Strange Love
10 Capítulo dez - Escolha Não Intencional
Notas iniciais
Capítulo Dez — Escolha Não Intencional
Quando ela acordou, precisou parar um momento para pensar no que tinha acontecido na noite passada. O braço forte de Steve abraçava sua cintura com vontade, respirando contra seu pescoço de forma tranquila. Ela se virou lentamente para encarar ele, sorrindo ao ver seu rosto sereno e calmo, dormindo profundamente. Ela teve de ir contra sua vontade de continuar na cama, tirando o braço dele com cuidado de sua cintura. Ele se mexeu, se ajeitando na cama sem ela, enquanto ela saia do quarto, com uma muda de roupa na mão, fechando a porta.
Ela se trocou, penteando o cabelo, escovando os dentes rapidamente. Pensou em fazer o café mas teve medo de botar fogo na casa novamente. Pegou então o cartão da mesa da sala, saindo para a padaria que tinha visto ontem no caminho para casa.
– Bom dia. — A mulher cumprimentou ela, sorrindo.
– Ótimo dia. Por favor, um café com lente e um café puro, os dois bem grande, para a viagem...- Olhou para o balcão de pães, fazendo sinal para a mulher esperar um minuto. - E também dois croissãs de presunto e queijo e duas rosquinhas de chocolate. - Falou apontando para eles no vidro, no que ela entregou para Stella no balcão em uma sacola separado dos dois copos. Ela pagou rapidamente correndo para casa, aliviada por Steve não ter acordado. Preparou tudo em uma bandeja, os croissãs e as rosquinhas em pratos separados, colocando as bebidas em xícaras.
Ela escutou um barulho baixo vindo da cama, sabendo que ele deveria estar se mexendo, o que ela aproveitou para acordar ele para o café. Abriu as portas devagar, deitando na cama novamente, passando seu nariz de forma carinhosa e demorada, sorrindo ao ver ele acordar devagar.
– Acorda Belo adormecido. - Falou em um sussurro, sentindo ele abraçar sua cintura enquanto acordava. Steve focou seus olhos no rosto dela, sorrindo por ela ser a primeira coisa que ele viu ao acordar. Ele levantou uma mão fazendo carinho no rosto dela, sussurrando um “bom dia”, sorrindo ainda mais.
– Bom dia. Vá escovar os dentes que eu já preparei nosso café. - Ele levantou a cabeça, vendo a bandeja na mesinha em frente ao sofá, levantando em seguida.
– Você fez tudo isso? — Perguntou no caminho para o banheiro, enquanto ela arrumava a cama.
– Na verdade não. Eu comprei por que não queria colocar fogo na casa outra vez. — Riu ajeitando os travesseiros, indo se sentar na sala.– Você dormiu bem? - Perguntou tentando parecer casual, escutando ele escovar os dentes. Ele cuspiu a pasta na pia, enxaguando a boca antes de sair do banheiro, secando o rosto em uma toalha.
– Sim, muito bem, obrigado.- Ele sentou ao lado dela, pegando a xícara com café com leite.
– Sabe... Você pode dormir na cama. Não tem problema. Não fica apertado. — Propôs, vendo ele mastigar uma mordida do croissã. Ele engoliu com a ajuda de outro gole de café com leite, balançando a cabeça em sinal de que não era uma ideia de todo ruim.
– Você dormiu bem? - Ele perguntou, parecendo preocupado com o bem estar dela. Mais do que com o próprio. Ela fez que sim com a cabeça. Ele pensou por mais um momento, mastigando outro pedaço do croissã, concordando com a cabeça antes de falar. – Ok então. Eu fico na cama com você. Se você não se incomodar. — Falou olhando rapidamente para ela. Stella sorriu dando de ombros, tomando um gole de seu café.
– Claro que não me incomodo. Se não me incomodasse, não estaria aqui com você. - Falou olhando pra ele, sorrindo ainda mais. Antes que pudessem falar algo, o celular que Fury havia dado para eles tocou, no que Stella voou atrás dele no quarto.
– Stark na escuta. — Ela respondeu da forma que Fury havia pedido, assim ficava mais fácil a identificação, caso o celular parasse em mãos erradas.
– Achamos o Hammer..- Stella suspirou longamente, olhando de relance para Steve.
– Entendido. Aonde ele está? —
– Achamos ele em Manhattan. Não darei mais detalhes do que isso. — ela concordou com a cabeça de forma automática, mordendo o lábio inferior.
