Strange Love

28 Epílogo - Strange Love


Notas iniciais
Infelizmente a fic chegou ao fim. Eu me dei conta de alguns buracos mas eu já tenho tudo anotado para a continuação. Não fazia sentido eu ir adicionando coisas depois de já ter publicado os capítulos.(Y) Eu vou esperar até que saia o Soldado Invernal para escrever melhor a próxima Fanfic com Steve/Stella. Enquanto isso, vou colocar em prática outra história que eu queria fazer para completar "Strange Love". Nomeei ela como FASE 1, sendo SL a FASE 2. Wait and see, people!

Após voltarem da festa na Biblioteca Pública de New York, Tony e Pepper tomaram alguns drinks antes de irem para a cama, como Tony veio persuadindo Pepper no caminho da festa para a torre Stark. Quando Pepper pegou no sono, Tony esperou para ter certeza de que ela não acordaria, indo tomar um banho demorado, tentando não pensar que estava em New York.
Desdo ocorrido há dois anos atrás em New York com os Vingadores, Tony tentou ignorar o máximo que pode alguns pesadelos que teve, sembre bebendo muito para conseguir dormir, o que na maioria das vezes dava certo. Quando foi chamado pela S.H.I.E.L.D a cerca de dois meses atrás, Tony viu uma forma de se distrair em meio a problemas que teria que resolver. A situação piorou quando Stella fora sequestrada e um certo tempo depois ficou em coma por conta da missão para prender Sharon. Ele tentou esconder de todas as formas de Pepper que tinha pesadelos e que evitava ir a New York a menos que não tivesse outra saída, se refugiando sempre em Malibu. Lá ele tinha sua oficina, seus robôs, Jarvis e principalmente, suas armaduras. Naquele apartamento, tudo o que lhe restava era o bar e uma armadura reserva. A torre Stark agora tinha aposentos para cada um dos vingadores, mas em dois anos, nenhum foi usado a não ser a área comum (sala, bar, sacada) os aposentos dele e de Pepper e o de Stella. Stella era a que usufruía mais do local, as vezes tendo Natasha como companhia. Nunca uma pessoa completamente de fora. Os aposentos estavam trancados sendo apenas abertos para faxina. Tony perambulou por toda a Torre durante sua “insônia”, procurando algo para se ocupar. Por volta das cinco da manhã, Pepper encontrou ele parecendo entretido com sua armadura na sacada, atirando frutas no ar e explodindo elas com o repulsor de sua mão direita. Na mão esquerda, a garrafa já pela metade de martíni mostrava que ele devia estar já bem bêbado.
– Aconselho que seria melhor tomar oitocentos mililitros de água agora para que possa descansar melhor, senhor. — Jarvis avisou ao analisar novamente o álcool na corrente sanguínea de Tony.
– E eu aconselho que não encha o saco. — Ele resmungou, jogando uma maçã da sacada, explodindo ela logo em seguida. Pepper cruzou os braços, não acreditando no que via.
– Você não dormiu. Por que você está bebendo assim? — Ele estourou outra maçã, no que ela foi em direção a sacada, tirando a fruteira de perto dele. — Pode parar com isso, por favor? — Tony foi se afastar da sacada, mas acabou tropeçando e caindo de quatro no chão. A garrafa rolou pelo chão, espalhando o martíni no que Tony olhou de forma triste para a garrafa.
