Notas iniciais
Oi amorzinhos. Tudo bem? Eu voltei cedo (acho). hahahaha. Mas eu estou de férias (ainda), então... Eu sei que ainda não postei em OADMP, e ou comentar sobre isso nas notas finais. Então quem lê essa minha outra fic também, depois dá uma olhada lá me baixo porque é importante. Esse capítulo está apimentadinho e por votação lá no grupo de Whats (mentira, foi porque eu quis mesmo), a música para acompanhar o fogo desses dois é "Earned It", do The Weeknd. E, pensando um pouquinho depois, quero que coloquem também para ouvir, imediatante em seguida, "Dance for You", da Beyoncé. http://minilogs.com/egldkw0 Godere P.S. Para Letícia Padilha. Muito obrigada mesmo. Sua recomendação significa muito para mim e aprecio muito que goste de minha história.

Chegamos a uma área VIP ao lado do palco, toda fechada com vidros escuros. Lá dentro, todos riam e conversavam, com suas bebidas na mão. Quando nos viram chegar, Aaron me empurrando na sua frente e segurando em minha cintura, comemoraram.

— Pensávamos que tinham voltado pros amassos e teríamos que voltar lá para empatar a foda de novo.

Aaron fechou a cara para Dylan, enquanto eu ria e cumprimentava cada um. Sorria e abraçava os meninos; mas, quando cheguei a Colin, limitei-me a um sorriso, que ele retribuiu contido. Afinal, para todos os efeitos, não éramos amigos e não nos víamos a não ser na frente deles.

Passei para Caitlin, que me deu um abraço sem jeito com um sorriso insinuante. Ela estava linda, apesar do gesso ainda compor seu look. Ela era, talvez, a única pessoa que poderia estar linda e totalmente adequada em uma boate com o braço engessado.

— Quero saber, tim-tim por tim-tim, o que aconteceu lá em cima, mocinha — avisou-me séria, como uma mãe à filha.

Sentei-me no sofá ao seu lado, entre ela e Nick. Dylan ocupava a outra ponta. Colin e Zack dividiam outro sofá, enquanto Aaron reinava em uma poltrona. Uma garota vestida com uma roupa que imitava um terno, porém com menos pano e muito mais abraçada ao corpo, entrou para tirar nossos pedidos. Todos pediram, menos eu, uma vez que não fazia ideia do que pedir.

— Lane do céu, que roupa é essa? Assim você mata o papai aqui! — Dylan colocou a mão no coração, olhando-me de cima a baixo. — Agora já sei por que o otário do seu marido estava te escondendo lá em cima...

Caitlin bateu no ombro do namorado e eu ri gostoso, enquanto sentia o olhar pesado de Aaron em nós.

— Está linda, Lane. — Nick comentou, sorrindo simpático.

— Obrigada, Nick.

— Concordo com ele.

Colin apontou com o copo para Nick, olhando-me sorrindo. Agradeci com um aceno de cabeça, baixando os olhos rapidamente. Sabia que o olhar já pesado de Aaron agora queimava ainda mais intenso sobre nós.

— Mas, então, terminaram o trabalho lá em cima ou adiaram? Pelo jeito que o Aaron tava, eu acho que vocês deram a rapidinha mais rápida da história...

— Puta que pariu, Zack! Finalmente admitiu o que todo mundo sabia: você é viado! Acabou de dizer que olhou pro pau do Aaron.

Dylan explodiu em risadas junto com a sala, enquanto Zack tentava se explicar, irritado. Todos riam, menos Aaron, naturalmente. A garota voltou com uma bandeja com os pedidos e todos se serviram.

— Toma. Isso é para você.

Caitlin me estendeu um copo rosa-choque enfeitado com um guarda-chuva e uma cereja. Entortei o nariz.

— Achei que era para você.

— Eu estou entupida de remédios, esqueceu? — apontou para o braço. — Estou tomando uma merda de drink sem álcool, mas você está perfeitamente bem para fazer o que não posso.

— Eu não sei se devo...

— Vai em frente. Aposto que você vai gostar. É ótimo.

— Você está surda? Ela disse que não quer. — Aaron respondeu grosso de sua poltrona.

