Strange Love

13 Capítulo treze - The Right Partner


Notas iniciais
Desculpem a demora. E para compensar, escrevi oito paginas para vocês. Acho que vou ser responsável pela morte de muita hoje UAUHAHUAUH. Responderei cada comentário ^^ não se preocupem. Boa leitura. PS: RECOMENDO QUE ESCUTEM AS MÚSICAS DIRECIONADAS A CADA PEDAÇO DO CAPÍTULO. ELAS VÃO DAR UMA MELHOR LEITURA!!*---*

Steve tinha acabado de colocar a roupa de “dormir”, quando escutou uma batida em sua porta. Quando ele se virou e abriu a porta, Sharon Carter esperava por ele. Ele engoliu seco, ainda se sentindo um pouco zonzo sempre que ela aparecia, não conseguindo achar normal a semelhança dela com Peggy.
– Atrapalho, Capitão?- Perguntou com a entonação que ele sempre ouvia na voz de Peggy quando se dirigia a ele. Ele demorou um pouco mais do que o normal para responder, mesmo assim apenas balançando a cabeça, indo até o banheiro para pendurar a toalha úmida. Quando voltou, ela ainda estava de pé na porta.
– Pode... se sentar. — Apontou a cadeira com a mão, se sentando na cama de frente para ela. Ela puxou a cadeira para perto da porta, sentando – se.
– Pensei que talvez quisesse conversar depois da declaração que fiz, Capitão.- Ele olhou para o computador por um momento, engolindo seco.
– Sim eu... Fiz algumas pesquisas nos últimos dois anos. — Ele juntou as mãos ao apoiar os cotovelos nas pernas.– Não consegui descobrir muito.- Ela assentiu, tirando um pendrive de seu bolso, olhando para o computador.
– Permita – me?- Ele concordou, lhe passando o computador. Ela plugou ele em uma entrada lateral, abrindo rapidamente uma pasta de arquivos. Virou o computador para ele, mostrando um arquivo em pdf.– Minha tia foi internada há mais ou menos sete anos, com alzheimer. Minha mãe não conseguia mais controla -la em casa, ainda mais quando tinha vezes em que ela insistia de que tinha de ir para a base da S.H.I.E.L.D. Várias vezes o comandante Fury teve de aparecer e explicar a situação para ela. Tinha dias em que ela não lembrava seu nome, e outros em que pensava estar sob o poder dos nazistas. — Ela passou algumas fotos de Peggy, mostrando ela com a farda, já mais velha do que era quando Steve a conheceu, logo aparecendo uma foto dela já bem velha, abraçando Sharon.– A única pessoa de quem ela sempre se lembrava, mesmo em crise, era você. — Em uma das fotos, Peggy dormia tranquila no que parecia ser um quarto de hospital, tendo uma porta-retratos pequeno com a foto de Steve como Capitão América. A foto devia ser de um jornal, pois era amarelada e em preto e branco. Ele sorriu, sentindo seus olhos arderem ao ver aquelas fotos. — Ela trabalhou por anos com o Sr Stark nas buscas ao seu corpo. Todos pensavam que você estivesse morto mas.... Minha tia sempre pensava que poderia lhe reencontrar- Ele olhou as fotos, as últimas mostravam ela no hospital, sorrindo ao lado da sobrinha e provavelmente de sua irmã.
– Acha que.... Que eu poderia visitar ela? —
Ele perguntou hesitante, olhando para Sharon que tinha um olhar estranho ao ouvir aquilo.
– Ela morreu há três anos, Capitão.- Disse de uma vez, sabendo o quão doloroso seria para ele. Steve passou as mãos pelo rosto, chorando baixinho, olhando para as fotos no computador. – Pensei que já soubesse mas o Comandante Fury me disse que não.- Steve ficou de pé, ficando de costas para ela ao se apoiar no batente da porta do banheiro.
– O que aconteceu? - Perguntou ao limpar o rosto com as mãos, mantendo a voz firme.
– Recebemos uma ligação de manhã reportando que ela havia morrido dormindo. Uma das enfermeiras tentou acorda- la para o café, e ela já estava...- Não terminou a frase, vendo Steve balançar a cabeça, fungando.
– Deve ter sido bom para ela...- Disse querendo convencer mais a si mesmo do que tudo. Seu peito doeu ao pensar que havia perdido a chance de ver Peggy uma última vez. Sharon se levantou e parou perto dele, passando uma mão por seu ombro.
