Strangers

6 And I'm down, down, but definitely not out.


Notas iniciais
Eu demoro taaanto tempo pra reler de novo e corrigir os erros, credo '-'
Então, acho que toooodo mundo estava querendo saber o que se passava nessa cabecinha complicada do Way. Então, ai está. O fim da fic e o POV do Gerd =^^=
Prestem atenção a mudança de tempo, ta? D:

(POV GERARD)

Gerard se levanta cedo essa manha. Normalmente é o ultimo a se levantar, mas nesse dias, não sabe o porquê, não consegue dormir.

Então o pequeno tira as mantas de cima de si, coça os olhos com as mãos, tentando acordar completamente, e desce as escadas pensando nos cereais de chocolate que sua mãe havia comprado ontem.

Quando chega se aproxima do aquário para saudar Zombie e encontra o peixe flutuando na água, sem vida.

Gerard tem onze anos e ele já havia visto alguns mascotes morrer. Certa vez morreu um hamster seu e ele ficou chorando por semanas, não importando muito quando Donna lhe consolava.

Então Gerard decide que não quer que Frank passe por isso. Não quer vê-lo triste, nem vê-lo chorar.

Desse modo, nesse momento, decide o que vai fazer.

E vai ser por Frankie.

******

Dá voltas na cama, tentando tirar a sensação de que é um filho da puta do peito.

E você é bom mentindo para si mesmo.

Você é o melhor merda do mundo.

Mas dessa vez não há porra nenhuma que te convença sobre o que diz.

A verdade, e a única verdade, é que querendo não fazer mal a Frank havia feito mais ainda e não sabe se ele te perdoaria nunca.

Sim, havia fodido tudo desse jeito.

Ou por ter se apaixonado por ele em primeiro lugar.

******

Tem quinze anos e a três anos você começou a desenhar.

Esboça cada coisa que vê em qualquer pedaço de papel que cai em sua mão. Vai a um curso de arte para aprender perspectivas, técnicas, sombras, cores e estilos.

Você é bastante ruim se comunicando com as pessoas que não seja Frank, e havia descoberto que o desenho funciona contigo.

Quando não sabe como dizer o que sente, ou acredita que se afogaria dentro de seu próprio peito, desenhas. Pega o carbono entre os dedos, ou o Sharpie, ou o que encontra, e simplesmente move a mão sobre o papel, linha sobre linha, sem pensar muito no que faz, deixando que o desenho se defina enquanto você morde o lábio, solta a raiva ou a tristeza, ou o que seja que tenha dentro de si.

Nesses três anos havia desenhado quase tudo. Você mesmo, personagens de comics, heróis e vilãos, Donna, e a única garota da sala que te lembrava Sally de "The Nightmare Before Christmas".

Desenha coisas que ama, mas sobretudo desenha Frank.

É uma estranha mania que havia ganhado há um pouco mais de um mês, mas uma vez que esboçou o primeiro desenho já não podia parar.

O primeiro traço que fez no papel, quase sem querer, foram suas mãos.

Para alguém que desenha, as mãos sempre chamam muita atenção, quase tanto como os olhos, porque expressam mais que todos os demais só com um gesto. São elegantes, e difíceis, e umas mãos bem desenhadas lhe dão personalidade para quem desenha.

E Gerard amava as mãos de Frank.

Ainda era um garotinho, tinha apenas doze anos, mas fala muito, e sobretudo, falava com as mãos. Gesticulava a medida que a conversa avançava, separando os dedos, e dobrando o polegar para trás, e era incrível.

Então em mais um dia enquanto Frank explicava um projeto de laboratório do colégio a Donna, entusiasmado porque havia lhe colocado com não-sei-que-menina como companheira e tinham que fazer não-sei-que-coisa com corações de porcos que você prefere não saber, você estava com o caderno sobre os joelhos e se encontra desenhando sem saber, suas mãos.

E é o começo do fim.

Sem saber muito bem como nem porque começa a desenhá-lo cada vez mais freqüentemente. Folhas e mais folhas cheias com suas mãos, e você não se preocupa muito até que as mãos passam a ser os olhos grandes e castanhos e depois disto passam a ser os lábios.

O de cima mais fino e o de baixo um pouco mais cheio. Vermelho, muito vermelhos, como se houvesse passado algo, ainda que você sabia que essa é sua cor natural.

Então você começa a se perguntar certas coisas.

É nesse momento da adolescência em que você se pergunta de que lado está. Você gosta dos homens ou das mulheres?

Você é gay?

Para sua desgraça essa pergunta era muito mais difícil de responder.

******

Você tenta com algumas garotas apesar de sua pouca idade.

Não é dificil uma vez que você se dá conta de que elas são como você, como os garotos, como todos.

Tem as mesmas preocupações que você, que seus pais as amem, que seus vestidos lhe caiam bem, seus amigos se preocupem com elas.

E com isso você sabe lidar.

Se sentem incomodadas e introvertidas, e você veleja nesse campo, então decide que no final não é tão mal conquistando garotas.

