Strange Love
23 Capítulo Vinte e três - Meias verdades que separam
Notas iniciais
Presentinho de natal para minhas leitoras lindas!!! Aproveitem o cap!
Os carro já haviam desaparecido quando todos chegaram. Vário soldados estavam a postos nas entradas e no perímetro, observando tudo. Ele ficaram a cerca de oitenta metro de distância dos soldados, dentro da mesma mata em que Natasha, Clint e Stella estavam a pouca horas antes. Steve ainda tinha seu escudo nas costas, abrindo e fechando as mãos de ansiedade.
– Lembre-se: Tem que chegar ao laboratório do segundo andar. Logo Bruce vai aparecer e quebrar tudo. — Stella avisou, repassando a planta do prédio em seu visor. Steve concordou com um aceno silencioso.– O chip rastreador ainda está no escudo do Capitão Rogers, Stark. Mas vocês receberam o de vocês no avião. No caso de Stella e Tony, se a transmissão de vocês pararem, o chip emite um sinal próprio de emergência que dura uma hora. Hill está lhe enviando os dados para rastrear a todos. — Rapidamente uma série de códigos apareceu no visor de Stella, se transformando rapidamente em vário pontinhos que piscavam, com o sobrenome de cada um. Rogers, Stark e Stella apareciam juntos próximo a planta do prédio. Assim que o sinal de todos estava pegando perfeitamente, Fury deu a permissão para começarem a missão.– Devo novamente lembrar que está é uma missão muito importante. Precisamos ter os generais vivos para inquérito. — Stella se afastou um pouco de Tony, indo junto de Steve para a margem da floresta, onde ele poderia sair e se render. Ela abriu por um momento o capacete, puxando ele pela gola da roupa. – Se você não se cuidar e morrer lá dentro, eu te trago de volta a vida só pra te matar de novo. — Ela falou de forma séria, mas Steve percebeu o tom de preocupação na voz dela. – Cuide-se, você também. — Ela acabou com a distância entre o dois, beijando-o demoradamente, respirando fundo quando se soltaram. Ela voltou a fechar o capacete, bem a tempo de ver seu pai fazendo uma careta em seu visor. – O que foi agora, Pai? — Tony fazia uma careta, enojado.– Argh, podia ter feito isso longe de mim. — Ela revirou os olho, vendo Steve sair do meio das árvores devagar, as mãos levantadas em sinal de rendição.– Acalmem -se, soldados. Por favor, estou aqui em paz. — Steve avisou enquanto cinco soldados o cercavam, apontando armas na direção da cabeça dele.– Avise o General Jones. — Um dos soldados pediu para o outro que agarrou um walkie talkie da cintura, apertando o botão de comunicação.– Senhor, temos uma emergência. — O soldado falou, sem deixar de olhar para Steve que estava imóvel e calmo. – Estamos sob invasão? — Stella não deixou de pensar “ainda não” quando ouviu a pergunta do General. – Não senhor. Mas temos uma pessoa aqui e não sabemos como proceder. — Steve sorriu para o soldado, pedindo o Walkie Talkie. – Posso me identificar para ele, se quiser, soldado. — Eles se entre olharam, sem saber o que fazer. – Que pessoa, Soldado Frank? — O soldado passou o walkie talkie para Steve, que apertou o botão para se comunicar com Jones. – Aqui é o Capitão América, General Jones. Seus soldados não sabem exatamente como proceder com a minha presença. — Jones demorou alguns segundos para responder o chamado de Steve, parecendo muito calmo e contente. – Capitão América, certo? Bem, peço para que meu soldado lhe escolte para a minha sala. Temos muito o que conversar, Senhor Rogers. — A mensagem não parecia ameaçadora, mas era. Assim que Steve estivesse dentro do prédio, Jones poderia ter um soldado pronto para ataca-lo, mas Stella entendeu enquanto Steve era escoltado para dentro. – Isso é estranho. Não deviam sair na porrada, batendo no capicolé? — Stella fez sinal para que ele ficasse quieto. – Jones vai querer