– Lá se vai minha última garrafa. — Lamentou enquanto tentava se levantar. Pepper o ajudou, pedindo para Jarvis abrir a armadura para ele. No mesmo instante em que saiu da armadura, novamente ele foi ao chão.
– Tony você precisa dormir. Vou pegar um remédio pra ressaca. — Tony agitou a mão de forma frenética.
– Não, não precisa de remédio.- Pepper ajudou ele a se sentar no sofá.
– Você vai tomar alguma coisa para ressaca sim. E vai dormir sim. — Ele agarrou o sofá de forma agressiva, olhando para o nada.
– Eu não quero dormir. Eu não posso. — Sua voz saiu mais alta do que o planejado, quase em um grito. — Por favor, Pepper, só me deixe beber um pouco mais e então…- Pepper se ajoelhou em frente a ele, passando as mãos pelo rosto dele. — E então eu posso desmaiar e não sonhar com nada. — Ela o fitava preocupada sem saber exatamente como agir. Tony nunca foi agressivo daquela forma com ela. Ele não parecia querer dormir, não por “birra” mas por alguma outra coisa. E isso assustava ele.
– O que está acontecendo Tony? — Tony encarou o rosto preocupado de Pepper, a sensação de pânico novamente vindo em seu peito. Ele apenas balançou a cabeça, se levantando e indo até o bar. Encheu um copo de Whiskey, bebendo ele puro até quase vomitar. — Eu vou te levar no hospital agora mesmo. —
– Não. Eu tô bem. Só… Quero beber. Vem cá. — Ele abraçou Pepper, beijando sua cabeça. o cheiro de martíni misturado a whiskey estava deixando Pepper enjoada.
– Eu tenho que fazer alguma coisa. Não posso cruzar os braços e assistir a isso sem fazer nada. — Tony riu ao soltar de Pepper, andando pela sala de forma bêbada.
– Lembra quando você ficou bêbada? Você bêbada é muito mais engraçado do que sóbria. Beba comigo. — Pepper respirou fundo ao ir até ele, guiando para o quarto. Tony se deixou levar enquanto Pepper o colocava dentro do box, ligando o chuveiro. Ele deu um uivo ao sentir a água fria em sua cabeça e costas.
– Jarvis vai te manter na água enquanto eu pego algo para você beber com o remédio. — Ela o deixou debaixo da água, voltando para o quarto, pegando o remédio na gaveta. Saiu do quarto e foi para o bar. No frigobar, havia uma mistura de vitamina com frutas que o ajudaria a aliviar a ressaca. Sabia que seria difícil fazer com que ele bebesse, mas teria que tentar. Ao chegar no banheiro, Tony estava sentado com o jato de água caindo direto em sua cabeça. Para a surpresa de Pepper, ele não lutou contra a idéia de beber algo que diminuísse a ressaca, tomando a mistura com o comprimido em grandes goles até acabar. Agora ele já estava menos bêbado e mais sonolento. Ela apenas precisou deixar ele na cama que logo ele dormiu. Ela ficou por perto por mais um tempo até sair para tomar café. Ela se sentiu totalmente perdida, não sabendo e não podendo fazer nada. Mesmo que achasse uma saída para Tony, ele nunca aceitaria. Isso seria o mesmo que declarar que era um fracasso. Pepper achou melhor cuidar da empresa da Torre Stark mesmo, não querendo deixar Tony sozinho.