Chris foi a primeira. Tinha uma boca grande e olhos de gata. Ela lembrava você mesmo e essa foi a razão para que a deixasse.

As vezes parecia que estava saindo com você mesmo.

Ainda assim era boa com suas mãos e com sua boca, beijava e lambia como ninguem que havia conhecido.

Claro, isso foi até que conhecesse Liza.

Era ainda melhor que a anterior, só que nessa equação adiciona o sexo de verdade, o dia que completou 16 anos.

Mas, pouco depois, você terminou com ela.

A razão foi...

Era...

Não havia uma razão de verdade.

Exceto que não importava o quanto disfrutasse dos corpos femininos, as curvas, a pele de seda e o sabor de ameixa derretida.

Não importava os orgasmos você as deu ou que te deram, porque seus cadernos continuavam cheios de Frank.

Não homens.

Não mulheres.

Frank.

Então relutantemente não lhe restava outra opção a não ser aceitar que possivelmente seja bisexual.

Ainda que, uma vez mais, a resposta não seja tão simples.

******

Um dia qualquer, quando tem 16 e Frank 13, descobre seus desenhos.

Não sabe por que via aquela bagunça de pilhas de cadernos e cadernos cheios de esboços.

Nem porque o pegou bisbilhotando.

Você se deu conta porque ele havia mudado totalmente sua forma de vestir.

Um dia chegou em casa com um moicano, um all stars nos pés e delineador preto nos olhos castanhos, fazendo com que fiquem um pouquinho mais verdes que marrons.

Seus pais entendem que é coisa da idade, uma fase, e que logo passará.

Mas você sabe por que ele estava se vestindo assim.

Porque é como o desenhou uma vez.

Com as calças rasgadas e caídas, mostrando os joelhos, as unhas pintadas de preto e os olhos também.

Uma camiseta dos Misfits e atirando a língua.

Esse era seu desenho.

Para você Frank representava tudo o que nunca seria.

Era pequeno, sim, mas tinha mais bolas que a metade dos garotos que conhecia. Dizia o que pensava, mandava a merda a quem tivesse que mandar, e não fazia rodeios, apesar de ainda ser um anão.

E queria ser como ele.

Mas o pior de tudo, você o queria.

Nesse dia quando chega ao colégio com aquelas mudanças, você fica olhando-o com a boca aberta e o coração batendo no peito tão forte que acredita que vai partir as costelas a qualquer momento.

Ele te sorri de lado, como se dizendo "sou quem quer que seja. Por você" porque assim era Frank, faria qualquer coisa por ti, para te fazer feliz, para te ver sorrindo, porque te amava.

O ruim era que você o amava de uma maneira um tanto menos fraternal.

E no momento em que se dá conta de que ele mexeu em suas coisas, você se irrita, depois se da conta de que está apaixonado por ele e se assusta.

Mas, o pior, é que você quer deixa-lo nu e lamber seu irmão adotivo e melhor amigo de 13 anos, que também, é totalmente hetero.

Você é um pervertido e isso te da nojo.

******

Essa noite, depois do pesadelo, e de suar os lençóis, e uma outra ereção, porque estava surpreso de como Frank ficava com essa roupa, e o asco que vem depois de pensar nele e se tocar, decide que tem que terminar com isso.

Desenhá-lo está te matando.

Ser seu melhor amigo não ajuda.

Ele deita em sua cama as quatro da manha porque não pode dormir e te abrace por tras, definitivamente, não fazem as coisas melhorar.

Então que se acabe.

Nessa manha quando vai tomar café e te saudar com um sorriso e um "Olá Gee" sonolento, não diz nada.

É a primeira vez em anos que faz isso, mas você não pensa outra coisa para que te deixe em paz.

A partir desse momento se esquiva de suas ligações, de conversar com ele, qualquer coisa.

Conhece Frank e espera que ele te parta a cara a qualquer momento, te chame de babaca. Irá te abraçar e depois será incapaz de voltar a te fazer alguma coisa ruim.

Mas não faz nada disso.

E se não fosse você que estava, voluntariamente, se separando dele se sentiria ofendido.

Deve ser a mudança de idade que é, provavelmente, quando Frank mais precisa de seu melhor amigo para conseguir a segurança em si mesmo, mas não faz nada.

Te olha só uma vez com os olhos cheios de lagrimas, mas sem deixar que escorram por sua bochecha.

Havia feito algum comentário ofensivo na hora do almoço, e vê como ele te olha com os olhos cheios de água, um pouco vermelhos, deixando-os mais verde do que nunca.

Ele morde o lábio porque seus lábios tremem e sai correndo escadas acima.

Essa é a única vez que o vê chorar. Ou quase chorar.

Nunca mais mostra nenhum sinal de fraqueza diante de você, e às vezes isso dói, porque parece que ele não se importa.

Mas uma vez mais, você se dá conta de que é o errado aqui e não tem direito de exigir nada.