Ele nos olhava com uma carranca fechada e seu copo em mãos. Seu olhar era autoritário, já afirmando e confirmando que eu não iria beber.

Não gostei disso.

Peguei o copo de Caitlin e beberiquei do canudo. Houve uma explosão doce de açúcar e frutas vermelhas em minha boca, com o fundo amargo e forte bem-vindo da vodca. Sorri para Caitlin, murmurando gostar. Seu sorriso aumentou e os olhos de Aaron estreitaram mais.

Nick subitamente se levantou ao meu lado, assustando-me. Todos o olharam ir para a porta enquanto a stripper loira pintada de dourado passava. Sem surpresas, encontrei-me sendo a única na sala encarando-os confusa quando ele a cumprimentou e saiu andando junto a ela.

— O que foi isso? — vocalizei meu pensamento.

— Nick demonstrando estar de quatro pela Riley. — Zack deu de ombros.

— Esse é o nome dela?

Aaron assentiu e perguntei há quanto tempo isso vinha acontecendo.

— Cerca de um mês, sei lá. Mas ele sempre teve uma queda por ela. Na verdade, ele que convenceu o Aaron a contratá-la.

— Espero que ela seja legal como aparenta.

— Como você pode saber? Nunca nem falou com ela. — Aaron comentou frio.

— Intuição feminina. Da mesma maneira que achei que a sua secretária era uma vadia, acho que ela é uma boa pessoa. — sorri forçada, a fim de provocá-lo.

— Opa, opa, opa. Vamos voltar a fita! Houve combate entre Lane e Kimberly hoje, e eu perdi? Não acredito!

— Você a conheceu? — Caitlin me perguntou, genuinamente surpresa.

— Sim. Uma vadia.

Ela riu, jogando a cabeça para trás.

— Meu Deus! para Lane Walker falar assim, ela com certeza falou merda.

— Sim. Mas quem fala o que quer, ouve o que não quer.

— Já tô até imaginado a cara da Kimmy quando descobriu que você é a mulher desse otário — riu Dylan.

— Foi imperdível, de fato, sua cara quando pedi para que me chamasse de senhora Walker.

Dylan, Zack e Caitlin explodiram em risadas e começaram a comentar sobre isso. Colin limitou-se a sorrir e observar a conversa, com sua bebida. Sorri junto e revezei meus olhos entre eles e Aaron. Ele me olhava fixo, concentrado. Para mim não; para meus seios.

Sorri maliciosa, nutrindo ainda mais a ideia que tive no escritório.

Aaron levantou-se subitamente e todos o olharam, apesar de seu olhar continuar fixo em mim.

— Precisamos resolver algumas coisas no escritório. Tudo bem se você e Caitlin ficarem aqui?

— Hm... tenho uma ideia melhor. — sorri.

Levantei-me e puxei Caitlin pela mão boa, fazendo-a levantar confusa.

— Eu preciso ir ao banheiro e Caitlin vai comigo. Então, vocês ficam aqui e conversam.

Ele levantou a sobrancelha, não convencido. Revirei os olhos e andei até ele, dando um selinho rápido em seus lábios.

— A gente vai pro seu escritório e fica lá batendo um papo. Coisas de mulher. E, assim, vocês todos não têm que se deslocar até lá.

Ele continuou não tão convencido. Virei-me para os meninos e eles deram de ombros.

— É mais fácil, Aaron.

— Sem contar que eu não quero sentar naquele sofá depois do que eu vi. — Dylan acrescentou.

Virei-me vitoriosa para Aaron, que bufou, revirando os olhos.

— Tá. Mas não mexa em nada. E não saia de lá. Não te quero perambulando por aí no meio desses velhos babões.

— Como queira. – dei de ombros.

Saí, pegando na mão de Caitlin e refazendo o caminho até o escritório. Ao chegar ao mesmo, fechei a porta e me voltei a minha amiga, que me olhava de sobrancelhas arqueadas e sorriso malicioso.

— O que você está planejando, senhora Walker?

POV Aaron

Nick fechou a porta atrás de si e, mesmo que ele não sorrisse, sabia que ele já havia feito isso e deixado claro o quanto estava de quatro por Riley.

— Alguém aqui tá apaixonado! — Dylan cantarolou enquanto o outro se sentava ao seu lado.

