Strange Love
25 Capítulo vinte e cinco - Missão suicída
Notas iniciais
As três semanas que se passaram desda volta dos três para casa ocorreu como se não tivessem ficado fora por quase um mês. Agente Evans designado pela S.H.I.E.L.D. para tomar conta da empresa sob o controle e comando de Pepper aguentou tudo sem muitos problemas, sendo colocado como assistente júnior dela, com a permissão de Fury. Tony evitou voltar a sua casa em Malibu, preferindo ficar mais perto da filha e de Pepper, tentando conversar com Stella sobre Steve, sem muito sucesso.
Assim que Tony chegou em casa, percebeu que Happy parecia estranho, fazendo algumas perguntas sempre girando em torno de Stella.
– Ok, amigão, desembucha. — Tony falou sem rodeios para Happy. Ele suspirou, olhando rapidamente para o corredor que dava para os quartos.
– Sabe aquele cara, o Capitão América? — Happy falou enquanto Tony preparava um drink para si.
– Sei, o que tem ele? Apareceu no noticiário como herói da nação de novo? — Tony perguntou sem dar muita importância, pensando que talvez Happy tivesse visto Steve na tevê.
– Ele esteve aqui. — No segundo em que as palavras deram um clique no cérebro de Tony, ele derrubou seu copo no chão, no que ele se espatifou em mil pedaços. Happy se sobressaltou com aquela reação.
– O que? — Happy deu uma leve gaguejada antes de conseguir falar.
– Ele esteve aqui, encontrou com a Stella na porta do prédio... -
– Na verdade, senhor, o Senhor Rogers vem tentando se comunicar com a Senhorita Stark nos últimos dias. — Tony foi de preocupação com sua filha para a raiva enquanto ouvia o relatório de Jarvis.
– Como assim "nos últimos dias"? Ele tem "stalkeado" minha filha? Não te pedi relatórios constantes sobre ele, Jarvis? — Ele ignorou o copo quebrado no chão, fazendo outro drink rapidamente.
– Minhas desculpas, senhor. Mas a Senhorita Stark criou um pequeno software que não me permite compartilhar informações sobre o Senhor Rogers e suas tentativas de entrar em contato com ela.- "Típico", pensou Tony.
– Ela está em casa? — Happy confirmou com a cabeça.
– Sim senhor. Mas ela se trancou no quarto depois que ele saiu.- Happy completou.
– Quando foi isso? — Happy consultou o relógio de pulso mas Jarvis foi mais rápido.
– Trinta e dois minutos e vinte e sete segundos atrás, senhor. — Tony bufou, bebendo um grande gole de seu drink, praticamente marchando até o quarto de Stella. Ao chegar na porta, bateu cinco vezes seguidas, mostrando que tinha urgência.
– Stella, abra a porta. — Ele esperou até ter alguma resposta, mas nenhuma veio. — Querida, por favor, abra a porta. — Ele escutou um pequeno soluço vir do quarto. — Jarvis? — Uma pequena tela apareceu na porta do quarto, mostrando Stella sentada na sacada do quarto, uma garrafa de Jack Daniels em sua mão, já pela metade. — Stella, por favor, abra. — Pediu novamente, vendo ela limpar o rosto na manga do roupão, tomando mais um gole da garrafa.
– Destranque a porta. — Ela pediu fungando, no que rapidamente Tony ouviu um clique. Ele abriu a porta no segundo seguinte, indo direto até a filha. A última vez em que viu ela naquele estado, já fazia um certo tempo. Mas isso não evitou que ele sentisse uma dor no coração. Ele sabia muito bem como a filha era para tentar conversar, sentando ao lado dela. Ela apoiou a cabeça no ombro dele, chorando em silencio enquanto bebia da garrafa. Ele não soube quanto tempo se passou, mas quando viu, o sol já começava a deixar o céu laranja no horizonte de New York. Ela ainda bebia o whiskey, respirando fundo diversas vezes. Tony não era bom com aquilo. Pensou em Pepper, e como seria melhor se ela estivesse ali para amparar a filha. Mas então se lembrou de que as decepções de Pepper girava em torno dele, o que piorava a situação. Tentar consolar a filha quando ela própria já havia sofrido por ele não parecia ser um bom histórico. Tony suspirou, acariciando o cabelo de Stella.
