Notas iniciais
Podem abrir o champanhe porque aqui estou. hahahaha. Bem, mesmo estando em provas, arranjei um tempo e estou aqui. Mesmo que quase meia noite e com aulas amanhã o dia todo. Mas sem enrolação, escolham uma música um tanto animal (mas só um tanto) para colocar no meio do capítulo e aproveitem o desfecho (?) do mistério da mão... http://minilogs.com/egldkw0 Godere P.S. vavat99, esse é para você. Obrigada pela recomendação, querida. Fico muito feliz que consiga fazê-la sentir e que pense e tenha muita estima pela minha estória. Espero que ainda tenha daqui pra frente...

Estava sentada no sofá da sala, com Caitlin ao lado, enquanto os garotos discutiam no escritório. A caixa estava lá, uma vez que era o objeto de discussão. Queria participar, estar lá, já que a caixa e o conteúdo eram endereçados a mim. Porém Aaron me proibiu estritamente de participar da conversa. Quis discutir e só não o fiz porque o cheiro e a visão do conteúdo me enjoavam. A única vantagem do alvoroço fora que não levara uma dura por ter aberto a caixa sozinha. Ainda.

A porta do escritório abriu, e Colin saiu carregando a caixa com Nick e Zack logo atrás. Senti o cheiro da carne em decomposição como uma grávida sente um perfume enjoativo. Virei o rosto e só ouvi a porta da frente abrindo e seus passos na madeira desaparecendo. Os outros dois vieram logo atrás, mas pararam na sala.

— Eles estão levando a caixa pro galpão. Nós vamos também.

— Agora?

O relógio da sala marcava onze horas da noite. Aaron assentiu.

— Já sabem de quem era a mão ou quem mandou?

— Não temos certeza ainda, mas temos nossas suspeitas. — Dylan respondeu à namorada.

Eles sabiam, só não queriam nos contar. Revirei os olhos e olhei para Aaron, mas ele não amoleceu. Pelo contrário, estava firme.

— Nem adianta me olhar assim, ou pensa que eu esqueci que você abriu aquela merda sozinha? Podia ser uma bomba, sabia? Podia ter se matado e nos levado de quebra.

— Não era uma bomba, mas me desculpe se eu coloquei a sua preciosa vida em risco olhando uma caixa fedendo a carniça!

Bufei e levantei do sofá, ignorando-o e indo até a cozinha. Ouvi seus xingamentos, mas não seus passos. Preparei uma xícara de chá e só escutei passos depois da porta da frente bater. Sabia que não era ele e, quando vi Caitlin entrando na cozinha, não me surpreendi.

— Eles disseram que não sabem que horas voltam, e Aaron pediu para eu te fazer companhia essa noite.

— Claro. Agora ele está preocupado comigo.

— O que foi aquele ataque?

— Aaron sabe que odeio que me deixem de fora. Ainda mais quando o assunto me envolve. — virei-me para Caitlin, segurando a xícara com força entre os dedos. — A caixa era para mim, Caitlin. Não acha que eu tinha o direito de saber o que fosse que eles tivessem descoberto?

Ela suspirou e pegou uma xícara, servindo-se de chá também.

— Eu acho que eles não sabem quase nada, Lane. E Aaron não queria encher mais sua cabeça. Concordo com você, mas... Está tarde. Acho que deveríamos dormir, porque, não sei você, mas eu ainda não me recuperei da noite passada.

— Eu, menos ainda — murmurei distante.

Terminei o chá e deixei a xícara na pia. Caitlin disse que iria ficar mais um pouco ali antes de subir. Assenti e me despedi, subindo as escadas dos fundos.

(...)

Acordei, sem surpresas, com a cama vazia e intacta ao meu lado.

Bufei, olhando no relógio que marcava sete da manhã. Levantei e fiz minha higiene antes de descer para a cozinha com o celular na mão. Agustina já estava de pé preparando o café quando lhe dei bom dia e sentei em uma das bancadas. Olhei o celular e minha raiva aumentou ao não ver uma mensagem ou telefonema sequer de Aaron.

