Strawberry Avalanche

1 One-Shot: Strawberry Avalanche.


Notas iniciais
Olá!
Voltei novamente com as fanfics IchiRuki... Mas juro que não posso evitar, eles são perfeitos de mais.

Não achei capa melhor, então será essa mesmo.

Espero que curtam a one!

– Mas que droga Rukia! Deixe-me entrar! – Ichigo berrou.

Em uma noite qualquer, Kurosaki Ichigo estava do lado de fora de sua própria casa. Batia na porta com tanta raiva que simplesmente poderia tê-la partido no meio.

– RUKIA! Não pense que eu vou pedir desculpas, pois eu não vou! – Gritou novamente.

Nenhuma resposta foi ouvida. O morango já estava para ter um ataque de ódio.O frio estava cada vez pior com o passar das horas. E já fazia um tempo considerável que ele estava ali fora.

Flash Back On

Na tarde do mesmo dia, o ruivo estava estudando para uma prova quando ouviu um grito agudo ecoar pela casa. Yuzu, Karin e Isshin haviam saído e como Ichigo sempre desaprovava os passeios chatos programados pelo pai, decidiu ficar. E Rukia, com muito mistério, apenas afirmou o mesmo.


Por isso assim que ouviu o grito, descobriu que se tratava da pequena garota. Então correu escadas a baixo o mais rápido que pode.

– O que aconteceu? – Perguntou ofegante.

A garota estava sentada abraçada com uma almofada com os olhos vidrados na televisão.

– I-Ichigo...

– O que houve?

– O Robervaldo morreu! – Disse.

– Rober quê?!

Ela desviou os olhos da tela para encará-lo.

– A novela... – Ela explicou.

Ele bufou irritado.

– Eu preocupado aqui pensando que você tinha morrido ou qualquer coisa parecida! – Disse.

– Como assim “morrido ou qualquer coisa parecida”? Já está querendo se livrar de mim é?

O garoto franziu a testa. Por que toda vez que ficavam sozinhos em casa tinham que brigar dessa maneira?

– Eu não disse...

– Mas quis dizer!

– Mulheres... – Revirou os olhos.

Ela bufou.

– Idiota – E virou o rosto de volta para a televisão.

O rapaz olhou em volta. A sala continuava do mesmo jeito. Mas onde estava com a cabeça? Por algum momento ele sentiu que ela poderia destruir a casa só por que estava com raiva, é... Era isso.

Até que seu olhar se deparou com uma janela fechada.

– Quem a fechou?

– Fui eu. Não estou com calor – Disse, já amenizando o tom.

Quase com implicância, ele atravessou a sala e as abriu.

– Detesto janelas fechadas.

– Mas caso você não tenha reparado sou eu quem está aqui e não quero que ela fique aberta – Seu tom começou a ficar severo novamente.

– Você não diria isso se estivesse na menopausa, idiota.

– O que disse?!

– Nada de mais – Revirou os olhos.

– Um dia você ainda vai engolir tudo o que diz.

– E daqui a 30 anos você vai ser uma calorenta retardada.

E foi a gota d’água para ela. A discussão se prolongou violentamente, com direito a socos, chutes, voadoras... Claro que todos da parte de Rukia.

– Chega! Vou dar uma volta – Reclamou – Garota irritante.

Ela bufou de raiva. Não entendia como alguém conseguia ser tão facilmente irritável. Mas isso lhe provocou um riso... Talvez até involuntário, mas não deixou de brotar belamente no rosto da pequena enquanto via o final do programa.

Flash Back OFF

E voltando do passeio noturno, Ichigo queria entrar em casa, mas acontece que a garota havia trancado todas as passagens, fora que tinha deixado seu distintivo de Shinigami Daiko no quarto. Não iria conseguir entrar tão cedo...

Naquele instante a garota havia aberto a janela do quarto do próprio e havia se sentado no parapeito da janela.

– DROGA, ABRA A PORTA! O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AÍ?

– Esperando a menopausa chegar – Disse simplesmente.

Em suas mãos estava uma taça de um conteúdo vermelho... Que de longe pareciam morangos.

– Sério Rukia! Vou acabar ficando doente aqui fora! E amanhã tenho prova!

Ela tirou uma fruta da taça e a examinou demoradamente, depois a comeu.

– Devia pensar direito no que fala – Disse, enquanto seu olhar voltava-se novamente para ele.

– Deixa de ser retardada! Eu não falei por mal. Pronto, agora pode abrir a porta? – Disse forçando um sorriso.

– Há, não adianta. Eu sempre acabo te perdoando você sempre torna a me xingar.

– E desde quando você se importa com isso? – Gritou de longe.

– E você pensa que eu sou insensível?! Claro que eu me importo! Mas acabo por descontar minha raiva lhe enchendo de pancadas.

– Ora sua...

Mas antes que ele pudesse dizer algo mais, ela jogou um morango em sua cabeça.

– Tá ficando louca?

E tornou a jogar outro.

Em poucos segundos, uma avalanche de morangos caiu sobre ele.

– Mas que... – Gritou irritado.

Ela apenas fez uma cara de desdém e entrou novamente no quarto e fechou a janela.

– Aquela baixinha desgraçada vai ver só...

“Só pode está de TPM” – Pensou enquanto procurava um lugar alto em que poderia subir. Com um pouco de tempo e paciência, o ruivo arranjou uma escada no terreno do vizinho e finalmente conseguiu alcançar a janela.

Só que ela estava trancada. Sentiu uma veia saltar de sua testa. Tentou empurrá-la de todas as maneiras imagináveis, mas ela não se moveu.

– Droga! RUKIA estou falando sério: se meu pai chegar e eu ainda estiver do lado de fora, eu juro que você vai se arrepender. E como vai – Disse no tom mais ameaçador possível.