– Ela iria ficar muito contente de vê-lo, se pudesse Capitão. Não tenha dúvidas disso. — Ele virou para ela, com os olhos ainda cheio de lagrimas, suspirando longamente. Ele balançou a cabeça se mantendo firme, evitando olhar para ela. Só de saber que Peggy estava morta e uma cópia viva dela estava ali com ele, sua mente rodava.
– Obrigado pelas fotos e por me contar tudo isso, Agente 13...-
– Pode me chamar de Sharon, Steve.- Ele assentiu engolindo seco.
– Certo... Sharon. Obrigado por tudo isso.- Ela sorriu de leve, passando uma mão pelo braço dele, consolando -o.
– Ela me contou histórias sobre você. Você é exatamente como ela descrevia.- Ele sorriu sem graça e pesaroso, no que ela virou um pouco o rosto dele para ela.– Ela gostava muito de você. E eu também...- Ele olhou para ela através das lagrimas em seus olhos, vendo tudo muito embaçado. Seu coração acelerou quando encarou seus olhos, suspirando longamente. Ele não sabia se estava sendo movido pela dor de saber a verdade, junto do desespero de saber que Peggy não existia mais. Quando ele percebeu, seus ouvidos não ouviam mais nada e seus lábios estavam nos dela. Sharon não fez nada para se soltar dele, passando seus braços pelo pescoço dele, sentindo suas mãos apertarem seu corpo contra o dele. Steve beijava ela da forma que queria ter beijado Peggy. Em sua mente, memórias turvas de “outra vida” se misturavam com o rosto de Sharon, fazendo com que ele beijasse ela com cada vez mais paixão. Ele segurou o rosto dela com ambas as mãos, parando o beijo ainda de olhos fechados, respirando fundo.
– Peggy....- Sussurrou sentindo as lagrimas escorrerem por seu rosto, abrindo os olhos. Sharon olhava para ele sorrindo, passando uma mão pela nuca dele de forma carinhosa.
– Eu sonhei tanto com isso, Steve... Desejei tanto esse beijo....- Confessou, se inclinando para beijar ele de novo. Ele segurou seu rosto, sentindo seu peito doer, mais lagrimas escorrendo por seu rosto.
– Eu não posso fazer isso com você. Você não é ela. — Ele falou se afastando dela com um passo, limpando as lágrimas de seu rosto.
– Mas você quer que eu seja. Se você sente algo por ela, você pode sentir por mim também. — Seu tom esperançoso fez Steve fazer uma careta, não querendo ouvir aquelas palavras que pareciam verdade em sua cabeça.– Dê – me uma chance, Steve. - Pediu se aproximando dele, limpando novas lagrimas que escorreram por seu rosto. Ele olhou para ela, segurando suas mãos, respirando fundo.
– Não posso fazer isso comigo e muito menos com você. Não é justo...- Ela ficou um pouco mais na ponta dos pés, beijando ele como antes, segurando seu rosto. Steve lutou contra o beijo, segurando ela pelos ombros.– Não faça isso.-
– Você tem uma segunda chance comigo, Steve. - Steve soltou ela, saindo do quarto em direção ao convés. Não aguentava mais ficar ali quando sua cabeça girava, deixando -o tonto e desnorteado. Sharon era igual a Peggy de várias formas. Mas não era justo ele projetar o sentimento de uma pessoa que se fora em outra por ser apenas parecida. Não era justo. Quando chegou ao convés, sentou – se em um banco, passando as mãos por seu cabelo. Ele pensou em Stella e nos dias que haviam passado juntos em Boston. Ele sentia algo muito forte por ela, mas não sabia se explicar. Amava cada centímetro dela, cada sorriso, o timbre de sua voz. Ela havia mexido com ele como Peggy. Mas elas eram muito diferentes e cada uma havia lhe conquistado de formas diferentes. Naquele momento de desespero, ele se viu considerando as palavras de Sharon, ainda sentindo o gosto do beijo em sua boca. Durante aquele beijo, ele havia se sentido com Peggy. Foi como se ele tivesse segurado ela em seus braços novamente, sentindo uma enorme vontade de dizer que a amava. Com Stella, ele não sabia se sentia o mesmo. Ele faria tudo por ela, mas Sharon havia lhe deixado confuso. Ele ficou com o rosto nas mãos, respirando fundo por um longo tempo.
– O que eu faço agora? - Perguntou em um sussurro para si mesmo, totalmente confuso.

–-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Stella e Natasha tinham acabado de entrar na boate Angel's e pegavam seus drinks ao sentarem na área vip quando o hostess da noite subiu ao palco.