— Agustina, por acaso, você não viu seu patrão hoje, viu?

— Não, senhora.

Sorri agradecida e me voltei de novo para o celular. Surpreendi-me quando achei, na verdade, uma mensagem de voz de babbo. Levantei-me e fui até a sala, colocando-a para escutar.

"Figlia, só estou ligando para saber se está tudo bem com você. Não te liguei antes porque pensei que estivesse descansando e não queria atrapalhar. Eu também queria lhe avisar que sua mãe e sua irmã estão vindo para Nova Orleans. Elas querem muito te ver, e já reservei uma mesa no mesmo restaurante que fomos aquela vez. Elas não sabem sobre Aaron. Me ligue se precisar de algo. Ti amo, mia belle di giorno."

Xinguei alto, pensando que tudo o que menos precisava agora era de mais essa confusão.

— Aaron já está te dando nos nervos a essa hora?

Voltei-me ao topo das escadas e vi Caitlin descer com um pijama meu. Ela devia ter pego quando eu já estava dormindo. Seu rosto estava inchado, denunciando que acabara de acordar.

— Não. Era o meu pai. Ele disse que minha irmã e minha mãe estão vindo me visitar. Hoje.

— Puta que pariu.

Assenti, e ela me desejou bom dia antes de irmos à cozinha.

— Elas estão vindo assim? Do nada?

— Não sei. Pela mensagem de meu pai, deu a entender que sim.

Agustina cumprimentou Caitlin e logo começou a colocar as coisas no balcão.

— E Aaron? Apareceu desde ontem?

Bufei, nem me dando ao trabalho de responder. Ela riu. Começamos a comer e não estávamos nem na metade quando a porta da frente bateu. Sabia que era ele e não me dei ao trabalho de ir correndo o receber. Esperei até ele chegar na cozinha na companhia de Dylan.

— O que é isso?

Aaron não dera nem sequer um bom dia. Ele olhava o comprimido em minha mão e o copo na outra. Arqueei a sobrancelha em sua direção, mas nada lhe disse. Ao invés disso, enfiei o remédio na boca e engoli com a ajuda d'água.

— Anticoncepcional. — Caitlin respondeu por mim.

— E desde quando você toma isso?

— Desde quando Caitlin foi mais responsável que nós dois e me levou no ginecologista. — dei de ombros, guardando a caixa.

— Ginecologista? Essa porra era um homem?

Revirei os olhos para ele e seu ciúmes raivoso.

— Sim, era um médico. Qual o problema? Ele estudou e já viu várias vaginas, Aaron.

— Ele viu sua vagina? — perguntou pausadamente.

— Pelo amor de Deus! Ele viu. Mas ou era isso ou camisinhas, mas como você não sabe o significado delas...

Agustina parecia um pimentão ouvindo nossa conversa e logo ela se retirou da cozinha com alguma desculpa, dando mais gargalhadas ao outro casal.

— Eu sei o significado das camisinhas e é: use com putas, guarde quando for foder a própria esposa virgem.

— Elas não previnem só contra DSTs. Previnem contra gravidez também. E bem, acho que a última coisa que precisamos agora é um bebê, não?

— Só porque eu não quero filhos também, não significa que está tudo bem um homem olhar a sua boceta!

— Vagina, Aaron. E eu não disse que não queria filhos. Eu só disse que não queria agora.

— Não desvia. Estamos falando do seu médico. Qual o nome? Como ele é? Onde é esse consultório?

— Vai atrás do cara só porque ele fez o trabalho dele? Por favor, Aaron!

— Meu Deus! Vocês dois. — Caitlin revirou os olhos.

No começo ela ria com o namorado, mas agora ambos pareciam exasperados.

— Aaron, ele estudou para isso. Ele não abusou da sua mulher. E ele mal tocou nela.

— Como você sabe? Estava na sala também olhando? — rangeu os dentes para minha amiga.

— Não. Eu sei porque ele também é meu médico. Há anos. E se ele vê minha vagina mais de duas vezes ao ano, é muito.