interrogar ele antes de o fazer prisioneiro. — Era muito a cara de Jones de fazer aquilo. Stella e Tony mantinham o mapa em um canto do visor, enquanto seguiam pela floresta envolta do prédio. Lá dentro, Steve seguiu os soldados, apenas sendo escoltado por eles, sem ameaças. Seu escudo ainda estava em suas costas enquanto subia as escadas e chegava a última porta do longo corredor. Um dos soldados deu uma batida, no que a porta foi prontamente atendida poucos segundos depois. Eles entraram junto de Steve, enquanto General Jones estava sentado em sua mesa, sorrindo totalmente contente. – Cavalheiros, eu peço que fiquem apenas aqueles que já passaram pelo projeto América. — Apenas três ficaram junto de Steve. Jones se levantou da mesa, dando a volta para se aproximar de Steve. — Steven Rogers, o Capitão América. Bem vindo meu jovem. — Jones não segurou uma gargalhada ao falar aquilo, enquanto apertava a mão de Steve em um cumprimento. Steve sorriu de forma contida e educada. — Meu caro rapaz, não sabe o trabalho que você nos tem dado todos estes anos. — Jones se encostou na mesa, cruzando os braços enquanto analisava Steve. — Muitos querem chegar a perfeição que você chegou, sabia? — Steve estava estranhando aquela conversa cordial.– O senhor parece ser um deles. — – Exatamente. Rogers você não sabe o líquido precioso que tem em suas veias. Pessoas no mundo estão literalmente matando uns aos outros por ele. — Steve sorriu mas não deforma satisfeita, e sim irônica. – Especialmente o senhor. — Jones ficou um pouco mais sério, ainda mantendo o sorriso em seu rosto.– Exatamente, Rogers. — Seu olhar para Steve era frio e o sorriso era ainda pior. — Peço sua colaboração em nossas pesquisas. Eu não gostaria de danificar algo tão raro e precioso de se conseguir. Sabe… O líquido que conseguimos não nos deu o resultado devido. — Ele fez sinal para que os rapazes tirassem as camisas. Steve conseguiu identificar o erro no código mal copiado que estava afetando os soldados. Eles não eram “bons” soldados como ele havia sido. Mas eram exatamente iguais ao soldado que havia servido com ele e era o preferido de seu sargento. Pareciam estrias vermelhas pelo peito e braços, onde o músculo era mais bem trabalhado. A pele parecia ter arrebentado e mostrava o vermelho como uma ferida aberta. Da mesma forma que ficou o rosto do Carveira Vermelha.
– Achamos algumas anotações, muito poucas do Doutor Erskine e eu gostaria de uma explicação. — Steve desviou os olhos das feridas para Jones. – “O soro amplia tudo que esta dentro, então o bom fica ótimo, o ruim se torna pior”. — Steve usou as palavras do próprio médico para esclarecer a dúvida de Jones. Ele suspirou longamente, olhando dos soldados para Steve. – Entendo. O soro não estava realmente pronto e eu testei em pessoas que já eram fortes. Esse foi meu erro. — Jones andava de um outro para o outro. — Só que desta vez, eu irei atrás da fórmula perfeita, nem que eu morra tentando. — Os soldados que estavam envolta de Steve, o seguraram firme pelos braços. — Podem levar ele. — Um dos soldados colocou um saco preto na cabeça de Steve e começaram a puxar ele da sala. Steve não lutou contra até que que sentiu que eles estavam fazendo o caminho que ele deveria fazer também. Quando tiraram o saco de sua cabeça, ele se viu na sala do video que Stella havia feito mais cedo, e percebeu uma enfermeira se aproximar com uma seringa dele. Steve não pensou duas vezes, batendo a mão na da enfermeira, ao se soltar facilmente dos soldados. Eles eram fortes mas não o suficiente para conseguir segurar um homem com um escudo. Do lado de fora, Stella monitorava Steve enquanto Tony monitorava Bruce. Natasha a Clint já haviam se infiltrado no prédio e ela estava naquele momento batendo a porta do