– Posso falar com meu pai? — Pediu incerta se poderia ou não.- Fury hesitou por um momento.
– Trinta segundos. Podem estar nos rastreando. — Falou antes da voz de Tony soar do outro lado, deixando Stella tranquila.
– Oi pai, não destrua a cidade antes de eu chegar. - Pediu rindo, sentindo seus olhos arderem. Ela não falava com ele há poucos dias, mas ao escutar a voz dele, não pode aguentar. Pensou por um momento que nunca mais poderia voltar a ver ele e isso fez seu peito doer.
– Pode deixar que eu separo o Hammer só para nós, ok?- Ela sorriu com a ideia.
– Senhora Potts está te dando trabalho?-
– Você nem imagina. Vou desligar ou Fury vai arrancar minha cabeça. Se cuide entendeu? Não dê uma brecha para o Capicolé. Logo você estará conosco. - Falou de forma firme, ela não contendo uma ou duas lagrimas de rolarem por seu rosto.
– Tudo bem pai. Amo vocês. - Falou pouco antes de desligar. Ela sentou na cama com o celular na mão, começando a chorar. Steve levantou rapidamente, indo se sentar ao lado dela. Ela abraçou ele, chorando ainda mais, finalmente se dando conta do perigo em que estavam. Ele ficou sem palavras, passando as mãos pelo cabelo dela, deixando que ela molhasse sua camisa com lágrimas.
– O que Fury disse? — Perguntou, vendo ela levantar um pouco o rosto do ombro dele, limpando as lágrimas com a palma da mão.
– Vão capturar Hammer. Acharam ele, pelo jeito.- Falou tentando parar de chorar. Ela não gostava de chorar. Mostrava vulnerabilidade e ela odiava ficar tão vulnerável.
– E você está chorando porque...- Perguntou sem realmente entender.
– Por que eu odeio essa situação. Minha mãe deve estar surtando, como sempre. E todos estão em perigo por minha causa... — Ele fez sinal de silencio para ela parar de falar, fazendo carinho em seu rosto.
– Claro que não. Todos já sabiam muito bem no que estavam se metendo quando concordaram em ajudar Fury. Não é culpa sua.- Ela fungou por um momento, limpando o rosto novamente, enquanto ela se levantava. — Eu tenho uma ideia. — Ela olhou para ele, franzindo a testa, vendo ele ir até o sofá.
– O que você vai fazer? — Perguntou continuando sentada na cama, limpando o rosto. Ele não falou nada. Só procurou algo na TV com o controle, olhando para ela sorrindo em seguida. Ele estendeu a mão na direção dela, com a outra para trás, em um gesto bem claro.
– Dá me a honra desta dança? - Pediu fazendo Stella, rir baixinho, hesitando a pegar a mão dele.
– Eu não sei dançar. — Falou esperando que ele desistisse.
– Eu também não.- Sorriu ainda mais, insistindo para que ela pegasse sua mão, o que ela então fez. A música era lenta. Ela tinha uma noção de que música era aquela, mas não lembrava bem o nome.
Steve sentiu que precisava fazer algo para distrair a cabeça dela. Foi a primeira vez que havia visto lágrimas em seu rosto, e odiou a sensação de não poder ajudar. Quando Stella fez ele dançar com ela pela primeira vez na S.H.I.E.L.D, ele estava se sentindo triste. Não conseguia achar contatos de ninguém da época que vivera, e estava se sentindo sozinho, como se tudo tivesse sido sua culpa. Seu melhor amigo havia morrido em uma missão, o então “amor de sua vida” havia morrida há alguns anos e tudo o que lhe restava de sua própria família era ele. Ele sentiu que era seu dever consolar ela, assim como ela havia feito com ele.
Logo em seguida, Steve olhou para a TV e viu uma outra música começar. Dizia “Unintended” de uma banda chamada Muse. Ele não conhecia, mas a música era lenta, fazendo com que ela abraçasse mais ele. O choro parecia ter parado, mas ela ainda fungava baixinho uma vez ou outra.
You could be my unintended choice
To live my life extended
You could be the one i'll always love
Ele começou a prestar atenção na letra, olhando para o vídeo que passava na TV, alguns flashes se mesclando em em sua cabeça, respirando fundo.
You could be the one who listens to my deepest inquisitions
You could be the one i'll always love
Stella abraçou mais ele enquanto simplesmente se balançavam devagar. Ela conhecia a música e esperou que ele visse o mesmo sentido que ela via na letra. Seus braços estavam firmes abraçando ele. As mãos dele apertando de leve a cintura de Stella, fazia ela se sentir confortável e segura em seus braços. Ele havia fechado os olhos, escutando em atenção a letra, deixando seus sentidos guiarem ele, como há muito tempo ele não fazia.
