Notas iniciais
Devido a pedidos desesperados, aqui estou as duas da madrugada postando. hahahaha. Bem, como comentei lá em O Amigo do Meu Pai e o pessoal do grupo de Whats viu, eu andei bem atarefada com a escola. Provas e trabalhos seguidos que não me permitiam ter tanto tempo livre assim. E como possuo vida pessoal também, o tempo que tinha gastava com ela. Mas minhas lindas férias estão por vir e acho que as coisas mudarão. Acho... Eu vou deixar pra falar mais lá pra baixo, mas agora eu tenho um único pedido para vocês: ouçam "Heartbreak Warfare" do John Mayer ou "Broken Strings" do James Morrison na segunda parte do capítulo. SEGUNDA PARTE. Vocês vão saber quando começa pelas reticências entre parenteses. http://minilogs.com/egldkw0 P.S. Mel Blande, esse vai para você. Ainda demorando para fazer minhas dedicatórias, mas voltei meu povo! hahahaha. Deixa de besteira, porque perfeito e completo só é o carinho que você tem para com a minha história. Isso é o que me felicita e move. Obrigada. P.S. 2. Notas finais.

A porta da frente abriu-se e pulei do sofá. Corri enquanto ela ainda revelava quem estava por trás e abracei minha amiga sem pensar duas vezes. Ela abraçou-me de volta, ainda que de modo desleixado.

– Lane, você está me sufocando. – riu.

Soltei-a alarmada, olhando-a com mais atenção agora. Seu braço estava em uma tipoia e ela tinha alguns arranhões. Ela sorria para mim através das lágrimas em seus olhos. Eu também possuía lágrimas e sabia que as delas eram causadas pelo mesmo motivo que as minhas.

– Acabou o momento sentimental? – Aaron perguntou atrás de mim.

Virei-me assustada e percebi que ele estava servindo-se de uma bebida. Nem o notara passar por mim. Virei-me e reparei em Dylan ao lado de Caitlin, segurando uma mala rosa que só poderia ser dela.

– Oi Dylan. – cumprimentei-o secando as lágrimas.

Ele sorriu e balançou a cabeça para mim.

– Onde eu coloco isso? – levantou a mala mostrando-a.

– Segundo quarto à esquerda lá em cima.

Ele assentiu e olhou para Caitlin. Ela sorriu fraco e ele lhe deu um beijo na testa antes de subir as escadas com pressas. Esperei ele virar de costas para sorrir para ela com segundas intenções. Ela bufou, mas sem deixar de sorrir também.

– Vem. Vamos sentar.

Enganchei meu braço no seu bom e a conduzi para o sofá.

– Sabe, eu não sou uma inválida, Lane. Apesar de Dylan estar todo de frufrufru comigo, eu estou bem. – resmungou ao nos sentarmos.

– Que bom, pois não espere que eu banque sua babá.

Olhei para Aaron e ele jogava-se na poltrona. Lancei-lhe um feio que ele limitou-se a responder com um dar de ombros, bebericando sua bebida. Caitlin riu e os passos de Dylan de volta na escada soaram como trotes de cavalo.

– Seu quarto tem uma cama de casal. – Dylan sorriu para Caitlin.

Um sorriso nada inocente.

– Que bom. Mas espaço para eu me mexer à noite.

– Exatamente. Porque isso é a única coisa que você vai fazer de noite na minha casa: se mexer sozinha na cama.

– Aaron, pare de ser rude.

– Só estou dando um aviso, amore mio. Ou você quer ouvir outros gemidos à noite enquanto você também geme? – arqueou a sobrancelha.

Escondi o rosto nas mãos, sentindo um calor subir por meu rosto e avermelha-lo. Dylan riu.

– Eu agradeceria se vocês transassem enquanto eu não estivesse em casa. E de preferência na cama de vocês. Não quero correr o risco de sentar ou comer em algum lugar batizado por vocês.

– Puts! Então acho melhor você levantar daí e comer no jardim.

– Aaron! – repreendi-o entre dentes.

Ele sorriu desagradável, terminando sua bebida aos sons da risada ainda mais alta do amigo. Balancei a cabeça olhando-o nada menos que furiosa e constrangida. Levantei-me do sofá e olhei para os convidados para encontra-los abraçados. Ou ao menos, parcialmente. Dylan abraçava-a pelos ombros e ela aconchegava-se em seu peito.

– Vou ver se o almoço está pronto para fugir dessas intermináveis besteiras.

– Não acho que nossas incríveis fodas sejam besteira. – comentou calmo.

