Strange Love

8 Capítulo Oito – Um apartamento pequeno para dois


Notas iniciais
Prontinho, um Cap só de Steve e Stella para vocês xD Boa leitura

Capítulo Oito – Um apartamento pequeno para dois

Quando chegaram na rua Richmond, Steve desceu da moto já dando de cara com a proprietária, segundo a foto que Fury havia lhe dado.
– Bom dia senhora Heap, certo? - Perguntou apenas para confirmar. A senhora Heap regava as flores em frente ao apartamente, olhando em seguida para ele, com o regador de plástico ainda molhando das flores. Ela confirmou sorrindo, deixando o regador de lado antes de apertar a mão dele.
– Sim sou eu. E você rapaz, quem é?- Perguntou enquanto Steve ajudava Stella, pegando as mochilas em uma mão e os capacetes na outra.
– Somos os Raymond. Meu pai alugou a casa para nos. — Stella falou antes dele, no que a senhora sorriu ainda mais, procurando algo no bolso do avental que usava por cima da roupa.
– Ah sim, claro. Vou levar vocês até lá. Vocês vão ficar no apartamento três. Se quiserem, podem colocar a moto em casa. Aqui não temos garagem pelo prédio ser antigo e muito pequeno. - Ela se desculpou enquanto guiava eles para um apartamento no fundo de um corredor largo, aonde só existia quatro apartamentos. Havia uma escada antiga vazada que dava para o segundo andar.– Mas é bem mais seguro se colocarem em casa.- Falou abrindo a porta para eles.
– Eu faço isso. — Falou pegando as mochilas e os capacetes das mãos de Steve, no que ele acompanhou ela até o sofá, perguntando baixinho.
– Qual o meu nome mesmo? — Ela segurou a vontade de rir.
– Tyler Raymond. - Ele balançou a cabeça entendendo, saindo do apartamento com a senhora, voltando alguns minutos depois sozinho, moto e chave em mãos. Ele colocou a moto perto da porta, em um espaço que deveria ser para colocar casacos, colocando a chave na porta, trancando ela.
Stella já estava se sentindo confortável, não tendo olhado o quarto que estava com as portas de correr fechadas. Ela ligou a TV, zapeando alguns canais tentando achar algo para assistir. Steve olhou os armários, vendo que eles não tinham comida ou bebida, apesar da geladeira ter uma jarra com água dentro e o freezer ter cubos de gelo.
– Vamos ter que fazer compras. - Ele falou olhando o apartamento, parando atrás do sofá. Ela parou em um canal qualquer, olhando para ele.
– Só preciso me trocar. Não quero parecer uma motoqueira maluca no meio de Boston. - Steve sorriu, pegando as mochilas, colocando as duas em um ombro, abrindo as portas do quarto. Ele respirou fundo rindo por um momento. – O que foi? — Ela olhou na direção do quarto, arregalando os olhos. Tinha uma cama de casal.
– Eu fico com o sofá, tudo bem. — Ele respondeu colocando as mochilas em cima da cama, abrindo a dele para tirar as roupas. Stella levantou indo até o quarto olhando envolta.
– Não é justo. Fury devia ter visto isso.- Steve pegou alguns cabides, ajeitando algumas camisas e camisetas em um lado do guarda roupa, rindo baixo com o que ela disse.
– Não tem problema. Minha cama no Brooklyn não é tão diferente desse sofá.- Falou arrumando as calças dobradas no fundo do guarda roupa. Ele colocou a mochila com o escudo e o uniforme no canto, tirando algumas coisas como desodorante, perfume, escova de dentes e pente da mochila, indo até o banheiro com eles. – O resto do guarda roupa é seu. — Avisou sabendo que Stella devia ter quilos de roupa, pois a mochila dela pesava mais do que a dele. Ela revirou os olhos, deixando a mochila no chão, se jogando na cama. Aquilo estava sendo estranho mas ao mesmo tempo muito divertido. Ela sorriu olhando para o teto, olhando por um instante para a aliança de mentira em sua mão esquerda. Steve aproveitou que ela estava distraída, admirando o sorriso que ela tinha, rindo baixinho com alguma coisa que via na janela. A pouca luz que entrava pela janela deixava seus cabelos ficarem loiros de uma forma um pouco angelical, fazendo seu coração se acelerar. Ele foi de forma silenciosa para a cozinha, procurando um papel e uma caneta para anotar o que eles iriam precisar para o mercado. O barulho fez com que Stella olhasse para ele, e respirasse fundo ao se dar conta de que aquilo estava realmente acontecendo. Um tempo a sós com Steve talvez ajudaria ele se aproxima mais dela. Ele parecia distante desde que ela havia voltando, não entendendo. E ainda tinha que perguntar sobre o que aconteceu entre ele e seu pai.
