Strada Per L'inferno
22 Quando você realmente quiser
Notas iniciais
Cheguei à mansão aos risos graças a uma história que Miranda relatava-me.
–Eu entrei no quarto dele e ele estava em cima da garota! Eles tinham só sete anos! Mas foi tão engraçado, querida...! Ele discutia com ela tentando decidir o que eles tinham de fazer...
Ri mais e Miranda jogou-se também na risada. Os seguranças entraram atrás de nós com as sacolas em mãos.
–Aonde botamos as sacolas, senhoras? – Um dos seguranças perguntou.
–No meu quarto – Miranda manifestou-me – Sigam-me.
Eles assentiram e Miranda sorriu-me antes de subir as escadas com os seguranças atrás. Balancei a cabeça, sorrindo das travessuras de Aaron.
–Por que tantos sorrisos, amore mio? – Aaron surgiu no corredor, saindo de seu escritório.
Tomei um susto com sua aparição, levando a mão ao peito. Meu sorriso apagou-se e comprimi meus lábios ao seu aproximar.
–Sua mãe contava histórias suas... – Respondi-o baixo.
–Ela adora contar coisas que deveriam ficar no passado... – Ele comentou indo até a mesinha ao lado do sofá, abrindo a gavetinha atrás de alguma coisa.
Observei-o quieta. Aaron agia normalmente, como se nunca tivéssemos brigado. Eu, do contrário, ainda me incomodava com cada palavra dita por ele. Entretanto, não ia retomar o assunto. Pelo que acabara de perceber, Aaron era do tipo que fazia e esquecia. Pelo menos, quando ele saía vitorioso. Fechei os olhos, suspirando e passando as mãos nos cabelos.
–Você está bem, amore mio? – Aaron perguntou.
Abri os olhos e o vi em minha frente. Ele apoiava-se de costas ao sofá, os braços cruzados na frente do ombro acompanhados de uma sobrancelha arqueada. Por sua expressão e tom de voz, eu sabia que ele não estava preocupado, mas sim curioso.
–Estou – Forcei um sorriso.
–Hm – Ele continuou encarando-me, estreitando os olhos parecendo não ter acreditado no que eu disse – Por onde você esteve?
–Fui com Miranda fazer compras... – Passei uma mão por meu braço, alisando-o.
–Espero que não esteja falido... – Ele comentou sarcástico, virando a cabeça.
Soltei uma risada pelo nariz, abaixando a cabeça. Sons de passos soaram na escada e virei minha cabeça. Os seguranças desciam as escadas, seguidos por Miranda.
–Querida, ouvi outra...? – Miranda descia fazendo uma pergunta quando se interrompeu.
Ela parou de andar, observando imponentemente o filho debochado.
–Logo os seguranças, mãe? E ainda dois? – Aaron encarou-a, cruzando os braços e sorrindo sarcástico.
–Sou sua mãe e acho que lhe ensinei-o a respeitar a mim e aos outros – Miranda observou, começando a descer as escadas novamente – Mas acho que como muitos dos valores que lhe ensinei, o respeito perdeu-se quando você decidiu viver como vive.
–E sustentar-te como te sustento – Aaron completou irônico.
–Algo de bom você tinha que fazer com este dinheiro. E sustentar a mulher que lhe sustentou boa parte de sua vida, é um bom uso do dinheiro – Miranda comentou descendo os últimos degraus.
Aaron revirou os olhos e Miranda o ignorou, se voltando a mim sorridente enquanto os seguranças saiam da casa pela porta da frente.
–Mas então, sobre o que vocês conversavam antes de minha interrupção? – Miranda caminhou em minha direção.
–Sobre como é interessante minha mulher querer minha presença para o jantar quando a própria não está em casa – Aaron sorriu frio.
–Você ficará para o jantar? – Virei-me a ele, surpresa.
Até Miranda, que parara ao meu lado, fitou o filho com as sobrancelhas levantadas.
–Não – Ele negou indiferente – Você demorou e decidi ir cuidar dos meus negócios com os garotos...
Raiva e magoa abateram-se sobre mim. Imagens da noite que cheguei à mansão tomaram meus pensamentos enquanto semicerrava os olhos a Aaron e seu sorrisinho presunçoso.
–Com cuidar dos negócios, você quer dizer passar a madrugada escolhendo a dedo a mulher, ou as mulheres, com quem você vai me fazer de trouxa? – Perguntei irritada, tirando coragem não sabia de onde.
