Strange Love
2 Capítulo dois - Uma martelada inesperada
Notas iniciais
AVISO: Primeira cena de sexo hein. Pepper x Tony.
Capítulo dois – Uma martelada inesperada
Ao chegarem a quinta avenida com a cinquenta e cinco, Hotel Peninsula New York, a entrada estava cheia de fotógrafos e jornalistas, Tony e Stella falaram rapidamente com os jornalistas, entrando correndo com Pepper no hotel, já que estavam sendo esperados há mais ou menos meia hora. Stella gostava de chegar um pouco atrasada. Fazia as pessoas ficarem loucas atrás dela, o que atiçava os jornalistas também. Assim que chegaram, cumprimentaram algumas celebridades e executivos. O cocktail era apenas para festejar o aniversário de oitenta anos de Arnold Hoffman. Além de ser um ótimo cientista, trabalhou por muito tempo nas indústrias Stark, preferindo se aposentar aos setenta e cinco anos.
– Tony, como vai? — Arnold cumprimentou Tony rapidamente, beijando a bochecha de Stella. – Você está linda Stella. Cada vez mais bonita. -
– Gentileza sua Senhor Hoffman. Quantos anos está fazendo? Quarenta? — Stella brincou, pegando uma taça de vinho branco.
– Eu é quem digo “gentileza sua”. Como vão os negócios, Tony? Continua tentando colocar a fábrica a baixo com aquela armadura? - Riu tomando um gole de whiskey.
– Nem tanto Arnold. Faz já um tempo que o Homem de Ferro não entra em ação. Estou de férias. — Sorriu enquanto via Pepper ao fundo, conversar com uma morena bem familiar.
– Ficou sabendo do Hammer, Tony? - Tony olhou sério para ele, esquecendo Pepper por um momento.
– Justin Hammer? —
– Ele mesmo. Ele conseguiu sair da cadeia. Especulações dizem que ele fez um acordo com o governo. Pelo jeito está tentando recomeçar seu antigo negócio. — Tony relembrou da prisão de Justin Hammer há quatro anos, quando ele organizou um atentado em plena Expo Stark.
– Acho que Justin precisará de uns bons vinte anos para entrar no mercado novamente, Arnold. - Tony fez piada para disfarçar, tomando um gole de martini.
– Pelo jeito não. Ele tem o apoio do governo agora.- Arnold pareceu bem sério ao falar aquilo.
– Mas são especulações, certo? - Stella perguntou séria.
– Sim. Mas toda especulação tem um fundo de verdade.- Arnold falou dando uma risada baixa, no que Pepper apareceu séria, puxando Tony de lado por um momento.
– Temos um problema, Tony. — Falou rapidamente, entregando um envelope preto com um logo muito familiar.
– Você está falando então...- Tony começou, abrindo o envelope.
– Agente Hill. Fury pediu para que ela viesse te entregar isso. — Tony leu rapidamente o papel, respirando profundamente.
– Isso não é nem um pouco bom. Preciso voltar pra casa. — Pepper segurou ele no lugar, pegando o envelope de sua mão.
– Calma Tony. Fury pediu para que você lesse isso com urgência, mas não é caso de você sair correndo. O que pretende fazer? - Tony olhou envolta da multidão, e tentou pensar em algo.
– Fury quer uma reunião amanha cedo então... Não há muito o que pensar sobre..- Stella apareceu, passando um braço pelo o do pai, tomando um gole de vinho.
– Você não está com um pé atrás por conta do que o Sr Hoffman disse não foi pai? — Perguntou se referindo a historia de Justin Hammer.
– Não. - Respondeu tomando o resto de seu martini em um gole só. – Por que não aproveita a festa, querida? Hum? - Beijou a bochecha da filha, segurando a mão de Pepper. – Mamãe e Papai vão ter uma conversinha e já voltamos. - Stella franziu a testa, no que Tony e Pepper se afastaram.
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05:55 am.