— O QUÊ?!

Dylan largou o pão no prato sem dar uma mordida sequer e encarou a namorada.

— Você deixa um cara olhar e tocar o meu playground?

— Sem drama, Dylan. Ele é médico. Um professional. Deve ser casado e com mais de cinquenta.

— Os piores! São os da crise da meia idade, que procuram uma garotinha de vinte para foder, já que a mulher tá com tudo caindo.

Caitlin me encarou e reviramos os olhos juntas.

— Tá decidido. — Aaron pegou um prato e se sentou na banqueta do meu lado. — Vocês vão procurar uma médica.

— E se ela for lésbica? — Caitlin perguntou casualmente.

Dylan engasgou e a namorada começou a dar tapas nas costas dele.

— Porra! Não! A gente vai escolher a médica então. Não quero minha namorada colando velcro...

— Teve uma vez, no colegial... — começou a insinuar, provocando.

— Não quero saber. — Dylan a cortou com o rosto vermelho. — Nunca imaginei que iria ficar irritado com a ideia da minha namorada trepando com outra garota...

Ri e continuei tomando meu café. Trocamos poucas palavras. Eu e Aaron, nenhuma. Quando terminei e fiz menção de me levantar, ele colocou sua mão em minha coxa.

— Fica aí.

— Por...?

— Porque eu quero. — deu de ombros.

Ignorei seu pedido, colocando o meu prato na pia.

— Tenho mais o que fazer. Como ensaiar a mentira que vou contar para a minha mãe e minha irmã quando elas chegarem aqui em Nova Orleans.

— O quê?

Apoiei-me no balcão e o encarei de braços cruzados.

— Meu pai me mandou uma mensagem hoje cedo. Aparentemente, elas estão vindo de surpresa. E elas não sabem sobre você, Henry.

Aaron estreitou os olhos, sentindo o sarcasmo na minha voz. Ele não disse nada, e assim me retirei para o quarto pisando firme.

Cinco horas mais tarde, entrava no escritório de Aaron com sua melhor camisa e terno. Ele levantou os olhos cansados para mim. Quatro horas de sono não eram o suficiente para alguém que passara a madrugada toda em claro. Mas não seria eu a insistir que ele fosse dormir e deixar o trabalho para depois.

— O que é isso?

Sua sobrancelha arqueou quando joguei as roupas no sofá.

— Roupas de Henry. Falei com babbo, ele está indo buscar mamma e Grace no aeroporto. Elas pretendem descansar um pouco e depois vamos jantar.

— E você pretende continuar com essa farsa que seu pai criou? — cruzou os braços.

— Você quer que eu faça o que, Aaron? Chegue na frente delas e diga: "Esse é o meu marido traficante, que, aliás, não se chama Henry, mas sim Aaron"?

Ele bufou e se levantou. Apoiou-se na mesa e me puxou para perto, jogando meus cabelos para um ombro só. Não tentei impedí-lo ou nos separar, queria ver aonde ele iria.

Sua mão subiu por meu braço e nuca, arrepiando-me. Apoiei minhas mãos em seu peito para empurrá-lo, mas ele foi mais rápido ao me segurar perto de si.

— Qual o problema, hm?

— Nenhum, Aaron. Me solta.

— Nenhum? Você só tá seca e me dando patada desde que voltei. Eu gosto de mulher marrenta, mas paciência tem limite.

— Vai me bater então? — debochei.

— Nunca disse isso. Mas quem sabe... — sorriu.

Tentei empurrar seu peito, mas ele ainda era mais forte. Manteve-me junto a si e afundou seu nariz em meu pescoço, roçando seus lábios em minha pele. Suas mãos desceram por minha cintura até pararem em cima da minha bunda, apertando-a sem dó.

— Na cama vale tudo, não? — murmurou provocativo. — Até umas palmadas...

Ri de escárnio, e ele se afastou com um sorrisinho.

— Posso te denunciar por violência doméstica. Mas acho que não adiantaria muito... Então eu poderia falar com meu pai. E isso nós sabemos que teria efeito.