Dei-lhe as costas ao ver seus olhos estreitarem-se e seu maxilar travar. Subi as escadas rapidamente, querendo o isolamento e silêncio de meu quarto. Abri a porta e a fechei com força, batendo-a frustrada. Tirei os sapatos no meio do caminho ao closet, deixando-o onde estavam. Prendi meu cabelo num coque frouxo, levando minhas mãos às costas atrás do zíper do vestido. Achei-o e puxei-o para baixo, porém não totalmente. Subi tudo de novo e tentei descer de uma vez, mas não consegui. Tentei outras vezes descer somente aquele pedaço que faltava, mas não obtive sucesso. Bufei irritada, passando a mão por meu cabelo e desfazendo o coque ao chegar à conclusão de que teria que pedir para Miranda ajudar-me. No entanto, não precisei, pois senti uma mão segurar firme em minha cintura enquanto outra puxava o zíper para baixo. Olhei para trás assustada e vi Aaron olhar o zíper descendo. O vestido abriu-se e segurei-o na altura dos seios para não cair. Não o agradeci nem virei-me para ele. Simplesmente entrei no closet, deixando-o para trás.
–De nada – Ele manifestou-se irônico, parado aonde o deixei.
Não o respondi. Ao invés, preferi abrir minha gaveta de lingeries e escolher qual usaria. Ouvi passos atrás de mim e virei-me, vendo Aaron encostar-se ao gaveteiro ao centro do quarto.
–O que você quer Aaron? – Perguntei voltando-me a olhar a minha gaveta.
–Sabe, eu pensei que as mulheres italianas fossem mais compreensivas com seus maridos – Ele comentou calmo e irônico.
–Assim como possuem temperamento explosivo – Acrescentei abrindo minha gaveta.
–Lane, Lane... – Ele repetiu em tom de falsa lamúria – O que aconteceu com você? Pensei que fosse uma esposa calma, equilibrada...
–E eu que você fosse um marido, que apesar de frio, poderia me fazer feliz – Dei de ombros.
Senti mãos em minha cintura, arrepiando e assustando-me. Deixei o vestido cair, revelando minhas peças intimas. Virei-me encontrando os olhos de Aaron ardendo em meu corpo. Recuei para trás, fechando a gaveta e acabando por bater minhas costas no armário. Aaron sorriu.
–Non faccio il mio amore felice? – Ele perguntou baixo, aproximando seu corpo do meu e prensando-me ao armário.
Abri a boca para respondê-lo, mas fechei-a em seguida. Seus olhos frios e seus lábios com um sorriso presunçoso indicavam-me que qualquer que fosse minha resposta, ele teria uma saída. Fechei meus olhos, suspirando derrotada e cansada. Relaxei meu corpo, entregando-me ao seu toque.
–Por que você não faz logo o que tem de fazer? – Perguntei cansada.
–Fazer o que? – Ele perguntou baixo e rouco, dando um beijo molhado em meu pescoço.
Arrepiei-me inteira, engolindo em seco. Abri os olhos sem pressa, encarando seus olhos escuros e seu sorriso vitorioso.
–Tornar-me sua – Respondi-o direta.
Aaron aumentou seu sorriso, aproximando seu rosto do meu. Seu hálito bateu em meus lábios e arfei, fechando os olhos ao seu próximo movimento. Contudo, Aaron recuou. Abri meus olhos e o vi sorrir largamente.
–Lo non lo farò – Ele sussurrou a meu ouvido.
Olhei-o afastar-se um pouco com o sorriso mais largo.
–Isso seria abuso consentido – Ele olhou rapidamente a sua mão que fazia carinho em minha cintura – E eu não quero correr o risco de ir parar na cadeia.
Ele afastou-se de mim, retirando suas mãos de meu corpo e abaixando-se para pegar meu vestido.
–Só irei fazer quando você realmente quiser – Ele sorriu-me estendendo o vestido.
Peguei-o, sem dizer-lhe nada e ele deu-me as costas. Saiu do closet e do quarto, permitindo-me saber pelo barulho da porta fechando. Respirei fundo, aproximando o vestido de meu corpo e cobrindo-me como uma garotinha cobrindo-se com seu cobertor.
****
Acordei de madrugada com barulhos no corredor. Pareciam passos e o som baixo de risadas vulgares. Sentei-me passando as mãos nos olhos. Joguei as cobertas para o lado, levantando-me. Meu pijama de veraneio não contribuía contra o frio da madrugada. Andei ao escuro em direção à porta. Os barulhos no corredor estavam mais altos agora. Abri a porta com receio, cegando-me a luz intensa do corredor. Dei dois passos, expondo-me. Não havia ninguém, porém, a porta de um dos quartos estava entreaberta. As risadinhas agora saiam de lá, assim como uma luz fraca irradiava do cômodo. Dando meus passos mais cuidados e silenciosos, rumei ao quarto. Meu estômago revirou ao parar na fresta aberta.