I'll be there as soon as i can
But i'm busy
Mending broken
Pieces of the life i had before
Sua mente guiou ele para o único beijo que havia tido de Penny. Ela tinha toda razão em relação a ele: Ele não sabia como se comportar perto de uma mulher, muito menos com aquelas que haviam lhe chamado a atenção. Steve era tímido, mas com Peggy e Stella ele havia sido um pouco mais aberto. Só não sabia como deixar seu coração aberto e ler ele em voz alta.
First there was the one who challenged
All my dreams and all my balance
She could never be as good as you
Stella nunca havia estado em um campo de batalha. Ele não sabia se ela conhecia a sensação de segurar uma arma na mão e apontar a mesma para o peito do inimigo. Ela parecia ser frágil, mesmo quando ele viu ela sair de dentro da armadura de ferro. Ela era meiga e descontraída, ao contrário da sempre seriedade e concentração que Peggy tinha. Ela havia lutado ao seu lado e ficado com ele em seus últimos segundos antes de congelar por tantos anos. Stella havia mostrado compaixão por suas feridas abertas. Ela ganhava em vários aspectos de Peggy, até por que ela estava viva, bem ali, abraçada a ele, enquanto Peggy estava morta.
You could be my unintended choice
To live my life extended
You should be the one i'll always love
Stella estava já ficando cansada de esperar ele fazer algo. Claramente, ele não sabia como agir perto dela, o que era “bom”. Ela estava cansada de caras que tentavam impressioná-la e principalmente, serem melhores do que ela. Steve era diferente nesse ponto. Era doce, gentil e delicado em relação a ela. Extremamente protetor, o que fez com que ela se sentisse ainda melhor perto dele. Os braços deles abraçaram ela mais forte, parecendo resistir a algo, o que fez com que ela sorrisse ainda mais.
I'll be there as soon as i can
But i'm busy mending broken
Pieces of the life i had before
Ela ficou um pouco mais na ponta dos pés, passando sua bochecha na dele. Ela não sabia tomar iniciativa daquela forma. Era sempre os meninos que faziam aquilo com ela. Mas a situação era totalmente diferente. Ela viu os olhos dele fechados, os lábios entreabertos, respirando fundo. Suas mãos subiram para o cabelo dele de forma carinhosa, fazendo carinho em sua nuca. Quando ele sentiu o toque dos dedos dela, seus olhos se abriram e focaram no rosto dela. Stella respirou profundamente, com a boca um pouco seca, nervosa por estar fazendo aquilo. Ele virou um pouco o rosto em direção ao dela, beijando delicadamente o canto do lábio dela.
I'll be there as soon as i can
But i'm busy mending broken
Pieces of the life i had before
Ela entendeu aquilo como um sinal, retribuindo o beijo, virando mais o rosto para ele. Seus lábios se encaixaram de forma delicada e carinhosa. Ficaram alguns segundos assim, simplesmente se beijando com os lábios. As mãos de Steve desceram timidamente para o quadril dela, subindo novamente para sua cintura, indo até as costas. Ela suspirou contra seus lábios, ficando cada vez mais colada a seus corpo, ambos intensificando o beijo aos poucos.
Before you
A música estava acabando e eles nem se preocupavam mais com a dança. As línguas finalmente se tocaram em um beijo profundo e lento, ela abraçando ele cada vez mais forte, mal encostando os pés no chão. Notando isso, ele pegou ela no colo, facilitando o beijo, indo em direção a cama. Nenhum dos dois tinham nada em mente. Apenas queriam ficar junto, aproveitando o tão esperando beijo. Ficaram daquela forma, trocando beijos rápidos e carinhosos, para em seguida se beijarem de forma profunda e lenta. Depois de muito tempo, eles pararam de se beijar, sorrindo feliz uma para o outro, ele passando seu nariz pelo dela.
– E agora? — Ela perguntou, suspirando longamente, com medo da resposta. Ele olhou para ela confuso, entrelaçando os dedos de sua mão nos dela.
– Como assim? - Ela deu de ombros, mordendo o lábio inferior, rindo nervosa.
– Como ficamos? Foi só um beijo e pronto? — Ele ficou um pouco sem graça, olhando para a mãos deles. A mão esquerda dela tinha a aliança no dedo, fazendo ele pensar por um momento, sorrindo em seguida.
