Strange Love
27 Capítulo Vinte e Sete - 4 de Julho
Notas iniciais
Depois de fazer vários exames e constatar que não havia mais o por que de
Stella continuar na enfermaria da S.H.I.E.L.D, Tony e Pepper a levaram de
volta para a mansão Stark, no que Natasha se voluntariou a ficar alguns
dias com ela para ajudar. Felizmente, Stella já tinha um quarto grande, sem
obstáculos e uma boa banheira em seu banheiro. Aquilo tudo a facilitaria
para andar sem esbarrar em nada pela casa e só teria que evitar de ir até a
garagem/oficina de seu pai. E pior, teria que refazer sua armadura e só
poderia usa-la depois de quatro meses.
Na tarde do dia quatro de Julho, Stella suspirou enquanto seu pai fazia
planos de beber e ver o show de fogos que iriam fazer na praia perto de
casa. Ela, por outro lado, teria que ficar em casa com Natasha, não podendo
fazer esforço. Durante o banho, que Natasha insistia em ajudar Stella, ela
se lembrou de Steve e que ele estaria comemorando noventa anos naquele dia,
com aparência de vinte e dois anos. Ela ainda tinha receio sobre o
relacionamento deles, mas estava morrendo de vontade de ver seu sorriso
mais uma vez. O tempo em que passaram na S.H.I.E.L.D em que ela estava
enferma mostrou o quanto ele se importava, sendo que até seu pai chegou a
mencionar algo.
Enquanto Natasha a ajudava a lavar os pés e as pernas, Stella massageava
seu próprio couro cabeludo, lavando o cabelo.
– Eu odeio essa insegurança. Eu sempre tive controle sobre tudo a minha
volta. Não gosto de não saber o que vem pela frente. — Natasha colocou a
perna dela dentro da banheira com cuidado enquanto pensava no assunto. Não
tinha também um bom histórico amoroso. O único com quem já deixou sua
verdadeira identidade transparecer foi Clint. Mas mesmo eles sendo do mesmo
mundo, ainda tinha coisas que ele não compreendia nela.
– Eu realmente não sei como te aconselhar. — Stella suspirou, mergulhando
na água lentamente para tirar o shampoo de seu cabelo. Natasha a ajudou a
terminar o banho, saindo com cuidado e calma da banheira. Estava já bem
cicatrizado mas Stella não poderia fazer muito esforço bom uns bons dois ou
três meses para ter uma cicatrização boa. Enquanto Natasha pegava a roupa
para ela, Stella se viu encarando o convite deixado na cabeceira da cama.
– Chame meus pais, Jarvis. — Stella pediu enquanto Natasha parava de
escolher roupas e olhava para Stella.
– Você está bem? — Ela concordou para Natasha com a cabeça, sem deixar de
olhar para o convite já em suas mãos.
– Vou precisar de uma roupa de gala, Naty. — Natasha sorriu, já entendendo
o plano de Stella. Naquele momento, Tony e Pepper chegaram no quarto, com
roupas típicas de ficar em casa. Até de chinelos Pepper estava.
– O que aconteceu? — Stella sorriu para eles, satisfeita com sua decisão.
Não iria mais fugir de Steve. Não iria mais ignorar seus sentimentos quando
eles eram muito bem correspondidos.
– Precisamos do jato, pai.- Tony ficou alarmado com aquela ideia.
– Você está bem? Está com dor?
– Não estou bem. Quero ir na festa do governo. — Tony olhou para Pepper, sentando-se ao lado de Stella antes de continuar.
– Precisa pensar bem. Você não pode se esforçar. — Stella ficou de pé sem muito esforço, tomando cuidado ao andar até Natasha.
– Vou estar pronta em quarenta minutos. Estejam prontos também. — Falou de forma confiante, puxando Natasha com ela para seu closet.
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No jato particular de Tony, ele entrou carregando Stella no colo sem muita dificuldade. O grande problema era o vestido da filha. Era longo e de cetim, o que a deixava escorregadia em contato com o terno de fino corte e alta costura dele. Aquilo não era um problema em momentos íntimos. Mas naquele momento, tentando manter Stella firme em seus braços, era. Ele a colocou com muito cuidado em uma das grandes poltronas, afivelando o cinto e puxando o encosto de pé para ela.
– Pai eu só estou machucada. Não estou aleijada. — Tony ignorou, olhando feio para os sapatos que ela usava.
– Eu sei o quanto você ama sapatos de salto, mas precisa usar essas saltos da morte enquanto está em recuperação? — Stella fez cara feia para o pai, e assim como ele, não respondeu. Pepper olhou de um para o outro, parecendo ver duas crianças teimosas.