– Oh deus... - Falou em um suspiro, olhando para a janela. Ele olhou um pouco alarmado para ela, parando de escrever.
– O que foi? — Ela negou com a cabeça, se levantando em seguida.
– Bem... Eu não sei cozinhar. — Declarou fazendo ele rir, continuando suas anotações.
– Podemos inventar alguma coisa até ficar bom. — Ela olhou para ele, se debruçando no balcão.
– Ou podemos comprar enlatados e congelados. — Ele fez uma expressão confusa, no que ela riu se lembrando que ele não devia fazer ideia do que ela estava falando. – Ah qual é? Enlatados já existiam na guerra.-
– Mas comida congelada não. — Ela apontou para o micro-ondas.
– Tá vendo isso que parece uma televisão? Se chama micro-ondas e serve para aquecer comida. - Ele olhou o eletro doméstico por um tempo, absolvendo o que ela dizia. – Rogers você me decepciona. Já está acordado faz dois anos, e ainda não aprendeu o básico? Você precisa de algumas aulas com a Tech Stark. — Falou fazendo ele rir divertido com a forma como ela se referiu a si mesma.


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Meia hora depois, eles já estavam com uma cesta de plástico na mão em um pequeno mercado, passando pelas prateleiras de enlatados. Steve olhava alguns que não fazia ideia que existiam em lata, como frutas e até alguns legumes. Stella se divertia explicando as coisas mais básicas para ele, enquanto pegava alguns enlatados que gostava.
– Esse por exemplo, sei que é ótimo para tortas. - Mostrou a ele um enlatado de amoras em uma prateleira mais alta.
– Como pode saber o que é bom em que se não cozinha? - Ele perguntou pegando um enlatado de ervilhas com milho, colocando na cesta de plástico.
– Não é por que não pesco que não sei de onde vem o peixe. Minha vó gostava muito de cozinhar, e eu achava divertido assistir. — Sorriu se lembrando de Maria Stark entregando uma colher cheia de creme com amoras para Stella, perguntando se estava bom para colocar na torta. Mesmo que ela tivesse só sete anos quando isso aconteceu, ela ainda lembrava o sorriso satisfeito de sua vó quando ele, toda lambuzada de creme, sorrindo dizendo que estava bom.
– Bom, acho que temos o suficiente. — Falou olhando para o cesto já bem cheio. Ali tinha dois quilos de arroz, enlatados de salsicha, ervilha com milho, apresuntado e cogumelos, junto de uma garrafa de óleo, outra de azeite e de leite. Sem tirar os pudins de copinho junto de uma garrafa de vinho branco, refrigerante, suco instantâneo, um saco de açúcar, outro de sal, outro de café e alguns condimentos que Stella se lembrou que iam bem na comida. Ele completou pegar um litro de leite e uma barra de manteiga no caminho para o caixa, segurando uma pequena caixa com oito ovos dentro. Tudo deu por volta de duzentos e vinte e dois dólares. Stella passou no cartão rapidamente, deixando Steve um pouco atordoado com tanta tecnologia. Cada um voltou para o apartamento com uma sacola cheia em cada braço.
– O que você sabe cozinhar? — Ela perguntou curiosa sobre os dotes culinários de um veterano da segunda guerra. Steve riu um pouco sem graça, sem realmente saber o que cozinhava quando precisava nas tendas do acampamento militar.