É por seu bem, se repete.

"Acredite, pequeno, ter o afastado é melhor que dizer que morro por morder cada pedaço de sua pele. Prefiro que me odeie a que se envergonhe de mim."

Você se repete todas as noites como uma oração.

E às vezes ajuda a dormir.

Na maioria, não.

******

Agora, anos depois, vê tudo o que havia passado, que te beijou, o que aconteceu noite passada, sabe que tudo havia sido inútil.

Os anos de solidão e sofrimento por não ter escolhido um bom caminho, pretendendo ser quem não era, só para dar bom exemplo e não se sentir culpado pelas besteiras que passava por sua cabeça, tudo isso veio abaixo no dia em que Frank confessou que era bissexual.

E quando o viu subir pelas escadas com Quinn.

Quando te beijou.

Noite passada, enquanto tirava sua roupa e caiu sobre ele.

Quando deixou que ele te lambesse até que fizesse gozar.

Dá outra volta na cama, inquieto, com vontade de fazer sexo e cheio de raiva.

Não vai poder dormir mais, mesmo que seja 7 da manha e não tenha que ir a lugar algum, então se levanta e vai tomar um banho.

Estava com o cabelo revoltado, olheiras que quase pode pisar quando anda e uma raiva para retirar, mas quando abre a porta e olha para o chão você congela.

O PEIXE que você comprou para Frank está ali, no aquário, esperando que alguém o coloque em outro lugar.

Não há bilhete, mas se houvesse, conhecendo Frank como conhece, havia sido um "Meta-o em seu rabo, bastardo"

Olha para o peixe com o coração se encolhendo dentro do estomago. Você sente náuseas, e tem que sair correndo, deixando o peixe para mais tarde, colocando até as tripas pela boca.

Está tão fodido.

*****

Quando está tomando banho e mais relaxado, toca a porta de Frank, deixa Zombie II no chão e se vai.

É um presente para ele e não vai deixar que o devolva.

Não importa o quanto ele se irrite, ou te odeie, faria qualquer coisa por ele e isso ainda continua sendo verdade.

Isso era o que representava esse peixe, e não o queria contigo. Era para ele.

*****

Te enterra em seu quarto e coloca o caderno de desenho sobre os joelhos, pronto para passar por esse ritual que havia deixado a alguns anos trás.

Quando se tornou o garoto popular havia encontrado facilidade para se expressar com os demais, e já não usava os cadernos para descarregar as emoções.

Só os usava para desenhar o proibido.

Para desenhar ele.

Agora não tem nada do que havia te custado anos para construir. Não restou nada da reputação social e o pior de tudo, não tem seu melhor amigo.

Então o único que está ali pra você é seu caderno. Mancha o dorso da mão de carbono enquanto desenha e desenha. Risca seu rosto e deixa que a bochecha se suje também.

******

Pode ser que tenham passado horas quando tudo o que tem no caderno são os quadris de Frank.

Os lembra perfeitamente da noite passada, o tocou quando não podia continuar e o deixou pensando que era um filho da puta.

Deus, se ele soubesse o quão é perfeito e quão o desejava.

Mas não, pensava que era um bastardo que o odiava e havia o deixado no meio do caminho.

Atira o caderno aberto pelo quarto com a esperança de que se choque contra alguma coisa, quebre, isso caia contra você e morra.

Não é tão difícil, não? Os acidentes acontecem todos os dias.

Você se surpreende quando, em vez de uma estante caindo sobre sua cabeça, ouve uns dedos tocando em sua porta.

Suspira e vai abrir pensando que Donna quer que faça qualquer coisa. Sua surpresa vem quando vê Frank, aquário em mãos, esperando que você o deixe passar.

Você não sabe o que dizer, então estaticamente, como um robô, sem alma nem consciência, se afasta um passo e deixa que ele entre.

Quando fecha a porta está levemente consciente de que estão trancados em seu quarto e que o desenho com o quadril de Frank está no chão, a vista.

Contudo, não diz nada.

Vê como Frank olha um pouco ao seu redor, porque não havia estado de verdade, a luz do dia, nesse quarto em algum dia e depois crava seu olhar em você.

Tem os olhos muito vermelhos, e as bochechas também. Ele estava chorando e se nota a léguas.

Ele havia colocado umas calças de pijama qualquer, mas ainda usava a camiseta cinza que o deixou noite passada e está com o cabelo despenteado.

De repente, você se sente mais miserável que nunca.

Havia feito todo o incorreto pelas razões certas. Esse era você.

Fodendo a quem amava por um bem maior.

"Não o quero" disse, quanto você se senta na borda de sua cama, e vê como Frank deixa o peixe em sua mesa "Se você não me quer, não quero nada seu"

É amargo, intragável.

É a pior mentira do mundo. Sim, você o ama.

Em sua cabeça tudo está girando, mas não disse nada.

Te olha através do moicano que está despenteado e lhe cobre um pouco o rosto.