– Quer que eu estoure a cabeça dele? — Perguntou de forma séria, tendo mesmo aquele desejo em mente. Stella riu de forma embriagada, limpando o rosto no roupão.
– Como eu posso ser tão burra? — Ela disse baixinho, fungando.
– Você tem se comportado de forma estranha desde que voltamos. — Stella se ajeitou encostada no pai.
– Sharon me falou algumas coisas sobre Steve. Você sabe, quando eu meti a porrada nela. — Tony sorriu ao ouvir aquilo, parecendo que ouvia a si mesmo.
– E o que a puta disse? — Stella suspirou longamente, olhando para o horizonte.
– Que ela deu uns amassos com ele. — Ela falou rindo, parecendo bem mais bêbada do que aparentava. Tony respirou fundo de forma lenta, apertando Stella mais perto de si.
– Eu sei que isso não soa como eu mas... Já passou pela sua cabeça que ela estivesse mentindo? — Stella olhou com muito esforço para o rosto dele, vendo um pouco embaçado.
– Ele confirmou.- Tony sentiu uma súbita fúria crescer em seu peito, travando o maxilar ao ouvir aquilo. Stella, no entanto, parou para pensar no assunto. Ele nunca tinha realmente dito com todas as palavras que ele tinha feito qualquer coisa com Sharon. Foi preciptada e aceitou as palavras da outra sem perguntar para ele. — Bem... Na verdade.... Eu nunca realmente perguntei e ele nunca realmente me respondeu com todas as letras. — Ele franziu a testa para o que ela disse.
– Vocês não conversaram? — Ela deu de ombros, e por um momento, ele teve medo de olhar para trás e ver uma camisinha usada no chão. Ela passou as mãos pelo rosto, deixando a garrafa de lado, abraçando as pernas ao desencostar do pai. Naquele momento, Tony desejou ter mais experiência em decepções amorosas que ele tivesse sofrido, e não que tivesse causado para poder ajudar.
– Eu odeio essa sensação. — Ela suspirou, vendo o céu ficar cada vez mais escuro. Tony olhou para as próprias mãos, ficando na mesma posição que ela.
– De...? -
– De não ter controle da situação. — Tony sorriu ao ouvir aquilo, parecendo ouvir a si mesmo falando.
– Não dá pra controlar tudo sempre. Infelizmente. Mas... — Ele passou a mão pelo rosto, olhando para a filha sem acreditar no que ia propor. — Converse com ele. Sabe... Vocês passaram por muita coisa. Missões, trones, bombas, S.H.I.E.L.D. — Ela olhou para o pai, chorando silenciosamente, sem acreditar que ouvia aquilo.
– Eu bebi demais ou você quer que eu faça as pazes com ele? — Tony repuxou o canto da boca em uma pequena careta, sorrindo de leve em seguida.
– Não, eu não estou dizendo isso. — Ele fez uma careta, não acreditando no que dizia. — O que eu estou dizendo é que você deveria pelo menos conversa com ele, já que se importa tanto.- Ela fungou sorrindo, balançando a cabeça ao rir baixinho. — Você é a minha filha e eu quero ver você feliz com quem você escolher. Eu não aprovo o capicolé mas... E eu sei que você ama ele. — Stella balançou a cabeça, suspirando longamente enquanto o álcool a deixava sonolenta. Foi preciso quase a garrafa inteira para que ela ficasse daquela forma, o soro combatendo a substância dentro de seu corpo.
– Fazer o que né? — Ela deu de ombros, no que Tony beijou sua cabeça demoradamente, abraçando forte.
– Droga, eu disse que eu podia te casar com um príncipe. Era só pedir. — Ela riu, fechando os olhos ao deixar o sono tomar conta. Em poucos segundos, Tony notou que ela estava caindo no sono, a pegando no colo para colocar na cama. Aquele simples gesto trouxe a mente dele as vezes em que ele a pegou dormindo pela casa desde pequena por diversos motivos. Como de costume, ele a cobriu até a barriga, sabendo que ela chutaria o cobertor em pouco tempo. Beijou a testa dela antes de se afastar para pegar a garrafa e seu copo de bebida, saindo do quarto tomando um longo gole do whiskey.