– Boa noite gostosas e gostosos! Esta noite temos a ilustre presença da Senhorita “Estrela” Stark! - Ele apontou para Stella na área Vip com Natasha, fazendo todas aplaudirem ela.– A boa filha á casa torna. Sentimos sua falta, Stellinha.- Ela levantou seu copo para ele, gritando “eu também” em resposta.
– É ótimo estar de volta! — Falou para Natasha, perto de seu ouvido por conta da música alta. Natasha sorriu tomando um gole de seu drink, sem nem saber direito o que era.
– Eu já estou me sentindo meio “alegre”. Aquele “esquenta” na sua casa está fazendo efeito. — Stella gargalhou, virando o resto de seu Sex on the Beach, pegando outro com o garçom que passou.
– É assim mesmo. Bem vinda de volta ao meu mundo, Naty! — Saudou, brindando no copo já vazio da ruiva. Não demorou mais do que dez ou quinze minutos de conversa para elas estarem totalmente embriagadas, dançando totalmente soltas. Stella em quase meia hora de balada já estava em sua quarta taça de Sex on the Beach. Seu corpo já começava a ficar amortecido e tudo estava engraçado. Natasha dançava hora abraçada nela, hora de costa, depois de mãos dadas e depois com as mãos para cima. Ambas já não sabiam mais o que exatamente fazer enquanto dançavam.
Em certo momento, Stella deixou sua mente viajar, brincando sozinha com as luzes que hora focavam na área vip, hora na plateia. Sua cabeça tinha um turbilhão de cores e sensações, no que ela se entregava a todas elas. Em certo momento, Natasha abraçou ela por trás rindo, encostando seu queixo no ombro da amiga.
– Tem um moreno ali de olho.- falou no ouvido dela, dançando coladas. Stella olhou, e viu que ele comia as duas com os olhos, o que fez ela gargalhar. Ela pegou as mãos de Natasha e colocou cada uma em seu seio, olhando pra ele.
– Vamos brincar um pouquinho com a cabeça da criança. - Natasha concordou gargalhando de forma embriagada, apertando os seios de Stella por cima da roupa, ambas dançando cada vez mais no ritmo da música. O cara que estava perto do bar da área Vip não escondeu o quão excitado ficou com a cena, mordendo seu próprio lábio inferior, olhando para cada centímetro das duas. Stella virou de frente para Natasha, rebolando até o chão, passando as mãos pelo corpo dela ao descer, parando as mãos nas coxas da ruiva ao começar a subir, passando as mãos pelas pernas dela. Elas se encararam e Stella começou a gargalhar sem que o cara visse.
– Ele ainda está de olho?- Natasha confirmou contendo o riso, pegando mais um drink.– Essas crianças.- Falou rindo ainda mais, tomando um belo gole da bebida. Dois minutos depois, uma loira falou com ele, e eles saíram para uma área que sempre acontecia de casais se pegarem. Elas riram ainda mais, começando a bolar ideias.
– Acho que quem vai mandar é a menina.- Stella falou de forma maldosa, sobre eles.– Ela quem tomou a iniciativa. — Natasha riu quase se engasgando com a bebida ao ouvir aquilo.
– Capaz de ele apanhar se não pegar ela direito.- Stella gargalhou, concordando com a cabeça.
– Eu tava pensando.... Você pegou o Steve, não pegou? — Natasha perguntou terminando sua margerita, pegando um drink azul. Provavelmente um Blue Lagoon. Stella sorriu, tomando um belo gole de sua piñacolada.– Eu sabia! Stella Stark não ficar sem pegar um cara bonito.- Stella chutou ela de forma fraca, olhando para ela feio com o comentário.– Convenhamos: Steve Rogers é bonito. Não é meu tipo mas ele não deixa de ser o que é. — Stella suspirou longamente, dançando de costas para Natasha.
– Não quero falar sobre isso.- Natasha fez um pouco de esforço para ouvir ela, no que ela se debruçou na barra de segurança ao lado da amiga.
– Vai falar sim! Como ele é?- Stella olhou para ela quase revirando os olhos.
– Como é o clint?- Natasha sorriu de forma mais safada possível, passando a ponta da língua pela borda de sua taça, rindo baixinho.
– Gostoso, boa pegada e sabe satisfazer uma mulher.- Stella riu, não esperando que ela realmente falasse. Esqueceu que Natasha ficava quase que completamente diferente quando ficava bêbada.
– Bom pra você. - Falou rindo, voltando a sugar a bebida pelo canudinho com guarda chuva.
– Conta do Rogers. Todo mundo saber que ele é virgem.- Stella quase engasgou quando escutou aquilo.