– As crianças poderiam parar de brigar? — Pepper falou ao se sentar ao lado da filha, sendo seguida por Natasha e Clint. Clint encontrou eles a cerca de quinze minutos antes a pedido de Fury. Só para que as coisas não fugissem do controle. Naquele momento, a única coisa fora do controle eram os olhos bem treinados de Clint para as curvas bem definidas pelo vestido de festa no corpo de Natasha. Tony chegou a olhar para a agente mas assim que viu Pepper, teve um sorriso tatuado em seu rosto. A roupa dela não revelava nada de mais, mas Tony tinha uma queda por vestidos frente única.
Quando todos estavam bem confortáveis em seus lugares, o piloto alcançou vôo rapidamente. Em cerca de três horas estariam em New York, chegando uma hora após o horário previsto para a festa começar.
Durante todo o voo, Stella se concentrou na festa. Não por que fazia um tempo desde que tinha ido para alguma celebração para distrair a cabeça. Mas por que ela iria fazer as pazes com Steve. A questão de confiar nele tinha se provado idiota. Mesmo que ela ainda estivesse desapontada que ele não tivesse contado para ela sobre o que aconteceu com Sharon, Stella não podia continuar daquela forma com Steve. Estava determinada a continuar de onde eles haviam parado, e só esperava que ele não tivesse mudado de ideia. Pelo menos, não parecia que ele havia mudado de ideia.
Nas três horas de viagem que se seguida, Stella ficou olhando pela janela a linda imagem do sol dando lugar a lua conforme se aproximavam de New York. Lembrou de uma frase do Buda em que dizia que apenas três coisas não podiam ser escondidas. O sol, a Lua e a verdade. Sobre aquilo ele tinha razão. A verdade é que ela queria de todo o coração ficar com Steve, não importava a opinião de seu pai ou de qualquer outra pessoa. Sharon tinha colocado quase tudo a perder quando atacou Stella com a história do beijo. Mas a situação piorou quando Steve não se explicou. E quando o fez, não negou a história. Aquilo doeu profundamente pois ela pensou que as coisas seriam diferentes. Que se algo acontecesse, ele iria contar. ela havia "traído" ele também mas a situação havia sido diferente. Em sua cabeça embriagada, pensou que era Steve. A viagem de três horas se tornou uma forma de Stella repassar tudo o que havia acontecido entre eles, e considerar tudo o que deveria ser considerado. Ele não merecia ser desprezado por ela daquela forma sendo que já tinha Tony para fazer aquilo. Ela devia aquilo a ele depois que ele quase morreu para salva-la. A imagem dele cansado e pálido não saía de sua cabeça. O pouco dinheiro que ele tinha ele havia usado para lhe dar um pouco de conforto em um gesto que ela havia deixado passar, e que praticamente menosprezou. Seu pai estava errado. Steve é quem não merecia ela, não o contrário. Com esse pensamento em mente, ela se colocou a respirar fundo de forma lenta, enquanto via que eles pousavam em New York.
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Steve já estava na festa fazia quase uma hora. o secretário de segurança nacional havia pedido que ele estivesse ali presente desdo começo da festa para recepcionar os convidados. “Afinal, é seu aniversário, Capitão”, como ele havia dito para ele. perdeu as contas de quantas fotos já havia tirado, fazendo com que ele se lembrasse da época em que trabalhava como “macaco de circo” para o exército americano. Enquanto Bucky e tantos outros amigos lutavam e colocavam suas vidas em risco a todo momento, matando nazistas e defendendo o país, Steve fingia dar um belo soco de direita em Adolf Hitler e carregava moças no colo para exibir os músculos. Ele odiava ficar naquele posição. Ser uma pessoa pública era perigoso, difícil e algo do qual ele não tinha o menor controle. A exposição era tão grande que ele ficava desconfortável, mal sabendo como conversar. Um braço o arrancou dos holofotes, ficando grato antes de ver que era um general bem humorado demais que o puxava para uma roda de homens velhos com charutos e copos de bebida forte.
– Você o resgatou dos papparazzis. Maravilha Tom. — Steve sorriu sem graça, enquanto recusava o que lhe pareceu o milionésimo copo de whiskey.
– Fico grato pela ajuda, senhores. Não sou muito fã de toda essa exposição. — O homem que o puxou das fotos riu alto, soltando uma grande quantidade de fumaça na direção do grupo.
– Ora Capitão. Até parece que não era a mesma pessoa que fazia filmes e era a inspiração para histórias em quadrinhos na segunda guerra. —
– Essa questão nunca esteve muito clara para o público. Tanto que quando vi a oportunidade para fazer algo pelo meu país, eu a agarrei sem pensar. Diferente de muitos que sentavam e apenas assinavam papéis. — Todos olharam para Steve, as risadas parando aos poucos. Um senhor que estava de frente para Steve o olhava de forma ofendida.