— Você não faria isso. — garantiu despreocupado.

— Por quê? — levantei a sobrancelha.

O sorriso de vitória estampado em seu rosto antes de sussurrar em minha orelha já denunciava qual seria sua cartada.

— Porque você me ama.

Fechei os olhos, odiando-o por ser tão baixo. Ouvi sua risada baixa antes de sua boca serpentear por meu pescoço e maxilar até minha boca. Havia calma e urgência ali e me entreguei sem rodeios. Agarrei seus cabelos e o puxei para ainda mais perto. Sua mão se estendeu para além de meu corpo e só ouvi o baque das coisas ao chão antes de ser erguida para cima da mesa.

— Aaron, não — murmurei, empurrando seu ombro.

— A gente não transou aqui em cima ainda, Lane. Vamos aproveitar a oportunidade.

— Não — gemi com sua boca em meu ombro.

Empurrei-o de novo e, desta vez, peguei-o distraído demais para resistir. Ele se afastou e eu arrumei a alça da blusa, assim como o cabelo. Aaron me olhou com raiva e coloquei minha mão entre nós para impedí-lo de tentar algo de novo.

— Precisamos conversar, Aaron. Não simplesmente dizer meia dúzia de palavras e transar.

— Parece que eu ouço essa maldita frase toda semana. — bufou, afastando-se.

Sentou na cadeira, e eu me arrastei em sua mesa até a sua frente, empurrando seu notebook e papéis para o lado, deixando-o ainda mais enraivecido. Cruzei os braços e as pernas, encarando-o.

— O que você quer, Lane? Mas que porra! Se não for pra foder, me deixa trabalhar. — jogou-se contra o encosto de couro, virando.

— Não me trate como objeto, eu só quero conversar.

— Sobre o quê? — antes que respondesse, ele me cortou. — Ah, eu sei um bom tópico. Que tal a sua burrice e teimosia ontem à noite abrindo aquela caixa?

Mordi minha bochecha e ele sorriu satisfeito por me irritar.

— Okay. Errei. Mas a caixa estava endereçada a mim. Se alguém tinha o direto de abrí-la, era eu.

— Lane, presta atenção. Estamos dentro da máfia. Aqui, não existem direitos, deveres, nada dessas porras. Aqui, é a lei do mais forte, esperto e rico.

Revirei os olhos e mudei o rumo para onde realmente me interessava.

— De quem era a mão?

— Por que eu devo te contar?

— Porque eu já provei que posso me meter no seus negócios e planos se quiser. — dei de ombros.

— Uma vez é sorte, duas é burrice — disse, e eu não soube se era mais para mim ou para si.

Nos encaramos como na brincadeira de quem piscava primeiro. Só que nessa o primeiro que vacilasse não ganhava o que queria.

— Puta que pariu. Deveria ter um selo na sua testa: "irritante pra caralho". — cedeu, passando a mão no rosto.

Sorri vitoriosa e me ajeitei em cima da sua mesa.

— A mão era de um cara que me ajudava com alguns negócios.

— Qual o nome dele?

— Qual vai ser a diferença na sua vida saber ou não o nome dele?

Arqueei a sobrancelha e ele bufou de novo.

— Paul. Mas ele preferia que o chamassem de Dope.

— Dope?

— Ele sempre tinha as melhores. — deu de ombros com um sorrisinho.

Drogas, é claro.

— E ele te ajudava exatamente com o quê?

— Informação demais, não acha?

— Vamos, Aaron. Não é como se eu fosse sair espalhando por aí o que você faz.

— Mas também não é como se você fosse me ajudar em algo sabendo disso.

— Eu já te ajudei uma vez. Com aquele vídeo — comentei mansa.

— Aquilo foi diferente. Aqui eu não vejo com você poderia me ajudar.

— Então me conta só para não ficar uma semana se aliviando na mão. — parti para o ataque.

— Tenho minhas putas. — sorriu canalha.