– Arroz, um pouco de carne. Mas tudo muito básico sem frescuras como alcaparras e anchovas com molho branco e caviar. — Ela revirou os olhos por ele ter falado aquilo, não acreditando que ele via as coisas daquela forma.
– Acha que eu vivo a base disso?- Ele levantou as sobrancelhas como se duvidasse. – As vezes. Mas muitas vezes eu fico a base de macarrão instantâneo e fast food como Mcdonalds e Subway. - Deu de ombros, mordendo o lábio por um momento. Ela pensou por um momento se teria algum Subway nas redondezas. Estava louca para comer um sanduíche bem gordo. Steve abriu a porta para eles. Quando entraram no apartamento, demoraram uns bons dez minutos arrumando tudo na dispensa e geladeira, decidindo o que iriam fazer para comer.
– Bom... — Stella pensou por um momento, encarando as panelas no armário acima da pia. – Você pode fazer o arroz que eu faço a salsicha. — Propôs no que ele assentiu com a cabeça, procurando uma panela média, quase prensando ela contra a pia por um momento quando se esticou para o armário. Stella ficou estática, sem saber o que fazer. Ele abaixou os braços, seu rosto próximo ao dela por alguns centímetros de diferença. O cheiro de seu cabelo fez com que ele se inclinasse um pouco na direção dela. Ela virou fechou os olhos por um momento, sentindo a respiração dele tão perto de seu ouvido, esbarrando a mão em uma das latas da pia ao se segurar mais firme nela ao sentir arrepios com a aproximação. O barulho de metal no chão de madeira tirou os dois daquele momento, Steve limpando a garganta, dando um passo para trás como se tivesse levado um choque, Stella se abaixando para pegar a lata do chão.
– Desculpe. — Ele falou sem graça, quando ela se virou para ele sorrindo um pouco sem graça, um pouco nervosa, deixando a lata na pia.
– Não foi nada... — Eles se olharam por mais alguns segundos, não sabendo exatamente o que fazer em seguida. – Eu... Vou tomar um banho enquanto você faz o arroz. - Falou saindo rapidamente da cozinha, indo até o quarto pegar uma muda de roupa e sua mochila cheia de cosméticos. Ela entrou quase correndo no banheiro, respirando fundo em uma tentativa desesperada de se acalmar. Steve ainda olhava para a panela em sua mão, tentando se lembrar o que tinha que fazer primeiro, sentindo ainda o cheiro de flores do cabelo dela em seu nariz, respirando fundo para voltar a se focar na comida, enchendo a panela com água, sem saber exatamente o que estava fazendo.

Stella demorou quase uma hora no banho, sem saber exatamente como sair de lá. Ela ficou na banheira por tempo o suficiente para que sua pele ficasse um pouco enrugada, desistindo de se esconder no banheiro. Ela limpou a banheira com o chuveirinho, se secando em seguida. O banheiro ela pequeno e simples, com um armário com espelho. Dentro estavam as coisas de Steve. Sua escova de dentes azul e branca, junto da colonia e do desodorante e algumas lâminas de barbear. Ela suspirou longamente, não se contendo, pegando o frasco para levar ao nariz. Quando respirou fundo na saída da colonia, seu cheiro fez seu coração bater forte, os músculos de seu rosto se repuxando em um sorriso bobo. Ela riu baixinho, guardando a colonia no lugar que estava, colocando seu próprio perfume logo embaixo do dele, junto do desodorante. Sua escova de dentes vermelha junto da dele.
Ela passou um pouco de perfume e desodorante, vestindo um shorts jeans e uma blusa solta com a estampa da bandeira americana desbotada. Era uma preferidas de Stella, ajeitando as alças do sutiã preto. Ela pendurou a toalha perto da janela, calçando uma sapatilha preta enquanto saia do banheiro com sua mochila. Ela soltou o cabelo enquanto guardava a mochila embaixo da cama, sentindo um cheiro gostoso de arroz pronto. Steve mexia na internet em seu laptop, acompanhando ela de forma discreta com os olhos.