"Isso é tudo? Você vai ficar ai me olhando?" há mais decepção que raiva em sua voz, até você se sente um covarde.

Mas isso pode suportar.

Se isso vai fazer Frank estar a salvo de você, pode ficar como o maior covarde do mundo, você não se importa.

Acredita que o que vai dizer a seguir te faz um babaca.

Bastardo.

Filho da puta.

Qualquer insulto vale, e a qualquer um deles está acostumado. Está preparado para o que venha quando de repente ele faz o que menos espera.

Chora.

Não é muito para soluçar só são lagrimas deslizando por suas bochechas, mas é a primeira vez que o vê chorar e seu coração se parte por dentro em mais pedaços do que pensasse que tinha.

E o pior, começa a falar. Com a voz rouca, despedaçada, e embargada.

"É... Não sei nem como dizer o que você é. Não importa muito que você negue isso, mas eu sei que te dou nojo. Não sei o que eu havia feito e dito para te fazer sentir assim, mas não vou me desculpar mais, estou farto, Gerard." solta entre soluços, mas é incontrolável, e não sabe o que dizer. "Você não me ama, está bem. Não vou continuar tentando coisas com você. Acabou. Morreu"

WIIIIII, ponto para você, Gerard. Afinal de conta conseguiu o que queria, não?

E ainda sim se sente a ponto de se quebrar por todos os lados.

"Frank... Eu..."

Mas ele não te deixa falar.

"Não me chame de Frank, esqueça meu nome, certo?" vai dar a volta e ir embora, mas para, te olha e diz "Sabe o pior? O pior é que você pode se deitar com Bert, mas foi incapaz de me tocar. Nem um pouco. Sou tão ruim pra você?”

E agora a voz se cala de vez e uma ultima lagrima cai sobre sua bochecha, fazendo-o o merecedor de todos os espancamentos do mundo.

E é nesse momento que decide que não merece pena.

Não sabe se irá ao inferno ou não, mas não importa, não vai deixá-lo assim porque isso sim que o faria merecer a pior das torturas do mundo.

Sua voz não sai, então não o chama, mas quando vê que abre a porta para ir embora você se levanta rápido e a fecha com um empurrão deixando Frank de costas para você, preso entre a porta e seu corpo.

"Frank, para, espera"

"Deixe-me... Sair."

"Não"

"Gera..."

"Não"

Frank se vira, não se envergonhando de estar mostrando abertamente os sentimentos, e nem sequer havia se preocupado em limpar as lagrimas do rosto.

Te olha diretamente nos olhos e você vai ficar em chamas.

Levantas as mãos e tira a água do rosto com as mãos, suavemente com os polegares, e ele fecha os olhos perante o contato, estremecendo como uma folha mexida pelo vento.

E o ter assim, entre as mãos, vulnerável e quebrado, por sua culpa te faz querer grudá-lo em si de todas as maneira possíveis, ainda que isso te deixe quebrado pelo caminho.

Ainda que isso signifique quebrar todas as barreiras que havia construído durante anos.

Deixa cair sua cabeça contra a dele, e ele estremece ainda mais e vê que os lábios se entreabriram quase só porque acredita que vai o beijar.

Mas você não faz.

Só fala, com os olhos fechados, seu rosto entre suas mãos.

"Pode me acusar do que quiser. Eu me comportei como um filho da puta e mereço tudo o que quiser me dizer. Mas não diga nunca que não te amo. Porque estou apaixonado por você desde que tenho quinze anos e não fiz outra coisa que não seja te querer"

Sente um "ohh" surpreso de Frank e sabe sem olhar que ele havia aberto os olhos e está te olhando.

Não abre o seu, porque se o fizesse ia deixar de falar e agora que havia começado ia querer deixar tudo claro.

"Você não me dá asco, eu sinto asco de mim mesmo, porque desde que você era uma criança eu não soube querer outra coisa que não te comer vivo, entende o que digo?" fala em sussurro e sente como assente lentamente contra a palma de suas mãos. "todas as coisas que passem por sua cabeça, Frank, todas e cada uma delas quero fazer contigo"

Abre os olhos e se atreve a olhá-lo.

Está confuso e alterado outra vez. Sente que a pulsação e a respiração então a mil por hora.

É agora ou nunca.

"Então, não é você, sou eu. Você é perfeito, Frank. Todo o que eu posso querer. E eu morro para te tocar, mas não posso"

"Porque?" é mais um suspiro que uma pergunta e soou como 'Porque você não me toca agora?'.

Você engole em seco.

Porra, era sexy demais.

"Porque não é certo. Porque você é muito novo, porque é meu melhor amigo, porque vivemos na mesma casa..."

"Mas você disse que me ama"

Disse, como se fosse a solução. Como se isso fosse tudo.

"Sim"

"E não está tudo bem se você ama alguem?"

O que responder a isso?

"Eu... Não sei Frank. Não sei."

Estão se olhando nos olhos, grudado contra a porta, seu corpo e o de Frank a poucos centímetros mas ainda assim se tocam.