escritório de Jones. Quando ele abrir a porta, ela não pensou duas vezes em pular em cima dele,suas pernas enroladas no pescoço do General, fazendo com que ele fosse ao chão. Antes que ele pudesse gritar, ela massageou um ponto crucial do pescoço dele, fazendo com que dormisse ao pressionar aquele nervo. Clint a chamou na escuta, no que ela confirmou que ele poderia entrar. Clint, Natasha e outros Agentes da S.H.I.E.L.D retiraram o corpo inconsciente de Jones do escritório, trancando a porta para atrasar quem quer que aparecesse para procurar o General. Em uma aeronave separada, os Agentes levaram Jones direto para S.H.I.E.L.D. – Certo, Grandão. Agora somos nos dois. — Tony falava para Bruce pelo transmissor, no que Bruce se espreitava para dentro do prédio. Quando estava subindo a escada, um soldado gritou para que parasse. Bruce parou, as mãos acima da cabeça, olhando de forma calma para o soldado. – Sou Bruce Banner. E eu acho que você deveria me levar para o General Jones imediatamente. — O soldado já foi empurrando ele com o cano da arma, falando rapidamente no rádio com outro soldado para localizar Jones e avisar sobre Bruce. Quando estavam no alto da escada, outros dois soldados apareceram e nenhum dos três consegua abrir a porta do escritório de Jones. Bruce sorriu consigo mesmo, escutando a risada de Tony no transmissor. – Hora do show! — Bruce cutucou o ombro do soldado maior para chamar sua atenção. – Acho que eu posso ajudar. — Rapidamente, Bruce quadriplicou de tamanho, suas roupas se rasgando enquanto ele se transformava no Hulk. Tony gargalhava do outro lado ao ouvir o rugido de Bruce, seguido de um estrondo grande. Os soldados tentaram conter Bruce mas, em sua forma de Hulk, ele apenas socou os soldados sem muita força, deixando-os inconnscientes. Bruce, agora como Hulk, começou a andar pelo corredor, socando sem muitos problemas os soldados que apareciam em seu caminho, indo até onde deveria ser a saída para o alojamento dos soldados. No laboratório, Steve se cobriu com o escudo, quando a janela explodiu. Stella entrou sem dificuldades no laboratório pelo buraco que ficou no lugar da janela, olhando envolta e reconhecendo os frascos. Haviam sedativos, remédio para paralisia e a fórmula fraca do soro em vários vidros. – Certo, fury pediu para destruir tudo. — Ela repetiu o plano para si mesma, ja armando as saídas de munição em seus braços. — Fique de olho na janela enquanto eu explodo isso aqui. — Pediu enquanto começava a disparar pequenos mísseis e rajadas pelo laboratório. Steve viu que havia uma pequena confusão vindo de uma área que parecia um hangar, pulando da janela quando Stella o pediu. Ela estava logo atrás dele, analisando a situação.– Pelo visto vamos ter que lutar um pouco mais. — Steve falou ao ver alguns agentes da S.H.I.E.L.D brigando com alguns soldados. – Está com medo de uma briguinha, Rogers? — Stella sorriu ao perguntar aquilo, no que ele deu de ombros. – Você sabe que eu nunca fugi de brigas. — Eles iam mais rápido agora em direção ao hangar. No caminho, encontraram com Tony que observava de longe enquanto Hulk destruía dois jipes em cima de vários soldados que tentavam conter ele. – O que está acontecendo? — Ela perguntou para o pai que ria de forma satisfeita. – Eu adoro ver o grandão em ação. Tem pipoca? — Stella revirou os olhos, fazendo sinal para o hangar. – Temos que ir até lá e ver como estão as coisas. — Com um pouco de má vontade, Tony seguiu com eles. Quando estavam a poucos metros do Hangar, um rugido seguido de uma explosão aconteceu no local. O hangar começou a vir abaixo, e do meio dos escombros, uma figura tão grande quanto o Hulk surgiu. Ele parecia furioso tirando os escombros de cima de si e de sua volta sem esforços, rugindo alto. – Outro Hulk? — Tony