– Já terminou? — Perguntou indo até a cozinha, cheirando o arroz que parecia delicioso. Ele sorriu satisfeito, olhando por cima do sofá para a cozinha.
– Só falta sua parte agora. — Ela fez uma careta, sabendo que ele devia estar se divertindo. Ela separou a panela em uma outra boca do fogão, pegando a lata de salsichas e de cogumelos. Pegoou dois ovos na geladeira, sem saber o que faria primeiro.
– Pensa... Pensa... — Falou em um sussurro para si mesma, enquanto Steve se aproveitava do fato que seu laptop ter uma câmera, apontando para ela na cozinha, se divertindo com ela se atrapalhando.
Ela colocou o ovo direto na frigideira, falando um “ai” quando espirrou um pouco em seu braço. Jogou em seguida um pouco de cogumelo e salsichas, misturando tudo na frigideira. Ele ria de forma silenciosa, vendo ela salgar o “omelete” que não parava de grudar na frigideira. Ela começou a ficar desesperada, arregalando os olhos ao ver a frigideira pegar fogo.
– Ai meu deus! — Falou sem saber o que fazer, no que Steve se levantou correndo, pulando por cima do sofá. Pegando a frigideira, jogando ela na pia abrindo a torneira. Ele se virou, desligando o fogão, abrindo a janela para sair a fumaça da comida queimada, no que ela se encostou na geladeira com as mãos no rosto.
– Não acredito... Primeira vez que tento cozinhar e quase coloco fogo na cozinha... - Ele riu olhando para ela, antes de fechar a torneira. Ela olhou para ele rindo sem graça, no que ele olhou envolta da cozinha, antes de ir até o quarto pegando a jaqueta dela e dele.
– O que? Tá me expulsando de casa por isso? — Pergunto enquanto ele entregava a jaqueta para ela.
– Vamos comer fora. Vamos demorar demais até arranjar algo decente pra comer. Eu não cozinho e nem você. - Ela olhou de relance para a pia, fazendo uma careta ao ver o omelete totalmente marrom, não sabendo mais distinguir o que era salsicha e o que era cogumelo. – E verdade seja dita, o cheiro aqui está horrível. — Ela riu mais por vergonha do que por achar aquilo engraçado, indo até o quarto, fechando a porta.– O que vai fazer? -
– Só vou colocar uma calça e já vamos. - Ele sorriu por um momento arrumando a jaqueta em seu corpo.

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Eles não tinham hora para voltar. A fome não era grande, enquanto eles apenas andaram sem realmente ter um rumo. Passaram por muitos restaurantes mas nenhum chamou a atenção dos dois. Stella ainda se sentia um pouco envergonhada pelo acidente na cozinha, enquanto Steve falava sobre seus problemas com a tecnologia para distrair sua cabeça. Quando perceberam, estavam já na baía da cidade, sem terem notado que haviam rodado em círculos pela avenida Atlantic e rua Comercial. Eles pararam olhando envolta, avistando um pequeno café & bar em uma esquina chamado “Waterfront”.
– Nos conversamos tanto que nem nos demos conta que era para acharmos um restaurante. - Ela falou enquanto eles entravam naquele ambiente familiar, com mesas agrupadas de forma aconchegante. Steve pediu uma mesa para dois, vendo o lugar um pouco cheio. Um rapaz que recepcionava o lugar levou eles até a mesa, em uma janela que dava para a vista da rua. Aonde eles estavam não dava para ver o mar, mas a noite a rua lembrava ate um pouco o subúrbio de Nova Iorque. Steve olhou o cardápio, não sabendo exatamente o que pedir, olhando por cima do cardápio para Stella.
– O que vai querer? — Ela olhou rapidamente para ele, fazendo uma pequena careta.
– Não sei... Talvez uma pizza... — Olhou para os sabores por um momento. — Você escolhe. Cansei de fazer coisas erradas hoje. — Ele sorriu divertido, chamando um garçom.
– Pepperoni por favor. — Stella ainda não tinha terminado de ver o cardápio, pedindo por um momento a atenção dele.