Tony mal conseguiu dormir a noite. A notícia de Justin Hammer estar tentando voltar aos negocios com a ajuda do governo deixou ele preocupado. Ele nunca foi de se preocupar com concorrentes, mas da última vez que não pensou, Hammer se aliou ao Chicote Negro e quase custou a vida dele e de seu amigo James Rhodes. Tony levantou mais cedo que o habitual por conta de toda a “dor de cabeça”, sendo surpreendido por Fury em sua porta.
– Meio cedo, não? Ainda são... — Jarvis mostrou o relógio na janela para ele. – Obrigado Jarvis, cinco pra seis da manhã, Fury. O que que é? Também ficou sem sono? - Falou rodando um pouco o copo. Fury deu uma risada leve, não muito amistosa, olhando a paisagem da janela.
– Belo dia para uma péssima notícia, não? Justin Hammer se aliando ao governo, o governo querendo nos apunhalar...- Fury disse colocando os braços para trás. – O que você pensa em fazer a respeito? — Olhou sério, claramente procurando uma ajuda da parte de Tony.
– Me juntar a você como da última vez em que sofreram um “ataque”. Correr para o colinho do Fury como um bichinho assustado. Não é sempre essa a solução? - Desdenhou Tony.
– Tony você sabe o por que Hammer fez um acordo com o governo? -
– Para conseguir armamentos melhores? - Desdenhou tomando um gole de whiskey.
– Ele estudou nos últimos dois anos tudo o que era ligado a nós, dentro da cadeia. Resolveu se aliar ao governo na caça aos Vingadores. Começando por você, que o colocou na cadeia. - Tony levantou um dedo.
– Eu estava destruindo robôs que queriam ser o Homem de Ferro. Não tive culpa se ele se queimou sozinho. —
– Ele não vai falhar dessa vez. A Agente Hill entrou em contato com um agente duplo da S.H.I.E.L.D no governo, e descobrimos que Hammer quer pegar o lugar que já foi da indústria Stark, só que com muito mais vontade. Ele quer exterminar você e os vingadores para conseguir isso. É o preço que ele decidiu pagar para ter a indústria Hammer em pé novamente.-
– E o que você quer que eu faça?- Tony se alterou, largando o copo na mesinha de centro, ficando na frente de Fury em poucos passos. – Quer que eu apareça na casa dele como Homem de Ferro e estoure seus miolos? O Governo adoraria isso. -
– Não estou pedindo isso. Estou pedindo para que você fique comigo, longe daqui e da torre Stark. Hammer pode muito bem atacar sua casa a qualquer momento. Não se esqueça o que Loki fez quando nos atacou. — Tony olhou irritado para ele, respirando fundo.
– Não posso sair daqui. Tenho Stella, tenho Pepper...- Falou visivelmente preocupado.
– Elas ficariam conosco também.- Tony pensou por um instante, indo até a janela.
– Você não parece estar me dizendo tudo. Por que a simples saída de Hammer da cadeia te preocupa tanto Fury? - Olhou para ele da janela, no que Fury manteve sua expressão nula. – Você mentiu para mim e para os outros da última vez, escondeu informações. Por que devo confiar agora? — Fury fez sinal para que ele sentasse, juntando as mãos.
– Não sabemos ainda ao certo se é apenas isso o acordo de Hammer com o governo. Eu e a Agente Hill temos algumas especulações...- Tony terminou de tomar seu whiskey, de forma irritada.
– Desembucha logo o que tá acontecendo Fury. - Fury olhou para ele mais sério do que antes.
– Temos a suspeita de que Hammer está atrás de alguém tão bom quanto você para fazer parte de sua empresa, assim como ele parece estar atrás de dois Vingadores em particular: Você e o Capitão Rogers. - Falou apontando para Tony. – A suspeita é de que Hammer não quer apenas a sua tecnologia para ele, mas que também quer ajudar o governo com a captura de Rogers. Seu nome foi citado em uma reunião em que nosso espião teve acesso.- Tony respirou fundo, olhando para o gelo derretendo dentro do copo vazio.
–Não estaremos mais vulneráveis na sua plataforma flutuante?- Fury riu.
