Strawberry Swing
8 Capítulo 7
Notas iniciais
Capítulo com NC, get set.
Capítulo 7 – A Vida de Liesel Meminger
“He fell in love I fell in love
I thought he was the one for me
Other boys I could not see
and look what happened to our love”
Rihanna
Por mais que a vida corra adiante e a gente não perceba o que está acontecendo conosco, alguns momentos são essenciais em nossa jornada. Momentos que criam um marco em nossa linha do tempo.
Percebi isso enquanto escrevia meu primeiro livro. Para mim, minha infância foi marcada por um momento: o trem.
A vida de Liesel Meminger “Antes do Trem”. A vida de Liesel Meminger “Depois do Trem”.
Mas hoje, parando pra pensar e agora que voltei a escrever, faz mais sentido esse marco. O que desestabilizou a minha vida novamente, de diversas formas diferentes: aquela tarde.
A vida de Liesel Meminger “Antes Daquela Tarde”. A vida de Liesel Meminger “Depois Daquela Tarde”.
---
Max ia e vinha de Stuttgart para Molching esporadicamente. Os Steiner o conheceram, toda a rua o conheceu. Ele era um bom rapaz.
Trudy o conheceu.
E as viagens dele começaram a ser para Munique.
Naquela tarde, Max não estava em Molching.
Mas ele foi o primeiro a saber.
---
Meus professores de Munique fizeram questão de afirmar e reafirmar que, assim que eu terminasse o colégio, era só eu procurá-los que eles me ajudariam a entrar na faculdade.
Eu claramente considerava a idéia e era por isso que eu estudava. Era por isso que Rudy e eu estávamos no porão, sentados em mantas e apoiando os livros em latas de tinta. Porque estudávamos e ambos queríamos ir para Berlim.
Eu não sabia que horas eram, nem há quanto tempo nós estávamos estudando. Era dia de semana e ambos havíamos aberto mão do trabalho da tarde para estudar. Como o nosso chefe era o pai do Rudy, não houve muito do que reclamar.
De qualquer forma, estávamos lá há muito tempo quando Rudy largou o lápis no livro e ergueu os braços.
-Cansei, não quero mais. – Declarou. – Não hoje.
Eu o olhei de esguelha rapidamente e voltei para as minhas anotações de Linguagem.
O lápis foi arrancado da minha mão.
-Liesel, relaxa um pouquinho. – Ele quase implorou, jogando o lápis do outro lado do porão.
-Estou acabando o capítulo! – Reclamei.
-Você pode fazer isso depois, vamos descansar, nós merecemos.
Ele deitou nas mantas amontoadas em baixo da escada, elas ficavam mais ou menos como quando Max morava ali.
Suspirei. A verdade era que eu não podia relaxar com Rudy ali. Eu o amava de mais e não dava conta de mim quando estávamos juntos. Eu não podia não dar conta de mim, eu só tinha dezoito anos.
Mas não dar conta foi justamente o que aconteceu.
---
Eu estava concentrada na parede quando Rudy sentou de novo, torcendo pra ele falar que estava descansado.
Ele não disse.
Passou a mão nas minhas costas num gesto carinhoso e subiu pro meu cabelo. Quando eu o olhei, seu rosto estava bem próximo. Próximo o suficiente para um beijo.
Puxei-o de leve pela camiseta quando nossos lábios se juntaram, abrindo a boca para que sua língua passasse. Cada beijo nosso era diferente, sempre traziam algo novo.
Esse, particularmente, não podia ser diferente. Trazia um fogo que subia pela minha coluna e gritava em minhas extremidades, que eu não sabia explicar.
Foi sem explicação também que eu tirei-lhe a camiseta, respirando com dificuldade. Devo dizer que Rudy ficou surpreso, mas não questionou. Suponho que também tinha sido envolvido às cegas pelo fogo, de forma que ele também tirou o casaco que eu vestia por cima da blusa.
Era fevereiro, ainda fazia frio, mas não naquele cômodo. Não naquele momento.
Suas mãos me puxaram pelo quadril para seu colo e eu enrosquei os dedos em seu cabelo absolutamente loiro, trazendo-o mais para mim. Senti seus dedos ultrapassando o limite da minha saia, subindo pelas minhas nádegas e forçando a meia-calça para baixo.
Eu devia ter parado, eu sei. Mas não consegui. Porque minha mente gritava o contrário. Gritava para eu tirar minha blusa, facilitar as coisas, porque era certo.
Obedeci.
Tirei minha blusa. Rudy parou de respirar por dois segundos e logo foi tentar tirar meu sutien. Consegui rápido de mais, eu pensei, mas não tive tempo de verbalizar, faltava ar em méis pulmões e Rudy me jogou nas mantas, tirando minha meia-calça quase no mesmo movimento.