Nick lhe deu uma boa bofetada na cabeça, mas isso não o fez parar de rir ou os outros de sorrirem.

— Dou um mês pra eles estarem namorando.

— Duas semanas. — Colin cobriu a aposta de Zack.

— Tá, tá. Vamos pular a aposta de quanto tempo ele entra nela e vamos direto ao que interessa.

Nick me olhou feio, mas eu o ignorei, apertando a campainha para chamar alguém do bar. Em menos de um minuto, uma das garotas entrava pela porta de vidro.

— Chame a Kimberly e traga mais para todos do que pedimos.

Ela assentiu e saiu pela porta.

— Como a Caitlin está com todo este negócio de mudança? — Nick perguntou a Dylan.

Ele deu de ombros.

— Normal. Ela só está puta porque será a Kimberly no lugar dela e não a Lane.

Bufei e esfreguei meus olhos. Sabia que eles me olhavam esperando uma resposta, mas eu já havia a dado. E definitivamente.

— Isso está fora de cogitação. Ponto. Vocês sabem que a Lane não tem qualquer preparo ou jeito para isso.

— A Kimberly também não tem preparo. E quanto a jeito, eu discordo. A Lane pode ter qualquer um na palma da mão dela.

Rosnei e Zack levantou as mãos, dizendo estar "só comentando".

— O Zack está certo. Eu acho que Lane se sairia muito bem. — Colin comentou calmo, irritando-me.

Sua voz já me irritava, ele usando-a para falar de minha mulher era dez vezes pior.

— Não. Fora de cogitação. Ela não vai fazer parte. Eu não quero e não posso. Ou vocês se esqueceram do detalhe do papaizinho dela?

Eles ficaram em silêncio, confirmando minha vitória. A porta se abriu alguns segundos depois, o barulho exterior aumentou e foi acrescido com o de saltos batendo no chão. Virei a cabeça e Kimberly sorria para todos feito a vadia que era.

— Mandou chamar, patrãozinho?

— Sim, Kimberly. Eu quero acertar alguns detalhes sobre seu trabalho para nós.

— Oh! tudo bem. — ela sorriu ainda mais e se sentou na poltrona oposta.

Olhei-a feio, pois não dissera que ela podia sentar-se. Mas ela ignorou.

— E então, Kimmy? Fiquei sabendo que conheceu a senhora Walker...

Kimberly sorriu, mas a diferença entre a confiança de antes e a falsidade de agora era evidente. Segurei meu sorriso, lembrando-me do momento em meu escritório. Assim que Kimberly abriu a boca e começou a falar suas merdas, pensei que Lane iria recuar e se sentir magoada. Mas ela fez o contrário, e senti orgulho dela.

— Sim, eu a conheci. Ela é adorável e surpreendente. Realmente surpreendente.

Todos, assim como eu, contiveram o sorriso diante de seu tom pomposamente seco. A garçonete entrou com os copos e, assim que nos serviu e fechou a porta, a conversa verdadeira começou.

Uma hora se passou no que pareceram minutos. Eu me sentia presente e aéreo. Pensava no dia do baile, na cara de Callum ao descobrir tudo e em Lane. Estava me perguntando se realmente estava no escritório. Ela e Caitlin juntas não era boa coisa e, apesar de eu já ter notado que ela conseguia se defender sozinha, não sabia do que era capaz se descobrisse que qualquer cara nojento tocara nela pensando ser mais uma puta daqui.

— Cara!

Senti um tapa na nuca e pisquei olhando para cima. Zack me olhava de sobrancelhas arqueadas, assim como os outros. Depois de lhe dar meu pior olhar e esfregar a nuca, voltei-me à sala de novo.

— Depois você pensa em foder a sua mulher, mas agora concentra aqui.

— Para de falar merda, Dylan, e vai direto ao ponto.

— Essa porra de reunião já acabou? Já está tudo certo? Não nos lembramos de mais nada e achamos que tá tudo ok.

Olhei para o restante e eles me olhavam atrás de uma confirmação. Até Kimberly, com sua falsidade e petulância mascaradas por sua prontidão e sujeição fingidas a mim, esperava por meu aval.

Aquele foi um dos raros momentos em que o questionamento de como e quando me tornara o líder e por que eles me davam ouvidos passou por minha cabeça.