– Você viu que é quase impossível alguém derrubar aquilo. - Tony levantou um dedo.
– Quase, não impossível. Significa que Hammer tem chance de derrubar ela. —
– Com você e mais um ou dois a bordo, não teremos problemas com a parte hidráulica, não acha? - Tony riu se lembrando de ter “concertado” uma das turbinas há dois anos atrás. – Enfim. Você vem ou não? - Tony fez uma careta, olhando de relance para a janela.
– Vou pensar no assunto. Como te encontro? — Fury sorriu antes de se retirar.
– Não precisa me procurar. Você tem vinte e quatro horas. Venho te buscar no fim disso. Se decidir que não, eu saberei. - Riu se retirando de forma rápida e invisível, da mesma forma em que apareceu.
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13:43pm
– Justin Hammer o que? - Stella perguntou séria para o pai, na hora do almoço.
– Isso mesmo: Justin Hammer quer a Stark esmagada, fazendo com que a nova estrela brilhante do país, em matéria de tecnologia e armas seja a Hammer. — Falou tomando um gole de suco de laranja.
– Isso não é possível. A Stark tem muito mais poder e presença que o martelinho dele. Para ele chegar aos pés da Stark, ele precisa nascer de novo como seu irmão. - Stella fez uma careta olhando para seu copo, antes de beber um gole. – Eu falei isso? Justin “praga” Hammer meu tio? Que horror. — Falou incrédula, tomando enfim um gole do suco.
– Acho que deveria aceitar a proposta dele, Tony. Hammer já provou ser perigoso, não podemos correr os risco novamente.- Pepper falou olhando para Tony, que terminava de mastigar e comida antes de falar.
– Eu sei. Mas eu não quero correr riscos naquele dirigível do Fury.- Pepper respirou fundo, olhando séria para Tony.
– Tony você já viu que a plataforma é totalmente segura. Se não fosse, Fury não há mantinha por tanto tempo.-
– Soube que ela é útil. Lembra que você me contou que tinha vários aviões a disposição do Fury?- Stella falou empolgada.
– E se eu for, vamos todos. - Stella e Pepper olharam para Tony, ambas sérias.
– Nós duas? - Pepper perguntou sem acreditar. – Mas... E a empresa, Tony? — Perguntou preocupada.
– Podemos deixar na mão do Johnson. Ele é ótimo e você confia nele. É só por um tempinho.-
– Você ficou maluco? Quer largar a empresa na mão do Johnson? — Pepper se exaltou.
– Ele é competente, Pepper. Esta na empresa faz tempo... — Pepper levantou da mesa e jogou seu guardanapo na cadeira.
– Eu fico, Tony. Não vou concordar com essa loucura outra vez. Você vai acabar afundando a empresa. — Saiu andando para o quarto, no que Stella fez menção de acompanhar ela.
– Não, fica ai. Termina seu almoço. Eu falo com ela. - Tony suspirou levantando calmamente, indo atrás de Pepper. Ela estava escovando os dentes com raiva, parecendo a beira de um ataque de nervos. – Pepper eu preciso de você ao meu lado... Entenda isso. - Pepper cuspiu na pia, enxaguando a boca rapidamente, olhando para Tony enquanto secava o rosto com uma toalha.
– Tony, suas constantes ameaças quase acabaram com a empresa uma vez. Não vou deixar a empresa que é a nossa vida, nas mãos do Johnson. - Tony segurou os ombros dela de forma delicada, olhando em seus olhos.
– Eu preciso de você. Não posso ficar sem você do meu lado agora. E também... Não quero que você corra perigo aqui sozinha. - Falou em um tom de preocupação que ela conhecia. – Tem ideia de como eu ficaria aflito se algo acontecesse com você ou com a Stella?- Pepper suspirou, olhando para o lado, tentando não pensar. – Eu amo vocês, você principalmente. Não sou nada sem vocês comigo. — Ela voltou a olhar para ele, passando as mãos com carinho em seu rosto. Por cuidar e conhecer Tony há tantos anos, ela sabia que para ele abrir o coração daquela forma, é por que realmente se importava.
