a relação que o canadense tinha naquela história (quando ele, mesmo que lá no fundo, sabia). Matthew também enrijeceu e ficou esperando a próxima palavra, que não demorou muito.

– Ah, não me diga que não. Sempre que ele tá aqui você é um anjinho, mas só com ele. Comigo é só discussão, crítica, arrogância, né?

– M-Mas você teve culpa por causa da guitarra — Arthur sentiu vergonha de si mesmo por ter gaguejado, e tentou manter a seriedade e arrogância no resto da frase.

– Continua fazendo birra por causa dessa porcaria de guitarra. E a parte em que a gente se divertiu, ontem? Por que você não conta?

O punk viu um olhar azul desafiador a lhe encarar. Aquilo não tinha lhe intimidado, mas estava internamente nervoso. Ele não queria que Matthew soubesse que ele agia simpático com o nerd, e muito menos que isso só acontecia quando ele estava longe. Provavelmente, ele se sentiria excluído.

Acabou olhando discretamente para o lado — sem saber se fora a pressão das íris azuis, ou os seus pensamentos sobre a pessoa que estava ali — e encontrou o loirinho de olhos violeta com uma expressão mista de descrença e desapontamento. Arthur engoliu em seco.

– Olha, o Matthew não tem nada a ver com isso. — Garantiu, essa sendo a única coisa que tinha em mente.

– Que bom, porque eu também não quero que ele seja excluído — Replicou Alfred, e um pequeno sorriso se formou nos lábios do canadense.

Arthur se sentiu internamente aliviado ao saber que ele também pensava assim, que ele se preocupava. Talvez ele não fosse uma ameaça para magoar Matthew, mesmo. Era bom descobrir que ele era pelo menos parcialmente maduro.

Notas finais
Nossa, isso tá ficando muito enrolado, não é? Não se preocupem, eu também quero que esses dois bundões se peguem logo. Mas tenhamos calma. Até porque isso só vai acontecer beeeem mais tarde. (Mas vai acontecer, eu prometo! Afinal, a fic é uma usuk, certo? q) Uma Strato é um modelo de guitarra, pra quem não sabe.~ Reviews docinhos e perfumados? :3 Quem mandar, ganha um cookie da mãe do Al. uwu