– Bom... Na minha época, quando um casal se beijava... - Olhou para ela um pouco sem graça, sorrindo ainda mais. – Significava que eles estavam apaixonados e namoravam. — ele viu os olhos dela brilharem a menção daquela palavra, no que ela ficou um pouco rosa.
– Então? — Ele olhou para as paredes atrás dela por um momento, nervoso.
– Bem...- Stella segurou a vontade de rir, não querendo deixar ele ainda mais nervoso. Ele viu que ela segurava a risada, e fez uma careta. – Pode rir. Eu realmente não sei lidar com mulheres. - Confessou, fazendo ela explodir em risadas. Ela se inclinou um pouco e beijou seus labios de forma carinhosa, fazendo um leve carinho em seu rosto. Steve respirou um pouco aliviado, retribuindo ao beijo, olhando para ela totalmente encantado pela forma de ser com ele.
– De uma coisa nos temos plena certeza. — Ela falou suspirando longamente por um momento, parecendo totalmente séria. Ele olhou para ela da mesma forma.
– O que? - Perguntou preocupado.
– Meu pai vai querer te matar. — Falou voltando a rir, encostando seu rosto no peito dele. Steve revirou os olhos rindo, abraçando ela forte.
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Dois dias se passaram e Fury conseguiu descobrir onde Hammer. Levaram oito horas para traçar o plano perfeito para encurralarem ele. A casa de Hammer era “humilde”, perto da antiga casa que tinha. Era uma simples cobertura no topo do hotel Ritz no coração de Nova Iorque. Fury havia grampeado algumas ligações da casa dele, não conseguindo, infelizmente, achar nada de errado nas ligações.
– Chega. Eu vou invadir a casa dele. — Tony falou impaciente, se levantando da mesa. Pepper segurou ele pelo braço.
– Sente e acalme – se Stark. Não podemos fazer nada errado que prejudique a captura dele. - Fury falou de forma firme, apontando para o lugar que ele estava sentado. Tony bufou como uma criança impaciente, se jogando na cadeira. Bruce, Natasha e Clint olharam para ele, voltando a olhar para Fury em seguida.
– O máximo que posso fazer é me infiltrar no prédio, mas eu não posso ser vista pelo Hammer. Ele já sabe quem eu sou. — Natasha falou olhando a tela do computador com o perfil detalhado de Hammer.
– Se quiser eu posso atirar uma flecha só para dar um susto, senhor. - Clint falou tirando sarro da situação, sorrindo ao encostar os cotovelos na mesa.
– A melhor coisa seria eu entrar pela janela e acabar com ele. — Tony falou olhando cada vez mais impaciente para Fury. Ele suspirou em respostat.
– Você pode até entrar pela janela. Mas precisa manter ele vivo, Stark. Morto, nos só teremos mais a fazer e diretamente com o governo. O que seria bem pior. — Fury falou analisando o computador. – Se quiser encurralar ele, ótimo. Mas espere até a noite. Ele fica mais vulnerável a noite. — Tony suspirou longamente, se levantando. Natasha foi atrás dele, olhando rapidamente para Pepper.
– Eu cuido disso. — Falou firme, correndo atrás de Tony. Ela parou ele na escada que dava para o laboratório, virando ele de frente para ela.
– Posso te ajudar a capturar o Hammer. — Falou segurando o braço dele. — Mas precisamos ser discretos.
– Você acabou de dizer que...- Ele falou apontando para a sala de comando.
– Eu sei o que eu disse. Mas eu consigo me infiltrar em qualquer prédio. Posso me disfarçar. Sei desativar qualquer código. Precisa confiar em mim. — Tony olhou envolta, suspirando longamente.
– Sei muito bem do que você é capaz. Não é questão de não confiar em você. Eu quero resolver isso sozinho. —
– Você só vai colocar todo mundo em risco fazendo isso sozinho. Duvido que você vá entrar pela porta da frente sem estourar um copo. — Natasha sabia muito bem como Tony agia. O pouco tempo que trabalhou com ele dentro e fora da Stark Industries mostrou que ele não conseguia fazer as coisas de forma quieta. Tony olhou para ela dando um último suspiro, olhando de relance para a sala de comando.
– Certo. Qual o seu plano?- Perguntou finalmente dando o braço a torcer.
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Três horas mais tarde – Hotel Ritz, Nova York – Oito e trinta e sete da noite.