– Eu entendo você, querido. Mas eu me preocupo com o nosso futuro. Seu pai deixou tudo isso para você, e graças a mim, todo esse reino não caiu. - Tony fez uma careta.
– Qual é? Eu sei administrar uma empresa muito bem. - Pepper ergueu as sobrancelhas.
– É mesmo? E a sua brilhante ideia há alguns anos atrás de fechar a fábrica de armas? Quanto nos custou? - Tony abriu e fechou a boca várias vezes, tentando lembrar.
– Uns... Dólares? — Fez uma careta, no que Pepper se soltou dele, balançando a cabeça sem acreditar.
– Cinquenta e seis porcentos, mais de milhões para a empresa. —
– Eu sabia dessa. Mas tá vendo? Como você mesma disse, eu nem sei o numero do seguro social. Qual era mesmo? Oito... Cinco...- Tony falou tentando lembrar.
– Oito, dois, quatro, sete, um, um, cinco, três, seis. — Pepper falou arrumando a toalha de volta no lugar.
– Jura? Pensei que fosse outro. Mas isso não vem ao caso. O que importa é que eu preciso de você comigo. — Falou pegar as mãos dela. – Virgínia, você me completa. - Pepper suspirou longamente, beijando os lábios dele sutilmente.
– Eu vou pensar, Tony...- Ele não esperou ela terminar: Abraçou forte sua cintura, beijando seus lábios com ternura e amor como não fazia há dias. Pepper não conseguiu lutar contra o abraço e nem contra o beijo, se entregando. Passou com carinho suas mãos por seu cabelo, trazendo ele cada vez mais colado ao seu corpo, aprofundando cada vez mais o beijo.
– Pai, telefone para vo...- Stella abriu a porta com tudo, tampando os olhos com uma mão, dando um passo para trás. – Que nojo. Por que vocês não arranjam um quar... Esquece. Tem uma tal de Agente Hill no telefone pra você, pai. - Ela sacudiu o telefone na direção dos dois, do que Tony apenas estendeu a mão para pegar ele, sem se soltar de Pepper.
– O Fury te pediu para me ligar? — Tony perguntou sério.
– Sim, Senhor Stark. Suas acomodações assim como a da Senhora Potts e da Senhorita Stark já estão prontas. O Coronel Fury pediu para que eu entrasse em contato com o Senhor ou com a Senhorita Potts, em relação a empresa Stark. Ele está oferecendo os serviços do Agente Evans para cuidar da empresa para o senhor.-
– Ótimo, era tudo o que eu queria ouvir. Peça para esse Agente Evans ir para a Stark...-
– Ele já está lhe esperando na sala, Senhor Stark.- Tony franziu a testa, olhando para Stella que confirmou.
– Ótimo, vou pedir para que um encarregado da Pe.. Senhora Potts treine ele. As vinte e quatro horas ainda são válidas? —
– Sim senhor. O Coronel Fury deu esse prazo justamente para que o senhor pudesse treinar o Agente Evans. —
– Ok então. Obrigado Agente Hill. Até breve. - Falou se despedindo dela, desligando o telefone logo que ela também se despediu. – Fury mandou um fantoche para você, Pepper. — Ela olhou para ele confusa, recebendo um beijo rápido.
– Como assim um fantoche? —
– Fury te arranjou um substituto bem mais qualificado que o Johnson. Você só precisa dar os passos para ele seguir na empresa. Pode pedir ao Johnson para supervisionar e trainar ele - Falou saindo com ela do quarto.
– Ele parece ser bom. - Stella falou indo na frente. – Pelo menos a aparência dele é boa.- Deu de ombros, chegando na sala, sorrindo para o homem engravatado que estava sentado.– Agente Evans, essa é a Senhora Potts...- Stella apresentou ele para a mãe, que retribuiu apertando a mãe dela e de Tony.
– Eu sei bem quem são. Coronel Fury me falou tudo sobre vocês, e confesso que sou um grande admirador da Industria Stark. — Falou aparentemente entusiasmado.