Bufei e sai batendo os pés ao som de suas risadas. Agustina ria sozinha em frente às panelas na cozinha.

– Diga-me Agustina, por favor, o que fiz para merecer tal estorvo. – suspirei apoiando as palmas das mãos na ilha.

– Ah, senhora Lane...! – riu só. – Não me lembro de ver o patrão alegre assim há tempos. A senhora faz bem a ele. A menina sabe disso.

Sorri de lado.

Sabia que Aaron mudara, mas ouvir de alguém que a causa fora eu, sempre me surpreendia. Era glorioso e assustador que pudesse ter tido essa persuasão sobre o homem mais turrão que já conheci.

Troquei mais algumas palavras com ela antes de voltar à sala com a notícia de que logo o almoço seria servido na sala de jantar. Porém, antes que pudesse me juntar a eles na sala, fui impedida no corredor por suas vozes baixas e cautelosas.

–... que estão subestimando-a. Além de quê, acho que deveriam contar essa mudança de planos para ela. – Caitlin exaltou-se um pouco, mas sem deixar o tom de sussurro de lado.

– Não há razão para isso. Ela não está na equipe. E não estamos a subestimando. Conheço-a e sei que ela tremeria igual a um doente de Parkinson com uma arma nas mãos.

– Eu concordo com o Aaron. A Lane é doce, singela. Não tem toda a lábia necessária, sensualidade e sangue frio para executar o plano.

– Ah não? Diz pra ele, Aaron, como a sua mulher te deixou de pau duro outro dia na cozinha só com uma mordida de lábios e te envolveu direitinho na teia dela.

– Era diferente. – irritou-se. – Ser sensual e me convencer a foder no balcão da cozinha não é a mesma coisa que ser ardilosa e enganar um traficante que ela nunca viu na vida para roubar informações dele.

– Mas uma prostituta é ideal? – debochou.

– Kimberly entende de como envolver um homem. E você deveria saber isso melhor que ninguém.

Minha mente processava tudo que ouvira enquanto ao fundo Caitlin e Aaron iniciavam mais uma de suas discussões bobas, intervinda por Dylan.

Não havia dúvidas que o objeto de discussão era eu e que a situação era o plano desfalcado deles. E que eu claramente fora descartada de participar dele sem cerimônias para ter o espaço preenchido por uma prostituta. Assimilava tudo isso e sentia chateação e cólera tomando-me.

Respirando fundo, minhas ideias clarearam. Era loucura talvez, mas a nova Lane não gostava e não aceitava ser subestimada.

Voltei para a cozinha, ignorando a expressão de confusão de Agustina, e segui para a sala fazendo barulho para me anunciar. As vozes há muito audíveis no calor da discussão, pareceram parar ao ver me entrar serena no cômodo.

– Agustina disse que logo servirá o almoço na sala de jantar.

– Que bom. Estava quase saindo pro drive thru do McDonalds. – Dylan comentou.

Sua fala não foi tão natural como se costume. Havia um quê de tensão em sua voz, mas ignorei e ri do mesmo jeito. Os outros não.

Fingi não notar e puxei conversa normalmente. Aaron estava mais pensativo, olhando seu copo vazio por exceção do gelo. Dava olhadas esporádicas para ele e fingia ignorar seu comportamento estranho.

Estranho para alguém que deixou um marido elétrico e voltou para um murcho sem saber a razão.

Quando Agustina anunciou o almoço, Dylan prontificou-se a ajudar Caitlin a ir à sala de jantar mesmo sob seus protestos. Eu ri e aproximei-me de Aaron. Pegue em seu braço e vi seu olhar duro e surpreso. Sorri doce, beijando sua bochecha e afastando-me de sua pessoa ainda mais surpresa.

Mas, afinal, dizem que as cobras sempre preparam o terreno antes do bote.

(...)

Soltei os cabelos do coque e os senti caindo por minhas costas em ondas. Olhei no espelho e sorri ao resultado esperado. Passei um gloss bem fraco e tirei o robe. A noite estava fresca e eu sentia frio, mas era essencial que eu usasse a camisola de seda que estava curta e agarrada ao meu corpo.

Saí do quarto de fininho, passando em frente ao de Caitlin fazendo o mínimo de ruído possível. Dylan quis passar a primeira noite com ela, ainda que sob os protestos do amigo, e eles se silenciaram há pouco. Porque até então...