– Não pense que fez mais por este país do que os outros, rapaz. Pode ter sido uma estrela naquela época mas… — Steve o cortou de forma firme.
– Um macaco de circo, senhor. Não uma estrela. E eu não estou dizendo que fiz mais por este país do que outros. Estou apenas apontando que eu fiz o meu dever como muitos deveriam ter feito. Vi homens se esconderem das trincheiras e ignorar seus companheiros que morriam em pleno fogo cruzado. Assim como vi Generais ignorarem as feridas de seus soldados os enviando de volta para a batalha. Não me considero um herói, senhor. Apenas um sobrevivente que faria tudo de novo se necessário. Com licença. — Ele se retirou da conversa, agarrando enfim o primeiro copo de whiskey que viu, virando-o em um único gole. Passou o dedo indicador pela gola da camisa, soltando um pouco a gravata ao andar pelo salão. Aquele noite seria muito longa se continuasse assim.
Desde que havia chegado, ele se pegava procurando por algum sinal de Stella. Havia tantas mulheres naquele salão que ele chegou a se aproximar de uma ao pensar que era Stella. No final, ele apenas olhava para o alto da escadaria, esperando que, em algum momento ela pudesse aparecer.
– Brilhante o seu discurso, Capitão. — Um homem de cabelo meio grisalho, meio preto e bigode se aproximou de Steve, fazendo com que ele se sobressaltasse. Ele piscou ao ser pego de surpresa com uma foto no segundo em que ele se virou para cumprimentar o homem.
– Discurso? — Ele perguntou atordoado. O homem agitava com vigor a mão de Steve.
– Você sabe, junto daqueles velhos de guerra. Meu nome é John Jonah Jameson Jr. Mas pode me chamar de J.J. Jameson. — Steve tentou seguir o que o homem falava, mas ele era rápido demais. — Parker! Tire aqui uma foto minha com o grande herói americano. — Novamente Steve foi cegado pelo flash de uma câmera, mal vendo o rosto do fotógrafo.
– Prazer em conhece-lo Senhor.- Jameson parecia animado até demais para Steve.
– Eu é que estou honrado por conhecer um verdadeiro herói. Grande homem! Acabou com muitos nazistas.-
– Na verdade… — Steve gaguejou no que o homem já o puxava para uma roda, pegando um copo de whiskey para os dois.
– Humildade. Adoro isso. Vamos rapaz, me conte os detalhes de tudo o que te aconteceu nesses anos. Como foi ficar congelado e acordar em um mundo totalmente diferente? — Steve suspirou, tomando um gole do whiskey ao notar que a noite seria longa.
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Com a chegada a festa, Tony olhou surpreso ao ver que estavam na biblioteca de New York. Para a ocasião, haviam colocado luzes que imitavam as cores da bandeira americana com um grande holofote que brilhava "Feliz 4 de Julho" e “Feliz aniversário Capitão América.” nas paredes.
– Eles fecharam a biblioteca para uma festa? — Tony perguntou enquanto saíam do carro. Happy fez menção de pegar Stella no colo, mas Tony o barrou antes.
– Não precisa. Obrigada. — Stella falou ao mal sentir dor em sua perna, subindo as escadas calmamente enquanto se apoiava em seu pai. Vários fotógrafos começaram a disparar flashes na direção deles, no que Stella e Tony sorriram, ignorando as perguntas.
– Você está linda. — Ele falou para a filha, sentindo o nervosismo dela. Stella apertou ainda mais a mão dele enquanto chegavam a porta, vendo que Pepper parecia satisfeita com a situação ao lado deles, se apoiando em Happy.
– Obrigada pai. Você também não está nada mal. — Tony fez uma careta, no que ela riu. — Está lindo pai. — Ele voltou a sorrir, passando uma mão pela cintura dela para dar mais apoio enquanto entravam. Lá dentro, tudo estava muito bem iluminado pelas velas artificiais que enchiam os candelabros. Todos estavam vestido de forma muito elegante, tanto quanto eles. No meio daquela multidão, Stella não conseguiu achar Steve de imediato. Natasha passou por eles com Clint, descendo a escadaria devagar, sorrindo ao irem de encontro a um grupo de pessoas que provavelmente eram do governo, a pedido de Fury. Tony olhou para a filha, incerto se deveria deixa-la sozinha, no que ela riu.
– Tem certeza? Posso pedir para o Happy...-
– Pode ir, pai. Senhorita Potts precisa de uma companhia.- Ele beijou o rosto da filha rapidamente antes de se afastar, descendo as escadas com Pepper.