– Quantos anos você tem? - Tony perguntou.
– Vinte e nove anos, senhor. Fui “recrutado” pelo Coronel quando tinha vinte anos. Sou da equipe de segurança da S.H.I.E.L.D. Mas antes eu trabalhava como secretário da secretária do Governador de Nova Iorque. Sei tudo sobre administração de empresas. - Falou de forma satisfeita. Ele aparentava ter quase vinte e cinco anos. Olhos verdes e cabelo preto, era tão atlético e alto quanto Tony Stark.
– Certo Agente Evans. Qual nome você vai usar nesse tempo que administrara a Stark? - Pepper perguntou, recebendo um arquivo de Evans, com todos seus dados. Parecia um currículo bem longo.
– Nesses papéis diz Harold Smith, Senhora Potts.- Respondeu prontamente, olhando para ela sorrindo.
– Impressão minha ou você tá ansioso? — Stella perguntou, erguendo uma sobrancelha.
– É você parece um daqueles cãezinhos de feira que vê um casal que pode adota – lo, e fica todo feliz balançando a cauda.- Tony completou, no que Pepper cotovelou ele, quando viu Agente Evans ficar levemente rosa.
– Eu me sinto bem dessa forma, Senhor Stark. Para mim é um prazer trabalhar para vocês.- Ele falou bem satisfeito com sua posição no momento, no que Stella abafou uma risada se retirando.
– Bom vocês vão ficar bem, pelo jeito. Eu to indo nessa. — Stella falou saindo rapidamente, antes que alguém falasse algo.
– Bom, então vamos começar. Smith. Assim que terminarmos, vou lhe apresentar o meu substituto. ele entrará em contato comigo enquanto eu estiver fora, caso tenha dúvidas. Vamos?- Pepper falou sorrindo de forma cordial, fazendo sinal para ele acompanha – la.
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17:22pm
– O que está fazendo? Vai fugir pra Europa? — Tony perguntou ao passar pela porta do quarto da filha, vendo que ela já arrumava malas e pertences pessoais. Ela olhou de relance para o pai, sorrindo levemente.
– Se a casa tem risco de ser bombardeada, estou separando o que fica comigo e o que vou encaixotar.- Tony sentou – se na cama, olhando as várias caixas prateadas, totalmente a prova de fogo ou batidas que a Stark havia projetado há anos. Suspirou longamente, cruzando os braços.
– Você... Não está preocupada? Nem um pouquinho? — Perguntou desconfiando da tranquilidade da filha. Ela sorriu largamente em resposta, rindo baixinho.
– Tá brincando? Eu to adorando isso. É como... Férias. Só que com tiros, bombas e um “dirigível” como você mesmo disse. - Falou parecendo se divertir com a ideia de apoiar a S.H.I.E.L.D. Ele riu baixinho com a forma incrédula da filha. Nesse ponto ela também lembrava muito a ele. Sem medo, encarando tudo como uma grande brincadeira. – Bruce vai estar lá, não vai? — Perguntou sem tirar os olhos da mala que terminava de arrumar aos poucos. Ele confirmou balançando a cabeça, sorrindo com a ideia de se reunir a Bruce Banners novamente. Ele era um ótimo cientista, e também um ótimo monstro verde.
– Vai sim. Pretende brincar bastante no laboratório com ele? Só não vai irritar a fera. — Ela revirou os olhos, abrindo uma das caixas prata que ainda estava vazia, guardando alguns bibelôs.
– Bruce é ótimo. Foi ótimo aquele tempo que ele passou aqui. As formulas que eu sei hoje é graças a ele. Ótimo companheiro de laboratório.-
– Tirando que é grande, agressivo e verde...- Tony fez uma careta ao falar aquilo, fazendo Stella rir.
– Ele tem um ótimo auto – controle. Não devia tirar sarro, pai. — Ele deu e ombros, vendo os bonequinhos que ela guardava na caixa.
– Vai mesmo guardar tudo isso? — Perguntou contando no mínimo trinta e dois bonequinhos diversos.