– O que? Steve é virgem? Porra, Você tá zoando a minha cara?- Perguntou rindo ainda mais, no que Natasha gargalhou, se desequilibrando por um momento no salto. Ela fez que não com a cabeça.
– Então vocês.... Nunca? Pensei que tivesse levado ele para a cama faz tempo. - Stella ainda estava chocada.
– Você sabe muito bem que eu sou virgem, Naty. — Natasha fez um “o” perfeito com a boca, rindo em seguida.
– Pensei que não fosse mais...-
– Gente... Então é por isso que ele....- Natasha ergueu uma sobrancelha, querendo saber mais. – Nunca passamos do amasso inocente. Nem mão naquilo e aquilo na mão teve. - Natasha passou a mão pelo rosto incrédula.
– Eu não acredito. Você e Rogers, dois virgens.- Stella levanto um dedo, engolindo a bebida antes de falar.
– Em minha defesa: eu posso. Mulher virgem é umas das coisas mais difíceis de se achar hoje em dia. E ele é homem, serviu a guerra...- ela revirou os olhos bufando. – Esqueci. Ele devia bater punheta pra Peggy nos intervalos da guerra. Pelamor...- Falou irritada, se lembrando da Agente 13 por um momento. Natasha se acabava de rir com que ela havia dito – Responde uma coisa com total sinceridade? — Ela confirmou com a cabeça, respirando fundo, tentando parar de rir. – Acha que a tal da Agente 13 tem chances? - Natasha ficou séria por um momento, respirando fundo.
– Olha.... Ele é virgem.... Ele não te pegou.... Ela é a cara da Peggy.... E ele não pegou ela.... difícil viu....- Falou olhando muito interessada para seu terceiro copo de Blue Lagoon. – Acho que tem uma pequena chance por ela ser a cara da Peggy mas.... Ele parece ser bem direito e parece gostar muito de você. Ele ficou muuuuuito preocupado quando você foi raptada....- Ela falou de forma já um pouco grogue, típica de bêbados. Stella evitou pensar no assunto, voltando a dançar enquanto bebia.
– Quer saber? Vou terminar com isso logo. Vou prensar ele. Ou rola ou nada feito. — Falou entregando a taça vazia para o garçom que passou, rebolando até o chão.
–-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Tony já estava na terceira lata de energético, quando se levantou. Bruce olhou para ele rapidamente, vendo ele andar até a janela pela visão periférica.
– Não acha que está tudo um pouco calmo demais? - Tony tomou o primeiro gole da lata, olhando para Bruce. Ele parou de digitar no computador por um momento, olhando para Tony em resposta muda.– Nada de brigas, nada de ataques ou discussões. Estranho.- Bruce tirou os óculos do rosto para coçar os olhos.
– Deveria ser um bom sinal. Hammer está preso sob nossa proteção, temos uma noite tranquila de trabalho. - Tony riu. Banner sabia que era um som de deboche. — Diga o que quiser, mas é verdade. -

– Claro, Bruce. Mas vamos pensar por um momento: Hammer não ficaria tão quieto assim por nada. Não acha que ele ainda pode estar comandando algo daqui? - Bruce franziu a testa, olhando fixamente para o amigo.
– Comandando o que, exatamente, Tony? - Perguntou confuso. Tony tomou outro gole do energético, balançando a cabeça.
– Códigos para o governo, repassando informações, avisando o que estamos fazendo, não sei. Mas sei que ele não é de ficar quieto. -
– Se quiser, pode ir até a “sela” dele quando quiser. -
Lembrou ele, voltando a digitar no computador.
– Você não fica preocupado?- Ele deu de ombros.
– Stella já tem quase metade da fórmula pronta. Em mais um ou dois dias, podemos ter o “antídoto”. Não preciso ficar preocupado.- Tony parou quase ao lado dele, olhando bem para seu rosto, como se nunca tivesse olhado para ele antes.– O que foi? - Perguntou incomodado.
– Nada. Só que me parece muito estranho você todo calmo. – Bruce riu.
– Não estou “calmo”. Estou... tranquilo. Steve e eu estamos sob a proteção de Fury, assim como Hammer. Não tenho o por que ficar preocupado.-
– Disso você tem razão. Mas você não está pensando em utilizar o soro em sí mesmo, está?-
Tony perguntou depois de ver Bruce analisando a fórmula do anti soro com um sorriso esperançoso.
– Claro que não, Tony. Estou bem com o grandão.- Tony ainda olhava para ele desconfiado.
– Que bom. Por que você deve isso a ele. Não seria justo acabar com ele assim.-
– Assim como, Tony? —
Perguntou levemente irritado.