– Vou querer uma cuba libre. E você? — Ele olhou rapidamente para o cardápio.
– Também. Duas cubas. — Ela olhou para ele, estranhando. Ela nunca tinha visto ele pedir algo com álcool para beber.
– Você realmente bebe ou só está me acompanhando? - Perguntou querendo saber mais.
– Eu bebo, mesmo que não me de mais os efeitos que normalmente fazia. Eu gosto do gosto. — Ele falou colocando as mãos no bolso da jaqueta de forma casual, olhando a janela. Stella adorava aquele olhar perdido e totalmente tranquilo. Eles não tinham que se preocupar com mais nada. Apenas sentar e apreciar o bom tempo, metaforicamente falando. Ela aproveitou que ele estava distraído e decidiu perguntar logo.
O que aconteceu entre você e meu pai? — Ele continuou a olhar para a janela, criando coragem para explicar.
– Foi um mal entendido. - Mentiu, sentindo seu rosto esquentar um pouco. Ela estreitou os olhos, no que ela se debruçou um pouco na mesa, olhando para ele.
– Que mal entendido? — Ele respirou fundo, tentando pensar em algo. A pizza chegou na mesa e ele suspirou aliviada se servindo, não demorando para a bebida chegar também. Quando ele deu a primeira garfada, ela voltou ao assunto. — Então Rogers? Qual foi o mal entendido? — Ele mastigou com calma, tomando um grande gole de Cuba, suspirando longamente antes de falar.
– Ele achou que eu tinha falado mal de você, quando pegou uma conversa na metade. - Explicou o que foi uma meia verdade. – Então ele me acertou um soco. - Ela arregalou os olhos, não acreditando que seu pai tinha feito aquilo.
– Ele fez isso? Senhor Stark terá uma bela conversa por sair agredindo os outros sem mais nem menos. — Falou tomando um gole de sua bebida, continuando a comer a pizza. Ela parecia muito com seu pai quando ficava brava, o que Steve notou sorrindo. Seu nariz já estava perfeito, não podia mais se queixar. Mas o soco havia sido forte.

O jantar terminou rápido, mas eles ainda ficaram um bom tempo lá, tomando Cuba libres, mojitos e tequilas. Steve provocou ela, dizendo que ela não aguentaria tudo aquilo, no que só de raiva, ela virou cinco shots de tequila de uma vez só. Ela já estava rindo a toa, enquanto ele continuava bem, ligeiramente alegre, quase nada. Ele apenas tinha consciência de que tinha bastante álcool em seu organismo, mas ele não se sobrepunha ao cérebro. Mesmo assim ele ria junto com ela das piadas e ironias que ela falava.
Quando viram, já era mais de três da manhã. Stella estava consideravelmente bêbada, mas conseguia se aguentar em pé. Pelo menos foi isso que ela pensou nos primeiros dois quarteirões que eles andaram. Ela quase caiu duas vezes, gargalhando depois que ela contou a piada do Ipod.
Ai ele virou pro pai dos meninos e perguntou: Por que o senhor está triste? E ele respondeu mostrando a conta: IPaguei. -Falou caindo na gargalhada, tropeçando mais uma vez. Steve revirou os olhos rindo, segurando ela pela cintura.
– Ok, acho que você exagerou um pouco. — Ele falou enquanto ela fazia força para não cair, se apoiando completamente nele. Quando faltava um quarteirão para o apartamento, Stella parou se sentindo enjoada. Esperou alguns minutos até se sentir um pouco melhor, quase caindo no terceiro passo.