– Vou, claro que vou. Foram presentes seus de viagens quando eu era pequena, lembra? - Ela se ajoelhou perto do pai, puxando a caixa para perto, mostrando uma bonequinha dançando can – can. – Você me deu de presente quando voltou da França, quando eu tinha oito anos. Não podia me levar e a mamãe ficou comigo. — Ele riu pegando a bonequinha.
– Você ficou uma semana tentando dançar. - Ela caiu na gargalhada, lembrando.
– Eu roubava as saias da mamãe pra usar juntas e fazer volume como as das dançarinas. Ridículo. - Ela guardou a boneca na caixa, pegando um pequeno cavalo todo feito em madeira.– E desse? Você lembra? — Ele olhou para o cavalo e fez uma careta.
– Sei que é Texas. Mas quando...- Ela riu, guardando ele na caixa.
– Ano passado. Você achou que eu ia gostar. Memória fraca, pai. Vou pedir pro Jarvis me ajudar com isso.- Brincou sentando ao lado dele.
– Tenho muitas coisas na cabeça. Não tenho espaço pra tudo. - Deu de ombros.
– Sei... Não vai arrumar suas coisas? —
– Não tenho muito o que arrumar. Só uma mala com algumas roupas.- Stella encostou a cabeça no ombro do pai, respirando fundo. Ele beijou sua testa, fazendo carinho em seu cabelo. – Vai ficar tudo bem. Logo isso tudo acaba, ok? - Ela sorriu, beijando sua bochecha ao se ajeitar sentada.
– Eu sei. Por que vamos estar juntos. Posso ficar no laboratório com você e Bruce, não posso? - Ele sorriu afirmando com a cabeça, levantando da cama.
– Termine de arrumar suas coisas. Logo sua mãe pede pro Jarvis te chamar pra jantar. — Ela fez sinal de “ok” com a mão, voltando a arrumar as coisas no quarto.
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20:15pm
– Como foi o treinamento do filhotinho da S.H.I.E.L.D? - Tony perguntou para Pepper, terminando de comer o que ainda restava em seu prato. Ela olhou para ele com um sorrisinho, no que Stella riu baixo do outro lado da mesa.
– Não fale assim. Ele parece bem satisfeito com o que Fury pediu para ele fazer. — Deu de ombros, no que ele revirou os olhos.
– Por favor, Pepper. Ele parecia um cachorrinho de dois meses, pronto para se mijar inteiro diante do novo dono. Será que devemos mesmo confiar nele? —
– Ele é ótimo. Rápido, dedicado, inteligente...-
– Ansioso, arrumadinho, pau mandado...- Ele interrompeu.
– Tony!- Pepper falou sem conseguir não rir.
– Mãe ele tem razão.- Stella apoiou.
– Vocês parem com isso. Ele vai ficar bem pelo tempo necessário. Além disso, Johnson ficará de olho nele por mim. —
– Continua sendo o filhotinho da S.H.I.E.L.D. — Tony desdenhou, se levantando em seguida. – Vou fazer as malas. Seis horas Fury estará ai fora com um jatinho. Não leve muita coisa meninas. - Falou indo para o quarto, deixando Pepper e Stella na mesa. Pepper continuou a comer silenciosamente, no que Stella tomava seu suco de forma bem demorada.
– E então mãe? Nervosa? — Perguntou tentando ser o mais descontraída possível. Pepper não conseguiu mascarar totalmente sua preocupação. A todo momento, lembrava de explosões e monstros que atacavam tudo e todos. Tinha medo que isso acontecesse novamente.
– Um pouco. Coisas difíceis já aconteceram e eu não gostaria que se repetissem.- Respondeu sem olhar para ela, terminando de jantar.
– Você tá com medo do papai se machucar, não está? Como da outra vez? - Pepper respirou fundo, tentando não lembrar da cena que viu pela TV, de Tony despencando do portal, em cima do teto que cobria sua cabeça. Assentiu olhando para a filha, deixando transparecer o medo que sentia.