– Jarvis? — Ele pediu ao chegar na sala, guardando a garrafa no bar, fazendo um martini com três azeitonas.
– Sim, senhor? -
– Eu construí você. Você obedece a mim.-
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Nas últimas semanas, Sharon Carter apenas respondeu pelo sobrenome ou número de prisioneira. Durantes aqueles dias, ela tinha permissão apenas para sair por quinze minutos ao sol, escoltada por cinco agentes da S.H.I.E.L.D, assim como quando ia tomar banho. Refeições e utilização de um vaso sanitário eram dentro da cela 3x4. Na porta de sua cela, dois agentes a cada doze horas ficavam de olho nela. Aquilo começou a enlouquecer.
Fury apareceu três vezes durante todas aquelas semanas. Interrogou e tentou entender o por que de ela ter traído a S.H.I.E.L.D, sem sucesso. Dentro de sua cabeça, Sharon começou a arquitetar sua fuga.
Os agentes que ficavam em sua porta nunca eram os mesmos. Assim como as que a acompanhavam para o banho de sol, traziam sua refeição e a acompanhavam para o banho. Teria de usar sua rapidez e os anos de treinamento, assim como abusar da sorte que não sabia se tinha. Esperou até que fossem buscá — la para o banho, e assim que avistou a saída leste em um corredor entrou em ação. Sua mão direita foi direto para um ponto crucial da nuca de um dos agentes, derrubando no chão no mesmo segundo, arrancando a arma de sua cintura. Quando os agentes se viraram para deter ela, Sharon atirou em pelo menos três diretamente na testa, desviando dos tiros. Trocou de arma assim que a munição acabou, pegando mais duas. Ao passar pela porta da saída leste, passou sorrateiramente até onde eles mantinham os pára-quedas, pegando um antes de ser vista. As sirenes já soavam por toda a base, avisando que ela havia fugido. Não restava muito tempo. Fury foi informado rapidamente, correndo para a saída Leste junto de alguns agentes. Assim que ele a avistou no convés, ela já estava com o para — quedas nas costas, na beirada do convés. Antes que pudesse fazer qualquer coisa, ela lhe mandou um beijo no ar, se jogando a escuridão da noite.
– Quero pelo menos duas aeronaves atrás dela agora. — Fury falou para os agentes enquanto voltava para a sala de comando. não podia acreditar que ela havia ferido dois agentes e matado três, fugindo com um pára-quedas.
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Abaixo da base, aterrissando no gramado próximo ao cemitério Point Park em Virgínia, Sharon largou o para quedas para trás, enquanto se despia da roupa de prisioneira, prendendo o pente de munição de uma das armas em um seio, a outra arma no fecho do sutiã nas costas. Ela andou sem pressa até a via expressa que passava ali perto. Conseguiu parar um Range Rover prata com dois caras dentro, parecendo desesperada.
– Por favor, preciso de uma carona até o centro. — Falou no melhor tom desesperado para os dois, no que eles abriram a porta do carro para ela rapidamente. Sem que eles tivessem tempo para perceber, ela quebrou o pescoço do motorista, fazendo o mesmo com o carona logo em seguida. Não teve muitos problemas para jogar os corpos deitados no banco de trás, vestindo a camisa de um deles, acessando o GPS para saber exatamente onde estava.
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Tony estava bem aconchegado na cama, Pepper dormindo de forma tranquila a seu lado. Jarvis emitiu um bip baixo, indicando que estava recebendo uma ligação.
– Senhor, o Senhor Fury está na linha. Parece urgente. — Tony resmungou, se virando na cama.
– Tchau, Jarvis. — Disse de forma sonolenta.
– Senhor, meu sistema está sendo comprometido….- Jarvis foi interrompido pela voz de Fury, que fez Tony perceber que não estava sonhando.
– Espero não estar incomodando, Senhor Stark. — A voz tinha um tom de ironia, no que Tony abriu um olho, vendo o relógio no vidro da janela.
– Sabe que horas são? — Perguntou bocejando.
– Hora de levantar e voltar para a base. — Tony resmungou, passando as mãos pelo rosto, finalmente levantando.