–Ela ficará bem. — Pepper falou enquanto Stella ainda se mantinha agarrada ao corrimão de pedra, olhando ansiosa para todos.
Quando a banda começou a tocar uma nova música, ela avistou Steve entre alguns homens, no que ela sorriu largamente, totalmente travada no alto da escada, sem saber se descia ou se esperava.
Clint e Natasha passaram por Steve, no que ele ignorou completamente os homens de farda e o Senhor Jameson que conversavam com ele, só voltando a realidade com a voz de Natasha.
– Acho bom você ir até lá ou eu te mato. — Ele olhou envolta de forma nervosa, enquanto andava em direção a escada. Stella engoliu seco ao ver Natasha acenar com a cabeça para ela, descendo a escada um degrau de cada vez da forma mais calma e teatral possível. Tinha que manter a pose. Além do mais, estavam em uma grande festa.
Steve a esperou no último degrau da escada, não ouvindo os burburinhos envolta sobre eles, não conseguindo tirar os olhos de Stella. Ela parou um degrau acima dele, ainda mantendo a mão firme no corrimão.
– Boa noite Capitão.- Ela falou da forma mais sedutora e cordial possível, tentando não suspirar ao ver que ele usava sua farda antiga, diferente das roupas de gala dos soldados e Generais de hoje em dia.
– Boa noite Senhorita Stark. — Steve falou sem esconder como estava encantado por ela. Nenhum dos dois falou mais nada por alguns segundos, até que Stella olhou envolta do salão, vendo como estava de fato cheio.
– Você parece estar indo bem com toda essa gente. — Ele sorriu de forma contida, coçando a nuca ao olhar envolta.
– Não sou muito bom com o público. — Ela riu nervosa, vendo duas pessoas cochicharem.
– Ah mas você parece que está indo muito bem, Rogers...- Ele suspirou ao notar que ela o chamava formalmente.
– Ainda nos chamamos pelo último nome? — Ela parou de sorrir, encarando-o de forma calma, mesmo que seu coração pulasse em seu peito.
– Não se você não quiser. — Ele olhou para ela de forma intensa, lhe oferecendo a mão para que ela terminasse de descer a escada. Ela segurou a barra do vestido com uma mão, enquanto a outra parou de apoiar o corrimão e foi de encontro a dele. Sem maiores problemas. Ele sabia que ela ainda tinha dificuldade para andar. E por estar de salto, aquela tarefa ficava ainda mais difícil, sem contar o longo vestido no caminho. Steve lhe deu apoio para descer a escadaria, andando devagar até o centro do salão. Muitos ali os encaravam perplexos, no que Stella pode ter um vislumbre de uma repórter conhecida da Vanity Fair sorrir de forma satisfeita por ter visto uma boa história bem a sua frente. Agora todos saberiam quem era o cara por quem Stella havia falado que estava apaixonada.
A música mudou enquanto de forma simples e natural, eles pararam no meio do salão, se posicionando para uma dança.
– Quer mesmo me fazer dançar? — Ela perguntou nervosa com a possibilidade de tropeçar e cair. O braço de Steve a segurava firme o suficiente para que ela tivesse certeza de que nada de mal iria lhe acontecer.
– Está segura comigo. — Seus rostos estavam perto o suficiente para que ela ficasse desconfortável, não sabendo como agir em público com ele. Steve aproveitou que o vestido deixava as costas de Stella expostas, acariciando sua lombar de forma quase imperceptível. Ela respirou fundo, continuando a olhar nos olhos dele que, apesar do momento, estavam muito calmos. Ele tentou passar aquela calma para ela enquanto se balançavam de forma muito lenta, acariciando as costas dela.
– Como está sua perna? — Ele perguntou tentando mudar de assunto, no que por reflexo, ela olhou para baixo na direção do curativo.
– Está muito bem, obrigada por perguntar. — Ela sorriu calma, sentindo o efeito da proximidade deles fazer efeito em seu coração. — O que fez até agora? Já cortaram o bolo em sua homenagem? — Ele olhou em direção a banda, sorrindo ao pensar no enorme bolo que estava esperando por ele na cozinha.
– Não. Na verdade, eu estava esperando por você. — As palavras eram simples, mas o efeito delas no coração de ambos eram enormes.
– Eu não disse que viria. -
– Mas também não disse que não viria. Eu tenho um grande problema com compromissos. — Ela suspirou, sentindo a mão dele acariciar a dela de forma carinhosa. — Eu prometi uma vez para uma pessoa que estaria lá por ela, assim como fiz com você. E eu sempre espero pelo mesmo tratamento. — Stella engoliu seco, sem saber ao certo o que dizer.