Ele sobe as mãos e deixa que as coloque em seu cabelo, separando-o de seu rosto, colocando atrás de suas orelhas, suavemente.

"Era por tudo isso que você se mantia afastado de mim?

"Sim" assente.

"Nada mais?"

Nega, lentamente, como um garotinho. Se olhasse para si de fora se daria conta de que Frank, que é menor que você, está controlando a situação muito melhor.

"E Bert?"

Suspira.

Bert.

Desgraçado mentiroso de merda.

"Não aconteceu nada, Frank. Não me deitei com ele. O mandei ir embora quando você se foi e por isso se irritou comigo. Não fizemos nada, te juro"

Mas Frank é implacável.

Fazia sentido, afinal, depois de tudo o que você o fez passar.

"E porque o colocou em seu quarto, pra começar? Você continua dizendo que não é gay"

Sorri apesar de tudo e de você mesmo.

"Porque não sou gay, Frank. Eu não gosto de caras. Eu fiz para tentar ver se era o mesmo que com Ash, mas não. Eu não gosto. Porra, nem sequer conseguiu me excitar"

Se aproxima um pouco mais, lhe acaricia o lábio inferior com o polegar.

"Eu gosto de você. Não de caras. Você"

E sem mais, você se atreve a dar um passo que até agora quem sempre havia dado foi Frank.

Deixa cair sua boca contra a dele, com um pouco de medo no começo, esperando que ele te afaste e te um dê tapa, ou algo.

Contudo os lábios dele se moldam aos seus com um 'hmmmmm' satisfeito, seu corpo se gruda ao seu, e suas mãos estão em seu quadril.

O desgraçado do paraíso, obrigado por perguntar.

******

(POV FRANK)

Quando sua língua te acaricia por dentro, com tanta força como um furacão te arrasando, grudando-te tanto contra a porta e contra ele que acredita que você vai ficar grudado como um pôster, e você não consegue acreditar.

Havia entrado mais quebrado que inteiro nesse quarto, esperando o mesmo Gerard de sempre mas, contudo, pela primeira vez ele havia falado.

E você não imaginava que ele sentia tudo isso por dentro.

Não é que tudo o que ele havia te feito passar se comparasse com sua dor.

Mas podia se colocar no lugar dele e entende-lo.

Lhe segura pela cintura com as mãos e o gruda mais contigo, osso contra osso, e deixa que sinta que está duro por baixo das calças do pijama.

No fundo é como uma prova de fogo.

Espera que se quebre antes de te tocar, como ontem a noite, mas, contudo, desta vez Gerard estava muito rápido.

Move a boca até seu pescoço fazendo com que a pulsação dê um salto mortal, um suspiro saia de sua boca e seu pênis vibre.

"Eu... Deus, Frank... Isto é..."

"Não fale" consegue dizer e não sabe se é uma boa idéia porque Gerard parece ser bom acatando ordens.

Vai direto ao ponto e quando coloca a mão dentro de sua calça não pode evitar, seu quadril gira sozinhos para frente, encontrando com a mão dele e suas coxas.

"Por favor... Mais" geme, jogando a cabeça para trás, sabendo que os joelhos não vão sustentar muito mais.

O ar do quarto cheira a suor e a sexo e Gerard faz um grunhido com a garganta que te deixa mais perto que sua mão contra você.

O faz devagar, tendo o seu tempo para te explorar como se de verdade fosse algo que levasse muito tempo planejando.

Mas você não pode ir tão devagar, e avança contra ele como o adolescente que é, tão próximo de seu limite e tão distante, querendo saltar do precipício.

No começo Gerard corresponde.

Se move contra você, beijando-te e engolindo seus gemidos da mesma forma que você engoliu os dele ontem a noite.

"Gerard, Gee... Ahhh" é o primeiro sinal que dá, o diminutivo, mas está mais perto, mais rapido, mais... "Ahh, vou terminar, Gee"

Avança com o quadril contra você e o sente no estomago, duro, grande e quente e se continuasse com esse ritmo, isto estaria terminado.

"Não... Espera, espera" Gerard para, as bochechas tão vermelhas como se houvesse estado correndo uma maratona. Saliva nos lábios e suor na garganta "devagar, Frank. Não estava a anos esperando para isso"

E sorri da forma mais pervertida que havia visto na vida.

Pela primeira vez desde muito tempo, estremece por antecipação.

******
(POV GERARD)

O olha por detrás das pestanas e é a coisa mais quente havia visto.

O vermelho das lagrimas havia ido e o do sexo o havia substituído. Está envergonhado, vivo, e ainda está contra sua palma, latejando.

Você quer deixá-lo nu.

Quer ver como a roupa lhe cai pouco a pouco e quer ver como se retorce contra seus lençóis.

Tira as mãos de suas boxers e o agarra pelo braço, separando-o da porta.

Lhe dá um pequeno beijo para lhe inspirar confiança e começa a tirar-lhe a roupa.