– Muito. Tenho medo de que ele se machuque feio. Ou que acabe se matando de vez... — Suspirou longamente, olhando para o prato vazio. Stella se levantou e puxou outra cadeira para perto da mãe. Passou uma mão por seu rosto, fazendo com que ela olhasse, sorrindo de uma forma que parecia muito seu pai.
– Papai é muito inteligente. Ele sabe se virar, e nunca entraria em uma fria sem saber como sair dela. Você sabe que ele é assim. Inconsequente. Irresponsável. Louco...- Pepper riu, concordando.
– E bastante você. - Completou sorrindo. – Você é mais parecida com seu pai do que pensa. — Stella fez um gesto esnobe, brincando, suspirando longamente.
– O que eu posso fazer? É o dinheiro. - Brincou arrancando uma risada de sua mãe, que era sua ideia desde o princípio. Pepper beijou a testa da filha, apertando de leve seu nariz.
– Minha bonequinha. Não acredito que você cresceu tanto... - Ela encostrou a cabeça no ombro da mãe, suspirando longamente.
– Queria que eu ficasse um bebezinho pequeno e fofo?-
– Seria bom. Acho que daria menos trabalho. — Elas riram, olhando pra sala, em direção a uma foto em que estava Pepper na mesa de parto, com Stella toda cheia de sangue em seu colo, e Tony tirando a foto, posicionado atrás de Pepper. – Ele ficou maravilhado com o seu nascimento. Não pensei que ele fosse reagir daquela forma. - Stella as vezes não entendi o relacionamento de seus pais. Eles se amavam, moravam e viviam juntos, mas ainda não haviam se casado. Falta de tempo? Lugar? Confiança nas pessoas em volta? Ela não sabia, mas sempre torcia para que eles ficassem sempre bem. Olhou para sua mãe que estava ainda com um sorriso nostálgico no rosto, fazendo carinho no cabelo de Stella.
– Por que vocês nunca se casaram? — Finalmente perguntou, sabendo que não era a primeira vez que fazia essa pergunta. A última vez foi quando ela tinha quinze anos, e viu eles discutindo feio. Como sempre, Pepper suspirou longamente, pensando por um momento.
– Tempo... Medo das críticas... De como ficaríamos com o peso de um casamento nas costas... Não sei. Seu pai é imprevisível. Mas ele parece feliz assim.- Ela franziu a testa para a mãe.
– E você está feliz assim?- Pepper deu de ombros.
– Fiquei acomodada. Mas não vamos falar disso. Temos coisas mais sérias a nos preocupar. - Sorriu tentando fugir da conversa, se levantando. – Pega os outros pratos pra mim. Vamos lavar a última louça. — Stella adorava isso em sua mãe. Ela conseguia passar a ideia de que estava tudo bem, só para não preocupar os que amava, mesmo que isso a fizesse sangrar. Ela algo bom e ruim ao mesmo tempo. Evitava conversar e dava experiência.
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22:58pm
– Tudo pronto senhor. Boa noite. - Jarvis falou um pouco antes de desligar.
– Boa noite Jarvis. - Tony falou terminando de empacotar algumas coisas, transformando suas armaduras em “maletas”, com exceção da última que parecia mais uma capsula. Colocou tudo em o que parecia um mini contêiner, lacrando outra caixa. Pepper desceu, já com sua habitual roupa de dormir, bocejando antes de ir para perto de Tony.
– Ainda empacotando coisas? Precisa dormir, querido. - Falou abraçando ele por trás, deixando suas mãos em seu peito, encostando seu rosto nas costas dele. Tony sorriu, deixando uma caixa de lado, se sentando na cadeira puxando Pepper junto. Ela se ajeitou em seu colo, recebendo um beijo rápido.
– Por que não tirou essa ruga de preocupação da testa? Ela não te deixa bonita, te envelhece. - Brincou, apertando o dedo indicador na testa dela. Ela revirou os olhos, batendo em sua mão de leve, sendo abraçada mais forte. – Pare de ser tão preocupada. Vai ficar tudo bem. Hammer não é de nada. —
– Não pode se basear em coisas do passado, Tony. Ele agora tem apoio do governo, e sabe se lá... - Tony beijou ela sem esperar que ela terminasse, segurando seu corpo de forma firme contra a dele. Pepper não conseguia resistir aos carinhos de Tony. Desda primeira vez há muitos anos atrás, o sentimento e a sensação era a mesma.