– Tem mais aliens para mim? — Ele saiu o mais rápido que pode do quarto, não querendo acordar Pepper. Na sala, pegou um pequeno aparelho que servia de receptor de chamas na casa, escutando a voz de Fury. — O que aconteceu?-
– Carter fugiu da prisão. Preciso de você e da Stella para pegar ela. — Tony se serviu de um pouco de café, andando pela sala enquanto via o prédio ser banhado pela luz da manhã.
– São seis e meia. — Resmungou como uma criança mimada.
– Quanto mais cedo, melhor. Te espero na base em vinte minutos. — E desligou. Tony tirou o aparelho de seu ouvido, tomando o resto do café em um gole só. Stella não ia ficar feliz e provavelmente estaria de ressaca.
Quando ele entrou no quarto da filha, já soube na hora o que fazer. Não seria a melhor das idéias mas pelo menos a ajudaria a melhorar da ressaca. Sem que a acordasse, pegou Stella no colo e a levou para o banheiro, sentando ela na banheira embaixo do box. No que ele ligou o chuveiro no morno, ela acordou com um grito, assustada com tudo aquilo. Tony já havia feito isso antes mas a situação fora diferente. Ela precisava estar bem acordada para uma reunião muito importante de um projeto da Stark. Ela ficou brava com ele mas entendeu mesmo assim.
– Certo, agora que você ta bem acordadinha, toma um banho e eu te encontro na sala daqui a pouco. — Ela olhou pra ele extremamente irritada.
– Por que? — Ele suspirou.
– Ordens do Fury. —
Em cerca de vinte minutos, Tony terminou sua segunda xícara de café, já pronto em sua armadura, vendo a cara de Stella de poucos amigos. Ela também já estava em sua armadura que eles haviam conseguido arrumar. Não quis arriscar de perder o protótipo em que estava trabalhando. Em poucos minutos estavam no ar, seguindo até a base da S.H.I.E.L.D que se encontrava não muito longe dali. Ao chegarem na base, Fury já esperava por eles.
– Bom dia. — Stella fez cara feia no que Tony continuava sério.
– Pode explicar a situação? — Fury deu as costas, começando a andar em direção a porta.
– Aqui não. Vamos para dentro. — Eles andaram rapidamente em direção a sala de reuniões. Clint e Natasha já esperavam por eles, analisando um video que pareciam ser um daqueles de segurança. Stella sorriu rapidamente para Natasha, Clint fazendo um rápido aceno. Fury ficou ao lado deles enquanto Tony e Stella ficaram um ao lado do outro na mesa.
– Já que todos estão aqui, podemos começar. — Clint olhou envolta parecendo contar todos os presentes.
– Já avisaram o Capitão? — Stella suspirou, no que Natasha olhou feio para Clint.
– Ele está a caminho. — Fury se imitou a dizer. — A senhorita Carter fugiu ontem a noite por volta das uma da manhã. Achamos o para quedas da S.H.I.E.L.D perto do cemitério Point Park em Virgínia. Este cemitério é próximo a base onde estava o Coronel Jones em nossa última operação. — Um mapa apareceu na mesa, mostrando a localização da base e de onde encontraram o para — quedas. Realmente não era muito longe. Fury apontou para uma linha que cortava o mapa ao lado do cemitério. — Aqui fica uma rodovia e pelas imagens de câmeras de segurança e radar, obtivemos estas cenas por volta de vinte minutos após a fuga dela. — Fury apertou o play. Stella não esperou por áudio pois vídeos assim não gravam áudio. Na imagem, um pouco difícil de ver pela pouca iluminação, uma mulher de lingerie aparece abordando um Range Rover com dois caras dentro. Eles pareceram visivelmente confusos com a aparição dela, no que Sharon parecia desesperada.
– É, ela parece bem desesperada. — Stella comentou com ironia. O vídeo mostrou que eles a deixaram entrar no carro. Fury parou a gravação ali.
– Com a quantidade de câmeras no trajeto que Sharon fez, conseguimos um endereço que está no nome de Amanda Richmond. O mesmo nome que Sharon usava para trabalhar para o Coronel. — Stella olhava ainda as imagens, suspirando ao verificar que a placa era local.