Frank não mostra nenhuma resistência. Levanta os braços para que lhe tire a camiseta e se deixa ficar nu, mais com pressa do que medo.

Quando está nu em frente a você, o olha.

Pela primeira vez em anos, o olha de frente, não de canto, e você adora o que vê.

"Vem aqui" disse, e o aproxima de você e o abraça. Frank suspira contra sua boca enquanto o beija e o deita na cama.

Vai deitar sobre ele, mas disse:

"Fora. Quero a roupa fora, Gerard"

Você ri, o riso é limpo e fresco. E não pode fazer outra coisa a mais do que obedecer e ficar nu, sem panos, e que vá a merda os demais.

******

(POV FRANK)

Quando se deixa cair nu sobre você, um choque lhe corre da coluna até os pés e tem que se arquear contra seu corpo.

Geme contra você e você responde com uma ondulação de quadril que faz com que seus pênis rocem e seus dentes rangem.

"Vai... Me-.... Me matar, porra."

Morde o lóbulo de sua orelha, a boca movendo-se muuuuito devagar, a fricção dos quadris mais rápida a cada instante. Um contraste arrasador.

"É o que tenho pensado, sim, que nós morramos fodendo"

Você ri porque havia revirado os olhos enquanto ele dizia, mas você não se queixa, porque isso? Isso soa como o melhor plano que havia ouvido na vida.

O rodeia com os braços e com as pernas e o gruda tanto a você que sente o suor dele como o seu, e seu coração palpita porque o dele lhe dá pulsação.

Gerard continua beijando cada parte de seu corpo que vê, do pescoço até a clavícula, e mesmo que não lhe dê muita movimentação, porque estava abraçando seu corpo, se separa para afastar um pouco seu braço e abaixar por sua barriga, e continua abaixando.

E sabe que ele vai te comer vivo, como havia dito, mas então, enquanto lambe a parte baixa de sua barriga e você se esfrega contra a língua dele como uma puta cai a fixa de algo.

Gerard é virgem.

Ao menos em parte, a respeito de homens.

E você o tem que parar porque morre para tê-lo dentro de você.

Se endireita um pouco e o afasta.

"Aconteceu alguma coisa?" Gerard também se endireita agora e fica com uma postura parecida.

"Quero que me foda, Gee. Não se entretenha pelo caminho"

Gerard te olha pelas pestenas e sorri, de lado, mas vê que toda a excitação havia evaporado entre o suor e a saliva e agora é mais uma pilha de nervos.

E cai a fica de que É algo que ele estava esperando durante ANOS.

"Eu... O que quer fazer?" pergunta, e se envergonha um pouquinho. Está lindo assim, o vermelho da vergonha mesclado com o do sexo.

E você quer morrer.

Porque você tem quinze anos, mas ele é mais virgem em muitos sentidos, e pela primeira vez, apesar de ser o mais novo, tem vantagem.

Porque pode lhe ensinar a fazer as coisas de sua maneira, e pode fazer disso algo bom. Pode ver a cara enquanto faz o que melhor sabe fazer.

"Vem aqui" lhe disse, quase no mesmo tom confidencial em que ele havia falado contigo antes. "Sobe" e Gerard avança por seu corpo, deixando um beijo no meio da clavícula, e a respiração te sai mais rouca que antes porque, quem iria dizer, mas Gerard é bom com a língua.

Talvez devesse ter o deixado trabalhar lá em baixo.

Concentre-se, pensa.

Isso é para ele, não para você.

Acredita que é um pervertido por querer e vai lhe ensinar que a idade e a orientação sexual não tem nada a ver com a perversão.

Com isso você ganha por goleada.

Você agarra o rosto dele entre as mãos e o beija.

Um beijo lento de repente, parando o tempo, o sexo, e depois o ar ao redor. Necessita parar um segundo pra ver seu próximo movimento. Não quer que ele saia correndo, outra vez.

Para e se separa um palmo de seu rosto, olhando-o, e depois quando te olha também, os olhos verdes inseguro, e o suor escorrendo pelos lados de seu rosto, lhe diz.

"Me dê a mão" e Gerard franze o cenho um segundo, mas tira a mão de sua nuca e coloca sobre a sua.

Seus dedos são suaves e grandes e você sempre gostou disso. Inclina a cabeça para sua mão e Gerard segue seu olhar.

Sorri de lado quando vê que sua mão e a dele estão juntas. Unem seus dedos aos dele e dê dá um aperto "Confia em mim" e depois leva seus dedos até sua boca.

Primeiro um, lento, observando a cara que ele faz, e Gee abre muito os olhos e a boca faz um perfeito "o".

Sorri com seu dedo na boca e coloca outro, passeando a língua por ele, e os dentes depois, justamente como noite passada, quando...

Sim, Gerard também se lembrava.

Solta um gemido do fundo da garganta, mas animal que humano, mas não fecha os olhos, está te olhando fixamente, como se estivesse hipnotizado, como se tudo o que quisesse ver nesse mundo fosse você. Só.