– Temos que... Acordar cedo amanha...- Falou contra os lábios dele, sentindo suas mãos passarem pelos seios dela, puxando mais seu quadril de encontro ao dele.
– É eu sei. Mas eu acho que... — Deu de ombros, descendo dos lábios para a mandíbula, parando na curva do pescoço com o ombro. Ponto fraco de Virginia “Pepper” Potts. – Um pouco de “diversão” para “relaxar” antes de todo o stress de amanha, não faz mal.- Falou contra a pele dela, continuando os beijos.
– Tony, é serio. - Falou em uma voz baixa quase chorosa, apertando o cabelo dele entre seus dedos, não resistindo aos beijos em seu pescoço.
– É eu também to levando isso aqui a sério. — Falou sorrindo de forma sacana, beijando seus lábios com vontade, parecendo que fazia anos que não a beijava.
Mal perceberam, e Tony já ajeitava ela em seu colo, passando suas pernas envolta da cintura, indo para o quarto. Era noite, Stella provavelmente estava em seu quarto terminando de empacotar algo e não iria ver os dois pelo corredor. As mãos dele passavam por todo o corpo dela. Desde sua nuca até o fim de suas costas, enquanto ela se prendia firme em seu colo. Em parte com medo de cair, em parte querendo mais daquele contato.
Mal entraram no quarto, Pepper trancou a porta quando ele a encostou contra a mesma, passando as mãos com força por suas coxas, pressionando seu corpo contra o dela de forma perfeita. Ela deixou um pequeno gemido escapar, o que foi o suficiente para ele.
– Pensei que quisesse dormir, Sra Potts. - Falou rindo contra os lábios dela, indo até a cama. Ela se ajeitou na cama com ele por cima dela, já sentindo seu shorts ser arrancado junto com a calcinha.
– Acho que mudei de ideia, Sr Stark. — Ela sorriu de forma sugestiva, gemendo baixinho logo em seguida, sentindo ele brincar com seu mamilo esquerda por cima da blusa fina. Ele ficava louco com os gemidos dela. Não havia mulher no mundo que pudesse enlouquecer Tony Stark com um gemido como ela. As vezes ele se perguntava por que ficou com tantas, quando a melhor de todas estava sempre ao seu lado. Sem que ela nem tivesse visto ou sentido quando, ele já beijava de seu pescoço até seus seios, mordiscando e chupando de leve a pele até chegar aos mamilos. Sua mão direita fazia carinhos lentos no clítoris dela, fazendo com que Pepper mordesse o lábio para não gemer alto. Tentou alcançar o membro dele em vão, fechando os olhos enquanto respirava fundo, gemendo tão baixo que só ele conseguia ouvir. Quando ele começou a acelerar os movimentos de seus dedos, quase levando ela ao orgasmo, ele parou sorrindo satisfeito para ela. Antes que ela começasse a dizer algo, penetrou-a lentamente, olhando em seus olhos enquanto cada centímetro se aprofundava nela. Por fim ela fechou os olhos ao puxar o rosto dele para perto, beijando ela de forma desesperada. Ele encaixou seu corpo em cima do dela, mordiscando seus lábios com carinho sempre que ouvia seus gemidos baixos, e sentia suas unhas arranharem suas costas com certa força. Pouco tempo depois, ele começou a ir mais rápido, beijando a boca dela para abafar os gemidos, chegando ao orgasmo juntos, sentindo as unhas dela afundarem com vontade em suas costas. Demorou cerca de cinco minutos para recuperarem o folego, rindo baixinho um com o outro, trocando beijos delicados e silenciosos. Não perceberam quando caíram no sono profundo daquela forma. Nus e abraçados, com Pepper abraçando-o parcialmente. Sua mão direita repousou no reator, a mão de Tony na dela.
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