perguntou abismado. – Existe outro igual ao Banner? — Steve perguntou confuso, enquanto tanto Jarvis quant Simone já reconheciam a fisionomia do "monstro". – Senhor, creio que se lembra do senhor Emil Blonsky, chamado de "Abominação". — Jarvis repassou o relatório para Tony, no que Stella também ouviu, se lembrando dos arquivos que Fury mantinha sobre qualquer coisa que tinha ligação com Steve ou Bruce e o super Soro. – Aquele cara que injetou o sangue de Bruce em si. — Stella falou ao escutar um relatório parecido vir de Simone. – Sim senhora. — Simone confirmou, enquanto stella, Tony e Steve assistiam a Abominação e Hulk brigarem de forma violenta a poucos metros deles. Abominação era um pouco maior que Hulk e pareciam tão forte e letal quanto o outro. Enquanto os dois abriam buracos e mais buracos no chão durante a briga, os três seguiram em uma distância segura para onde havia o acampamento dos soldados. – Stark, Rogers, estão na escuta? — Os três ouviram a voz de Fury no transmissor. A voz dele não estava a das melhores. – O que houve dessa vez? — Tony perguntou, olhando envolta deles, procurando por alguma ameaça. – Temos um problema. -–----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Assim que Steve foi escoltado para fora da sala de Jones, ele chamou rapidamente sua assistente que apareceu em poucos segundos. Ela sorriu da mesma forma de sempre para Jones, mas a satisfação em seus olhos era tão claro quanto nos olhos de Jones.– Minha querida, temo que não temos muito tempo. — Ele falou enquanto tirava o que pareciam ser dois pequenos Bips de uma de suas gavetas. Entregou um para ela e outra ficou com ele. – O que é isso, Senhor? — Ela perguntou enquanto olhava para o bip, confusa. – Isto é para te alertar se caso eu for capturado. O que eu tenho a impressão de que será a qualquer momento. — Ela não entendeu direito mas concordou de forma silenciosa. — Steve Rogers está aqui, e não me parece que as coisas possam ser assim tão fáceis, entende Senhorita Richmond? — – Perfeitamente, Senhor. — Ele apontou para o bip na mão dela. – Quero que fique na sala de comando esperando pelo meu sinal. Quero que fique pronta para colocar os mísseis em contagem. Vinte minutos é o suficiente para que você escape, entendeu? Não venha atras de mim, não me procure se eu for capturado. Não direi seu nome assim como sei que não dirá o meu. — Ela concordou novamente de forma silenciosa, segurando com força o bip em sua mão. Ele a puxou pela cintura, um último beijo sendo dividido, antes de ouvirem soldados lhe chamando no rádio. Ela desapareceu pela porta secreta da sala de Jones, correndo pela saída de incêndio mas na direção contrária. Em uma emergência, deveriam subir para o telhado e não descer para o subsolo como ela estava fazendo. Assim que desceu todos os lances de escada, se deparou com uma porta conhecida com reconhecimento de voz. Falou seu nome completo, a porta abrindo assim que o som se encaixou perfeitamente com o do banco de dados. Lá dentro, ela correu diretamente para o painel, já digitando os códigos que conhecia bem. Os dez mísseis de tecnologia Hammer que foram dados a Jones em segredo era um pequeno presente de Hammer para o General. Uma forma de mostrar que queria tanto acabar com a S.H.I.E.L.D como o General. Os misséis eram guiados por um GPS progamado para seguir direto para a base da S.H.I.E.L.D e explodir tudo. O painel mostrou que tudo estava pronto e só bastava apertar "sim". O Bip foi colocado dentro do sutiã, enquanto ela se despia, a peruca indo junto enquanto colocava a roupa especial para a ocasião. Poderia morrer ou até mesmo ser presa, mas atacaria eles de igual para igual. Quando estava fechando a roupa, o bip soou ao mesmo tempo que vibrava, com o comando já esperado.