– Você teve sorte, Stark. Hoje temos um evento de gala no Hotel Ritz. - Fury falou vendo Tony terminar de vestir a armadura. Natasha já esperava por ele, com uma peruca loira que cobria totalmente seus cachos ruivos, deixando um ar totalmente natural. Por um momento, Tony não reconheceu ela.
– Pronto, Stark? - Ele olhou para ela, abrindo o capacete por um momento.
– Não acha que está muito arrumada para uma ocasião tão simples? — Fury revirou os olhos, no que Natasha olhou para Fury.
– Está pronto. Encontro você no convés. - Falou se retirando. Por baixo da roupa de gala, todos sabiam que ela tinha munição e habilidade o suficiente para derrubar um homem como Bruce. Tony saiu andando logo depois atrás dela, não demorando a entrar no pequeno avião que levaram eles até perto do hotel. Tony saiu primeiro, voando até o telhado do hotel sem ser percebido. Natasha seguiu sozinha, entrando na festa rapidamente sem complicações.
– Romanoff na escuta? — Fury perguntou, vendo que ela seguia pelo salão principal, disfarçando com uma taça de cidra. Ela mexeu distraidamente no brinco da orelha direita, sussurrando sim.– Ótimo. Procure por Cassie. Ela te ajudara a ficar com Hammer. - Ela olhou ao redor, vendo uma morena olhar para ela sorrindo. Natasha sorriu em resposta, indo em direção a ela.
– Cassie. — Falou sorrindo, no que ela levantou uma taça para ela em resposta, apontando com os olhos em seguida para a esquerda. Natasha olhou para a mesma direção, vendo Hammer conversar alegremente com um senhor idoso.
– Venha, vou lhe apresentar a ele. — Falou tocando o braço de Natasha por um momento, seguindo na frente. Hammer cumprimentou Cassie de forma alegre, beijando seu rosto.
– O que me trouxe, querida? — Perguntou olhando para Natasha..
– Elle Leight. Ela é nova na Vanity Fair. Ela estava morrendo por uma entrevista com Justin Hammer.- Falou sorrindo, enquanto Hammer olhava para ela de baixo para cima, analisando ela.
– Entrevista, hum? Por que não conversamos em um lugar mais apropriado?- Sugeriu dando o braço para Natasha. Ela sorriu para ele de forma totalmente sincera, deixando ser levada para um canto perto do bar.
Tony checou o sistema da cobertura, conseguindo abrir uma janela ao forçar o trinco dela, sem quebra – la. Ele viu um laptop próximo a cama, ligado, não pensando duas vezes antes de vasculhar ele. O sistema pediu uma senha, no que ele bufou. Tentou alguns códigos e por fim, conectou um dispositivo no laptop, pedindo para Jarvis invadir o sistema. Assim que conseguiu, achou fotos e arquivos sobre Steve e Bruce, detalhados incluindo as pesquisas de Erik Selvig. Tony copiou tudo do computador com um outro dispositivo, diretamente para o sistema de sua armadura.
– Hammer está perto de levar uma bela martelada.- Tony falou para sí mesmo.
– Download concluído, senhor – Jarvis reportou alguns segundos depois. Tony deixou o laptop da mesma forma que estava antes, tirando os dispositivos que havia colocado nele. Saiu pela janela, fechando ela, esperando novamente no telhado.
Natasha já estava na terceira taça com Hammer, flertando de forma extremamente convincente, trocando carícias com ele. Ele estava totalmente convencido de que ela era apenas mais uma jornalista atrás de uma boa história, e que faria de tudo para consegui – la. Quando eles já estavam quase na quarta taça, Natasha se inclinou um pouco para o ouvido dele, sussurrando que eles deviam ir para um local mais fechado, para uma entrevista melhor. Hammer não pensou duas vezes antes de levar ela até o elevador.
– Agente Romanoff está a caminho, Stark. Mantenha – se preparado. — Fury reportou, enquanto Natasha subia para a cobertura com Hammer. Assim que eles entraram no apartamento, Natasha tirou uma pistola da perna. Ele levantou as mãos em sinal de rendição, um pouco assustado.
– Mas que porra é essa? — Perguntou enquanto Tony entrava novamente pela janela.
– Olá Hammer. Se lembra da Agente Romanoff, não? — Tony falou apontando para Natasha. Hammer começou a rir, abaixando as mãos.
– Ah eu entendi. Pensei que fosse um assalto. O que querem agora, Stark? Um empréstimo? Ouvi dizer que a Stark estava em uma pior. — Falou indo até o pequeno bar, pegando um drink para si. Tony revirou os olhos.