Não fala quando abaixa a mão dele por seu corpo e leva até onde quer que estejam seus dedos e ele também.

"Vamos" disse, e lhe solta a mão para que ele a maneje só.

No começo duvida um pouquinho, morde o lábio e abaixa o olhar entre seus corpos tentando processar o que vê.

O vê engolir em seco e ri.

"Não ria, idiota"

"É que você é gracioso"

Gerard murmura algo e você não entende muito tem, até que nota que tem um dedo dentro de você e um suspiro lhe escapa.

"E você não ri mais tanto, não?"

Você se move contra sua mão e ele está te observando como se fosse o melhor pornô do mundo.

"É que estou um pouco ocupado agora mesmo"

"E vai estar mais ainda" e coloca outro.

Fecha os olhos de vez porque, porra, puta merda Gee, mais isso é porque Gerard ainda não havia movido os dedos. Os havia deixado ali, assegurando-se de que você não colocaria uma cara de dor nem nada.

Eleva o quadril levantando-se um pouco do colchão, arqueando as costas. Sabe que isso faz com que se roce contra ele, e seu pênis contra sua barriga, e os dedos dentro, e a sua ereção na coxa dele...

Deus, desde quando o sexo era tão sujo?

"Mais" tem que dizer no final, porque Gerard está fazendo tudo com calma, como se não quisesse que terminasse.

"Diga, anão"

"Anão suas bol... Ahhhh, merda"

Havia batido contra o ponto certo, e as palavras haviam se engasgado em sua língua, e os olhos havia ficado um pouco branco.

"Justamente ali, Gee, assim"

Você era dos que falavam demais e não podia parar uma vez que começava. Se move contra ele o mais grosseiro que pode e a estas alturas você não se importava se tudo acabasse assim, a única coisa que quer é se derreter em baixo de seu corpo e seus dedos.

Lhe morde o ombro.

"Você é incrível" te sussurra no ouvido, enquanto contra a outra mão na nuca e te obriga a manter o rosto em sua altura. Os olhos dele e os seus grudados. Os corpos se movem no ritmo do sexo mesmo que ainda sejam seus dedos e você não pode fazer nada mais que gemer.

"E você ainda não viu nada" disse e ele sorri.

"Vamos, me ensine então" desafia e lhe dá uma investida tão forte com os dedos que seus pés se arqueiam e sente estrelas atrás das pálpebras.

O faz mais duas vezes e não é mais um amasso de "ahh" e "sim" e "por favor" mal ditos, porque você esta se sufocando.

"Assim, Deus, sim, SIM" e sem que te toque você chega lá.

Longo e sujos, jatos brancos sobre sua barriga e a dele, um gemido infinito, que parece o nome de Gerard, mas não sabe. Poderia ser o pai nosso que não tinha nem idéia do que estava dizendo.

Quando pode abrir os olhos Gerard está te olhando embasbacado.

"O que? Eu fiz algo de outro mundo?"

"Nada"

Revira os olhos e te joga na cama.

Gerard fica de lado, ainda duro como uma pedra, e coloca um braço atrás da cabeça.

"Buff, não comece outra vez a ficar de lado. O que é?"

Não sabe como sabe onde está, mas deve ser alguma coisa de todo os garotos, porque abre a primeira gaveta da mesinha de Gerard e tira uns lenços.

O olha de canto enquanto se limpa, e ele demora um pouco a responder mas quando o faz diz:

"Acredito que é a primeira pessoa" pessoa, não mulher nem homem "que eu ouvi gozar assim"

Franze o cenho.

"Como assim as pessoas gozam?"

Ele rir.

"Não sei. Ash era mais... Tranqüila"

Reprimida, você pensa, mas não diz.

Encolhe os ombros.

"O que posso dizer? Se a cama não é o lugar para perder as inibições, não sei qual é. E falando nisso..." o olha entre as pernas, e ele segue seu olhar. "Vamos nos ocupar com isso, huh?"

Volta a abrir a gaveta, com a esperança de que os preservativos estejam juntos aos lenços e chan chãn, é um garoto previsível, estão ali.

Abre um com os dentes rapidamente e vê pelo rabo de olho que Gerard se senta e se apóia contra a cabeceira.

Fecha os olhos e diz

"Como você me quer?"

"Fique assim" disse rouco, porque essa pergunta era sexy. Estava se oferecendo nu, com tudo o que tinha.

Se aproxima dele e coloca o plástico em uma caricia rápida e experta. Os quadris se movem um pouco involuntariamente e está mordendo o lábio.

Deus, não pode esperar para ouvi-lo gemer.

Você sobe em seu quadril e suspira quando ele se roça contra você. Só em um roçar, Deus.

Agora é você quem está mais devagar, um pouco adormecido pelo orgasmo de um minto, enquanto o agarra com a mão e o guia até você.

