Notas iniciais
demorei, mas consegui fazer a tempo!!! logo logo sai o especial, fiquem atentos, ok?

Obrigada à Ana Clara, Luiz e Ammy (sim, a mesma Ammy da história) por terem me dado umas ideias ♥

05h15min: Infelizmente, meu primo Sasori acabou posando aqui essa noite. Geralmente, ele só vem posar aqui quando tem que levar minha mãe ao trabalho, mas ela só trabalha na segunda-feira, ou seja, ontem. Fico me perguntando então, por que esse idiota continua aqui em casa. Ouço a voz dele vindo do corredor, e em seguida, a do meu irmão, Deidara.


– Vamos lá pra cima! – Sasori disse em um tom de voz um pouco alterado.


– Fala mais baixo! Você vai acordar minha irmã! – Nesse caso acho melhor eu fingir que estou dormindo para poder ouvir mais a conversa. E que não seja o que eu estou pensando...


*Houve um certo silêncio por uns 8 segundos*


– Sa-Sasori! ... Não! – ouvi meu irmão dizer.

*O silêncio novamente predominou*


Desde então não ouvi mais nada, levantei da cama e fui em direção à porta que estava fechada, tentei ouvir algo através dela, mas tudo o que eu ouvi foram os cães latindo lá fora. Não queria correr o risco de abrir a porta e me deparar com a mesma cena outra vez, e também não queria que eles descobrissem que eu já sei sobre o segredo deles. Quando estava me deitando em minha cama, ouvi um barulho enorme vindo lá da sala (o que seria dessa vez?). Levantei-me novamente e saí praticamente correndo em direção à sala de estar. Como estava escuro, ao chegar no corredor, só pude ver meu irmão Deidara caído no chão e Sasori juntando pedaços de algo provavelmente de vidro que estavam espalhados por cima da mesinha e pelo tapete. Mas o que teria acontecido ali?



– O-o que aconteceu? – perguntei, esperando por uma resposta decente... bem, apenas esperando por uma resposta.



– Nada! Não aconteceu na... – Deidara o interrompeu.



– Não é da sua conta garota, agora vá dormir e colocar uma roupa decente! – disse ele, se levantando e me empurrando para dentro do quarto (mal pude perceber que estava apenas de sutiã e short) – Anda!



Ele praticamente me jogou em cima da cama e foi abrindo meu guarda-roupa. Parecia estar nervoso...



– Toma! Vista isso! – disse ele jogando minhas roupas por cima de mim.



– Não vai me contar o que houve? – perguntei meio com medo, ele se irrita muito fácil.



– Não. E acho melhor que você fique quieta e não diga uma palavra sobre o que você viu lá na sala! Se é que você viu algo – ele estava tremendo enquanto dizia, seria medo ou apenas vontade de me bater por algum motivo?



Não respondi nada, apenas terminei de vestir minhas roupas, deitei e me virei de costas para ele, que continuava lá, me encarando. Ele apenas suspirou e se aproximou da cama para me cobrir. Então, saiu do quarto e todos voltaram a dormir.



07h34min: Acordo com a campainha tocando, o que será dessa vez? Levantei rapidamente da cama, sem pentear o cabelo ou lavar o rosto, indo direto atender a porta.



Era novamente aquele cara da escola. E eu daquele jeito, parecendo uma mendiga (mas por que estou me preocupando com isso?! Ele é só um cara que eu conheci na escola, nada mais!).



– Estava dormindo? – acho que sutileza não é o ponto forte dele.



– É, mas já estava na hora de acordar – eu disse em um tom de voz baixo, todos ainda estavam dormindo – Mas por que você está aqui?



– É que na verdade eu sempre passo por aqui antes de ir para o colégio, então resolvi perguntar se você gostaria que eu te levasse. Já que eu sempre fico sozinho sem fazer nada, acho que você poderia me fazer companhia... – disse me olhando firmemente nos olhos, sem desviar sua atenção uma vez sequer.