– Mesmo que estivesse, eu nunca precisaria de um empréstimo. Diferente de você, eu tenho um plano B. - Hammer tomou um gole do drink, rindo em resposta a ele.
– Claro, Tony. Plano B, energia limpa, filantropia, claro. — Falou olhando para Natasha que ainda apontava a pistola para ele. — Tem necessidade disso? — Perguntou apontando para ela.
– Sim. Hammer Precisamos de um favorzinho seu. — Falou chegando perto dele. — Você irá descer com a Agente Romanoff, e irá conosco.-
– E por que eu faria isso? — Natasha ajustou o gatilho, atirando no teto. Mal se escutou o tiro por conta do silenciador na pistola. Hammer pulou e quase derrubou o copo com o tiro
– Convencido agora? Ela pode te convencer mais se quiser. — Tony falou abrindo o capacete, tomando um gole do drink de Hammer.
Uma hora mais tarde – Base da S.H.I.E.L.D – Nove e quarenta e nove da noite.
Hammer estava dentro de um quarto, guardado por quatro agentes da S.H.I.E.L.D, naquele momento, com Tony e Fury a porta. Hammer havia decidido colaborar, dizendo para seus empregados que estaria fazendo uma viagem de última hora, sem data certa para sua volta. Em pouco tempo estavam na base da S.H.I.E.L.D, já em seus “aposentos”.
– Então você anda tentando recriar o soro? Para qual propósito, Senhor Hammer?– Fury perguntou, folheando a pasta sobre o caso de Hammer. Ele olhou para Fury, nem um pouco disposto a colaborar.
– Ele não vai abrir o bico, Fury. Deixa eu dar uma ajudinha. - Falou levantando as mangas, indo em direção a Hammer. Um dos Agentes que estavam a porta, segurou ele a mando de Fury.
– Calma, Tony. Tenho certeza de que o senhor Hammer irá colaborar. - Falou de forma paciente. Tony revirou os olhos.
– Claro. Ele irá colaborar, dará todos as senhas do governo, explicar em detalhes o que esta aprontando e depois cantaremos Kumbaya antes do jantar. - Falou irônico. Hammer se ajeitou na cama, olhando para Fury.
– O que eu ganho com isso? — Limpou os óculos enquanto perguntava.
– O que ganha com isso? Está atrás de que exatamente, Senhor Hammer? — Olhou para Hammer, colocando as mãos para trás.
– O governo surgiu com essa ideia para que eu fosse solto. Com a minha tecnologia...-
–... Que não se compara a minha... — Tony falou baixinho. Hammer olhou para ele, antes devoltar a falar.
– Enfim. Eu fiz um acordo com o governo. —
– Que segundo os documentos que o senhor Stark conseguiu, diz que você quer a fórmula do soro que se encontra no corpo do doutor Banner e do Capitão Rogers. — Hammer riu baixinho.
– E você não? Mantem eles com você para que? Não me diga que nunca pensou em fazer estudos com o DNA deles, por que é isso que todos na América querem. O governo desda segunda guerra mundial está precisando desses supersoldados a qualquer preço. E o que vocês fazem? Mantem eles em “cativeiro”, longe do lugar deles. — Hammer explodiu, ficando em pé. – Eu estou do lado do governo. Eu quero acabar com toda essa palhaçada de Vingadores por que ninguém aqui neste país aprova isso. - Tony não aguentou e virou um belo soco de direita, seguido de um chute no meio das pernas de Hammer. Ele caiu de joelhos, gemendo, ambas as mãos no lugar que o chute acertou. Desta vez, Fury não segurou ele.
– Caso você esteja desatualizado, a população Norte americana, principalmente a de Nova Iorque, após os ataques há dois anos atrás, ficaram loucas pelos Vingadores, e tudo o que se via pelas ruas na semana daquele ataque foram as crianças e adultos clamando por eles. Caso você tenha ficado cego, mesmo o Governo não gostando, eles foram aclamados heróis, mesmo o seu querido Governo sendo contra. — Tony falou enquanto via ele agonizando, começando a rolar pelo chão de dor..
– Senhor Stark!- Tony olhou para ele. – Peço para que colabore com o interrogatório do senhor Hammer. — Hammer lutava para se sentar na cama, ainda com uma das mãos no meio das pernas.
– Eu não vou colaborar com porcaria nenhuma. Tire suas conclusões dos documentos. — Olhou de forma ameaçadora para Fury, o rosto totalmente vermelho. Não se sabia se era de fúria ou de dor. – Não abrirei a boca em relação a isso. - Tony deu de ombros.