Um minuto depois a janela estava completamente aberta. Ele a empurrou e finalmente entrou em seu quarto. Olhou para os lados procurando a pequena garota.

– Onde aquela maluca se meteu? – Perguntou em voz alta, coçando a cabeça.

Como se previsse as palavras ditas, a shinigami apareceu com algumas frutas vermelhas na mão direita, com uma cara interrogativa.

– Eu devia te matar agora mesmo...

– A culpa foi toda sua – Disse secamente.

– Sabe que não foi!

– Claro que sim! Devia ser menos grosso, baka.

– Ah, e você pode ser grossa comigo e eu não?! – Irritou-se ainda mais.

– Obviamente. Pois sabe que não falo sério.

– É? – Confundiu-se – Então saiba que aqueles socos e chutes são muito convincentes.

Ela riu sem humor.

– Devem ser mesmo...

O garoto franziu as sobrancelhas.

– Você está muito estranha hoje.

– E isso faz diferença? – Disse comendo um morango que estava em sua mão.

– E por que está comendo essas coisas? – Perguntou.

– Eu sei lá... Talvez por que achasse que te incomodava.

– Claro que me incomoda! Principalmente quando você joga essas coisas em mim! – Resmungou irritado.

E logo após ficaram em silêncio. Não havia muito mais o que dizer.

Então ele suspirou, cedendo.

– Por que não consigo ficar brigado com você por mais de meia hora? Está bem... Desculpe – Coçou a cabeça novamente – Acho que exagerei.

– Acha?

– Certo! Eu exagerei! Satisfeita?

Ela riu.

– Creio que sim...

– Você devia ser menos complicada sabia? – O ruivo disse quebrando o silêncio.

– Como assim?

– Parece que você sente prazer de me irritar! Garota mais estranha...

Ela jogou um morango em sua testa.

– Viu? É disso que estou falando!

Mas ela realmente pareceu bastante intrigada.

– Não sei... Não me passa pela cabeça agir melindrosamente e ser gentil com você. Não combina comigo.

– Ah, mas com o Byakuya você é uma santa...

Ela pareceu ficar incomodada.

– São coisas diferentes. São sentimentos diferentes... – Pareceu realmente ficar abalada, mas sacudiu a cabeça, virando-se para sair.

Mas ele a impediu segurando-a pelo braço.

– Aprenda a completar as frases.

– Quer por favor me deixar ir? Eu realmente não quero falar sobre isso.

Outra veia formou-se em sua testa.

– Eu passei um tempo consideravelmente longo do lado de fora de casa, tive que praticamente roubar a escada do vizinho e você vem com essa história de “não quero falar sobre isso?”. Comece a falar baixinha – Apesar das palavras, ele estava parcialmente sério.

Era para ser apenas uma brincadeira, mas as coisas estavam ficando realmente sérias. A garota realmente não queria expor o que sentia, o que pensava... Já que tinha absoluta certeza de que não seria correspondida.

– Se você começar a falar será mais fácil – Incentivou.

Ela respirou fundo.

– Isso não era para acontecer, primeiramente. Eu não devia estar aqui jogando morangos na sua cabeça. Não devia amolecer dessa maneira. Não devia... Ter feito muitas coisas. E o principal: eu não devia ter me envolvido com um humano.

O garoto ficou profundamente sério.

– Eu sou aquela que tira vidas... Mas depois de alguns tempos para cá... Comecei a me sentir viva. E isso não estava certo... Não era normal. Era proibido. Mas como dizem vocês “o proibido sempre é mais atrativo”. E diante de você – Ela sentiu o estômago embrulhar – Eu peço desculpas. Desculpe-me, por...

Ele ergueu a mão para que parasse.

– Por que está com essa cara hein? Sou eu que devia estar assim, por ficar do lado de fora durante horas – E riu desconcertado, assanhando os cabelos da garota – Não precisa dizer mais nada. Sei que é difícil para você.

– Olha quem fala, seu lerdo. Não acredito que não havia percebido nada...

– Só estava esperando você dizer... – Mas ele mentiu. Realmente não fazia idéia dos sentimentos da pequena shinigami. Embora há tempos se martirizava por acreditar que os compartilhava.

E agora tinha certeza. Tímida e desajeitadamente os dois aproximaram-se, quase que sem querer, a diferença de altura era gritante, mas Ichigo a ergueu nos braços fortes e ambos finalmente ficaram em “pé de igualdade”.

Sentiam-se completamente travados. Nenhum dos dois havia beijado ninguém e a situação que estava prestes a acontecer os deixava cada vez mais embaraçados.

– Quem é o lerdo agora?

– Cale a boca, cabeça de flor – Sussurrou, derrubando os morangos remanescentes em sua mão.

E finalmente se beijaram. Meio desajeitado e lento, mas com o passar dos segundos, ambos aprendiam um com o outro a maneira certa de corresponder. Nunca haviam passado por experiência mais estranha e prazerosa do que aquela. Era entorpecente, viciante e resumia tudo àquilo que sempre oprimiram.

Apenas o empecilho da falta de ar os separou.

Rukia ainda ofegava quando tornou a observá-lo novamente.

– Não vai contar isso para ninguém, não é?

Ele riu, sacudindo a cabeça.

– Obviamente que não, sua idiota. Onde paramos mesmo?

E ela sorriu dando continuidade aquela nova experiência.

E os morangos?

Eles ficaram completamente esquecidos num canto. Agora a única avalanche de morangos que lhe interessava estava parada em sua frente.

FIM

Notas finais
Mereço reviews? Eu sei que ficou meio bobinha... Mas espero que alguém tenha gostado *--*

Obriigada por lerem e até a próxima. Não esqueçam do review!
o/
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!