– Eu preciso falar com o Deidara primeiro – esse seria o único jeito de me livrar desse cara, nesse caso, seria melhor eu rezar para que o Deidara não me deixasse ir com ele.

– Escreva um bilhete para ele e vamos – insistiu.

– Tudo bem – não tive outra escolha senão aceitar a carona dele.


Convidei-o para entrar e esperar sentado enquanto eu tomava banho, comia e me arrumava, fazendo o máximo de barulho possível para que Deidara ou Sasori acordassem. Mais um plano mal sucedido. Escrevi o bilhete e saí.



08h16min: Ele estacionou seu carro há uma quadra da escola e fomos andando até lá. Para piorar, apoiou uma de suas mãos em meu ombro, quase me abraçando. Nesse momento, eu só queria esconder minha cabeça debaixo da terra feito um avestruz. Todos, absolutamente todos nos olhavam.



– Venha cá, acho que você ainda não viu a biblioteca da escola, vamos aproveitar que não há ninguém lá e eu estou com a chave – não sei por que, mas meu coração disparou no momento em que ele disse isso.



Eu não disse nada, apenas o acompanhei por um corredor escuro e quase inabitado. Havia apenas 2 ou 3 alunos conversando por lá, que por sinal, também ficaram nos observando enquanto entrávamos na biblioteca.



– Vou te mostrar um lugar que apenas os professores e diretores tem acesso, esse vai ser nosso segredo, ok? – apenas afirmei com a cabeça, em forma de resposta.



Ele trancou a porta da biblioteca, segurou em minha mão e fomos em direção a um canto escuro onde havia um pequeno armário e, mesmo a temperatura estando acima de 30 ºC, suas mãos eram extremamente frias. Ele destrancou a porta do armário e o abriu, era uma porta que dava acesso a uma pequena sala com uma mesa e umas cadeiras, uma cafeteira e uma estante cheia de livros empoeirados.



– Sente-se – pediu, puxando uma das cadeiras para mim (pelo menos era gentil).



Sentei-me enquanto ele pegava café para nós dois, mesmo sem eu ter pedido. Colocou os cafés sobre a mesa e bebeu vagarosamente enquanto me olhava com uma expressão de satisfação no rosto. Só então percebi que ele nunca havia me dito seu nome, mas preferi que ficasse assim, além do mais, sou muito tímida e mesmo que eu quisesse, não teria coragem para perguntar isso diretamente a ele. Ficamos em silêncio por um bom tempo, até que terminamos nossos cafés. Ele, então pegou as duas xícaras e as colocou do lado da cafeteira. Continuei sem dizer nada, até que senti suas mãos se apoiarem em minha cadeira e, em seguida, em meus ombros. Quando me virei em direção a ele, foi algo tão rápido que mal pude pensar em “me defender” ou fazer alguma coisa, apenas senti suas mãos geladas acariciarem meu rosto e seus lábios também gelados tocarem os meus. Eu sinceramente achei que iria desmaiar, senti vontade de gritar ou sair correndo, mas de nada adiantaria, já que ele estava com as chaves e era muito mais forte do que eu. Apenas me levantei, tentando me afastar dele, mas acabou sendo pior. Ele me segurou firme pelo braço, colocando sua outra mão em minha cintura, eu já estava tremendo a ponto de fazê-lo sentir isso.



– Não precisa ter medo de mim, eu não mordo, só de vez em quando – disse ele, enquanto me soltava devagar (acho que me dizer aquilo não mudou em nada, muito pelo contrário) – Vou te levar para fora, não conte para ninguém sobre o que aconteceu aqui, ok?



– Ok, eu só quero sair daqui, por favor – respondi.



09h12min: Quando saímos, demos de cara com Tobi e Ammy que começaram a rir. Resolvi fingir que não os conhecia.



– Quem são eles? – ele perguntou.



– Estudam na mesma sala que eu, mas nunca falei com eles – menti.



– Hum...