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Stella resmungou na cama ao procurar Steve pela cama, vendo que estava sozinha. Devia ser ainda muito cedo, pois o sol entrava quente pela janela. Ela olhou envolta do quarto e não havia sinal dele. As roupas de Stella estava arrumadas em uma cadeira ao lado da cama, junto de uma muda de roupa e um pequeno bilhete em um papel dobrado em cima.

“Bom dia. Caso acorde e eu não esteja aqui, fui buscar nosso café da manhã. Se quiser tomar um banho e se trocar, separei uma calça e uma camiseta minha que talvez te sirvam. Steve.”

Aquele simples bilhete deixou Stella sorrindo, no que ela correu a pegar aquela muda de roupa sem pensar duas vezes. Correu para o banheiro, tomando um banho refrescante. Cerca de dez minutos depois que Stella saiu do banho, Steve chegou com duas sacolas de plástico com o que pareciam frutas, pães, grãos e algumas outras coisas. Ele sorriu no momento em que colocou tudo em cima da mesa, indo até ela. Mesmo após o super soro e os treinamentos, Stella era muito magra para aquelas roupas, dando graças pela calça ser de malha, que provavelmente ele usava em treinamentos. Para Steve, ela estava linda como sempre ao se encostar no batente da porta, olhando para ele sorrindo. Steve não pensou duas vezes ao abraçar as coxas de Stella, levantando ela do chão sem muito esforço enquanto ela ria. Eles se beijaram entre as risadas por alguns minutos, até que Steve escutou o estomago de Stella roncar e ele a desceu de volta para o chão.
– Bom dia. — Ela finalmente conseguiu dizer, beijando os lábios dele uma última vez, ainda sorrindo.
– Bom dia. — Steve puxou a cadeira da mesa para ela, enquanto tirava as coisas da sacola.
– O que teremos de café da manhã, Chefe Rogers? — Ela ficou olhando enquanto ele separava as coisas. Além do que ela já havia visto que tinha na sacola, ainda tinha uma pequena caixa com seis ovos, uma caixinha de leite, presunto e queijo em pratinhos de isopor separados e alguns temperos.
– Surpresa. Tome um pouco de suco e coma uma fruta. — Ele sugeriu ao tirar uma caixa de suco de laranja da geladeira. Pegou um copo para ela e pegou o saco de frutas, deixando que ela escolhesse. — Precisa lavar elas antes. — Stella confirmou com a cabeça, pegando uma pêra da sacola, lavando ela na pia rapidamente.
Não demorou muito e o cheiro de ovos com bacon encheu o apartamento, enquanto Stella mexia em seu celular. Sua mãe havia mandado uma mensagem, falando que estava preocupada com Tony mas Stella procurou deixar a mãe tranquila. Quando viu um prato de ovos com bacon e pão passado na frigideira, Stella deixou o celular de lado e percebeu como estava faminta. Steve se sentou ao lado dela e eles comeram quase em total silêncio.
– Por mais que eu tenha adorado suas roupas, eu tenho que ir para casa para pegar as minhas.- Steve sorriu ao olhar melhor para as roupas em Stella. Estavam folgadas mas ficavam bem nela.
– Concordo. Mas continua linda nessa roupa militar. — Ela revirou os olhos, comendo o resto de seu pão.
– Pode deixar ela separada para quando eu dormir aqui. — Steve mastigou devagar o último pedaço de bacon, olhando de forma um pouco perdida para um ponto qualquer próximo de Stella. Ela riu ao franzir a testa, não entendendo a expressão dele. — Steve? — Ele olha para ela assim que escuta seu nome.
– Eu estava pensando em algumas coisas. — Stella prestava total atenção, tomando um gole do suco. — Mas talvez seja ainda muito cedo. —
– Eu posso ouvir a idéia, mesmo assim. — Ela sorriu encorajando ele a falar. Steve olhou para ela da mesma forma intensa que ele havia feito na festa, um sorriso ameaçando aparecer pelo canto de seus lábios.
– Em vez de separar algumas roupas, por que você não fica? — A surpresa de Stella ao ouvir aquilo foi vista por Steve como uma idéia ruim. — Como eu disse, talvez ainda seja muito cedo para isso. — Stella suspirou ao se levantar e ir até ele, sentando em seu colo.
– Você ouviu alguma palavra sair da minha boca? — Ela não perguntava de forma irritada, mas sim de forma divertida. Steve abraçou ela de forma carinhosa, enquanto ela olhava para ele sorrindo. — Eu quero isso. Eu quero estar sempre com você. — Steve afastou uma mecha de cabelo do rosto dela, esperando por mais palavras.
– Mas? — Ele perguntou sabendo que tinha algum problema.
– Mas que você ficaria totalmente ofendido se eu bancasse as despesas da casa. — Steve sorriu ao pensar no assunto.
– Eu posso ter dormido por muitos anos, mas para mim, ainda é dever do homem de pagar as contas.- Stella revirou os olhos.
– Homens… — Eles riram por alguns segundos e voltaram a pensar no assunto. Stella beijou os lábios deles demoradamente ao acariciar seu rosto. — Pode ir em casa comigo? — Ele assentiu enquanto Stella roubava uma mordida de sua torrada, se levantando. — Vou me trocar enquanto você termina de comer. — Ela foi para o quarto colocar a roupa de festa, mas ao olhar para ela e ver como as roupas de Steve eram tão confortáveis, ela desistiu e pediu um táxi. Steve não falou nada ao ver que ela iria daquele jeito mesmo para a Torre Stark, e ficou pensando em qual seria a reação de Tony ao ver a filha com as roupas dele.