Aaron estava com uma garota, agarrando-se a ela. Porém, era pior de quando o flagrei pela primeira vez. Na ocasião, não era tão intenso. Dessa vez, a garota estava seminua de fato, somente com uma calcinha para contar história. Ele também não ficava atrás, com as calças e meias no corpo. Levei a mão à boca, sentindo lágrimas incrédulas rolarem por meu rosto. Em seguida, um grito assustado saiu de minha garganta, ao mesmo tempo em que os olhos surpresos e raivosos de Aaron fixavam em meu rosto.
Despertei gritando, sentando-me assustada. Meu rosto estava banhado em lágrimas, me deixando mais aflita. A porta do quarto foi aberta de súbito, inundando o quarto e cegando-me com a luz do corredor. A figura de Aaron entrou sem cerimonia, olhando de um lado ao outro do quarto como se procurasse algo. Certificado de que não havia nada, ele voltou à porta e fechou-a antes de se aproximar de mim.
–O que aconteceu? – Ele perguntou olhando-me com as mãos no bolso.
Não conseguia enxerga-lo com plena nitidez, uma vez que toda luz do cômodo provinha da lua e do lado de fora da casa. As lágrimas também me cegavam. Porém, conseguia ver seus contornos e nem precisava de muita luz para saber que sua expressão facial era séria, impassível.
–Tive... Tive um pesadelo – Respondi-o com a voz barganhada.
Ele estreitou os olhos e abaixei a cabeça, secando meu rosto com minhas mãos e fungando.
–Que pesadelo? – Ele aproximou-se.
Levantei a cabeça para encara-lo, ainda que fosse ao escuro. Com algum esforço, vi que ele vestia uma jeans, sapatos e camiseta. Não precisava ser nenhum gênio para saber que ele acabara de voltar para casa. Estiquei-me para ligar o abajur do criado mudo e observa-lo melhor. Em seu pescoço, uma marca vermelha brilhou a luz. Contraí os lábios. Joguei as cobertas para o lado e levantei-me. Aproximei-me e ele continuou parado indiferente. Uma vez mais próxima, conseguia sentir também o perfume feminino barato impregnado nele. Postei-me a sua frente, elevando minha mão e contornando a marca com a ponta de meus dedos. Virei-me de costas enquanto balançava a cabeça e sentia lágrimas traidoras rolarem de meus olhos. A mão de Aaron enrolou-se em meu braço e impediu-me de afastar-me quando fiz menção.
–Lane – Ele chamou-me.
Virei-me, mal olhando em seu rosto antes de jogar meus punhos fechados em seu peito. Comecei a soca-lo com toda a força que conseguia reunir. Essa força, entretanto, não era o suficiente para machuca-lo como queria. Aaron segurou meus punhos com facilidade, afastando-os de si e levantando-os como se fossem penas.
–Para – Ele olhou-me e mandou com um tom firme.
Parei e senti as lágrimas descerem por meu rosto como uma cachoeira. Amoleci puramente sem forças. Se não fosse por Aaron, que rapidamente soltou meus pulsos e segurou minha cintura, teria caído ao chão. Com seu corpo tão perto do meu, acabei por afundando minha cabeça em seu peito. Aaron não fez nada, a não ser trazer-me para mais junto de si e deixar-me molhar toda sua camiseta.
–Por quê? – Perguntei em meio a soluços.
Ele não me respondeu. Continuei a chorar até sentir que não tinha mais o que botar para fora. Meu soluço foi cessando e as lágrimas secando.
–Por quê? – Repeti com a voz baixa e cansada.
–Lane... – Ele começou a falar, seu tom exasperado e baixo.
–Não – Cortei-o, balançando a cabeça sabendo que ele iria começar a falar e contornar-me.
Levantei o rosto e procurei por seu olhar negro.
–Por favor, Aaron. Não me enrole desta vez. Seja sincero – Pedi suplicante.
Ele respirou fundo, virando a cabeça para a janela.
–O que você quer que eu diga? – Ele perguntou voltando a olhar-me duro – Que enquanto você dormia, eu transei com alguém?
Abri minha boca, mas não consegui dizer nada. Contrai meus lábios e voltei a deitar suavemente minha cabeça em seu peito.
–Sabe com o que sonhei? – Perguntei baixinho, quase num sussurro.
–Com o que? – Ele perguntou com seu tom levemente seco.
Levantei a cabeça, encontrando de novo seus olhos escuros.
–Comigo acordando de madrugada e flagrando-o com uma garota no quarto ao lado. Vocês estavam fazendo sexo.
Ele virou o rosto, molhando os lábios sem responder-me. Suspirei, afastando-me calmamente. Ele soltou minha cintura e dei-lhe as costas, abraçando a mim mesma. Passei minhas mãos por meus braços e abaixei a cabeça.
–Eu nem sei ao menos o porquê – Sussurrei a mim mesma.
–O que se não tem em casa, se... – Ele começou a ditar calmamente.
–Mas você mesmo disse que tem em casa – Cortei-o calma, virando-me a ele.