– Eu fiquei bastante tempo sem beber. Acho que me desacostumei... — Falou com a voz mole, abraçando ele. Steve ajeitou ela melhor, já com a chave na mão, pegando ela no colo. – Hum... Colo... É bom... - Ela resmungou meio bêbada, meio sonolenta, encostando seu rosto no ombro dele. Ele carregou ela sem problemas, abrindo e fechando a porta sem dificuldade. Stella resmungava algo baixinho contra seu pescoço, fazendo ele sentir arrepios com sua respiração em seu pescoço. Ele deitou ela com calma na cama, no que ela resmungou enquanto tentava tirar os sapatos. Ele tirou as sapatilhas que ela usava com calma, assim como a jaqueta. Quando ele tirou o celular de Fury e a carteira do bolso da calça dela, ele sem querer achou o desenho que ele havia dado para ela no dia em que ela havia sido sequestrada. Ele ficou ali sentado na cama, olhando para ela de forma maravilhada. Ela não havia deixado de pensar nele, e muito menos havia jogado fora o desenho que ele havia feito. Sonolenta, ela encostou a cabeça no colo dele, se ajeitando para dormir, resmungando algo que ele não entendeu. Ele deixou tudo na cabeceira, deitando ela no travesseiro com calma. Pensou por um momento em trocar sua roupa, mas preferiu não fazer nada. Ele pegou um cobertor no guarda roupa, cobrindo ela antes de sair do quarto. Pegou um cobertor para si, saindo do quarto com uma muda de roupa para dormir. Deixou o cobertor no sofá, indo até o banheiro para se trocar rapidamente. Ele deixou sua roupa e sapatos ajeitados no pé do sofá, se ajeitando com uma almofada do sofá mesmo, se cobrindo com o cobertor.
– Steve... — Stella resmungou sorrindo, em sono profundo ao virar na cama, abraçando o travesseiro. Ele sorriu ao escutar aquilo, dormindo com seu coração acelerado, se sentindo plenamente feliz.

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Na manhã seguinte, Stella tinha a cabeça palpitando como se tivesse o coração no lugar do cérebro. Um cheiro gostoso de ovos com bacon veio até seu nariz, seguido de torradas com manteiga. Ela levantou bem devagar, olhando para a cozinha. Steve estava de camisa branca e calça bege, praticamente a mesma roupa da noite anterior de seu sequestro. Ela resmungou baixinho, pegando o shorts da noite anterior do chão, indo até o banheiro. Lavou bem o rosto, prendeu metade do cabelo com uma presilha e escovou bem os dentes. Quando saiu, correu para sua mochila atrás de um remédio para dor de cabeça.
–Graças a deus... — Falou aliviada para si mesma, pegando o comprimido, indo até a cozinha. Ela pegou um copo, pegando um pouco de água da pia mesmo, tomando o remédio rapidamente. Steve colocou os ovos com bacon junto da torrada, entregando um prato para ela.
– Bom dia. — Falou sorrindo, aparentemente de bom humor. Ela olhou para ele fazendo uma careta, pegando o prato. Ele ficava lindo de bom humor, mas seu cérebro pedia para que ela mandasse todo mundo se ferrar e voltar a dormir.
– Pra quem? — Resmungou com dor, se sentando no sofá. Ela encostou na almofada que ele usou de travesseiro, ligando a TV no volume mais baixo que conseguiu. Ele riu, entregando um copo de suco de laranja para ela em seguida, sentando ao lado dela também com seu prato e copo.
– Dormiu bem? - Perguntou enquanto ela mastigava lentamente um pedaço de torrada com ovo e bacon.
– Já tive noites de sono melhores... — Tomou um gole de suco, olhando a TV sem realmente assistir. Eles comeram em silencio, no que Stella pegou no sono assim que terminou de comer. Ele pegou os pratos e copos vazios, deixando tudo na pia antes de pegar ela novamente no colo, deixando ela na cama. Quando ele já estava se afastando, ela resmungou seu nome outra vez, fazendo com que ele olhasse para ela. Steve se deixou levar pelo momento, deitando ao lado dela sem encostar nela. Ele não sabe por quanto tempo ficou olhando para ela, mas quando se deu conta, estavam dormindo com o rostos muito próximos, que a última coisa que ele lembrava era o cheiro de sabonete vindo de sua pele, junto do de flores de seu cabelo.


Notas finais
Roupa:
http://www.polyvore.com/steve_stella/set?id=49938376
Casa que eles moram: http://www.kaplaninternational.com/por/Images/boston-back-bay-facades_tcm21-15336.jpg