Fiz o caminho pelos fundos como em muitas noites anteriores de insônia e inquietação. E como em todas anteriores, encontrei a porta do escritório fechada com a luz vazando pelas frestas. Bati duas vezes suavemente, avisando a Aaron que se tratava de mim.

Após o susto que levei com a arma apontada para mim em uma dessas noites, criamos um código por segurança.

Aaron estava tipicamente atrás da mesa sentado em sua cadeira de couro. A bebida, o notebook e uns papéis estavam na mesa. Ele levantou os olhos quando fechei a porta atrás de mim e estreitou-os. Medindo-me dos pés a cabeça, sorri aproximando-me de sua mesa. A camisola, a maquiagem leve e imperceptível aos olhos masculinos e o cabelo cumpriram bem suas funções.

– Está tarde, amor. – disse com uma voz manhosa e sensual. – Os convidados já dormiram e acho que é nossa vez.

Sentei em cima da mesa, em sua frente, passando os braços por seu pescoço. Meu corpo estava inclinado para frente e ele tinha uma ótima visa de meu decote. Meus pés rasparam em seus joelhos. Seus olhos desceram meu corpo todo mais uma vez e seus lábios foram umedecidos.

– Sua proposta é tentadora, mas eu tenho que trabalhar.

– Você fez isso o dia inteiro. Não acha que agora eu mereço um pouco de atenção?

Diminui a voz, aproximando nossos rostos para meu hálito roçar em seus lábios enquanto falava. Havia passado um creme afrodisíaco na pele que além de excelente hidratante, dava um brilho e um cheiro agradável e excitante de maçã e canela. Um dos vários truques que aprendi com Caitlin.

– Eu acho que alguém aqui está virando uma ninfomaníaca. – riu fraco.

Imitei-o, roçando nossos lábios. Afastei-nos colocando o cabelo para um lado e dando visão e acesso total ao meu pescoço quando voltei para sussurrar em sua orelha.

– Não tenho culpa que sou casada com um.

Ele riu nasalado, beijando minha pele. Arrepiei-me, fechando os olhos. O creme, segundo Caitlin, também proporcionava uma sensação de refrescância ao parceiro. Como menta, porém com gosto mais exótico. Seus dentes mordiscaram-me antes de se sua boca chupar vaga e primorosamente a região.

– Il mio amore ha sapore di mela e cannella.

Afastou-se e olhou-me. A essa altura, sua mão estava em minhas coxas segurando-a com firmeza. A outra na base de minha coluna. Seus olhos já queimavam luxúria, esquecendo a fadiga de lado.

O fogo sempre o acordava. O fogo sempre ganhava com Aaron.

Ele aproximou a cadeira e puxou-me para si. Caí em seu colo, sentindo meus seios chocaram-se dolorosamente contra seu peitoral. Gemi baixo, de forma a provoca-lo. Ele grunhiu baixo. Seu pênis estava escurecendo por debaixo da calça.

Ele voltou a distribuir beijos por meu pescoço e gemi baixo olhando para a janela fechada atrás de si.

Hora de agir.

– Aaron... – ronronei acariciando sua nuca.

– Hm...?

Sua onomatopeia saiu vaga e desconcentrada. Àquela altura já estava em meu ombro e clavícula.

– Como anda o plano com os meninos? – perguntei casualmente, como se comentasse do tempo do lado de fora.

Mas Aaron não reagiu da mesma maneira. Ele parou em meu busto e ergueu a cabeça. Sua expressão estava fechada e seus olhos desconfiados.

– Por que você está perguntando isso agora? – arqueou a sobrancelha.

– Por nada. – dei de ombros.

– Por nada? – riu debochado.

Não precisava de mais nada para saber que ele não caíra e nem iria. Aaron era bem mais esperto do que julgara e eu já deveria saber disso.

– Lane, ninguém pergunta algo “por nada” no meio de uns amassos. Ainda mais você. Você não diz nada além do meu nome.

Engoli em seco. Fora desmascarada antes mesmo de chegar ao clímax. Aaron adotou aquela expressão presunçosa acompanhada de um sorrisinho inquisitivo e odioso. Mordi o lábio. Tentei me soltar de cima dele, mas ele não permitiu. Segurou-me com mais força, forçando meu corpo contra o seu.

– Me solta, Aaron! – bati em seu peito.

Ele não moveu um músculo aos meus ataques. Quando levantei a mão para investir de novo, ele a segurou no ar e abaixou-a sem delicadeza. Meu olhar também não foi nada suave para ele.

– O que você tramava Lane?