Diferente do que Steve pensou, Pepper foi quem atendeu a porta quando eles chegaram no apartamento da Torre Stark.
– Bom dia, Steve. — Pepper sorriu ao cumprimentar ele. Stella correu para seu quarto, voltando com uma roupa mais confortável. Seguindo as recomendações médicas, Stella ignorou seus saltos e colocou uma sapatilha. Steve também havia trocado de roupa antes de sair com Stella.
– Como ele está? — Stella perguntou a mãe quando se sentaram para tomar café.
– Dormindo. Quer dizer, desmaiado. — Stella riu sem muito humor. — Ele bebeu uma garrafa de martíni inteira. Estou muito preocupada com ele. -

– Eu sei mãe. Mas você sabe que a minha teimosia não vem só de você. — Pepper suspirou longamente, mexendo em um tablet.
– Eu realmente me sinto perdida. Eu não posso obrigar Tony a ir a um médico. Principalmente em um psiquiatra. — Stella sabia muito bem sobre o que a mãe falava. Tony havia ficado um pouco perturbado, evitava ficar muito tempo longe dela e da mãe. E por mais que tentasse mostrar que não, ele sempre evitava New York, e se não havia outro jeito de não ir, ele ia e voltava no mesmo dia.
– Vamos ter que simplesmente esperar ele aceitar e ir sozinho. Ele é adulto. Sabe o que faz. — Stella falou enquanto olhava para o café fumegante em sua caneca. Colocar Tony Stark contra sua vontade em uma reabilitação era totalmente impossível. A menos que ele parasse de negar a situação.
– Mudando de assunto mãe. — Stella sorri para Steve, querendo compartilhar a idéia de eles morarem juntos. — Steve e eu estamos pensando em morar juntos. — Pepper olhou divertida para os dois, rindo logo em seguida.
– Querem a minha ajuda contra a fúria do super-pai? Porque ele vai enlouquecer quando souber.- Stella já sabia disso.
– Talvez tenha alguma esperança depois daquela nossa conversa. — Steve lembrou Pepper de quando Stella estava inconsciente. Ela ainda não tinha ouvido toda a história, e estava bem curiosa em relação a ela.
– Por que ninguém me fala dessa conversa? — Pepper olhou para Steve no que Stella ficou ainda mais incomodada com todo aquele mistério. — Hello! Eu to bem aqui! — Eles riram no que Stella ainda estava um pouco irritada.
– Por que vocês não vão dar uma volta e esperar até que Tony acorde? — Era cedo, por volta das dez da manhã. A única coisa que Stella podia pensar em fazer era compras. Steve já tinha outros planos.
– Sua mãe tem razão. Vamos esperar Tony acordar. — Stella não viu outra saída a não ser aceitar. Seu humor melhorou quando Steve mencionou que sua moto estava nos planos de aproveitar o dia.

A ideia de Steve não poderia ter sido melhor. A moto cruzou praticamente toda a New York, tanto pela parte “cidade” como a parte “campo”. A última vez em que eles haviam feito algo daquele tipo havia sido há muito tempo. A sensação do vento contra eles era a segunda melhor coisa que ela já havia sentido. Aquilo só perdia para a sensação de liberdade que ela tinha quando voava na armadura. Eles aproveitaram o passeio em silêncio, não conseguindo conversar por conta do vento e dos capacetes. Atravessaram várias pontes e estradas, sem parar para abastecer. A velocidade misturada as paisagens deixavam tanto Stella quanto Steve de bom humor e calmos. Era como se eles pudessem se sentir finalmente livres, sem precisar avisar a ninguém para onde estavam indo. Ninguém esperava por eles no final das contas. Tinham um ao outro e isso bastava. Quando viram, já era cinco da tarde e eles estavam famintos, e a moto já estava com pouca gasolina. Steve sugeriu de eles pararem em um restaurante de beira de estrada e almoçar por ali mesmo. Um pequeno restaurante sem muito luxo chamou a atenção deles, principalmente pelo cheiro de bacon com anéis de cebola empanada. Não pensaram duas vezes ao encher o tanque da moto e estacionar ela em frente a uma das grandes janelas do restaurante. Sentaram em uma mesa de frente para a moto, assim ficariam mais tranquilos se caso alguém começasse a olhar muito para a moto. Comeram sem pressa, até Pepper ligar para Stella avisando que Tony já estava acordado e que eles poderiam passar na Torre Stark para conversar. Steve olhou para Stella que pareceu animada com a conversa. ele não pode evitar de sorrir ao ver como ela parecia satisfeita com tudo que estava acontecendo, até que foi arrancado de seus devaneios por ela.

– Steve? O que foi? — Ele apenas pegou a mão dela, brincando com seus dedos.