– Parece que, mesmo depois de tudo, eu não te desapontei. — Ele sorriu daquela forma simples que Stella conhecia, um pouco nervoso mas verdadeiro. Ele estava realmente feliz de ter ela ali.
– Eu sabia que você nunca me desapontaria. — Ela soltou a mão dele, abraçando durante a dança. As mãos dele deslizaram pelas costas dela, até chegar na cintura, retribuindo o abraço. Eles não dançavam mais e isso pouco importava para eles. Ela respirou fundo para não chorar, encostando o queixo no ombro dele. O cheiro dele estava mais forte, tornando aquilo tudo ainda mais bonito para ela. E aquilo a fazia se sentir péssima por ter desconfiado tanto dele.
– Desculpa... Desculpa por tudo. Eu devia ter considerado tudo o que você disse e tudo o que você fez... — Ele beijou o ombro dela, ficando mais próximo de sua orelha enquanto seus braços a abraçavam ainda mais forte.
– Vamos fazer isso juntos, ok? — Ela reconheceu as palavras dela na voz dele, sorriu ao sentir seus olhos arderem ao querer chorar. Ela desencostou o queixo do ombro dele, olhando-o sorrindo de forma extasiada.
– Tem certeza? — Perguntou com a voz trêmula. Ele acariciou as costas dela novamente de forma lenta e carinhosa, olhando para ela da mesma forma intensa de antes.
– Absoluta. Eu amo você. — Ela simplesmente esqueceu tudo e todos naquele salão, sorrindo ainda mais ao beija-lo, seus braços se fechando envolta do pescoço dele em um abraço de tirar o fólego.
Tony fez uma careta contida, franzindo a testa ao desviar os olhos do casal no meio do salão para seu próprio copo de martini. Pepper sorriu não cabendo em si de alegria ao ver que Stella e Steve haviam feito as pazes.
– Parece que temos um casamento pela frente. — Tony arregalou os olhos no segundo em que ouviu isso, olhando para Pepper em pavor.
– Pelo amor de deus, não deixem que te ouçam. — Ela ria ao olhar para ele.
– Admita. Depois de tudo o que aconteceu, eles vão acabar juntos de vez. Não importa a sua opinião.- Tony pegou mais dois cubos de gelo de um garçom que passou, bebendo dois grandes goles de sua bebida.
– Eu me recuso a acreditar nisso. — Pepper olhou para ele séria.
– Tony... -
– Me desculpe mas, ele pode dar um braço por ela. Eu não me importo. É a minha filha com ele.-
– Tony! — Ele sorriu para um casal que passou por eles, ignorando os protestos de Pepper. — Depois de tudo que ele conversou conosco. Depois de ter dado quase todo o sangue do próprio corpo para Stella...- Tony deu de ombros, bebendo outro gole de seu drink, olhando para os dois.
– Ainda não é o suficiente. — Pepper ficou irritada, não acreditando no que ouvia.
– Você é inacreditável Anthony Stark. — Ela começou a se afastar, no que ele a puxou pela cintura. Ela se viu presa entre ele e uma das colunas que davam para as abóbadas que formavam as janelas.
– Eu sou inacreditável? E você Pepper? — Ela olhou para ele de forma irritada.
– O que tem eu? — Ele tomou o resto do martini, colocando o copo vazio mas cheio de gelo na bandeija de um garçom que passou.
– Você é quem é inacreditável.- As mãos dele apertaram a cintura dela, beijando seu ombro até perto do pescoço. Pepper ficou vermelha, olhando envolta para ter certeza de que ninguém estava prestando atenção neles. Aparentemente, Tony não foi o único a ter a idéia de aproveitar o escuro para tirar uma casquinha de sua companhia. Ele rapidamente a puxou para longe do escuro, fazendo com que ela rodopiasse antes de começarem a dançar calmamente no ritmo da música. Pepper sempre era pega de surpresa por aquelas pequenas demonstrações de afeto da parte de Tony, esquecendo que estava brava com ele.
– O que me diz de sairmos daqui e ir para outro lugar, só nos dois? — Tony propôs enquanto Pepper franzia a testa com o pedido dele.
– Não tem mais ciúmes de Stella com Steve? — Ele olhou para o lado vendo a filha sorrindo de forma feliz e radiante enquanto Steve a conduzia na dança da mesma forma que ele estava fazendo com Pepper.
– Por mais que eu odeie admitir, ela parece bem. Não precisa de mim. — Pepper sorriu ao ficar mais colada em Tony.
– Pelo jeito, eu tinha razão desdo começo. — Ele fez uma careta típica de quando não queria concordar com algo.