– Eu vou ficar por aqui, até mais tarde! – disfarcei para não sermos vistos andando juntos por aí todo santo dia.


Esperei ele se afastar um pouco para poder falar com os dois loucos que estavam no fundo do corredor. Só então percebi que Bleery não estava presente...



– Onde está Bleery? – perguntei à Ammy.



– Ela ficou lá fora conversando com um cara loiro de franja comprida e roupa preta – (nesse momento senti até meus fios de cabelo gelarem, provavelmente era Deidara que estava procurando por mim, já que eu havia falado de Bleery, Ammy e Tobi para ele, ele sabia muito bem com quem falar).



Nesse momento vi Deidara vindo rapidamente em minha direção, e Bleery o puxando pelo braço tentando o impedir de entrar. Apenas tentando.



– Me solte, garota! – disse Deidara após ter parado em minha frente, juntamente à Bleery, que largou seu braço após ele ter dito isso – Que história é essa de sair com um homem qualquer e nem nos avisar?! – ele estava com a voz super alterada, todos foram parando em volta para ver o que estava acontecendo.



– E-ele é da nossa escola, fica calmo! – eu já estava quase chorando.



– Ficar calmo?!? Como você quer que eu fique calmo? – gritou – Vou me matricular nessa escola ainda hoje, e farei questão de que ele não se aproxime mais de você! – Deidara parecia sentir quando havia algo de errado, mas do mesmo jeito, eu não queria que aquilo acontecesse, não queria me afastar dele dessa forma.



Deidara saiu e foi em direção à diretoria, acho que ele realmente iria fazer o que havia dito. Apenas me abaixei ao chão e comecei a chorar. Tobi, Ammy e Bleery apenas me observavam em silêncio. Após alguns minutos de choro, me levanto e vejo Sasori vindo em minha direção, com uma aparência de aflição e preocupação.



– Annie, onde está o Deidara? O que ele te disse? – perguntou.



– Deidara está na diretoria, ele disse que vai se matricular aqui para garantir que aquele cara não chegue perto de mim... nunca mais – respondi, e acabei chorando mais ainda ao dizer a última frase.



– Calma, eu vou te levar para casa, é melhor que você volte, e Deidara também. Ele está nervoso, é provável que ele tente fazer alguma coisa precipitadamente – ele tinha razão, era melhor mesmo que fossemos para casa.



Sasori e eu fomos até a diretoria. Deidara terminou de preencher os papeis meio que depressa, pois Sasori odiava esperar por algo e era a única pessoa da qual Deidara respeitava.



10h37min: Chegamos em casa e fui direto para a cama. Sasori veio junto comigo, já que Deidara estava prestes a nos matar caso falássemos uma palavra sequer para ele.



– Annie, você quer me contar algo? – disse ele, sentando ao meu lado na cama.



– Promete que não conta para o Deidara de jeito nenhum? – eu estava tão confusa que mal pude perceber a burrada que estava fazendo.



– Prometo, agora me conte.


– Eu fui com “ele” para a biblioteca e lá ele me... ele.. – não consegui terminar de falar, comecei a chorar novamente.

– Annie! Não me diga que ele... – o interrompi, acho que dei a interpretar que havia acontecido algo a mais do que um simples beijo.

– Não! Não é isso que você está pensando. Ele apenas me beijou.

– Ah... explique direito! Se fosse com o Deidara, você e ele já estariam mortos! – acho que ele se sentiu aliviado por eu ter dito que aquele cara me beijou, talvez – Só evite dar tanta confiança para ele, nunca se sabe quais são suas verdadeiras intenções.


Depois disso, eu deitei na cama e o abracei. Nunca me imaginei fazendo isso, eu que o odiava tanto há um dia atrás, descobri que ele não era aquele cínico e arrogante que parecia ser. Pelo menos, não agora. Dormimos pelo resto do dia e noite também. Alguém em quem confiar, era tudo o que eu precisava...


Notas finais
comentem, ok? ♥