"Agora". –-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------– Vão explodir o que? — Stella perguntou de forma desesperada, enquanto Fury explicava que quando Jones foi capturado, um agente da S.H.I.E.L.D notou que ele segurava algo, o acordando para questionar o que a mensagem no bip significava. Ele disse que tudo estaria acabado em vinte minutos. – Eles programaram mísseis inteligentes para explodir a base da S.H.I.E.L.D em vinte minutos, o que dentro de nossas contas e, segundo a mensagem do bip, começou a cerca de nove minutos e 3 e sete segundos atrás. — Stella olhou de Steve para Tony já vendo que seu visor podia lhe dar as coordenadas para a sala de comando. – Eu consigo desarmar o míssel, Fury. — Stella fez os calculos, e se os mísseis fossem da empresa de Hammer, ela provavelmente conseguiria desarmar tudo a tempo. – Eu vou com você. — Os dois falaram ao mesmo tempo para Stella, no que ela estava tão tensa que nem riu como acabaria fazendo em outra situação ao ver os dois falando ao mesmo tempo. – Não, você precisa evacuar os poucos soldados que estão aqui e que fazem parte do projeto sem saber o que é de verdade. E você precisa segurar o grandão, pai. — Ela olhou para os dois rapidamente antes de começar a se afastar. — Se eu precisar de qualquer coisa, eu sei como chamar vocês. — Falou enquanto voava para o céu, sem olhar para trás.- Localize a sala de comando central do prédio, Simone. — Stella pediu enquanto via que faltavam menos de quinze minutos para o lançamento. Precisava chegar lá antes que a S.H.I.E.L.D fosse atingida. – Sim, Senhorita Stark. — Simone respondeu, scaneando o prédio diante dos olhos de Stella, não demorando a mostrar o resultado. — Quinta sala ao noroeste do prédio, andar subterrâneo.- Em poucos segundos, Stella já estava estourando um buraco grande o suficiente para ela passar por dentro do telhado do prédio. Estava no segundo andar e precisava chegar logo no subterrâneo. Avistou o elevador logo a frente, estourando a porta dele. Desceu sem problemas pelo túnel, saindo no andar subterrâneo. O mapa no visor mostrava onde era, facilitando o trabalho para Stella. Ela arrebentou a porta com identificação de voz, notando que faltava dez minutos para o lançamento. Desabilitou o capacete e a parte dos dedos da armadura, assim podendo teclar os códigos para desabilitar o computador mais facilmente. Estava pronta para apertar "enter" quando sentiu uma batida forte em sua nuca, lhe deixando atordoada. – Mas que porra foi essa? — Fechou a armadura na hora, voltando a proteger os dedos das mãos e o rosto, não conseguindo se virar a tempo de desviar de um chicote elétrico que a pegou pelo pescoço. – Sistema sendo comprometido. — Stella sentiu a armadura entortar e esquentar envolta de seu pescoço, enquanto ouvia Simone falar. – Eu já percebi! — Foi arrastada para fora da sala, fazendo um pouco de força para respirar por conta do pescoço amassado. – Olha só quem veio salvar o dia, se não Tony Stark. — Uma voz familiar soou do fundo do subsolo. Quando Stella se virou, viu uma mulher loira, com um colete que brilhava por conta da eletricidade. — Acho que teremos de ter uma pequena conversa antes de continuar, Sucata.