– Você é quem sabe. Uma hora vai falar. — Tony falou irritado, indo em direção a sala de comando. Fury foi logo atrás dele, rindo baixinho. - O que é? — Olhou para ele ainda mais irritado.
– Belo soco. — Riu sem tirar os olhos da papelada em suas mãos. Tony riu junto.
– O que vamos fazer em relação ao almofadinha? — Olhou a papelada nas mãos de Fury.
– Temos que saber se ele não tem um plano B. Não me parece que ele simplesmente será amigável. - Ele passou pela mesa da sala de comando, deixando a pasta na mesa.– Fique de olho, Stark. Você conhece ele melhor do que nós. — Fury pediu, olhando a câmera no quarto de Hammer no computador. – Não pode ser tão fácil assim.- Falou mais para si mesmo do que para Tony.
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Stella e Steve tinham decidido dar uma volta de moto. Deram voltas e voltas pela praia, quase sendo parados pela polícia duas vezes por que Stella tinha ficado em pé na garupa, gritando rindo, conforma Steve aumentava a velocidade. Depois de muito rodarem, pegaram uma pequena estrada em direção a Ilha da Lua. Era um local fechado mas a estrada tinha uma estrada de terra bem ao lado, com alguns trechos que davam para um tipo de mata, que dava para uma minúscula praia cheia de árvores. Eles pararam ali, deixando a moto próxima das árvores. Stella pulou nas costas de Steve, enquanto ele andava em direção a areia.
– Aqui é lindo. — Steve tirou ela de suas costas para se sentarem na grama antes da areia. Ela se sentou entre as pernas dele, enquanto ele abraçava ela, beijando seu pescoço e mandíbula de forma carinhosa e lenta. O desejo que ele sentia por ela parecia estar crescendo, agora que eles já tinham contato físico. Ainda sim, ele não sabia como agir diante daquela situação. Tinha vontade de fazer mais do que beijo e abraços. Mas não tinha a mínima ideia de como fazer aquilo. Pare ele, aquilo estava sendo o suficiente, mas as vezes parecia insuportável, principalmente quando seus corpos ficavam tão encaixados quando dormiam na cama.
– Eu ouvi dizer que existia essa ilha e fiquei curioso. — Respondeu próximo do ouvido dela, causando – lhe arrepios. Stella engoliu seco, sorrindo ao fechar os olhos, respirando profundamente de forma demorada. – Você está bem? — Ela se sentiu um pouco envergonhada por ter sido flagrada daquela forma, rindo baixinho, assentindo.
– Que bom que pegamos uma noite de céu limpo e lua. — Falou olhando para ele. Steve sorriu em resposta, vendo ela se virar para ele. Stella ficou de frente para ele, de joelhos no chão, apoiando as mãos uma de cada lado do corpo de Steve. – E melhor ainda que estamos aqui, juntos... a sós... — Ela aproximou seu rosto do dele, no que ele sorriu ainda mais, não se opondo quando ela beijou seus lábios. Sem saber exatamente como, ele já estava em cima dele, alguns segundos mais tarde, as mãos dela apertando o corpo dele contra o seu próprio. Isso já estava se tornando comum para eles. Ou Stella fazia isso no sofá, colando seu corpo no dele sempre que podia, beijando seu pescoço, ou Steve não resistia e encaixava seu corpo ao dela. Ele sempre ficava sem graça sendo culpa dele ou não, se afastando dela assim que eles paravam de se beijar. E sempre pedia desculpas.
– Desculpe...- Falou um pouco sem folego pelos beijos, já fazendo menção de sair de cima dela. Stella segurou ele no lugar, chamando seu nome.
– Steve... Já pedi para que você pare de se desculpar. — Ela fez carinho no rosto dele, sorrindo de forma carinhosa. – Eu gosto quando isso acontece. - Falou de forma firme, mesmo se sentindo um pouco sem graça. Steve olhou para o lado, sem saber o que dizer, sentindo um certo calor bem aonde eles estavam encaixados. Outra vez, ele não sabia como agir.
– Ainda acho que devíamos ir com calma. - Ele engoliu seco, voltando a olhar para ela, totalmente sem graça, tentando de forma sutil tirar um pouco mais do peso de seu corpo de cima do dela.