Seu corpo em brasas veio para cima de mim. Eu vi o volume em sua calça, eu sentia. Eu não liguei. Seus lábios desgrudaram dos meus e foram para o meu colo e pescoço com muito mais calma.
Tempo. Para nós dois respirarmos.
Minha saia afrouxou. Era outra deixa para eu mandá-lo parar. E eu, que já havia sido tão eficiente em manter Rudy longe – dos meus lábios, meus seios, meu sexo -, simplesmente não tinha voz.
Ele se afastou mais uma vez para terminar de me despir e despir-se. Minha ficha caiu quando senti seu corpo no meu novamente.
Agora era tarde.
Meu coração bateu mais devagar. Rudy abriu minhas pernas com calma, se encaixando em mim devagar, com um sorriso nos lábios. Soltou seu peso aos poucos, me preenchendo e enterrou o rosto em meu pescoço, me beijando e sentindo meu cheiro.
Uma corrente elétrica subiu pela minha coluna sob a forma de uma dor aguda até escapar por meus lábios num gemido baixo. A dor era boa.
Senti-o movendo-se em mim. Uma de suas mãos em minha perna, a outra em meu seio, meu cabelo, meu quadril, me deixando sem voz, ainda mais muda. Eu só tinha os gemidos abafados.
E lágrimas.
E dedos apertando as mantas de proteção.
A velocidade aumentou. Rudy ergueu a cabeça, me olhando. Seus olhos transbordavam de uma coisa que eu não distingui. Satisfação? E seu sorriso feliz meio que ignorando minhas lágrimas.
Encostou seus lábios nos meus, me estocando, permitindo-se também gemer baixinho.
Fechei os olhos tentando me desprender de todo o resto e soltei das mantas, subindo as mãos por suas costas largas até seu cabelo molhado de suor. Beijei-o rapidamente. Ele não estava em condições, acho. Mudou o rumo dos lábios para meu ouvido e disse uma palavra.
-Liesel.
---
Enxuguei as lágrimas, me censurando por chorar e olhei para trás. Rudy estava dormindo, ele dormiu quase imediatamente após terminar. Tinha uma manchinha de sangue na manta de proteção do papai e outra coisa, levemente amarelada, que eu preferia não pensar no que era.
Eu sabia. Mas não queria saber.
Levantei. Andei pelo porão tentando respirar. O calor passara e agora eu não abria mão do meu casaco. Calcei meus sapatos quando julguei já ter meu autocontrole de volta e joguei as roupas de Rudy em cima dele. Ele acordou no susto.
-Põe sua roupa, você vai embora. – Falei seca, antes que ele dissesse qualquer coisa.
Sem entender, ele se vestiu em silêncio. Como eu já tinha juntado suas coisas, ele não precisou gastar mais tempo para sair do porão.
Segui-o. Ele parou à porta da cozinha, onde mamãe cozinhava e papai tocava acordeão.
-Já vou indo. – Ele anunciou, com a voz incerta. Parei encostada no batente da porta com os braços cruzados.
-Mas já? – Mamãe perguntou. – Fique para o jantar.
-Não. – Respondi imediatamente. Todos me encararam. – Ele tem que ir. – Completei.
Rudy deu de ombros.
-Fica pra próxima, Frau Hubermann.
Ele deve ter olhado pra mim, mas eu tinha desviado o olhar. Senti sua mão em meu cabelo e seu beijo no topo da minha cabeça, mas só ergui os olhos quando ele virou as costas pra mim, saindo pela porta da cozinha.
---
-Ta tudo bem? – Papai perguntou. – Vocês brigaram?
Desviei os olhos da porta para encarar papai.
-Não. – Respondi. Era a resposta para as duas perguntas. – Vou tomar banho.
N/A: E aí, o que acharam? ._.
Gente, me desculpa DE VERDADE pela demora, eu tava com bloqueio D; Mais de um mês é dose, eu sei, mas ah ._________.
Obrigada por quem comentou: Marjory Black, Aline Cris, Miss Galadriel, Vinihyuuga, angelgirl2008, ree kaulitz, pen-chan, Breathly, palomatsuk, Annaa M, Any Lautner, sarah_peroni, carol_macoli, Annaa e mari_bineza.
E as indicações, OMG *-* Vocês são lindos.
JURO que vou tentar escrever no feriado, veremos ;(
Mais uma vez desculpa e comentem, ok? Vou tentar ser menos ineficiente mimimi
B
N/B: OK, I’m speechless ._.
Engoli o negócio, quando percebi, tinha acabado.
Ficou fofo, ficou puro, ficou inocente. E ainda assim é uma NC – levezinha, mas enfim.
Lindo *-*
Só espero que a Liesel para de gracinha, ok? Agradecida.
Comentem, negada! =)
Beijão!
Jullie
Fale com o autor