– Assim como se fosse uma verruga que você pode remover com ácido.- Bruce suspirou longamente, tirando os óculos.
– Tem razão. Ele não é uma verruga, é um câncer. Um tumor cerebral do qual eu não posso me desfazer. E eu aprendi a conviver com essa minha nova condição. Não vou me desfazer do grandão. — Tony olhou bem sério para ele, colocando uma mão no ombro do amigo.
– Assim espero, Bruce. Você deve muito a ele. Não pode se desfazer de algo que pode te salvar a vida outra vez, se necessário. - Ele assentiu, pegando o energético da mão do amigo, tomando um gole.
– Em relação ao Hammer. Acho que ele está meditando. Fury fez questão de revistar ele. Ele não pode ter nenhuma escuta com ele. A menos que esteja em seu cérebro.- Brincou.
– Mesmo assim, ele deve estar analisando tudo o que acontece. Maquinando alguém coisa naquela cabecinha de merda. - Falou quase em um rosnado, tomando um gole do energético, sentindo o peso dele diminuir. Logo teria de pegar outra lata.
– O que quer que ele esteja organizando, não pode colocar em prática aqui. — Bruce repetiu, analisando o quadro no computador. Tony também olhou, vendo ele formar uma cadeia de códigos, parecidos com o de DNA, vendo a tela se dividir entre o DNA limpo de Steve e o DNA contaminado pelo soro.
– Acha que está funcionando? - Bruce balançou a cabeça de forma incerta, começando a copiar a analise final em um caderninho surrado.
– Aparentemente sim. O computador conseguiu remover até quarenta e sete porcento do soro do DNA original do Steve. O que de certa forma é bom. Podemos dar uma enfraquecida em quem usar o soro. Mas o bom seria se anulasse cem porcento. — Tony terminou de beber o energético, amassando ele facilmente ao pisar nele com força. Jogo a lata no lixo, pegando outra lata fechada no frigobar.
– O que acha de testarmos no Capicolé? — Bruce parou as anotações, olhando sério para ele.
– É arriscado, Tony.-
– Sim. Mas com quem mais nós poderíamos testar?- Tony passou a lata para Bruce, quando o mesmo fez sinal com a mão para tomar um gole.
– Se isso der errado, perdemos o soro completamente. Steve é o único que tem a fórmula original. -
– Então devemos achar um voluntário. -
Tony constatou, olhando para a tela do computador.
–-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Já eram quase quatro da manhã. Stella e Natasha estavam tão bêbadas e alegres na balada que mal sentiam seus pés. Dado certo momento, elas se separaram. Natasha acabou conhecendo um moreno bem interessante, indo conversar em particular com ele em algum canto. Stella estava dançando de olhos fechados sob as luzes, o copo de martini rose com morangos em uma mão. Ela sentiu alguém se aproximar por trás, abraçando ela. Seus olhos procuraram foco, sorrindo para o estranho. Seu sorriso sumiu quando seus olhos focaram no rosto que ela mais desejava ver naquele momento. Steve.
– O que você está fazendo aqui? - Perguntou em voz alta, tentando se sobrepôr a música. Ele sorriu, apertando a cintura dela, prensando ela entre o ferro do parapeito e seu próprio corpo.
– O mesmo que você, gostosa. Que tal uma dança a dois? - Ela piscou algumas vezes, vendo melhor com um flash do holofote o rosto dele, constatando que não era Steve. Sua bebedeira começou a afetar sua visão, no que ela riu tentando se soltar.
– Muita gentileza sua mas, eu prefiro ficar sozinha. — Quando ela fez menção de sair dali, ele virou ela de frente para ele. Quando ficaram cara a cara, ela voltou a ver Steve naquele estranho. Sem querer, seu nome escapou por seus lábios.
– Não sou esse Steve, querida. Mas posso ser, se quiser. — Ela tomou um gole de seu martini, sabendo que sua cabeça doeria na manhã seguinte, vendo sua visão embaçada. Pensou na Agente 13 e em Steve sozinho com ela na base da S.H.I.E.L.D. Respirou fundo antes de sorrir, tocando o rosto do estranho ao ver o rosto dele solidificar o de Steve bem a sua frente, o sorriso que ela tanto gostava bem ali só para ela.