– E os passageiros? — Stella perguntou em referência aos dois rapazes no veículo. -
– O carro pertence ao que estava dirigindo, Nicholas Tompson. Ele não foi visto ou entrou em contato com ninguém após as onze e trinta e sete de ontem. Shawn Hope, o passageiro e seu amigo também não entrou em contato com ninguém. — Natasha falou ao cruzar os braços. Clint analisava tudo friamente.
– Isso me parece duplo homicídio. — Tony riu.
– A ficha dela só está piorando.- Fury puxou um arquivo de um dos lados da mesa, mostrando um endereço.
– Esse é o endereço do apartamento. Preciso que analisem o perímetro e chequem o apartamento.- Todos concordaram com a cabeça, Stella já memorizando as coordenadas para o endereço. Tony fazia a mesma coisa.
– Ótimo. Vamos. — Tony já se prontificou a sair, mas Fury fez sinal para que ficasse.
– Eu ainda não terminei, Stark. Por precaução, quero dois de vocês no apartamento e os outros dois no prédio militar onde ficava a base. Natasha e Tony podem ir para o apartamento enquanto Stella e Clint vão para a base. — Eles já estavam saindo quando Fury completou. — Quero estar informado sobre tudo o tempo inteiro. -
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Tony e Natasha chegaram ao local com um pequeno jato. Pela primeira vez, Tony estava preocupado o suficiente para não fazer piadinha ou falar a todo momento com Natasha. Ela suspirou ao chegar ao local, estranhando aquele comportamento.
– O que houve com você? — Tony foi pego de surpresa pela pergunta.
– É sábado. Eu deveria estar em casa, tomando um drink. Pensei que toda essa coisa de missão tinha acabado. — Natasha chegou até a porta do prédio, pronta para arrombar a fechadura. — Posso? — Ele entrou na frente dela, já apontando sua mão para a maçaneta. Rapidamente ela desapareceu quando ele abriu um buraco no lugar.
– Quanta sutileza. — Ela falou ao entrar no prédio de três andares, correndo pelas escadas, fazendo um pouco de barulho.
– E ela vem me falar de sutileza… — Tony riu ao alcançar vôo, indo do térreo ao terceiro andar em segundos. Quando Natasha chegou a porta do apartamento 30, ele sorriu desdenhando.- Podia ter me pedido uma carona. — Ela ignorou, colando o ouvido na porta. Por alguns segundos nenhum dos dois se moveu, no que ela destrancou a porta habilmente com o que pareciam grampos próprios para isso, entrando no apartamento com a arma pronta. Eles checaram no banheiro, quarto, cozinha e sala. Nada.
– Pelo jeito ela veio aqui e foi embora. O carro não está na porta. — Natasha falou ao olhar as cartas e papeis do governo em cima da mesa da cozinha.
– Pelo jeito nos viemos aqui pra nada. — Fury chamou eles na escuta, no que Tony suspirou.
– Informações, Romanoff. —
– Está tudo limpo. Nem sinal dela e do carro.- Natasha olhava envolta como se ainda procurasse alguma pista.
– Quero que peguem toda a papelada, HD, cartão de memória ou pendrive que acharem, tudo o que possa conter informações úteis. — Natasha pegou uma sacola que estava ali perto, recolhendo os papéis da mesa.
– E quanto a Stella e o Legolas? — Tony perguntou ao ir até o quarto, procurando por pendrives.
– Eles estão bem. Nem sinal dela no local.- Tony revirou as gavetas sem se importar com as calcinhas e sutiãs que vinham em sua direção. Recolheu duas armas em uma maleta, ainda com o emblema da S.H.I.E.L.D, junto do cartão de acesso.
– Em pensar que eu te achei bonita. Filha da puta. — Tony falou para si mesmo, recolhendo tudo em um saco.
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Clint e Stella não tiveram problemas para voltar a base. O local estava isolado agora e só o que restava eram os vestígios da luta entre Abominação e Hulk. Eles permaneceram na entrada no local entre as árvores por um bom tempo, deixando Fury na escuta.
– Não há nada aqui, senhor. Talvez seria melhor entrar para verificar. — Clint sugeriu, odiando tanto quanto Stella por ficar parado.
– Não façam nada. Quero que continuem a vigiar a entrada. Tony e Natasha não acharam nada e… — A terra tremeu ao mesmo tempo que eles ouviram uma explosão vir de dentro do prédio. — Hawkeye, o que acontece? — Clint viu um ládo do prédio cair e avistou o carro da gravação.