– É bom estar finalmente tranquilo. Não ter nenhuma angústia e simplesmente te ver sorrir pra mim. — Stella olhou para as mãos deles, corando um pouco ao ouvir aquilo. Era tão bom ouvir aquelas palavras.

– Você não faz ideia de como eu estou realmente feliz com tudo isso. — Stella falou em um tom baixo, sorrindo enquanto olhava para as mãos deles. — Quero acertar tudo hoje. Quero ficar realmente com você, sem julgamentos, sem riscos... Só nos dois. Em paz.- Steve sabia muito bem por que ela falava aquilo. As semanas sem se falarem deixou um buraco enorme nos dois. Tudo isso por causa de intrigas e de riscos que não precisavam tomar. Agora, tudo estava calmo, não havia ameaça para combater. E eles finalmente poderiam agir como um casal normal.

– Vamos? — Ele a chamou de seus pensamentos, esperando ela concordar para deixar alguns dólares na mesa, antes de saírem para o estacionamento. Subiram na moto e tomara a estrada pelo mesmo caminho que vieram. Não estavam longe de Manhattan, chegando em apenas quarenta minutos de viagem. Durante todo o trajeto, Stella acariciava o peito de Steve por dentro da jaqueta, abraçando-o forte. Ele havia sentido falta daquele abraço forte. Ela o apertava não por medo de cair, mas por que não queria se desgrudar dele. A última coisa que passava pela cabeça de Stella enquanto eles andavam de moto, é que sofreriam algum acidente. Steve tinha reflexos bons e ela confiava totalmente nele.

Já era noite quando chegaram na Torre Stark. Tony já havia arrumado tudo para ir embora para Malibu, mas ele havia concordado com Pepper de esperar pela conversa com Stella. Quando ela chegou com Steve, ele segurou a vontade de fazer cara feia para eles que estavam de mãos dadas. Ele tomou outro gole de seu drink, apontando o sofá para eles.

– Como esta se sentindo, pai? — Ela perguntou ao ver o copo na mão dele, no que Pepper fez sinal de que tentou argumentar mas não conseguiu. Tony e Pepper se sentaram de frente para Stella e Steve no sofá menor.

– Estou ótimo. Mas o assunto não sou eu. Sua mãe disse que vocês queriam conversar. — Ele gesticulou para que eles começassem a falar, no que quando Stella abriu a boca para começar, Steve segurou a mão dela em sinal para que ele falasse.

– Acredito que se lembre da conversa que tivemos quando Stella...- Tony terminou de beber outro gole do whiskey e cortou Steve.

– Quando ela estava em coma, você veio com o papo de ficarem juntos e de pedir... — Pepper cortou Tony falando um pouco mais alto que o normal.

– O que seu pai quer dizer, Stella, é que nos já sabemos o que vocês querem pedir para nos. E justamente por isso, eu resolvi dar uma coisa de presente pra vocês. — Ela pegou uma caixinha preta de cima da mesinha ao lado do sofá, entregando para Steve e Stella. Ela não teve coragem de pegar a caixinha, pressentindo o que poderia ser. Começou a ficar com os olhos ardidos, querendo chorar ao pensar que seria alguma jóia e que Steve queria pedir ela em casamento. Entretanto, quando Steve abriu a caixinha, achou uma única chave com uma plaquinha parecida com um Tag junto dela. Stella não disfarçou que sua expressão desabou ao ver que não era uma jóia. Mas não sabia ao certo se sua decepção era de alívio ou por que realmente queria que fosse um anel.

– Uma chave? — Stella limpou a garganta, enquanto pegava a chave e lia a plaquinha. Havia um endereço gravada nela.

– É um apartamento para vocês. — Tony quase engasgou ao ouvir aquilo, cuspindo um pouco de whiskey no chão.

– O QUE? — Pepper olhou feio para Tony, e ele entendeu que não deveria abrir a boca.

– Mãe... Porque? Podemos morar no apartamento de Steve. — Pepper sorriu um pouco culpada.

– É apenas um presente. Se não quiserem, tudo bem. Eu dou um jeito de devolver. — Steve se sentiu mal com aquele gesto, não de forma ofendida, mas por que entendeu o gesto de Pepper com a filha.

– Nos vamos ficar com ele. — Steve olhou para Stella a encorajando. — O meu apartamento realmente não é tão bom assim de qualquer jeito. Podemos ir visitar para já cuidar da mudança. — Stella estava tonta com tudo aquilo.