- Stella ficou de pé, deixando claro sua forma física, mostrando que não era seu pai. – Acho que você se enganou de Stark, querida. — Falou ao sentir o pescoço um pouco mais frouxo, enquanto Simone alterava o ligamento das placas do local. A mulher deu um passo a frente, ficando exatamente embaixo de uma das poucas lâmpadas. O local parecia um enorme estacionamento, com um gerador no canto parecendo desativado. O visor de Stella deu zoom no rosto da mulher, ficando chocada ao perceber quem era. – Sharon? — Agente treze sorriu para ela, rodando os chicotes ligados aos seus braços pelo colete, brincando com eles de forma distraída. – É Carter pra você, Stark. E veja só minha sorte: Mirei no pai e peguei a filha. Que dia perfeito. — Ela se deliciava com suas próprias palavras, sorrindo largamente. Stella não acreditou que ela estava usando um dos projetos de Vanko. – Seus pais não te ensinaram a não brincar com o que não se conhece? — Sharon mirou o chicote de seu braço direito em Stella, que tentou se proteger com o braço esquerdo. O fio elétrico se enrroscou no braço de Stella, esquentando a armadura por um momento. Sharon puxou ela, fazendo com que Stella caísse quase que de cara no chão. – Sabia que Ivan Vanko tinha ótimos projetos? Tão bons, que o Governo dos Estados Unidos quis eles para sí. Assim como os Hammertrones, os protótipos de armadura do Coronel Rhodes e o Super Soro. — Ela explicou enquanto Stella tentava se levantar, mas Sharon chicoteou suas costas, enrroscando os fios na cabeça de Stella. O capacete não suportou, sendo arrancado da armadura, arranhando o pescoço e um pouco do rosto de Stella. — Ótimo o que estes simples chicotes podem fazer não? — Ela se abaixou e pegou o capacete de Stella, analisando ele. – Vai ser bem melhor o que eu vou fazer com você. — Stella tentou atirar em Sharon pelo estabilizador de voo em sua mão, mas aparentemente sua armadura so funcionava com o capacete. Sharon começou a rir, irritando Stella. – Nossa, isso é tudo? O que queria fazer? Assoprar em mim? — Ela jogou os chicotes em Stella, jogando o corpo dela de um lado para o outro, danificando a armadura. Stella tentou se proteger, sentindo a armadura esquentar e começar a ceder. Quando Sharon acertou o gerador em seu peito, a armadura parou de funcionar, começando a virar sucata. Sharon chicoteou mais algumas vezes as costas de Stella, começando a cortar a armadura.Stella se lembrou de quando Ivan Vanko atacou seu pai em Monaco, lembrando-se da forma que ele se fez livre da mesma arma que sharon usava contra ela. Stella Enrroscou um dos fios em seu corpo como seu pai fez, se aproximando de Sharon, ao puxar ela para perto pelo fio. – Esse é seu grande plano? — Stella falou de forma ofegante, conseguindo jogar Sharon contra o gerador desativado, deixando-a tonta ao mesmo tempo que se livrava da maior parte dos fios. — Me conte uma coisa, esse gerador no seu peito é tão fajuto quanto os seus planos? — Stella conseguiu socar o gerador do peito de Sharon, arrancando os fios que estavam ligados as costas do colete. Fazendo isso, conseguiu desativar a eletricidade nos fios, deixando Sharon apenas com um colete cheio de parafernalha. — E agora? Vai continuar a ser covarde? — Sharon riu, ficando de pé com certa dificuldade. – Não sou eu quem está de armadura. — Stella deu um soco de direita no rosto de Sharon, ao mesmo tempo que aproveitava a distração do soco para socar a barriga dela com o esquerdo. Por estar ainda de armadura, Stella percebeu que fez um grande estrago no rosto dela. — Quem você pensa que é para vir falar em ser covarde? — Stella tentava não dar brecha para Sharon, puxando-a pelo cabelo, batendo seu rosto no gerador. Olhou para ela que caiu rindo, o nariz sangrando, enquanto a maçã esquerda do rosto começou a ficar inchado pela batida. — Você e seu pai. — Cuspiu um pouco de sangue antes de continuar, tentando ficar em pé enquanto Stella pisava em sua barriga com a armadura para mante-la no chão. — Você e ele se escondem nessa armadura. E se vangloriam disso. — Stella apertou mais a barriga dela que gemeu de dor. – Pode ter certeza de que eu consigo acabar com você com ou