– Steve... — Sussurrou, beijando ele com vontade, sendo novamente prensada contra o parapeito. Sentiu as mãos dele a apertarem, sentindo a ereção por entre suas pernas. Eles se beijavam de forma confusa, assim como as mãos dele que não paravam em um só lugar. Ela gemeu de forma involuntária quando ele prensou o corpo dela contra si próprio, apertando um de seus seios por cima da roupa. Em um momento de consciência, ela olhou para o rosto do estranho e viu que ele não era quem ela queria. Empurrou ela devagar, pedindo para que ele se afastasse. Assim que conseguiu espaço, correu para a sacada da área vip, sumindo na multidão. Sentiu se então suja, cuspindo na rua, tomando o resto de seu martini para tirar o gosto daquela boca estranha de sua própria. A vontade de chorar ardia seus olhos. Ela pediu um cigarro para uma estranha, um cigarro de menta. Quase nunca fumava, apenas quando saía para baladas, isso quando ficava tensa ou queria apenas sentir o gosto de menta do cigarro em sua boca. Deu uma longa tragada, olhando para a estátua da liberdade por uma fresta entre os prédios, pegando um copo de uma bebida forte qualquer. Quando deu o primeiro gole, notou que era alguma mistura de vodka com whiskey. Tomo mesmo assim.

– E ai? Te procurei por toda a parte. Por que você tá fumando? — Natasha perguntou vendo ela dar um trago no cigarro, soltando ele lentamente em seguida.
– Eu não presto. Estava quase fodendo com um cara agora mesmo ai no parapeito. - Natasha tomou um gole da bebida da amiga, se encostando no parapeito da sacada ao lado dela.
– E...? — Stella olhou para ele por entre a fumaça do cigarro.
– Eu amo o Steve. E eu sei que ele também me ama. Eu não deveria estar fazendo isso....- Constatou, dando outra tragada longa no cigarro.
– Bem... Vocês não tem nenhum compromisso selado. Tem? — Stella negou com a cabeça, tomando um gole da bebida.- Então não deve se sentir culpada.-
– Mas os meus sentimentos estão comprometidos. - Falou com raiva, sentindo os olhos arderem novamente. – Por que tem que ser difícil assim? Por que ele não esquece toda a porra do passado dele e vive normalmente comigo? - Natasha ficou sem saber o que dizer, tomando outro gole da bebida dela.– Eu...Eu amo ele? Eu sinto falta de abraçar ele, sinto falta dos beijos, de dormir abraçado. Quando estamos juntos ele me passa segurança. Ele é divertido e carinhoso...- Natasha riu, deixando Stella confusa.
– Isso é amor, Stella. Você só acha difícil de identificar por que, como uma boa Stark, nunca havia sentido antes.- Stella tomou todo o resto de sua bebida, rindo de forma bêbada, terminando de fumar o cigarro.
– Amor é uma bosta. Preferia ficar sem saber o que isso é. Não ajuda ninguém.- Bufou o resto do trago, jogando ele em direção a rua.
– É eu sei... Mas não podemos fazer nada quando sentimos isso, não é?- Ela olhou bem para Stella, virando o rosto da amiga na direção dela com a mão em seu queixo.- O amor machuca, mas aprendemos a ser masoquistas. Se não, por que tantos pediriam por amor?- Stella riu, respirando fundo.
– Sou uma Stark. Eu aguento. - Ela constatou sorrindo ainda mais, se virando para pegar mais um drink.– Vamos. Eu quero dançar até cair. Eu mereço.- Puxou Natasha com ela para voltarem a dançar.
–-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Quando o sol começou a aparecer por entre as nuvens, Steve ainda estava acordado, atordoado e totalmente confuso. Ele não tinha sentimentos por Sharon, mas ela o deixava confuso. Sempre que ele olhava para ela, via Peggy a sua frente. Por isso evitou ela pelo caminho de volta a seu quarto. Quando chegou lá, trancou a porta e fechou a janela. Não ficaria perto dela tão cedo. Steve não se sentia totalmente seguro em relação a Stella. Sentia algo forte, fazendo com que seu coração disparasse sempre que a visse sorrir, tendo vontade de proteger e cuidar dela sempre que possível. Muitas vezes ele se pegou olhando ela dormir, ficando feliz ao ver a expressão tranquila em seu rosto. Sentia medo de ver ela chorar ou de ver ela sofrendo. Sentiu falta de um ombro amigo naquele momento, alguém com quem pudesse desabafar. Infelizmente, ele não tinha alguém assim na base da S.H.I.E.L.D. A única pessoa com quem podia conversar era James Barnes. Ou Bucky como ele e todo o resto chamava ele. Com sua mente lembrando dos problemas em que ele costumava ser salvo por James, ele adormeceu em sua cama, o computador ligado na tela dividida entre Stella e Peggy.

