Strange Boy And Cute Boy

3 Theodor aparece na vida do pobre Sammuel


Notas iniciais
Título completo: "Theodor, o cara mais idiota e chato de toda a eternidade, aparece na vida de Sammuel"
De novo, desculpem pela demora. Ultimamente, tenho me sntido meio deprê por umas coisas que aconteceram. Meu tempo está muito curto e minha criatividade menor do que nunca, sem contar que tem uma pessoa a amais em casa, o que diminui também meu tempo de escrever.
Pretendo postar novamente logo.
Não revisei o capítulo e me avisem qualquer problema! Se tiver algo confuso, me avisem!

O garoto de cabelos pretos estava com sono. Muito sono. Passara a noite anterior remoendo o fato de que estaria, naquele dia, indo para uma maldita clínica de reabilitação.

Após alguns minutos, o carro parou e o homem que dirigia literalmente arrancou o garoto, Sammuel, do carro. Mas Sammy mal tinha forças para insultar o outro; passara a viagem inteira fazendo isso. Ele via a clínica logo em frente, mas realmente não queria ir para lá.

Com um suspiro, o menor notou uma bela mulher de cabelos pretos chegando perto do enorme portão da clínica e se aproximando de si. Atrás dela, vinha um jovem pouco mais velho que Sammuel, de cabelos pretos como os da mulher.

— Que merda, dá pra tirar essas algemas logo? — Sammy perguntou ao homem que o levara até lá. Não obteve resposta, mas sentiu as algemas sendo tiradas de si.

Sammuel olhou melhor para a clínica. Esta era enorme, com pelo menos quatro prédios de cinco andares; talvez mais. Uma cerca de ferro preta, como o portão, cercava o local.

Quando Sammy percebeu, a mulher e o outro garoto já estavam ao lado dele, observando-o. A moça sorriu, apresentando-se como Samantha.

O outro garoto foi bem menos formal. Deu um sorriso animado e desandou a falar:

— Oi, eu sou o Theodor, mas pode me chamar de Theo! Você é o Sammuel, eu sei, posso te chamar de Sam? Posso? Ah, valeu! Cara, eu sou seu fã desde que te vi na televisão! Minha mãe não queria me deixar ver a reportagem, mas eu vi na internet depois. Vixe! Eu não devia ter dito isso, mas tudo bem. Nossa, é tão legal que você esteja aqui, sabe! Quando descobri que você viria pra cá fiquei, tipo, suuuper animado! Também estou tão feliz que minha mãe seja sua doutora, porque eu sou o assistente dela! Vai ser tão, mas tão legal conviver com você!

E Theodor abraçou Sammy. Com toda a força que tinha (que não era pouca, por sinal), o mais novo se livrou dos braços do mais velho. O de dezessete anos estava sem ar, e Theo, que tinha seus dezenove anos, estava radiante.

— Escuta aqui, Theodor! — Sam agarrou a gola da camiseta do outro com força. — NÃO ME ABRAÇE E NÃO ME CHAME DE SAM! Quero que me chame de Sammy ou de Sammuel.

— Mas Sammy é muito infantil! Tem que ser Sam! E não estou nem aí pro que você acha. — E Theo deu um abraço rápido em Sammuel, só de provocação.

Com um suspiro de derrota, Sam caminhou para dentro dos muros da maldita clínica. Em sua mente, pensamentos como “Por favor, alguém me tire daqui” começavam a se formar.

Theo e Samantha estavam mostrando a clínica para Sammuel. Havia dois prédios com dormitórios, um administrativo, um para consultas e outro para recreação (Sammy não notara que não eram quatro, mas sim cinco prédios). Também havia um jardim, um pomar e um parquinho para as crianças.

Apesar da primeira impressão não ter sido lá grande coisa, por culpa de Theodor, a clínica se mostrava um bom lugar para Sam. Como este descobriu, havia uma enorme biblioteca com livros e gibis e mangás e os pacientes podiam ter acesso a computadores com internet e a celulares.

“Pensando bem, aqui é até melhor do que era a minha casa”, Sammy disse para si.

Os quartos eram individuais, e o paciente novato agradeceu mentalmente por isso.