sem armadura. — Stella olhava com nojo e raiva para a garota, que ria ainda mais. — Então você fez isso tudo por que? Pra provar que podia muito bem se virar sem a S.H.I.E.L.D? Ou foi só pra se mostrar patética? — Ela apertou ainda mais a barriga dela no chão, fazendo-a ter problemas para respirar. – A S.H.I.E.L.D não é nada sem os "Vingadores". Hammer me mostrou isso. Jones também. Steve teria uma oportunidade melhor estando com o governo. — – Com o Governo que usou ele como rato de laboratório. Claro. Muito melhor do que ser prestativo para a Nação. Por que não vi isso antes? — Sharon conseguiu empurrar o pé de Stella, empurrando ela quando estava distraida. Ela caiu com o desequilibrio e o peso da armadura. Ela ficou de pé, se segurando no gerador para não cair. – Fury só mantem Steve por perto para pesquisa própria e para satisfazer a vontade de ter troféus. Steve é só mais um. eu notei isso nos anos que trabalhei com ele. — Stella se levantou com dificuldade, olhando incrédula para a garota. – Acha mesmo? e você queria o que? Salvar ele das garras monstruosas do Fury? — – Ele enganou Steve. Fez com que eu entrasse naquela enfermaria falsa nojenta, para dar uma lembrança boa para ele. Você tem idéia do que é ficar congelado por setenta anos, e todos os que você conhece ja morreram? — Ela praticamente gritava, parecendo estar a beira de um ataque histérico. – Sei mais do que você pensa. — Sharon conseguiu agarrar o cano pequeno solto do gerador, quase acertando o rosto de Stella. Ela abaixou a tempo, agarrando sharon pela cintura, jogando-a contra a parede. — Acha que não sei o quanto isso doi para ele? Acha que ele já está adaptado a essa época? Olha, você não conhece mesmo ele. E nunca vai conhecer. — Sharon começou a chorar com a expressão assassina, se levantando decidida até Stella. Seu nariz estava já com o sangue seco, deixando-a ainda mais deplorável. – Eu sei muito bem quem ele é. Eu é quem devia ter ajudado ele. Quase vinte anos da minha vida, escutando e me dedicando ao momento em que eu finalmente o veria. Minha tia não teve a sorte de ficar com ele, mas eu teria. Eu tive ele e poderia ter tido mais se não fosse você. — Ela tentou agarrar o rabo de cavalo de Stella, no que ela passou o braço esquerdo por baixo do braço dela, acertando seu queixo. Ela ficou tonta, no que Stella a chutou com força na barriga, jogando ela novamente contra a parede. – Você é doente. Eu devia te matar. Mas acho que um quarto no hospício é melhor. O diabo não gosta de gente como você. — Sharon olhou com dificuldade para Stella, parecendo chorar de novo. – Eu tive ele. Eu senti. Eu finalmente senti os lábios dele.- Stella olhou para ela séria, não acreditando no que ouvia. – Você está delirando. — Sharon olhou para ela com um brilho diferente nos olhos. – Ele não te contou.- Era uma afirmação. Isso doeu em Stella. — Ele é realmente bom. Ele não te contou. Não queria te magoar.- Ela sorria um pouco débil, como um jogador que pensou ter perdido a partida de poker, mas tinha um Ás na manga. — Ele chorou por causa da minha tia... Frágil e sem ninguém. Eu tive ele e isso você não pode tirar de mim.- Stella começou a estremecer de raiva. Ficou cega pelo o que Sharon contou, se lembrando de todas as decepções amorosas que sofrera até Steve. Steve era correto. Era. O verbo no passado doeu no coração de Stella. Ela queria estourar a cabeça de Sharon. — Aqueles lábios... O gosto deles ainda... Ainda está aqui... — Stella viu ela começar a perder a consciência por conta da pancada. Ela a deixou ali, tentando se livrar da armadura. Já não fazia mais sentido usar ela, já que não funcionava mais. Precisava se livrar para desligar o computador o mais rápido possível. – Stella!