– Espera ai. Então estava tudo combinado? Enquanto eu estava quase morrendo, vocês estavam já arranjando tudo? — Tony abriu a boca mas Pepper voltou a olhar feio para ele.

– Deixe tudo ir a seu tempo, filha. Steve queria ter certeza de que você estava segura antes de tomar qualquer decisão. E vocês não estavam bem. Eu me precipitei e comprei sem ninguém saber. É apenas um presente. — Stella agora quis chorar, pelo gesto que sua mãe teve, sabendo como Stella era. O endereço indicava o Brooklyn mas era bem provável que fosse um apartamento de luxo. Assim estariam no bairro que Steve gostava mas com o luxo que Stella nunca abriria mão. Tony fez menção de apontar algo, mas Pepper o puxou para o canto, brigando com ele. Steve ficou aliviado de Pepper ter afastado Tony e não ter acabado com toda a surpresa. Queria primeiro ver como as coisas ficariam e então conversaria com Stella.

Depois da discussão entre Pepper e Tony, eles avisaram que estavam voltando para Malibu ainda naquela noite. Mesmo contrariado, Tony não pode impedir que Stella ficasse na Torre Stark com Steve. Quando Pepper e Tony se foram, eles aproveitaram para tomar um banho e ficarem mais a vontade. Stella pediu o jantar para eles quase meia noite, enquanto eles assistiam a um filme qualquer que passava em um canal. Ficaram aconchegados um ao outro na cama dela vendo o filme, trocando carinhos e alguns beijos sem conversar muito. Por estarem um com o outro, já bastava.

No dia seguinte, acordaram por volta das onze da manhã. Na verdade Steve acordou mais cedo e procurou providenciar o café para eles, não resistindo a acordar Stella por volta das onze horas. Os carinhos e beijos para acorda-la acabou por deixarem eles na cama até quase uma da tarde. Steve mal conseguia caber em si de felicidade por ter dormido e acordado ao lado dela sem maiores problemas como uma ameaça de bomba ou o teto ameaçando cair sobre eles. Stella deixou Steve parar o que seria um segundo round entre eles, rindo enquanto ele ia para o banheiro para tomar um banho rápido. Ela o observou discretamente, até finalmente entrar no box e o surpreender com um beijo e um abraço embaixo do chuveiro.

– Temos que nos controlar. — Ele falou contra a boca dela, não em tom de quem repreendia, mas de quem estava prestes a perder o controle. Ela sorriu contra a boca dele, encostando as próprias costas na parede do box para que ele deslizasse as mãos por todo o corpo dela. Um gemido escapou pelos lábios dela ao sentir beijos pelo pescoço e as mãos de Steve por sua barriga e cintura. Era fácil perder o controle com Stella. O corpo dela parecia sempre chamar pelo dele, assim como o mais baixo de seus suspiros sempre o deixava excitado. Ela desligou o chuveiro, puxando-o para a cama enquanto se beijavam, sem precisar olhar por onde andavam. Logo que estavam na cama, ela não demorou a fazer com que ele a penetrasse, gemendo o nome dele ao sentir o contato. Steve tentava tomar cuidado por saber que ela não podia fazer movimentos bruscos por conta dos pontos em seu machucado, mas ela ignorava tudo aquilo ao sentar no colo dele. O beijo continuava da mesma forma intensa que havia começado no chuveiro, no que Steve aproveitou a distração dela com o beijo para inverter os dois na cama, ficando por cima. Stella choramingou com aquilo, um pouco frustrada por não poder se mexer da forma que queria.

– Isso não é justo. — Ela falou quando eles se ajeitaram na cama, vendo que o machucado dela começava a sumir. Steve riu ao beijar os lábios dela enquanto se movia lentamente para dentro dela.

– Já chega de machucados. E eu não quero abrir um que estava quase curado. — Stella mal ouviu o que ele disse, preocupada demais em gemer enquanto os movimentos se intensificavam aos poucos. Em pouco tempo ambos já estava gemendo, as unhas dela arranhando com vontade as costas dele enquanto ele apertava o quadril dela contra do dele. Não demorou muito para chegarem ao orgasmo, notando que já eram duas e vinte da tarde. Stella olhou de forma inocente para ele que sorriu.