Seus olhos se abriram para uma Brooklyn dos anos quarenta. Ele vestia sua roupa do dia a dia, com um sobretudo bege por cima. Ele estava parado na esquina de sua antiga casa, de onde ele podia ver um antigo bar em que ele encontrava James. Esperou os carros passarem para correr em direção a porta do estabelecimento. Dentro, ele encontrou James de farda militar, rindo ao lado de uma bela morena, sentado ao bar.
– Steve! — Ele sorriu largamente para ele, se soltando da morena para abraça -lo. – Lembro-me de você bem mais magrelo.- Steve sorriu, retribuindo o abraço, sentando ao lado do amigo.
–Também é bom te ver, Bucky.- James se virou para a morena, apertando sua cintura.
– Pode nos dar um minutinho, querida? Obrigado. — Ele beijou a bochecha da garota que saiu dando risinhos. James pediu mais duas cervejas, tirando seu chapéu do balcão.– Você não está com uma cara boa. O que te perturba, amigo? — O barman colocou as duas canecas de cerveja entre eles, no que Steve sorriu de forma sem graça, sabendo que não conseguia esconder nada de James.
– Bom, é um tanto embaraçoso conversar sobre isso com você. Mas você é a única pessoa que conheço que poderia me dar algum conselho.- James riu, tomando um gole de sua cerveja, seus olhos percorrendo o salão.
– Venha. - Ele bateu no ombro do amigo com o chapéu, indicando uma mesa nos fundos. – Vamos conversar.- Steve pegou sua cerveja, seguindo o amigo. James sentou-se mais confortável na mesa, deixando seu chapéu próximo a janela. Ele olhou para Steve, analisando ele por um momento.– Algum problema com aquela sargentona? Ela está te dando uma dura?- Perguntou se referindo a Peggy, fazendo Steve sorrir ao tomar um gole da cerveja.
– Antes fosse. Com ela, tudo talvez fosse mais fácil.- James ergueu as sobrancelhas, sorrindo sacana.
– Outra garota? Steve Rogers virou um arrasa quarteirão? - Debochou, arrancando alguns risos do amigo.
– Está me confundindo com outra pessoa, Bucky.-
– Ah é verdade. Esse sou eu. - Eles riram ainda mais, tomando outro gole de cerveja. Bucky ficou um pouco mais sério. – Mas então? Conte-me. Quem é?- Steve olhou para a janela por um momento, suspirando longamente.
– Ela é filha de um parceiro de batalha. Nós não nos damos muito bem...- Steve olhou para sua caneca de cerveja, tentando explicar a situação.– Nos envolvemos mas... Peggy se foi e agora tem a sobrinha dela que parece estar apaixonada por mim.- Ele desabafou, olhando para o amigo, que olhava para a própria cerveja como se analisasse um mapa de guerra.
– Entendo... E você sente algo por essa sobrinha da Sargentona? — Steve deixou seu olhar se perder, sem realmente focar em nada enquanto pensava.
– Não sei. Ela lembra muito a Peggy, o que me confunde. Mas Stella...- Suspirou.– Eu sinto que devo proteger ela. Quando a vejo sorrir, eu sinto uma dor no peito... Não sei me explicar, Bucky. - James riu, tomando um gole da cerveja. – Fiquei ainda mais confuso quando ela me beijou, pedindo uma chance.-
– Essa Stella ou a outra? —
– A outra, Sharon. Com ela, senti que podia ter uma outra chance com Peggy. Levar a vida que eu queria quando a guerra acabasse, e eu pudesse voltar para casa tranquilo.- James respirou fundo, analisando bem as palavras do amigo.
– Você sabe que não pode voltar no tempo, Steve. Se você não pode viver com Peggy, não pode colocar ela na sobrinha. Isso seria ridículo.- Riu baixinho.
– Eu senti... Eu beijei ela em retorno. Eu quis o beijo. Eu quis ter ela.- Ele falou com um tom um pouco desesperado.
– Somos homens, Steve. Qualquer mulher que se apresente de forma agradável pode nos dar essa sensação. Rachel mesmo. — Ele apontou para a morena de quando Steve havia chegado no bar, que agora conversava com outras duas meninas.– Ela é bonita, tem boas curvas. Se não fosse por esse bar cheio, eu já estaria fazendo um grande estrago nessa mesa. - Riu ainda mais, deixando Steve um pouco sem graça. – Vontades é normal. Mas compare o que você sente por ambas.- Steve parou para pensar quando ouviu aquilo. – Quem você desejaria proteger de todas as formas? Quem você vê antes de dormir? Quem você vê sorrindo ao seu lado no final da sua vida? Isso faz a diferença. — Ele apontou, tomando quase todo o resto da cerveja na caneca.– Você pode projetar o futuro que você queria ter com Peggy nessa Sharon. Mas você ficaria feliz em fazer isso? Ficaria feliz de abrir mão de um sentimento novo?- Ele se lembrou da raiva e do ciúme que sentiu quando viu Stella com Hammer. Da sensação do primeiro beijo deles, da urgência de abraçar e cuidar dela quando viu ela chorando por tudo que estava acontecendo. Com Sharon, ela havia se aproveitado de um momento de fraqueza, projetando Peggy em si mesma para confundir ele.