- Ela olhou na direção da escada, próximo ao elevador, a tempo de ver seu pai descendo o elevador da mesma forma que ela havia feito. Ele abriu o capacete, olhando preocupado para ela. — Você está bem?- – Estou. Está atrasado. A festa já acabou. — Indicou sharon com a cabeça para ele. Ele a olhou de forma incrédula por um momento, olhando para Stella preocupado. – O que ela faz aqui? — Stella fez mais força, quase conseguindo sair da armadura. – Depois eu explico. Me ajuda aqui. — Falou fazendo força para abrir a armadura, no que Tony apenas puxou um lado dela, já facilitando tudo. Stella tirou os pedaços da armadura do corpo sem problemas em seguida, tentando correr até o computador. Estava dolorida por ter sido jogada tantas vezes. – Pode me explicar o que está acontecendo? — Ela correu mancando até o computador, apenas pressionando o Enter. Os mísseis foram desarmados. Ela respirou fundo, olhando de seu pai para Sharon. – Ela é quem ia explodir a S.H.I.E.L.D. Consegui desarmar os mísseis.- Passou as mãos pelo cabelo, sentindo sua cabeça dolorida, e alguns arranhados em sua bochecha esquerda. Tony se aproximou, olhando o rosto da filha. – Ela te fez mais alguma coisa? — Stella negou com a cabeça, no que Tony a puxou para um abraço. – Estou bem, pai. — Tony revirou os olhos. – Arranhada não é bem.- Ela se soltou dele, indo até Sharon desacordada no chão. – Leve a armadura com você. Não quero que, mesmo o resto dela, fique aqui. Eu cuido da vaca. — Tony sorriu, encaixando o capacete de Stella no resto da armadura, desaparecendo pelo fosso do elevador. Stella ia arrastar Sharon, mas isso a acordaria. Era melhor carregar ela e se livrar logo. Subiu rapidamente os três lances de escadas até o térreo, dando de cara com seu pai e três Agentes da S.H.I.E.L.D. Eles pegaram Sharon, colocando-a algemada em uma maca de emergência, parecia com aquelas de ambulâncias.
– Avise o Comandante que a Senhorita Carter deve ficar presa, sendo vigiada vinte e quatro horas por dia. Entenderam? — Eles concordaram, saindo rapidamente com Sharon na maca. Tony passou o braço pela cintura da filha, ajudando-a a andar melhor. O lugar estava destruído, as marcas do Hulk e Abominação bem marcadas no chão, paredes parcialmente destruídas e carros amassados. Stella viu Bruce, já na forma normal, medicando Emil que também já estava em sua forma normal. Assim como Sharon, ele estava algemado a maca. Mais a frente, ela viu um Steve impaciente, olhando para todos os lados enquanto conversava com Clint. Ele apontou na direção dela e de Tony, fazendo Steve olhar de forma ansiosa. Rapidamente suas feições foram de preocupado para aliviado. Stella sentiu seus olhos arderem ao lembrar das palavras de Sharon, desviando o olhar de Steve.– Pai, me leva embora. — Tony olhou para ela franzindo a testa. – O Capicolé esta vindo falar com você. — Ela passou os braços pelo pescoço do pai, entrando em pânico. Não queria chorar na frente dele, muito menos na frente de Steve. Não queria explicar nada. – Eu sei. Me tira daqui.- Ele abraçou a cintura da filha com um braço, o outro estabilizando o voo. Ha poucos passos de Steve conseguir falar com Stella, ela já estava no ar com seu pai. – O que deu nela?- Natasha perguntou para Steve. Ele olhava confuso para o rastro fraco da armadura que ficou no céu. – Eu não faço idéia. -
Notas finais
People eu não revisei o capítulo, terminei agora e estou morrendo de sono. E amanha eu ainda acordo cedo pra trabalhar... Foda. Mas espero que todas gostem e tenham suas dúvidas esclarecidas. Beijos e espero comentários e mensagens por MP!
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