Após alguns minutos, Samantha permitiu que o paciente conhecesse os outros pacientes e, mais tarde, encontrasse os outros profissionais que cuidariam dele. O menino se trancou no próprio quarto e começou a arrumá-lo, ou melhor, bagunçá-lo.

Um riso soou pelo quarto. Era um riso bastante verdadeiro, não um dos típicos risos sarcásticos de Sammuel. Logo, a risada foi substituída por uma música japonesa qualquer.

— Acho que vou conhecer os outros pacientes — a voz de Sam tinha um tom de incômodo. Não queria socializar com estranhos.

Saindo do quarto, o jovem se deparou com um menino e uma menina. A menina era loira de olhos verdes, como o menino, e tinha cabelos longos e ondulados. Já o menino possuía fios curtos e lisos, na mesma cor loira dos da menina.

— Olá, Sammuel Darkwood! — os dois desconhecidos falaram em conjunto. Eram obviamente mais jovens que Sam.

— O-oi!

— Eu sou Andrew — a garota disse.

— Eu sou Laura — disse o garoto.

A confusão estava estampada no rosto de Sammy. Talvez tivessem trocado os nomes, ou algo assim. Ele disse isso aos outros dois.

— Oh, não! Nós nos vestimos como o sexo oposto — a garota falou com um sorriso impressionante. — Você tem algum problema com isso? — O rosto de Andrew (a "garota") ficou com uma expressão magoada.

— Na verdade, não tenho problema nenhum com isso. Tem muito disso em mangás, sabem? — Sam defendeu-se. — Já estou até acostumado, mas nunca vi um na vida real.

— Ui! — Laura riu. — Ele também curte mangás! Acho que se dará bem com Theodor. Já o viu, não? Ele que te recepcionou.

— Hihi — riu docemente Andrew. — É verdade.

Sammuel corou vendo o riso fofo de Andrew. O mais novo era muito bonito, apesar de se vestir como garota (falando sério, isso não fazia diferença alguma para Sam). O mais velho balançou de leve a cabeça e disse aos dois:

— Já o vi, sim. Mas não gostei muito dele, não. Muito agitado e extremamente idiota.

Os mais novos se olharam e riram de um jeito… malicioso. Sam fingiu não perceber.

— Quer ir ver os outros pacientes com a gente? Você não os conhece ainda, suponho.

Andrew que disse isso. O outro garoto pensou por um segundo. E balançou a cabeça afirmativamente. Logo depois, Laura falou:

— Certo, mas vamos trocar de roupa!

— Por quê? — Sammy perguntou, sem entender. Não via problema em ter os dois vestidos como seria típico do sexo oposto. Na realidade, achava uma gracinha.

Surpreendeu-se com a resposta. O menino e a menina disseram que só vestiam-se daquela forma quando sozinhos, porque não se sentiam confortáveis fazendo cross-dress em público.

Esperou os dois irem ao respectivo quarto e trocarem de roupa para enfim ir conhecer outros pacientes.

Não tão secretamente, Sam pedia que esses "outros pacientes" fossem mais legais que Theodor. Por mais que o último fosse um fã absoluto do primeiro, este não estava acostumado com tanto contato. Ao menos, não na primeira vez que via a pessoa. E, também, Theo era barulhento demais e… E o mais importante era que ele lembrava, ainda que muito pouco, o grande amigo de Sam chamado Regulus. Sempre tão maluco e tão estranho!

Sam esperava não ter que conviver muito com Theodor.

— Vamos, Sammuel?

— Sim.

Mas ele estava esquecendo-se do ponto que destruiria toda aquela esperança.

Afinal, Theo era o filho-barra-assistente da doutora que cuidaria de Sammy.

Notas finais
Ah, outra coisa: meu capítulos serão menores e eu postarei mais rápido.
Espero que tenham gostado.
Não me esfolem/queimem/matem cruelmente/matem sem crueldade por ter demorado tanto e postado um capítulo tão pequeno! Juro que o próximo será maior ou, no mínimo, será postado mais cedo!
Bye!
Kaaryu ~ Bloody Rose
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.