Ofegava, as mãos presas por somente uma das suas. A outra estava em minhas costas forçando meu corpo contra o seu. Levantei a cabeça, respirando um tanto pesado ao olha-lo dura e magoada. Odiava mostrar minhas emoções a ele. Ainda mais as de "fragilidade", pois não queria voltar a ser a Lane chorona aos seus olhos ou aos de mais ninguém.

Principalmente aos meus.

– Nada, Aaron. Porque eu não sou boa o suficiente, ou ardilosa o suficiente ou sensual o suficiente para tramar alguma coisa.

Aaron entendeu na hora. Jogando a cabeça para trás, ele xingou baixinho. Mantive o queixo erguido e o maxilar travado olhando para um ponto fixo sobre seus ombros. Frustrada e magoada, sabia que meu corpo poderia me trair a qualquer momento.

– Não era para você ouvir aquilo.

Seu olhar agora era mais suave: austero e levemente arrependido. Mas ainda arrogante.

– Sério Aaron? Vocês fazem pouco de mim na minha casa enquanto eu estava no cômodo ao lado e esperava que eu não ouvisse?

– Minha casa.

Ri pelo nariz, virando a cabeça.

– Babaca. – soltei tão naturalmente quanto sua última fala.

Aaron apertou-me sem gentileza alguma, machucando sem nenhuma surpresa de minha parte. Olhei-o sem demonstrar emoção, pois era isso que ele ansiava. Ele travara o maxilar também e olhava-me enraivecido.

– Do que você me chamou? – questionou entre dentes.

– Ba.ba.ca.

Aaron presou minhas costas contra a mesa. Gemi de dor com o impacto no meio de minha coluna. Ele pegou meu rosto entre o indicador e o polegar, imprensando seus dedos na minha pele.

– Você abusa, Lane. Há muito você vem pedindo para apanhar.

– Bate então Aaron. – gemi abrindo os olhos.

Aaron grunhiu.

– Mostra o monstro que todos falam. Mostra o cara de quem Sienna correu. Mostra toda a podridão que você esconde do mundo. Vamos lá, bata. Prove que é mesmo o que todos falam.

Seu peito descia e subia rápido. Seus olhos queimavam como nunca sobre mim. E havia uma dúvida palpável neles. Ele realmente se debatia internamente sobre minha proposta, o que afogou dentro de mim todas as constatações de mudanças que vinha observando nele.

Fui solta tão repentinamente que caí no chão batendo a cabeça na mesa. Prendi a respiração, levando a mão à área atingida. Estava sentada displicentemente contra a madeira. Passei a me sentir zonza na mesma hora, vendo o mundo girar e escurecer pelas bordas. Tentei me levantar, segurando-me nas gavetas da mesa. Caí sentada de novo ainda mais tonta do que no princípio. Minhas pálpebras começaram a pesar e Aaron abaixou-se na minha frente. O pouco que vi de suas feições antes de fechar os olhos caracterizava-se como preocupação.

Senti seus braços ao meu redor erguendo-me do carpete. Apoie minha cabeça em seu peito, perdendo os resquícios de lucidez que me restava.

– Monstro. – foi a única coisa que consegui sussurrar antes de desmaiar.

Notas finais
Il mio amore ha sapore di mela e cannella - O meu amor tem gosto de maçã com canela. Pois é, o céu azul límpido se transformou de volta em cinza nublado. Nem tudo é felicidade, meu povo! Bem, pra quem tava curioso em saber sobre o plano original e/ou queria que a Lane descobrisse sobre ele, aí está. Aaron é: ciumento? cauteloso? prepotente? demais para deixá-la participar de algo tão perigoso assim. E, aplicando minha Lei de Newton favorita (não que goste de física, mas...): toda ação tem sua reação. Então... Agora vamos ao que interessa: quanto ao negócio do beta, eu ainda preciso de um(a). Quem tiver interesse (alguns, pelo que vi nos reviews), por favor, me mande uma mensagem direta, no privado. Sei que é abuso, mas assim fica mais fácil para nós conversarmos. AGORA IMPORTANTE. Gente, eu só quero esclarecer uma coisa para vocês: a fic não é The Walking Dead. Então mortos não andaram ou ressuscitaram. O que morreu, morreu. Quem entendeu, entendeu, quem não... Ah, os reviews! Eu os li e fiquei "awn!", mas de novo não respondi nenhum. Mas como eu disse acima, estavam com pressa para que eu postasse e eu estava muito atarefada antes. Mas, de novo, minhas férias estão chegando e eu colocarei as coisas em dia sim... Xoxo