Sorri também. Dobrei sobre minhas pernas, deixando meu decote bem exposto. Seus olhos desceram para lá antes de eu puxá-lo pela camiseta para mais perto. Nossos rostos ficaram a centímetros de distância e puxei seu lábio, chupando-o lentamente. Sem tirar os olhos dos seus, minha mão desceu por seu abdômen até o ponto que queria. Sobre a jeans, esfreguei seu ponto sensível.

— Você passaria uma semana na mão e sabe o porquê? — lambi sua orelha.— Porque você me ama.

Ouvi sua risada rouca e, em seguida, caí sentada em seu colo. Olhei-o sapeca, vendo seu sorrisinho maldoso.

— Você que pediu por isso. Lembre-se.

E em seguida tudo virou um borrão.

Aaron puxava meu cabelo e eu revidava na mesma moeda; sua boca se pressionava com força na minha e eu rebolava por cima dos panos para provocá-lo. Ouvi o som de tecido rasgando e senti sua boca no vale de meus seios. Sua camisa desapareceu e eu lambia e beijava cada músculo e ferida. Meu sutiã literalmente voou e nossas calças caíram aos nossos pés. Sua boca brincava loucamente em meus seios antes de inchar meus lábios. Masturbava-o e era masturbada de volta enquanto com nossos pescoços eram o foco. Mas quando ele quis jogar pra valer, tudo clareou.

Sua mão estalou com força em minha nádega antes de ser sentada na madeira fria da mesa. Aaron se posicionou na minha frente e me puxou pelas pernas para mais perto. Ele roçou minha entrada e eu arfei, fechando os olhos.

— Implora.

Abri os olhos e cravei as unhas em sua nuca, encostando nossas testas.

— Preciso de você. Dentro de mim. Agora.

— Como? — arqueou a sobrancelha, fazendo-me fechar os olhos para não os revirar.

— Por favor.

Ele sorriu convencido e me beijou antes de meter com força. Gemi em sua boca e sua língua me calou, deixando-me logo sem fôlego. Minhas unhas desciam por suas costas e braços enquanto suas mãos marcavam minhas coxas e minha cintura em roxo. Meu pescoço ganhou algumas marcas e meus cabelos grudavam em minha testa e costas. Sua mão áspera afastou os fios de meu rosto e seus olhos mediram cada milímetro de minha feição antes de ele entocar de novo e minha cabeça tombar em seu ombro.

Beijei a pele suada e fui subindo por seu pescoço até a orelha, que mordisquei e lambi. Meu corpo foi empurrado contra o seu e sua mão pousou em minhas costas quando o ápice foi chegando. Trilhei beijos até seu maxilar, depois até sua boca. Passei a língua por meus lábios e beijei sua boca justamente quando ele deu o nosso xeque-mate. Joguei a cabeça para trás e ofeguei tão alto quanto ele. Abri os olhos com suas mãos em meus cabelos e endireitei minha cabeça.

Ele sorria e eu também.

— Tenho que te fazer me provocar mais vezes.

— Não precisa. Farei com o maior prazer.

Ele sorriu e me deu um selinho. Desci da mesa assim que ele se afastou.

— Agora vou ter que tomar outro banho para tirar todo esse suor. — reclamei, catando meu sutiã e minha calcinha.

— Você que pediu, lembra?

Revirei os olhos e vesti minhas roupas íntimas. Fui até o espelho para tentar ajeitar meu cabelo, nem que fosse num coque, e a primeira coisa que vi foram as várias marcas vermelhas, que desapareceriam em um dia, ou em uma semana.

— Aaron! — fuzilei-o.

Ele me olhou e gargalhou quando viu as marcas em mim. Meu único consolo era que ele, além de já ter a cota da explosão, tinha marcas minhas também. Vesti o resto de minhas roupas até encontrar minha blusa. Agora sabia de onde viera o som de pano rasgando. Bufei, jogando-a em sua cara. Ele sorriu de lado.

— Me dá a sua. — estendi a mão.

— Não.

— Aaron, você estragou minha blusa.