– O carro que ela pegou está aqui. — ele informou a Fury. Stella disparou na frente até o carro, olhando seu interior. No porta malas estavam os corpos dos rapazes. Ela estourou o fecho do porta malas, abrindo para ver os corpos. Não precisou tocar neles. Simone analisou os corpos e constatou que não havia sinais vitais.
– Estão mortos. — Ela avisou tanto para Clint quanto para Fury.
– Entrem agora no prédio. — Stella novamente foi na frente, estourando a entrada para ambos. Sabia o caminho para a sala de comando e provavelmente Sharon estava ali. Tentou chegar até o elevador mas já estava bloqueado por escombros.
– A estrutura do local está danificada, Senhora. — Simone alertou enquanto ela brigava contra as parede que começavam a cair envolta dela, enquanto tentava abrir passagem até a sala de comando.
– Eu sei. Continue analisando.- Ela podia ouvir Clint atrás dela, tentando andar pelos escombros. O teto do segundo andar cedeu, caindo entre os dois.
– Eu estou bem. — Clint avisou, tossindo com a poeira.
– Fique na escuta. Estou tentando chegar a sala de controle. Quando conseguiu uma brecha, pode ver uma mão ensanguentada entre os escombros. Ao tirar alguns pedaços de parede do caminho, pode ver o rosto da pessoa. Quase desfigurada, Stella conseguiu ver que era Sharon. Ela segurava seu cartão de acesso com o nome de Amanda Richmond.
– Ela está morta. Morreu na explosão. — Stella avisou Clint e Fury. — Vou tentar ver se tem ainda alguma bomba ativada. —
– Volte imediatamente. — Fury falou sério. Ela ignorou ao continuar a andar em direção a sala de comando. Avistou algumas das bombas na sala, ignorando os alertas de Simone. — Stella, volte imediatamente para Barton. — Fury repetiu em tom urgente.
– Eu to bem. Eu consigo entrar e sair daqui. — No momento em que ela disse isso, um grande pedaço de piso caiu em cima dela, quase tirando seu fôlego ao bater nos escombros. Ela tossiu, estourando tudo no caminho, tomando cuidado para não detonar nenhuma bomba. Conseguiu avistar o painel de controle, vendo que emitia apenas um bip. Ao dar um zoom com a visão da armadura, percebeu que estavam fora de perigo.
– Estou voltando. Não corremos risco imediato, senhor. — Ela se agarrava a alguns escombros, escalando eles. O lugar desabou mais ainda, e ela se viu presa no que parecia o corredor do térreo.
Ela atirou com o repulsor para tirar algumas pedras dos escombros que caiam em sua direção, tentando chegar a porta que daria para a saída.
– Estou indo te ajudar! — Clint gritou para ela, que continuava a atirar com o repulsor.
– Até parece. — Disse para si mesma, voando pelo corredor estreito. O prédio começou a desabar mais assim que ela parou para tentar abrir a porta.
– Atrás de você, Senhora. — A voz de seu sistema a alarmou, mas Stella não conseguiu se virar rápido o suficiente. Um pedaço do concreto caiu, a prendendo do pescoço para baixo. Assim que o teto a atingiu, ela sentiu algo conseguir entrar em sua armadura, perfurando e prendendo sua perna entre o concreto e o chão.
– Stark? — Clint soou muito baixo e com falhas na comunicação.
– Estou presa! — Gritou com dor, enquanto seu sistema scaneava a armadura.
– Perfuração lateral interna na coxa direita. A artéria femural foi atingida, senhora Stark. — Respirou fundo tentando não entrar em pânico, enquanto ficava consciente de que poderia sangrar até a morte, sozinha.
– Stella, está na escuta? — A voz de Fury falhou duas vezes durante a transmissão.
– Estou sangrando. Estou presa. — Falou o mais rápido que conseguiu, sentindo o chão tremer e começar a ceder. A última coisa de que teve consciência antes de desmaiar, foi de sentir uma dor intensa no lugar do ferimento e uma voz que pensou que nunca mais fosse ouvir na vida.
– Fique acordada. Eu estou aqui.-
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