– Entendeu por que eu digo que devíamos nos controlar mais? — Ela riu ao beijar ele antes de se levantar. Tomaram outro banho, desta vez individualmente, se trocando em pouco tempo para comer algo rápido e saírem para ver o apartamento.


O prédio era grande e fazia cerca de três semanas que havia inaugurado. Steve pode guardar a moto na garagem do prédio, assim que Stella mostrou o rosto para os seguranças do prédio. A chave indicava o trigésimo andar, o último e que indicava que o apartamento deles devia ser a cobertura. Dentro do elevador, tanto Stella quanto Steve ficaram ansiosos com o apartamento, no que Steve riu de ver Stella tão ansiosa e nervosa. Ele abraçou a cintura dela, beijando o topo de sua cabeça em um gesto mudo, querendo acalma-la. O elevador dava para uma espécie de sala pequena que dava para apenas uma porta dupla de madeira maciça. Stella foi na frente com a chave para abrir a porta, mas Steve a surpreendeu ao pega-la no colo, quase derrubando os capacetes que ela segurava, os óculos escuros quase indo junto. Ela riu com a atitude dele, que também sorria satisfeito.

– Feche os olhos. — Ele falou ao ajeitar ela sem muito esforço em seus braços. Ela abriu a porta com os olhos fechados, assim ele pode entrar sem maiores problemas. O local estava totalmente iluminado por todas as direções. Não havia uma mobília sequer. Uma fina camada de poeira começava a se formar no chão, o que indicavas que o local havia sido limpo há pelo menos uma semana. As janelas eram grandes o suficiente para mostrar que a vista tava para Manhattan, Brooklyn, a estátua da liberdade e o Empire State.

– Posso olhar agora? — Stella perguntou ansiosa, fazendo Steve se lembrar que ela estava de olhos fechados.

– Claro. — No segundo em que ela abriu os olhos, ela desceu do colo dele se esperneando, dando um gritinho excitado. Steve riu da reação dela, vendo ela andar por todo o apartamento, escancarando as portas por onde passava. Steve foi atrás dela pelo apartamento, se dando conta de que o apartamento caberia pelo menos uns trinta soldados, até se dar conta de que Stella falava em voz alta sobre o que eles poderiam fazer com cada canto do apartamento.

– Que ótimo, temos uma escada exclusiva que dá para o terraço do prédio onde tem um Héliponto, segundo o emblema na porta. Aqui temos espaço o suficiente para uma oficina modesta para uma ou duas armaduras minhas e algumas armas, assim como um local para seu uniforme e escudo. Vou pedir ajuda para o papai com a fiação, assim posso colocar a Simone no apartamento, assim como ele fez com Jarvis. Não precisaríamos nos preocupar com a casa, pois ela ficaria monitorando ela para nos dia e noite. Não acha uma ótima ideia? — Steve balançou a cabeça sem realmente prestar atenção. Ele olhava o Empire State pela janela, vendo como eles estavam altos. Stella abraçou ele por trás, quase não conseguindo por conta dos capacetes que carregava. Steve deixou os capacetes no chão, assim ela poderia abraçar ele melhor.

– Esse lugar é lindo, Steve. É perfeito para nos. — Ele se virou para ela, sorrindo ao se deixar contagiar pelo entusiasmo dela.

– Fico feliz em te ver feliz. — Ela sorriu ainda mais ao beijar os lábios dele de forma carinhosa e demorada, apertando os braços envolta do pescoço dele. Steve a tirou do chão com um abraço, fazendo ela rir contra os lábios dele. — Não me importa onde estamos. Se estou com você, isso basta. — Ele sussurrou contra os lábios dela, abraçando-a ainda mais forte.

– Esse lugar agora é só nosso. Nosso lar. — Ele concordou com a cabeça, beijando-a lentamente, mal cabendo em si de alegria com tudo o que estava acontecendo.