– Em parte, Pepper. Ele não parecia confiável até pouco tempo atrás.-
– Você nunca dá o braço a torcer. — Ele a olhou com um sorriso ameaçando a aparecer no canto de seus lábios.
– Já faz quase trinta anos que me conhece e não se acostumou com isso? — Pepper sorriu, olhando para a filha rapidamente.
– Você tem que deixa-la ir. Ela sabe que você a ama. Ela precisa ter a vida dela. —
– Não com ele. — Ela revirou os olhos.
– Sério, Tony? — Tony a puxou pela cintura em um rodopio, olhando para ela sorrindo.
– Você está linda. Já te disse isso hoje? — Ela percebeu que ele queria mudar de assunto.
– Obrigada Tony, mas não mude de assunto. —
– Me distraia. Especialmente com você. — Ela suspirou no que ele a beijou rapidamente nos lábios. — É quatro de julho. Vamos, me distraia. Não era isso que queria? Que eu deixasse Stella com o Capicolé? Parabêns, estou fazendo isso agora mesmo. — Ela riu ao balançar a cabeça com o gênio confuso dele.
– Você é inacreditável. — Ele sorriu ainda mais ao rir, beijando ela novamente.
– Eu sei. — Pepper revirou os olhos novamente enquanto dançavam, se deixando levar pelo aparente bom humor de Tony.
O tempo pareceu voar depois que Stella chegou a festa. Quando era quase fim da noite, o secretário de segurança nacional pediu para que Steve subisse ao pequeno palco e dissesse algumas palavras por seu aniversário de noventa anos e pelo ducentésimo trigésimo oitavo ano desde a independência americana. Steve cortou o bolo que fizeram imitando seu escudo, com o recheio que imitava a bandeira americana. Todos foram convidados a irem para a escadaria do lado de fora ver uma pequena queima de fogos, típica do feriado, encerrando a festa. Antes que Steve pudesse ser pego por algum repórter ou por mais alguém para fazer mais algum discurso, Stella aproveitou o tumulto para puxar ele para a lateral da escadaria, rindo ao ver a confusão em seu rosto. Sua perna não doía tanto mas ela mancava, descendo sem muito esforço a escadaria até a rua lateral, fazendo sinal para um táxi.
– Para onde vamos? — Ele perguntou confuso, enquanto entravam no táxi.
– Sua casa. Não quero ficar nem mais um minuto aqui. — Ela falou sorrindo de forma sincera, não parecendo fingir aquele entusiasmo.
– Tem certeza disso? Podemos ir para um hotel… — Ela colocou um dedo nos lábios dele, negando com a cabeça.
– Não seria um lar. Eu quero a sua casa. Só nos dois. — Ele entendeu o que ela quis dizer, pensando na bagunça que encontrariam quando chegassem. Steve passou o endereço para o motorista, o barulho da festa morrendo conforme a distância crescia entre o táxi e a biblioteca.
Tony olhou atordoado ao constatar que nem Stella e nem Steve estavam mais entre os convidados.
– Para onde eles foram? — Natasha chegou junto de Clint, parecendo conter um sorriso.
– Eles pegaram um táxi. — Tony fez uma careta, parecendo prestes a ir atrás deles.
– Maldito Capícole. Ela ainda não está recuperada para ele brincar de médico com ela. — Pepper o segurou no lugar, no que Natasha soltou um riso baixo, sorrindo ao olhar para Tony.
– Não foi ele quem chamou o táxi.- Clint abraçou a cintura de Natasha, também sorrindo da mesma forma.
– Pelo jeito o sangue falou mais alto, Stark. — Tony respirou fundo ao olhar para os dois abraçados.
– Vocês estão bêbados? — Natasha riu novamente, mordendo o lábio para se conter.
– Não conte ao Fury. Ligue se precisarem de algo. Boa noite. — Clint falou ao puxar Natasha para o fim da escadaria, também pedindo um táxi.
– Esses são os agentes que Fury coloca para vigiar minha filha? Bêbados? Juntos? — Tony falou irritado. Pepper ria de forma contida com a situação, olhando para ele.
– Desculpe, Tony. É que a situação não muda. Um Stark sempre sai da festa acompanhado. — Ele concordou com a cabeça, puxando Pepper escadaria abaixo também. — Onde vamos, Tony? — Ela olhou para ele confusa, enquanto iam de encontro a limousine onde Happy ja esperava.
– Você tem razão. Um Stark nunca sai de uma festa desacompanhado. Vamos? — Ele abriu a porta para ela, no que ela entendeu o plano, entrando no carro junto com ele.
– Vamos para casa? — Ele concordou ao soltar a gravata, largando ela no chão da limousine.