— Sim, está tudo certo. Kimberly, vá até meu escritório e chame Lane e Caitlin. Depois, volte a fazer o que quer que estivesse fazendo.

Ela levantou-se sorrindo da maneira que treinara, falsa e com bom grado mentiroso, e saiu da sala estalando seus saltos. Terminei minha bebida e larguei o copo na mesinha ao lado da poltrona.

As luzes se apagaram e as caixas de som do ambiente, até ali desligadas, começaram a ressoar uma batida forte e sensual, do tipo que me lembrava de Lane e suas danças hipnóticas.

— Que porra tá acontecendo? — Colin disse o que todos pensavam.

A porta foi aberta e saltos estalaram no chão. Conseguia ver os vultos entrando e se posicionando. Via os sapatos brilharem com a luz de fora e as roupas fazerem barulho. Mil hipóteses passaram por minha cabeça quando as luzes voltaram enfraquecidas.

Quatro garotas se encontravam de pé a nossa frente, dando-nos as suas costas. Elas tinham saltos pretos nos pés e casacos da mesma cor que iam até metade das coxas. Os cabelos estavam caídos nas costas com cachos, e eu nem precisei olhar duas vezes para a dona dos do meu para saber quem era. Todas balançavam os quadris lentamente em sincronia. Quando a letra começou a ser cantada, os casacos caíram no chão e elas se viraram.

Lane estava com um corpete vinho com rendas pretas bem justo ao seu corpo esculpido. Seus seios estavam ainda melhores do que no vestido: apertados e juntos, dando ainda mais volume. Seu short de couro mais parecia uma cueca apertada e curta, ressaltando também suas coxas e sua bunda. A maquiagem estava ainda mais pesada e o batom parecia realçar ainda mais sua boca carnuda. Ela piscou os longos cílios para mim com um sorriso malicioso, e me senti endurecendo só com isso.

Tudo aquilo que planejei fazer, como gritar com ela e arrastá-la dali para casa onde teríamos mais uma briga e sexo selvagem, foram pelo ralo com seu gesto. Essa mulher sabia meu ponto fraco por ela e seu corpo, assim como usar isso a seu favor para ganhar uma batalha.

Os outros pareciam tão em êxtase quanto eu com as garotas. Não conseguia tirar os olhos de Lane, mas suspeitava que as outras fossem Riley e as outras garotas do stripe. Lane se aproximou de mim, assim como cada uma se aproximou de um.

Seus olhos azuis pareciam da cor dos meus diante das luzes calientes e da luxúria no cômodo e em nossas peles.

Lane parou em minha frente e, sorrindo ainda mais lasciva, virou-se de costas. Seus quadris voltaram a trabalhar e confirmei que sua bunda estava ainda mais perfeita naquela peça. Estava tão cego pelo desejo, que bloqueava a constatação do fato de que Lane estava naqueles trapos de pano na frente de outros. Suas mãos bagunçavam os cabelos e seus joelhos iam cedendo até ela estar abaixada a minha frente. Sua bunda mais que perfeita de encontro com seus tornozelos, dava a impressão de o primeiro ser maior. E melhor.

E a filha da puta, pra provocar mais, ainda virou a cabeça e mordeu os lábios.

Fiz menção de me mexer, mas ela balançou a cabeça negativamente e se levantou. Ela se aproximou e espalmou a mão em meu peito. Seu corpo se curvou para frente e tive a melhor visão de seu decote. Foi a minha vez de morder os lábios.

— Eu que estou no comando aqui. — sussurrou, mordendo meu lóbulo.

Seu sussurro quente bateu em meu ouvido e suas unhas arranharam minha nuca, arrepiando-me da maneira que somente ela conseguia. Seu sorriso pareceu ainda mais brilhante ao se afastar e dar a volta na poltrona. Suas mãos desceram por dentro da gola de minha camiseta e suas unhas aranharam meu peitoral, enquanto sua boca ocupava-se em minha orelha. Ela sussurrava coisas sacanas, fazendo-me esquecer de que ela não fazia isso, ainda mais com plateia.

— Hm, Aaron, eu estou tão molhada por você! Desde lá de cima... Não consigo parar de pensar em suas mãos passeando por meu corpo, na sua boca chupando meus seios, no seu pau dentro de mim...