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Em poucos dias, Stella conseguiu encaixotar tudo o que queria levar para sua casa nova. Steve não teve tantos problemas como a namorada, já que seus pertences eram bem poucos e básicos. Stella resolveu se desfazer de muitas roupas, sapatos e outras coisas que não queria mais. Seu quarto tanto na Mansão Stark quanto na Torre Stark ficariam lá, prontos para ela caso um imprevisto acontecesse. Pepper ajudou Stella e Steve a encher o avião de carga da S.H.I.E.L.D com os pertences da filha, não segurando algumas lágrimas. Steve e Tony trocavam algumas palavras, mas na maioria das vezes era apenas Tony chamando Steve de vários nomes, tentando irritar o Capitão. Fora isso, Tony olhava feio para o salto alto que a filha usava, não tendo ainda plena certeza de que ela deveria estar usando aquilo.

– Eu não acredito que você vai ficar em New York. Minha menininha. — Pepper fungou ao abraçar a filha, fazendo com que Stella também fungasse ao tentar não chorar.

– New York fica há três horas daqui. Não é tão longe assim. pode me visitar sempre que quiser. — Tony e Steve observavam as duas, ambos sem saber exatamente como agir.

– Três horas é muito. Seu pai já abandonou a empresa. Se eu fizer isso, nos vamos falir. — Todos riram com que Pepper falou, no que sabiam que era verdade.

– Por isso você é a chefe agora. Vou continuar a ser o irresponsável de sempre. É o que faço de melhor. — Tony sorriu para filha que ainda estava sendo estrangulada pela mãe.

– Ta vendo mãe? Agora você terá um Stark a menos para cuidar. — Pepper soltou a filha com o rosto molhado, no que ela fez uma careta ao ouvir aquilo.

– Se eu não confiasse em Steve, eu ficaria ainda mais preocupada. — Stella revirou os olhos. Tony abraçou Stella, beijando sua cabeça demoradamente.

– Se ele fizer algo, já sabe. — Ele abaixou um pouco os lábios até a orelha da filha ao falar aquilo. Ela olhou para Steve, rindo ao ver Pepper abraçando ele.

– Me liguem quando chegarem lá ok? Por favor, não demorem a me telefonarem. — Pepper pediu enquanto a hélice do avião da S.H.I.E.L.D começava a rodar, causando muito barulho para a Mansão Stark.

– Sem problemas, mãe. Responsabilidade, Senhor Stark. — Stella gritou para ele. Tony colocou a mão atrás da orelha, fazendo uma careta.

– Bebida a vontade? Ok! — Ela revirou os olhos para o pai que sorriu, abraçando mais Pepper. Eles acenaram para o avião, no que Stella tentou acenar de volta. Steve abraçou ela ao beijar sua cabeça com um suspiro, vendo ela soltar algumas lágrimas, limpando-as rapidamente.

– Eles vão ficar bem. — Ele falou para Stella, enquanto ela via o por do sol de Malibu.

– Eu sei que vão. E nos vamos ficar também. — Ele concordou, enquanto deixava ela se ajeitar em seu peito, olhando sua antiga casa sumir aos poucos, conforme iam se distanciando. Por mais que o peito dela estivesse apertado com a partida, seu coração estava acelerado por saber que agora seria ela e Steve sozinhos, como ela tanto desejou naqueles últimos meses. Quem diria que o famoso Capitão America agora morava com a filha do Homem de Ferro, queridinha da América.



Fim da Fase 2.

Notas finais
Obrigada, muito obrigada mesmo por todo esse tempo que todo mundo acompanhou eu me esforçando para finalizar essa fic. Foi realmente um sonho realizado. Eu sempre quis ter uma fic bem escrita e finalizada e o fim da Strange Love significa muito para mim. Obrigada de verdade. Favoritem, espalhem a fanfic, comentem e recomendem ela, e eu ficarei muito mais muito grata por cada um que teve uns minutinhos pra ler a história. Obrigada. Roupa Pepper http://www.polyvore.com/pepper_take_care_me/set?id=114488650 Roupa Stella do Steve http://www.polyvore.com/steve_stella_next_day_talk/set?id=113178377 Roupa Stella: http://www.polyvore.com/stella_next_day_talk/set?id=113180704 Roupa Steve http://www.polyvore.com/steve_next_day_talk/set?id=113357745 Passeio de moto: http://www.youtube.com/watch?v=nMSWS0B_9Tw Roupa Stella: http://www.polyvore.com/captains_girl_stella_steve/set?id=110761027 Musica durante a mudança: http://www.youtube.com/watch?v=BHhbKgQ08es Ultima roupa Stella: http://www.polyvore.com/stella_next_day/set?id=114456547
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!