– Para nossa casa, Pepper. Hoje a noite, somos eu, você e nada mais. — Antes que ela pudesse pensar, Tony já a puxou para seu colo, beijando seus lábios com toda a vontade que estava refreando desde que a viu naquele vestido. Em meio as beijos e risos, ele acariciou as costas dela, analisando a situação.
– O que foi? — Ele ainda olhava para um ponto fixo no nada, deixando Pepper confusa.
– Vou queimar suas roupas e só te dar roupas de frente única. Pronto. — Ela revirou os olhos.
– Eu estou no comando da suas empresas. A diretoria da Stark Industries não pode andar de costas de fora. — Tony entortou a boca para o lado, dando de ombros.
– O senhor Stark diz que sim. Por tanto, só frente única. —
– Cala boca, Anthony. — Falou antes de voltar a beija-lo, antes que ele decidisse mais alguma besteira até a cama.
Durante todo o trajeto do táxi até o Brooklyn, Steve trocou beijos e carinhos discretos com Stella. A maior parte do tempo, eles ficaram abraçados no táxi, a mão de Steve acariciando o cabelo dela. Ainda não acreditava que estavam bem novamente, cheirando o perfume que vinha dela e de seus cabelos enquanto beijava a pele dela que estava a seu alcance, seja no pescoço ou nas mãos, querendo ter certeza de que era real. Da mesma forma, Stella fechava os olhos e sentia arrepios com o mais simples toque dele. A cada segundo que se passava, ela tinha certeza de ter tomado a decisão certa.
O apartamento de Steve era bem parecido com o que eles ficaram em Chicago, a única diferença sendo que era um apartamento no segundo andar de um espaço que havia só o apartamento dele, não um prédio. Mas a entrada era bem parecida. Ele pagou o táxi quando sairam no veículo, entregando a chaves para ela antes de pega-la no colo. Stella abriu a porta sem problemas, trancando-a antes de subirem as escadas. Steve parou na sala, fazendo uma careta ao ver a bagunça.
– Eu sempre te imaginei bagunceiro. Me ajude com os sapatos. — Ela brincou, enquanto ele a sentava em uma poltrona, tirando os sapatos dela delicadamente, se ajoelhando no chão defronte a ela.
– Desculpe por isso. Eu não esperava visitas. — Ele massageou os pés dela ao tirar os sapatos, no que ela deixou seus olhos caírem em algumas revistas abertas. Uma delas tinha a entrevista que ela concedeu, contando sobre ele. Mesmo longe, ele não parou de pensar nela. Ela suspirou sorrindo, voltando a olhar para ele que havia seguido o olhar dela e também encarava a revista.
Ela tirou os pés do colo dele, andando até a revista. Steve havia marcado com um marca texto várias coisas que ela havia falado. Tudo o que dizia a respeito dos sentimentos dela por um “certo alguém”. Ela reconheceu suas próprias palavras, citando ele sem dar pistas reais de quem era o cara pr quem ela estava apaixonada. Apenas uma. De que era uma pessoa pública que não gostava de se expor. Steve se aproximou dela, abraçando ela por trás carinhosamente, beijando seu ombro.
– Você não se afastou. — Stella afirmou enquanto via que todas as revistas falavam dela. Todas as fotos eram daquelas duas semanas em que eles não se falaram. Que ela lutou para não pensar nele e sempre ia dormir com o rosto dele em sua cabeça. Aparentemente, ela não tinha sido a única.
– Eu fui atrás de você todos os dias. Mas Jarvis sempre me dizia que você estava fora.- Stella fechou os olhos ao lembrar de ouvir a voz dele quando a câmera de segurança da Torre Stark focou seu rosto, enquanto Steve perguntava a Jarvis sobre ela.
– O que devo dizer, Senhorita Stark? — Jarvis perguntou diversas vezes a Stella aquela mesma frase para ela durante aquela semana em que todos os dias ele bateu em sua porta.
– Diga que não estou, Jarvis. — Ela sussurrou alto o suficiente para que o programa pudesse captar de sua cama.
– O senhor Rogers aparenta estar sofrendo de fadiga, insônia e altos índices de cafeína no sangue, segundo a leitura que fiz de suas pupílas, senhorita. Tem certeza de que não quer atende-lo? — Jarvis fez a analise que, em suas palavras significava “ele está sofrendo. Não vai mesmo dar uma chance a ele?”. E ela ignorou todos os dias. Até o dia em que se encontraram na rua.
Quando ela abriu os olhos, ela respirou fundo ao perceber que aqueles dias haviam a muito passado, e que ela lutaria para que eles nunca mais voltassem. Ela se soltou dele, segurando suas mãos sorrindo.