Fechei os olhos e deixei a cabeça cair contra o estofado quando uma de suas mãos apertou meu membro. Ela riu em meu ouvido.

— Hora do show, amore.

Seu toque sumiu e abri os olhos, desesperado. Ela não podia me deixar na mão, literalmente, mais uma vez. Mas logo encontrei seus olhos diamantes brilhando em minha frente mais uma vez quando ela sorriu ainda pior.

— Agora, você tem que prometer ser um bom garoto e conter suas mãos. — sussurrou, apoiando as mãos em meus joelhos e deixando o corpo com um ângulo de noventa graus.

Seus dedos deslizaram por minhas pernas, apertando-as por cima da jeans. Olhei hipnotizado quando seus dedos longos e delicados pararam sobre minha ereção. Mordi o lábio, esperando o aperto que nunca aconteceu, pois seus dedos voaram para meu queixo e fizeram-me encará-la.

— Prometa, amore. Prometa que não irá me tocar.

Assenti a cabeça, sabendo que mentia para mim e para ela.

Ela colocou os joelhos ao lado das minhas pernas na poltrona e ficou sobre eles, acima de mim. Seu sorriso brilhou uma última vez antes de jogar a cabeça para trás, com os dedos enterrados nos cabelos macios. Seu corpo arqueou para frente e seus peitos saltaram para meu rosto. Não contive minhas mãos e logo tive seus seios apertados entre elas. Ouvi seu gemido, seu distinto gemido, no meio da música alta. Ela abriu os olhos e colocou as mãos sobre as minhas. Seu sorriso e balançar de cabeça me reprovavam. Suas mãos forçaram as minhas para baixo e as colocaram sobre os braços da poltrona.

Seu corpo cedeu para baixo e sua intimidade caiu em cima do meu pau.

Filha da puta. Era muito bom.

Fechei os olhos e mordi o lábio com força. Senti sua risada bem perto de meus lábios, antes de seus dentes o puxarem e suas mãos pousarem em meu peito. A primeira chupada; a primeira rebolada.

Porra.

Fechei com ainda maia força, jurando ver as porras das estrelas que todos falavam. Essa mulher tinha este dom sobre mim. As reboladas aumentaram de velocidade e suas mãos desceram por meu peito até estarem dentro de minha camiseta. Eu queria desesperadamente tocá-la como nunca quis tocar outra. Meus dedos doíam tanto quanto meu pau. Precisava sentir sua pele macia e quente e fazê-la sentir o dobro da tortura que eu sentia; precisava beijar e chupar aquela pele de veludo.

Parecendo ler meus pensamentos e querendo jogar ainda mais baixo, ela começou a beijar meu pescoço. Suas mãos traçavam meu abdômen com as unhas, cravando-as, em certos momentos, em minha pele. Ela subiu a boca por meu maxilar e pressionava-se contra mim, rebolando ainda mais rápido.

— Lane, porra. Para. Eu vou gozar assim.

Ela riu, dando-me mais tesão. Ela chupou meu lábio com ainda mais força antes de cair sobre meu colo e pau, parada.

— Abra os olhos.

Fiz o que ela pediu com a voz aveludada e autoritária. Ela mordia os lábios numa expressão de santa safada, enquanto voltava a rebolar vagarosamente em meu colo. Tive vontade de enterrar os dedos em seu quadril como ela fazia em meu abdômen.

Sua boca voltou para perto de minha orelha. Senti sua língua molhando meu pescoço e seu hálito quente se chocando propositalmente contra a área.

Vadia.

Apertei os lábios e os olhos.

— Abra os olhos. Ou te deixarei na mão.

Não hesitei antes de obedecê-la. Era a segunda ou terceira vez naquela noite. Se ela não estivesse nestas roupas infernais e sexys e agindo da mesma maneira irresistível, riria se tentasse mandar em mim.

Mas ela jogou baixo. Realmente baixo.

Ela voltou a marcar meu pescoço e chupar minha orelha, como eu queria fazer com ela, desta vez, quicando em meu colo suavemente.

— Eu estou sendo tão má garota, Aaron. Tão má contigo. Não acha?