– Você já se apaixonou, Bucky? — Ele sorriu em resposta, tomando o resto da cerveja, fazendo sinal para o barman mandar mais.
– Muitas e muitas vezes, meu amigo. Mas amor de verdade vai além de uma boa noite de sexo, de um sorriso ou um olhar. Você sabe que ela é a garota certa quando você não pensa ao lado dela. Que coloca o bem estar dela acima do seu. Quando imagina o sorriso dela para você todas as manhãs. Que possa voltar para casa e ter alguém que vai dizer que sentiu sua falta. Isso é o que importa de verdade.- A morena, Rachel, apareceu com outras duas canecas cheias de cerveja, beijando James nos lábios de uma forma um pouco demorada demais. – Volte a conversar com suas amigas, está bem? Não vou demorar. -
– Você já disse isso. — Ela falou com um risinho, acariciando o rosto dele antes de voltar para a mesa que estava com as outras garotas.
– Então não seria uma boa ideia...- James negou com a cabeça.
– Essa outra garota... Stella... Você sente algo mais forte quando está com ela. Deve ter a foto dela no bolso, certeza. - Ele apontou para o peito de Steve, e só por reflexo, ele vasculhou o bolso do sobretudo. De forma surpresa, ele retirou uma foto de Stella de seu bolso, entregando ela a James. Ele assoviou em resposta, sorrindo largamente.– Nossa. Ela é... espetacular. Parabéns, amigo. - Steve sorriu, pegando a foto das mãos dele.
– Ela não parece sentir o mesmo.- Falou um pouco desolado, olhando a foto de Stella.
– Você é ela? Você já a perguntou? — Steve negou com a cabeça. – Como pode saber então?- Steve suspirou longamente, fechando os olhos de forma automática ao lembrar da primeira vez que dançaram. Era como se ele já a conhecesse ela há muito tempo.
– A parceira ideal.- James falou as palavras que ecoavam na cabeça de Steve, sorrindo antes de beber sua cerveja.
– Sinto sua falta, amigo.- James riu.
– Não sinta. Viva. Eu estou muito bem aonde estou. — Sorriu ainda mais, no que Steve guardou a foto de volta em seu bolso interno, se levantando. James fez o mesmo.
– Cuide – se. — Eles se abraçaram, um dando um tapinha nas costas do outro. – Obrigado pela conversa.-
– Fique longe de brigas. Pode ter ficar maior, mas continua sendo aquela magricela irresponsável do Brooklyn para mim. — Steve sorriu ainda mais antes de andar em direção a saída do bar. Quando ele chegou ao outro lado da calçada, viu Rachel voltar a sentar no colo de James, o mesmo parecendo extremamente feliz ao colocar seu chapéu na cabeça dela.
– Adeus Bucky. — Ele falou para si mesmo, antes de abrir os olhos e ver o teto de seu quarto na base da S.H.I.E.L.D, acordando do sonho.
–-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Notas finais
Música de quando elas entram na balada: David Guetta vs Flo rida vs LMFAO vs ... - What The Fuck [ Mash Up 2012 ] http://youtu.be/Dm6FxCtET_0 Música de quando elas estão olhando as pessoas dançarem. Usher vs. Rihanna - More S&M Mash-Up http://youtu.be/k5qK7-21_GE Natasha e Stella conversando sobre Clint DJ Earworm - Fly (Capital FM Summertime Ball Mashup) http://youtu.be/SH0IYcwkU50 Stella ficando com o cara na balada Jessie J Vs. Rihanna - We Found Domino http://youtu.be/_BQGj8n8GI4 Stella fumando um cigarro pensando em Steve Avril Lavigne - Wish You Were Here (John Abroad Remix) http://youtu.be/Ijbk0-wizzE Sonhos do Steve com Bucky (Echo - Jason Walker http://youtu.be/QIeQbXukmBw ) Bucky pergunta de Stella Jared Evan - Yellow http://youtu.be/boqedFmfuJk )