– Estamos indo com calma. Dar uns amassos não tem problema nenhum. — Riu, passando uma mão por cima do peitoral malhado dele, sorrindo ainda mais. Stella sempre gostou de provocar os meninos. Não da forma como suas amigas faziam, massageando o pênis por cima da calça. Mas sempre que podia, esbarrava naquela região ou simplesmente fazia cócegas com a ponta dos dedos perto do umbigo. Tinha feito apenas a primeira em Steve, caso contrário ele teria uma reação típica de eremita: a qualquer movimento brusco, se esconde dentro da concha.
– Bom... Não estou acostumado a isso. Aliais, não estou acostumado a ter uma... namorada. — A palavra ainda saía estranha para ele, achando estranho ele ter uma namorada. Logo ele que sempre era excluído por todas as mulheres até virar o supersoldado.
– Tente relaxar. — Ela passou as mãos pelo peitoral dele, puxando ele devagar pelo pescoço quando as mãos subiram, voltando a beijar ele de forma lenta e profunda. Ele ficou um bom tempo parado, apenas movendo seus lábios contra os dela. Quando ela deixou os lábios dele e foi para o pescoço, ela beijou de forma carinhosa o lóbulo da orelha dele, passando as mãos por seus braços. - Relaxe... Deixe seus instintos te guiarem... — Sussurrou em seu ouvido, beijando seu pescoço de forma demorada, provocando arrepios nele. Steve seguiu o conselho, se soltando aos poucos, respirando fundo ao sentir uma sensação boa ao pressionar seu pênis contra ela, não parando para pensar ao colocar uma mão em uma coxa. Ela sorriu com a resposta do corpo dele, voltando a beijar seus lábios de forma carinhosa. A mão dele subiu, apertando sua coxa por cima da calça, pressionando novamente seu corpo contra o dela. Stella deixou um gemido baixo escapar com aquela sensação, passando as mãos pelo cabelo dele, bagunçando os fios dourados. Ele subiu a mão sem pensar, parando no seio de Stella. Ele acariciou de forma tímida, descendo para o quadril, pressionando seu corpo novamente contra ela. Outro gemido veio dos lábios de Stella, e ele sentiu que não queria parar mais. De alguma forma, os gemidos davam a ele mais vontade de sentir seu corpo, não conseguindo manter sua mão parada em um local só. Ele segurou de forma firme as coxas dela, no que ela abraçou ele forte em resposta ao sentir que ele se levantava com ela. Quando notaram, Steve tinha encostado ela em uma árvore próxima, apertando ainda mais as coxas dela, beijando – a de forma quase desesperada. Ela sorriu contra seus lábios, passando as mãos por seu peito, abrindo alguns botões de sua camisa. Quando ele sentiu as mãos dela em sua pele, ele congelou, olhando para as mãos dela em seu peito.
– O que foi Steve? — Perguntou em um sussurro, um pouco sem folego. Ele suspirou longamente, descendo ela de seu colo devagar, se virando de costas para ela, fechando a camisa. Não era daquela forma que queria fazer as coisas. Saiu do controle e quase havia feito uma basteira. Não queria levar ela para um lugar deserto e praticamente estuprar ela em uma árvore, como os adolescentes de sua época faziam. Ele não olhou para ela de tanta vergonha, tentando abotoar a camisa o mais rápido possível.
– Desculpe. Saí do controle. Não queria que isso acontecesse. — Ela olhou para ele sem acreditar. Outro cara já estaria tirando a roupa dela, não pensando duas vezes antes de transar. Steve estava se controlando e pedindo desculpas. Ela abriu e fechou a boca algumas vezes, sem saber o que dizer. – Melhor voltarmos para o apartamento. - Ele falou sem graça, olhando para ela enquanto arrumava a jaqueta. Ela fez que sim com a cabeça e ele já se virou para a moto.
– Steve, espere. — Ela falou segurando ele pelo braço. — A culpa foi minha, desculpe. -
– Eu não devia ter me descontrolado, Stella. A culpa foi minha. — Ela calo ele com um beijo, segurando seu rosto com ambas as mãos.
– Não vamos mais apontar de quem foi a culpa. Eu e desculpei e você também. Pronto. - Ele assentiu, no que ela beijou ele outra vez. – Você e nem eu fizemos por mal. Só seguimos nossos instintos, ok? — Ela sorriu para ele, fazendo carinho em seu rosto. Ele amenizou um pouco a expressão, sorrindo ainda sem graça para ela.
– Vamos para casa? — Steve olhou para ela de forma carinhosa. Ela concordou antes de ajudar ele a sair das árvores com a moto, voltando para o apartamento.
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