– Onde fica o seu quarto? — Steve sorriu de leve a conduzindo devagar até a última porta do pequeno corredor, dando para uma cama de casal simples mas bem bagunçada. Havia algumas roupas jogadas ali, que davam a clara idéia de que ele se trocou as pressas. Ela andou pelo quarto devagar, olhando cada canto. O ambiente gritava a personalidade de Steve em cada grão de poeira e em cada cor, desdo chão até o teto. Ele correu para tirar a bagunça da cama para dela, jogando tudo em um bolo de roupa dentro do armário. Ela riu com a reação dele a bagunça na presença dela, se aproximando dele.
– Eu realmente não sou tão bagunceiro assim no normal. — Ele começou a se desculpar, enquanto Stella começava a abrir a farda dele sem tirar os olhos dos dele. Cada botão foi tirado em seu tempo, até que ela tivesse caminho livre para tirar o paletó cheio de condecorações do exército. Ele fez menção de guardar mas ela apenas deixou a roupa jogada no chão. O colete foi o segundo a ir parar no chão, em seguida da gravata. Steve ficou parado, respirando pesadamente enquanto ela o despia. As unhas dela arranharam de forma lenta e delicada seu peito quando ela terminou de abrir a camisa, sorrindo com o contraste da pele branca dele com o tom ocre da camisa. Quando ela tirou o cinto, ele segurou as mãos dela quando ela fez menção de abrir a calça. Ele a beijou sem demora, encostando as costas dela contra a parede de forma delicada. Suas mãos que seguravam os pulsos dela, levantaram seus braços, apoiando eles na parede. Ele parou o beijo apenas para descer os lábios pela pele dela que suspirava com o toque dos lábios dele. Steve beijou entre os seios dela pelo decote, suas mão acariciando os braços dela enquanto desciam em direção a cintura. Ele se afastou um pouco ao agachar e colocar as mãos por dentro do vestido, acariciando as pernas dela. O toque das mãos dele por suas pernas deixou Stella arrepiada, sorrindo ao perceber o que ele ia fazer. Ela manteve os braços erguidos contra a parede enquanto ele puxava o vestido, a partir da cintura pelo lado de dentro, em direção a cabeça dela. Assim que o vestido deixou Stella apenas de calcinha diante de Steve, eles voltaram a se beijar como antes. Desta vez, os seios de Stella estavam comprimidos contra o peito de Steve, no que ambos suspiraram com o contato que a tempos não tinham. Ele a pegou no colo sem parar o beijou, indo em direção a cama. O beijo não parou quando eles estavam deitados, tanto as mãos de Stella quanto as de Steve deslizando pelo corpo um do outro. Eles não ansiavam pelo sexo. A transa seria uma consequência do desejo de ambos. Eles não souberam dizer se foi depois de muitos minutos que eles pararam o beijo, no que Stella guiou seus lábios pelo peito de Steve, tirando a camisa dele e jogando a peça de roupa longe. Steve por outro lado, tentava se livrar das calças, sapato e meias sem deixar de tocar Stella, o que se tornou uma missão quase impossível. Ela riu baixinho ao ver ele brigar com as meias ao arrancar elas de qualquer jeito de seus pés. Rapidamente ele voltou a se deitar por cima dela, beijando cada pedaço de sua pele que podia.
– Eu senti falta disso. — Ela sussurrou ao sentir os lábios dele entre os seios dela, beijando a pele de forma demorada.
– Eu senti falta de você. De todas as formas. — Ela sorriu ainda mais ao ouvir aquilo, voltando a beija-lo de forma intensa e demorada. Ela não percebeu quando ele tirou a calcinha dela, mas tão rápido ela já podia sentir ele dentro de si. A sensação a preencheu por inteiro enquanto os movimentos de ambos eram lentos. Os gemidos de ambos viam de forma baixa, aproveitando cada segundo das sensações que um provocava no outro. As costas dele não demoraram a ficar marcadas pelas unhas dela, enquanto os gemidos cresciam assim como o ritmo de ambos. Stella se esqueceu de seu machucado, se entregando por completo as sensações do momento. Sempre que estavam perto de chegar ao fim, ambos se seguravam e diminuíam o ritmo até a vontade voltar a quase zero. E então recomeçavam. Quando ele finalmente a preencheu por completo com seu orgasmo, o dela o massageava como se quisesse cada gota dele dentro de si. Steve só notou o quão tarde já era por que o sol começava a manchar o céu de laranja. Eles não se importaram, no que Stella repousou sua cabeça no peito dele, trocando carinhos até dormirem. Depois de muito tempo, ela finalmente se sentiu segura, e em casa.
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