Sente a cabeça dentro e não te dá tempo de cair quando Gerard avança com o quadril em uma única investida. Se não houvesse gozado a um minuto atrás havia feito outra vez só com isso.

"Deus, é tão... Ah" você corta a frase quando se move sobre ele.

"...apertado... ver...dade?" o pergunta entre investidas, seus quadris se movem rebolando sobre ele e Gerard te segura e te ajuda com o movimento, suas unhas cravam em sua pele, quase tanto como ele em você.

"Siiiim..." e soa tão arrastado que não sabe se estava o respondendo ou se estava gemendo, joga a cabeça para trás, apoiando-a na cabeceira, a boca aberta, sugando o ar entre suspiros.

Sai quase que por inteiro, só a ponta dentro, e se deixa cair em uma investida.

Revira os olhos e nem sequer sai um gemido de sua boca, só se ouve um ruído de ar que se engasga em sua garganta.

"Mais, Frank... Estou tão perto... Você é..."

O repete mais vezes e no final tem que deixa-se cair sobre ele, porque você voltou a ficar duro (bendita adolescência e benditos hormônios) e está desfazendo-se debaixo de você, e não quer se concentrar mais em seu prazer do que no dele. Não desta vez.

Junta sua boca com a dele, respirações mescladas com saliva e suor.

"Vamos, Gerard... Porra."

E levanta o quadril e deixa que seja ele, debaixo de você, quem se apóie sobre seus calcanhares, levante o corpo, e se mova no ritmo que precise para terminar.

Que te foda como se amanha o mundo acabasse.

E você não estava nem ai se acabasse.

Gerard percebe a indireta e se move contra você com um ritmo cada vez mais acelerado, irregularmente quando esta próximo.

"Frankkk....." arrasta seu nome, quando dá duas investidas mais, e o sente pulsando dentro de você, apesar da camisinha.

Poderia gozar só por essa sensação, mas está mais concentrado com o rosto vermelho, suado, vendo o vermelho vivo de Gerard.

Geme rouco, pegando ar e te olha.

"Deus, Frank"

"Obrigado" responde com uma velha brincadeira.

Te dá um toque no ombro e você se deixa cair na cama, deixando que saia de você.

Geme sem poder evitar quando o faz e Gerard te olha com olhos de gatos, quase lambendo-se como um.

Como se agora que havia começado, não tivesse intenção de parar.

"Você está duro de novo"

Você rir.

"Nem todos somos velhotes"

Atira o preservativo no pé da cama e se aproxima de você, felino.

"Você se arrependerá de dizer isso" e pode ler em seu rosto as intenções que ele tinha.

"Velhote, velhote, velh..."

Sua respiração se corta quando ele te cobre com a boca.

Quente, úmida, apertada.

******

As quatro da manha não consegue dormir.

Está em seu quarto e está dando voltas sem parar, apesar da mais que boa sessão de sexo que havia tido essa tarde.

Se recusa a permanecer acordado um momento mais quando cai a fixa de que pode fazer algo que havia anos sem fazer.

Se levanta descalço, sem fazer ruído, avança as escuras pela casa, chegando até a porta de Gerard.

Está fechada, mas não o chama, com uma confianças em você mesmo desde muito tempo.

Vê que ele dorme de costas para a porta e com cuidado você se enfia em baixo das cobertas, abraçando-o por trás e afundando o nariz em sua nuca.

"Deus, você cheira a Hugo Boss até para dormir, bobo? Grr" é mais uma pergunta para você do que para ele, mas sente as vibrações de seu riso por seu braço.

"Me desculpe" disse, certamente havia o acordado.

Ele não diz nada, só vira na cama e te olha de frente, sonolento.

"Se vira" diz com a voz rouca.

Não sabe o que ele quer, mas não importa, depois das posições em que ele te colocou esta tarde ele pode te pedir que fique de pé com as orelhas.

Obedece e suspira quando sente que é ele quem te abraça por trás, suspirando em sua nuca.

Vocês ficam calados uns minutos, quando se lembra de algo e pergunta.

"Gee?"

"Hmmm?"

"O que aconteceu de verdade com Zombie?"

Sorri contra você.

"Eu o joguei na privada"

"Sabia!"

"O que queria que eu fizesse? Você iria chorar e eu não queria te ver assim"

Sorri para você, com o coração ficando tão grande que não cabia em seu peito. Isso é maior do que o "te amo" maior do mundo.

Se vira e deixa um beijo rápido em seus lábios.

E a paz volta ao quarto, a respiração tranqüila de Gerard, e o sono volta para sua consciência.

Antes de cair na escuridão total murmura "sabia que voltaria" e desta vez não vai para nenhum bicho de cores, vai para ele.

Seu irmão adotivo.

Seu melhor amigo.

Seu namorado.

FIM

Notas finais
OLÁ! O FIM! ASUDYGSUYGA
Obrigado quem leu e quem irá ler. A Ani agradece muito por isso *tomando as dores da autora*
Então... Eu tenho outras aqui traduzida, acho que vou postar tambem o/
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!