Ele levantou uma das sobrancelhas, abrindo um sorrisinho debochado de lado.
–Tenho mesmo Lane? – Ele perguntou aproximando-se e olhando-me de cima a baixo – Porque, você sabe, eu prefiro as mais experientes. Não gosto de ter que ensinar como se faz.
–Engraçado, deveria ter levado isso em consideração quando se casou comigo. Ao invés de ter me escolhido, devia ter escolhido uma prostituta – Levantei o queixo.
Aaron sorriu, cortando a pouca distancia entre nós e pegando em meu queixo com força.
–Está aqui a menos de uma semana e já está com a língua afiada dessa maneira? Tcs, tcs, tcs... – Aaron balançou a cabeça dando um sorrisinho.
Coloquei minha mão sobre a sua em meu queixo, empurrando-a para longe. Aaron tirou-a de mim, sem perder o deboche. Afastei-me e coloquei-me de costas a ele, apoiando as mãos na cintura, abaixando a cabeça e fechando os olhos para respirar fundo.
–Eu sempre estive disposta a ser sua – Comentei baixinho – Por que você nunca notou?
–Nunca notei? – Ele perguntou debochado, rindo da mesma maneira.
Levantei a cabeça, encontrando seus olhos frios e irônicos. Aaron aproximou-se e não movi um músculo.
–Você acha que eu sou babaca para nunca ter notado essas curvas? – Ele perguntou passando sua mão pela lateral de meu corpo – Ou que eu sou otário para nunca ter desejado esse lábios? – Ele passou seu indicador por minha boca – Ou que sou viado para nunca ter sentido vontade de possui-la? – Ele sussurrou rouco ao pé de meu ouvido, apertando minha cintura com as duas mãos.
Fechei os olhos, entreabrindo os lábios. Senti seu hálito bater em meus lábios e seus lábios macios roçarem aos meus. Arfei e senti-o sorrir antes de afastar-se.
–Eu já cogitei faze-la de uma vez por todas minha, Lane – Ele roçou seus lábios em meu ouvido, sussurrando roucamente – Mas eu não posso fazer isso.
Abri meus olhos e seu rosto voltou a se posicionar em frente ao meu. Ele sorria.
–Por quê? – Perguntei baixinho.
–Porque se eu fizesse você ficaria grudenta, se apaixonaria. E não tente negar, Lane, porque ambos sabemos que isso aconteceria – Ele disse passando os dedos por meus cabelos – E não é isso que queremos. Não é isso que eu quero – Ele levantou os olhos para mim, colocando sua mão em meu queixo – Você é uma peça, Lane. Somente mais uma peça em meu tabuleiro sendo manipulada para meu xeque-mate.
Fechei os olhos, sentindo lágrimas queimarem no fundo dos olhos. Aaron soltou-me de e seus passos ecoaram pelo quarto. Abri os olhos na esperança que ele tivesse ido à porta, mas ouvi-o dentro do closet. Respirei lento e compassadamente, mexendo em meus cabelos a toda hora. Decidi ir ao banheiro e lavar meu rosto. Assim que o enxuguei, encarei a mim mesma no espelho. Meus olhos não estavam vermelhos, mas a ponta de meu nariz sim. Suspirei e desliguei a luz do banheiro, indo ao quarto. Tomei um susto com Aaron saindo do closet e levei a mão ao peito, pulando ligeiramente. Ouvi sua risada humana ecoar baixo pelo quarto enquanto eu levava uma mão à testa de olhos fechados. Respirei fundo e abri os olhos de novo, encontrando-o encarando-me mordendo o lábio inferior. Ele estava somente de cueca, agora que parara para notar. Molhei os lábios, sem graça pelos trajes dele. Respirei fundo e caminhei para a cama, passando por ele sem dirigir-lhe uma única palavra.
–Boa noite para você também – Ele desejou-me irônico.
Deitei-me na cama e puxei as cobertas para mim, cobrindo-me quase até a cabeça. Fechei os olhos, esperando ouvir seus passos e a luz do corredor inundando o quarto e avisando-me de que estava sozinha. Porém o que ouvi e senti foi a cama afundar ao meu lado e o perfume barato impregnado em Aaron inundar minhas narinas.
–Você não dorme em outro quarto? – Perguntei secamente, sem mover um músculo e olha-lo.
–Ontem dormi em outro quarto para te dar um pouco de privacidade. Mas esse é o meu quarto e se você estiver incomodada, siga o ditado: os incomodados que se mudem – Ele respondeu grosso.
Respirei fundo, sem responder-lhe nada. O que mais queria era a solidão de meu quarto para poder, talvez, me entregar às lágrimas. Mas o que ganhei foi a presença da pessoa que causaria minhas lágrimas. Desliguei a luz do abajur e o quarto voltou a inundar-se em trevas.
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