Balbuciei concordando e ela riu baixa, satisfeita.

— Você não acha que eu mereça uma lição lá em cima depois de te dar um gostinho?

— Acho. — consegui balbuciar em meio às sensações que ela me dava.

Ela riu novamente. Sua boca saiu de minha orelha, onde ela deixou uma mordidinha de brinde, e parou onde eu queria. Seus lábios ficaram roçando nos meus, achando o encaixe perfeito. Quando pensava que ela ia aprofundar, ela voltava com seu jogo irritante. Levantei a mão para pressionar contra sua nuca e parar com a palhaçada, quando ela realmente me deu o que eu esperava.

Sua boca tinha o gosto de frutas vermelhas e vodca. Eu conhecia esse sabor melhor do que ninguém. Ela me beijava com força e eu sabia que não era o único que estava implorando por isso.

Implorando.

Essa garota me deixa implorando por ela. Eu não conseguia mais ficar distante de sua pele de pêssego, de seus lábios vermelhos, de seus olhos gelo e de seu sorriso fodidamente viciante.

Isso não se tratava mais de corpo a corpo, sexo.

Isso agora era muito mais, e não seria eu a desistir ou analisar isso. Contanto que eu a tivesse comigo, e só para mim, esta coisa fodida ia continuar.

Ela caiu com a cabeça na curvatura de meu pescoço, ofegando tanto quanto eu. Coloquei as mãos em sua cintura e dei foda-se às suas regras estupidamente excitantes. Eu tinha que tocá-la. Ela não fez nada quanto ao aperto que dei em seus quadris e em sua bunda.

— Vamos para o escritório. Agora. – ordenei em seu ouvido num sussurro, vendo-a arrepiar.

Ela concordou com a cabeça, voltando, talvez por hora, a minha Lane. Ela se levantou e senti meu pau latejar e protestar. Eu precisava estar dentro dela o mais rápido possível. Contemplei-a de pé a minha espera, com sua roupa excitante pra caralho. A cintura ainda mais fina, os peitos ainda maiores, a bunda ainda mais redondinha... Molhei meus lábios, sabendo que, se ficasse mais um minuto a olhando, eu gozava.

Levantei-me e peguei sua mão. Queria muito beijar seus lábios e jogá-la ali no chão mesmo, mas nunca deixaria os outros na sala verem mais de se corpo do que viam agora. Peguei um dos casacos no chão e coloquei sobre seus ombros. Ela sorriu para mim e eu não consegui não retribuir.

— Vamos acabar logo com isso. Senão eu vou gozar nessa roupa apertada — murmurei para ela, levando-a para fora da sala aos risos.

POV Lane

Acordei com um barulho irritante de fundo. Minha cabeça doía um pouco e me sentia meio zonza e dolorida. O barulho parecia abafado, mas, ainda assim, audível e irritante. Abri os olhos e olhei para a direção de onde vinha o som.

Era da minha carteira, jogada ao lado do criado mudo.

Estiquei meu braço e agarrei a ponta dela. Puxei-a para mim e a abri, pegando o celular já silencioso. Quem quer que tenha ligado, desistiu. Havia, no entanto, uma mensagem de voz. Suspirei e esfreguei os olhos antes de digitar a senha para ouvi-la.

"Oi Lane. Desculpa ligar tão cedo, você deve estar dormindo ainda. Eu só queria te dizer que eu topo participar de seu plano".

Notas finais
Então, então...!? hahahaha. Essa Lane tá ficando ousada que eu vou te contar ein. E esse Aaron tá gostando. Até deixou ser "submisso" por uma duzia de minutos. hahahaha. E capítulo que vem... Esse será um capítulo revelador. Esse é, finalmente, aquele que prometi que ia chocar, mas que adiei. Se preparem. Quanto a "O Amigo do Meu Pai", eu postarei ainda hoje. Sabe aquele esquema que tinha dito de revezamento entre as postagens aqui e lá? Então, ele foi para o saco. hahahah. Como eu arranjei uma beta para essa fic, a fofíssima da Bia, fica muito mais fácil eu postar frequentemente aqui do que lá. Então, me perdoem todos que a leem também. Eu continuarei postando sim lá, claro; mas não sei com que frequência. Acho que é isso... Xoxo