— E daí? Você tá em casa. É só subir e pegar outra.

— Tem empregados em casa!

— Agustina e as outras. — revirou os olhos.

— E os seguranças que podem andar pela casa. — provoquei.

Seus olhos endureceram e ele tirou a camiseta na hora, jogando-a para mim. Coloquei-a, sorrindo. Ele já estava vestido e atrás do computador, concentrado. Mas o que eu via, na verdade, eram as olheiras e os curativos por seu corpo, reforçando sua necessidade de descansar. E desta vez, eu não ia ser indiferente quanto a isso.

E só havia uma maneira de convencê-lo.

— Hm... Acho que vou tomar um banho de banheira...

— Desde que não se afogue...

— Você não quer vir? — ignorei seu comentário, aproximando-me e sentando-me onde estivera há pouco tempo.

— Eu estou trabalhando, Lane.

— Você precisa descansar. Ainda temos o jantar à noite.

— Okay. Depois eu descanso.

— Não, agora.

Fechei o notebook e ele me olhou feio. Ele ia abrí-lo se não estivesse com a mão em cima.

— Vamos, Aaron. Vem tomar um banho comigo. Depois a gente dorme um pouco. Você precisa refazer esses curativos também. Três coelhos de uma vez só.

— Lane...

— Por favor. Por mim. — fiz biquinho.

Ele revirou os olhos e se afastou da mesa na cadeira.

— Se eu for e dormir uma hora, você para de encher o meu saco?

— Se dormir só uma hora, não tem banho. — cruzei os braços.

— Duas horas.

— Três.

— Duas e meia.

— Três.

— Filha da puta — bufou e eu sorri. — Fechado.

Saltei da mesa com um sorriso de rasgar as bochechas e puxei sua mão. Ele levantou e seguimos para a porta do escritório, mas ele soltou minha mão no meio do caminho. Olhei-o confusa e ele estava de braços cruzados.

— Um...

Arqueei a sobrancelha.

— Dois...

— Aaron, o que...?

— Três... Quatro...

Arregalei os olhos quando ele abriu um sorriso maldoso no cinco e corri para a porta. Digitei a senha rápido e só no sete estava do lado de fora. Ele foi bonzinho e contou até o doze antes de sair atrás de mim. Estava na sala, perto das escadas, quando ele me puxou para si. Gritei e tentei me soltar, mas a única coisa que consegui foi que ele caísse no chão comigo. Não gemi de dor, pois caí por cima dele. Virei-me e olhei para seu rosto com uma expressão de dor.

— Sua... baleia maluca — gemeu, abrindo os olhos.

— Te machuquei?

— Eu não sinto... meu pau.

Abri a boca e olhei para seus olhos fechados com força. Gargalhei. Foi mais forte do que eu e, quando ele me olhou em censura, cobri a boca, rindo mais.

— Desculpa. Mas é que...

Não conseguia me explicar de tanto rir. Fechei os olhos e caí com a cabeça em seu peito, abafando as risadas em sua pele, surpreendendo-me quando a senti tremer. Levantei a cabeça e Aaron ria também.

— Você é uma idiota — murmurou, sorrindo.

Seu sorriso mais sincero e lindo. Mostrei-lhe a língua e ele sorriu, puxando meu queixo para si. O beijo cessou nossas risada, mas não nossos sorrisos. Separamo-nos com o som da porta abrindo. Em um piscar de olhos, Aaron me deitou no chão e se sentou, pegando uma arma embaixo da mesinha atrás do sofá. Ele tinha se colocado na minha frente.

Não era nenhum inimigo do outro lado.

Alfredo estava parado na porta com meu pai, minha mãe e minha irmã atrás.

Notas finais
E então? Titulo explicado? Duvida de como a Lane ainda não engravidou esclarecida? hahahaha. E como eu gosto de finais "tcham", aí está mais um. Para mais detalhes, próximo capítulo. E quem gostou do capítulo diabético que foi o passado, aguarde. Talvez a melação volte na minha próxima TPM... hahahaha. Xoxo